Academia de Letras Ciências e Artes Perimiriense promoverá eleição de Diretoria e Conselho Fiscal

Dentre todas as sociedades, nenhuma há, mais nobre e mais estável, que aquela em que os homens estejam unidos pelo amor. Cícero

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) promoverá a eleição da nova Diretoria Executiva para o biênio 2024-2026. O processo eleitoral dar-se-á na Unidade de Ensino Artur Teixeira de Carvalho CEMA, às 19:00h de sexta-feira, dia 24 de maio de 2024, por votação secreta, ou por aclamação, no caso de cadastro de chapa única.  Poderão votar e serem votados os membros efetivos aptos ao voto.

A votação destinar-se-á a eleger chapa completa, conforme artigos 21 e 32 do Estatuto da ALCAP, a saber: Presidente; Vice-Presidente; 1º Secretário; 2º Secretário; 1º Tesoureiro; 2º Tesoureiro e três Membros do Conselho Fiscal.

A atual presidente do sodalício, Ana Creusa Martins dos Santos, nomeou, por meio de Edital a Comissão Eleitoral, formada pelos acadêmicos: Edna Jara Abreu Santos, Jaílson de Jesus Alves Sousa e Jessythannya Carvalho Santos. A referida comissão conduzirá o processo eleitoral e proclamará o resultado da eleição. Próximo aos seus 06 (seis) anos de existência, que ocorrerá no dia 20 de maio do ano em curso, a ALCAP promoverá a terceira eleição.

Confira na íntegra o Edital:

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ELEIÇÃO DIRETORIA ALCAP 2024-2026

O HOJE DE OUTRORA (… sem barco, sem …)

Por Zé Carlos Gonçalves

“A minha princesa querida”, como boa parte da Baixada, já nasceu com a vocação para “o sacrifício”. E, um dos maiores “desafios” sempre foi o livre ir e vir de seus filhos, que eram, e são, obrigados a enfrentar os maiores e mais absurdos “aperreios”. Antes e agora. Principalmente, no tocante a ir à capital.

OUTRORA, sem estradas, a aventura se apresentava uma verdadeira aventura. HOJE, com “as buracostradas e os ferrugiferrys”, a aventura se torna uma aventura mais “arriscosa”.

OUTRORA, “visitá a capitá” só pelos barcos. “O que não era pros fracos”. Ainda mais no período de estio, quando o sofrimento se fazia sentir mais intensamente. O campo seco, desconfiado, sentia o arrastar de pés, a buscar “o velho Armazém”, a se arrastar numa procissão, sem pressa e sem silêncio; e sentia, também, o arrastar dos carros de boi, numa cantiga chiada e persistente, a massacrar as suas entranhas. O rio, em sua sequidão, não descansava com o vai e vem insano de canoas e batelões, abarrotados de Baixadeiros, bodes, galinhas, porcos, gado, babaçu, farinha, arroz, medos e expectativas.

Isso era só o início. Já que, desde cedo, “começavam os preparativos”. “O balaio” era sagrado. Carne salgada e carne seca, para enfrentar a incerteza das marés e a certeza da fome. As maletas, prenhes de roupas novas, a exalar a naftalina, geralmente, iam ser “batizadas”. Era a primeira vez na Ilha. As mil encomendas, a consumir a paciência de quem se encarregava de levá-las, iam parindo cartas, cofinhos de farinha, embrulhos, sacas de arroz, dinheiro, ervas, cortes, tamancos, roupas, notícias, acompanhantes …

O apogeu, dessa saga, se dava, de verdade, no coração dos barcos, a exemplo do Boa Esperança, de Benedito Bitencourt, e do Bandeirante, de Franco Castro. Ali, tudo acontecia. “O empilhamento” de gente e de bichos; das mercadorias e do bodum, a exalar no abafadiço de tão exíguo espaço, que se multiplicava, à medida que se apresentava mais um e mais um. E o emaranhado de redes, a embalar a ânsia dos estômagos mais fracos, “tão abalados, refletidos em olhares perdidos e rostos amarelinhos, a baldear as tripas”, seguros apenas pelo limão, “enficado” nas mãos, como o mais fiel e seguro passaporte para o bem estar. E o aterrorizante medo, a enfrentar a monstruosidade da Pedra de Itacolomi, sempre desafiadora e cortante, pendurado na “única arma” infalível. E as “fortes e caladas rezas”, que uniam, num só credo, crentes e descrentes. E o pernoite se fazia quase eterno, na Ponta d’Areia, a esperar a boa vontade da lua. E “a cerca”, o terror de todo navegante, a embaralhar os ventos, na mais viva roda viva, faminta de quilhas e velas, “a toldar” o tão perto, mas tão distante, cais, a boiar lá, longe, como uma miragem, que chama, chama, chama.

