As provocações aos evangélicos chegam a níveis inaceitáveis

Intensificaram-se as provocações aos religiosos, bastou o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes Marques liberar, com ressalvas, a realização de cultos e missas, respeitadas as medidas sanitárias.

A interpretação errônea da decisão, dá a entender que o Ministro Kássio Nunes Marques em decisão liminar nos autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), ignorou a existência da pandemia e liberou sem ressalvas a realização de cultos religiosos, longe disso, pois, a decisão estabeleceu que é preciso respeitar medidas sanitárias como forma de tentar evitar a disseminação do novo coronavírus, entre as quais 25% de ocupação, distanciamento, ambiente arejado, álcool em gel, uso de máscaras e aferição de temperatura.

O Ministro expressou na decisão que: “Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual”.

Em outra decisão, o também ministro do STF, Gilmar Mendes, denominou, de forma indireta, o Ministro Kássio Nunes Marques de negacionista. A colunista e  repórter da TV Globo, Eliane Cantanhede, em sua coluna diário no Estadão, diz textualmente no título da matéria que: “Liberar cultos e aglomerações equivale a mandar gado para o matadouro“.

Os agressores dão a entender que a decisão só abrange os cultos evangélicos e que o Ministro Nunes Marques liberou os cultos sem ressalvas. Isso é má-fé. Pois a decisão do Ministro libera com ressalvas as missas e cultos. Tanto que o Santuário de Aparecida funcionou no domingo de Páscoa, seguindo os protocolos sanitários.

Também é necessário registrar que a maioria dos municípios já permitem a realização de cultos e missas, antes mesmo da decisão do Ministro, seguidas as medidas sanitárias.

Já se fala que a Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) não é competente para propor a Ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Porém, o Ministro Barroso reconheceu a legitimidade de entidade LGBT (ADPF 527 MC/DF) para propor ação de controle de constitucionalidade, superando jurisprudência, nessa decisão Barroso ampliou o conceito de “entidade de classe”, antes restrito a entidades econômicas ou profissionais. Mas, os críticos da decisão de Nunes Marques esqueceram dessa decisão e já consideram a Anjure ilegítima para propor ação idêntica.

O Ministro Marco Aurélio, em tom de deboche, falou sobre o Ministro Nunes, que: “não sabia que era tão religioso” e se apressou em alegar a ilegitimidade da Anjure para propor a ação.

O Plenário  STF vai se manifestar nesta quarta-feira (7) sobre as decisões de Nunes Marques e Gilmar Mendes, pois são conflitantes. A tendência é que o entendimento de Gilmar Mendes seja vencedor.

Por tudo, há que se reconhecer que o preconceito é contra os religiosos, especialmente, os evangélicos.

Por Ana Creusa Martins dos Santos, bacharel em Direito e Ciências Contábeis pela UFMA.

Fontes de Pesquisa: https://portal.stf.jus.br/; https://www.migalhas.com.br/. Estadão. Foto: Gazeta.

MORRE BELARMINO GOMES, UM GRANDE VIANENSE

Autor Nonato Reis*

O meu afeto por Belarmino Gomes vem de muito longe. É uma mistura de respeito, carinho e gratidão. Lembro do dia em que, ainda menino, o meu pai chegou em casa todo feliz, avisando que os nossos dias de dificuldade estavam contados. Fora Belo – assim todos o conheciam – quem lhe dera a notícia. Meu pai, que tivera um braço amputado por conta de uma terrível gangrena, cumpria os requisitos para aposentadoria pelo recém-criado Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural).

Belarmino era então o responsável pela administração da seção municipal do Funrural, e coube a ele dar início ao processo de aposentadoria do meu pai, que foi, afinal, deferida dois anos depois, dando ao velho o direito à percepção de meio salário mínimo por mês. Com o dinheiro retroativo dos dois anos de tramitação do processo, ele pôde enfim construir uma casinha em alvenaria, em substituição ao casebre de tábuas e palha de babaçu em que morávamos.

