Baixada Maranhense: (… gotícula de História II)

Por José Carlos Gonçalves

HISTORIETA DE MEU AGRADO XI (… gotícula de História II).

… a aventurosa e sacrificante odisseia do viajante baixadeiro não se encerrava na busca pela embarcação ou até o embarque, o que já era o bastante, a acabar com o seu emocional.

Aventura, mesmo e de direito, começava ao adentrar o barco, “intupetado di gênti, misturada” com porcos, bodes, galinhas … a exalar os seus fortes odores, juntados com o bodum de cada um, confinado naquele espaço, mais povoado “que ninho de tucanguira!”

E, se isso não bastasse, se acrescentava a náusea, provocada pelo enjoativo balanço, revirando dos mais fracos aos mais fortes estômagos, “que queriam sair pela boca”, a provocar gofadas e vômitos.

E não parava por aí. O calor insuportável imperava no acanhado ambiente, castigado pelo cheiro nauseabundo, que brotava, silencioso e sufocante. Do “balaio”, de cada um, a pulular de todas as direções, em uma liberação de “cheiros, represados na providencial latinha”, aos odores da comida, a ferventar no fogão, do barco, e a se espalhar em uma vaporosa nuvenzinha, debochante da fraqueza humana.

Do choro intermitente de crianças, desesperadas, ante o desconhecido, “ao aperto” de não ter um simples banheiro à disposição. E, realmente, se apertava até passar do limite do tolerável, em uma hercúlea façanha. Do ranger das redes esticadas, “uma pur riba da ôta”, a fazer o fundo musical do vai e vem, provocado pelas vagas, que nunca se cansavam de jogar o barco, como se fosse de papel, solto, por moleques, nas enxurradas das chuvas de maio, só para ver até onde aguentava e poder vibrar com o seu soçobramento.

Em alguns momentos, a dependência da maré e do vento era predominante. E a viagem se arrastava com o humor do tempo. Vagaroso e debochado.
“Só muita precisão” ou vontade de “ser batizado”, para ir à Ilha. Ou para negociar ou para conhecê-la.

Triste é que o tempo pode, ou não, voar e “a poupança Bamerindus ‘não’ continua numa boa”, a verdade é que a Baixada continua a sofrer das mesmas mazelas, que comprometem o deslocamento, decente e civilizado.

E a pergunta, que teima e não quer calar. “Será se ‘as cabeças de bufa’ tão interradas nos caminhos e nos leitos dos rios?! Ou avoam sobre as cucas dos baixadeiros?!” Mistérios!!!

A Baixada não sai do atraso, porque é cômodo. Um celeiro de votos mudos, cegos e surdos!
Que o meu santinho Santo Inácio de Loiola tenha piedade de nós!!!

Peri-Mirim: ADEMAR PEIXOTO ALMEIDA

Ademar Peixoto Almeida nasceu em 08 de abril de 1912 no bairro da Matriz – Pinheiro do Estado do Maranhão, filho de Vicente Lauro Almeida, natural de Mirinzal Maranhão e Zirza Debora Peixoto Almeida, natural de Pinheiro Maranhão, teve apenas   02 irmãos Astor e Nice.

Aos 20 anos, mudou-se para as Cabeceiras, hoje o município de Bequimão Maranhão, a fim de trabalhar como Caixeiro no comércio de um português denominado Senhor Campos. Mais tarde levou seu irmão  Astor para ser Guarda-livros do Comércio do Senhor Campos.

Após anos de trabalho, juntou um pouco de dinheiro, conheceu o Senhor Raimundo Magalhães  Ramalho conhecido com Nhô-Nhô Ramalho, dono das terras de Monte Alegre, Ariquipá. Nhô-Nhô, senhor de muita posse, radicado em Araquipá ,com Engenho de Açucar, cachaça e criação de gado. Tornou-se muito amigo  do Senhor Nhô-Nhô, conversando, Ademar demonstrou o interesse de colocar um comércio no interior de  Cabeceiras, então, o Senhor Nhô Nhô ofereceu um local em Monte Alegre exatamente naquele  mangueiral, instalou seu primeiro comércio, ficando um bom tempo.

