Plantio do Bosque das Mangueiras, um dia histórico

Por Ana Creusa

No último sábado (26), o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) e seus parceiros procederam ao plantio das primeiras mudas do Bosque das Mangueiras em Matinha. O bosque é uma parceria da comunidade quilombola do povoado Graça, Fórum da Baixada, Prefeitura Municipal e Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

Uma expedição de São Luís, com uma comitiva de 15 membros do Fórum da Baixada, participou do evento, que contou também com moradores, convidados, estudantes e lideranças políticas. A programação contou com uma entrevista na rádio Maracu, onde o presidente do FDBM, Expedito Moraes, a vice Ana Creusa e o coordenador do projeto, Dr. Gusmão Araújo, explicaram as ações em Matinha.

O filho de Pedro Cabra plantou a mangueira em homenagem a ele e foi muito elogiado por Henrique Travassos.

Ana Creusa plantando a sua muda no Bosque.

Os entrevistados forneceram informações sobre o Projeto Bosques da Baixada, que visam conscientizar, na prática, sobre a importância da preservação ambiental, por meio de plantio de bosques com a participação das comunidades envolvidas e órgãos do poder público. Um café da manhã, oferecido pela emissora, e uma recepção pelos forenses como o secretário de Gabinete de Viana, Nélio Júnior; do engenheiro agrônomo Henrique Travassos; e do vice-prefeito de Matinha, Narlon Silva, iniciaram a programação na região. 

Expedito Moraes apresentou um breve histórico da iniciativa, enquanto Dr. Gusmão, como responsável técnico pelo projeto, e Ana Creusa, falaram sobre a importância do projeto, vez que possibilita que algumas espécies ameaçadas de extinção, ou que são importantes para os municípios sejam cultivadas nos bosques que serão cuidados pela comunidade.

Em seguida, dirigiram-se à comunidade Graça, onde participaram de uma solenidade de implantação do Bosque das Mangueiras, em Matinha, e foram recepcionados pelos moradores e lideranças políticas e comunitárias. Lá, além dos coordenadores do projeto e do Fórum da Baixada, usaram da palavra a prefeita Linielda de Eldo, o vice-prefeito Narlon Silva; o ambientalista Cesar Brito e lideranças do povoado, que destacaram a criação e a importância do bosque.

Dr. Gusmão Araújo lembrou que o trabalho de cuidados com o Bosque cabe aos moradores, mas que o Fórum da Baixada e demais parceiros estarão sempre prontos para ajudar e acompanhar, inclusive prevendo o plantio de outras mudas.

Após isso, os moradores, as lideranças e estudantes plantaram as mudas das mangueiras, após processadas e acompanhadas pela Universidade Estadual do Maranhão. Ao fim da programação, os participantes foram convidados pelo vice-prefeito do município, Narlon Silva, para um almoço em sua casa, no povoado Itans, e um passeio pela comunidade que é exemplo na piscicultura do Maranhão.

PROJETO DE SUCESSO: BOSQUES DA BAIXADA

I – IMPLANTAÇÃO DO PRIMEIRO BOSQUE

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) lançou, em 2018, na gestão de Ana Creusa, a proposta de institucionalizar o projeto “Bosques da Baixada”, sob a coordenação dos professores José Ribamar Gusmão Araújo e Jucivam Ribeiro Lopes da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), ambos filhos de Bequimão. A ideia inicial foi resgatar e valorizar espécies representativas e tradicionais da flora dos municípios da Baixada.

O BOSQUE DOS PARICÁS foi o 1º bosque implantado. O projeto “Paricás em Paricatiua: um sonho possível” ou popularmente denominado “Bosque dos Paricás”, teve as mudas plantadas em 26/01/2019 na comunidade Paricatiua, município de Bequimão. O referido Bosque foi viabilizado partir da iniciativa e trabalho de diversos forenses e sob a inspiração do professor José de Jesus Lemos da Universidade Federal do Ceará (UFC), filho de Paricatiua.

IMAGENS: VIVEIRO DA UEMA – LOCAL DE PRODUÇÃO DAS MUDAS DE PARICÁS

II – LANÇAMENTO DO “BOSQUE DAS MANGUEIRAS” EM MATINHA

No dia 26/08/2018 em Evento do Fórum da Baixada em Matinha, foi lançado o Projeto Bosque das Mangueiras em Matinha, com a presença da Prefeita Linielza. Na oportunidade, o Prof. Gusmão, após apresentar o projeto do Bosque dos Paricás, lançou o desafio para Matinha ao parafrasear Geraldo Vandré “pra não dizer que não falei das Mangas” e reforçou que o “itinerário e modelo dos Paricás poderia ser um bom guia para Matinha e pra toda a Baixada”. A escolha da fruteira mangueira guarda relação com o fato de Matinha ser considerada a capital dessa fruta na Baixada. Neste Bosque serão inseridas mudas de mangas de “tipos/variedades” representativas (tradicionais ou históricas) das várias comunidades do Município.

