Mais um grande passo para a composição do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Turiaçu

Hoje (21/06/2022) aconteceu mais um grande passo para a composição do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Turiaçu, de forma remota, pelo streaming com transmissão ao vivo via YouTube.

💦 Estiveram presentes o Secretário Municipal do Meio Ambiente de Santa Helena, Saulo Arouche, a Vice Coordenadora do Fonasc, Thereza Christina Castro, Gabriel Silva, representando a Sema Estado, Nathalia Pinheiro, representando Associação Maranhense dos Engenheiros Ambientais-AMEA, Deuzilene reapresentando a Colônia de Pesca de Nova Olinda do Maranhão, Ana Ilda representando a Associação dos Pescadores e Pescadoras do Município de Santa Helena, Marlon Ribeiro, OAB – Subseção de Pinheiro, Luís Carlos, SAMAR – Sociedade Ambiental de Materiais Recicláveis e convidados.

A criação do comitê da bacia hidrográfica do Turiaçu surgiu por meio de um diagnostico situacional da cidade de Santa Helena, onde percebeu-se que se fazia necessária a visão macro de mecanismos para a gestão e gerenciamento de ações no referido rio, por se tratar de um bem que exibe muita exuberância e riquezas e essas articulações foram sendo feitas com a administração municipal que teve sempre a sensibilidade para com as causas ambientais.

💧O comitê da bacia hidrográfica do Rio Turiaçu tem como função debater e executar interesses comum de representantes da bacia hidrográfica, que discutem e deliberam a respeito da gestão dos recursos hídricos.

Comissão externa do Senado vai acompanhar situação dos ferry boat no Maranhão Fonte

O Plenário do Senado aprovou, na noite de segunda-feira (13), a criação de uma Comissão Externa para acompanhar a situação da travessia de ferry boat que conecta a região ocidental do Maranhão à ilha de São Luís, capital do estado (REQ 442/2022). A Comissão será composta de três senadores titulares e igual número de suplentes e terá 120 dias de prazo para concluir seus trabalhos.

O requerimento é de autoria do senador Roberto Rocha (PTB-MA). De acordo com o senador, esse sistema de transporte é fundamental para os maranhenses e vem passando por uma crise sem precedentes, que tem impedido os cidadãos de exercer seu direito de ir e vir, colocando “em risco a segurança daqueles que, após enfrentar filas quilométricas, precisam utilizar diariamente as embarcações ainda disponíveis”. Roberto Rocha informa que a situação precária vem desde o ano de 2015 e que as reclamações têm aumentado nos últimos tempos.

Fonte: Agência Senado

Ministério Público Federal é acionado para ajudar na fiscalização dos serviços Ferry Boats

O Ministério Público Federal foi acionado no sentido de fiscalizar a atuação da Marinha do Brasil/Capitania dos Portos do Maranhão no que se refere ao procedimento de emissão dos documentos (I- Certificado de Segurança de navegação; II- Cartão de Tripulação de Segurança; III- Licença de construção para embarcação já construída; IV- Certificado nacional de Borda; V- Certificado de Classificação de Casco e Estrutura e VI- Certificado de Classificação de Máquinas, Equipamentos e Eletricidade) relativos a embarcação José Humberto, apresentada pela empresa RODOFLUVIAL BANAV LTDA, CNPJ nº 02.584.987/0001-64, para realizar a travessia via ferry-boat entre os Terminais da Ponta da Espera e Cujupe.

O acompanhamento do Ministério Público Federal na emissão dos documentos a serem expedidos pela autoridade marítima se revela de fundamental importância para resguardar os legítimos interesses dos usuários do transporte aquaviário do mencionado trecho marítimo, ressaltou o Ofício do Ministério Público Estadual dirigido ao Procurador Chefe da Procuradoria da República no Maranhão – MPF, Dr. THIAGO FERREIRA DE OLIVEIRA.

No último dia 01 de junho, o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) reuniu-se com o Ministério Público Estadual pedindo providências, conforme matéria publicada em seu site: LEIA A MATÉRIA AQUI.

O FDBM solicitará audiência com as autoridades que possam agir no sentido de minimizar os graves transtornos e segurança aos usuários dos serviços do ferry boat.

