PROJETO DE SUCESSO: BOSQUES DA BAIXADA

I – IMPLANTAÇÃO DO PRIMEIRO BOSQUE

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) lançou, em 2018, na gestão de Ana Creusa, a proposta de institucionalizar o projeto “Bosques da Baixada”, sob a coordenação dos professores José Ribamar Gusmão Araújo e Jucivam Ribeiro Lopes da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), ambos filhos de Bequimão. A ideia inicial foi resgatar e valorizar espécies representativas e tradicionais da flora dos municípios da Baixada.

O BOSQUE DOS PARICÁS foi o 1º bosque implantado. O projeto “Paricás em Paricatiua: um sonho possível” ou popularmente denominado “Bosque dos Paricás”, teve as mudas plantadas em 26/01/2019 na comunidade Paricatiua, município de Bequimão. O referido Bosque foi viabilizado partir da iniciativa e trabalho de diversos forenses e sob a inspiração do professor José de Jesus Lemos da Universidade Federal do Ceará (UFC), filho de Paricatiua.

IMAGENS: VIVEIRO DA UEMA – LOCAL DE PRODUÇÃO DAS MUDAS DE PARICÁS

II – LANÇAMENTO DO “BOSQUE DAS MANGUEIRAS” EM MATINHA

No dia 26/08/2018 em Evento do Fórum da Baixada em Matinha, foi lançado o Projeto Bosque das Mangueiras em Matinha, com a presença da Prefeita Linielza. Na oportunidade, o Prof. Gusmão, após apresentar o projeto do Bosque dos Paricás, lançou o desafio para Matinha ao parafrasear Geraldo Vandré “pra não dizer que não falei das Mangas” e reforçou que o “itinerário e modelo dos Paricás poderia ser um bom guia para Matinha e pra toda a Baixada”. A escolha da fruteira mangueira guarda relação com o fato de Matinha ser considerada a capital dessa fruta na Baixada. Neste Bosque serão inseridas mudas de mangas de “tipos/variedades” representativas (tradicionais ou históricas) das várias comunidades do Município.

IMAGEM: EVENTO DO FDBM NA COMUNIDADE PONTA GROSSA/MATINHA (26/08/2018).

III – ESCOLHA DO LOCAL PARA IMPLANTAÇÃO DO BOSQUE

 A partir de articulação local do forense César Brito, os líderes comunitários do Povoado Graça fizeram a doção do terreno.  No espaço escolhido reside uma comunidade quilombola que acolheu o projeto, sendo esta visitada e aprovada pelos forenses em 11 de janeiro de 2019. Na verdade, nessa área que possui 2 (dois) hectares, com vegetação preservada e nascente de águas, viceja a possibilidade de se ampliar a ideia inicial de “Bosque das Mangueiras” para “Parque Ambiental de Matinha”, decisão que cabe ao executivo municipal. Destaca-se que a referida comunidade tem grande diversidade de mangueiras e uma variedade em particular, centenária, denominada “Graça”, foi resgatada para o Bosque.

IMAGENS: VISITA DOS FORENSES À COMUNIDADE GRAÇA/MATINHA (11/01/2019).

IV – COLETA DE RAMOS E PREPARAÇÃO DAS MUDAS PARA O BOSQUE DAS MANGUEIRAS/MATINHA

A primeira fase de produção das mudas consistiu na semeadura dos caroços de manga no viveiro da Fazenda Escola de São Luís – Curso de Agronomia/UEMA, no início de 2020. O objetivo foi formar os “cavalos” (porta-enxertos) sobre os quais seriam enxertadas as variedades de manga de Matinha.

No 16 de outubro de 2020, o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) fez uma visita técnica ao município Matinha, para coleta de ramos de mangueiras para enxertia, visando a preparar as mudas para plantio do Bosque das Mangueiras, sob a coordenação técnica do Prof. Gusmão, Engenheiro Agrônomo da UEMA. Na ocasião realizou-se nova visita à comunidade Graça para se confirmar a área de plantio das mudas e comprometer a comunidade com os cuidados do futuro do Bosque.