Posteriormente, como queria ficar mais próximo da sua mãe em Pinheiro. Como para se deslocar para Pinheiro passava em Pericumanzinho, do município de Macapá ,hoje município de Peri-Mirim, encontrou um terreno na beira do campo,  como desejava iniciar criação de gado  comprou e transferiu o seu comércio para Pericumanzinho, onde se  instalou, porque já estava mais próximo de Pinheiro e também para da inicio à sua criação de gado.

Estabilizado na vida, Ademar encontrou a Sra. Almira Nogueira Ferreira, natural de Pericumanzinho  e formou sua família e tiveram 06 (seis) filhos: Adelmira, Verlande, Aldesira, Astor, Ademar e Nice.

Em  24 de janeiro de 1954, a Sra Almira veio a óbito em decorrência do parto da sua última filha. Como todos filhos ainda  eram pequenos, sua irmã Nice casada com Dr. Hélio João da Costa residente em Pinheiro, levou todos seus filhos para terminar de criar e ele sempre dando o apoio necessário de um bom pai.

Ademar teve ainda dois filhos antes da união com a Sra. Almira: Cleonice, em Pinheiro e Walter em Cabeceira. hoje Bequimão que foram criados por sua mãe.

Após dois anos de viuvez, Ademar formou outra família com a Sra. Sebastiana Gonçalves, com quem teve mais 10 filhos: Maria de Fatima, João do Carmo, Maria Rita, Raimundo, Vicente, Maria Batista, Manoel, José de Ribamar, Maria de Lourdes e Antônio Maria.

Na sua vida particular foi um homem trabalhador e cumpridor de suas obrigações, amigo de todos que trabalhavam com ele e com a população daquela região.  O comércio era muito grande, com muitos aviados que ele surtia as barracas para receber o babaçu em troca, que posteriormente levava em carro de boi ou nas costas dos animais para Pinheiro, onde ele negociava com a Organização Comercial Albino Paiva Ltda., ainda  surtia seu comércio  em São Luís com as Firma Batista Nunes e Moreira Sobrinho.

Importante lembrar que, no final da tarde o comércio parecia uma festa de tantas quebradeiras de coco que iam levar seus produtos para vender e comprar o sabão, açúcar , peixe seco, café o fumo, querosene e os tecidos para fazer suas roupas.

Ademar tinha muitos afilhados e compadres. Na sexta-feira Santa era um dia de festa, todos os filhos e afilhados vinham tomar a benção e passar o dia com ele, era um grande banquete muita torta de camarão, tainha frita, cuxá, vatapá e bacalhau norueguês e de sobremesa doce de leite e doce goiaba com queijo.

Na política, foi Vereador. Por amizade com General Artur Teixeira de Carvalho, foi indicado para concorrer à Prefeitura de Peri-Mirim, tendo como Vice Pedro Martins que eram  amigo e compadre. Venceu as eleições e seu mandato foi de 1970 a 1972 apenas 3 anos chamado mandato tampão.

Após o término do mandato retornou para Pinheiro, sua terra natal, ainda viveu muitos anos, como foi acometido de AVC foi para São Luís em tratamento de saúde, não resistiu e veio a óbito em 15 de agosto de 1996 na Santa Casa de Misericórdia e seu sepultamento no Parque da Saudade em São Luís.

Dados e fotos fornecidos por Aldesira Peixoto.

Fórum da Baixada divulga Nota de Pesar pelo Falecimento de Chico Gomes

O Fórum em Defesa da Baixada manifesta profundo pesar pelo falecimento do ex-deputado Chico Gomes, cuja trajetória pública se confunde com a história de lutas e de compromissos firmes com o desenvolvimento da Baixada Maranhense.

Chico Gomes construiu, ao longo de sua vida política, um legado marcado pela defesa intransigente dos interesses do povo baixadeiro, pela dedicação às causas sociais e pela atuação perseverante em favor de políticas públicas capazes de promover inclusão, infraestrutura e dignidade para a região.

O Fórum reconhece, com respeito e gratidão, a contribuição de Chico Gomes para o fortalecimento da identidade política da Baixada e para a afirmação de suas demandas no cenário estadual, registrando que sua memória permanecerá como referência de serviço público e de compromisso com o bem comum.

O Fórum em Defesa da Baixada presta solidariedade aos familiares, amigos e admiradores, ao tempo em que rende homenagem a um homem público que deixa como herança um legado de lutas, trabalho e amor pela Baixada Maranhense.

