A Baixada Maranhense esqueceu o Dia de Reis?

O dia de Reis foi criado para lembrar a data em que os três Reis Magos entregaram presentes ao Menino Jesus. É uma festa da Igreja Católica Apostólica Romana, realizada entre os dias vinte e quatro de dezembro e 06 de janeiro, o dia da comemoração.

Trazida pelos portugueses na época da colonização do Brasil, a folia de reis é um movimento cultural onde os grupos saem caminhando a pé pelas ruas das cidades, para levar às pessoas as bênçãos do menino Jesus.

Os participantes saem a caráter, cada personagem possui roupas próprias, deixando a folia com um ar mais animado.

Dentre os personagens que aparecem na festa temos: mestre, contramestre, músicos, tocadores, reis magos, palhaço e outras pessoas, donas de conhecimentos da data.

Na história do natal os reis magos foram guiados por uma estrela até chegarem ao local onde Maria estava com seu filho, na presença de José. O caminho percorrido foi longo, pois cada um estava em uma localidade, por isso demoraram cerca de doze dias para chegar a Belém.

Gaspar partiu da Ásia, levando incenso para proteger o Messias. Sua utilidade é espantar insetos com o aroma espalhado pelo ar, fazendo também do objeto uma reprodução da fé e da espiritualidade.

Da Europa, o enviado foi Belchior ou Melchior. Seu presente, o ouro, era oferecido apenas para os deuses, motivo pelo qual o ofertou para Jesus, simbolizando a riqueza, a realeza.

A mirra não foi esquecida. Baltazar levou-a da África, como a lembrança oferecida aos profetas. É um óleo ou resina extraído de uma planta, utilizado para o preparo de medicamentos.

Em agradecimento ao cortejo e às bênçãos recebidas, as donas das casas deixam vários tipos de alimentos prontos, para oferecer aos personagens do cortejo. Como estes saem pelas ruas das cidades, desde bem cedo, vão recebendo desde lanches, café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar.

Com a folia, encerram-se as comemorações natalinas em todo o mundo, podendo desmanchar as árvores de natal e retirar todos os enfeites que representam a festa. O importante é abençoar a todos com a festa!

Segundo Airton Luís Martins Mota, estudioso do assunto:

A estrela guia só aparece a cada 20 anos.

Apareceu no dia em que Jesus nasceu e indicou pra quem estava em Jerusalém o local do seu nascimento.

Última vez que apareceu foi em 21 de dezembro de 2020.

Trata-se de uma estrela bem brilhante no céu e é o resultado do alinhamento de Júpiter e Saturno com a terra e, para nós, ocupam o mesmo ponto no céu no dia do seu aparecimento.

Era tradição na Baixada Maranhense mandar reis pedindo presente, ou fazendo declaração de Amor. Eram feitos em papel de seda e dobrados em formato de coração. Seguem alguns versos de Reis.

As estrela do céu brilham.

Brilham todas duma vez.

Assim brilha seu coração

Se apagar esse Reis.

 

Meus olhos pro ti gela

Meus olhos por ti são

Tomara que teu pai já queira

Me dar teu coração.

 

Pedir Reis não é vergonha,

vergonha é não pagar,

um coração como o seu

a mim não pode pagar.

 

Escrevi este Reis

nas asas de um urubu

Espero ganhar da sua mão

uma lata de talco Tabu.

 

Escrevo este Reis

na asa de um morcego

Se não pagar este ano

No outro não terá sossego.

 

Escrevo este Reis

Com amor pela Baixada

Espero de sua mão

Um cofo cheio de piaba.

 

Eu fiz este Reis

com Amor no coração

Quero que tu me pague

Com um vidro de loção.

 

Escrevo este Reis

Olhando para o mato

Espero da sua mão

Um vidro de esmalte.

 

Escrevo este Reis
Olhando para o chão
Espero da sua mão
Um vidro de loção.

 

Escrevi este Reis

Olhando para o céu azul

Espero de sua mão ganhar 

Um corte de seda azul.

 

Escrevi este Reis

Toda garbosa e cheirosa

Espero de sua mão ganhar 

Um vidro de leite de rosa.

Escrevi este Reis

Pensando em uma taboca

Espero de sua mão ganhar

Um bolo de tapioca.

 

         Escrevi este lindo Reis

Pensando no meu amor

Espero ganhar de ti

Um sabonete senador.

 

Escrevi este Reis

Debaixo de um pé de café

Espero ganhar de tuas mãos

Um prato de acarajé.

 

Escrevi este Reis

Olhando uma estrelinha

Pra comer com juçara

Preciso de um pouco de farinha.