O APARELHO

Por Wellington Matos

Segundo relatos e depoimentos das vítimas, em 1977 foi considerado ano das visitas e ataques de “aparelhos” na região da Baixada Maranhense. Os Objetos Voadores Não Identificados (Óvnis), também chamados APARELHOS pelos nativos baixadeiros, causaram medos e dúvidas sobre esses fenômenos desconhecidos, se eram de outros planetas ou tecnologias dos norte-americanos e russos pela corrida espacial.

Agentes de Jornais impressos, rádios e TVs, ufólogos, e oficiais da aeronáutica, estiveram na baixada coletando depoimentos de pessoas vitimadas, sobretudo, daqueles que tiveram contato de 2° e 3° grau, como, por exemplo, nesta parte do depoimento senhor Vicente Chacho, natural do povoado Belas Águas, ao jornal “O Estado do Maranhão” (a cidade, ano V, n° 1316, 16/07/1977):

“Eu viajava montado em um animá pela estrada da beta, na proximidade do lugar Iguarapiranga. Era boca da noite e a tempo de lua nova, quando eu ouvi um barulho seguido de uma luz, a luz clareou o lugar que parecia o dia. Olhei pra riba e me deparei com um aparelho medonho enrriba de mim. Ele me foquiou com uma luz, e eu caí do animá já sem sentido. Quando acordei já era dia, acordei fraco e pálido, como se tivessem chupado uma parte do meu sangue…”

Outro detalhe, nesse caso, a matéria não abordou que o Seu Vicente havia sido socorrido ao amanhecer pelo amigo João de Lídia, que tinha a fama de aumentar os fatos e colocar-se em cena. Disse ele ao amigo:

“Compade Chacho, antes de lhe atacar esse aparelho quase me mata lá na Santa Rosa! Ele botou o facho enrriba de mim, eu ranquei pelo facão e renei em me defender, mas vi que não tinha jeito de brigar com um aparelho, entonssi eu corri para o mato e escapei pra debanda de uma pinduveira. Mas ele ainda ficou me caqueando e depois foi embora”.

O ufólogo norte-americano Bob Pratt, já falecido, esteve em São Bento no mesmo período à procura de depoentes, mas teve que sair às pressas para o município Cajapió para investigar o caso dos pescadores atacados e mortos na Ilha dos Caranguejos. Ele investigou os casos do Maranhão e Pará e no ano seguinte publicou o livro “Perigo Alienígena no Brasil”.

Não esquecendo de frisar, que quando o norte-americano Bob Pratt saiu às pressas de São Bento, esqueceu no hotel da Dona Isaltina uma lista com nomes dos conterrâneos que seriam entrevistados, nomes escritos em inglês, e agora traduzidos pela primeira vez:
Green Cable (Cabo Verde),
Eats People Blessed (Bento Come Gente)
Shit Bone (Caga Osso)
Treads Gold (Pisa Ouro)
Shit in The Can (Caga na Lata)
Brito’s Donkey (Jumento de Brito)
Frog Rump (Garupa de Sapo)
Wash Chicken (Lava Pinto)
Coke Dam (Coça Ova)
Crazy Pig (Porco Doido)
Mutated Shellfish (Cascudo Mutacado)

O TIO BOBO VII (A VÍTIMA DO TURI)

Por Zé Carlos

Após a fúria das tempestades últimas, que inundaram o chão sedento da Chapada, as águas baixaram com uma tremenda rapidez. Algo, que impressionou a todos.

A expectativa, criada, portanto, era de uma temporada de pesca “lá pras bandas” do Turi. Afinal, “o tempo prometia”. Fartura de peixes secos, para “entupir” o paiol e garantir, até o fim do ano, o assado, a torta e o cozidão ao leite de coco.

Com essa atmosfera festiva, tio Bobo, o maior personagem e filósofo da Baixada, animou-se. Preparou o seu “balaio” e partiu, depois de acertar todos os quês e porquês, “tintim por tintim”, com um dos seus (dele) compadres, que morava nas proximidades do Rosário. A única tristeza, nessa aventura, foi não ter Zefa, a sua companheira de sempre, ao seu lado, a acompanhá-lo. Ela sabia que o Turi tem seus mistérios e seus caprichos. Pediu-lhe que fosse ao Pericumã. Mas, nada o fez mudar de opinião. Nem quando lhe disse que suas (dela) carnes não iriam ser comidas pelo rio. Vil profecia. Palavras ditas, palavras cumpridas. E, assim, a vontade do rio fez-se. O tio Bobo “viu-se às voltas” com a sezão, que ia e vinha, num ritual diário. Santo “impaludismo”!

