COISAS E LOAS XVI (BENEDITAS CONSULTAS!?)

Há alguns dias, peregrinando por clínicas e hospitais, enfrentando uma bateria de exames, venho testemunhado situações as mais inusitadas possíveis. Da simplicidade dos pacientes à má vontade das atendentes. Da ingenuidade dos pacientes à ignorância dos médicos, técnicos, secretários. Tantos juramentos perdidos em palavras vãs!

Tenho escapado de algumas dessas situações vexatórias, assim que informo a minha profissão. Poucas vezes, ser PROFESSOR dá-me algum privilégio. Mas, verdadeiramente, nesses últimos dias, tem-me salvado.

Apego-me a esse mote, por lembrar alguns episódios hilários, ocorridos em consultórios médicos de nossa cidade; e algumas referências, que se fizeram importantes em nossa querida Baixada e me acompanham desde a infância. Referências estas, que sempre se apresentam em suas abnegações e vontade de aliviar a dor do próximo.

A maioria não conheci, porém suas presenças sempre estiveram presentes em minha casa. Isidoro Pereira, Zé Alvim, Zé Santos, dr Antenor, padre Fernando (…) Nessa “seara”, Almir Soares, Zé Arimatéia e doutor de Memeco são-me familiares. Incansáveis “operários” da saúde, que muito assistiram os baixadeiros.

Já, no tocante aos episódios hilários, resgato dois. Um “sinhôzinho”, oriundo da zona rural, traz sua companheira para uma consulta. Em conversa com a filha, que estudava na sede do município, fica estabelecido que durante a consulta é terminantemente proibido que ele empregue o substantivo monossilábico, começado com C e terminado em U.

A filha esmera-se em que o pai não faça má figura. “Pai, tem qui dizê ÃNUS, entendeu. Nunca c.”. Após muito ensaio, o pai achou-se pronto. No consultório, muita gente. A espera foi longa. Quando a paciente foi chamada e levada à presença do médico, “não deu outra”. No nervoso acompanhante, “deu o branco”. Tudo acabado! O “papai”, nervoso, pediu licença, abriu a porta e “mandou direto” à filha, que estava na lotada sala de espera. “Miafia, qual o pilido do c. da tua mãe?!” Como bem dito no “baixadês”, a “fia” não tinha onde “enfiar a cara”. Novamente, tudo acabado.

O outro episódio aconteceu comigo, quando adolescente. Mesmo. Um médico, muito conhecido, após a inquirição, informações detalhadas e, por fim, o diagnóstico, saiu-se com está. “Esqueci o nome do remédio. Vai pra casa e, quando me lembrar, digo pra teu pai. Não vou fazer ele gastar dinheiro à toa”. Acreditem!!! Nunca fiquei sabendo o nome do bendito remédio, meu pai nada desembolsou e fiquei curado.
Santo esquecimento!

Dia do Professor

Hoje, Dia do Professor, minha homenagem à minha filha Márcia Fernanda Pereira Gonçalves, e também a Carlos Figueiredo, Rita Figueiredo Figueiredo, José Eulálio Figueiredo de Almeida, Sá Marques, Glorilene Costa Sales, Marcondes Serra Ribeiro, Valéria Montenegro, Lucidalva Pinheiro, e a todos os professores neste dia, mas, especialmente às irmãs Teodolinda (Tudu) e Dalva Costa (in memoriam), esta última, que com carinho e doçura, me ensinou a ler.
ESTRELA DALVA
Professores são discípulos
Do Grande Mestre Jesus,
Deixando por onde passam
Um lindo rastro de luz.
Mas, quem nesta data sublime
Ainda guarda na lembrança
A primeira professora
Do seu tempo de criança?
Como é mesmo que se chamava?
Nome de santa ou de flor?
A minha tinha nome de estrelinha,
Por sobrenome, labor.
Que a estrela Dalva incansável
Carregava sua cruz
Ostentando sempre na face
A doçura de Jesus
E a meiguice de Maria,
Aquela de Nazaré,
Que o Redentor em seu ventre
Recebeu com muita fé.
O brilho daquela estrela
Iluminando-me o caminho
Tornou-me a vida mais bela
Com a graça do seu carinho.
As lições que sua calma
Ensinava a todos nós
Ecoaram em nossa alma
No compasso de sua voz
Acumulando riquezas
Que ninguém pode roubar,
Que tormentas não arrastam,
Que nada pode tirar…
Nos seguem por toda vida
E dela as iremos levar.
Hoje, em gratidão àquela
Que me ficou na lembrança,
Pelos tesouros que dela
Recebi como herança,
Vou uma grande homenagem
A todo mestre prestar,
Que possa esta mensagem
A cada um abraçar.
À Dalva, Francineth, Graça…
Minha saudade e amor.

Aos demais Mestres

um abraço
Com respeito e com louvor.
(Imagem do acervo familiar Professora Márcia Fernanda Gonçalves)

Homenagem ao centenário de nascimento de Raimundo Pereira de Almeida

Por Eulálio Figueiredo*

HOMENAGEM QUE FIZ HOJE A NOITE  NA MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS 100 ANOS DO ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DO MEU PAI.

Boa noite.
Hoje estamos aqui reunidos, em missa de ação de graças, para celebrarmos 100 anos de nascimento do nosso pai e patriarca Raimundo Pereira de Almeida, conhecido por todos os membros da nossa família e amigos como Raimundo Castelo.

Sinceramente, não considero que nosso pai tenha morrido; ele ainda está vivo entre nós por muitas razões que haverei de demonstrar nestas poucas palavras de reflexão, principalmente porque, de acordo com o texto bíblico, a morte não é o fim, mas recomeço, renascimento.

Considero, portanto, que nosso pai partiu para viver na morada eterna do paraíso cerúleo, onde também nossa mãe Gilda, chamada carinhosamente de “Boneca”, habita com ele na tranquilidade do paraíso, sob a proteção de Deus.

Quem acredita nas promessas divinas jamais morrerá; quem encarnou com devoção e dignidade aqui na terra um papel digno do ser humano escorreito nunca terá sua existência esquecida.