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Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/. Os versos de Reis foram escritos por Ana Cléres, Eni Amorim, Elinajara, Expedito Moraes, Gracilene e João Silveira; Nasaré Silva; Gisele Martins e Jaílson da Academia de Peri-Mirim. Os versos foram compartilhados nos grupos de WhatsApp do Fórum da Baixada e da Academia de Peri-Mirim. Pesquisa feita por Ana Creusa.

Natalino Salgado deseja feliz natal a correligionários e amigos

O nascimento do Deus-menino como cumprimento da promessa de um tempo de paz e amor.
É a lembrança desse episódio, que alterou para sempre a história da humanidade, que nos desperta para a importância desta época, quando cristãos mundo afora desejam uns aos outros e rogam aos céus por dias melhores, mais cheios de harmonia e união.

Como no conto de natal de Tolstói, no qual um aldeão ampara um ambulante, uma mulher e uma criança e atende indiretamente ao próprio Cristo, desejo que nossas ações beneméritas sejam expressões que possam alcançar reconhecimento e que perpassem nossa mera existência.

Se os tempos não se mostram alvissareiros, os votos não desanimam. Machado de Assis, preocupado com a realidade, em soneto, pergunta: mudou o natal ou mudei eu? A este respondo: continuamos iguais nos votos, a esperança é nossa guia. Rogo a Deus por mais investimento e incentivo para nossa ciência, que revelou sua altivez e bravura nestes pandêmicos tempos.

Aos profissionais de saúde, em especial, minha eterna gratidão, por serem a expressão do cuidado maior. Faço votos de mais compromisso com a arte, a literatura, a música e todas as demais expressões da arte que nos ultrapassam para além das cinzas das horas. Que a solidariedade, a fraternidade e a igualdade sejam prioridades, na terra, mormente para com os mais fragilizados, para que, assim, a paz possa se tornar um bem acessado pelos corações de todos aqueles de boa vontade.

Que Deus nos conceda um Natal alegre e um 2022 cheio de boas experiências em família, amadurecida a percepção de que só o compartilhamento é capaz de espelhar em nós a fraternidade cristã.
Natalino & Família.

O cangaço na Baixada Maranhense: Pavor e sangue na noite em Teresópolis

Por Aymoré Alvim*

A fazenda Teresópolis fica em terras do município de Peri-Mirim, na borda do campo do Pericumã, distante alguns quilômetros, no sentido nordeste, da cidade de Pinheiro.

Inicialmente, foi ali desenvolvida pelo seu proprietário, Sr. Antônio Souza, uma próspera agroindústria com ênfase na produção de açúcar de cana. Depois, passou por alguns outros donos e, atualmente, é apenas uma fazenda de criação de gado.

O destaque histórico que lhe vem sendo dado pela curiosidade popular, desde as primeiras décadas do século passado, é devido ao fato de ter sido palco de uma das mais violentas incursões do banditismo que proliferou, nessa época, na Baixada Maranhense.

Desafiando a segurança pública, na Região, bandos armados apavoravam fazendeiros e moradores, invadindo suas propriedades, saqueando-as e matando com extrema crueldade quem se interpusesse às suas ações.

Destes grupos, o mais temido era o do perigoso e violento Tito Silva. Naquela fatídica noite que se perde, nos últimos meses de 1921, um pesado silêncio caia sobre a fazenda Teresópolis. Calmo ninguém estava, pois o dono era um dos desafetos do facínora que lhe jurara vingança.

Após o jantar, alguns vaqueiros e outros serviçais trocavam um dedo de prosa, na sala do andar térreo da casa principal da fazenda. O assunto, como sempre, girava em torno dos crimes que grupos de bandoleiros armados vinham praticando, na região.

Relatos dessa época deixados, principalmente, pelo Tenente Francisco de Araújo Castro, o Chico Castro, então Delegado de Polícia de Pinheiro, e pelo Juiz de Direito local, Dr. Elizabetho Barbosa de Carvalho, contam que por volta das nove horas daquela noite os bandidos invadiram a casa grande, atirando para todos os lados. Os empregados apavorados se dispersaram buscando proteção contra as balas. Um deles ao tentar subir as escadas foi, mortalmente, baleado.

Outros, no entanto, escaparam e correram até Pinheiro, chegando à casa do delegado lá pelas vinte e três horas. Muito cansados, tentaram relatar o que presenciaram, sem contudo saber o que realmente havia acontecido. De imediato, com o delegado Chico Castro, todos rumaram para a casa do Juiz. Ali, as duas autoridades planejaram algumas medidas que pela urgência o caso exigia.