O seu compadre desdobrou-se em cuidados. O chá de quinino fez-se onipresente e foi a sua salvação, pois já estava bem castigado. Vista turva, “injôos”, baldeação, “zumbido nozouvido”, “fastio terrive”.

Após todo esse “dileme”, o tio Bobo voltou só a “titela”. Um espírito cadavérico, sustentado em dois “cambitos”, arqueados e bambos, que incomodavam a quem os visse arrastarem-se como se estivessem dançando, definitivamente, ao sabor do vento. Até parecia que o tio Bobo trocou-se pelos peixes e foi para a secagem no jirau, de talos de palmeira babaçu.

O seu retorno foi uma delicada operação, para “uma saúde tão delicada”. Mas, enfim, viu-se em casa. E, com uma tremenda vontade de viver, recuperava-se, como dizia a minha avó, “a olhos vistos”, sob os cuidados de Zefa, que, incansável, não o deixava um minuto sequer. Haja canja de galinha!

Durante sua convalescença, na varanda do seu velho casarão, passou a tresvariar, o que levou a funda e surrada “baladeira”, dos embalos refrescantes, e o “urinol” a serem as testemunhas mudas e fiéis das inquietações, a lhe assaltar. Inquietações, traduzidas em um mar de lembranças, que lhe se apregaram com uma vitalidade tremenda, remetendo-lhe a mais fortes e inusitadas situações, que estavam adormecidas.

Assim, viu-se menino marcado pelas doenças. Sempre amarelo e barrigudo, “lombringuento”, a arrastar-se pelo terreiro, repleto de “criações”. Escapou do quebranto, com as rezas da “tia” Zuzu, que também lhe livrou de um nó nas tripas e lhe “fechou a arca”. Mas, “tinha o corpo doce”. Então, foi acometido por bexiga, “papeira, dor d’olho, ferida braba, sarampo, turica”. Sem falar, da tossizinha insistente, que mais parecia “um pinto com gôgo”. Tudo combatido com chá de todos os gostos e matizes: raiz de algodão do campo, cabelo de milho, melão de São Caetano, coquinho, buchinha, boldo. Além de leite de janaúba, mijo de vaca preta, gemada, ovo batido com farinha e açúcar, azeite de carrapato, aguardente alemã, salsa três quinas, cerveja preta.

Lembranças, que lhe faziam tremer, mas, paradoxalmente, lhe faziam um bem enorme, por mais irônico que pareça. Via-se no tempo, em que as pescarias eram recorrentes, levando-o a se entreter com chumbada, caniço, linha, para fazer a alegria de sua mãe, quando retornava com as cambadas de jejus e traíras, que iriam aliviar a fome, sempre a rondar os seus 12 irmãos. Ou espreitando e assaltando as arapucas, que, fartas, sempre se apresentavam (…) Além de que “faziam a festa”, com ele, no jogo de petecas, improvisado com as “mucajubas”; e na guerra de piões, vorazes e perigosos, feitos com o coco babaçu.

Benditas reminiscências, que o levavam a um sorriso pleno, a lhe dar a certeza de que, mesmo com todas “essas dificulidades”, valeu a pena!
Eita, tio Bobo, porreta!

Lançamento do livro da presidente da Academia de Peri-Mirim será no dia do aniversário do município

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e demais parceiros convidam os perimirienses e amigos para o evento de  lançamento do livro de Eni Amorim, RETALHOS DE UMA HISTÓRIA, que acontecerá no 103º aniversário do município – 31 de março de 2022 -, a partir das 19:30h, no Colégio Carneiro de Freitas, na sede do município de Peri-Mirim.

