Alexandre Campos

Nasceu no dia 06/05/1917. Filho de Agda Pereira Campos e Domingos Gusmão Campos, natural de São Bento/MA. Morou desde sua mocidade até adolescência no povoado Ponta do Lago no município de Peri-Mirim/MA, próximo ao centro da cidade, onde construiu família.

Alexandre nunca esquece de suas viagens para São Bento, todas elas eram a canoa, quem sempre forquilhava era seu pai, Domingos, e amigos da família como: Vicente e Mariano. Em São Bento eles compravam o que necessitavam em sua casa e/ou de vizinhos e familiares.

Não aprendeu a ler e escrever. Sempre trabalhou na lavoura. Casou-se primeiro com Isabel Lima Campos, da união nasceu Jaime Lima Campos. Sua primeira esposa nasceu no Bairro do Portinho, irmã do senhor João Lima. Com o falecimento da esposa, Alexandre casou-se pela segunda vez no dia 23/05/1923 com a senhora Jovanita Silva Pereira, e tiveram 04 filhos.

Moraram por muitos anos no bairro da Liberdade em São Luís, capital do Estado do Maranhão. Quando ficou viúvo pela segunda vez, voltou a morar novamente no povoado Ponta do Lago com dona Raimunda Marcela Silva, natural de São Bento, passaram-se alguns anos, quando ele resolve morar com seu filho mais velho, Jaime Lima, no bairro do Portinho.

Alexandre perdeu seu filho recentemente. Reside ainda na casa de Jaime Lima com sua nora Assunção de Maria Martins Lima, para quem tem um grande afeto e respeito.

Perguntado sobre a origem do bairro do Portinho, Sr. Alexandre contou algo inusitado, diz ele: O bairro do Portinho surgiu por meio do Porto de Pedro de Cota (na rua do senhor René Barros e da Rádio Perimiriense) na qual vinham pessoas de várias localidades vindo de viagem, inclusive de São Bento: desembarcar, embarcar, comprar e vender seus produtos, e também do centro da cidade de Macapá, a barragem que liga o bairro do Portinho ao Centro da cidade não existia naquela época, no inverno era uma grande barreiro. E o pessoal saía e chegava pelo Porto de Pedro de Cota, o portinho. O porto de Zé Queiroz era maior, aí para se procurar as coisas se identificava no portinho – que era o porto pequeno. Portinho existe há muito tempo.

Alexandre sempre se emociona quando se recorda de algumas coisas, no início ficou muito tímido em falar, e disse que não ia dizer nada, mas com o decorrer da conversa, o senhor de 102 anos se expressou muito.

Entrevista realizada por Diêgo Nunes Boaes em março de 2020 e envaida à redação de O Resgate.

O retorno às aulas: pergunte ao editor geral da República

A Ciência não disse, então, qualquer um pode dizê-lo, sem medo de errar. Mas será criticado, com certeza.

Quem se aventurar a dizer a data que considera adequada para o retorno às aulas, será contraditado pelo interlocutor que o acusará de não ser especialista no assunto.

Afinal, quem vai dizer quando voltar às aulas? Serão os secretários de Educação, os reitores, os pais ou os alunos? Qualquer um desses, menos os professores que já foram silenciados: fala-se em aula dia sim, dia não, mas não se fala em dobrar o número de professores.

Seja pai, aluno ou professor, não poderá opinar. Tem que deixar esse assunto com a Ciência. Mas a Ciência foi silenciada pelo medo. Como o medo é inimigo do conhecimento, o retorno às aulas pode ser qualquer dia.

A Ciência que deveria opinar, tirou férias forçadas pelo sistema de inquisição de ideias.

Há uma saída: perguntar ao Supremo Tribunal Federal (STF), o onipresente, onisciente e onipotente, para que ele edite a norma dos governadores e prefeitos e determine a data correta para a volta às aulas.

Como ninguém deve se atrever em criticar as decisões das vossas excelências, é seguro que a data determinada pelo Supremo, é a única que pode ser praticada sem críticas. Com a palavra, o STF, o silenciador geral da República.