IMAGEM: VISITA DOS FORENSES A MATINHA PARA COLETA DE RAMOS DE MAGUEIRAS (16/10/2020).

Foram coletados ramos de 7 (sete) variedades de mangueiras de Matinha, assim denominadas: ÁGUA VIVA, CONSTANTINA, TERESINHA, CESAR BRITO, PÊRA, GRAÇA E LOLICO. A mudas permaneceram 15 meses no Viveiro da UEMA e foram retiradas pelo forense Cesar Brito em 07/04/2021. Em razão da pandemia o plantio foi transferido para o início de 2022.

IMAGEM: MUDAS DE MANGUEIRA NO VIVEIRO DA UEMA (ABRIL/2021).

V – QUANTIDADE DE MUDAS PARA FORMAR O BOSQUE

Serão plantadas um total de 47 mudas.

Espaçamento: 8,0m x 7,0m (8m entre fileiras e 7m entre plantas)

 VI – GUARDIÕES DO BOSQUE

            Os guardiões do Bosque/Parque são os moradores do Povoado Graça, sob o comando do líder da comunidade, Manoel.

Entre as responsabilidades compartilhadas pela Comunidade, cita-se: proteção e manutenção da área, capinas/coroamentos, adubação e podas e ampliação do Bosque com o plantio de outras variedades. Técnicos locais devem passar as devidas orientações. Estima-se que entre dois e três anos terá início a produção de frutos, os quais poderão ser utilizados para consumo das famílias e venda no mercado local. Acrescente-se que o Bosque também é lugar da prática sobre educação ambiental.

VII – PERSPECTIVAS DE NOVOS BOSQUES

– Bosque em Peri-Mirim (falta definir a espécie; gestor local: Ana Cléres)

– Bosque das Araribas em Viana (gestor local: Luís Henrique)

OBS: A Diretoria do FDBM deve prospectar nos demais municípios o interesse nos projetos de Bosque.

VIII – VIVEIROS DE PRODUÇÃO DE MUDAS

           A Diretoria do FDBM e os gestores do projeto “Bosques da Baixada” incentivam e propõem que os gestores municipais envidem esforços para a implantação de Viveiros de produção de mudas não só com o objetivo de abastecer a implantação de Bosques, mas também para fomentar programas/projetos produtivos locais. Cita-se como bom exemplo Anajatuba que recentemente construiu seu viveiro telado na sede do município, por meio da secretaria de Agricultura, com recursos próprios.

         A estratégia é que cada município elabore e apresente o “projeto de viveiro telado” às secretarias e/ou instituições estaduais ou federais, além de priorizar a construção com recursos próprios. Em seguida, instituições como UEMA, IFMA, UFMA e outras podem realizar treinamentos e capacitações a técnicos e produtores locais acerca dos processos de produção de mudas.

José Ribamar Gusmão Araújo

Jucivam Ribeiro Lopes

 Ana Creusa Martins dos Santos

Expedito Nunes Moraes

A FANTÁSTICA GALERIA!

Por Zé Carlos

Era uma vez …

… um lugar encantado. A Baixada maranhense. Baixada, que, de tão encantada, se tornou, de verdade, a encantar os seus.

E, nesse mar de encantamento, chamou-me um pequeno recanto, por quem fui acolhido, para sentir a Princesa pulsar dentro e fora de mim, numa relação absurdamente única.
Em tal recanto, vi, ouvi e vivi as mais fantásticas práticas e belezas humanas. Belezas, que se apresentam, em minhas lembranças, vivas e pulsantes, tais quais autênticas obras de arte, a enveredarem-se por travessas e ruas, fazendo-me, invariavelmente, a alegria, nos benditos anos 70 e 80.

Que ansiedade e emoção escutar o insistente, delicioso e longínquo “piiroolééé”, enriba do apogeu da queimação da tarde, com a certeza de que a refrescância do maracujá inundar-me-ia o corpo e a alma, pois o litro já se encontrava reservado para tal. O litro, sim. Valia mais que o dólar no mercado negro.

Só quem “caçou” um litro, ou uma garrafa, sabe o prazer de escolher e desfrutar do sabor suado e especial de um “pirolé” ou de um pirulito, enfiado no palito, enfiado na tábua, repleta de furos. Sem qualquer maldade, “lembi inté os beço”!