Por essa razão, concluo que nosso pai ainda vive entre nós pelo seu exemplo, pelos seus ensinamentos, pelo seu companheirismo e pela saudade que jamais passará.

Na verdade, ele apenas partiu ao encontro do pai celestial. Sua partida se assemelha à do viajante, do qual nos despedimos numa estação de trem, num porto ou num aeroporto, onde, após a despedida, ficamos aguardando os veículos de transporte se afastarem de nossas vistas até sumirem definitivamente.

Perdemos o contato visual com o nosso pai, mas não conseguimos esquecer seu rosto, sua voz, seus abraços, seus beijos, suas bênçãos, seus conselhos, suas atitudes, enfim, todo o legado que fez valer a pena nossa convivência terrena com ele.

Para os padrões de qualidade de vida dos anos vividos pelo nosso pai, ele conquistou níveis suficientes de saúde e existência lúcida. Nunca perdeu a memória e a capacidade de ensinar, apesar de não haver conquistado um diploma de ensino básico, médio ou superior. Sua grande formação foi feita na escola da vida, onde os bancos escolares do cotidiano lhe ensinaram tudo que precisava aprender para ser um homem honrado e construir uma grande família.

Embora não tenha concluído o ensino primário, juntamente com nossa saudosa e cuidadosa mãe, ensinou-nos tudo que precisávamos saber durante nossa infância, desde o alfabeto para bem falarmos e escrevermos à tabuada que continha as quatro operações matemáticas. Ambos foram grandes pedagogos a nos ministrar inesquecíveis lições, que incluíam educação moral e princípios religiosos.

Recorro à memória para retratar a figura sossegada, mansa, tranquila e pacífica de nosso pai, nos finais de semana ou nas noites silenciosas, sentado à sua mesa favorita escrevendo cartas aos vaqueiros e parentes no interior do estado, quando não para o seu irmão no Rio de Janeiro, assim como avisos para o interior a serem lidos por locutores das rádios Difusora e Educadora, sem qualquer erro de ortografia.

Na sua vida de comerciante honesto, quando estava em seu armazém no bairro do Desterro ou realizando negócios com outras pessoas, não dispensava um lápis ou uma caneta para armar a conta e depois tirar a prova dos noves para assegurar-se de que seus cálculos estavam corretos, hábito, segundo ele me contou, adquirido com a professora normalista que lhe ensinou as primeiras letras e as primeiras operações aritméticas.

Juntamente com a nossa mãe era devoto dos preceitos cristãos do catolicismo. Frequentava sempre as missas dominicais da Igreja Nossa Senhora do Desterro, especialmente quando a missa era celebrada pelo seu primo, o padre Sidney Castelo Branco.

Posso dizer, sem margem de erro, que aprendemos muito com nosso pai. Ele nos ensinou coisas que eu nunca aprendi nos livros, como honestidade, honradez, ética, disciplina, humanidade e fraternidade.

Apesar do seu jeito manso, era muito fluente ao dialogar com as pessoas, independentemente de serem conhecidas ou não, posto que detinha a diplomacia no falar calmo, lento, compassado, a exemplo de um monge que prega sabedoria sacerdotal, chegando a cativar facilmente pessoas jovens ou idosas, sob o encanto de suas palavras e da maneira educada de pronunciá-las.

Tinha orgulho quando as pessoas me perguntavam: “esse senhor é teu pai?” Eu respondia sim; elas diziam: “que doce de pessoa; que diálogo notável travei com ele, num aprendizado gratuito!” Eu, no meu incomensurável envaidecimento filial, recebia tais comentários com muita alegria.

Não obstante sua educação monástica, tinha um humor aguçado e sempre estava nos contando uma história engraçada dos tempos de sua infância pobre ou mesmo contemporânea aos fatos. Nesse momento, tornava-se divertido e descontraído, ocasião em que revelava seu sorriso farto.

Malgrado as dificuldades que enfrentou na sua vida infanto-juvenil, nunca vi nosso pai queixando-se dos dissabores ou mesmo de dores. Por isso mesmo proporcionou a todos os filhos as mesmas oportunidades para estudarem e vencerem nas suas opções profissionais.

Ensinou-nos essencialmente coragem e mostrou-nos entusiasmo para vencermos o mundo, após o desligamento do abrigo familiar, onde o carinho e a proteção paternos, como regime fraterno do amor doméstico, não é idêntico ao que encontramos fora do lar, conforme a paisagem que vamos colorindo ao longo da estrada de nossas vidas.

Foram tempos felizes, como se uma saudade perene nunca apague de nossas memórias essas gostosas lembranças. Saudades que nem mesmo a morte física consegue eliminar de nossas vidas, porque a convivência terrena nos legou os melhores momentos de alegria que faz manter nosso pai vivo entre nós, numa metáfora nobilitante, igual aos sonhos e quimeras que alimentam nossas almas.

Hoje pela manhã um sobrinho nosso mandou uma mensagem de texto, dizendo que tinha um arquivo com várias fotos do nosso querido pai em seu celular. Contudo, as perdeu porque um defeito no equipamento as apagou. Pediu-me para mandar-lhe algumas. Respondi-lhe que as melhores fotos do nosso pai são as que estão gravadas em minha memória. Essas ninguém apagará, nem mesmo o tempo.

Nesta data em que celebramos, com esta santa missa de ação de graças, um século de nascimento de nosso querido pai Raimundo Pereira de Almeida, também estamos a comemorar alguns desses anos de sua existência conosco, revivendo sua lembrança, como se ele nunca tivesse partido para a morada celestial, onde convive com nossa amada mãe Gilda, sob a proteção de Deus.

Por isso invoco agora a perene proteção de Deus e da puríssima Nossa Senhora, com seu filho Jesus, à boníssima alma de nosso pai Raimundo Pereira de Almeida (Raimundo Castelo), bem como a nós seus filhos, netos e bisnetos, renovando ao Altíssimo o humilde acolhimento de nossas súplicas para a glória de nossas vidas.

Em nome de nossa família, agradeço a todos os que compareceram a este ato de fé cristã e de ação de graças.
Muito obrigado.

*Eulálio Figueiredo é natural de São João Batista (MA). Juiz de Professor do Departamento de Direito da UFMA. Escritor, poeta e compositor.