IMAGEM: EVENTO DO FDBM NA COMUNIDADE PONTA GROSSA/MATINHA (26/08/2018).

III – ESCOLHA DO LOCAL PARA IMPLANTAÇÃO DO BOSQUE

 A partir de articulação local do forense César Brito, os líderes comunitários do Povoado Graça fizeram a doção do terreno.  No espaço escolhido reside uma comunidade quilombola que acolheu o projeto, sendo esta visitada e aprovada pelos forenses em 11 de janeiro de 2019. Na verdade, nessa área que possui 2 (dois) hectares, com vegetação preservada e nascente de águas, viceja a possibilidade de se ampliar a ideia inicial de “Bosque das Mangueiras” para “Parque Ambiental de Matinha”, decisão que cabe ao executivo municipal. Destaca-se que a referida comunidade tem grande diversidade de mangueiras e uma variedade em particular, centenária, denominada “Graça”, foi resgatada para o Bosque.

IMAGENS: VISITA DOS FORENSES À COMUNIDADE GRAÇA/MATINHA (11/01/2019).

IV – COLETA DE RAMOS E PREPARAÇÃO DAS MUDAS PARA O BOSQUE DAS MANGUEIRAS/MATINHA

A primeira fase de produção das mudas consistiu na semeadura dos caroços de manga no viveiro da Fazenda Escola de São Luís – Curso de Agronomia/UEMA, no início de 2020. O objetivo foi formar os “cavalos” (porta-enxertos) sobre os quais seriam enxertadas as variedades de manga de Matinha.

No 16 de outubro de 2020, o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) fez uma visita técnica ao município Matinha, para coleta de ramos de mangueiras para enxertia, visando a preparar as mudas para plantio do Bosque das Mangueiras, sob a coordenação técnica do Prof. Gusmão, Engenheiro Agrônomo da UEMA. Na ocasião realizou-se nova visita à comunidade Graça para se confirmar a área de plantio das mudas e comprometer a comunidade com os cuidados do futuro do Bosque.

IMAGEM: VISITA DOS FORENSES A MATINHA PARA COLETA DE RAMOS DE MAGUEIRAS (16/10/2020).

Foram coletados ramos de 7 (sete) variedades de mangueiras de Matinha, assim denominadas: ÁGUA VIVA, CONSTANTINA, TERESINHA, CESAR BRITO, PÊRA, GRAÇA E LOLICO. A mudas permaneceram 15 meses no Viveiro da UEMA e foram retiradas pelo forense Cesar Brito em 07/04/2021. Em razão da pandemia o plantio foi transferido para o início de 2022.

IMAGEM: MUDAS DE MANGUEIRA NO VIVEIRO DA UEMA (ABRIL/2021).

V – QUANTIDADE DE MUDAS PARA FORMAR O BOSQUE

Serão plantadas um total de 47 mudas.

Espaçamento: 8,0m x 7,0m (8m entre fileiras e 7m entre plantas)

 VI – GUARDIÕES DO BOSQUE

            Os guardiões do Bosque/Parque são os moradores do Povoado Graça, sob o comando do líder da comunidade, Manoel.

Entre as responsabilidades compartilhadas pela Comunidade, cita-se: proteção e manutenção da área, capinas/coroamentos, adubação e podas e ampliação do Bosque com o plantio de outras variedades. Técnicos locais devem passar as devidas orientações. Estima-se que entre dois e três anos terá início a produção de frutos, os quais poderão ser utilizados para consumo das famílias e venda no mercado local. Acrescente-se que o Bosque também é lugar da prática sobre educação ambiental.

VII – PERSPECTIVAS DE NOVOS BOSQUES

– Bosque em Peri-Mirim (falta definir a espécie; gestor local: Ana Cléres)

– Bosque das Araribas em Viana (gestor local: Luís Henrique)

OBS: A Diretoria do FDBM deve prospectar nos demais municípios o interesse nos projetos de Bosque.

VIII – VIVEIROS DE PRODUÇÃO DE MUDAS

           A Diretoria do FDBM e os gestores do projeto “Bosques da Baixada” incentivam e propõem que os gestores municipais envidem esforços para a implantação de Viveiros de produção de mudas não só com o objetivo de abastecer a implantação de Bosques, mas também para fomentar programas/projetos produtivos locais. Cita-se como bom exemplo Anajatuba que recentemente construiu seu viveiro telado na sede do município, por meio da secretaria de Agricultura, com recursos próprios.

         A estratégia é que cada município elabore e apresente o “projeto de viveiro telado” às secretarias e/ou instituições estaduais ou federais, além de priorizar a construção com recursos próprios. Em seguida, instituições como UEMA, IFMA, UFMA e outras podem realizar treinamentos e capacitações a técnicos e produtores locais acerca dos processos de produção de mudas.