PRESIDÊNCIA DO FÓRUM em nome de todos os forenses.

… AS BELEZURAS SEMÂNTICAS

Por Zé Carlos Gonçalves

Vejo-me atraído, mais uma vez, pelas belezas semânticas e fonológicas, que nos cercam e, muitas vezes, “não são enxergadas”. Mas é algo, que me chama e que, poeticamente, me atiça.

E essas riquezas, que invadem e fortalecem o ato criativo, podem ser provadas até com “uma palavrinha”, que achamos comum, sem charme, que não recebe o seu devido valor. Como, por exemplo, a palavra do nosso cotidiano, que “quase ninguém liga. ‘DORMIU”. E não duvidem, que ela se desdobrará e surpreenderá.

Afinal, não é todo dia que posso dizer que “alguém DURMIU no ponto”. E, aí, fica a critério de cada leitor. Se dormiu no ponto de ônibus ou foi solenemente engabelado.

E, como não ficará somente nessa situação acima, vamos vê-la em uma providencial e sábia reprimenda, ao desenfreado desperdício de energia, em tempo de contas astronômicas e inexplicáveis. “Por que a luz DURMIU acesa?!” Em perfeita confirmação de que precisamos cuidar melhor de nossas minguadas e tão combalidas finanças.

E, como nossa palavra não cochila no ponto, a exaltação do paradoxo se impõe em uma sentença, que dá nó no cerebelo. “DURMIU acordado!” E, para se glorificar, não abrindo mão da exaltação, só mesmo assumindo a feroz redundância, que não se deixa enganar por alguma dúvida. “Agora, DURMIU durmino, pra valê”.

E, sem se fazer de rogada, traz o indivíduo, entronado em tanta esperteza ou em tanta ingenuidade, para não dizer algo pior. “Feiz qui DURMIU, pra cumê u .. du bêbo, ou DURMIU em cima da riqueza ou DURMIU muito, que perdeu a chance”.

E a candura, também, tem vez com nossa palavrinha. E tantas emoções desperta. “DURMIU feito um anjinho!” Em uma cena da mais pura maternidade e carinho.

E, no universo amoroso, causa ciúmes, “ao hiperbolizar a inveja” de quem nunca teve a sorte e o prazer de desfrutar de tão terna e saborosa sinestesia. “DORMIU no doce beiço da morena”.

E, de verdade, se transmuda em insinuações metafóricas, para estabelecer o terror, que abalará os mais sisudos alicerces, ao sentenciar o mais temível de se ouvir. “DURMIU virado no cão, DURMIU como um corisco, DURMIU doidinho de raiva, DURMIU bufando”.

E, para não perder a viagem, vem em tremendas antítese e ironia, quando quer zombar, sem pudor algum, centrada em ditos dos melhores. “DURMIU rico, e acordou pobre”; e “DURMIU herói, e acordou bandido”.

E, como quero criar uma sadia brincadeira, vou aguçar a criatividade de vocês, para se manifestarem sobre algumas sentenças, que merecem ser contextualizadas. “DORMIU de maduro, DORMIU a tarde inteira, DORMIU, que se babou todo, DORMIU roncando, DORMIU no braço de Morfeu, DORMIU debochando da gente, DORMIU mole … de tanto brincar, DORMIU ao relento, DORMIU desassossegado, DORMIU inocente, DORMIU no mijado” … E espero as interações …

E, num rasgo de cinismo, tão cruel quanto vergonhoso, ao dar um íntimo flagrante, que devia ser respeitado, o malogrado indivíduo sai “a matraquear”, atestando a sua pequenez e o seu mau-caratismo. “Ela DURMIU arreganhada!”

E, “seim isquecê u bindito baixadês”, me delicio com “a nossa simpleza”, que sem alguma preocupação “sortamo: DRURMIU cum u cagá dus pinto”.
E, para finalizar, nada melhor de que “a despedida final” caiba em fúnebres e não desejados eufemismos. “DURMIU com o sorriso da morte ou DURMIU como um condenado ou DURMIU pra sempre!”

O certo, mesmo, é que “DURMIU o recém velho ano”; e espero, de verdade, que ninguém “DURMIU” com o meu texto!!! Ou “DURMIU”?!