Na primeira hora da madrugada, o delegado à frente de soldados e de vários voluntários em armas, reunidos à ultima hora, chegaram a Teresópolis.

Chico Castro entrou e logo, no andar térreo, foi encontrando alguns corpos. Subiu ao andar superior e se deparou com o corpo do fazendeiro Antônio Souza ainda na rede onde antes repousava. Mais adiante, no mesmo andar, estavam os corpos de uma criança e de uma senhora paralítica, já avançada em idade, que moravam na casa.

Ruídos, em um quarto ao lado, chamaram a atenção do delegado. Pela janela, retirou o filho do proprietário, o jovem Lauro Souza e um amigo seminarista de nome Pitágoras que ali se encontrava a passeio. Disseram não ter visto nada.

Assim que ouviram os tiros, pularam a janela e se esconderam no telhado. Os primeiros depoimentos ali tomados dos sobreviventes que, pouco a pouco, iam chegando, dão conta de que o bando era do Tito Silva e que a motivação era vingança. O delegado deu, então, ordens para que fossem recolhidos os corpos e levados para Pinheiro para serem sepultados.

Pela manhã, ainda sob o impacto emocional da noite passada, chegou a notícia de que o bando, logo após a chacina, rumara para Cabeceiras, hoje, Bequimão, onde Tito Silva foi ajustar contas com um comerciante e delegado do local por nome José Castro. Após haver sido acordado juntamente com a família, foi levado para a via pública e ali assassinado. Por fim, dizem que o Tito Silva cortou-lhe uma das orelhas e a levou consigo.

Esse foi mais um problema, no complicado ambiente político-social da Região, naquela época, que exigia solução imediata por parte das autoridades.

Rixas, ambições, rancores e mágoas foram os fortes ingredientes que alimentaram as atividades desses facínoras que espalharam, naquelas populações, pavor e ódio, em cujo epicentro está Teresópolis, pela frieza e covardia com que manifestaram sua agressividade e expressaram toda a sua violência.

Tempos depois, chegou a Pinheiro a notícia de que outro bando, comandado por João Mole, prendeu Tito e o entregou às autoridades.

Transferido para São Luís, o mesmo foi recolhido à Penitenciária e, pelo que falam os mais antigos, ninguém mais soube do seu paradeiro.

Algumas outras diligências levaram as autoridades de Pinheiro a desmantelar os últimos grupamentos de bandidos que operavam, nas proximidades do Bom Viver, fazendo, assim, que a paz e a tranquilidade voltassem à cidade e ao seu povo.

*Aymoré de Castro Alvim, Natural de Pinheiro-MA, formado em Medicina, Aymoré é professor adjunto IV do Departamento de Patologia da Universidade Federal do Maranhão, aposentado. Ele tem especialização em Biologia Parasitária, membro da Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciências (Aplac), autor do livro Contos e Crônicas de um Pinheirense.

Dia do Nordestino é 8 de outubro

Nesta sexta-feira, 8 de outubro, comemora-se o Dia do Nordestino, uma data que homenageia as tradições, paisagens e a cultura dos nove estados que integram o Nordeste.

A criação desta data é uma homenagem ao centenário do poeta popular, compositor e cantor cearense Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré (1909 – 2002).

Patativa do Assaré (1909-2002) foi um poeta e repentista brasileiro, um dos principais representantes da arte popular nordestina do século XX. Com uma linguagem simples, porém poética, retratava a vida sofrida e árida do povo do sertão. Projetou-se nacionalmente com o poema “Triste Partida” em 1964, musicado e gravado por Luiz Gonzaga. Seus livros, traduzidos em vários idiomas, foram tema de estudos na Sorbonne, na cadeira de Literatura Popular Universal.

COISAS E LOAS XIV – ESPLÊNDIDO REMÉDIO

Por Zé Carlos

Fico imaginando como se comportaria uma criança, da cidade, se voltasse no tempo, para o período de nossa infância. Certamente, tomaria um choque tamanho que, no mínimo, “entraria em parafuso”. Ficaria sem chão. Ou, no baixadês, “estaria sem eira nem beira”.

Acredite. O desespero seria estupidamente grande. Sem Miojo, sem Nutella, sem “iorgute”, sem sorvete, sem chocolate, sem cachorro-quente, sem hambúrguer, sem batata frita, sem Sucrilhos, sem e sem “besteiras”.

Imagino a cara de incredulidade ao se deparar com um “chibé”, também conhecido, Baixada adentro, como carneira, jacuba, pandu ou tiquara. Eita, lembrança! Ainda tenho um cheiro verde na geladeira. Estou mal intencionado.

