PERI-MIRIM: INAUGURAÇÃO DA BIBLIOTECA ALCAP PROF. TANINHO

Um sonho que se tornou realidade!

Em solenidade realizada no dia 24 de maio de 2024, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), em parceria com Sindicato dos Profissionais da Educação e Servidores Municipais de Peri-Mirim (SINDPROESPEM), celebrou a inauguração da Biblioteca ALCAP Professor Taninho.

O nome da biblioteca foi dado em homenagem a Raimundo João Santos, Prof. Taninho, em reconhecimento ao seu extraordinário valor e pelos relevantes serviços prestados ao município de Peri-Mirim, cuja trajetória foi marcada pela competência e dedicação. Ele é patrono da Cadeira nº 28 da ALCAP, ocupada por Jaílson de Jesus Alves Sousa.

Prestigiaram o evento, os vereadores Charles Antoine Nunes Almeida; Pablo Lahonne Ferreira Gomes; membros da ALCAP; o Diretor da Secretária da Saúde do Trabalhador, Nilson França Oliveira, representando o Presidente do SINDPROESPEM, Lourivaldo Diniz Ribeiro; Diretores de Escolas, professores, alunos, membros do Coletivo BoraVer, familiares e amigos do Patrono que nomeia a biblioteca, entre outros representantes da comunidade.

Situado na Rua Desembargador Pereira Junior, nº 85, no Prédio do SINDPROESPEM, a biblioteca conta, atualmente, com um acervo de aproximadamente 900 livros, fruto de doações, variando entre literatura infantil, juvenil, poesia, literatura brasileira, filosofia e estará aberta à comunidade a partir 27 de maio de 2024, de segunda e a sexta, 08 às 11 e das 14 às 17 horas.

O professor Nilson França Oliveira, um dos diretores do SINDPROESPEM, enfatizou que a parceria do sindicato com a ALCAP trará muito benefícios para o município e rogou para que esse projeto seja valorizado pelas próximas gestões do sindicato.

A professora Alda Ribeiro Corrêa falou da honra e alegria em trazer os alunos do Colégio ARC para prestigiaram a inauguração da biblioteca e parabeniza a ALCAP pela grande iniciativa.

O aluno Yure Benedito Corrêa Amorim da Escola Municipal Cecília Botão destacou a importância das bibliotecas na transformação de novos leitores e chamou a atenção para o fato das crianças atualmente não usarem mais os livros para realizarem suas pesquisas pela facilidade que a internet proporciona.

Jessythannya Carvalho Santos, filha do patrono homenageado, agradeceu em nome da família pela grandiosa homenagem da ALCAP, pela grande parceria do SINDPROESPEM e por todas as doações de livros e no final firmou o compromisso como membro fundadora da Academia de que muitos projetos serão realizados para promover o incentivo à leitura, ampliar o acesso ao livro, a criatividade e o prazer pela leitura.

A Secretária da ALCAP, Eni do Rosário Pereira Amorim, destacou a importância o projeto para a democratização do acesso à informação e o papel social das bibliotecas e finalizou ressaltando todo o esforço da Presidente da ALCAP, Ana Creusa, para a concretização desse sonho.

“Estar presente neste momento tão significativo nos enche de orgulho e esperança em um futuro promissor para nossa cidade. Um futuro em que nossas crianças e adolescentes perimirienses possam ter acesso a livros…”, falou Ana Sheilla, voluntária do Coletivo BoraVer.

Para Ana Creusa Martins, presidente da ALCAP, cujo mandato encerrou brilhantemente com a inauguração da biblioteca, o espaço será um centro cultural na cidade de Peri-Mirim, promovendo atividades como consulta e empréstimo de livros, saraus, mediações de leitura e palestras. Ainda segundo ela, a instalação da biblioteca faz parte da expansão do Projeto Clube de Leitura Professor João Garcia Furtado, o qual visa fomentar o interesse pela leitura.

Após a solenidade a família doou para o acervo da biblioteca um quadro do Professor Taninho e professora Alda Ribeiro Corrêa doou o Testamento Emoldurado de Julieta de Almeida Castro Marques, esposa de Agripino Marques, patrono da ALCAP.

Com a instalação da biblioteca, a ALCAP reafirma seu compromisso em proporcionar recursos e espaços de promoção cultural.