Homenagem da Mãe de Sarah

Suzane Karine Pinto Moura homenageou a sua filha com um lindo discurso durante a Festa de Debutante de Sarah Emanuelly Moura Martins. O evento foi organizado  pela tia da debutante, Alana Martins Lima Mota, no espaço Rei de França Buffet. A solenidade foi divida em três momentos principais: 1) Recepção: A debutante, ladeada por seus pais, recebeu os convidados com um look cor de rosa, que é sua cor de preferência, ou clássico; 2) Cerimonial: incluiu a entrada triunfal, a valsa (com pai, seu irmão Paulo e seu tio Santos Neto), homenagens e ritos e entrega do bufê e finalmente a 3) Balada: momento especial de descontração com abertura de pista, coreografias ensaiadas por professoras de ballet da debutante, que utilizou uma roupa adequada para esse momento.

Durante a fase do Cerimonial, a mãe da aniversariante, Suzane Karine Pinto Moura prestou a seguinte homenagem à sua filha que estava linda e radiante de alegria:

Minha querida filha,
Hoje, ao olhar para você, meu coração se enche de uma gratidão que as palavras mal conseguem expressar. Ver você completar 15 anos não é apenas celebrar o tempo que passou, mas celebrar a fidelidade de Deus em nossas vidas.
A Bíblia diz em Salmos 139 que Ele te teceu no ventre materno e que todos os teus dias foram escritos antes mesmo de existirem. Hoje, vejo o rascunho de Deus se tornando uma obra de arte linda e cheia de luz.
Fazer 15 anos, para nós, vai muito além de uma festa ou de um vestido bonito. É o momento em que você começa a caminhar com seus próprios pés na direção dos propósitos que o Senhor tem para você. Meu maior pedido a Deus hoje não é que o seu caminho seja livre de desafios, mas que em cada passo, você sinta a presença d’Ele guiando suas decisões.
Que você seja como a árvore plantada junto às águas: que dá fruto no tempo certo e cujas folhas não murcham. Que sua beleza exterior, que é tanta, seja sempre o reflexo da beleza do Espírito Santo que habita em você — uma beleza feita de bondade, integridade e fé.
Nunca se esqueça: o mundo tentará te dizer quem você deve ser, mas a sua verdadeira identidade está Naquele que te criou e te chamou de ‘filha amada’.
Sarah Emanuelly, continue sendo essa menina que nos orgulha, que traz alegria à nossa casa e que busca o caminho do bem. Nós estaremos sempre aqui, na primeira fila da sua vida, aplaudindo cada vitória sua e sendo o seu porto seguro sempre que precisar.
Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que Ele faça resplandecer o rosto d’Ele sobre ti hoje e em todos os dias da sua vida.
Feliz 15 anos, meu amor. Nós te amamos muito!

As palavras da amorosa mãe emocionaram os presente, pois a idade de quinze anos marca a transição da infância para a juventude. A emoção também tomou conta da debutante, especialmente porque sua mãe lhe fez uma mensagem personalizada, lembrando os momentos vividos.

Homenagem da avó Maria Raimunda Pinto

No último dia 20 de dezembro de 2025 foi realizada a Festa de Debutante de Sarah Emanuelly Moura Martins. O evento foi organizado pela tia da debutante, Alana Martins Lima Mota, no espaço Rei de França Buffet. A solenidade foi divida em três momentos principais: 1) Recepção: A debutante, ladeada por seus pais, recebeu os convidados com um look cor de rosa, que é sua cor de preferência, ou clássico; 2) Cerimonial: incluiu a entrada triunfal, a valsa (com pai, seu irmão Paulo e seu tio Santos Neto), homenagens e ritos e entrega do bufê e finalmente a 3) Balada: momento especial de descontração com abertura de pista, coreografias ensaiadas por professoras de ballet da debutante, que utilizou uma roupa adequada para esse momento.

Durante a fase do Cerimonial, a avó materna da debutante, Maria Raimunda Pinto prestou a seguinte homenagem à sua neta:

Minha querida neta Sarah Emanuelly, ver você aqui, linda e radiante, completando seus 15 anos, me enche de alegria que as palavras mal conseguem expressar. Lembro me quando você era tão pequenina, e hoje, uma mulher está se revelando, um verdadeiro presente de Deus.