Mas, a beleza não fica só até aí. Vem-me a figura do vendedor de peixes, com o seu cofo enfiado em um pedaço de pau, acomodado no ombro, a vender uma “pratada” de acarás ou de piabas. Que maravilha de cena, a colorir as minhas manhãs, tal uma tela de Fransoufer. Beleza, que continua, mesmo depois que a “modernidade” introduziu uma caixa de isopor, na garupa da “bicicreta” ou em um carrinho de mão. A pureza d’alma ainda permanece!

E, as telas não param por aí. Eis que surge o vendedor de verduras, com a clarividência de todo dia, a adivinhar que o cozidão reclama por maxixe, quiabo, “jermum” e vinagreira. Um desfilar de cores, cheiros e sabores, a temperar a minha infância, em definitivo.

Nas mesmas passarelas, vêm surgindo os entregadores do Teimosão, a matar a curiosidade e a sede de saber. O entregador de pão, deslizando, madrugada a dentro, em perfeito silêncio. O entregador de leite, com uns canjirões gulosos e encardidos, a engolir a faminta caneca, que nunca estava saciada. Também, em suas empolgações, os vendedores de murici, de camarão, de marrecas, de frigideiras, de panelas, de papeiros, de bacias, de penicos, de bananas. Este último, em minha casa, não tinha vez. Bananas só eram adquiridas no seu Alvino ou no seu Zé de Cristina. Outras não tinham gosto! Haja manias!
Manias, que me levavam à procura dos vendedores de São Bento, para comprar queijo e jaçanãs. Não há queijo igual! Já as jaçanãs eram as mais gordas! Acho que eram mais jaçanãs que as nossas jaçanãs! Haja manias!

Religiosamente, às vésperas do Natal, recebíamos o vendedor de joias, que me fascinavam com as suas maletas, recheadas de rolos, recheados de preciosidades. Quanta vontade de ficar com tudo!

Nesse fantástico cenário, despontava o rei, além do Momo. O rei dos vendedores. Sem igual! Fula! Com o seu inseparável búzio, a anunciar “baguinhos, cabeças gordas, jejus, traíras … num festival de gracejos, ditos e relaxos. Num festival de alegria!

Também, desfilavam os cobradores. Pouquíssimos, por sinal. Vislumbro o das Casas Pernambucanas e o da Casa Saldanha, que apareciam, geralmente, com mais acanhamento do que os devedores.
Ah, tempo de pinturas fantásticas! Uma verdadeira galeria!

O SONHO

Por Gracilene Pinto

Quantos caminhos trilharam os pés cansados
do viajante persistente e sonhador?
E quantos sonhos ficaram abandonados
à beira dos caminhos, onde ninguém voltou?
Das tantas lutas, quantas foram inglórias?
E as derrotas, alguém já conferiu?
O desistente que alcançou vitória,
o sucesso sem luta, quem já viu?
Sonho é projeto, tem causa e efeito,
e as grandes conquistas reclamam paixão,
sem luta, sem garra, viver não tem jeito,
que o sonho precisa de força e ação.

O VELHO MERCADO

Por Zé Carlos

… ao me aproximar, ainda madrugada, ouvia o sussurrar do velho Mercado, que vinha preguiçosa e manhosamente acordando.

Ao redor, tudo era silêncio. Silêncio, silêncio, silêncio!!! Silêncio, quebrado, uma ou outra vez, pelos “tum-tuns” secos e abafados dos pedregulhos, que se vivificavam, ao “marcarem o lugar” na longa fila, para a compra de carne. Ou quebrado pelo pigarro e pela tosse seca do seu Teodomiro, salvo engano, após mais uma prolongada tragada e espessa baforoda do longo porronca, enrolado num bom pedaço de papel de embrulho. Ou quebrado pelo grito inesperado de Sassico, que estava com medo de tamanho silêncio.

Às vezes, batia um tremendo e implacável frio, a castigar o meu mirrado corpo de 7 a 8 anos. Ocasião em que buscava abrigo nos braços e pernas do meu avô-pai Antônio do Rosário e nos mingaus de milho, de Dadá, fumegantes, como só na infância tivemos, e cobertos por uma generosa camada de canela, que me enfeitiçava o olfato e o paladar, numa gula feroz.