Para marcar o evento, com chave de ouro, a confreira Nasaré Silva compôs um lindo poema em homenagem ao patrono da Biblioteca ALCAP, cujo texto segue abaixo:

HISTORIA DE TANINHO

SOLENIDADE DA SAUDADE DE JOSÉ RIBAMAR MARTINS BORDALO

Por Ana Creusa

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), a Família Bordalo e representantes da Igreja Matriz São Sebastião em Peri-Mirim, promoverão hoje, 25 de maio de 2024, às 19 horas, a Solenidade da Saudade em homenagem ao imortal da Academia, José Ribamar Martins Bordalo, que faleceu no dia 16 de novembro de 2023.

José Ribamar Martins Bordalo nasceu em 25 de maio de 1945, era filho de Jacintho Soares Ferreira Bordalo e de Maria das Mercês Martins Bordalo. Casou-se com Maria Tereza Duailibe Bordalo, deixando caudalosa descendência da qual era mentor físico e espiritual. Bordalo era um líder familiar amoroso que não precisava usar da força, ou de outra forma coercitiva para dirigir seus entes queridos.

Lembrou-me que, durante a minha permanência na presidência no Fórum em Defesa da Baixada (gestão 2017-2019), levei para o município de Peri-Mirim, o projeto Academias na Baixada. Bordalo foi um dos entusiastas para a criação da Academia. Cumpriu todas as formalidades, participou da escolha do seu patrono, disponibilizou a biografia do renomado médico perimiriense Dr. Manoel Sebastião Pinheiro, que foi escolhido como patrono da Cadeira nº 04 da confraria.

Finalmente, no dia 20 de maio de 2018 a confraria foi instalada com a eleição da primeira Diretoria Executiva e Conselho Fiscal, ocasião em que foram distribuídas as cadeiras, cabendo a Bordalo a Cadeira nº 04, em cuja posse ocorreu no dia 18 de dezembro do mesmo ano, em um evento digno de muitos aplausos – vários sites da Baixada divulgaram o evento. José Ribamar Martins Bordalo estava em companhia de familiares e amigos, cujo rosto irradiava a emoção digna de quem, de fato, compreendeu o valor da Academia para nosso município.

Salvo por razões plenamente justificáveis, Bordalo sempre participava das reuniões, cobrava a admissão de novos membros e elogiava o empenho da direção da ALCAP em tentar realizar com tão pouco! Esse era o acadêmico Bordalo: uma pessoa participativa que sempre trazia sua experiência para compartilhar com os mais jovens.

Durante o ano de 2023 tomamos conhecimento que o confrade estava com a saúde debilitada. Eu, porém, jamais imaginei que a sua partida estava próxima. Na última reunião sobre a realização do II Prêmio Naisa Amorim em 19 de maio, ele pediu que gostaria de falar durante a solenidade. Fora do Cerimonial, atendemos ao pedido dele. Sua fala foi de despedida, proferiu conselho sobre a União dos membros da entidade e da importância histórica da Academia para nosso município.

Acompanhamos a doença do confrade se agravar, o visitávamos na residência dos seus familiares em São Luís, ou em Peri-Mirim. Ao sairmos das visitas, nos confidenciávamos: “meu Deus, parece que o confrade não tem consciência da gravidade da doença”! Nossa preocupação era grande que essa esperança o fizesse sofrer mais …

E o estado de saúde dele oscilava. Havia dias que pensávamos que ele viveria muitos anos, fazia planos, falava do amor pela esposa, filhos, netos e bisnetos. Ele falava sobre o farto material que detém para lançar seu livro. Nosso sentimento era um misto de tristeza e alegria por aquela força interior, mas, que segundo a sua esposa, só se agravava.

Finalmente, em 16 de novembro de 2023 recebemos a fatídica notícia que o cérebro do confrade parou!

Porém, desde sempre soubemos que José Ribamar Martins Bordalo é imortal e que qualquer homenagem que façamos a ele ainda é pequena pelo Amor que ele dedicava à sua Academia e nós a ele. Sua obra será eternizada e nossa Gratidão se estenderá por gerações.

Academia de Letras Ciências e Artes Perimiriense promoverá eleição de Diretoria e Conselho Fiscal

Dentre todas as sociedades, nenhuma há, mais nobre e mais estável, que aquela em que os homens estejam unidos pelo amor. Cícero

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) promoverá a eleição da nova Diretoria Executiva para o biênio 2024-2026. O processo eleitoral dar-se-á na Unidade de Ensino Artur Teixeira de Carvalho CEMA, às 19:00h de sexta-feira, dia 24 de maio de 2024, por votação secreta, ou por aclamação, no caso de cadastro de chapa única.  Poderão votar e serem votados os membros efetivos aptos ao voto.