Dizem que ser avó é amar duas vezes. E é verdade. Quando você nasceu meu coração ganhou uma nova batida. Acompanhar o seu crescimento está sendo um dos maiores presentes que a vida me deu. Vi você dar os primeiros passos, ouvi suas primeiras palavras e hoje, tenho o privilégio de ver você começar a trilhar seu próprio caminho com tanta graça. Quinze anos é uma idade mágica. É o despertar de novas escolhas, o florescer da sua personalidade.

O meu desejo para você hoje, e para todos os dias que virão, é que você nunca perca a doçura que te torna única, mas que também cultive a força necessária para enfrentar desafios. Honre suas raízes, mas não tenha medo de voar para longe se for lá que o seu coração estiver. Lembre-se sempre: não importa o quão longe você vá ou quão adulta se tornará para mim, você terá sempre aquele cantinho especial no meu abraço e um lugar reservado na minha mesa para um café e uma boa conversa.

Nunca irei esquecer de cada pedido para eu ficar mais uns dias com você, e de cada desenho e cartinha desejando me boa viagem irei guardá-las para sempre no meu coração. Que sua jornada seja tão linda quanto o teu sorriso☺. Eu te amo além das palavras, hoje e para sempre. Deus derrame muitas bênçãos sobre tua vida. Parabéns 🎊 🎂🎁pelos teus 15 anos.

Foi um momento especial, Sarah amou a homenagem e ficou muito emocionada, expressando a emoção com lágrimas de felicidade.

A Academia Perimiriense participou da IV edição do Soletrando da Escola Municipal “São João Batista”

Por Edna Jara Abreu Santos

No dia 27 de novembro do ano em curso, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) recebeu com grande satisfação o convite para compor a mesa dos Jurados da IV edição do Soletrando da Escola Municipal “São João Batista” em Peri-Mirim. Na ocasião, a ALCAP foi representada pela confreira Elinalva de Jesus Campos (Cadeira 27).

Há quatro anos, a escola vem implementando com sucesso o Projeto de Soletração no PPP Escolar (Projeto Político-Pedagógico), e isso tem trazido pontos positivos no estímulo da aprendizagem de forma lúdica e envolvente para o desenvolvimento da leitura, da escrita, da ortografia e da ampliação do vocabulário, fortalecendo as habilidades cognitivas e a compreensão da norma culta da língua portuguesa.

Voltado aos alunos do 1º ao 5º ano, o projeto foi organizado em quatro etapas eliminatórias, com palavras de diferentes níveis de dificuldade, previamente trabalhadas em sala de aula pelos professores.

A dinâmica consistiu no acerto das palavras sorteadas, específicas para cada turma, resultando na classificação de quatro alunos por classe para a semifinal, da qual saiu um vencedor para disputar a grande final.

Na oportunidade, com efeito de imensa gratidão pelo convite, a ALCAP doou uma cesta de kit escolar para um dos vencedores. Depois de passarem por rodadas disputadíssimas, chegou-se aos resultados:

1° LUGAR: Antônio Neto de Sousa Alves (3° ano)
Premiação: bicicleta
Professora da turma: Teresa de Jesus Araújo Castro e Ana Maria Corrêa.

2° LUGAR: Estter Safyra Silva Pereira (1° ano)
Premiação uma TV
Professora da turma: Josiléia França

3° LUGAR: Phâmella Luisa Pereira Soares (5° ano)
Premiação: Tablet
Professora da turma: Elitania e Dalcione

4° LUGAR: João Víctor Pereira Rodrigues (4ª ano)
Premiação : kit o Boticário
Professora da turma: Eliane Cardoso

5° LUGAR: Agatha Lyara França Amorim (2° Ano)
Premiação: Kit de material escolar
Professora da turma: Silvana Lima Martins

A ALCAP acredita em projetos dessa natureza, capazes de renovar a Educação e transformar realidades, reforçando que o ensino é fundamental para o futuro e deixa contribuições duradouras na trajetória dos estudantes perimirienses. Diante disso, a Academia parabeniza a Escola São João Batista pela valorização da leitura e da escrita e agradece o convite, já se colocando à disposição para novas parcerias.