Mas, voltando ao nosso papo, tal criança inexoravelmente estaria condenada ao jejum. Ou vocês acreditam que partiria para um prato de angu com isca; ou para uma jabiraca esturricada, buscando eliminar as espinhas; ou um café com farinha, “em riba” das três horas da tarde, quando o sol escaldante põe-nos à prova, para confirmar, ou não, a nossa “baixadeirice”; ou para um beiju, no formato de um abano, recheado com amêndoas de côco babaçu?! Ah, beiju! Bendita casa de forno!

As respostas ficarão a critério de cada um, que teve o privilégio de se lambuzar com mangas, bananas, araticuns, tuturubás, mamãos, “camapus”, marias pretinhas, ingás, quiriris, atas, bacuris, laranjas, muricis, anajás, melancias, ananás, cauaçus, jacas, goiabas, tucuns, abricós, sapotis … Frutas. Frutas de verdade. Frutas, que trazemos impregnadas em “nossos sabores e aromas”.

Como poderia ser normal e agradável, chamar o Zé para um LUNCH?! Que bicho seria esse? Em grego ou etrusco?! Nada feito. Agora, que sonoridade perfeita: “MEE-REEN-DAA!” Aí, sim, é o bicho. Até o bicho da goiaba “entrava”. Certamente, por isso, até hoje olho atravessado para um tal de kiwi.

E, nessa perspectiva, a verdadeira comida também seria rejeitada. Peixe, boi, carneiro, bode, pato. Sem falar nas arapucas, o que “não está politicamente correto”; embora “o politicamente incorreto” esteja a se entranhar em todas as esferas sociais. Arrop! Acrescentemos galinha e frango. Galinha e franco, sim. Já vi criança, que na tentativa de ser convencida a comer, sair-se com esta. Não gosto de galinha. Quero é frango. Se for dito que é frango, diz que gosta é de galinha. Haja perspicácia! Haja paciência, de quem cuida!

Agora, o que aconteceria se a criança, da cidade, geralmente frágil, fosse submetida a um tratamento inventado por um amigo de meu pai (do bairro “da Matriz”), ao descobrir que estava hipertenso e acometido de uma sudorese absurda?! Com certeza, “iria à cova”.

Ele, após ser questionado “como estava”, afirmou que já se encontrava melhor, desde que encontrou o meio para acabar com sua doença. Literalmente, palavras dele. “Resolvi armoçá, tod’dia, um cuzidão de carne de bufa, da maçã do peito, e jantá doi’tutano, batido com farinh’seca. Sant’remédio! Já tô ôto. Mi sintino curado”.

Eita, remédio esplêndido! Estou pensando seriamente em me auto medicar!

Estela Borges Morato, uma vítima do terrorismo

“Estela Borges Morato nasceu na cidade de Campo Limpo, próximo a Jundiaí, Estado de São Paulo, em 22 de janeiro de 1947. Fez o curso primário no Externato Santo Antonio, o ginásio e o curso científico no Colégio Paulistano. Em 1964 tomou parte em um concurso bíblico instituído por uma estação de rádio da Capital Paulista, obtendo o primeiro lugar, recebeu como prêmio mil discos e um aparelho de televisão. Em 18 de dezembro de 1965 casou-se com Marcos Morato, união que se desfez com a sua morte em 1969.

Ingressou através de concurso no Banco Comércio e Indústria de São Paulo. Fez o curso de Grafodactiloscopia Bancária “Preventivo de Falsificação”, na Academia de Polícia de São Paulo.

Entrou para a carreira de investigador de Polícia, mediante concurso público em 1969. Foi destacada para prestar serviço no Departamento de Ordem Política e Social, onde de acordo com a opinião das autoridades com quem trabalhou foi exemplo de disciplina, abnegação e patriotismo. Em 7 de novembro do mesmo ano, deu com apenas 22 anos, sua vida cheia de crenças, sonhos e esperanças à glória e liberdade da terra que a viu nascer, quando no cumprimento do dever tomou parte com intrepidez o cerco destinado a prisão do perigoso Carlos Maringhela, chefe da subversão do Estado de São Paulo. Estela Borges Morato, foi a primeira mulher brasileira e paulista a ser vítima de uma nobre audácia, no trabalho árduo contra o terrorismo, em defesa da sociedade, em defesa dos postulados cristãos e da Pátria Brasileira.