A votação destinar-se-á a eleger chapa completa, conforme artigos 21 e 32 do Estatuto da ALCAP, a saber: Presidente; Vice-Presidente; 1º Secretário; 2º Secretário; 1º Tesoureiro; 2º Tesoureiro e três Membros do Conselho Fiscal.

A atual presidente do sodalício, Ana Creusa Martins dos Santos, nomeou, por meio de Edital a Comissão Eleitoral, formada pelos acadêmicos: Edna Jara Abreu Santos, Jaílson de Jesus Alves Sousa e Jessythannya Carvalho Santos. A referida comissão conduzirá o processo eleitoral e proclamará o resultado da eleição. Próximo aos seus 06 (seis) anos de existência, que ocorrerá no dia 20 de maio do ano em curso, a ALCAP promoverá a terceira eleição.

Confira na íntegra o Edital:

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ELEIÇÃO DIRETORIA ALCAP 2024-2026

O HOJE DE OUTRORA (… sem barco, sem …)

Por Zé Carlos Gonçalves

“A minha princesa querida”, como boa parte da Baixada, já nasceu com a vocação para “o sacrifício”. E, um dos maiores “desafios” sempre foi o livre ir e vir de seus filhos, que eram, e são, obrigados a enfrentar os maiores e mais absurdos “aperreios”. Antes e agora. Principalmente, no tocante a ir à capital.

OUTRORA, sem estradas, a aventura se apresentava uma verdadeira aventura. HOJE, com “as buracostradas e os ferrugiferrys”, a aventura se torna uma aventura mais “arriscosa”.

OUTRORA, “visitá a capitá” só pelos barcos. “O que não era pros fracos”. Ainda mais no período de estio, quando o sofrimento se fazia sentir mais intensamente. O campo seco, desconfiado, sentia o arrastar de pés, a buscar “o velho Armazém”, a se arrastar numa procissão, sem pressa e sem silêncio; e sentia, também, o arrastar dos carros de boi, numa cantiga chiada e persistente, a massacrar as suas entranhas. O rio, em sua sequidão, não descansava com o vai e vem insano de canoas e batelões, abarrotados de Baixadeiros, bodes, galinhas, porcos, gado, babaçu, farinha, arroz, medos e expectativas.

Isso era só o início. Já que, desde cedo, “começavam os preparativos”. “O balaio” era sagrado. Carne salgada e carne seca, para enfrentar a incerteza das marés e a certeza da fome. As maletas, prenhes de roupas novas, a exalar a naftalina, geralmente, iam ser “batizadas”. Era a primeira vez na Ilha. As mil encomendas, a consumir a paciência de quem se encarregava de levá-las, iam parindo cartas, cofinhos de farinha, embrulhos, sacas de arroz, dinheiro, ervas, cortes, tamancos, roupas, notícias, acompanhantes …

O apogeu, dessa saga, se dava, de verdade, no coração dos barcos, a exemplo do Boa Esperança, de Benedito Bitencourt, e do Bandeirante, de Franco Castro. Ali, tudo acontecia. “O empilhamento” de gente e de bichos; das mercadorias e do bodum, a exalar no abafadiço de tão exíguo espaço, que se multiplicava, à medida que se apresentava mais um e mais um. E o emaranhado de redes, a embalar a ânsia dos estômagos mais fracos, “tão abalados, refletidos em olhares perdidos e rostos amarelinhos, a baldear as tripas”, seguros apenas pelo limão, “enficado” nas mãos, como o mais fiel e seguro passaporte para o bem estar. E o aterrorizante medo, a enfrentar a monstruosidade da Pedra de Itacolomi, sempre desafiadora e cortante, pendurado na “única arma” infalível. E as “fortes e caladas rezas”, que uniam, num só credo, crentes e descrentes. E o pernoite se fazia quase eterno, na Ponta d’Areia, a esperar a boa vontade da lua. E “a cerca”, o terror de todo navegante, a embaralhar os ventos, na mais viva roda viva, faminta de quilhas e velas, “a toldar” o tão perto, mas tão distante, cais, a boiar lá, longe, como uma miragem, que chama, chama, chama.

