PERI-MIRIM: Clube de Leitura da ALCAP promove atividades

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) convida todos os amantes da literatura para o Clube de Leitura “Professor João Garcia Furtado”, um espaço dedicado à leitura, ao debate e à valorização do patrimônio cultural brasileiro. Com encontros bimestrais, o clube abordará o tema “Cultura Popular: Heranças e Tradições do Brasil e do Maranhão“, promovendo uma imersão nas lendas, mitos, religiosidades e manifestações culturais do nosso país.
📖 Como funciona?
O clube é aberto a estudantes, professores, membros da ALCAP e toda a comunidade, incluindo crianças, jovens e adultos. Os encontros acontecerão de forma presencial e virtual, promovendo discussões guiadas sobre as obras selecionadas e incentivando a produção literária e artística dos participantes, finalizando com um momento cultural.
Como incentivo, as melhores produções serão apresentadas durante os encontros e serão publicadas em um livro digital e/ou impresso.

Local dos encontros: Sindicato dos Profissionais da Educação e Servidores Municipais de Peri-Mirim (SINDPROESPEM)
📅 Cronograma de Atividades:
📌 1º Encontro – 30 de março de 2025 (15h às 18h)
Tema: Introdução às Lendas Maranhenses
Livro: “Passeios pela história e cultura do Maranhão”, de Wilson Marques.

📌 2º Encontro – 18 de maio de 2025 (15h às 18h)
Tema: Arte e Devoção na Cultura Maranhense
Livro: “Arte e Devoção”, de Joana Bittencourt.

📌 3º Encontro – 13 de julho de 2025 (15h às 18h)
Tema: A Literatura Maranhense: Entre o Real e o Mítico
Livro: “Úrsula”, de Maria Firmina dos Reis.

🎭 Atividade Prática – 25/07/2025
Roteiro cultural em São Luís e bate-papo com autor
🔗 Inscreva-se agora!
Garanta sua participação acessando o https://forms.gle/i7Xt64yXNksgPWMs8

Venha fazer parte deste encontro enriquecedor e fortaleça sua conexão com a literatura e a cultura do Maranhão!

Mais sugestões de leitura disponível para empréstimo na Biblioteca ALCAP Prof. Taninho:
Literatura em minha casa: quatro mitos brasileiros – Mônica Stahel
Um saci no meu quintal: mitos brasileiros – Mônica Stahel
A história do boizinho de brinquedo – Joana Bittencourt
Literatura em minha casa: bazar do folclore – Ricardo Azevedo
Brincando de folclore – Maurício de Sousa
📩 Para mais informações, visite nosso Instagram@bibliotecaalcap ou entre em contato pelo e-mail: academiaperimiriense@gmail.com

PERI-MIRIM: ACADEMIA NOMEIA DIRETORIA E CONSELHO DA BIBLIOTECA

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) torna pública a nomeação dos novos membros do Conselho da Biblioteca ALCAP Prof. Taninho, conforme Edital de Convocação nº 001/2025 e Portaria nº 02/2025, de 10 de fevereiro de 2025, assinados pela Presidente da ALCAP, Jessythannya Carvalho Santos.

Após o período de inscrições e análise das candidaturas, os nomes indicados foram submetidos à deliberação da Assembleia Geral da ALCAP, em conformidade com o Regimento de Funcionamento da Biblioteca. O Conselho tem papel fundamental na formulação de políticas que incentivem o acesso à leitura e ao conhecimento, além de acompanhar projetos e fortalecer a integração entre a Biblioteca e a comunidade.

I – Diretoria da Biblioteca: Direção Geral: Ana Creusa Martins dos Santos; Assistência à Direção: Nani Sebastiana Pereira da Silva; Supervisão de Projetos e Convênios: Diêgo Nunes Boaes; Sessão de Apoio Administrativo: Giselia Pinheiro Martins; Sessão de Apoio Administrativo: Jaílson de Jesus Alves Sousa e Atendimento ao Público

II – Conselho da Biblioteca: Presidente da ALCAP: Jessythannya Carvalho Santos; Vice-Presidente da ALCAP: Manoel de Jesus Andrade Braga; Tesoureiro da ALCAP: Edna Jara Abreu Santos e Representante da Comunidade Geral: Lourivaldo Diniz Ribeiro; Representante da Comunidade Estudantil: Alice Santos Lopes.