Vovô não se contentava apenas com a compra da carne. Prolongava-se em conversas, que transitavam do engenho ao canavial. Do açúcar à cachaça. Dos bois à política. Este último tema dominava a cena. O seu assunto predileto. Era um apaixonado pela mesmo. Constatação que vou ter muito depois, ao lembrar de nossas conversas, geralmente à noite, após o seu programa sagrado e imperdível, a Voz do Brasil, a ecoar do seu imenso e potente rádio.

Mas, voltemos ao Mercado. Das conversas prolongadas à “tomação” de bênçãos. Acho que todos os pinheirenses, que permeiam as minhas lembranças, eram afilhados do meu avô. O certo é que demorávamos uma eternidade, o que para mim era uma delícia. Sempre cabia mais um e mais um mingau!

Hoje, entretanto, quando passo pelo meu Mercado, já não sinto a sua vitalidade. Já não sinto a sisudez de João de Braulina, a se acentuar com seu chapéu sisudo, também, e seu olhar distante, a escolher clientes. Já não sinto a camaradagem dos compadres de papai, que eram um pouco meus: seu Antônio Correia e seu Tarquínio. Já não sinto a sensação de que Nhô e Fernando, o braço de Judas, são-lhe habitantes eternos, a me fornecer uma boa fatia de fígado. Também, já não encontro o frescor da vinagreira, dos amarrados de maxixes e quiabos, da talhada do jerimum, da pimenta malagueta. Muito menos a plena amizade de Culete, que me tratava tal a um filho, sabendo que meu pai encontrava-se trabalhando distante. Por sempre me confundi entre Raimundo e Benedito, nunca conseguindo fazer a distinção correta dos irmãos pelo nome, determinarei, como um autêntico baixadeiro: o Culete, ao qual me refiro, é o pai de Zé Maria, do foto Alfa, e Lourdinha Mendonça, uma das melhores amigas dos corredores das minhas escolas.

Hoje, só me resta vê o meu mercado, imergido em um vazio e uma tristeza tamanha, perdido em nuances pálidas, que teimam em fugir das minhas retinas, com lágrimas vertendo em suas paredes tão sofridas que já não reconhecem nem abraçam o seu filho, que tanto o ama.
Perdoem-me, não consigo seguir!

PIABA

Por Zé Carlos

Há algum tempo, ficava revoltado, quando encontrava algum conhecido, que me chamava de “comedor de piaba”. Isso, verdadeiramente, se constituía em um grande insulto. Assim, diversas vezes, por pura criancice, vinguei-me com os helenenses e os são-bentuenses.
Comedores de tapiaca e de mussum. Quanta sandice!

Mas, o senhor de todas as razões veio passando e me trazendo a certeza de que essas referências, muito mais do que depreciarem, fortalecem as nossas relações com a nossa terra e nos dão uma imensa felicidade em ser isso mesmo. Certamente, a distância ressalta esse sentimento. Certamente, essa distância está gritando agora e bem alto por um cozidão de piaba, com um pirão de farinha seca. O que não é para qualquer um! Mas, sou um craque em comer piaba cozida. Em “uma raspada”, entre os dentes, trago só o mínimo esqueleto esquelético, a se empilhar na beirada do prato. Ainda mantenho esse hábito de colocar as espinhas ali! Para mim, não existe, ainda que esteja a postos, o prato para espinhas!

Entretanto, nada sobra, quando ela é enfiada no talo de coqueiro e frita no azeite de coco. Cachorro passa fome! Até sinto o seu croque croque, persistente, a pedir pela sua companheira inseparável, a farinha, a invadirem “os meus sentidos” e se apoderarem do meu paladar, faminto e saudoso. Vou ficar por aqui, já está bom. Se o devaneio prolongar-se, fatalmente exigirá a sagrada tigela de juçara. Aí, não respondo mais!

Hoje, o que desejo, e com orgulho, é ser chamado de comedor de piaba. E como seria bom, se, toda vez que isso acontecesse, me “trazessem” uns espetinhos e um punhado de puba!