Trata-se de uma coletânea de momentos históricos vividos especialmente no Povoado de Santana, terra dos ancestrais da autora. A obra são pedacinhos coloridos da vida e dos momentos que se passaram na trajetória de Maria Isabel Martins Nunes, sua bisavó. Uma mulher de fibra que teve a ousadia de tecer sua história embasada no trabalho, na solidariedade e na fé.

O livro aborda detalhes da história de Peri-Mirim, ambientada em várias épocas, discorre sobre o protagonismo dos padres da missão de Sherbrook do Canadá, principalmente do padre Gérard Gagnon que trabalhou na promoção da pessoa humana e no desenvolvimento do lugar. A obra é um primor. Vale à pena ler.

O lançamento do livro contará com a parceria do Fórum em Defesa da Baixada; da Prefeitura de Peri-Mirim, por meio das secretarias da Cultura, Educação e Agricultura; da Nossa Clínica e Cida Cosméticos. A ALCAP oferecerá um coquetel e, para coroar o evento, a atração musical ficará por conta da bela voz de Frank Wdson, secretário de Cultura.

Fonte: Site O Resgate

PERI-MIRIM: Território Quilombola Pericumã realiza reunião

Reunião da Coordenação do Território Quilombola Pericumã realizada no dia 12 de março na Capoeira Grande.

O objetivo da reunião foi avaliar as nossas atividades e revisar a nossa estrutura de organização.

Nós tivemos duas atividades marcantes no nosso curto tempo de organização que foram a Festa de 20 de novembro no Dia da Consciência Negra e o I Campeonato das Comunidades Quilombolas.

Dia da Consciência Negra – 20 de Novembro

Teve a seguinte programação:

1 – Palestra sobre a historia do povo negro no Brasil proferido pela Professora Conceição,

2 – Palestra sobre saúde proferida por estudantes de enfermagem de Pinheiro,

3 – atividades culturais (Bandeira do Divino da Tijuca, Tambor de Crioula do Rio da Prata, Bloco Unidos da Cantanhede de Pericumã, Desfile da Beleza Negra e a festa final com um cantor de São Luís).

Como era de se esperar tivemos acertos e falhas. Foi a primeira vez que realizamos a festa. Em geral consideramos uma grande vitória. Foi uma grande festa. Precisamos nos organizar mais pra não cometer os mesmos erros na próxima.

Algumas falhas observadas:

a) O desfile da beleza negra precisava ser melhor explorado. Ficou mais como uma apresentação,

b) Houve um atraso grande no inicio das atividades o que fez com que a palestra dos estudantes de enfermagem fosse concluída as pressas por que as caixeiras já estavam prontas pra se apresentar.

c) O atraso se deu porque o local do evento não ficou pronto com antecedência,

d) A realização de uma missa na parte da manhã na comunidade comprometeu a nossa programação. Inclusive a nossa programação começaria com uma missa. A Missa dos Quilombos. Não foi possível;

e) O envolvimento politico foi muito grande. Precisamos definir melhor a nossa relação com o poder institucional. O vídeo do evento feito pela Secretaria de Cultura diz claramente que o evento foi uma iniciativa da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Turismo.

Campeonato de futebol das Comunidades Quilombolas.

Avaliamos, também, este evento que tinha como objetivo inicial a integração entre as comunidades e o aumento da consciência das pessoas que somos parte de um Território Quilombola, que somos todos quilombolas. Concluímos que o evento foi exitoso, que alcançamos os nossos objetivos. Mas, também, houve erros que precisam ser corrigidos. No próximo vamos iniciar bem mais cedo para que seja concluído durante a Semana da Consciência Negra em novembro. Aqui, também, precisamos ajustar melhor a nossa relação com o poder institucional. Alguns pontos que precisam ser corrigidos:

  1. As arbitragens. Seria importante termos um curso com um arbitro profissional. Esse curso seria dirigido para pessoas da comunidade que ficariam encarregados das arbitragens,
  2. Precisamos ver a possibilidade de realizarmos jogos em outras comunidades. Até porque o dia do jogo é um dia de festa na comunidade e que será uma oportunidade das comunidades fazerem um dinheiro. Seja particular, seja pra associação.
  3. As lideranças tem que participar mais do evento. Está mais presentes.
  4. As premiações tem que ser definidas melhor. Ou seja, que do premio seja guardado uma parte pra associação.
  5. Que a abertura seja feita em uma comunidade com uma festa e o encerramento seja feito em outra. Em ambas a decoração tem que marcar que estamos fazendo uma festa quilombola e que tenha, além, de uma radiola de reggae outras manifestações culturais das comunidades.