HOJE … nos arrastamos nos buracos, que devolvem, debochadamente, os nossos votos, a nos arrastar em nossa sina, e penamos no Cujupi!

Que os Santos baixadeiros nos protejam!

Após apresentar falhas mecânicas, ferry-boat José Humberto tem operações suspensas no MA; caso será investigado.

DIÁLOGOS BAIXADEIROS – 15/04/2024 A BAIXADA DE MINHAS SAUDADES – O SOTAQUE

Por Zé Carlos

A fim de promover o conhecimento acerca das vivências na região da Baixada Maranhense, o Departamento de História da Universidade Federal do Maranhão promoveu, nesta segunda-feira, 8 de abril, a partir das 18h30, ao “Diálogos Baixadeiros”. Com apoio do Departamento de Eventos e concursos (DEC) e do Colégio Universitário (Colun).

José Carlos Gonçalves proferiu sua palestra de modo bem peculiar, com o tema: A Baixada de minhas saudades:

Essas quirança, dá licença, pr’eu mi abancá nêsti banquinho i levá um dedinho di prosa cunsêis.
Eo venho lá dais lonjura i mi vejo, sô, muito avexado di tá êntri só doutô. Num repareim nu meo modo di falá, né. Num tive a chance di istudá cumo vancêis, mais Santo Inácio di Gaiola mi abençoô foi muito i, pur conta disso, mermo beim di vagarzinho, inda consigo levá um pápu, numa boa. A mia maió percupação é nom falá muita asnêra.
Si vancêis mi permitire, vô mi apresentá. Eo sô u Zé, qui vim di lá, da Baixada, pra cá, pra istudá i sê doutô, mais ais iscadaria, ais ladeira, us esquisito bêcu i us misterioso mistéro da Ilha num deixaro, naum. Sô poeta!

ALCAP e município de Peri-Mirim promoverão o I Debate Público sobre o Autismo no município

No dia 12 de abril de 2024 às 08:30h reuniram-se na Sala do Empreendedor do Sebrae , membros da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e secretarias municipais de Peri-Mirim para discutirem acerca dos detalhes sobre o evento I Debate sobre o Autismo no Município de Peri-Mirim, como o tema “Ler e Escrever: Direitos de Todos” que ocorrerá no dia 26 de abril deste ano, no horário de 08 às 11 horas no Clube da Cidade.

O debate contará com a presença de vários profissionais que atuam no cuidado com pessoas portadoras de transtorno do espectro autista (Tea), tais como: Psicopedagogo, Psicólogo, Educador Físico, Social: Terapeuta, Fonoaudiólogo e Assistente Social.

Ficou decidido que o cerimonial fica a cargo de Diêgo Nunes. A identidade visual do Debate – previsto para sair no mesmo dia. Confecção de Camisas: verificar preço e serão disponíveis para venda. Decoração por conta da Secretaria de Ação Social: Zilda. Ofícios para: autoridades eclesiásticas; Conselho Tutelar, etc. Lacinhos para lapela de todos os participantes e Credenciamento dos participantes mediante lista de presença.

Sobre a Oficina de Desenhos foi decidido que ficara para outro momento e que será abrangente, provavelmente em novembro.

Participaram da reunião: Ana Creusa Martins, Cíntia Serrão, Nasaré Silva, Francisco Viegas, Diêgo Nunes, Giselia Martins, Ana Cléres, Maria do Carmo Pinheiro, Cleonice Santos, Paulo Sérgio, Maninho Braga e Aparecida.

Fonte: https://oresgate.net.br/

PROJETO BORAVER Comemora o Dia Mundial da Água com Distribuição de Mudas de Pau Brasil

Hoje dia 19 de março de 2024, o Projeto Coletivo Boraver liberado pelo professor e psicólogo do município de Peri Mirim, Wanderson Farias, como uma das etapas de comemoração ao dia mundial da água de maneira diferenciada, pensando na conservação e preservação ambiental plantaram mudas de Pau-Brasil, oriundas do Sítio Boa Vista, localizado no Povoado São Lourenço, no município maranhense de Peri Mirim.

A ação ambiental foi uma ideia da ambientalista Ana Cléres Santos Ferreira, juntamente com o Secretário Municipal de Juventude Diêgo Nunes, que contou com a participação dos alunos da escola Carneiro de Freitas e Cecília Botão e alguns simpatizantes do Grupo Boraver (núcleo de adolescentes do Selo UNICEF).