José Ribamar Gusmão Araújo

Jucivam Ribeiro Lopes

 Ana Creusa Martins dos Santos

Expedito Nunes Moraes

FÓRUM DA BAIXADA ACOMPANHA A ASSINATURA DO CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE FERRYBOAT NO MARANHÃO

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), por meio do seu presidente, Expedito Moraes e Ana Creusa, vice-presidente, acompanhou a assinatura, através da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), realizou, na manhã desta quinta-feira (9), a solenidade de assinatura do Contrato de Concessão do Serviço Público de Transporte Aquaviário Intermunicipal. O serviço de ferryboat foi licitado pela primeira vez no Maranhão e trará benefícios para a sociedade que utiliza esse meio de transporte, atendendo as necessidades dos usuários que utilizam o serviço, além idealizar e concretizar um compromisso do Governo com todos os maranhenses, sobretudo, com os que residem e trabalham na Baixada, garantindo mais acessibilidade e desenvolvimento econômico e social para o Maranhão.

Esse é um processo que a MOB tem conduzido há bastante tempo, desde o início da gestão do governador Flávio Dino, e agora chegamos ao final do processo licitatório para o transporte aquaviário entre São Luís/Cujupe e que se culmina hoje com a assinatura do contrato. É um grande marco para o Maranhão e em um curto prazo teremos novas embarcações e constantes melhorias no serviço”, pontou o presidente da MOB, Daniel Carvalho.

No processo licitatório da Concorrência Pública de nº 001/2021-MOB duas empresas estavam concorrendo: Internacional Marítima e Celte Navegação. A Internacional Marítima venceu o lote I e a Celte Navegação venceu o lote II, e desta forma serão duas empresas operando no sistema em um prazo de 90 dias da data da assinatura da ordem de serviço, realizada nesta quinta-feira (9).

Teremos mais disponibilidade de novos ferrys e novos horários para que a população que necessita tanto desse serviço, para que o ir e vir do dia a dia seja garantido de forma mais rápida e eficiente, com melhores acomodações e melhorias de modo geral, explicou Marcel Lopes, diretor de operações aquaviárias e aeroviárias da MOB.

“Definitivamente é um novo momento para o serviço de ferryboat, com mais investimentos e também trazendo melhorias para os usuários dos ferrys e consequentemente dos terminais, acompanhando, assim, o crescimento desse serviço tão importante para a população”, destacou Ted Lago, presidente da EMAP.

O contrato de concessão terá duração de 20 anos podendo ser prorrogado por mais 20 anos. Com o contrato, as empresas agora têm segurança jurídica e podem investir em melhorias. O documento já assinado também rege que as empresas têm um prazo de 90 dias para iniciar as operações com os ferrys de acordo com as cláusulas do contrato.

Pela primeira vez o Estado do Maranhão toma a iniciativa de conceder uma concessão para a iniciativa privada e isso possibilita que o investimento seja de fato feito. Nossa pretensão é atender essa demanda, voltada com bons resultados para a população com embarcações mais adequadas, seguras e confortáveis e que tudo possa fluir de modo que consigamos atender a população, afirmou Luiz Carlos, presidente da Internacional.

“A nossa ideia é proporcionar um serviço melhor que o que está sendo proporcionado atualmente, justamente o motivo da licitação, melhorar o serviço. Oferecer embarcações melhores, equipamentos melhores, um serviço mais confortável e aproveitar a mão de obra local, de preferência”, frisou Sérgio Maia, diretor da empresa Celte.

Várias autoridades acompanharam a solenidade de assinatura do Contrato de Concessão do Serviço Público de Ferryboat no Maranhão. Participaram da solenidade: a promotora de Justiça, Lítia Cavalcante; o procurador geral de Justiça, Eduardo Nicolau; o presidente da EMAP, Ted Lago; dentre outros.

Fonte: https://www.ma.gov.br/agenciadenoticias/

Academia Joanina, um marco na História do município

Por  Marcondes Serra Ribeiro*

Confesso que me encontro deveras ansioso pela chegada do dia 29, quando será criada nossa Academia Joanina de Letras, Ciências e Saberes Culturais. É um sonho que se vai transformando em realidade, sonhado juntamente com outros sonhadores (desculpem-me a tautologia premente) – aquele desejo que se firmou permanentemente em cada um de nós, vivo e constante. Um sonho coletivo, e por isso mesmo bem mais forte, que nos une e motiva-nos para seguir em frente, otimistas, esperançosamente alegres, carregando uma certeza de que estamos construindo um marco em nossas vidas, na história de São João Batista!