Crônica de Autoria de Estela Borges Morato, publicada no jornal editado pelo Sindicato dos Bancários em outubro de 1969:

“Que Tipo de Mundo Você Queria?”“Para esta pergunta, a resposta é sempre a descrição de uma utopia. Porém, eu gosto deste século, cheio de vivacidade e colorido, planos e esforços que nos fazem participar de uma experiência excitante e maravilhosa, sendo exatamente isso que dá a vida sua única atração verdadeira. Vida é movimento. Quero este mundo assim como ele é, com sonhos para sonhar, problemas para resolver e lutas para lutar. Vivamos intensamente a vida que Deus nos deu, afinal ela nos oferece mais prazer que dor, mesmo que haja sempre algo para ser resolvido ou remediado. Este mundo merece voto de confiança, porque ele é bom, só é mau para gente dura e de cabeça mole. O homem, enfrentando suas dificuldades, pode mostrar que é homem, aceitando o desafio. As dificuldades serão superadas e a vida valerá a pena ser vivida. Afinal já conquistamos a Lua.”

Estela tinha apenas 22 anos quando foi assassinada. Jovem e bonita, Estela já havia casado quando revolveu mudar de emprego. Saiu de um grande banco e fez concurso para a Polícia Civil de São Paulo. Foi nomeada no cargo de investigadora. Quando ainda era bancária, publicou em um jornal do sindicato dos bancários um texto intitulado “Que tipo de mundo você queria?”. Inicia afirmando que a resposta a esta pergunta será sempre a utopia, e finaliza dizendo que as dificuldades serão superadas e a vida valerá a pena ser vivida.

Estela foi designada para uma operação de captura de um criminoso, assaltante de bancos. O perigoso marginal, juntamente com seus comparsas, resistiu à prisão. Estela foi atingida na cabeça e morreu dias depois.

Estela Borges Morato, a heroína, é quase que totalmente desconhecida dos brasileiros. O marginal, ao contrário, não só é amplamente conhecido como mais um filme foi feito em sua homenagem. Ele se chamava Carlos Marighella.

Assim como um escultor molda a substância bruta transformando-a em uma obra de arte, os responsáveis pelo filme tiveram muito trabalho e esforço para transformar o terrorista que lutava para implantar uma ditadura no nosso país em um mártir. Marighella, ao contrário do que afirmam e reafirmam seus adoradores, não queria o bem de ninguém e muito menos mudar o mundo. Queria o poder, o poder exercido a ferro e fogo pelos ditadores. Não foi ele um pobre trabalhador revoltado com a burguesia. Marighella cursou engenharia e foi deputado. É de sua autoria o minimanual do guerrilheiro urbano, onde ensina aos seus comparsas como matar pessoas, explodir instalações, sequestrar, torturar.

A história contada em fragmentos, pintados e adequados de acordo com interesses, não é história, é farsa, é manipulação. A verdade, aos poucos, foi sendo apagada. Desde aquele 7 de novembro de 1969 pouco se escreveu sobre Estela. Filmes, cinco até agora, livros e músicas fazem homenagem ao terrorista. O governo do senhor Fernando Henrique reconheceu a responsabilidade do estado na morte do marginal que almejava o poder absoluto, concedendo à viúva de Marighella uma indenização. Na Alameda Casa Branca, local onde o marginal enfrentou a polícia e atingiu Estela na cabeça, há uma placa em sua homenagem.

Estela Borges Morato é hoje apenas o nome de uma escola estadual. Lá, os professores talvez ensinem que Carlos Marighella é um herói.

O Jornal do Brasil, Rio de Janeiro — Quinta-feira, 6 de novembro de 1969, trás a notícia da morte de Estela como “O PREÇO DA DEDICAÇÃO“. O Jornal, Ano LXXIX, nº 182 noticia abaixo transcrita:
“Morte de Marighela inicia desarticulação terrorista As autoridades dos órgãos de segurança estão convictas de que a morte de Carlos Marighela representa o início real do processo de desarticulação dos grupos terroristas que agem no país. Depois da limpeza que a Operação-Bandeirantes vem realizando em São Paulo, os extremistas estão sob cerrada vigilância e começam a se desarticular, sem tempo e condições para rever seus planos e modificar o esquema de distribuição dos aparelhos. Policiais do DOPS, no entanto, afirmam que o terrorismo não chegou ao fim com a morte de Marighela, pois o ex-Deputado Joaquim Câmara Ferreira assume o comando de seu grupo e há também a atuação do ex-capitão Carlos Lamarca, embora em linha diferente. Desde a morte de Marighela a polícia paulista iniciou uma série de prisões. A investigadora Esteia Borges Morato, dada como morta ontem, continua viva mas em estado desesperador. Levou um tiro na cabeça, com perda de massa encefálica, e os médicos não têm quase esperanças. O corpo de Marighela continua no necrotério, esperando autópsia. Os meios religiosos já se movimentam para examinar a situação dos freis Ivo e Fernando, que possibilitaram a diligência policial contra Carlos Marighela. O secretário-geral da CNBB encontra-se em São Paulo.”. http://memoria.bn.br/pdf/030015/per030015_1969_00182.pdf).”.