HOJE … nos arrastamos nos buracos, que devolvem, debochadamente, os nossos votos, a nos arrastar em nossa sina, e penamos no Cujupi!

Que os Santos baixadeiros nos protejam!

Após apresentar falhas mecânicas, ferry-boat José Humberto tem operações suspensas no MA; caso será investigado.

DIÁLOGOS BAIXADEIROS – 15/04/2024 A BAIXADA DE MINHAS SAUDADES – O SOTAQUE

Por Zé Carlos

A fim de promover o conhecimento acerca das vivências na região da Baixada Maranhense, o Departamento de História da Universidade Federal do Maranhão promoveu, nesta segunda-feira, 8 de abril, a partir das 18h30, ao “Diálogos Baixadeiros”. Com apoio do Departamento de Eventos e concursos (DEC) e do Colégio Universitário (Colun).

José Carlos Gonçalves proferiu sua palestra de modo bem peculiar, com o tema: A Baixada de minhas saudades:

Essas quirança, dá licença, pr’eu mi abancá nêsti banquinho i levá um dedinho di prosa cunsêis.
Eo venho lá dais lonjura i mi vejo, sô, muito avexado di tá êntri só doutô. Num repareim nu meo modo di falá, né. Num tive a chance di istudá cumo vancêis, mais Santo Inácio di Gaiola mi abençoô foi muito i, pur conta disso, mermo beim di vagarzinho, inda consigo levá um pápu, numa boa. A mia maió percupação é nom falá muita asnêra.
Si vancêis mi permitire, vô mi apresentá. Eo sô u Zé, qui vim di lá, da Baixada, pra cá, pra istudá i sê doutô, mais ais iscadaria, ais ladeira, us esquisito bêcu i us misterioso mistéro da Ilha num deixaro, naum. Sô poeta!

ALCAP e município de Peri-Mirim promoverão o I Debate Público sobre o Autismo no município

No dia 12 de abril de 2024 às 08:30h reuniram-se na Sala do Empreendedor do Sebrae , membros da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e secretarias municipais de Peri-Mirim para discutirem acerca dos detalhes sobre o evento I Debate sobre o Autismo no Município de Peri-Mirim, como o tema “Ler e Escrever: Direitos de Todos” que ocorrerá no dia 26 de abril deste ano, no horário de 08 às 11 horas no Clube da Cidade.

O debate contará com a presença de vários profissionais que atuam no cuidado com pessoas portadoras de transtorno do espectro autista (Tea), tais como: Psicopedagogo, Psicólogo, Educador Físico, Social: Terapeuta, Fonoaudiólogo e Assistente Social.

Ficou decidido que o cerimonial fica a cargo de Diêgo Nunes. A identidade visual do Debate – previsto para sair no mesmo dia. Confecção de Camisas: verificar preço e serão disponíveis para venda. Decoração por conta da Secretaria de Ação Social: Zilda. Ofícios para: autoridades eclesiásticas; Conselho Tutelar, etc. Lacinhos para lapela de todos os participantes e Credenciamento dos participantes mediante lista de presença.

Sobre a Oficina de Desenhos foi decidido que ficara para outro momento e que será abrangente, provavelmente em novembro.

Participaram da reunião: Ana Creusa Martins, Cíntia Serrão, Nasaré Silva, Francisco Viegas, Diêgo Nunes, Giselia Martins, Ana Cléres, Maria do Carmo Pinheiro, Cleonice Santos, Paulo Sérgio, Maninho Braga e Aparecida.

Fonte: https://oresgate.net.br/

PROJETO BORAVER Comemora o Dia Mundial da Água com Distribuição de Mudas de Pau Brasil

Hoje dia 19 de março de 2024, o Projeto Coletivo Boraver liberado pelo professor e psicólogo do município de Peri Mirim, Wanderson Farias, como uma das etapas de comemoração ao dia mundial da água de maneira diferenciada, pensando na conservação e preservação ambiental plantaram mudas de Pau-Brasil, oriundas do Sítio Boa Vista, localizado no Povoado São Lourenço, no município maranhense de Peri Mirim.

A ação ambiental foi uma ideia da ambientalista Ana Cléres Santos Ferreira, juntamente com o Secretário Municipal de Juventude Diêgo Nunes, que contou com a participação dos alunos da escola Carneiro de Freitas e Cecília Botão e alguns simpatizantes do Grupo Boraver (núcleo de adolescentes do Selo UNICEF).