Estamos bem otimistas, tentando disciplinar a empolgação, vislumbrando tudo pelo lado bom, concebendo a academia como um lugar de convivência real, amigável e elegantemente pacífica. Um ambiente ameno, onde nos dedicaremos esforçadamente ao usufruto daquilo que nos beneficiará e engrandecerá nossa alma, em forma de projetos contemplativos do crescimento de nossa terra, nas áreas afinadas com os propósitos institucionais – culturais e artísticos – que sejam dignos construtores, mantenedores, resgatadores da memória joanina. Somos conscientes que nossos propósitos não diferem das outras academias, quanto ao aspecto teórico, mas certamente que nosso ânimo fará a diferença no aspecto atitudinal , pois, graças a Deus, compomos um grupo com grandes expoentes, reunidos provavelmente pela saudade dos tempos de mais dedicação, gentileza e delicado amor ao próximo, apego à nossa eclética cultura, com o especial ufanismo que sempre caracterizou a ligação dos bons joaninos à sua querida terra – um sentimento que se mostra em semblante alegre e sincero, funda-se em argumentos extremamente firmes, expressa-se em termos de claro entendimento, pois provém da decisão vocacional em dar mais significância a nossas vidas, transforma-nos em plantadores das sementes dos sonhos mais prósperas , em solo abençoadamente fértil.

Não nos foge a certeza de que precisaremos ser fortes e corajosos para os embates contra as adversidades. Aqueles que se dedicam às artes, à cultura, tantas vezes são confundidos como articuladores apenas de projeção pessoal, mas isto, para nós, é mera consequência daquilo que é bem feito e torna-se agradavelmente digno de sucesso, por isso é que somos dedicados detalhistas, caprichosos artesãos de cada obra. Sabemos que remaremos contra a maré, enfrentaremos desafios terríveis e de toda ordem, mas bem determinados e decididos, seguiremos em frente, como temos seguido até aqui.

Não apenas homenagearemos, reconheceremos nossos valores, nossos expoentes artísticos, profissionais das mais variadas performances, mas também nos lançaremos às pesquisas que nos possibilitem o resgate de uma legião de esquecidos do passado e também do presente, pois muitos valores joaninos estão por aí, espalhados por esse imenso Brasil, desconhecidos de nossa gente, mas expressivos cidadãos de outras plagas, – personagens encantados pelo fenômeno da alma artística, pela dedicação e responsabilidade profissional concedente de grandes conquistas. Sentimo-nos, portanto, com a distinta obrigação de coloca-los em evidência, trazê-los zelosamente ao conhecimento e reconhecimento e proximidade de nossa gente, laureá-los condignamente!

Não poderia deixar de exaltar o especial apreço pela Língua Portuguesa, uma das inspiradoras razões que principiaram e justificam a existência da academia. Muitos de nós são poetas, escritores que se esmeram no trato com as palavras e deliciam-nos com obras requintadamente maviosas. A última flor do lácio inculta e bela, como referenciou Olavo Bilac, é o universo no qual esses confrades e confreiras movem a inspiração e pela qual se integram à comunidade lusófona, constituída de milhões de pessoas espalhadas pelos diferentes continentes, comunicando-se em português , cada povo a seu modo. Vale-nos lembrar o magistral Fernando Pessoa e seu dito: “a minha pátria é a língua portuguesa” e nós estaremos certamente muito inspirados por ele e assim cultuaremos a literatura e os livros e as produções literárias entre nossos conterrâneos.

Amigos, nossa academia está sendo criada com o orgulhoso referencial “a casa de Fran Figueiredo”. Ele foi escolhido para ser patrono da instituição, mas será também a casa de todos os demais patronos, a casa de todos os acadêmicos, mas, acima de tudo será uma realização que orgulhará nossa terra, firmar-se-á como o ambiente do diálogo entre a tradição e a contemporaneidade que esperançosamente dará bons resultados!

Marcondes Serra Ribeiro é natural de São João Batista, Graduação Superior em Língua Portuguesa e Literaturas na instituição de ensino CESB, Trabalhou como Professor de Língua Portuguesa na empresa Área de educação, Trabalhou como Management na empresa Ministério da Saúde.

ACADEMIA PERIMIRIENSE, UMA HISTÓRIA DE SUCESSO

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) “Casa de Naisa Amorim” é uma instituição sem fins lucrativos, idealizada pelo Projeto Academias na Baixada do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), arquitetada durante a gestão de Ana Creusa Martins dos Santos, tendo como principal finalidade, criar Academias Populares no território da Baixada Maranhense, voltadas à cultura e a historiografias dos municípios. A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense, Casa de Naisa Amorim, foi criada no dia 20 de maio de 2018, após serem realizadas três reuniões mensais. A homenageada como patrona da ALCAP foi a professora Naisa Amorim por seus relevantes trabalhos prestados a nossa comunidade perimiriense em vários seguimentos, inclusive na área educacional, na qual sempre se empenhou com força e determinação apesar dos inúmeros desafios daquela época de muita pobreza.

A ALCAP possui atualmente 28 membros, é composta por escritores, profissionais atuantes e aposentados da educação, ex-políticos, compositores de toadas de bumba-meu-boi, cantores, acadêmicos formados em várias áreas do nível superior e amantes da cultura, preocupados com o futuro da querida Peri-Mirim, se juntaram em prol da cidade.