Fontes:https://extra.globo.com/casos-de-policia/comissario-de-policia/lembrando-de-estela-23459564.html e https://heroisbrasil.fandom.com/pt-br/wiki/Investigadora_Estela_Borges_Morato.

Pesquisa realizada e reproduzida diretamente das fontes por  Ana Creusa

Os sexos masculino e feminino serão “perseguides” e depois “abolides”

Por Ana Creusa

Sim, a questão de identidade de gênero invadiu a língua portuguesa. Para não dizer, que é coisa tupiniquim, o fenômeno espalhou-se pelo mundo.

A adaptação à linguagem neutra será fácil para os que já utilizam o “todos e todas” em sua comunicação, basta dizer “todes”. Entretanto, quem ainda não se acostumou a essa modernidade, precisará de maior esforço. Fique tranquilo, não é difícil: basta substituir as palavras terminadas nas vogais “O” e “A” pela vogal “E”, que é considerada neutra.

Também não precisa preocupar-se, pois os corretores de texto serão adaptados. E caso você não siga a sugestão e insistir em chamar menino de menino e menina de menina, sofrerá uma advertência das suas redes sociais e, se persistir no erro, será bloqueado e, se reincidir, cancelado.

As vovós do Zap podem, na dúvida, substituir o “O” ou “A” pelo “X”, sem risco de punição, ou podem recorrer à linguagem do personagem Mussum dos Trapalhões, que já estava atualizado na linguagem neutra da substituição. Quem não lembra do famoso “tudes”? À época era engraçado. Agora, não ouse brincar com isso. Não é nada engraçado, é sério!

Você que ainda não se atualizou com a últimas reformas ortográficas, pode continuar usando o trema sem punição. O risco é usar “o” ou “a” no final dos vocábulos, pois pode sofrer bloqueio e até cancelamento nas suas redes sociais, o que seria equivale à morte na atualidade. Imagine se a comunicação progressista iria admitir preconceitos e ignorar a identidade de gêneros!

Para aqueles que dizem: “quando isso ocorrer, já gostaria de ter feito minha passagem”, cabe a advertência: não diga isso, pois, São Pedro já está atualizado e vai perguntar: “filhe, como você se comportou na terre?”. Se você responder “fui bem comportado”, o Santo mandará direto para o Inferno, porque preconceito é pecado. Somente os que responderem “fui bem comportade” ficarão no Céu.

Vale lembrar que a Língua Portuguesa sofrerá muitas adaptações para a linguagem neutra. Começando pela nomenclatura das classes gramaticais. A sugestão é ir logo treinando: substantivo será “substantive”; verbo, “verbe”; artigo, “artigue” e assim por diante.

Fique atento, ou melhor, “atente”, só não pode questionar. É assim e pronto! Não gostou, talvez, quando você morrer, pelas suas boas ações; mereça o purgatório, para expiar a sua culpa por “preconceite”. É isso “mesme”.

Programa Adote um Casarão cria novos negócios no Centro Histórico de São Luís

Atualmente, sete imóveis do Centro Histórico de São Luís estão em obras: na Rua Grande, Rua da Palma, Rua do Giz, Rua Rio Branco, Avenida Magalhães de Almeida, e dois situados na Rua da Estrela.

O centro histórico de São Luís Foi reconhecido como Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco, em 1997, por aportar o testemunho de uma tradição cultural rica e diversificada, além de constituir um excepcional exemplo de cidade colonial portuguesa, com traçado preservado e conjunto arquitetônico representativo. Por se tratar de uma cidade histórica viva, pela sua própria natureza de capital, São Luís se expandiu, preservando a malha urbana do século XVII e seu conjunto arquitetônico original.  Em toda a cidade, são cerca de quatro mil imóveis tombados: solares, sobrados, casas térreas e edificações com até quatro pavimentos.

Entretanto, convive com o abandono, e o patrimônio vem sofrendo perda substanciais nos últimos anos, para recuperar parte desse acervo arquitetônico, o Governo do Estado do Maranhão, criou o Programa Adote um Casarão.

Dentro da concepção do projeto, estão sendo reformados sete imóveis. O prédio da Rua Grande, onde funcionava a antiga Secretaria de Educação do Estado, será reformado por uma empresa adotante e transformado em um shopping cultural com praça de alimentação e espaço d e convivência.