“A árvore Pau-Brasil cujo nome científico é Caesalpinia echinata, é uma espécie nativa das florestas tropicais brasileiras, presente no bioma da Mata Atlântica, se estendendo desde o litoral do Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro. Também é conhecido por outros nomes populares como, por exemplo: ibirapitanga, paubrasilia, orabutã, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, muirapiranga, pau-rosado, pau-de-pernambuco.
A espécie foi a primeira madeira a ser considerada de lei no Brasil como uma tentativa de impedir que ela fosse contrabandeada por navios espanhóis, franceses e ingleses que aportavam na costa do país durante o período de colonização. O motivo da invenção do termo “madeira de lei” foi para alertar que só podiam ser exploradas as madeiras que a Coroa Portuguesa autorizasse, ou seja, dependia de uma permissão exigida por Lei para cortar”. Fonte: ibflorestas.org.

 

NATUREZA INTELIGENTE: Fruteiras nos quintais… É COISA NOSSA!

Por Gracilene Pinto

A jaqueira velha tinha mais de cem anos. Foi plantada pelo meu avô. Como acontece com os idosos, já caducava. Continuava a frutificar, mas seus frutos, de tamanho regular, não continham mais do que quatro ou cinco bagos. Grandes e doces, mas muito poucos, porque o resto todo era de bagos secos. Continue reading “NATUREZA INTELIGENTE: Fruteiras nos quintais… É COISA NOSSA!”

PLANTIO SOLIDÁRIO: Academia de Peri-Mirim planta árvore em homenagem à sua patrona

Por Ana Creusa

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) lançou o projeto intitulado: Plantio Solidário “João de Deus Martins”. A primeira etapa do projeto prevê que cada membro da ALCAP deverá plantar uma árvore duradoura em homenagear ao seu patrono.

Para representar a patrona da Academia e da Cadeira 01 da ALCAP, Naisa Amorim, foi escolhida a Sumaúma ou Samaúma (Ceiba pentranda), árvore conhecida pela sua grandiosidade e beleza. A árvore foi plantada na entrada da cidade, na Praça Simpatia. O casal João Simpatia e dona Raimunda são os padrinhos da planta, destinando os cuidados necessários para que ela cresça e floresça naquele lugar especial.

Árvore rainha da Amazônia, gigantesca e sagrada para os maias e povos indígenas. Pode chegar a 50 metros de altura e viver cerca de 120 anos.

É das famílias das Malvaceae, encontrada em florestas pluviais da América Central, da África ocidental, do sudeste asiático e da América do Sul. No Brasil, ela ocorre na região da Amazônia, onde existe também uma ilha denominada Sumaúma, no rio Tapajós. Suas gigantescas raízes, são chamadas de sapopemas (palavra do tupi que significa raiz chata).  Conhecida como a “árvore da vida” ou “escada do céu“. Os indígenas consideram “a mãe de todas as árvores“.

Curiosidades sobre a Sumaúma

Seus frutos são cápsulas amareladas de 5 a 7 centímetros de diâmetro, por 8 a 16 cm de comprimento, onde cada uma pode conter de 120 a 175 sementes, envoltas em uma paina (fibra natural semelhante ao algodão), de características leves, brancas e sedosas.

Das sementes também pode se extrair o óleo que, além do uso alimentar, é usado também na produção de sabões, lubrificantes e em iluminação, além de ser eficiente no combate à ferrugem. Rica em proteínas, óleo e carboidratos, a torta das sementes serve de ração para animais e como adubo.

A fibra natural que envolve os seus frutos, é utilizada como alternativa do algodão, usada para encher almofadas, isolamentos e até colchões.

A samaúma também possui propriedades medicinais Da seiva da sumaúma é produzido medicamento para o tratamento da conjuntivite. A casca tem propriedades diuréticas e é ingerido na forma de chá, indicado para o tratamento de hidropisia do abdômen e malária. Certas substâncias químicas extraídas da casca das raízes combatem algumas bactérias e fungos. Em margens de riachos secos, as raízes descobertas da sumaúma fornecem água potável no verão.

Quanto à sua veneração, de acordo com a sabedoria da floresta, na base da sumaúma há um portal, invisível aos olhos humanos que conecta esta realidade com o universo espiritual. Os seres mitológicos das matas entram e saem por esse portal.