  • 1ª DIRETORIA (2018-2020), VOTADA O DIA DA FUNDAÇÃO DA ALCAP É COMPOSTA POR:
  • Presidente: Eni do Rosário Pereira Amorim
  • Vice-presidente: Jessythannya Carvalho Santos
  • Primeiro-secretário: Diêgo Nunes Boaes
  • Segundo-secretário: Ana Creusa Martins dos Santos
  • Primeiro-tesoureiro: Edna Jara Abreu Santos
  • Segundo-tesoureiro: Elinalva de Jesus Campos

Membros do Conselho Fiscal

  • 1º- Ataniêta Márcia Nunes Martins
  • 2º- Francisco Viegas Paz
  • 3º- José Ribamar Martins Bordalo

Praia nos campos da Baixada Maranhense, como isso é possível?

Por Ana Creusa

Durante o verão, as brincadeiras das crianças da Baixada Maranhense mudam para um areal que se forma à frente das casas localizadas à beira do Campo. Ali praticam competição de corrida, jogo de bola, queimado e pega-pega.

Quando as crianças caem ao chão, sempre sorrindo pela diversão, percebem que a areia é salgada, como as areias das praias. Como assim, salgada? se o campo é formado por água doce?

José Santos explicava a seus filhos que aquele campo já fora mar no passado e que, depois de muitos anos, pode voltar a ser mar novamente. Mais tarde aprenderam que a Baixada Maranhense localiza-se abaixo do nível do mar e por causa dos tesos e outros elementos geográficos, a água do mar não penetra nos campos, formando uma grande piscina de água doce, constituída pela água da chuva caída no inverno.

Com a degradação ambiental, a água do mar está invadindo os campos e provocando a salinização dos campos, inclusive do lençol freático.

A continuar esse processo, os campos irão misturar-se ao mar e uma nova paisagem se formará, com mudança do ecossistema, a partir de desmatamentos, queimadas, etc.  Estas mudanças têm afetado a duração e o nível das inundações e permanência da água nos campos.

Mas por que os baixadeiros lutam para que o processo de salinização dos campos não ocorra de forma brusca e lutam pela construção dos Diques da Baixada?

A resposta é simples: a necessidade humana é por água doce, como afirma Alexandre Abreu, forense especialista nos Diques da Baixada, que publicou no site do Fórum da Baixada, um artigo intitulado, Diques da Baixada na Ponta da Língua.

O projeto dos Diques da Baixada foi concebido há mais de quarenta ano e até hoje não saiu do papel.

Os baixadeiros pretendem continuar com a praia no verão e não a cada vazante da maré. Não querem que a Baixada vire mar, para serem mais um vivente perdido à beira do mar. Querem, pois, a singularidade da região: no inverno, campo cheio e no verão, torrão e praia. Cada estação diferente e não a previsibilidade do mar, imenso e igual. #Diques da Baixada Já!

Brincadeira de Queimado, realizada no Povoado Cametá/Peri-Mirim/MA/Brasil, no dia 15 de novembro de 2019.

Terminal Portuário de Alcântara

Projetos de Desenvolvimento para a Baixada

Autor Expedito Moraes*

“A única coisa que sabemos sobre o futuro é que ele será diferente” Peter Drucker.

Para nós, baixadeiros, a expressão “vai chover na minha roça” significa a certeza que de que haverá fartura. É a garantia de boa colheita. Da mesma forma, costumamos usá-la quando vislumbramos uma oportunidade de ganhar dinheiro, obter melhoria e prosperidade.

Entretanto, para que haja fartura, o pedaço de terra precisa estar roçado, capinado, destocado, limpo e cercado, para quando as primeiras chuvas caírem ter início o plantio. A colheita, para ser boa, depende de planejamento, ainda que mínimo, e noção das condições naturais. Vários fatores devem ser observados antes, durante e depois do plantio. O roceiro ou lavrador, em primeiro lugar, precisa definir o que vai plantar e para isso precisa saber o que “vai dar dinheiro” na próxima safra. Se não tiver uma boa semente e quantidade necessária para produzir o quanto deseja, terá que comprar.

Ter um pedaço de terra “que tudo dá” é fundamental. Precisa saber o momento exato do plantio e evitar pragas e ervas daninhas. E, finalmente a colheita, o armazenamento e a comercialização. Enfim, o lavrador, para fazer uma roça e ser bem sucedido, depende de um certo aprendizado. Aprendizado este passado de pai pra filho.

Precisamos, urgente, aprender a produzir mais e melhor. Para mudar, precisamos fazer o que sempre fizemos de modo diferente. Precisamos de novos conhecimentos, tecnologia e eficácia. A busca da produção eficaz implica em constante aprimoramento do processo produtivo. E isto só é possível por meio de conhecimento, capacitação e vontade firme para quebrar paradigmas.