A partir dali nascia em mim um sólido reconhecimento por Berlarmino Gomes, mesmo a distância e de forma anônima. Contato com ele eu só passei a ter depois que comecei a assinar uma coluna aos domingos no Jornal Pequeno, e da qual ele se tornou leitor assíduo.

Anos depois, fui apresentado a ele durante uma festa de aniversário do advogado Pedro Leonel, em Viana. Qual não foi a sua surpresa ao saber que o jornalista que escrevia os seus textos preferidos era filho do Renato, lá do Ibacazinho.

Entre surpreso e feliz, pegou-me pelo braço e me apresentou a sua esposa Rosa Maria, procuradora aposentada, também ela minha leitora de carteirinha. Não esqueço as suas palavras de apresentação a dona Rosa. “Olha, Rosa, este é o Nonato Reis, que escreve no Jornal Pequeno. Ele é filho de Renato, aquele que só tem um braço e morava no Ibacazinho”.

Ali começava uma amizade simples e verdadeira. No lançamento do meu primeiro livro “Lipe e Juliana”, vibrei de emoção ao ver os dois perfilados nas primeiras filas do auditório da Livraria AMEI. Veio o segundo livro, A Saga de Amaralinda, e lá estavam eles no Café Literário do Multicenter Sebrae.

Um dia fiz-lhes uma visita em sua casa no Calhau, e dona Rosa, pegando-me pelo braço, levou-me para conhecer a sua biblioteca, com uma seção só de escritores vianenses. Disse-me, apontando um espaço: “Tá vendo ali, são todos os teus livros”.

Cerca de dois meses atrás fui à agência do Banco do Brasil, no Renascença, e, ao fazer uma operação no autoatendimento, dei com a mão de Belo nos meus ombros. Feliz e preocupado, chamei-lhe a atenção. “Belo, o que você faz aqui? Isto é perigoso, você não deve se expor. Vá para casa, meu amigo!”. Como que caído em si mesmo, concordou comigo e prometeu ir logo embora.

Semanas depois, fui informado que ele lutava contra a Covid em um hospital de São Luís. Passei a acompanhar seu estado de saúde diariamente, por meio dos seus parentes. Chegou a dar sinais de recuperação, e isso me encheu de esperanças. Hoje, porém, fui atingido com a notícia do seu falecimento. Quase sem palavras, só me ocorre dizer, “que pena!”.

Deus, que é todo-sabedoria e todo-bondade, receba a sua alma em sua infinita misericórdia e conforte o coração dos seus entes queridos. Belo foi grande na Terra, porque soube ser humilde e humano.

* Nonato Reis é natural de Viana. Jornalista, poeta e escritor. Foi correspondente em São Luís da Folha de São Paulo em 1993 e colunista do Jornal Pequeno, no período de 2011 a 2017.
Terminal Portuário de Alcântara

Projetos de Desenvolvimento para a Baixada

Autor Expedito Moraes*

“A única coisa que sabemos sobre o futuro é que ele será diferente” Peter Drucker.

Para nós, baixadeiros, a expressão “vai chover na minha roça” significa a certeza que de que haverá fartura. É a garantia de boa colheita. Da mesma forma, costumamos usá-la quando vislumbramos uma oportunidade de ganhar dinheiro, obter melhoria e prosperidade.

Entretanto, para que haja fartura, o pedaço de terra precisa estar roçado, capinado, destocado, limpo e cercado, para quando as primeiras chuvas caírem ter início o plantio. A colheita, para ser boa, depende de planejamento, ainda que mínimo, e noção das condições naturais. Vários fatores devem ser observados antes, durante e depois do plantio. O roceiro ou lavrador, em primeiro lugar, precisa definir o que vai plantar e para isso precisa saber o que “vai dar dinheiro” na próxima safra. Se não tiver uma boa semente e quantidade necessária para produzir o quanto deseja, terá que comprar.