SANTANA DOS NUNES

Por Francisco Viegas Paz*

Viajei a Peri-Mirim no dia 07 do corrente mês utilizando o ferry boat e depois a MA 106. Quando passei da torre de telecomunicações avistei o ramal do Mojó que, para a minha surpresa, está asfaltado. Uma reivindicação antiga, mas que o prefeito de Bequimão tomou a decisão de asfaltá-lo. Agora posso visitar os meus parentes aproveitando a lisura da estrada.

Comentei que, somente o ramal de Santana dos Nunes em Peri-Mirim, não tem a mesma sorte, pois nunca, em tempo algum, um prefeito do referido município teve a coragem, ou o compromisso de asfaltá-lo. Conversei na antepenúltima festa de Nossa Senhora de Sant´Ana, com o prefeito Heliéser, sobre esse assunto e ele me disse que um quilômetro de asfalto é muito caro. Lembrei-me da resposta de Brizola para Fernando Henrique sobre a educação, que dizia: “caro mesmo é a ignorância”. Mas aqui cabe dizer que: caro mesmo é o descaso com os eleitores de lá. Um dos povoados mais prósperos e antigos de Peri-Mirim.

Os habitantes de Santana passam por essa estrada diariamente e são submetidos ao sufoco da poeira no verão e a lama no inverno. Espero que o governador Brandão veja tal descontentamento e se apiede do descaso para com os nossos conterrâneos do povoado que faz a melhor farinha d’água da Baixada Maranhense.


* Natural de Peri-Mirim, escritor e compositor.

PERI-MIRIM: Benedito de Jesus Costa Serrão

Por Cintia Cristina Martins Serrão

Benedito de Jesus Costa Serrão nasceu no povoado Centro dos Coelhos, município de Palmeirândia, no dia 20 de dezembro de 1933. Filho de Frederico Alves Serrão e Celestina Costa, teve três irmãos: José Beijamim, Maria José e Onélio Costa.

Em 1965, Benedito de Jesus, conhecido como De Jesus Serrão, mudou-se para o povoado Três Marias para trabalhar como benfeitor do senhor Jaime Martins Corrêa (conhecido como Jair), um importante produtor de cana-de-açúcar da região, que possuía alambiques, engenho e fabricava cachaça e mel de cana.

Foi nesse período que De Jesus conheceu a senhora Carmem Martins, no povoado Tijuca. Juntos, decidiram viver em união e constituíram família, tendo três filhos: Cíntia, Benedito Filho e Weliton. Ele já tinha outros filhos de relacionamentos anteriores: Celico, Nazaré, Ana Lucia, Marileia, Laudilene Josely, Fideles, Suely, Helio, Heliezer, Ivanilde, Elisabethe e Francisco.

Após se estabelecer em Três Marias, De Jesus propôs a compra de um pedaço de terra ao senhor Durans, que aceitou a negociação. No terreno adquirido, localizado à direita da propriedade, construiu sua casa e fixou residência definitiva.

Em 1970, iniciou seus próprios negócios, abrindo um comércio de compra e venda de arroz e babaçu, contando com o apoio da esposa Carmem e do sócio Cosme Duarte, apesar de continuar colaborando com o senhor Jair. Sua postura prestativa e a disposição em ajudar a comunidade fizeram com que De Jesus se tornasse conhecido em diversos povoados vizinhos.

Por morar próximo à estrada que ligava vários municípios, De Jesus conheceu Geraldino e Isaac Dias, importante político da cidade de São Bento. A amizade com Isaac cresceu a ponto de ele se tornar padrinho de um de seus filhos. Reconhecendo seu potencial, Isaac incentivou De Jesus a ingressar na política, convidando-o a filiar-se a um partido no município de Peri-Mirim.

Dessa forma, começou sua trajetória política. Em 1972, candidatou-se pela primeira vez ao cargo de vereador, ficando na suplência. A partir dessa data continuou persistente, não desistiu. A convite do prefeito João Pereira foi trabalhar na prefeitura de Peri-Mirim no ano de 1978, lá conheceu a Eloisa que é a sua atual companheira com quem teve dois filhos Salma e Yuri. e, em 1982, foi eleito prefeito de Peri-Mirim, exercendo um mandato de seis anos. Em 1988, a sua sucessora foi a senhora Carmem Martins, e em 1996, retornou ao cargo de prefeito, conquistando novamente a confiança da população.