Com certeza, não esperaria até chegar a minha casa. Havia de dar uma grande “beliscada”, ainda “no caminho”!

Extensão e processo de ocupação de Peri-Mirim

Extensão
O município tem 405,3 km² sendo o 184° do Estado em extensão o que corresponde a 0,12%. Em termos regionais, é o 48º na Mesorregião Norte Maranhense com 0,77% e o 17º na Microrregião Geográfica da Baixada Maranhense correspondendo a 2,30%.

Processo de Ocupação
Os criadores de gado dos municípios próximos, presumivelmente de Alcântara e São Bento, no sentido de desenvolverem a pecuária extensiva própria da época e da necessidade de encontrar pastos novos e férteis, penetraram pelo interior e ao encontrar os pastos almejados, ali construíram suas casas, dando ao povoado o nome de Macapá, que
embora tivesse em áreas dos municípios de Alcântara e São Bento, foi anexado ao segundo pela Lei Provincial de nº 1.385, de 17 de maio de 1886.

Pela Lei nº 850 de 31 de março de 1919, o distrito foi transformado em município e 45 dias depois foi procedida à eleição para prefeito municipal, embora o município tenha sido oficial e solenemente fundado em 15 de julho de 1919. Onze anos depois, o município foi extinto por meio do Decreto Lei Nº 75, de 22 de abril de 1931, sendo reincorporado ao município São Bento, na condição de distrito.

Finalmente, o Decreto Lei nº 857, de 19 de junho de 1935, devolveu a Macapá a condição de município e elevando à condição de vila em 19 de julho do mesmo ano, considerando-a, no entanto, cidade a partir de 29 de março de 1938. Com a reforma administrativa do Estado, pelo Decreto Lei Nº 820 de 30 de dezembro de 1943, o município mudou a toponímia de Macapá para Peri-Mirim.

A palavra peri-mirim na língua tupi-guarani significa junco fino, tipo de vegetação que predomina nos campos alagados do município.


Fonte: Enciclopédia dos Municípios Maranhenses: microrregião geográfica da Baixada Maranhense / Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos. – São Luís: IMESC, 2013.

Arquivos Peri-Mirim - FDBM

FÓRUM DA BAIXADA ACOMPANHA A ASSINATURA DO CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE FERRYBOAT NO MARANHÃO

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), por meio do seu presidente, Expedito Moraes e Ana Creusa, vice-presidente, acompanhou a assinatura, através da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), realizou, na manhã desta quinta-feira (9), a solenidade de assinatura do Contrato de Concessão do Serviço Público de Transporte Aquaviário Intermunicipal. O serviço de ferryboat foi licitado pela primeira vez no Maranhão e trará benefícios para a sociedade que utiliza esse meio de transporte, atendendo as necessidades dos usuários que utilizam o serviço, além idealizar e concretizar um compromisso do Governo com todos os maranhenses, sobretudo, com os que residem e trabalham na Baixada, garantindo mais acessibilidade e desenvolvimento econômico e social para o Maranhão.

Esse é um processo que a MOB tem conduzido há bastante tempo, desde o início da gestão do governador Flávio Dino, e agora chegamos ao final do processo licitatório para o transporte aquaviário entre São Luís/Cujupe e que se culmina hoje com a assinatura do contrato. É um grande marco para o Maranhão e em um curto prazo teremos novas embarcações e constantes melhorias no serviço”, pontou o presidente da MOB, Daniel Carvalho.

No processo licitatório da Concorrência Pública de nº 001/2021-MOB duas empresas estavam concorrendo: Internacional Marítima e Celte Navegação. A Internacional Marítima venceu o lote I e a Celte Navegação venceu o lote II, e desta forma serão duas empresas operando no sistema em um prazo de 90 dias da data da assinatura da ordem de serviço, realizada nesta quinta-feira (9).

Teremos mais disponibilidade de novos ferrys e novos horários para que a população que necessita tanto desse serviço, para que o ir e vir do dia a dia seja garantido de forma mais rápida e eficiente, com melhores acomodações e melhorias de modo geral, explicou Marcel Lopes, diretor de operações aquaviárias e aeroviárias da MOB.