A ALCAP parabeniza os eleitos e reforça seu compromisso com o fortalecimento da Biblioteca Prof. Taninho como um espaço de cultura, aprendizado e integração social.

Acesse a Portaria de nomeação: PORTARIA Nº 02 DE 10.02.2025

 

BARRAGEM DO PERICUMÃ: Comissão realiza vistora técnica

 A Barragem do Rio Pericumã recebeu na tarde do dia 05 de fevereiro a visita de uma comissão composta por técnicos, professores, ambientalistas, estudantes, lideranças de comunidades ribeirinhas e representantes de entidades ligadas à Pesca. A Barragem do Rio Pericumã fica localizada no município de Pinheiro, no Maranhão.

Com o objetivo de efetuar uma avaliação prévia, seguida da elaboração de um manifesto à sociedade civil e às autoridades, clamando por um posicionamento sobre ações urgentes a serem tomadas pela manutenção e preservação desse importante instrumento público, responsável pela contenção das águas e o desenvolvimento sustentável na Baixada Maranhense.

A Barragem enfrenta sérios problemas estruturais e operacionais, Veja os principais problemas detectados:

– As eclusas e cabos de sustentação estão comprometidos, apresentando sinais evidentes de desgaste e fragilidade;

– As roldanas estão danificadas, prejudicando o controle do fluxo de água;

– O maquinário encontra-se totalmente inoperante, agravando a situação;

– A parte estrutural da barragem mostra pilares expostos e comprometidos;

– As comportas estão visivelmente enferrujadas, aumentando o risco de falhas críticas;

– Sem contar que a estrada está intrafegável.

A deterioração geral demanda medidas emergenciais para evitar danos ambientais e riscos à segurança da população. Com a palavra, a prefeitura de Pinheiro, o DNOCS, deputados estaduais e federais da região e governo do Estado.

Sobre a vistoria realizada pela comissão técnica, o Presidente do Fórum da Baixada, Expedito Moraes, manifestou-se dizendo que: “Só para lembrar aos companheiros que realizaram essa providencial expedição à Barragem de PERICUMÃ e produziram um excelente laudo de vistoria, que esse caso, está contido nas reivindicações deste FÓRUM e fará arte da Agenda estratégica de Desenvolvimento da Baixada, documento que será apresentado às autoridades municipais, estaduais e federais no I ENCONTRO DA BAIXADA”.

Fonte: https://www.maranhaoaz.com.br/.

ALCAP: um legado em Peri-Mirim

Durante o II Festival ALCAP de Cultura ocorrido em 14 de novembro de 2024, no largo da Praça São Sebastião, vários alunos da rede municipal e particular de ensino revelaram seus talentos em várias áreas da literatura, arte e cultura. A poesia abaixo é de Bruna Carla.


ALCAP: um legado em Peri-Mirim (Por Bruna Carla Silva França)

Em 28 de maio foi criada

A Academia de Letras, Ciências e Arte perimiriense

Uma esperança no território da baixada

A fim de promover a educação a seus discentes.

 

Composta por 28 membros

Assim ela se faz

Escritores, Professores, Acadêmicos formados…

Verdadeiros profissionais.

 

Preocupados com o futuro da cidade

Se juntaram em prol da educação

Todos juntos em uma só voz

Todos juntos em união.

 

Naisa Amorim, mulher guerreira

Ǫue se empenhou com força e determinação

Uma professora de coragem

Ǫue deixou nos perimirienses o sentimento de gratidão.

 

Não podemos esquecer do eterno Bordalo

Ǫue partiu para o céu em 2023

Deixando conosco a saudade, um belíssimo legado

E os trabalhos que em Peri-Mirim ele fez.

 

E mais uma vez, me regozijo em participar

De mais um evento e poder citar

Grandes nomes da ALCAP

Ǫue ajudaram a elevar a educação deste lugar.

PERI-MIRIM: II Festival de Cultura já tem data marcada

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e parceiros promoverão no dia 14 de novembro de 2024, o II Festival de Cultura. O referido festival é um grande encontro de manifestações culturais que surgiu com o objetivo de promover um evento democrático de ampla participação popular que incentive a prática e vivência da cultura como expressão artística, contribuindo para a difusão cultural e o desenvolvimento regional por meio da cultura tradicional.