“A árvore Pau-Brasil cujo nome científico é Caesalpinia echinata, é uma espécie nativa das florestas tropicais brasileiras, presente no bioma da Mata Atlântica, se estendendo desde o litoral do Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro. Também é conhecido por outros nomes populares como, por exemplo: ibirapitanga, paubrasilia, orabutã, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, muirapiranga, pau-rosado, pau-de-pernambuco.
A espécie foi a primeira madeira a ser considerada de lei no Brasil como uma tentativa de impedir que ela fosse contrabandeada por navios espanhóis, franceses e ingleses que aportavam na costa do país durante o período de colonização. O motivo da invenção do termo “madeira de lei” foi para alertar que só podiam ser exploradas as madeiras que a Coroa Portuguesa autorizasse, ou seja, dependia de uma permissão exigida por Lei para cortar”. Fonte: ibflorestas.org.

 

NATUREZA INTELIGENTE: Fruteiras nos quintais… É COISA NOSSA!

Por Gracilene Pinto

A jaqueira velha tinha mais de cem anos. Foi plantada pelo meu avô. Como acontece com os idosos, já caducava. Continuava a frutificar, mas seus frutos, de tamanho regular, não continham mais do que quatro ou cinco bagos. Grandes e doces, mas muito poucos, porque o resto todo era de bagos secos. Continue reading “NATUREZA INTELIGENTE: Fruteiras nos quintais… É COISA NOSSA!”

PLANTIO SOLIDÁRIO: Academia de Peri-Mirim planta árvore em homenagem à sua patrona

Por Ana Creusa

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) lançou o projeto intitulado: Plantio Solidário “João de Deus Martins”. A primeira etapa do projeto prevê que cada membro da ALCAP deverá plantar uma árvore duradoura em homenagear ao seu patrono.

Para representar a patrona da Academia e da Cadeira 01 da ALCAP, Naisa Amorim, foi escolhida a Sumaúma ou Samaúma (Ceiba pentranda), árvore conhecida pela sua grandiosidade e beleza. A árvore foi plantada na entrada da cidade, na Praça Simpatia. O casal João Simpatia e dona Raimunda são os padrinhos da planta, destinando os cuidados necessários para que ela cresça e floresça naquele lugar especial.

Árvore rainha da Amazônia, gigantesca e sagrada para os maias e povos indígenas. Pode chegar a 50 metros de altura e viver cerca de 120 anos.

É das famílias das Malvaceae, encontrada em florestas pluviais da América Central, da África ocidental, do sudeste asiático e da América do Sul. No Brasil, ela ocorre na região da Amazônia, onde existe também uma ilha denominada Sumaúma, no rio Tapajós. Suas gigantescas raízes, são chamadas de sapopemas (palavra do tupi que significa raiz chata).  Conhecida como a “árvore da vida” ou “escada do céu“. Os indígenas consideram “a mãe de todas as árvores“.

Curiosidades sobre a Sumaúma

Seus frutos são cápsulas amareladas de 5 a 7 centímetros de diâmetro, por 8 a 16 cm de comprimento, onde cada uma pode conter de 120 a 175 sementes, envoltas em uma paina (fibra natural semelhante ao algodão), de características leves, brancas e sedosas.

Das sementes também pode se extrair o óleo que, além do uso alimentar, é usado também na produção de sabões, lubrificantes e em iluminação, além de ser eficiente no combate à ferrugem. Rica em proteínas, óleo e carboidratos, a torta das sementes serve de ração para animais e como adubo.

A fibra natural que envolve os seus frutos, é utilizada como alternativa do algodão, usada para encher almofadas, isolamentos e até colchões.

A samaúma também possui propriedades medicinais Da seiva da sumaúma é produzido medicamento para o tratamento da conjuntivite. A casca tem propriedades diuréticas e é ingerido na forma de chá, indicado para o tratamento de hidropisia do abdômen e malária. Certas substâncias químicas extraídas da casca das raízes combatem algumas bactérias e fungos. Em margens de riachos secos, as raízes descobertas da sumaúma fornecem água potável no verão.

Quanto à sua veneração, de acordo com a sabedoria da floresta, na base da sumaúma há um portal, invisível aos olhos humanos que conecta esta realidade com o universo espiritual. Os seres mitológicos das matas entram e saem por esse portal.