“Definitivamente é um novo momento para o serviço de ferryboat, com mais investimentos e também trazendo melhorias para os usuários dos ferrys e consequentemente dos terminais, acompanhando, assim, o crescimento desse serviço tão importante para a população”, destacou Ted Lago, presidente da EMAP.

O contrato de concessão terá duração de 20 anos podendo ser prorrogado por mais 20 anos. Com o contrato, as empresas agora têm segurança jurídica e podem investir em melhorias. O documento já assinado também rege que as empresas têm um prazo de 90 dias para iniciar as operações com os ferrys de acordo com as cláusulas do contrato.

Pela primeira vez o Estado do Maranhão toma a iniciativa de conceder uma concessão para a iniciativa privada e isso possibilita que o investimento seja de fato feito. Nossa pretensão é atender essa demanda, voltada com bons resultados para a população com embarcações mais adequadas, seguras e confortáveis e que tudo possa fluir de modo que consigamos atender a população, afirmou Luiz Carlos, presidente da Internacional.

“A nossa ideia é proporcionar um serviço melhor que o que está sendo proporcionado atualmente, justamente o motivo da licitação, melhorar o serviço. Oferecer embarcações melhores, equipamentos melhores, um serviço mais confortável e aproveitar a mão de obra local, de preferência”, frisou Sérgio Maia, diretor da empresa Celte.

Várias autoridades acompanharam a solenidade de assinatura do Contrato de Concessão do Serviço Público de Ferryboat no Maranhão. Participaram da solenidade: a promotora de Justiça, Lítia Cavalcante; o procurador geral de Justiça, Eduardo Nicolau; o presidente da EMAP, Ted Lago; dentre outros.

Fonte: https://www.ma.gov.br/agenciadenoticias/

Governo do Estado entrega Faróis do Saber e Girotecas em São Vicente, Arari, Vitória e São João Batista

Garantir acesso aos livros e a espaços que ajudem a promover o desenvolvimento da aprendizagem e intelectual dos jovens maranhenses. Com este objetivo, nesta quinta-feira (25), o Governo do Maranhão, por meio das Secretarias de Estado da Educação (Seduc) e da Cultura (Secma), entregou simultaneamente cinco Faróis do Saber totalmente revitalizados e duas ‘Girotecas’ a comunidades dos municípios de Mirinzal, Arari, Vitória do Mearim, São João Batista, Bacuri e São Vicente Ferry. Juntos, os faróis receberam investimento de cerca de R$ de 1,4 milhão.

Farol do Saber em Arari

Em Vitória do Mearim, a festa da literatura contou com a presença da comunidade escolar e da gestão municipal que celebraram a entrega do Farol do Saber de José de Arimatéia Coelho, totalmente revitalizado e com acervo ampliado depois de muitos anos de espera. O contentamento estava nos olhos e nas palavras de cada pessoa presente ao evento.

“Fonte de conhecimento. Desde a antiguidade, as bibliotecas são consideradas isso. A leitura é capaz de mudar o ser humano e consequentemente capaz de mudar o mundo”, disse Ihlderlany Sousa, estudante do 3° ano do Ensino Médio do CE Raimundo Magno Alves da Silva (CEMA). “Ler é um ato de resistência. Quanto mais espaços de conhecimento, que tragam o fortalecimento da educação, mais, possibilidade de crescimento para Vitória. O conhecimento é libertário”, ressaltou o secretário de Educação de Vitória do Mearim, Raimundo Franco.

Farol de Arari

O município de Arari, que recebeu o Farol do Saber Professora Raimunda Ramos novinho e totalmente equipado. Teve poesia e discursos emocionados para ressaltar a importância de ter um espaço digno para a construção do conhecimento. “Este grande investimento que Arari recebe hoje esperamos que faça parte de uma lista de muitos outros. É digno do nosso reconhecimento, porque a educação é a herança mais valiosa; ela não tem preço”, disse em seu discurso de agradecimento Heloísa Brito Silva, estudante do Centro Educa Mais Cidade de Arari.