Ter um pedaço de terra “que tudo dá” é fundamental. Precisa saber o momento exato do plantio e evitar pragas e ervas daninhas. E, finalmente a colheita, o armazenamento e a comercialização. Enfim, o lavrador, para fazer uma roça e ser bem sucedido, depende de um certo aprendizado. Aprendizado este passado de pai pra filho.

Precisamos, urgente, aprender a produzir mais e melhor. Para mudar, precisamos fazer o que sempre fizemos de modo diferente. Precisamos de novos conhecimentos, tecnologia e eficácia. A busca da produção eficaz implica em constante aprimoramento do processo produtivo. E isto só é possível por meio de conhecimento, capacitação e vontade firme para quebrar paradigmas.

Bill Gates afirma que, para se ter sucesso nos negócios, basta perceber para onde o mundo se dirige e chegar lá primeiro e Adam Smith dizia que a geração de riqueza de uma nação depende do desenvolvimento e crescimento econômico de cada cidadão.

A nossa roça são as microrregiões da Baixada e Litoral Ocidental, esse imenso território que vai receber “chuva” de investimentos nos próximos anos. Bilhões de reais serão investidos em projetos grandiosos. Anunciam o CEA-CENTRO ESPACIAL DE ALCÂNTARA, o TAP-TERMINAL PORTUÁRIO DE ALCÂNTARA, a BR-308, a PONTE LIGANDO BACABEIRA A CAJAPIÓ, OS DIQUES DA BAIXADA e outros que serão agregados a esses MEGAS PROJETOS. Sonho? Com certeza, não.

Este texto eu publiquei há mais ou menos 2 ou 3 anos. O objetivo era alertar para esta realidade. O Fórum da Baixada, no final de 2019, já procurando antecipar-se à implantação destes projetos, iniciou um processo de Cooperação Técnica com a UFMA (criamos um Grupo de Trabalho); no Centro de Lançamento de Alcântara fomos gentilmente recebidos em visita técnica e iniciamos tratativas de parcerias; estamos permanentemente acompanhando o processo de elaboração do projeto dos Diques da Baixada junto à CODEVASF. Fala-se em criação de consórcios de municípios em várias regiões, nos parece bom.

OBS: Nesta semana o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, esteve em São Luís e ouviu isto da FIEMA, leiam a matéria no  seguinte link: https://globoplay.globo.com/v/9244852/

Visita do Fórum da Baixada ao DNIT
Visita do Fórum da Baixada ao Centro de Alcântara
Visita do Fórum da Baixada ao DNIT

Terminal Portuário de Alcântara

*Expedito Nunes Moraes é natural do povoado Cachoeira em Cajari (MA). Graduado em Administração (UEMA). Foi deputado estadual entre 1995 a 1997 e empresário da construção civil. Exerceu vários cargos na administração pública do Maranhão. Presidente de Honra do Fórum da Baixada (gestão 2016/2017); 1º Vice Presidente (gestão 2019/2021).

Saudades de mim

“Sinto saudades de mim. Um profundo vazio, uma ausência, uma eterna saudade. Aonde me perdi? O sonho, o desejo de vitória, a luta, aonde estão? Fui definhando devagar na busca do esvaziamento do meu Ser, agora sinto que a existência é um pesadelo do qual não quero sair.

Não consigo despertar do sono profundo. Encontro uma saída, a única saída, que jamais poderia ser considerada solução é, antes de tudo a negação plena, a insatisfação do meu ser. Fui embora e, longe de mim, é mais fácil lidar comigo, fora do controle vital da minha existência vazia e sem graça!