O campeonato foi muito bom sim. Reconhecemos o intenso empenho dos senhores Junior Pereira e Lajeado. Foram de uma dedicação muito grande. Sem eles o campeonato não teria acontecido. O amigo Sandro, também, teve grande empenho. Muitos ajudaram. O prefeito, o secretario de cultura e esporte e muitos outros. Parabéns a todos nós e muito obrigado.

Marcamos uma próxima reunião para o dia 26/03/22 na comunidade de Pericuma. Essa reunião será uma reunião de programação. Vamos tentar programar as nossas atividades durante o ano de 2022.

Contamos em nossa reunião com a participação do nosso amigo Fabinho que é o atual Secretario de Igualdade Racial de Bequimão. A participação dele foi muito importante.

Estiveram presentes na reunião:

Ana Rosa e Rosa da Capoeira Grande. A diretora da escola da Capoeira Grande, também, esteve presente.

Matias Neto do Rio da Prata.

Grande do Murutim.

Cleudilene e Nubia de Pedrinhas.

Sandro de Pericumã.

Walter da Tijuca.

João do Santa Cruz.

Maninho e Zé Augusto representando a assessoria.

Na reunião fizemos uma revisão da nossa organização. Isto se fez necessário porque algumas pessoas ainda não tinham compreendido direito a organização e estavam fazendo questionamentos.

A historia da organização é a seguinte.

No dia 05/09/2021 em uma reunião no Colégio Vitorino Freire na Tijuca fizemos a eleição da Coordenação do Território. Esta ficou composta por dois membros de cada comunidade. Sendo um titular e um suplente.

Pericumã – Sandro e Batistinha

Murutim – Grande e Riba

Capoeira Grande – Ana Rosa e Walter

Tijuca – Walter e Joca

Malhada dos Pretos – Berrel. Falta indicar o outro membro

Santa Cruz – João. Falta indicar o outro membro

Rio da Prata – Lelico e Zé Carlos

Pedrinhas – Cleudilene ou Nubia e Joquinha

Itaquipé – Zé Domingos. Falta indicar o outro membro

As atribuições da coordenação são:

  1. Coordenar as ações do Território,
  2. Orientar as nossas lutas,
  3. Integrar as comunidades de forma que uma fortaleça a outra.

Nesse mesmo dia foi eleita uma equipe de assessoria da coordenação formada por Maninho Braga, Zé Augusto, Ana Braga e Dr Sinval.

Feito esses esclarecimentos convocamos a companheira Ana Rosa, que é presidente da associação da Capoeira Grande pra fazer os agradecimentos finais e encerrar a reunião.

Confira os locais das audiências de mobilização para eleição do Comitê de Bacia do Rio Turiaçu

Diretoria Provisória do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Turiaçu realiza audiência de mobilização para eleição do Comitê de Bacia do Rio Turiaçu

De 07 a 11 de março acontece audiência pública de mobilização e capacitação para participação da eleição do preenchimento de vagas de membros titulares e suplentes do seguimento poder público, dos usuários e das associações e entidades da sociedade civil legalmente constituída e atuante nas áreas de recursos hídricos para compor o plenário do comitê da bacia hidrográfica do rio Turiaçu nas cidades de Pinheiro, Mirinzal, Santa Helena, Turilândia, Turiaçu, Cândido Mendes, Santa Luzia do Paruá e Nova Olinda do Maranhão.

As Audiências Públicas de Mobilização e Capacitação no Território da Bacia Hidrográfica do Rio Turiaçu tem como objetivo oferecer palestras e capacitação fornecidas pelos Técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do SEMA (Secretaria de Estado do Meio Ambiente) para os presentes.

A Audiência Pública de Mobilização e Capacitação no Território da Bacia Hidrográfica do Rio Turiaçu contará com a presença da diretoria provisória que é composta pelo presidente – Saulo Pereira Arouche; Vice-Presidente – José Nilson Coelho – CAEMA; Secretária Executiva – Thereza Cristina Pereira Castro – Fonasc.CBH; Auxiliares – Nathalia Cunha Almeida Pinheiro – Associação Maranhense dos Engenheiros Ambientais; e Marlon Ribeiro – OAB Subseção de Pinheiro – Maranhão.