Texto de Ana Creusa Martins dos Santos, Advogada. Foto de destaque For Educator.

Censura nas redes sociais equivale a pena de morte civil praticada na Antiguidade

Uma das vítimas do bloqueio de contas em redes sociais foi o Presidente do PTB, Roberto Jefferson, que fez duras críticas à decisão do Ministro Alexandre de Moraes, a qual compara à pena de morte civil. Diz o presidente do partido que: “Impedir a expressão pública equivale a restauração da antiga pena de morte civil, que constitui a perda da personalidade em vida, e visa destituir certos indivíduos dos direitos inerentes a pessoa humana, como o direito de falar e se manifestar em público. É o fim da cidadania“.

Relembrando que o indivíduo apenado com a morte civil perdia todos os direitos civis e políticos, sendo considerado civilmente morto. Autores que ainda existem resquícios dessa pena na legislação brasileira e, principalmente, no grande número de excluídos que grassam pelas ruas do país – os invisíveis.

Na última sexta-feira (24 de julho de 2020), o Twitter atendeu à ordem do Ministro do STF e retirou do ar, 16 contas de perfis, por supostas críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

A decisão proferida está em desacordo com a manifestação encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, no dia 23 de junho, sobre um habeas corpus impetrado pelo empresário Otávio Fakhoury, em que o Procurador Geral da República,  Augusto Aras, disse que a determinação de Moraes de suspender contas em redes sociais é desproporcional e contrária ao princípio da liberdade de expressão.

A determinação de bloqueio foi feita em razão de críticas dirigidas aos membros do STF. A decisão de bloqueio foi fundamentada no artigo 21 do Regimento Interno do STF, em que o Ministro determinou “…2) O bloqueio de contas em redes sociais, tais como Facebook, Twitter e Instagram, dos investigados apontados …”.

Antes de executar as penas seria interessante que os membros do STF tentassem responder as seguintes questões: – Por que muitos brasileiros fazem críticas às suas decisões? Será porque deixam muitos processos acumulados até prescreverem as penas, ou porque impossibilitaram a prisão após segunda instância, ou porque proibiram operações policiais durante a pandemia? Será que as críticas são “pura maldade”, e seus os críticos merecem pena de morte civil?

Houve muitas reações no meio político e social, contra e a favor, estes devido à grande polarização que existe no país, ainda há quem defenda da censura, desde que recaia sobre o adversário. Para o jornalista Luis Lacombe: “Não há como aceitar a censura. Não há como aceitar que aplaudam a censura. Liberdade de expressão a todos, aqueles que pensam como eu e os que pensam de forma diferente“.

O Presidente da República, por meio da Advogacia Geral da União, protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADin), que para alguns já é considerada a “Ação do Ano”, exatamente por colocar em xeque várias decisões do STF que defendem a liberdade de expressão.

A referida ADIn questiona que no ordenamento jurídico brasileiro, não respaldo legislativo específico que preconize a possibilidade de bloqueio ou suspensão de funcionamento, por ordem judicial, de plataformas virtuais de comunicação – as conhecidas redes sociais.

Portanto, “Diferenciar entre opiniões valiosas ou sem valor é uma contradição num Estado baseado na concepção de uma democracia livre e pluralista’”. Paulo Gustavo Gonet Branco.

“Eu desaprovo o que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo” (Evelyn Beatrice Hall). Esta frase não é de Voltaire, e sim de Evelyn Beatrice Hall, que a escreveu para ilustrar as crenças de Voltaire, na sua biografia sobre o autor “Amigos de Voltaire”. Não à censura!

Reforma Tributária: CBS substituirá o PIS/Pasep e a Cofins

A proposta cria a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em substituição ao Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e ao Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Leia a íntegra da Proposta de Reforma Tributária CBS.