A reprovação da existência, a derrota em uma luta em vão, o escapismo do vazio daquilo que nunca tive, quem eu sou? Não quero sentir essa dor, mas, combatê-la é inútil. Vou ficar no meio do caminho da existência inútil que nada faz sentido! Fui e não consigo voltar. Ah, quem me dera poder sentir o ar puro e libertador do fim, ah, que alívio …

Vou e não volto mais, quero beber na fonte do defunto que não pode mais sofrer, em que a vida é passado e que nada mais faz sentido, o sofrimento é passado, pois a luta é um devaneio dos vivos e infelizes – sou o passado de uma vida sem sentido, sem lógica, que já era! Quero a fila da indigência para pedir que me deixem morrer em Paz, que não sou nada, nem busco nada! Não quero mais viver e pronto!”

As linhas acima fazem parte do depoimento de alguém à beira do suicídio, que só não se concretizou porque a pessoa encontrou na família o único sentido da sua vida. Cinco anos depois, Maria Antônia é feliz e cheia de planos.

Perde-se o sentido da vida em qualquer etapa da existência. Pode-se ter uma vida de sucesso e depois não encontrar mais o suspiro da vida, ou por um trauma, desemprego ou qualquer outra alteração brusca na vida. É necessário que a família e os amigos próximos estejam atentos para perceber o recolhimento, a tristeza da pessoa vítima de depressão e outros transtornos d´alma para poder ajudar.

A ajuda não pode ser aleatória, deve contar com a assistência de profissional, de preferência Psiquiatra, pois em casos agudos da doença psicossomática, o uso de medicação é imprescindível.

O pedido para que a pessoa reaja, em certos casos, até agrava a situação pois o depressivo sente-se ainda mais incapaz, ao saber que não pode reagir. Ajude-o, leve ao psiquiatra. Evite pedir algo em troca, nesse momento, apenas ajude incondicionalmente. Sente com a pessoa na cama, leve-o ao médico, compre os remédios, acompanhe o uso da medicação e aguarde os resultados. Mais uma vida cheia de sonhos pode ser salva com pequenos gestos.

Baseado em uma história real. Nome fictício para preservar a identidade da pessoa.

O retorno às aulas: pergunte ao editor geral da República

A Ciência não disse, então, qualquer um pode dizê-lo, sem medo de errar. Mas será criticado, com certeza.

Quem se aventurar a dizer a data que considera adequada para o retorno às aulas, será contraditado pelo interlocutor que o acusará de não ser especialista no assunto.

Afinal, quem vai dizer quando voltar às aulas? Serão os secretários de Educação, os reitores, os pais ou os alunos? Qualquer um desses, menos os professores que já foram silenciados: fala-se em aula dia sim, dia não, mas não se fala em dobrar o número de professores.

Seja pai, aluno ou professor, não poderá opinar. Tem que deixar esse assunto com a Ciência. Mas a Ciência foi silenciada pelo medo. Como o medo é inimigo do conhecimento, o retorno às aulas pode ser qualquer dia.

A Ciência que deveria opinar, tirou férias forçadas pelo sistema de inquisição de ideias.

Há uma saída: perguntar ao Supremo Tribunal Federal (STF), o onipresente, onisciente e onipotente, para que ele edite a norma dos governadores e prefeitos e determine a data correta para a volta às aulas.

Como ninguém deve se atrever em criticar as decisões das vossas excelências, é seguro que a data determinada pelo Supremo, é a única que pode ser praticada sem críticas. Com a palavra, o STF, o silenciador geral da República.

Texto de Ana Creusa Martins dos Santos, Advogada. Foto de destaque For Educator.

Censura nas redes sociais equivale a pena de morte civil praticada na Antiguidade

Uma das vítimas do bloqueio de contas em redes sociais foi o Presidente do PTB, Roberto Jefferson, que fez duras críticas à decisão do Ministro Alexandre de Moraes, a qual compara à pena de morte civil. Diz o presidente do partido que: “Impedir a expressão pública equivale a restauração da antiga pena de morte civil, que constitui a perda da personalidade em vida, e visa destituir certos indivíduos dos direitos inerentes a pessoa humana, como o direito de falar e se manifestar em público. É o fim da cidadania“.