Também está sendo reformado um casarão histórico localizado na Rua da Estrela, em São Luís, está sendo reformado pelo Programa Adote um Casarão. Depois de revitalizado, no local funcionará um call center e um polo tecnológico. A primeira etapa das obras, que tem como adotante a empresa TVN, está com 90% dos trabalhos concluídos.

O Adote um Casarão é um programa do Governo do Estado, executado pela Secretaria de Estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), que faz parte de um programa mais amplo, o Centro Histórico de São Luís. O Programa disponibiliza, por meio de editais, imóveis no Centro Histórico de São Luís, que estejam subutilizados ou estejam vazios. O adotante, em contrapartida, deve revitalizar e manter atividade no local.

Quando estiver pronto, o prédio da Rua da Estrela vai abrigar o Centro de Desenvolvimento da TVN e as instalações do Curso de Ciências da Computação da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Segundo o secretário da Secid, Márcio Jerry, o objetivo é dar nova dinâmica a essa área da cidade, que destacou: “Um prédio público que estava em desuso, agora vai atender milhares de pessoas, gerando emprego e renda, quando estiver reformado. Essa iniciativa faz parte de um conjunto imenso de atividades implementadas pelo governador Flávio Dino para repaginar e dinamizar a região central da cidade e preservar nossa história”.

Fonte: https://www.ma.gov.br/

O Dia Nacional das Abelhas é comemorado em 3 de outubro

A data (03 de outubro) tem o objetivo de homenagear e lembrar da importância que este pequeno inseto possui para o bem-estar dos seres humanos, sendo o único animal do planeta capaz de produzir o mel – considerada a primeira substância adocicada utilizada pelo homem na antiguidade.

Não se sabe ao certo como surgiu o Dia Nacional das Abelhas no país, mas a data já faz parte do calendário oficial de datas comemorativas do Ministério do Meio Ambiente.

Conheça curiosidades sobre nossas brilhantes abelhas!

1) As abelhas são polinizadoras super importantes para flores, frutas e vegetais. Isso significa que ajudam outras plantas a crescer! As abelhas transferem pólen entre as partes masculina e feminina, permitindo que as plantas cultivem sementes e frutos.

2) As abelhas vivem em colmeias (ou colônias). Os membros da colmeia são divididos em três castas:

Rainha: Uma rainha comanda toda a colmeia. Seu trabalho é botar os ovos que irão gerar a próxima geração de abelhas da colmeia. A rainha também produz substâncias químicas que orientam o comportamento das outras abelhas.

Obreiras: são todas femininas e suas funções são procurar alimentos (pólen e néctar das flores), construir e proteger a colmeia, limpar e fazer circular o ar batendo suas asas. As operárias são as únicas abelhas que a maioria das pessoas ver voando fora da colmeia e

Zagões: Estas são as abelhas machos e seu propósito é acasalar com a nova rainha. Várias centenas vivem em cada colmeia durante a primavera e o verão. Mas no inverno, quando a colmeia entra em modo de sobrevivência, com escassez de alimentos, os zangões são expulsos da colmeia e acabam morrendo de fome ou de frio.

3) As abelhas produzem mel para armazenar alimentos para a colmeia durante o inverno. Felizmente para nós, esses pequenos trabalhadores eficientes produzem 2 a 3 vezes mais mel do que precisam, por isso também podemos desfrutar da guloseima saborosa!

4) Se a abelha rainha morrer, as operárias criarão uma nova rainha selecionando uma larva jovem (os insetos bebês recém-nascidos) e alimentando-a com um alimento especial chamado “geleia real”. Isso permite que a larva se desenvolva em uma rainha fértil.

5) As abelhas são insetos fabulosos. Eles voam a uma velocidade de cerca de 25km por hora e batem suas asas 200 vezes por segundo!

6) Cada abelha tem 170 receptores de odor, o que significa que elas têm um ótimo olfato! Eles usam isso para se comunicar dentro da colmeia e para reconhecer diferentes tipos de flores quando procuram comida.

7) Em média, as abelhas operárias vivem apenas cinco a seis semanas. Durante este tempo, elas produzirão cerca em um décimo de segundo uma colher de chá de mel.

8) A rainha pode viver até cinco anos. Ela fica mais ocupada nos meses de verão, quando pode botar até 2.500 ovos por dia!

9) As abelhas também são comunicadores brilhantes! Para compartilhar informações sobre as melhores fontes de alimentos, elas realizam sua “dança do balanço”. Quando a operária retorna à colmeia, ela se move em forma de oito e balança o corpo para indicar a direção da fonte de alimento e

10) Infelizmente, nos últimos 15 anos, colônias de abelhas estão desaparecendo e a razão deve ser o desmatamento. Conhecida como “desordem do colapso da colônia”, bilhões de abelhas em todo o mundo estão deixando suas colmeias para nunca mais voltar. Em algumas regiões, até 90% das abelhas desapareceram!