A proposta do governo é que a CBS seja um imposto não-cumulativo, ao contrário do PIS/Pasep e da Cofins. Atualmente, esses tributos, que incidem sobre receitas e faturamentos de empresas, são, na maioria dos casos, cumulativos, o que significa que eles incidem sobre o valor total em todas as etapas da cadeia de produção ou de comercialização, inclusive sobre o próprio pagamento do tributo na etapa anterior.

Os princípios da reforma tributária proposta pelo governo são simplificação, redução de custos, mais transparência, segurança jurídica, combate à evasão e à sonegação, e criação de mais empregos e investimentos.

A proposta, que deverá ser analisada pelo Congresso Nacional, estabelece regras de transição entre os atuais tributos e a CBS e prevê o prazo de seis meses, a partir da publicação da lei, para que o novo tributo entre em vigor.

As outras mudanças a serem propostas pelo Executivo serão incluídas na segunda parte da reforma tributária. “Para dar a ênfase na nossa confiança no Congresso, ao invés de mandar uma PEC [Proposta de Emenda à Constituição], mandamos propostas que podem então ser trabalhadas e acopladas. Mas mandaremos todas, Imposto de Renda, dividendos, os impostos indiretos, IPIs, todos os impostos serão abordados”, detalhou Paulo Guedes.

A unificação do PIS e Cofins, proposta pelo governo, não requer mudanças na Constituição Federal. Isso porque o novo imposto proposto fica restrito à arrecadação federal, sem mexer no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, e no Imposto sobre Serviços (ISS), que é municipal.

A alíquota da CBS federal será de 12% para empresas em geral e de 5,9% para entidades financeiras como bancos, planos de saúde e seguradoras. De acordo com a proposta encaminhada, a CBS incidirá apenas sobre a receita decorrente do faturamento empresarial, ou seja, sobre as operações realizadas com a comercialização de bens e serviços, e será devido apenas pelas pessoas jurídicas de médio e grande porte.

A CBS não incide em pequenas empresas e cesta básica e não haverá mudanças em relação às micro e pequenas empresas que fazem parte do Simples. Elas continuam sujeitas às regras atuais.

O texto prevê ainda que a contribuição não incidirá sobre os produtos da cesta básica. Entidades beneficentes, templos de qualquer culto, cooperativas e condomínios estão entre as organizações que não pagarão o CBS.

Guedes disse que é a favor da inclusão de ICMS (estadual) e ISS (municipal) na reforma, mas isso não foi feito na proposta do governo. “Eu não posso invadir o território dos prefeitos, o ISS, ou o dos Estados, o ICMS”, declarou.

O Senador Roberto Rocha (PSDB-MA) é o relator da reforma tributária na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Foto: Pedro França/Agência Senado. Fonte: https://www.gov.br

Vacina de Oxford é segura contra a Covid-19 e poderá ficar pronta em setembro

O Brasil receberá a transferência da tecnologia mais promissora contra a doença no mundo. Quando demonstrada a segurança, serão disponibilizadas 100 milhões de doses. Testada no Brasil, a vacina de Oxford poderá ficar pronta em setembro. Para a OMS, a vacina britânica é a opção mais avançada no mundo em termos de testagem.

A Vacina de Oxford é segura e gerou resposta imune contra covid-19. Resultados preliminares foram divulgados na revista científica The Lancet na manhã desta segunda-feira.

Segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (20) na revista científica The Lancet. A vacina da Universidade de Oxford em parceria com a biofarmacêutica anglo-sueca AstraZeneca teve bons resultados contra o novo coronavírus,  O estudo foi do tipo randômico, com grupo de controle (que recebeu uma vacina de meningite) e cego (no qual os voluntários não sabem qual medicamento foi administrado), e realizado com cerca de 1.077 pessoas saudáveis. Os resultados são das fases 1 e 2 da vacina.

A vacina desenvolvida pela universidade britânica, uma das três opções que estão na versão da fase 3 de testes segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com o estudo, pode ser ainda mais efetiva quando uma segunda dose é administrada. Os efeitos colaterais, de acordo com a divulgação, foram pequenos e puderam ser reduzidos quando os pacientes usaram paracetamol.