Relembrando que o indivíduo apenado com a morte civil perdia todos os direitos civis e políticos, sendo considerado civilmente morto. Autores que ainda existem resquícios dessa pena na legislação brasileira e, principalmente, no grande número de excluídos que grassam pelas ruas do país – os invisíveis.

Na última sexta-feira (24 de julho de 2020), o Twitter atendeu à ordem do Ministro do STF e retirou do ar, 16 contas de perfis, por supostas críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

A decisão proferida está em desacordo com a manifestação encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, no dia 23 de junho, sobre um habeas corpus impetrado pelo empresário Otávio Fakhoury, em que o Procurador Geral da República,  Augusto Aras, disse que a determinação de Moraes de suspender contas em redes sociais é desproporcional e contrária ao princípio da liberdade de expressão.

A determinação de bloqueio foi feita em razão de críticas dirigidas aos membros do STF. A decisão de bloqueio foi fundamentada no artigo 21 do Regimento Interno do STF, em que o Ministro determinou “…2) O bloqueio de contas em redes sociais, tais como Facebook, Twitter e Instagram, dos investigados apontados …”.

Antes de executar as penas seria interessante que os membros do STF tentassem responder as seguintes questões: – Por que muitos brasileiros fazem críticas às suas decisões? Será porque deixam muitos processos acumulados até prescreverem as penas, ou porque impossibilitaram a prisão após segunda instância, ou porque proibiram operações policiais durante a pandemia? Será que as críticas são “pura maldade”, e seus os críticos merecem pena de morte civil?

Houve muitas reações no meio político e social, contra e a favor, estes devido à grande polarização que existe no país, ainda há quem defenda da censura, desde que recaia sobre o adversário. Para o jornalista Luis Lacombe: “Não há como aceitar a censura. Não há como aceitar que aplaudam a censura. Liberdade de expressão a todos, aqueles que pensam como eu e os que pensam de forma diferente“.

O Presidente da República, por meio da Advogacia Geral da União, protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADin), que para alguns já é considerada a “Ação do Ano”, exatamente por colocar em xeque várias decisões do STF que defendem a liberdade de expressão.

A referida ADIn questiona que no ordenamento jurídico brasileiro, não respaldo legislativo específico que preconize a possibilidade de bloqueio ou suspensão de funcionamento, por ordem judicial, de plataformas virtuais de comunicação – as conhecidas redes sociais.

Portanto, “Diferenciar entre opiniões valiosas ou sem valor é uma contradição num Estado baseado na concepção de uma democracia livre e pluralista’”. Paulo Gustavo Gonet Branco.

“Eu desaprovo o que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo” (Evelyn Beatrice Hall). Esta frase não é de Voltaire, e sim de Evelyn Beatrice Hall, que a escreveu para ilustrar as crenças de Voltaire, na sua biografia sobre o autor “Amigos de Voltaire”. Não à censura!

Resultado de teste de farmacêutica americana revela que todos os 45 voluntários apresentaram imunidade contra a Covid-19

“Os resultados criaram expectativa de uma retomada mais rápida da atividade econômica e maior crescimento do PIB mundial”, afirmou Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research.

A bolsa brasileira encerrou em alta, nesta quarta-feira, 15, com o otimismo sobre os resultados da potencial vacina contra a Covid-19 da farmacêutica americana Moderna apresentados na revista científica The New England. De acordo com a publicação, todos os 45 voluntários que participaram da primeira fase de testes apresentaram imunidade contra o vírus.

O bom humor dos investidores com a possível vacina elevou o principal índice acionário brasileiro, o Ibovespa, à maior pontuação desde o início da pandemia, declarada pela OMS em 11 de março. Já em leilão de encerramento, o Ibovespa subia 1,51% para 101.953 pontos.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 avançou 0,93% e encerrou próximo do patamar em que iniciou o ano.