Na 1ª edição do festival, realizada no dia 07 de junho de 2019 em Peri-Mirim, criou-se um espaço para a divulgação da cultura e arte local. A praça central da cidade recebeu atrações como música, poesia, tambor de crioula, capoeira, artistas da terra, exposições, estande de venda de livros, feira gastronômica, roda de conversa e lançamento da 2ª edição do livro “Dicionário do Baixadês”, do escritor e acadêmico Flávio Braga.

Nesta 2ª edição, prevista que ocorrerá no dia 14 de novembro de 2024 na Praça da Igreja da Matriz de São Sebastião, estima-se receber um grande público que prestigiará várias atrações, conforme Programação abaixo:

16h – ABERTURA DA FEIRA CULTURAL: Exposição artística, fotográfica, literária, artesanal, plantas, cerâmicas, gastronomia

17h – ABERTURA DA TENDA CULTURAL COM OS DESBRAVADORES (IASD): Coral Infantil  Cantos de Alma, Apresentação teatral (EMCB), Coreografia (UMADPM), Dança contemporânea

17:40h -MANIFESTAÇÕES CULTURAIS

18:30h – POESIA E MÚSICA

19h – GRANDE ENCONTRO DOS ARTISTAS DA TERRA: Carlos Pique, Santiago, Paim, Edeilson, Paulo Sérgio e Frank Wilson

20:30h – APRESENTAÇÃO TEATRAL NO SINDPROESPEM (vagas limitadas*): 1) 0 Menestrel -Shakespeare (Thyago Alves) e 2) Espetáculo Curacanga (IFMA).

PROJETO PLANTIO SOLIDÁRIO DA ALCAP: Promoverá Troca de Mudas e Sementes durante a VII Ação de Graças na Jurema

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense  (ALCAP) promoverá a quarta Edição da Feira de Troca de Mudas, Sementes e Saberes, em parceria com a VII Ação de Graças na Jurema, que será realizada no dia 16 de novembro de 2024, no Sítio Jurema, Povoado do Cametá, no município de Peri-Mirim-MA.

A referida feira será realizada por meio do Projeto Plantio Solidário “João de Deus Martins”, que tem como gestora, Ana Cléres Santos Ferreira, que sempre contou a colaboração de Maria do Carmo Pinheiro, ambas amigas da ALCAP, as quais preparam um ambiente aprazível para receber a comunidade. A Ação de Graças na Jurema foi idealizada por José dos Santos, para promover a União em sua Comunidade.

Por iniciativa da acadêmica Jessythannya Santos, o objetivo da feira é auxiliar na preservação da biodiversidade, promover a educação ambiental, bem como estimular a alimentação orgânica e saudável. As mudas serão fornecidas pelo Jardim Botânico da Vale S.A. Porém, a maioria das mudas são oriundas do Sítio Boa Vista, de propriedade da gestora do Projeto.

Além de mudas de hortaliças, legumes e outros vegetais, serão trocadas/disponibilizadas plantas ornamentais, mudas de árvores frutíferas e não frutíferas, plantas medicinais, sementes e muito conhecimento e diversão. Esperamos contar com a participação de engenheiro agrônomo ou outro especialista, para orientar as pessoas.

O TIO BOBO (… e o vizinho di cara limpa!)

Por Zé Carlos Gonçalves*

Após “um longo e tenebroso inverno”, de ausência, recebi um verdadeiro abraço do tio Bobo, que logo veio se queixando da minha ingratidão. Aí, só me restou “ficá muchinho, vermelhinho di vergonha” e balançar a cabeça concordando. De verdade, andei sumido, dando finalização ao livro, em que trago as peripécias do meu querido amigo.

E, em meio a essa “matada di sordade”, o tio Bobo, “elétrico, falano cumuma matraca”, vai logo “dispejano uma dais sua”.

Nos últimos tempos, vinha em conflito com um vizinho, que lhe “cunsumia a pacênça”. Tudo por causa de “uns parmo di terra”. O “discarado” invadiu o terreno do tio Bobo, “cu’um cercadinho indecente”. Mas a reação do tio foi imediata. Arrancou o madeirame e fez uma fogueira imensa. E, “pra si impô”, se sentou debaixo do pé de manga, no seu terreiro, “acompanhado de sua bate bucha”, para não deixar dúvida de sua intenção.