Outros estudos ainda devem ser feito, inclusive em idosos, para garantir a segurança da vacina. Apesar de conseguir criar uma resposta imune ao vírus, ainda é preciso descobrir se a vacina pode proteger efetivamente as pessoas de uma infecção.

A divulgação dos dados acontece após a AstraZeneca ser fortemente pressionada por seus investidores a mostrar resultados positivos. Na quarta passada, quando a empresa anunciou que teria um estudo publicado nesta segunda e a mídia britânica afirmou que a vacina teria obtido sucesso, as ações subiram em 5,2%, o que adicionou cerca de 7,4 bilhões de dólares no valor de mercado da biofarmacêutica. As ações, no entanto, caíram 0,7% em Londres já na quinta-feira.

Para uma vacina ou medicação ser aprovada e distribuída, ela precisa passar por três fases de testes. A fase 1 é a inicial, quando as empresas tentam comprovar a segurança de seus medicamentos em seres humanos; a segunda é a fase que tenta estabelecer que a vacina ou o remédio produz, sim, imunidade contra um vírus, já a fase 3 é a última fase do estudo e tenta demonstrar a eficácia da droga. Uma vacina é finalmente disponibilizada para a população quando essa fase é finalizada e a proteção recebe um registro sanitário. Por fim, na fase 4, a vacina ou o remédio é disponibilizado para a população.

A AstraZeneca e Oxford testarão sua vacina em mais de 50.000 pessoas no mundo todo. No Brasil, serão 5.000 voluntários testados em São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro.

Em junho, o governo brasileiro anunciou uma parceria com Oxford para a produção de 100 milhões de doses quando a aprovação completa acontecer.

Antes a previsão da empresa anglo-sueca era que a vacina ficaria pronta já neste ano.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

Novo Calendário Eleitoral para as eleições de 2020

Em razão da pandemia da covid-19, o Congresso Nacional aprovou e promulgou a Emenda Constitucional nº 107, de de 02 de julho de 2020, que promoveu mudanças e adequações no processo eleitoral de 2020. O entendimento dos congressistas é que o adiamento da eleição é uma necessidade imperiosa, em virtude das incertezas que envolvem a crise sanitária, sem acarretar prejuízo ao exercício da cidadania.

Veja, abaixo, as datas mais importantes do novo calendário eleitoral, conforme o texto da PEC aprovada:

11 de agosto – data a partir da qual é vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato;

31 de agosto – data a partir da qual, até 16 de setembro, é permitida a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e a escolher candidatos;

26 de setembro – último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem à Justiça Eleitoral, até as 19h, o requerimento de registro de seus candidatos;

27 de setembro – data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral, inclusive na internet;

9 de outubro – início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão relativa ao primeiro turno;

15 de novembro – data do primeiro turno;

29 de novembro – data do segundo turno;

15 de dezembro – data-limite para os candidatos e partidos apresentarem a prestação de contas de campanha;

18 de dezembro – último dia para diplomação dos eleitos.

27 de dezembro último dia para realização da eleição nos municípios mais afetados pela pandemia.

Veja mais em: http://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/arquivos/tse-novas-datas-do-calendario-eleitoral-2020-em-03-07-2020/view

A corrupção não entrou em Lockdown: Controladoria-Geral da União (CGU) projetou em R$ 1,9 bilhão o sobrepreço aplicado em compras para combate da Covid-19

Análise da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre 19,8 mil contratações realizadas no âmbito do combate à Covid-19 por estados, capitais e outras grandes cidades projetou em R$ 1,9 bilhão o sobrepreço aplicado em compras desde o início da pandemia no Brasil, em março. Somados, os contratos chegam a R$ 13 bilhões. Foi considerada a aquisição de itens como respiradores, máscaras, aventais, medicamentos e equipamentos, além de custos com gestão de hospitais de campanha em 357 municípios e entes federados.