A Moderna foi a primeira a fazer testes em seres humanos e já está com a segunda fase, com 600 voluntários, em andamento. A terceira fase deve ser iniciada em 27 de julho, com 30.000 pessoas.

Fonte Revista Exame.

Somos de fato almas livres sob as leis de Deus ou escravos abaixo do poder de ditadores?

“Democracia em chamas: a esquerda e sua implacável tirania”
Por Carlos Alberto Chaves Pessoa Junior

“O tema desse filme é se o homem deve ser governado pelas leis divinas ou pelas leis de um ditador como Ramsés. Os homens são propriedades do Estado? Ou almas livres sob as leis de Deus? A mesma batalha existe nos dias de hoje.” É a fala de introdutória do diretor Cecil B. DeMille em seu filme Os Dez Mandamentos.

O grande diretor com um discurso forte e contundente apresentou para gerações de espectadores a superprodução Os Dez Mandamentos e colocou uma questão que ainda ressoa nos dias de hoje: Somos de fato almas livres sob as leis de Deus ou escravos abaixo do poder de ditadores?

Queremos de fato ser livres e senhores de nossas escolhas? Ou diante de tempos difíceis preferimos nos ajoelhar diante da tirania em troca de uma falsa sensação de segurança e bem-estar?

No excelente livro Doze regras para a vida: um antidoto para o caos, o doutor Jordan Peterson escreve: “(…) não significa sofrer silenciosa e voluntariamente quando uma pessoa ou organização nos exige mais, de modo reiterado, do que nos é oferecido em troca. Isso significa que estamos apoiando a tirania e permitindo que sejamos tratados como escravos. Não é virtuoso ser vitimizado por um bully, mesmo que o bully seja você mesmo.”

Não há honra em ser covarde e fraco diante da opressão. O silêncio e a submissão diante de leis injustas, da tirania e da opressão são um ato indesculpável. Ao nos silenciarmos diante do mal nos tornamos cúmplices.  O filosofo Henry David Thoreau em seu livro A Desobediência Civil, escreveu: “Será que o cidadão deve, ainda que por um momento e em grau mínimo, abrir mão de sua consciência em prol do legislador? Nesse caso, por que cada homem dispõe de uma consciência? Penso que devemos ser primeiro homens, e só depois súditos. […] A lei nunca tornou os homens sequer um pouquinho mais justos; e, por força de seu respeito por ela, até mesmo os mais bem-intencionados são convertidos diariamente em agentes da injustiça.”

O que seria então uma lei injusta? Frédéric Bastiat no livro A lei responde: “Vida, faculdades, produção — e, em outros termos, individualidade, liberdade, propriedade — eis o homem. E, apesar da sagacidade dos líderes políticos, estes três dons de Deus precedem toda e qualquer legislação humana, e são superiores a ela. A vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes que os homens foram levados a fazer as leis […] a lei é a organização do direito natural de legítima defesa. É a substituição da força coletiva pelas forças individuais. E esta força coletiva deve somente fazer o que as forças individuais têm o direito natural e legal de fazerem: garantir as pessoas, as liberdades, as propriedades; manter o direito de cada um; e fazer reinar entre todos a justiça.”

Portanto, qualquer lei que surge para oprimir a liberdade é uma lei tirânica, e se submeter à tirania é o pior dos crimes. Não basta ser virtuoso e bom, é necessário ter coragem, força e ousadia para repudiar a injustiça.”

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/democracia-em-chamas-a-esquerda-e-sua-implacavel-tirania/

Banco da Amazônia e Maranhão: Parceria que não pode ser mutilada

Artigo escrito por:
Marcelo Vinicius Lemos – Eng. Agrônomo, Analista de Projetos Agropecuários, concursado do BASA e
José Lemos – Eng. Agrônomo, Professor Titular na Universidade Federal do Ceará

O Banco da Amazônia (BASA), Bancos do Brasil (BB), do Nordeste do Brasil (BNB) e Caixa Econômica Federal (CEF) se constituem nos Agentes financeiros estatais que estão situados nos 217 municípios maranhenses e desempenham papel de relevância para o progresso material e o desenvolvimento das suas populações.