Mais um ano sem os Diques da Baixada Maranhense

Por Luiz Figueiredo*

A Baixada Maranhense sofre mais uma vez a grave crise da estiagem o que acontece dos meses de agosto a dezembro, todos os anos, a partir da década de 50, quando aumentaram o número e a profundidade dos igarapés que além de drenarem a água doce, levam uma enorme quantidade de peixes, e contribuem também para invasão da água  do mar, provocando a salinização dos campos naturais em prejuízo da biodiversidade ali existente.

Os diques da Baixada foram concebidos em 1986, portanto há mais de trinta anos, tendo início com a construção da barragem de Pericumã no município de Pinheiro. De lá até agora nada mais foi executado. Interrompido o andamento desse importante projeto, o caos voltou a se instalar na Baixada com a falta d’agua causando grandes prejuízos para os que ali vivem e tirando o  sustento das famílias,  a pesca, a caça e agropecuária. Quem visita a região hoje, se depara com os campos áridos, semidesertificados, onde os animais perambulam de um lado para outro a procura de pasto e água.

Um verdadeiro crime e falta de sensibilidade daqueles que manipulam o dinheiro público. Muitos desses animais e aves, típicos da região, já se encontram em fase de extinção. O peixe, alimentação básica, está cada vez mais difícil e caro. Sentindo o agravamento desse quadro, tomei a iniciativa de em novembro de 2006, portanto a quase vinte anos do início (1987) e paralização dessa obra, de acompanhar técnicos do governo do estado para constatar “in loco” o  situação de abandono dos nossos campos, e encontramos pessoas carregando água na cabeça, em lombo de animais e o torrão rachado e a vegetação seca.

Agradeço a Reginaldo Telles que me deu apoio, Luiz Raimundo Azevedo, Leo Costa, Manoel Bordalo, Júlio Noronha, o saudoso e grande líder Neiva Moreira, que juntos formamos um grupo para apresentar uma nova proposta para o governo, a qual foi analisada, aprovada e de imediato autorizada o reinício dessa tão almejada e importante obra. Já se passaram outros dez anos e tudo continua como antes. A Baixada é uma região imensa, linda e bem localizada, rica,  com potencial para continuar sendo o celeiro da capital, como foi no passado, portanto merece uma ação urgente e definitiva para que aquela gente humilde e trabalhadora não venha continuar a sofrendo.

Sabemos que com os diques teremos uma região semelhante ao pantanal mato-grossense, com uma biodiversidade e um ecossistema bem característicos.  Vamos agir antes que seja tarde, pois a água salgada está prestes a invadir os lagos o que seria uma catástrofe ambiental sem precedentes. Medidas paliativas, soluções localizadas como pequenas barragens, canais ou açudes não resolvem, apenas minimizam as dificuldades da população. Só os diques promoverão a redenção dessa região rica e exuberante que a Baixada Maranhense.

Lamentavelmente concluo afirmando, 2016, MAIS UM ANO SEM OS DIQUES.

Luiz Figueiredo, administrador, presidente da Fundação Chiquitinho Figueiredo e Rádio Beira Campo, ex-prefeito de São João Batista.

O Dia Mundial dos Animais é comemorado no dia 4 de outubro

Por Helivania Sardinha dos Santos*

Dia Mundial dos Animais é comemorado no dia 4 de outubro. A data é de extrema importância, pois leva à reflexão sobre a importância da preservação dos animais, além de divulgar os seus direitos presentes na Declaração Universal dos Direitos dos Animais.

 → Origem

A escolha da data para a celebração do Dia Mundial dos Animais ocorreu em 1931, durante uma convenção de Ecologia que aconteceu na cidade de Florença, na Itália. Durante a convenção, escolheu-se uma data para pudesse promover os princípios da Declaração Universal dos Direitos dos Animais. O Dia Mundial dos Animais passou então a ser celebrado todo dia 4 de outubro. O dia escolhido é o dia e o Dia Mundial dos Animais é comemorado no dia 4 de outubro. A data é de extrema importância, pois leva à reflexão sobre a importância da preservação dos animais, além de divulgar os seus direitos presentes na Declaração Universal dos Direitos dos Animais.

→ O que são animais?

Os animais são organismos pertencentes ao reino Animalia. Nesse reino existem cerca de 1,3 milhões de espécies conhecidas. Entretanto, segundo estimativas, a quantidade de espécies pertencentes ao reino Animalia deve chegar em torno de 20 milhões. Dentre as características dos organismos pertencentes a esse reino, podemos destacar:

  • São multicelulares, ou seja, apresentam o corpo constituído por mais de uma célula.

  • são eucariontes, suas células apresentam um núcleo delimitado e outras organelas envoltas por membrana.
  • não possuem parede celular. Diferentemente das plantas, suas células não apresentam uma parede externa que as revestem, dando-lhes maior resistência e proteção. As células animais, não obstante, apresentam proteínas que lhes dão suporte e auxiliam na conexão com outras células.
  • são heterotróficos, sendo essa uma das principais características que os distinguem das plantas. As plantas são autotróficas e produzem moléculas orgânicas por meio da fotossíntese. Já os animais, heterotróficos, não as conseguem produzir, assim, eles obtêm-nas por meio da ingestão de outros organismos vivos ou de matéria orgânica morta.
  • locomovem-se; entre outras caraterísticas.
  • Por que celebrar?

    relação entre seres humanos e animais é muito antiga, pois estes servem de alimento àqueles; são utilizados como meios de transporte, como o de cargas; além de serem grandes companheiros. Entretanto, embora os animais tragam enormes benefícios aos seres humanos, ainda não são tratados com o devido respeito e cuidado adequados.

    No Dia Mundial dos Animais, muitas atividades são realizadas em todo o mundo para celebrar a vida desses seres tão importantes, não apenas para os seres humanos mas para toda a natureza. Atividades de conscientização, como as que promovem a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, também são realizadas para conscientizar as populações sobre a necessidade de cuidar e proteger os animais.

    Leia tambémA importância dos animais para o ser humano

    → Declaração Universal dos Direitos dos Animais

    A Declaração Universal dos Direitos dos Animais foi proclamada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em sessão realizada na cidade de Bruxelas, na Bélgica, em 27 de janeiro de 1978.