A muda de Sumaúma foi plantada, por membros da ALCAP, em 09 de março de 2024 na entrada da cidade de Peri-Mirim, na Praça  Simpatia,  em homenagem a Domingos Raimundo Gonçalves (in memoriam, vulgo simpatia. A muda foi plantada pela gestora do Projeto, Ana Cléres Santos Ferreira, a semente foi coletada de uma árvore localizada no bairro do Outeiro da Cruz em São Luís, que já é tombada pelo município.

Fonte de pesquisa: https://portalamazonia.com/amazonia/conheca-a-arvore-rainha-da-amazonia-a-gigantesca-sagrada-sumauma.

TATACHI (… a comida, que não é japonesa, e precisa de farinha)

Por Zé Carlos Gonçalves

Na semana passada, na fila de um self service, uns jovens estudantes vieram chegando com a algaravia que lhes é peculiar. Muita alegria. Querendo chamar a atenção. O tom de voz alto, incomodativo. E, sempre, alguém tentando levar vantagem sobre o outro. O que, “no meu tempo de escola”, se chamava “fobar”.

O certo é que queriam se mostrar, ali, como os maiores entendedores de comida. E, nós sabemos bem o que é isso. “Querer se aparecer!” Afinal, quem nunca chamou a atenção para si, que atire “a pedra”. A segunda, a terceira … ou qualquer outra pedra.

E, como não podia ser diferente, condenaram a comida, toda, que estava disposta nas cubas. Viam com desmedido desdém até os demais clientes.

O clima não era dos melhores, mas … Mas, a conversa daqueles jovens aguçou-me os ouvidos, ao descambar para um desfecho, hiper,  super, por demais fantástico. E, não duvidem.

A mais jovenzinha, “uma magricela”, que mais gritava que falava, veio  desfilando uma fileira de pratos japoneses. Juro que só conheço, e de nome, sushi. Mas, saiu sashimi, tempurá, guioza, hamuraki, missoshiru, temaki … Eita, Santo Inácio de Loiola, fiquei “de boca aberta”, com tanta novidade! E não foi de vontade!

E, não poderia ser de outra forma. Eu, “como todo baixadeiro da gema’, conheço é comida de verdade. “Cará pitanga e peba, piaba, jandiá, tarira, sarapó, baguinho, cabeça gorda, camuri, jeju, bucho de sarro, pampo, cascudo, bodó, jurará, galinha, pato, catraio, carneiro, leitão, bode e vaca! É, séro! E, a mais verdadeira da mais verdadeira comida”. Arroz, feijão, ovo frito, banana e farinha!

A verdade é que cada um foi “se amostrando” mais. Um desfilar comida, que não “me arrisco” a escrever, quanto mais pronunciar. Se tentar, com toda certeza, “quebrarei a minha língua”. Só em pensar. Misericórdia! Até parece “nome” de remédio, super amargo! Aquele, que “revira a boca do estômago!”

Bem poderia acabar a narração aqui; mas, se tal fizesse, estaria sendo leviano. Há mais “algumas coisinhas”.

Um dos jovens, à medida que seus amigos “fobavam”, ia se retraindo. A minha atenção já se concentrava só nele, que estava desconfortável. E, para piorar a sua situação, “um desassuntado” lhe pediu que falasse a sua comida preferida. O tímido “cabra” suou com vontade. Mas, de repente, a todos surpreendeu. Mandou direto e certeiro. “Lá, em casa, mamãe só faz pra mim é tatachi”.

“Tatachi?! É comida japonesa?! Não conheço. Nunca ouvi falar”. Em pura inocência, se manifestou “a magricela”.

“Rá, rá, rá. Tatachi … Mamãe solta o ovo do alto, e, com a colher, ‘tá… tá …!’ Ele cai na frigideira e faz ‘chiii!” Tá … tá … chiii!

A gargalhada foi geral.

Eu saí dali feliz, “pela vitória do rejeitado” e por acrescentar mais “uma semântica” a “ovo frito”. Agora, tenho o repertório mais rico. “Bife do olhão, ovo estralado, estrelinha, tatachi, disco voador!”

E, não fica só nisso. Em minhas andanças, dando curso no interior do estado, ouvi, mais de uma vez, “filé de pobre” e “bife de toda ocasião!” Agora, só faltou a farinha!

CENAS DO COTIDIANO XXIII (… si é pra piorá, piora!)

… há muito, defendo que vivemos uma involução cultural violenta, que vem se tornando irreversível. E, a seguir nesse ritmo, o tão propalado “país do futuro” morre tão deprimente e eterno colonizado. No pior dos sentidos. E, voltará, em definitivo, à “República da Mandioca”.