As iniciativas dos empreendedores econômicos têm alguns componentes que são determinantes para que possam ter chances de avançarem. São elas: iniciativa; capacidade de buscar alternativas que sejam viáveis e que possam ser demandadas por futuros consumidores; vocação para tomar algum risco e, evidentemente, disponibilidade de alguma dotação financeira para viabilizar a atividade.

As áreas de carência são assim definidas porque possuem uma série de dificuldades. Uma delas é a de gerar ocupação continuada para parte da sua população, sobretudo aquela que dispõe de qualificação menos elaborada. Nesses casos o fomento de atividades econômicas minimamente viáveis é o caminho. Não há alternativas, tendo em vista que o setor público que, normalmente é guarida para um contingente razoável dessa população nos municípios brasileiros, tem capacidade limitada de alocação. Até porque, como sabemos o setor público não gera riqueza. Usa os impostos diretos e indiretos pagos pelas populações economicamente ativas para financiarem as suas despesas. Assim, para a máquina pública funcionar precisa captar impostos. Para que os impostos sejam coletados há a necessidade de que agentes físicos e/ou jurídicos produzam bens e serviços. Assim funciona uma economia saudável.

Também por isso é requerida a assistência financeira. Os Bancos Estatais tem um comportamento diferenciado dos Privados. A assistência financeira provida por bancos estatais é importante e diferenciada daquelas providas pelo setor privado em decorrência de ao menos quatro aspectos. 1 – atuação por setor da economia assegurando recursos para manter viáveis os segmentos industrial, rural e imobiliário;  2

– fomentando o desenvolvimento regional; 3 – Atuando de forma anticíclica às atividades econômicas mediante a oferta de crédito para os agentes econômicos saírem de dificuldades; 4 – este aspecto talvez seja o de maior relevância em áreas de pobreza: a “bancarização” (inserção no sistema financeiro) de segmentos normalmente excluídos.

Objetivando fomentar o desenvolvimento regional da Amazônia, ancorado nesses preceitos, em 1942 foi criado o Banco de Crédito da Borracha, mais tarde transformado em Banco da Amazônia que, atualmente, possui doze (12) agências em municípios do Maranhão. Mas já foram quatorze (14) as agências do BASA no Estado.

Neste momento, duas dessas agências correm o risco de serem desativadas pela direção geral do Banco que tem sede em Belém do Pará. As agências que correm esse perigo são as de Pinheiro e Santa Inês.

A agência de Pinheiro atende em trinta e oito (38) municípios maranhenses situados nas microrregiões da Baixada e Alto Turi, duas das mais carentes do Estado do Maranhão. O BASA de Santa Inês atende em vinte (20) municípios na microrregião de Pindaré, igualmente carente.

Essas funções vêm sendo cumpridas a contento pelo BASA mediante diferentes linhas de crédito. Uma delas é o PRONAF que atende agricultores familiares que demandam recursos para a manutenção de uma agricultura produtora de segurança alimentar, fomentadora de renda monetária e geradora de ocupação em todo o ano.

As agências do BASA em Pinheiro e Santa Inês também são responsáveis por pagamentos de aposentarias, pensões e outras modalidades de benefícios continuados que são demandados pelas populações mais carentes, sobretudo de idosos. Sem as agências aqueles que recebem pelo BASA terão que se deslocar para outros municípios para receberem os benefícios, com todas as implicações decorrentes.