É importante grifar que em 19 de outubro de 2021 foi realizado uma audiência na qual deu-se a posse para diretoria provisória do Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Turiaçu. A diretoria tem como incumbência exclusiva de coordenar a organização e instalação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Turiaçu. Sendo assim, foi dada a largada para resolução dos tramites legais do Comitê.

Os Comitês de Bacias Hidrográficas são uma reunião de pessoas, comissões que tem como objetivo debater sobre um interesse em comum que, no caso, é o uso da água na bacia. Esse debate é importante, pois várias pessoas procuram ter o uso mais justo e coletivo das bacias sem que fiquem nas mãos de poucas pessoas como o único fim de explorar. Por esse motivo a democracia se faz muito presente nos comitês, pois, dessa forma, todos ganham voz e poder de decisão durante a gestão.

Com perímetro de 938,8km e área equivalente a 14.394km², o rio Turiaçu representa a terceira maior bacia do bioma Amazônico, ocupando 12,7% do território, dessa forma, com seu imenso território o comitê entra como um dos mediadores para a preservação desses espaços que muitas vezes são utilizados de forma desiquilibrada.

PROGRAMAÇÃO:

Dia 7 de março

Pinheiro – PHO (manhã) Horário: das 08: 00 às 12:00 horas.

Local: escritório da OAB subseção Pinheiro, Endereço: Rua Luís Domingues, 687 – Centro – CEP: 65200-000 – Pinheiro-MA

 Dia 7 de março

Mirinzal – MZL (tarde) Horário: das 14:00 às 17:00 horas.

Local: Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo de Mirinzal. Endereço: Avenida Pedro Almeida Junior, S/N, Centro.

Dia 8 de março

Santa Helena – SH (manhã) Horário: das 08: 00 às 12:00 horas.

Local: Salão paroquial em frente à praça José Sarney, centro da Cidade.

Dia 8 de março

Turilândia – TRL (tarde) Horário: das 14:00 às 17:00 horas.

Local: Auditório da Camara de vereadores. Endereço: Travessa Santa Rita 1 Bairro Centro ao lado da prefeitura.

Dia 9 de março

Turiaçu TRÇU (manhã) Horário: das 08:00 às 12:00 horas

Local: Secretaria Municipal de meio ambiente, Rua Duque de Caxias, 144, Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Dia 9 de março

Cândido Mendes – CND (tarde) Horário: das 14:00 às 17:00 horas.

Local: auditório da colônia de pescadores.

Dia 10 de março

Santa Luzia do Paruá – SLP (tarde) Horário: das 14:00 às 17:00 horas.

Local: Câmara de vereadores, Av. professor João Moraes de Souza – centro.

Dia 11 de março

Nova Olinda do Maranhão – NOM (Manhã) Horário: das 08:00 às 12:00 horas.

Local: auditório da colônia de pescadores, Rua do Comércio N° 1166.

Ressalta-se que os comitês de bacias foram criados para gerenciar o uso dos recursos hídricos de forma integrada e descentralizada com a participação da sociedade. Antes de sua criação, o gerenciamento da água era feito de forma isolada por municípios e pelo Estado, o que dificultava a gestão dos recursos hídricos. Instituídos pela Lei que estabelece a Política Estadual de Recursos Hídricos, nº 8.149/2004, o Comitê se constituiu como órgão colegiado com a função de emitir pareceres, estabelecer resoluções e tomar decisões. Chamado de “parlamento das águas”, o Comitê é uma evolução da democracia participativa.

 

Plantio do Bosque das Mangueiras, um dia histórico

Por Ana Creusa

No último sábado (26), o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) e seus parceiros procederam ao plantio das primeiras mudas do Bosque das Mangueiras em Matinha. O bosque é uma parceria da comunidade quilombola do povoado Graça, Fórum da Baixada, Prefeitura Municipal e Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

Uma expedição de São Luís, com uma comitiva de 15 membros do Fórum da Baixada, participou do evento, que contou também com moradores, convidados, estudantes e lideranças políticas. A programação contou com uma entrevista na rádio Maracu, onde o presidente do FDBM, Expedito Moraes, a vice Ana Creusa e o coordenador do projeto, Dr. Gusmão Araújo, explicaram as ações em Matinha.