O aumento da demanda mundial por itens e a urgência de aquisição são algumas das causas da ocorrência de preços mais altos. Mas há também indícios de conluio e má-fé entre empresas e agentes públicos. Algumas compras relatadas na análise da CGU foram interrompidas depois de se tornarem objeto de ações da polícia e do Ministério Público. Mesmo assim, há aquisições ainda ativas que apresentam razões para um olhar mais cuidadoso dos órgãos de controle: dos 30 maiores fornecedores (acima de R$ 50 milhões), que, juntos, totalizam R$ 4,4 bilhões em compras, 12 têm contrato social inferior a 10% da contratação assinada ou são empresas de pequeno porte, segundo anotação da própria CGU.

Entre os 30 contratos de maior valor na base de dados, oito têm o governo do Rio ou municípios do estado como parte, e seus signatários vêm sendo alvos de operações do Ministério Público, da Polícia Civil e do Tribunal de Contas, que podem levar ao impeachment do governador Wilson Witzel (PSC). Somados, chegam a quase R$ 1 bilhão. Já foram constatados episódios de sobrepreço, venda de leito de UTI fantasma em hospital privado e incapacidade de prestar serviços e entregar respiradores, entre outros problemas. O governo diz que vem revisando contratos suspeitos.

Com R$ 174 milhões acordados para fornecimento de remédios, a Carioca Medicamentos, por exemplo, teve contratos suspensos depois que o Tribunal de Contas identificou que o governo sequer consultou preços de referência no Sistema Integrado de Gestão de Aquisições do Estado do Rio, em tabelas da Anvisa ou contratações vigentes similares. Resultado: estava prestes a pagar R$ 50 milhões por luvas cirúrgicas a R$ 0,55 cada, valor 40% maior que a mediana constatada no país, de acordo com a CGU.

Outra empresa carioca na mira é a Fast Rio Comércio, firma de pequeno porte que prevê faturamento anual de, no máximo, R$ 4,8 milhões, mas com registro de fornecimento de 600 mil testes de Covid-19 ao governo estadual, ao custo de R$ 77,3 milhões. O preço unitário do item é de R$ 128,8 enquanto a mediana calculada pela CGU é R$ 117.

O dono da empresa integra o quadro societário de um grupo de companhias suspeitas de terem proprietário oculto, no caso, o capitão da PM Victor Zeitune, que também é dono de hospitais da Zona Norte carioca. O relacionamento do empresário com as firmas foi denunciado por uma ex-funcionária em processo trabalhista contra uma das empresas, ocasião em que ele negou a acusação. Procuradas por e-mail, as empresas não se manifestaram.

No Pará, o governo estadual encomendou à microempresa Kaizen Comércio o fornecimento de cestas básicas para estudantes ao custo de R$ 74 milhões. A compra foi cancelada quando verificou-se que a firma funcionava em imóvel modesto e não tinha capacidade ou estrutura de logística para distribuir o material às 144 cidades do estado. Os representantes da Kaizen não foram encontrados.

Os dois maiores contratos do painel da CGU foram cancelados — o primeiro previa a compra de 15 mil respiradores ao custo de R$ 1,03 bilhão, mas não seguiu por decisão do fornecedor; o segundo, encerrado após o Tribunal de Contas da União (TCU) questionar a capacidade de entrega da contratada, previa 80 milhões de aventais, ao custo de R$ 912 milhões.

O maior contrato em vigor no país, portanto, é o terceiro do ranking e foi celebrado com uma importadora de joias que mudou de ramo para fornecer 240 milhões de máscaras ao governo federal, ao custo de quase R$ 700 milhões.

Fontes: Gazeta do Povo, oSul, BR Notícias.

Aprenda a Chamar a Polícia

Autor: Luís Fernando Veríssimo

Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.

Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.

Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.

Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa.

Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.

Um minuto depois, liguei de novo e disse com a voz calma:

— Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro de escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!

Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.

Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:

— Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.

Eu respondi:

— Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.

Ministro de Educação, Milton Ribeiro, toma posse em Brasília

O Presidente Jair Bolsonaro participou nesta quarta-feira, dia 16 de julho, da solenidade de posse no ministro de Educação, Milton Ribeiro. O presidente está se recuperando no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. “Não é fácil a vida do ministro. Dele, em grande parte, depende o futuro da nossa nação”, disse Bolsonaro, por videoconferência.