Ao vizinho, saliente, só restou se recolher ao silêncio, ciente de que “com o tio não se brinca, não!” E o tio, ainda colérico, se derramou em lamento.

“Queim teim pena du miserávi fica nu lugá dêli. Êssi aí vivia morreno à míngua. Asdepois di minh’ajuda, né qui êssi patife si isqueceo du qui li fiz. Passa têso irguá um caniço i neim um bom dia mi dá. Qui vá prus quinto du inferno êssi cavalo batizado”.

Até tentei lhe tirar dessas lamúrias, convidando-o a tomar umas doses do milagroso São João da Barra, mas a ira não o “largava” e ele continuou.

“Mais, Zé, sô passado na casca du alho, nunca qui vô perdê pr’um malandro dêssi. Inda mais dum muleque qui neim saiu dus cuêro. Um bêsta fera dêssi, qu’inda neim é pinto i já quê sê galo. Purisso, li chamei na chincha i li falei todas ais verdádi”.

Como percebi que não tiraria o tio Bobo daquele estado, resolvi ir embora. Mas lhe escutei, ainda, um último protesto.

“Êssi sacana, pensano qui veim mi avacalhá, tá é perdido. Num tenho mêdo dum trombôio dêssi di cara lisa. Um pésti dêssi!”
Aí, já não havia mais o que fazer. O tio “tava possesso!”

A FORÇA DO BAIXADÊS III (… o “F” de todos os Baixadeiros)

Por Zé Carlos Gonçalves

No sábado último, na AMEI, no lançamento do livro O ÓRFÃO E O JORNALISTA, mediado por Nonato Reis, tive “uma senhora conversa” com o mestre Manoel Barros. Ali, como não poderia deixar de ser, transpirou, vê só, a nossa querida BAIXADA. E, de verdade, coisas boas virão! Os DIÁLOGOS BAIXADEIROS vêm revigorados. Ou, como se diz no BAIXADÊS, “veim cum ‘fôça’ totá!”
O certo é que, nesse “falatório”, muita “futrica” saiu. E me veio a “fandanga” ideia de mergulhar no BAIXADÊS com a família do “F”, após sentir a vibração de algumas palavras com essa fricativa. Vamos ver o que vai dar! “Afiná, mi deo foi uma vontade doida” de brincar “um tiquinho”.
E, com “fé” em Santo Inácio de Loiola, vou “atentar”!
O ar de nossa Princesa anda muito “fuvêro”, com a “fuxicada” do período eleitoral, em que o que não falta são “os ‘faniquitos’, os ‘fala’ mansa, os ‘fulêros’, os ‘fofoqueiros”.
Mas não só de política o “F” se alimenta. De saudade, também.
A “Favêra” e o Oiteiro do “Finca” agonizam para sempre. Já são “finados” para nós, que os vimos vivos e os sentimos “firmes” sob os nossos pés.
Também se “faz” presente, ao nos oferecer, cantantes, as mais ricas pérolas “fonéticas”, que dançam em nossos ouvidos e nos embalam em nossas lembranças. Eita, “F,’ ‘fio’ di uma mãe!”
E, aí, as expressões “vãum si ‘fazeno” e nos “matando a vontade”. E só quem é BAIXADEIRO para entender a “profundeza” das mensagens; pois a mesma vem eivada de sentimentalidade. Afinal, quem nunca mediu a beleza dos seus com a máxima máxima. “Cara di um ‘focinho’ du ôto”. Ou “se quêxô” do desconforto “físico”, após um longo e árduo dia de trabalho duro. “Tô ‘fadigado’ i discaderado di ‘fazê’ tanta ‘força”.
O certo é que pululam as nossas identidades linguísticas. “Êsse piqueno é um ‘fuguete’, mais ‘fuçadô’ qui um quêxada”. E só aumentam. Na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Nos sonhos e nas certezas do que somos. Misericórdia! Muito escutei, durante um resfriado. “Êssi muleque tá cum a venta qui paréci um ‘fole”. E, para depreciar alguém, o repertório se apresentava “farto’. ‘Fogoió’, ‘fio’ duma égua, ‘finório’, teim a mão ‘fina’, ‘féla’ da puta, é uma mulé di vida ‘fáci”.
Esse desfilar do “F” se impõe poderoso, em suas metáforas, que se potencializam, com a intenção do desprezo. “Êssi sujeitho num é neum galo, tá mais pra ‘frango”. Ou no ápice do desespero. “Só quiria sê, i ‘fincô’ u pé na merda”.
Também, em palavras, que se apresentam “fortes”, por si só. “Fundilho, faca pexêra, fajuto, furunco, fanhoso, fedorento …”
E, para fechar, uma das nossas construções mais fantásticas. “Dêxa di tua ‘fóba”.
Eita “F”, da gôta serena! Infitético!