O filho de Pedro Cabra plantou a mangueira em homenagem a ele e foi muito elogiado por Henrique Travassos.

Ana Creusa plantando a sua muda no Bosque.

Os entrevistados forneceram informações sobre o Projeto Bosques da Baixada, que visam conscientizar, na prática, sobre a importância da preservação ambiental, por meio de plantio de bosques com a participação das comunidades envolvidas e órgãos do poder público. Um café da manhã, oferecido pela emissora, e uma recepção pelos forenses como o secretário de Gabinete de Viana, Nélio Júnior; do engenheiro agrônomo Henrique Travassos; e do vice-prefeito de Matinha, Narlon Silva, iniciaram a programação na região. 

Expedito Moraes apresentou um breve histórico da iniciativa, enquanto Dr. Gusmão, como responsável técnico pelo projeto, e Ana Creusa, falaram sobre a importância do projeto, vez que possibilita que algumas espécies ameaçadas de extinção, ou que são importantes para os municípios sejam cultivadas nos bosques que serão cuidados pela comunidade.

Em seguida, dirigiram-se à comunidade Graça, onde participaram de uma solenidade de implantação do Bosque das Mangueiras, em Matinha, e foram recepcionados pelos moradores e lideranças políticas e comunitárias. Lá, além dos coordenadores do projeto e do Fórum da Baixada, usaram da palavra a prefeita Linielda de Eldo, o vice-prefeito Narlon Silva; o ambientalista Cesar Brito e lideranças do povoado, que destacaram a criação e a importância do bosque.

Dr. Gusmão Araújo lembrou que o trabalho de cuidados com o Bosque cabe aos moradores, mas que o Fórum da Baixada e demais parceiros estarão sempre prontos para ajudar e acompanhar, inclusive prevendo o plantio de outras mudas.

Após isso, os moradores, as lideranças e estudantes plantaram as mudas das mangueiras, após processadas e acompanhadas pela Universidade Estadual do Maranhão. Ao fim da programação, os participantes foram convidados pelo vice-prefeito do município, Narlon Silva, para um almoço em sua casa, no povoado Itans, e um passeio pela comunidade que é exemplo na piscicultura do Maranhão.

JÁ É CARNAVAL!!!

Por Zé Carlos

(…)

… amanhece tão … as notícias do Zé Pereira caducaram e se perderam nos ecos de sentimentos angustiantes e nas parafernálias tecnológicas.

Assim, a cidade repousa no mais profundo silêncio, que a tudo e a todos silencia. A cidade, sonâmbula, pálida e insossa, colhe o sabor da desfolia, que se recolhe e some no dissabor de uma grande e infernal ressaca, de outros e longínquos carnavais.

Mas, é carnaval! Mais um carnaval, a sumir no meio de tanta angústia e temor, a nos mostrar o quanto andamos perdidos.

O tamborim recolhe-se amedrontado. Recolhe-se tímido, em uma mudez gritante, a congelar o barracão, por inteiro.

A cuíca, roufenha, já não chora nem geme. Cala-se, perdida no esquecimento do mais novo enredo.

O surdo sonambula, no canto direito, do outro lado da quadra, sedento do grito do cavaco, que se perdeu em meio de tiros e explosões, de um “puto” e insano verdugo.

O pandeiro, nervoso, ensaia uma roda de samba, porém, hesitante, suspira e desfalece por entre dedos trêmulos.

A porta bandeira desvalsa em uma tristeza tamanha, que a assalta implacável, para despi-la de sua imponência.

O mestre sala perde-se nos rodopios e acrobacias, eternizados apenas em boas e fantásticas lembranças.

As alegorias, disfarçadamente, recolhem-se em traços perfeitos, fincados no teimoso papiro, que parece gargalhar do enredo de uma vida de erros e egoísmo.

O samba atravessou ao pedir clemência ao guerreiro-padroeiro São Jorge!
Já é carnaval!!!
Que venham nossas bênçãos!