Bill Gates afirma que, para se ter sucesso nos negócios, basta perceber para onde o mundo se dirige e chegar lá primeiro e Adam Smith dizia que a geração de riqueza de uma nação depende do desenvolvimento e crescimento econômico de cada cidadão.

A nossa roça são as microrregiões da Baixada e Litoral Ocidental, esse imenso território que vai receber “chuva” de investimentos nos próximos anos. Bilhões de reais serão investidos em projetos grandiosos. Anunciam o CEA-CENTRO ESPACIAL DE ALCÂNTARA, o TAP-TERMINAL PORTUÁRIO DE ALCÂNTARA, a BR-308, a PONTE LIGANDO BACABEIRA A CAJAPIÓ, OS DIQUES DA BAIXADA e outros que serão agregados a esses MEGAS PROJETOS. Sonho? Com certeza, não.

Este texto eu publiquei há mais ou menos 2 ou 3 anos. O objetivo era alertar para esta realidade. O Fórum da Baixada, no final de 2019, já procurando antecipar-se à implantação destes projetos, iniciou um processo de Cooperação Técnica com a UFMA (criamos um Grupo de Trabalho); no Centro de Lançamento de Alcântara fomos gentilmente recebidos em visita técnica e iniciamos tratativas de parcerias; estamos permanentemente acompanhando o processo de elaboração do projeto dos Diques da Baixada junto à CODEVASF. Fala-se em criação de consórcios de municípios em várias regiões, nos parece bom.

OBS: Nesta semana o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, esteve em São Luís e ouviu isto da FIEMA, leiam a matéria no  seguinte link: https://globoplay.globo.com/v/9244852/

Visita do Fórum da Baixada ao DNIT
Visita do Fórum da Baixada ao Centro de Alcântara
Visita do Fórum da Baixada ao DNIT

Terminal Portuário de Alcântara

*Expedito Nunes Moraes é natural do povoado Cachoeira em Cajari (MA). Graduado em Administração (UEMA). Foi deputado estadual entre 1995 a 1997 e empresário da construção civil. Exerceu vários cargos na administração pública do Maranhão. Presidente de Honra do Fórum da Baixada (gestão 2016/2017); 1º Vice Presidente (gestão 2019/2021).

Fórum da Baixada e UFMA visitam o Centro Espacial de Alcântara

Integrantes do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) visitaram as instalações do Centro Espacial de Alcântara (CEA). A visita foi precedida de ofício dirigido ao Diretor do CEA, Coronel Aviador Marcelo Corrêa de Souza, no qual o FDBM demonstrou interesse em conhecer o projeto pela sua importância econômica, social e tecnológica para as microrregiões da Baixada e Litoral Ocidental Maranhenses. A solicitação foi aceita e, na manhã do último dia 29 de outubro, os membros da comitiva do FDBM e UFMA (Alberto Muniz, Ana Creusa, Expedito Moraes e Zefinha Bentivi) dirigiram-se à cidade de Alcântara a bordo de uma das lanchas da Força Área Brasileira, acompanhados pelo Coronel Tavares. Na chegada, foram recebidos com um delicioso café da manhã.

Durante a apresentação das instalações da base, parou-se para admirar a construção da sede administrativa, cuja construção possui excelsa beleza, com paredes que captam a ventilação natural do ambiente externo. Em seguida dirigiram-se ao auditório para assistirem à brilhante palestra proferida pelo Vice-diretor do CEA Glauco Candido que falou que o Centro é a segunda base de lançamento da Força Aérea Brasileira, com uma localização equatorial privilegiada, que permite que os lançamentos sejam feitos com mais facilidade. É uma parte importante no caminho do país como protagonista no cenário geopolítico mundial, que já fez 111 operações e o lançamento de 490 foguetes.

Falou, ainda, sobre as ações de assistências às comunidades do entorno do Centro, para quem mantém um mini hospital e uma escola (Caminho das Estrelas) para 130 (cento e trinta) alunos que obtiveram nota 7 (sete) no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), segundo informou Huxley Bruno, Coordenador Regional da Agência Espacial Brasileira (AEA).

O Presidente do FDBM, Expedito Moraes, agradeceu a honra de o CEA receber integrantes do FDBM e UFMA para conhecerem o projeto, bem como se colocou à disposição da instituição para colaborar, no que for possível, uma vez que esse projeto, além do desenvolvimento científico e tecnológico, pode viabilizar o desenvolvimento social e econômico do Estado do Maranhão, bem como das pessoas, direta ou indiretamente envolvidas nesse magnífico projeto.

A Pró-reitora de Extensão e Cultura da UFMA, Josefa Bentivi, discorreu sobre a parceria com o FDBM para construção do Plano de Desenvolvimento da Baixada, iniciando-se com o Termo de Cooperação Técnica e a realização do Fórum do Turismo da Baixada Maranhense que surge da necessidade de se pensar o turismo na região.