A FORÇA DO BAIXADÊS II (… urupema, balaio, carrapeta, coxo …)

Por Zé Carlos Gonçalves

Após procurar “pano pra manga”, em A FORÇA DO BAIXADÊS I, fiquei “doidinho di vontade” de me encontrar entre os meus. E, “cumo isso tá muito difíci, fiz uma viági nu nosso linguajá”. Pelo menos, em pensamento, “vô matano um pôco a vontade lôca di ouvi, mi ouvino”.

E, de verdade, me peguei sorrindo das primeiras palavras, que “me lavaram a alma”. E não se tratam de palavrões. Mentalmente, comecei a balbuciar “urupema”. E, veio a imagem da peneira quadrada, a me espiar dali do gancho, a descansar no velho caibro, do centro da cozinha. E, a acompanhar e bem ilustrar o flashback, veio a figura da vovó Dedé, a preparar o “alguidar” de juçara, que ia se transformando no jantar, rico e delicioso, “bem acompanhado” da farinha e “da jabiraca”, que chiava, sendo “sabrecada”, na brasa, que estava, também, faminta de nossa iguaria.

O certo é que as palavras continuaram a jorrar, num turbilhão de emoções. Palavras fortes e tão familiares. E, por incrível que pareça, mesmo que não pareçam, são nossas. “Ananás, tipiti, peneira, urinó, mençaba, mucajuba, filhós …”
E, para se tornar mais fantástico ainda, “entrou em campo” a riqueza semântica, que permeia o BAIXADÊS e nos sustenta em nossas lembranças. E, veio “balaio”, a nos remeter à peneira, ou ao cesto, ou à “merenda”, ou “à expressão porreta”, “balaio de gatos”. E “capanga”, uma pequena bolsa, repleta de “soluções”; ou um reles guarda costas, “um puxa saco”, a não viver a própria vida.

E, para não supervalorizar “balaio e capanga”, vou puxar “carrapeta”. Um utensílio tão comum no universo das costureiras. Também, um brinquedo, subtraído de entre “os riris”, os botões, as linhas, as agulhas e os dedais, a criar confusão e alguns “cascudos”, que não eram peixes. Ou, ainda, a criança “traquina”, que passa a ser sinonimizada como “capeta, endemoniada, elétrica, faísca …” Barbaridade!

E, para fechar, “qui tal” fazer referência a “cocho”, a gerar “confusão” com sua homônima. Aquela, usada para a retenção de água ou comida, para animais; esta, “coxo”, vai se desdobrando em “cachibento, coxolé, capenga, manquitola, manco …” Eita, Santo Inácio de Loiola!
E, assim, “um tiquinho qui seja”, matei a vontade do meu BAIXADÊS! “Arre égua!”

A ACADEMIA PERIMIRIENSE É HOMENAGEADA POR ESCOLA MUNICIPAL EM DESFILE CÍVICO

A Escola Municipal Cecília Botão homenageou a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) durante o Desfile Cívico promovido pela Escola no último dia 07 de setembro de 2024.

Foi formado um Pelotão de Desfile, composto por alunos da escola que exibiam o brasão da Academia, banner com foto de todos os acadêmicos e vestes nas cores da agremiação. A baliza do pelotão, Elisa Fernanda, do 6º ano B, portava o escudo da ALCAP, um dos símbolo da instituição representada. O desfile foi narrado pela professora Mara Edith Costa Costa, professora inclusiva.

O banner com as fotos dos acadêmicos foi conduzido pelos alunos Ana Sophia e Rhuann Vitor, ambos alunos do 6º ano B da Escola Cecília Botão.

O brasão da Academia portado pela baliza do pelotão, Elisa Fernanda, foi confeccionado por Fernanda Amorim. Segundo Fernanda, para confecção do brasão foram utilizados os seguintes materiais: isopor, EVA, as letras que compõem o nome da Academia, bem como o lema da Academia: “Vanguarda do Conhecimento” foram cotadas com tesourinha de unha. Uma verdadeira obra de arte que encanta todos que veem.