O Ministro exaltou a educação pública, o ensino profissionalizante, o protagonismo de professores e defendeu a laicidade do Estado. Ribeiro é o quarto ministro a chefiar a pasta.

O Ministro afirmou que: “Queremos abrir um grande diálogo para ouvir os acadêmicos e educadores que, como eu, estão entristecidos com o que vem acontecendo com a educação em nosso país. Haja vista nossos referenciais e colocações no ranking do Pisa”.

Também afirmou que, a pedido de Bolsonaro, vai assumir um compromisso para promover o ensino profissionalizante no país. “Através do incentivo a cursos profissionalizantes, desejamos que jovens tenham uma ponte ao mercado de trabalho, para que atinjam seu potencial de contribuição para nosso país”, disse. No último ano, o governo decidiu “abandonar” o Pronatec e anunciou o programa Novos Caminhos, voltado ao ensino técnico. O intuito é aumentar em 80% (3,4 milhões) o total de matrículas em cursos de educação profissionalizante.

Violência física, filosofias equivocadas, valorização de professores, laicidade. Ainda durante seu discurso de posse, Ribeiro, que é pastor na Igreja Presbiteriana Jardim Oração, em Santos, defendeu a laicidade do Estado e afirmou que vai atuar com base em princípios constitucionais. “Tenho formação religiosa, mas meu compromisso que assumo hoje ao tomar posse está bem firmado e localizado em valores constitucionais da laicidade do estado e do ensino público”, disse.

Frente a acusações de que ele teria defendido “educação através da dor”, o novo ministro justificou e disse que “jamais falei em violência física na educação escolar e nunca defenderei tal prática”. Em vídeo publicado em suas redes, ele sugeria que pais disciplinassem seus filhos através da correção com “vara”.

A implementação de políticas e filosofias educacionais equivocadas, para Ribeiro, teriam desconstruído a autoridade do professor em sala de aula. “O que agora existe, por muitas vezes, são episódios de violência física por parte de alguns maus alunos contra professores”, disse. “As mesmas vozes críticas de nossa sociedade devem se posicionar quanto a tais episódios com a mesma intensidade”.

Ele também afirmou ser necessário não desmerecer educadores que deram “legítima e valiosas contribuições” à educação do país. “Não estava tudo errado”, disse. “Tenho consciência de que não iremos solucionar o problema de educação no país, mas procuraremos, com a ajuda de Deus, deixar legado positivo de esperança para gerações futuras”, concluiu.”. Desejamos boa sorte ao Ministro.

Fonte principal: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/ao-tomar-posse-no-mec-milton-ribeiro-exalta-professores-e-defende-grande-dialogo/

Resultado de teste de farmacêutica americana revela que todos os 45 voluntários apresentaram imunidade contra a Covid-19

“Os resultados criaram expectativa de uma retomada mais rápida da atividade econômica e maior crescimento do PIB mundial”, afirmou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

A bolsa brasileira encerrou em alta, nesta quarta-feira, 15, com o otimismo sobre os resultados da potencial vacina contra a Covid-19 da farmacêutica americana Moderna apresentados na revista científica The New England. De acordo com a publicação, todos os 45 voluntários que participaram da primeira fase de testes apresentaram imunidade contra o vírus.

O bom humor dos investidores com a possível vacina elevou o principal índice acionário brasileiro, o Ibovespa, à maior pontuação desde o início da pandemia, declarada pela OMS em 11 de março. Já em leilão de encerramento, o Ibovespa subia 1,51% para 101.953 pontos.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 avançou 0,93% e encerrou próximo do patamar em que iniciou o ano.

A Moderna foi a primeira a fazer testes em seres humanos e já está com a segunda fase, com 600 voluntários, em andamento. A terceira fase deve ser iniciada em 27 de julho, com 30.000 pessoas.

Fonte Revista Exame.