Todos nós podemos fazer a nossa parte para apoiar esses insetos brilhantes! Por que não plantar flores ricas em néctar?

Exemplo de plantas que as abelhas gostam: Acácia (a acácia branca é denominada de Moringa), Macaúba, Cajueiro, Babaçu, Carambola, Murici, Pau-Brasil, Feijão-guandu, Pequi, Mata pasto, Cedro, Laranjeira, Limoeiro, Café, Maxixe, Melão, Pepino, Abóbora, Ingá, Turumã, Ipê, Tamarindeiro, Milho e outras, que ajudarão as abelhas a encontrar o alimento de que precisam.  Além disso, certifique-se de escolher a plantação correta, que ajudará as abelhas e os apicultores!

O que você achou das curiosidades sobre as abelhas? Deixe seu comentário.

Texto traduzido e revisado por Ana Creusa

Fonte: Daniela. ett al. Plantas visitadas por abelhas e polinização. Piracicaba: USP, 2003 e https://www.natgeokids.com/

Dia Internacional da Terra, com o tema “Restaurar nossa Terra”

A ONU reconheceu a data em 2009, como o Dia Internacional da Mãe Terra. O tema deste ano é ‘Restaurar nossa Terra’. A finalidade da data é estimular a consciência para os problemas da contaminação, degradação e devastação ambiental. 

A WISCONSIN GIANT FOUNDING EARTH DAY ONE OF MANY ACHIEVEMENTS OF THE FORMER GOVERNOR AND SENATOR GAYLORD NELSON: 1916-2005 | Latest News | madison.comO Dia Internacional da Mãe Terra, ou apenas Dia da Terra, foi criado em 22 de abril de 1970 pelo então senador dos Estados Unidos Gaylord Nelson. A intenção era chamar a atenção da população e de governantes para problemas ambientais que afetavam nosso planeta. A convocação foi um sucesso e milhões de pessoas se manifestaram nos Estados Unidos a favor de mudanças de atitude pelas causas ambientais.

O Dia da Terra 2021 é o tema do Doodle exibido na página inicial do Google nesta quinta-feira (22). Em formato de vídeo, a ilustração mostra pessoas adultas plantando diferentes árvores e ensinando crianças a fazer o plantio enquanto envelhecem. O processo se repete com diferentes personagens, mostrando que as árvores permanecem na natureza mesmo com o passar do tempo. O Doodle está sendo exibido em quase todos os países, na versão do buscador para computador e celular.

Segundo o Google, o Doodle deste ano destaca como todos podem plantar a semente para um futuro mais brilhante, uma muda de cada vez. “O vídeo Doodle de hoje mostra uma variedade de árvores sendo plantadas dentro de habitats, uma das muitas maneiras pelas quais podemos fazer nossa parte para manter nossa Terra saudável para as gerações futuras. Encorajamos todos a encontrar uma pequena ação que possam fazer para restaurar nossa Terra”, disse a empresa.

A ilustração foi criada pela designer Sophie Dao, que revelou ter se inspirado nas árvores e flores que admira pela janela da sua casa.

Em 1990, o Dia da Terra já era celebrado em muitos países e em 2009, reconhecendo a importância desta data, a ONU instituiu definitivamente o dia 22 de abril como sendo Dia Internacional da Mãe Terra.

Dia da Terra | 22 de abril - CalendarrA Mãe Terra está claramente pedindo uma chamada à ação. A natureza está sofrendo. Oceanos se enchendo de plástico e ficando mais ácidos. Calor extremo, incêndios florestais e inundações, bem como uma temporada recorde de furacões no Atlântico, afetaram milhões de pessoas. Agora enfrentamos COVID-19, uma pandemia mundial de saúde, link para a saúde de nosso ecossistema.

Hoje a Cúpula de Líderes sobre o Clima foi aberta nesta quinta-feira (22), em evento organizado pelo governo dos Estados Unidos. O anfitrião é o presidente Joe Biden, que faz a coordenação do evento. O discurso de abertura ficou sob a responsabilidade da vice-presidente Kamala Harris. Pelo Brasil, o presidente Jair Bolsonaro discursou e prometeu que o país terá neutralidade climática até 2050. “Determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em 10 anos a sinalização anterior. Entre as medidas necessárias para tanto, destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030”.

Fonte: Google. https://www.techtudo.com.br/ e https://www.terra.com.br. Foto de destaque da Internet