A interdição dessas duas agências, portanto, significará que em 27% dos municípios maranhenses, que estão situados em duas das regiões mais carentes do Estado, os idosos aposentados, as viúvas pensionistas, os agricultores em geral, sobretudo os familiares de pequeno porte, os empreendedores de negócios de diferentes magnitudes e diversidades, os comerciantes, além de outros agentes, potenciais fomentadores de atividades econômicas, sejam tolhidos de uma da possibilidade do recebimento de benefícios, caso dos idosos e pensionistas, e da captação de recursos para fomentarem os seus negócios, no caso dos empreendedores. Isso terá implicações econômicas, sociais e humanitárias inestimáveis para um contingente populacional de mais de um milhão de brasileiros que vivem nessa parte do Brasil.

Por essas razões o bom senso, e o espírito público, sugerem que a ideia de encerrar as agências do BASA em Pinheiro e Santa Inês seja abortada de uma vez, para que os nossos conterrâneos possam continuar vivendo com um mínimo de dignidade.

Odeio a Cloriquina

Autor: João Melo e Sousa Bentivi *

Nunca pensei que iria odiar tanto uma droga, como estou odiando essa tal de cloroquina. Ela caminha para um século ajudando a humanidade e sempre se soube dos seus efeitos colaterais, mas ninguém, nenhum médico, nenhum sociólogo ou ideólogo tinha raiva dela e ela caminhava, como tantas outras, sem problemas, até que um dia, um boca rota, chamado Bolsonaro, lhe fez uma declaração de amor.

Foi o fim. Sem nunca ter militado no centro, na direita ou esquerda, a coitada da cloroquina transformou-se em um direitista, fascista e em pouco tempo será racista e homofóbica. A cloroquina, agora perseguida, caminhou e derrubou dois ministros. Teve um alento, quando o CFM deu uma bordoada em todos os seus algozes, ao dizer que, se o médico prescrever e o paciente aceitar, pode ser ministrado a cloroquina. Tem alguma novidade nisso?

Não se sabe o porquê, em todos os estados que politicamente se proscreveu a cloroquina os óbitos crescem, nos que aceitaram-na, os óbitos descem, mas isso não interessa ser analisado, pois dá argumentação favorável ao Bolsonaro.

Vou falar, agora, para os meus amigos que odeiam a cloroquina e creio que vocês não são cretinos, hipócritas e com comportamento FDP (como um tal UIP). Tenho certeza de que todos os amigos, principalmente os médicos e professores universitários, que tanto detratam a cloroquina, caso se acometam com o tal corona, deverão ter a honestidade ideológica de recusar essa cloroquina.

Vou escrever em maiúscula: QUEM ESCULHAMBA BOLSONARO E A CLOROQUINA, TEM O DEVER MORAL DE RECUSAR A CLOROQUINA!!!
Na minha página do face tenho pegado muita bordoada da esquerda e quero continuar apanhando, mas, nessa matéria, vou fazer um teste com os meus amigos contrários a cloroquina. Imploro que se manifestem nesse questionamento:
CASO VOCÊ ESTEJA CONTAMINADO COM O COVID:
A) NÃO ACEITO A CLOROQUINA EM NENHUMA HIPÓTESE;
B) NEM MESMO SE ESTIVER EM UTI;
C) ACEITO SOMENTE QUANDO EU ESTIVER ENTUBADO NA UTI.

Como tenho lido e ouvido calorosas manifestações contrárias a cloroquina, dos amigos de esquerda e, como oro todo dia para me livrar do corona, caso alguém contrário a cloroquina esteja acometido, me ligue, pois eu e minha equipe estaremos vigilantes, para que nenhum médico direitista, bolsonarista, ou nenhum “ista” prescreva essa droga, a cloroquina, pra você.

Creio que tudo será um sucesso e a cada pessoa que recusar a cloroquina, explicitamente, com clareza, ganhara o meu apoio e de minha equipe para não ser agredido com essa droga, por outro lado, demonstrará duas coisas: a cloroquina não serve e que é uma pessoa honrada, séria, diferente da postura safada, de um tal UIP. Na vida ou na morte, sem a cloroquina.
Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.
(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer plataforma de comunicação.