Durante seus mandatos, realizou obras de grande impacto para o município, como a construção de postos de saúde, escolas, prefeitura, câmara municipal, mercado municipal e jardins de infância, além de trazer diversos outros benefícios para a população.

De jesus tem um grande legado na politica do município de Peri-Mirim, com pessoas da sua família à frente de algumas gestões, a sua ex companheira Carmem Martins, o seu filho Yury e o atual prefeito Heliezer.

De Jesus, como é carinhosamente conhecido, continua entre nós e é reconhecido como um dos grandes políticos que marcaram a história do município, deixando um legado de trabalho e dedicação ao povo de Peri-Mirim.

A FORÇA DO “TÁ”!

Lendo um texto de um amigo querido, ao ser provocado, para tecer uma crítica à sua nova obra, deparei-me com a familiar forma “TÁ”, persistente e tão sorridente, a me chamar às origens. E, aí, encontrei a deixa, a me fazer ir em busca de maravilhosas estruturas, que me marcaram a infância / adolescência na Baixada maranhense. Estruturas, que, para os autênticos baixadeiros, tão distantes e saudosistas, muitas vezes, ainda “escapolem” e vão se fazendo presentes. Não surpreendem nem se tornam estranhas. Pelo contrário, satisfazem “o pensar alto”, de quem se permitia “se achar, ser o que a folhinha não marcava, ser o lindão, ser a última bolacha do pacote” e que, para isso, empregava “Tá se achano, tá nos pano, tá na crista da onda”. E, se fosse um pouquinho mais ousado, apelava a “tá facinho, tá só safadeza, tá no viço, tá na vala, tá na vida”. E, se se fechasse em copas, a dureza e a insensibilidade do sentir vinham. “Tá cum um coração de pedra, tá um coração de gelo, tá na rua da amargura”.

E, nessa perspectiva, íamos colecionando “TÁS”. Assim, o encontrar um amigo magro se traduzia em “tá só urelha, tá só couro e osso, tá só o curéu, tá só o talo, tá só a titela, tá só o cambito, tá cumeno vento, tá passano fome, tá sumino”. E, na inversão do peso, choviam elogios. “Tá bunito, tá sadio, tá passano beim, tá de bucho cheio, tá rico”. Era como se “a miséria e a fartura” fossem se concretizando com a mesma gana. Esta, com euforia; aquela, com comiseração.

E o desfile continuava a se fazer. A ira e a danação se enfeixavam em uma aliança perfeita. “Tá cum sangue no ôlho, tá impussívi, tá de ovo virado, tá pintano o sete, tá com o dhiabo no côro, tá ispritado, tá indemonhado, tá virado no cão”.

O ingênuo e o descompensado se identificavam, no mesmo compasso. “Tá com cara de nhô zé, tá de ovo virado, tá de miolo mole, tá chiladinho, tá zorongo, tá muchinho da silva, tá tanso, tá no mundo da lua, tá biruta, tá lelé da cuca”.

“A belezura”, também, não se fazia de rogada e se insinuava em cândidas sentenças. “Tá na flor da idade, tá um pedaço de mau caminho, tá chêrano a leite”. Mas, de verdade, o menosprezo vinha forte. “Tá cum o rei na barriga, tá mais liso que peixe de água doce, tá mintino de cara limpa, tá faltando com a verdade, tá sortano cachorro cum linguiça, tá contano lorota”.

Já “a desboniteza” se fazia cruel, a se utilizar de uma máxima assustadora e açoitante. “Tá o cão chupano manga”. E a ambiguidade dançava entre o reprovável e o aceitável. Ficava ao gosto do freguês. “Tá a cara dum e fucinho dôto ou tá cuspido e iscarrado o tio”. Torcíamos para “a simpatia” do tio. Misericórdia!

Para não esquecer, uma sentença, tão significativa e espetacular, se traduzia no desprezo, no tanto fazia, no não ligava, no cúmulo da indiferença. “Tá cagano e andano pra tu!”

E, nessa sequência de TÁS, a gradação se tornava vibrante, a narrar o infortúnio e a graça eterna de um indivíduo. “Tá no istaleiro, tá disinganado, tá só esperano a hora, tá na hora da morte, tá incumendado, tá na pedra, tá morto e interrado, tá morando com Deus!” Cruzincredo! “Tá repreendido!”