… e, se é pra piorá, piora. Em uma roda de conversa, questionado do cenário sociopolítico do Brasil, defendi a ideia já posta. Os meus companheiros de trabalho gostam de me provocar. Aí, um professor, “de História”, enfezou-se. Depois que se acalmou, mui educado, “sugeriu-me” revisar a História, porque isso é o maior absurdo, já ouvido por ele. Mui calmo, também, disse-lhe que me havia atribuído uma tarefa muito árdua. E, “como não guardo almoço pra janta”, apresentei a ele um santo remédio. “Sugeri” a ele que “não doía nadica de nada” orientar-se com “o mestre Manoelzinho!” Besta! “Procurou, logo, foi se aquietar!” Bem dizia a minha avó que “o remédio de doido é doido e meio!” Bem entendido, eu jamais duvidei, ou duvido, da sanidade “do meu mestre! “Santo Inácio de Loiola, livrai-me de tamanho sacrilégio! É só “semântica!”

… e, continuo defendendo a minha tese. E, de novo, a situação vai piorar. Vem aí “a bolsa preguiça”, a encher as escolas de “fantasmas da internet!” Acreditem, há “visitadores e visitadoras”, que chegam, à escola, como “verdadeiros sonâmbulos”. Passam a noite toda em claro, e vão dormir na sala de aula. Principalmente, se há “arcom”, como eles dizem. Ah, vovó sabida. Aí, “nem mel nem cabaça!”

… e, volto à vovó. No meu tempo … não estudou … virou carroceiro. “Ixprico”. Carroceiro “sirvia era di izemplo pur sê a lida, qui martratava, muito, muito, u trabaiadô”. Não era um insulto nem menosprezo. Só que essa chantagem, não pode acontecer mais. Deus, nos livre! Primeiro, é “bulingue”. Segundo, tal profissão já não existe. Aí, o chato, mesmo, era ter que escutar os exemplos dos filhos “do seu fulano e do seu sicrano, qui viraro dotô, purque istudaro”. E muito. Hoje …

… e, “si é pra piorá, piora, ôta veiz”. Alguns países, já há alguns anos, aboliram a letra cursiva da grade curricular. Um retrocesso! A justificativa é que os eletrônicos só oferecem maiúsculas. Como somos “copiadores fidedignos” do primeiro mundismo, “a bagaça com complexo de vira lata”, espero que não surja algum “geniozinho” político, a apresentar um projeto de lei … Hum, hum! Urubu levou a chave!

PERI-MIRIM: Coordenação do Território Quilombola Pericumã fez sua primeira reunião do ano de 2024

No sábado, dia 24/02/24, a Coordenação do Território Quilombola Pericumã fez sua primeira reunião do ano. Estivemos reunidos na sede da Associação Dona Moça que fica no Rio da Prata e que nos foi cedida gentilmente pela amiga Joana Bitencourt. Estiveram representadas na reunião, as comunidades de Pericumã, Muritim, Capoeira Grande, Malhada dos Pretos, Santa Cruz e Pedrinhas.

Iniciamos a reunião fazendo uma homenagem ao nosso saudoso amigo Simeão Soares Gonçalves que nos deixou recentemente. Relembramos a sua grande contribuição para a estruturação do nosso Território Quilombola. Apresentamos uma placa que deverá ser entregue à família dele como gratidão.

Tratamos em seguida da Eleição do Conselho de Igualdade Racial. Lamentamos a ausência da Secretária Geilsa que se estivesse presente facilitaria o debate da questão e, também, que até agora não houve um processo de discussão política sobre o assunto.

Concluímos que o Território tem que estar cada vez mais fortalecido para que a gestão municipal não nos atropele em questões como essa e outras. Em seguida, tratamos do Território Tijuca que é formado por 3 comunidades. Tijuca ,Capoeira Grande e Muritim. Esse Território recebeu a titulação do ITERMA junto para as 3 comunidades. Isso nos leva a formação de uma coordenação conjunta o que não foi feito ainda.

É urgente que se faça essa coordenação para poder caminharmos de braços dados. Por último, tivemos uma palestra sobre psicultura com o nosso amigo Ivaldo de Pedrinhas. Palestra essa que foi muito proveitosa, pois, é nossa intenção tornar o Território Quilombola Pericumã em um grande Polo de produção de alimentos. Finalmente, marcamos a próxima reunião para o dia 24/03/24, domingo, para a comunidade de Santa Cruz.

Texto de Maninho Braga