“Todas as obras que chegam, todas as ações que acontecem, tudo aquilo que vem para melhorar o nosso município, tudo aquilo que vem para melhorar a qualidade de vida da nossa população terá o apoio da nossa secretaria e da gestão municipal”, disse o secretário municipal de Cultura de Arari, Ailton Barros.

“Um dia muito importante em que o governador Flávio Dino e secretário Felipe Camarão reafirmam a preocupação e o compromisso que têm com o fortalecimento da educação e da cultura no nosso estado. A entrega desses espaços revitalizados nos diz muito da importância de se promover o acesso aos livros, à leitura. Essa é uma garantia de mais espaços e oportunidades para que toda população maranhense possa ter mais acesso aos livros e ao conhecimento. Precisamos de mais livros e menos armas”, ressaltou o secretário adjunto de Educação Profissional e Integral, André Bello, que representou o governo do Maranhão em Arari e Vitória do Mearim.

A Banda Marcial de Bacuri nas ruas e muita alegria nos olhos de quem saiu de casa para participar da reinauguração do Farol do Saber Rui Aranha, na cidade de Bacuri. Há anos a comunidade esperava por esse momento de poder usufruir de um espaço digno e acolhedor na hora da leitura.

Vitória do Mearim

“Queremos agradecer ao Governo do Estado por essa parceria, estamos muito felizes pela recuperação do nosso farol. É um investimento importante para o nosso município, onde nós temos agora um espaço adequado para trabalhar nossos projetos de leitura com os nossos estudantes da rede municipal e também estadual. Obrigado ao governador Flávio Dino, aos secretários Felipe Camarão e Anderson Lindoso. Também ao prefeito Washington Luís de Oliveira por entender a importância dessa parceria”, disse Rosinaldo Campelo, secretário Municipal de Educação de Bacuri.

“Esse é mais um dia de festa da educação com as inaugurações das bibliotecas no estado do Maranhão. É uma iniciativa do governador Flávio Dino, que demonstração claramente todo o carinho e respeito que tem com a população do Maranhão investindo naquilo que consideramos a maior e mais importante política para um estado, que é a educação”, pontuou Rosyjane Paula, assessora especial da Seduc, que representou o governo em Bacuri.

No Quilombo São Joaquim, em São Vicente Ferrer, teve dança e muita tradição para comemorar a entrega de uma Giroteca – biblioteca móvel, de pequeno porte e de fácil instalação em qualquer espaço onde haja o desejo de estimular o gosto à leitura. A Giroteca traz 40 tablets, acervo de literatura infantil, juvenil, clássicos brasileiros e literatura maranhense, além de uma mesa tecnológica com quatro notebooks, quatro computadores, impressora e TV. “A Giroteca é uma coisa muito boa para nós, porque com ela nós vamos poder pesquisar, fazer leitura, adquirir conhecimento maior. Eu fiquei muito feliz porque a gente ganhou televisão, computadores”, disse Simone Ferreira Almeida, estudante Centro de Educação Quilombola Flaviano Pinto Neto.

Vitória do Mearim

“Entregamos a Giroteca com todos esses livros e equipamentos que estarão à disposição das nossas crianças e dos nossos jovens. É assim, que o governador Flávio Dino e o secretário Felipe Camarão querem o progresso do Maranhão, por meio de uma educação digna”, enfatizou Delmar Matias, secretário adjunto da Seduc.

Na cidade de São João Batista, a comunidade celebrou a entrega do Farol do Saber Glayce Ferreira Soares, que agora está pronto para receber os estudantes e a população em geral. “O nosso agradecimento ao governador Flávio Dino e ao secretário Felipe Camarão. Nós pedimos e vocês atenderem e o momento é de agradecer a vocês. A população de São João Batista é grata por essa obra”, destacou o prefeito de São João Batista, Mecinho.

“É com grande honra que o Governo do Maranhão entrega esse farol para a comunidade de São João Batista. Esperamos que todos façam um bom proveito, leiam, estudem, pesquisem porque a leitura é um mecanismo fundamental na formação cidadã. E essa é a preocupação do governador Flávio Dino e do Secretário Felipe Camarão, quando investem em melhoria desses espaços de conhecimento”, disse Vitor Pfluger.