Em seguida, partiram em um transporte do CEA para conhecer as demais instalações, acompanhados sempre de fatos históricos e flash fotográfico daquela beleza inusitada para os visitantes. Após o saboroso almoço passaram às homenagens. A biblioteca do CEA foi presenteada com algumas obras sobre a Baixada, entre as quais o livro Ecos da Baixada. Os visitantes receberam dos anfitriões um belo book sobre o CEA: uma janela brasileira para o futuro.

No caminho de volta do futuro para a realidade, houve uma parada no Centro Histórico de Alcântara para apreciar e tirar fotos. A viagem de volta, pontualmente às 16 horas, foi marcada pela saudade, pela certeza que há um Brasil possível com amor e disciplina, marcas daquele espaço de competência. Como disse Zefinha, ali cada indivíduo fazia a diferença pela sua competência, parecia uma orquestra – lindo de assistir.

Bosque das Mangueiras em Matinha

Autor Gusmão Araújo*

Trata-se de um itinerário que não pode parar: sonho coletivo, novas parcerias construídas, pessoas entusiastas e muito trabalho!

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) lançou, em 2018, sob a gestão de Ana Creusa, a proposta de institucionalizar o projeto de “Bosques da Baixada”, sob a coordenação dos professores Gusmão e Jucivam da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), ambos filhos de Bequimão.

A partir da inciativa e trabalho de forenses e sob a inspiração do professor José de Jesus Lemos da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi gestado o projeto “Paricás em Paricatiua: um sonho possível” ou “Bosque dos Paricás”, que culminou com a o plantio das mudas em 26/01/2019. O Bosque dos Paricás foi um sonho acalentado há anos pelo professor Lemos, filho de Paricatiua, Comunidade ribeirinha de Bequimão.

O Bosque dos Paricás foi inspiração e referência para o Fórum decidir-se pela implantação do “Bosque das Mangueiras em Matinha”, considerada capital dessa fruta na Baixada. Tal iniciativa foi concretizada em evento técnico do FDBM realizado em Matinha no dia 26/08/2018, no “Santuário Ecológico de Ponta Grossa”, na propriedade do forense César Brito.

Na ocasião, foi apresentado e discutido primeiramente as ideias do projeto “Diques da Baixada” plataforma socioambiental redentora para a Região, sob a liderança do forense Alexandre Abreu e, em seguida, foi lançada a proposta do Bosque das Mangueiras, então acolhida pelos forenses, pela comunidade matinhense presente ao evento e pela prefeita municipal. A Srª Linielza comprometeu-se comprometeu em apoiar e providenciar a doação de uma área próxima à sede do município.

No referido evento, o Prof. Gusmão, após apresentar o projeto do Bosque dos Paricás, lançou o desafio para Matinha ao parafrasear Geraldo Vandré “pra não dizer que não falei das Mangas” e reforçando que o “itinerário dos Paricás pode ser um bom guia para Matinha e pra toda a Baixada: sonho, parcerias, pessoas e trabalho”!

O projeto avançou, os forenses se mobilizaram, especialmente o entusiasta César Brito localmente e foi cumprida a expectativa de doação da área do novo Bosque. Os líderes comunitários do Povoado Graça fizeram a doção do terreno.  O espaço escolhido reside uma comunidade quilombola que acolheu o projeto, sendo esta visitada e aprovada pelos forenses em 11 de janeiro de 2019. Na verdade, nessa área possui 2 (dois) hectares, com vegetação preservada e nascente de águas, viceja a possibilidade de se ampliar a ideia inicial de “Bosque das Mangueiras” para “Parque Ambiental de Matinha”, no qual será inserida mudas de mangas de variedades representativas das várias comunidades do Município.

Na sequência, no início de 2020, foram semeados os caroços de manga no viveiro da UEMA, com o objetivo de formar os “cavalos” (porta-enxertos) sobre os quais serão enxertadas as variedades de manga de Matinha. O forense César Brito coletou sementes de mangas de Matinha que foram agregadas ao mesmo trabalho.

No momento, vive-se a expectativa da aguardada viagem, no próximo dia 16 de outubro de 2020, com o objetivo de se realizar a coleta dos ramos de mangueiras selecionadas (tradicionais ou históricas) de Matinha e entorno para enxertia. Desse processo resultarão as mudas que serão plantadas entre fevereiro e março de 2021.