    A Declaração Universal dos Direitos dos Animais traz em seu texto introdutório que todos os animais têm direitos, e o desconhecimento, além do desprezo, disso faz com que o ser humano cometa crimes contra os animais. O texto destaca também que se deve “ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais”.

    Dentre os direitos dos animais presentes na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, podemos destacar:

    • “Art. 1º – Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.”
    • “Art. 2º – 2. O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de por os seus conhecimentos ao serviço dos animais.”
    • “Art. 2º – 3. Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.”
    • “Art. 6º – 2. O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.”
    • “Art. 7º – Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.”

    Você pode ter acesso à íntegra da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, no site do Conselho Federal de Medicina Veterinária, clicando aqui.

    → Dia Mundial dos Animais de Rua

    Além do Dia Mundial dos Animais, há também o Dia Mundial dos Animais de Rua. A data é celebrada no dia 4 de abril, entretanto não é uma data para ser comemorada, e sim para conscientizar a população. Nesse dia homenageia-se todos os animais que foram abandonados e que vivem nas ruas, e há a realização de atividades de conscientização da população sobre a situação dos animais de rua em todo o mundo.

    Além disso, busca-se incentivar a população a realizar alguma ação que auxilie nos trabalhos desenvolvidos junto a esses animais, como levar um saco de ração a uma organização que trabalhe com animais de ruapagar por uma castraçãoresgatar um animal; ou simplesmente alimentar um animal de rua, entre outras ações.

    Leia também: Cuidados com os animais domésticos

    * Helivania Sardinha dos Santos

    Possui graduação em Biologia pela Universidade Estadual de Goiás (2004), mestrado em Ecologia e Evolução pela Universidade Federal de Goiás (2007) e doutorado em Ciências pelo Programa de Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Ecossistemas Aquáticos, Ecologia de Algas Perifíticas e Modelagem Ecológica.

    O Dia Mundial dos Animais é comemorado no dia 4 de outubro.

O máximo do Direito, o máximo da injustiça

Por Augusto Aras*

A intensidade dos últimos anos legou um ambiente institucional tensionado, onde os limites vêm sendo testados continuamente e parte da sociedade tem demandado ações enérgicas, muitas vezes desconhecendo os limites e raios de ação de cada um dos atores.

É o caso do procurador-geral da República (PGR), que, mesmo acumulando competências e responsabilidades, não pode tudo. A linha divisória é claramente delimitada pela Constituição e leis. Cinge-se, especialmente, como titular da ação penal pública, nos crimes comuns, contra autoridades com prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal, como o presidente da República, senadores e deputados federais.

Não tem atribuição, de ofício, para processar quem ofende a honra de terceiros, salvo se a vítima for chefe de Poder (antiga Lei de Segurança Nacional). Se não for, dependerá de representação do ofendido. Também não pode processar aquelas autoridades por crimes de responsabilidade porque é da competência do Congresso Nacional. De regra, não é dado ao PGR compartilhar da retórica política (ainda que a crítica seja ácida) consistente no diálogo, em busca de consenso social, típica dos Poderes Legislativo e Executivo.

Cabe ao PGR ficar adstrito ao discurso jurídico inerente ao sistema de Justiça que submete, repita-se, submete as duas magistraturas ao império da lei, à norma, ao Estado de Direito (de segurança jurídica, de verdade e de memória).

Quando o PGR sai do discurso jurídico e passa à retórica política, igualando-se aos representantes eleitos, criminaliza-se a política. Usando a norma para submeter contrários, cassando mandatários, obstando o desenvolvimento sustentável, econômico, ambiental e social, inclusive com a paralisação de obras.

Podendo até embaraçar o enfrentamento da pandemia com discussões marcadas pelas incertezas empíricas alheias às relações jurídicas, em tese, para cumprir as sagradas funções que lhe foram confiadas pela Carta Magna.

Quando a atuação jurídica se imiscui com o dia a dia da retórica política, é possível invocar a Constituição para defender absurdos. Foi nela que o vice-presidente e senador norte-americano John Caldwell Calhoun (1782-1850) se baseou para sustentar sua posição antiabolicionista em sua época. Foi assim que constatamos, em 34 anos de carreira pública, que certos excessos e violações à Constituição Federal e à lei orgânica que estrutura e organiza o Ministério Público resultaram em graves lesões aos princípios constitucionais, mormente republicano e da administração pública, com reflexos nocivos nos direitos e garantias fundamentais, levando ao questionamento da amplitude da instituição.

Na gestão atual, buscamos o aprimoramento institucional, propiciando a todos os membros e servidores iguais oportunidades, sem odiosas preferências e facciosismos; aos cidadãos, inclusive às minorias, o respeito aos seus direitos e garantias, ao devido processo legal; às empresas, a liberdade de iniciativa e de concorrência; aos trabalhadores, a sua proteção com a geração de empregos; a todos, a liberdade de expressão.

Fortalecemos os órgãos internos de combate à corrupção, instalando os Gaecos federais (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), investigamos e processamos centenas de pessoas com prerrogativa de foro nos tribunais superiores, recuperando ativos bilionários.

Em 22 meses promovemos as campanhas “Respeito” e “Diversidade” em busca da pacificação social, renovamos os quadros e o programa da Escola Superior, com a adoção da deontologia do MP, e antes mesmo do reconhecimento da pandemia, constituímos o Giac (Gabinete Integrado de Acompanhamento) e centralizamos as demandas buscando otimizar o seu atendimento.

Superamos, quantitativa e qualitativamente, todas as expectativas, graças aos colegas de todos os ramos do MP brasileiro, sem exibicionismos, pois nosso dever é promover Justiça com independência funcional e impessoalidade.

É preciso sobriedade e sabedoria para retomarmos, superando o luto vivido por milhões de famílias e o drama do desemprego sem abrir mão da democracia, que foi por décadas ansiada e buscada. Temos de nos apegar ao combate de problemas reais e ao cuidado para não apagar fogo com gasolina. O Brasil vive um momento onde todas as cordas estão esticadas. E cabe a nós, do Ministério Público, guiar-nos sempre contra o excesso de ativismo para evitar injustiças irreversíveis.