A muda de Sumaúma foi plantada, por membros da ALCAP, em 09 de março de 2024 na entrada da cidade de Peri-Mirim, na Praça  Simpatia,  em homenagem a Domingos Raimundo Gonçalves (in memoriam, vulgo simpatia. A muda foi plantada pela gestora do Projeto, Ana Cléres Santos Ferreira, a semente foi coletada de uma árvore localizada no bairro do Outeiro da Cruz em São Luís, que já é tombada pelo município.

Fonte de pesquisa: https://portalamazonia.com/amazonia/conheca-a-arvore-rainha-da-amazonia-a-gigantesca-sagrada-sumauma.

TATACHI (… a comida, que não é japonesa, e precisa de farinha)

Por Zé Carlos Gonçalves

Na semana passada, na fila de um self service, uns jovens estudantes vieram chegando com a algaravia que lhes é peculiar. Muita alegria. Querendo chamar a atenção. O tom de voz alto, incomodativo. E, sempre, alguém tentando levar vantagem sobre o outro. O que, “no meu tempo de escola”, se chamava “fobar”.

O certo é que queriam se mostrar, ali, como os maiores entendedores de comida. E, nós sabemos bem o que é isso. “Querer se aparecer!” Afinal, quem nunca chamou a atenção para si, que atire “a pedra”. A segunda, a terceira … ou qualquer outra pedra.

E, como não podia ser diferente, condenaram a comida, toda, que estava disposta nas cubas. Viam com desmedido desdém até os demais clientes.

O clima não era dos melhores, mas … Mas, a conversa daqueles jovens aguçou-me os ouvidos, ao descambar para um desfecho, hiper,  super, por demais fantástico. E, não duvidem.

A mais jovenzinha, “uma magricela”, que mais gritava que falava, veio  desfilando uma fileira de pratos japoneses. Juro que só conheço, e de nome, sushi. Mas, saiu sashimi, tempurá, guioza, hamuraki, missoshiru, temaki … Eita, Santo Inácio de Loiola, fiquei “de boca aberta”, com tanta novidade! E não foi de vontade!

E, não poderia ser de outra forma. Eu, “como todo baixadeiro da gema’, conheço é comida de verdade. “Cará pitanga e peba, piaba, jandiá, tarira, sarapó, baguinho, cabeça gorda, camuri, jeju, bucho de sarro, pampo, cascudo, bodó, jurará, galinha, pato, catraio, carneiro, leitão, bode e vaca! É, séro! E, a mais verdadeira da mais verdadeira comida”. Arroz, feijão, ovo frito, banana e farinha!

A verdade é que cada um foi “se amostrando” mais. Um desfilar comida, que não “me arrisco” a escrever, quanto mais pronunciar. Se tentar, com toda certeza, “quebrarei a minha língua”. Só em pensar. Misericórdia! Até parece “nome” de remédio, super amargo! Aquele, que “revira a boca do estômago!”

Bem poderia acabar a narração aqui; mas, se tal fizesse, estaria sendo leviano. Há mais “algumas coisinhas”.

Um dos jovens, à medida que seus amigos “fobavam”, ia se retraindo. A minha atenção já se concentrava só nele, que estava desconfortável. E, para piorar a sua situação, “um desassuntado” lhe pediu que falasse a sua comida preferida. O tímido “cabra” suou com vontade. Mas, de repente, a todos surpreendeu. Mandou direto e certeiro. “Lá, em casa, mamãe só faz pra mim é tatachi”.

“Tatachi?! É comida japonesa?! Não conheço. Nunca ouvi falar”. Em pura inocência, se manifestou “a magricela”.

“Rá, rá, rá. Tatachi … Mamãe solta o ovo do alto, e, com a colher, ‘tá… tá …!’ Ele cai na frigideira e faz ‘chiii!” Tá … tá … chiii!

A gargalhada foi geral.

Eu saí dali feliz, “pela vitória do rejeitado” e por acrescentar mais “uma semântica” a “ovo frito”. Agora, tenho o repertório mais rico. “Bife do olhão, ovo estralado, estrelinha, tatachi, disco voador!”

E, não fica só nisso. Em minhas andanças, dando curso no interior do estado, ouvi, mais de uma vez, “filé de pobre” e “bife de toda ocasião!” Agora, só faltou a farinha!