* José Ribamar Gusmão Araújo é natural de Bequimão/Maranhão. Membro-fundador do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), Gestor do Projeto Bosques na Baixada do FDBM. Engenheiro Agrônomo, formado pela UEMA. Mestre em Agronomia/ Horticultura pela UNESP, Campus de Botucatu/SP. Doutor em Agronomia/Horticultura pela UNESP, Campus de Botucatu/SP. Leciona no Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade (DFIT) da UEMA.
FDBM em Matinha 2018
Palestra de Alexandre Abreu sobre os Diques da Baixada
Palestra de Gusmão Araújo sobre Paricás em Paricatiua
Palestra de Manoel Barros sobre o Projeto FDBM Academias na Baixada
Visitação ao local do Bosque de Matinha

Fórum da Baixada faz reunião inaugural de lançamento da Campanha de apoio à Prevenção e Tratamento do Câncer

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) promoveu, na noite de ontem (06/10), reunião com forenses convocados pelo Presidente em Exercício, Expedito Moraes, para composição de equipe para coordenar a Campanha de Prevenção e Enfrentamento do Câncer. Alguns justificaram ausência e outros tiveram dificuldades de conexão na internet, vez que a reunião foi realizada virtualmente, por meio da plataforma Google Meet. Ana Creusa, César Brito, Deuzenir, Elinajara, Expedito e Gracilene foram os participantes.

Após os cumprimentos de praxe, o Presidente fez um relato sucinto das ações do FDBM nas últimas semanas, com o desiderato de reunir entidades para construção do Plano de Desenvolvimento para a Baixada.

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) foi classificada como a âncora das parcerias, tendo o Magnífico Reitor como grande entusiasta; Fundação Vale; Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Centro. Espacial de Alcântara (CEA); Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA); Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT); Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Maranhão (Sebrae/MA).

Informou, ainda, que até sexta-feira desta semana, a UFMA deverá apresentar a minuta do Termo de Cooperação Técnica com o FDBM, que deverá dar início à construção das demais parcerias.

Sobre os Diques da Baixada, a cargo da Codevasf, Expedito Moraes falou que estão na fase de levantamento de flora e fauna presentes na área dos diques, bem como análise da água nos períodos de cheia e seca. Elinajara questionou acerca dos arranjos produtivos para área. Expedito ficou de confirmar qual instituição estaria responsável, se é a própria Codevasf, ou o Sebrae.

O forense César Brito informou que recebeu consultoria do Sebrae em Matinha para análise do município para fins turísticos. Observou que o potencial náutico da Baixada está prejudicada pela existência de vegetação flutuante, em forma de balcedos, que poderiam ser facilmente condidos com pequenos investimentos.

Deuzenir destacou a importância da parceria com a Estação de Conhecimento da Vale no apoio de ações de educação, logística e produção de alimentos. Gracilene elogiou as ações e diz esperar ansiosa pela construção da BR 308 para facilitar o acesso à Baixada.

Ana Creusa informou que os gestores do Projeto Bosques na Baixada, Drs. Gusmão Araújo e Jucivan, irão trabalhar na elaboração do projeto dos bosques, visando captação de recursos materiais e financeiros, vez que atualmente contam apenas com recursos humanos e parceria com o corpo técnico e científico da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Após essas considerações necessárias para nivelar e atualizar os participantes, o Presidente do FDBM falou do objetivo da Campanha de Prevenção e Combate ao Câncer dos residentes na Baixada. Falou das dificuldades maximizadas pela carência da rede hospitalar e ambulatorial, além da logística incômoda para os enfermos em geral. Convocou os presentes a participar, não apenas da campanha do Outubro Rosa, mas que seja uma ação permanente, buscando informações e parcerias necessárias, ao que todos concordaram.

Para marcar o lançamento da campanha, Gracilene Pinto declamou um belo poema, que compôs após o recebimento da convocação para compor a coordenação da campanha. Com a cabeça prenhes de ideias, com voz marcante e sorriso cativante, os forenses maravilharam-se com poema abaixo:

OUTUBRO ROSA

“A Baixada se faz rosa
pra suas Rosas cuidar”,
melhor prova de carinho
que à mulher se pode dar.

Deus é o Pai Criador,
a terra é o seio divino,
que ele mesmo criou
pra alimentar menina e menino.

Mas, seu projeto perfeito
tinha alma feminina,
sensível, fecunda e abençoada:
Assim nasceu menina

Com dotes suficientes,
sem usar de redundância,
para gerar suas sementes
e alimentar com abundância.

Útero é vaso sem defeito
onde Deus põe a semente
e num milagre perfeito
floresce um novo vivente.

Um seio de mãe, com certeza,
Traz a vida a palpitar.
Sublimação da existência
é por um filho a mamar.
Foi o jeitinho que Deus
na hora da criação
concebeu pra alimentar
a todos sem distinção.

Por isso, abracemos a missão,
com prevenção e com calma,
lembrando que, cuidar do corpo
é dar suporte pra alma.

Prefeitos, vereadores,
gestores, e o povo até,
Não esqueçam, por favor,
que o peito alimenta a vida,
do bebê é a mamadeira preferida,
e oferece sem medida
o néctar do amor,
e foi num seio de mulher
que Jesus se alimentou.

Os demais detalhes sobre a campanha serão repassados em breve. Com o coração alegre, todos agradeceram a oportunidade do encontro virtual vibrante, com sonhos simples, que somente podem ser realizados com Amor e Solidariedade.

Fonte: http://fdbm.org.br. Imagem de destaque: https://sboc.org.br