*Antônio Augusto Brandão de Aras é um jurista brasileiro, atual procurador-geral da República e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília.

Fonte: https://www.conjur.com.br.

O fenômeno Bolsonaro

Por Ipojuca Pontes*

A esta altura do campeonato, ao cruzar a barreira dos 78 anos de idade, não me é difícil vaticinar que se passarão décadas, talvez séculos, para que seja possível emergir na vida pública brasileira um fenômeno da dimensão de Jair Messias Bolsonaro. Tivemos no cenário político pregresso figuras do porte de José Bonifácio, D. Pedro II, Rui Barbosa, o trágico Getúlio Dornelles Vargas, dentre outros, mas, na soma geral, nenhum que tenha enfrentado com tanto destemor o renhido conflito entre a visão transcendente da vida vivida e o nocivo materialismo marxista, em essência, devorador e estatizante. Numa palavra, o velho combate entre a mentira comunista e a verdade de uma democracia inspirada em bases conservadoras, legitimada pelo voto popular.

De minha parte, devo dizer que acompanho a vida política brasileira desde o suicídio de Vargas, em agosto de 1954. Antes, tinha uma vaga noção, repassada pelos meus pais, do governo pós-guerra do Marechal Eurico Gaspar Dutra que, vencendo as eleições presidenciais, colocou o Partido Comunista na ilegalidade depois que o seu líder Carlos Prestes, então senador, indagado com quem ficaria no caso de uma guerra entre o Brasil e a URSS, declarou sem titubear:

– Com a União Soviética!

Ao fim da tumultuada Era Vargas, que culminou com o seu suicídio, vieram os governos de Café Filho, Juscelino Kubitscheck, Jânio Quadros, Jango, Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel, João Figueiredo, Zé Sarney, Collor de Mello, Itamar Franco, FHC, Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer. Na qualidade de jornalista ou como mero observador, conheci pessoalmente Juscelino, Jânio, Jango, Figueiredo, Sarney, Collor de Mello, Itamar e o vaselina FHC. Alguns desses governos foram vergonhosos, outros medíocres, a maioria deles, no entanto, absolutamente nocivos para a consolidação de um país viável, transparente, soberano e de livre mercado.

De um modo geral, diga-se, norteava tais governos o mais indigente anti-americanismo, que atingia as raias do grotesco, mesmo na fase dos governantes militares. Fique claro ao leitor que o trono presidencial, até o advento de Jair Bolsonaro, foi ocupado por todo tipo de gente: comunistas, ladrões, demagogos, loucos, irresponsáveis, ativistas, impostores, tolos e arrivistas.

Destaco fatos que ilustram o caráter de alguns desses figurões.

Por exemplo: JK. Certa feita, em campanha eleitoral, foi caitituar votos numa favela. Lá, encontrando uma criança de colo que escorria meleca, sacou do lenço e limpou o nariz da garota. Em seguida, rindo para a mãe e para a plateia admirada, dobrou o lenço e o recolocou cuidadosamente no bolso do paletó.

Já na estrada, JK mandou parar o carro e, ar de nojo, olhou pelos lados. Só então, jogou o lenço no matagal, não sem antes imprecar contra si mesmo. (Apud Autran Dourado, o ghost writer de JK).

Outro exemplo notável foi o de Jânio Quadros. Eleito presidente depois do governo perdulário e caloteiro de JK, traiu a UDN e o voto conservador que o elegeu ao condecorar com a Grã-Cruz o sanguinário Che Guevara, numa atitude escrota cujo objetivo era chegar, pela destemperada provocação, ao poder absoluto. Jânio tirava uma onda de doido compulsivo, mas sifu ao cabo de 7 meses – e, com ele, o País.

Outro exemplo patife: em 1962, com a queda de um avião da Varig no Peru, foi encontrada uma mala diplomática cubana e, nela, uma carta confidencial destinada ao ditador Fidel dando conta das operações e planos da guerrilha financiada por Cuba nos confins de Goiás, e que tinha por objetivo criar “mais um Vietnam” para ferrar os EUA.

De posse da carta Jango, que tinha como aliado o fanático Carlos Prestes, em vez de enviá-la ao governo americano, fez com que a correspondência chegasse em mãos de Castro – no fundo, um ato explícito de sabotagem contra o país que o manco desgovernava.

Mais outro exemplo: o sub-marxista FHC, depois de comprar votos parlamentares para prorrogar o próprio mandato presidencial, foi considerado pelos pares comunas um reles “neo-liberal” oportunista, traidor das próprias pregações.

Resposta de FHC, um vaselinoso para quem falar a verdade não passa de um preconceito pequeno-burguês:

– Esqueçam o que escrevi!

Só mais um exemplo de vileza presidencial: em abril de 2004, o pedreiro José Antonio de Souza, 30 anos, desempregado, vendeu o barraco onde morava em Cariacica, Espírito Santo, deixando a mulher grávida e um filho de 8 anos. Confiante, José partiu de ônibus para Brasília e instalou-se defronte ao Palácio do Planalto na esperança de falar com Lula, o presidente-operário que tinha prometido riqueza e felicidade aos trabalhadores. Como ninguém o notasse, José, ao cabo de 12 dias fez por escrito um apelo dramático:

– Senhor Presidente. Vendi meu barraco no Espírito Santo para falar com o senhor. Roubaram meus documentos e estão armando um monte de problemas para mim. Estou desempregado e perdendo minha família. Preciso de ajuda.

Em que pese o tamanho e a visibilidade do cartaz, ninguém deu importância ao apelo do pedreiro postado diante do Planalto. Nem Lula nem sua nomenclatura parasitaria. Desesperado, à luz dos primeiros raios da manhã, José, depois de banhar-se em gasolina, ateou fogo no próprio corpo em ato de consciente imolação. Gesto único na vida do País, o sacrifício do pedreiro não foi considerado pela mídia cabocla. Soube-se depois que um burocrata do governo socialista, temeroso de noticiário adverso, mandou transportar o corpo carbonizado de José para o Espírito Santo num voo da FAB – e ponto final.