Já em Mirinzal, a festa da literatura foi com dupla entrega. Na sede, o Governo do Maranhão entregou o Farol do Saber Sousândrade, na sede, e da Giroteca, no Centro de Educação Quilombola Benedito Fontes, no Quilombo Gurutil, zona rural do município. Momento de muita alegria para os estudantes e a população em geral, que agora têm um espaço adequado e acolhedor para leitura e pesquisa.

Farol de São João Batista

“Falamos com os estudantes e toda a comunidade de Mirinzal sobre a importância do incentivo e acesso à leitura, mas também das oportunidades que o Farol do Saber e os equipamentos que fomentam a leitura pode gerar na comunidade, inclusive, ocupação pelos jovens desses espaços para que ele tenha sentido e valor na comunidade e também fazer que agreguem cada vez mais à educação de Mirinzal”, destacou Nadya Dutra. Fonte: Seduc

Giroteca em São Vicente Ferrer
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URGENTE: O Campus de São Bento da UEMA oferece o Curso de Tecnologia em Fruticultura

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) – campus São Bento/MA está oferecendo o curso superior de TECNOLOGIA EM FRUTICULTURA.

O curso será presencial, com três anos de duração. Com áreas de atuação: 1) Pesquisa e Desenvolvimento; 2) Projeto junto a Produtores e 3) Cadeia Produtiva da Fruticultura.

O acesso será via Vestibular PAES. https://www.paes.uema.br/

O curso de Tecnologia em Fruticultura visa à formação de profissionais qualificados para atuarem na cadeia produtiva da fruticultura. Dessa forma, a Universidade visa contribuir e estimular o desenvolvimento da economia regional. Os profissionais dessa área estarão habilitados para planejar, projetar, gerenciar e executar empreendimentos voltados para a produção de frutas. Eles também podem elaborar e executar projetos agrícolas que compreendem a implantação, cultivo, produção, colheita e pós-colheita de frutas. Além disso, podem fiscalizar, elaborar relatórios e pareceres sobre o controle de qualidade, classificação e certificação de frutas. Podem ainda fazer vistorias, realizar perícia, avaliar, emitir laudo e parecer técnico em sua área de formação, entre outras atribuições.

O período para solicitação de isenção já iniciou: 22/11/2021 a 17/12/2021.

As informações foram fornecidas pelo Diretor do Curso, o Pós-doutor em Agroecologia, Prof. Dr. Augusto César Vieira Neves Junior e Prof. Dr. José Ribamar Gusmão Araújo, doutor em Agronomia (Horticultura) e Fruticultura da UEMA e membro do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, responsável técnico pelo Projeto Bosques da Baixada.

IV AÇÃO DE GRAÇAS NA JUREMA: Feira de Troca de Mudas, Sementes e Saberes Ecológicos

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense  (ALCAP) participou da IV Ação de Graças na Jurema, dia 20 de novembro de 2021, durante o evento promoveu, por meio do Projeto Plantio Solidário, a primeira Edição da Feira de Troca de Mudas, Sementes e Saberes.

O objetivo da feira é preservar a biodiversidade, promover a educação ambiental e estimular a alimentação saudável e orgânica, que foi coordenada pro Jessythannya Santos. As mudas foram fornecidas pela UEMA, por meio do Prof. Dr. Gusmão Araújo e pela comunidade interessada na troca das mudas.

Além de mudas de hortaliças, legumes e vegetais, foram trocadas plantas ornamentais, como por exemplo, flores e cactos, bem como frutíferas e não-frutíferas, plantas medicinais, sementes e muito conhecimento. Contudo, por ser um evento gratuito e não possuir inscrição não foi registrada a quantidade de plantas disponíveis. Para participar, bastou levar uma muda e/ou sementes, para troca ou doação no local.

O evento deste ano não contou com a participação do engenheiro agrônomo ou outro especialista, Mas algumas orientações foram repassadas.

A feira, conforme relatou a coordenação, foi muito bem aceita pela comunidade, pois agregou conhecimentos sobre cultivo e ecologia, os quais foram compartilhados pelos participantes.