A homenagem à ALCAP se deu pela iniciativa inovadora em direção ao resgate, valorização e desenvolvimento da educação e cultura perimiriense, que se destaca na vanguarda, resgate das memórias perimirienses incentivando a nova geração.

Durante o desfile, com a narração perfeita e emocionante, foi registrado que a ALCAP é fruto de um sonho antigo de alguns conterrâneos notáveis e do professor (in memoriam) “João Garcia Furtado”, e sob a inquietação de criar e organizar uma instituição voltada para a valorização da cultura local, perimirienses reuniram-se para discutir a forma que poderiam contribuir para o resgate e a revitalização da história do município de Peri-Mirim.

A narrativa emocionante durante o desfile, em resumo, foi a seguinte:

Os fundadores da Academia abraçaram a ideia e aderiram ao projeto, surgindo assim a ALCAP, sob o lema – VANGUARDA DO CONHECIMENTO; esta, sendo uma instituição sem fins lucrativos que tem como objetivo promover a cultura por meio de suas diversas atividades.

Reforçando seu compromisso com a difusão do conhecimento e da produção artística, por meio de iniciativas como palestras, exposições e eventos culturais, fomentando o desenvolvimento cultural e intelectual da comunidade local promovendo o resgate e a valorização da literatura, das ciências e das artes.

A fundação da ALCAP ocorreu em 20 de maio de 2018 e a solenidade de posse foi realizada em 15 de dezembro do mesmo ano, composta por 28 membros, entre confrades e confreiras ocupando a cadeira de imortais ilustres.

E ainda, preocupando-se com os jovens na busca por transformar uma geração leitora, elabora projetos preparando os jovens para o futuro, inserindo-os no mundo da literatura. Dentre eles, o clube da leitura, concursos de poesias, crônicas, e desenho, contemplando toda faixa etária, sarau cultural.

Contribuindo, dessa forma, para o fortalecimento da ideia, a ALCAP planeja e executa várias ações, como o Plantio Solidário, e ainda, celebrou a inauguração da aquisição de uma biblioteca que recebe o nome em homenagem ao professor RAIMUNDO JOÃO SANTOS (in memoriam) vulgo, professor “Taninho”, esta, localizada no prédio do SINDPROESPEM (Sindicato dos profissionais da Educação e Servidores Municipais de Peri-Mirim).

Os nossos alunos apresentaram-se neste momento, vestidos com trajes semelhantes em homenagem à instituição referida e trazem nas mãos, palavras em que incentivam a busca pelo conhecimento e a relevância que tem na sociedade, visto que são norteadoras do desenvolvimento, possibilitando novas oportunidades, entre elas podemos citar:

Letras, Literatura, Artes, Ciências, Pesquisa, Preservação, Resgate, Memórias, Música, Obras literárias, Cultura, Criticidade, Vanguarda, Valores, Pertencimento, Educação, Ressignificar e Valorização.

Estreitando os laços, como forte tentativa de elevar a nossa história nas mais diversas áreas como as Letras, a literatura, o meio ambiente, a música, entre outras manifestações culturais.

E ainda, preocupando-se com os jovens na busca por transformar uma geração leitora, elabora projetos preparando os jovens para o futuro, inserindo-os no mundo da literatura. Dentre eles, Clube da Leitura, concursos de poesias, crônicas, e desenho, contemplando toda faixa etária, sarau cultural.

O presidente da ALCAP, Venceslau Pereira Júnior, em nome de todos os acadêmicos, agradeceu a linda homenagem da Escola Municipal Cecília Botão, afinal, a ALCAP somos todos nós!


Desfile Cívico – Edição 2024

Tema: Homenagem à ALCAP (Academia De Letras, Ciências e Artes Perimiriense).

Secretária Municipal de Educação: Zaine Campos Ferreira

Gestores e organizadores: Profª Juciléa de Jesus Ferreira Cabral, José Júlio Amorim Costa e Ângela Fabrícia Campos Almeida.

Texto em Homenagem à ALCAP: Redação da Professora Aldilene Pereira Azevedo, 40 anos, moradora do povoado Baiano, no quadro efetivo desde 2009, exerce a profissão há mais de 20 anos neste município e Pós-graduada em Docência na Educação Básica.