Pois bem: é esse tipo de gente, menor e sem escrúpulos, nutrida no totalitarismo vermelho que procura sufocar no homem sua crença em Deus, bem… é esse tipo de gente, repito, que faz oposição ao gigante Bolsonaro, um sujeito de couro grosso que enfrenta a cada instante a estúpida sabotagem de esquerdistas fanáticos instalados, por exemplo, no aparelho do STF, cuja maioria dos integrantes foi nomeada pelos condenados Lula e Zé Dirceu (este último, um agente cubano que garantiu que hoje não se trata mais de “ganhar as eleições, mas de tomar o governo”.

Ao lado do sombrio STF, Bolsonaro enfrenta de igual modo, com crescente galhardia, a má fé cínica da mídia militante que, saudosa dos bilhões despejados pelos desgovernos de Luladrão e Dilma Guerrilheira, transforma a mentira num aríete rombudo para detonar o governo. Ela inventa, cozinha e divulga nas suas TVs, rádios e jornais falidos, montes de escândalos e falsas denúncias, todas fabricados pe1a mente fétida de militantes travestidos de jornalistas. Alguns desses sacos de excrementos lamentam que o sicário Adélio Bispo não tenha traspassado o coração de Bolsonaro, enquanto outros confessam por escrito o desejo insano de vê-lo morto.

Por sua vez, para tirar bodum do inodoro alabastro, políticos viciosos inventaram a CPI da Peste Chinesa, considerada um escárnio pelo grosso da opinião pública consciente. Nela, para atingir Bolsonaro, são desfechados petardos inquisitoriais pelos senadores Renan Calheiros e Omar Aziz, este último, presidente do circo, envolvido em escândalos de corrupção no Amazonas, um tipo que interroga dando coices nos depoentes e no vernáculo pátrio.

(O mais curioso nessa chanchada é que ninguém ali ousa ventilar a origem do covid 19 formatado no Laboratório Biológico Wuhan, epicentro da pandemia objeto de investigações do governo esquerdista de Joe Biden, nos Estados Unidos, e de governos da União Europeia, entre eles a França e a Inglaterra. De todo modo, o que se anuncia é o trilionário negócio da venda da discutível CoronaVac que disparou em muitos pontos o PIB chinês).

No pacote de maldades industrializado pela vilania da oposição, avolumam-se as pesquisas de intenções de votos levantadas pela fajuta DataFoice, que alimenta semanalmente a vitória de Luladrão sobre Bolsonaro (embora compareçam multidões nas manifestações em apoio ao presidente da República enquanto adversos contados nos dedos barbarizem as ruas nas passeatas de aluguel.

A coonestar ainda os ataques bafejados pelo ódio, causam risos os insistentes pronunciamentos de Lulu Barroso, presidente do STF, em favor das manipuláveis urnas eletrônicas, cujo controle digital (contra prova) se faz obrigatório para garantir o mínimo de lisura na contagem dos votos eleitorais nas próximas eleições.

Neste sentido, aliás, a sempre bem informada CIA enviou relatório à Presidência da República detalhando articulação golpista tramada pelas esquerdas na mesmas linha apontada por Zé Dirceu.

No entanto, o que os comunistas esquecem, na trama diabólica urdida às claras, é que Jair Bolsonaro interpreta, como nenhum outro líder, o espírito e a alma do povo brasileiro, razão pela qual milhões de pessoas seguem os seus passos e escutam os seus pronunciamentos. São pessoas, em resumo, que, alertas, não se deixam devorar pela bocarra do monstro vermelho que se vende ao povaréu como uma inocente odalisca de cabaré barato.

  • Ipojuca Pontes é um cineasta, escritor, jornalista, autor e produtor teatral e ex-crítico de cinema. Filho do militar João Pontes Barbosa e da enfermeira Laís Holanda Pontes, mãe de dez filhos, nasceu em João Pessoa, Paraíba, e ao longo de sua carreira conquistou mais de trinta prêmios nacionais e internacionais. Artigo publicado em Diário do Poder, em 13/07/2021.

O SISTEMA É FODA COMPANHEIRO

O sistema está se lixando para o jogo limpo. A cada dia está ficando mais escancarada a trama. Partiu para o vale-tudo.

O problema está muito longe de ser esquerda ou direita. Não tem nada a ver com isso. Mas muita gente ainda acha que é por aí a polarização.

O sistema não tem lado, não tem ideologia. Ele se aproveita daqueles que o mantém vivo e que o ajudam a se fortalecer e a se perpetuar.

O sistema quer e precisa fazer dinheiro, seja quem for que estiver no poder. Por isso, ele quer sempre um caráter fraco por lá. Um bom vaselina que saiba agradar a todo$ e toda$.

O sistema já manda e desmanda há muito tempo. E se solidificou muito nos últimos 40 anos. No entanto, parece que vem enfrentando alguma resistência.

Por isso, está estrebuchando. Ele precisa urgentemente eliminar essa resistência para voltar a tocar seus fartos negócios, com tranquilidade.

Há intrusos no manejo das movimentações financeiras do governo central. Só estados e prefeituras não são suficientes para sua rede de colaboradores.

Esse obstáculo precisa ser removido com urgência! A título de exemplo, como pode o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, os Correios e outras estatais darem mais lucro em dois anos do que nos últimos 15?

O sistema não pode continuar dominante e seguir se fortalecendo sem suas fontes de recursos que sempre foram “democraticamente” distribuídas!

Existe uma guerra em curso e muita gente não consegue perceber na real de quem contra quem. Chega a ser engraçado.

Coisas bizarras já começaram a acontecer e os valores das pessoas há tempos já estão a se confundir.

Levamos anos e anos questionando nossas autoridades que eram meros operadores do sistema.

Nossa música brasileira, seja no samba ou no rock, desde o início dos anos 80, cobrava com força, humor e irreverência a inépcia da classe política.

Em pleno ano 21 do século 21, ouvindo essas mesmas músicas vemos ainda os mesmos problemas. Seria cômico, se não fosse trágico.

Há 7 anos, a esperança tocou a maioria dos brasileiros. Mesmo que ao acaso, uma operação começou a enfrentar o sistema. E ele foi atingido com força, como nunca antes.

Mas, infelizmente, um movimento errado do juiz, que entrou para a política pensando em fazer mais, acabou por fazer menos por todos e tudo pelo poderoso sistema. Este único movimento gerou o enfraquecimento do magistrado, do seu patrocinador político, do Ministério Público, da PF e, o que é pior, de toda a sociedade.

Agora, a luta que era muito difícil mas caminhava para o ippon em 2019/2020, caminha para ser perdida por tripla punição, com aquela ajudinha marota do VAR.

O sistema já estabeleceu seu plano, que está claro como água:

a) um corrupto condenado e cheio de processos para assumir o poder, pois será sempre uma presa fácil; ou seja, se não fizer o que ele (o sistema) quer, volta para atrás das grades;

b) pesquisas de opinião mostrando um cenário virtuoso anti-status quo ajuda a manejar os eleitores indecisos e os desinformados pela grande imprensa, que assumiu de vez seu papel manipulador à luz do dia, sem qualquer refinamento e sofisticação editorial, pois está sufocada pela falta de verbas públicas e se tornou boneco de ventríloquo de ninguém mais ninguém menos do que ele, o sistema;

c) para não dar margem a erro nesta estratégia, é importante cercar de todos os lados; o sistema precisa mais do que nunca que o processo eleitoral seja passível de “ajustes finos” para que a estratégia seja bem sucedida. Afinal não se pode dar uma bobeira como em 2018, né?

Sobre este último ponto da estratégia do sistema, já é esperado que aquela turma centrada e super bem informada, que acompanha o Jornal Nacional todos os dias e assiste o Fantástico todo domingo vai dizer que isso só pode ser maluquice e coisa de Bolsominion.

No entanto, hoje, 1/8/2021, após numerosas manifestações populares, NENHUMA cobertura da imprensa tradicional, tentando fazer crer que não há apoio popular para o voto eletrônico auditável; uma modernização que já deveria ter sido feita há muito tempo, como nas principais sociedades.

No entanto, o movimento contra a transparência é poderosíssimo e assim como a tal da medicação e o tratamento inicial da doença do momento, bastou o homem defender para o poder de análise básica de algumas pessoas dar curto circuito.

Sobre este voto eletrônico auditável, vale ressaltar que ele não precisa de uma PEC na Câmara dos Deputados. Esta já existe, mas muita gente não sabe, como informou o Presidente da Casa, Arthur Lira:

“Já existe uma PEC aprovada no Senado desde 2015 com relação a voto impresso e o Senado nunca se debruçou a analisar. Portanto, eu venho dizendo que o foco está errado. Se alguém quer trazer esse assunto para discussão teria que ser tratado no Senado“, disse Lira. “Votar uma 2ª PEC na Câmara para que depois ela vá ao Senado ter o mesmo destino é perda de tempo, no meu ponto de vista, do processo legislativo.”…(Fonte Poder 360)

Mas analisar o por quê e para quê para muita gente não interessa, porque #elenão tem moral para defender nada. Para alguns isso tudo é teoria da conspiração. Eu entendo. Dá trabalho pensar, estudar, se aprofundar. É mais simples imaginar que tudo isso a nossa volta é fruto apenas de boas intenções de um lado lúdico, científico, socialmente responsável e politicamente correto versus um lado odiento, capitalista, socialmente insensível e voluntariamente genocida.

Um lado pode professar o “ódio do bem”, com os aplausos da parcela da sociedade intelectual e moralmente superior. O outro lado quando fala é tudo anticientífico ou teoria da conspiração.

Enquanto isso, as evidências de que há um jogo sujo e desigual se amontoam a cada dia:

a) Jornalistas de grandes veículos desejam a morte da autoridade democraticamente eleita, mas isso pode, é democrático e representa a mais pura liberdade de expressão;

b) Ministro togado manda prender o jornalista Oswaldo Eustáquio, que ficou paraplégico na prisão, e nenhum órgão de classe e nenhum veículo da imprensa defende o “colega de profissão”;

c) Ministro togado manda prender o deputado que possui imunidade parlamentar, por vídeo gravado que se torna flagrante para justificar a prisão; o crime deveria ser inafiançável, mas é estabelecido valor de fiança; tudo bem que o deputado se excedeu e merecia punição no Conselho de Ética da Câmara, mas jamais a pena arbitrada por um dos “donos” da Constituição que a interpreta a seu bel prazer, quando e como lhe convém;

d) O inquérito do fim do mundo continua em aberto, mas os investigados continuam sem saber exatamente o motivo da investigação;

e) Mais recentemente, a CPI da blindagem dos governadores e prefeitos corruptos está avançando o sinal de forma inimaginável vindo pra cima da Jovem Pan e do Brasil Paralelo como veículos de “desinformação”, por serem os únicos onde ainda se vê colunistas com viés de direita; ou seja, os verdadeiros democráticos, que estão apenas de um lado, decidiram que a democracia brasileira está acima de tudo desde que seja música de uma nota só;

f) Caio Coppola banido dos programas da CNN, com contrato em vigor, mas na geladeira por ter contribuído para o maior abaixo-assinado da história para impeachment do Ministro da Corte;

g) Vale destacar o papel da mulher. O outro lado partiu para ofensa descarada a algumas profissionais mulheres (são de direita; pode ofender, massacrar e perseguir – não fala pra ninguém; só as de esquerda têm proteção total);

h) O caso Adélio então continua sem solução; impossível ter acesso às escutas dos celulares dos 4 advogados que chegaram no mesmo dia em que o sujeito foi preso;
i) Uma vez consolidada a alteração para o voto impresso auditável devido a pressão popular, o sistema já se movimenta para tornar os atuais e eventuais “candidatos “ a presidência como INELEGÍVEIS à custa de uma argumentação jurídica discutível, mesmo que para tal, seja necessário o sacrifício do maior representante da esquerda (o bandido alforriado) que também viria a se tornar inelegível.

Os exemplos são inúmeros do quadro bizarro do jogo de forças que estamos vivendo. Mas muita gente ainda acha que estamos vivendo coisas normais de uma democracia e que o único problema é o presidente genocida de maus modos.

Em minha humilde opinião, a guerra já estava perdida há tempos. O sistema se apoiou em uma lógica cruel de aparelhamento de instituições basilares da sociedade (polícia, academia, imprensa, órgãos de classe etc.), enquanto a maioria da população apenas trabalhava para sobreviver.

Estamos vivendo um espasmo de resistência que pode estar perto do fim, porque o lado negro da força é poderoso demais e age de forma sub-reptícia, o tempo todo e em tudo.

Mas ainda há uma única chance: aqueles que já perceberam o que está em jogo precisam escolher. Ou vão ficar com nojinho do cara porque ele não é o Lord que queriam, não tem bons modos e passa do ponto com frequência, para dizer o mínimo, ou vão entender de uma vez que se o sistema voltar com tudo, não tem mais volta. Perdeu playboy!

Ah, entendi. Você acha que ele é o sistema também. Tudo bem, siga com suas convicções. Good luck!

Mas pra você que pegou a visão, presta atenção nos detalhes. O jogo é bruto! As peças estão se movimentando no tabuleiro todos os dias nas suas barbas. Cuidado com o que você assiste ou lê. Procure as fontes primárias, preferencialmente não editadas. Muita gente não entende o que se passa. Se atualizam com manchetes e notícias enviezadas, e agem como miquinhos amestrados. E o que é pior: alguns se acham mais espertos e vivem chamando os outros de gado, enquanto, involuntariamente, fazem bonitinho o trabalho sujo que vai lhes extorquir o futuro e a liberdade, sua e de seus descendentes.

Não acredita, parece viajem, tudo bem, segue o fluxo!

Estamos juntos assim mesmo, sempre! Somos vítimas comuns desse Estado putrefato. Nenhum político merece que a gente perca amigos e a boa relação com familiares. Nem hoje, nem nunca!

Hoje eles nos usam sem piedade, até que a gente aprenda a usá-los a nosso favor, um dia, quem sabe.

Momentos turbulentos exigem nossa atenção especial.

Como diria Shakespeare: “Em tempo de paz convém ao homem serenidade e humildade;
mas quando estoura a guerra deve agir como um tigre!”

Fica a reflexão!

VIAÇÃO AÉREA JAÇANÃ

Por Gracilene Pinto

– Conta uma de caçada, Joca! – pediu o sobrinho Manuel.
E Joca contou:
“Como grande parte dos habitantes da Baixada Maranhense, Miguel vivia de uma lavourinha de subsistência e do aproveitamento de alguns produtos que a natureza punha à disposição de todos.

Apesar da degradação que os homens há séculos vêm ocasionando ao meio ambiente, em alguns lugares por ali ainda existia fartura de caça, pesca e frutos da terra, como o cará, a taioba, o palmito, o babaçu, e muitos outros frutos silvestres.

Miguel gostava de caçar aves, que em certas épocas do ano se espalhavam pelos campos alagados da baixada, como jaçanãs, japessocas, carões, marrecas, etc. E, como bom caçador, adorava contar suas façanhas aos amigos durante os serões na porta do seu casebre.

Mas, como se sabe, quem conta um conto aumenta um ponto, e é lendária a capacidade que tem os caçadores e pescadores em aumentar sempre muitos pontos. Ninguém pode negar também que o Miguel tinha um prazer peculiar nos exageros.

Uma noite, nosso herói contou, com riqueza de detalhes, sobre uma caçada às jaçanãs que ficou na história e da qual fora o personagem principal.

Ocorreu que, pretendendo caçar as aves vivas, Miguel havia amarrado uma corda grossa na própria cintura, onde atara também muitas cordinhas finas com pequenos laços nas pontas. Chegando à beira do Tanque Velho, logo avistou um bando de jaçanãs pousadas sobre as folhagens hidrófilas que cobriam praticamente todo o campo. Usando um cano de junco como respiradouro, o nosso caçador deslizou por baixo d´agua até o local onde pousavam as pernaltas. Então, muito delicadamente, foi laçando as perninhas das aves sem que as mesmas percebessem o que acontecia. Finalmente, quando já havia laçado todas as jaçanãs, Miguel levantou-se de supetão acima do nível da água, assustando as avezinhas que voaram levando-o pendurado pelas cordinhas.

A princípio o caboclo ficou muito assustado.

Apelou pra Deus, pra Nossa Senhora, pra São Vicente de Férrer e todos os santos seus conhecidos. Mas, aos poucos foi se acalmando, se acostumando com a situação, e começou a gostar da experiência de estar voando.

Voar era mesmo uma beleza, siô!
Ainda mais assim, sentindo o vento no rosto e sem o barulhão que faziam os Teco-teco quando voavam baixo sobre a cidade.

E as jaçanãs voavam alto, bem alto, cada vez mais alto. E longe, cada vez mais longe, foram levando sua carga sobre os verdes campos alagados da Baixada e sua luxuriante vegetação de juncos, pajés, aguapés, e as espécies arborescentes próprias dos campos inundáveis.
Sobrevoaram rios, ilhas, todo arquipélago e, até mesmo, o Golfão Maranhense com o Porto do Itaqui e seus imensos navios.

À essa altura Miguel já aprendera a controlar as jaçanãs. E puxando daqui, puxando dali. Ora nas cordinhas da direita, ora nas cordinhas da esquerda. Foi mudando a direção das avoantes de volta para a Baixada até avistar a torre da secular igrejinha barroca da sua querida São Vicente Férrer, quando, então puxou do canivetinho que trazia no bolso da calça e começou a cortar as cordinhas. Uma de cada vez. Até restar somente as duas últimas cordinhas, que foram cortadas sobre o terreiro de sua casa, permitindo-lhe realizar o pouso com total segurança.

Finalmente estava em casa, são e salvo!
E, ao pisar no chão de sua terra natal, o homem respirou fundo e pensou:
– Uma aventura tão fantástica e nem posso contar pra ninguém. Quem é que vai acreditar que estive hoje em São Luís e ainda por cima pilotando a Viação Jaçanã?

(Texto de Gracilene Pinto no livro ESTÓRIAS DO VELHO JOCA – Imagem da Inernet). Com Chico Pinheiro, Custodio Roque Tavares e Eliana Castela.

VAIDOSA FULÔ

Por Zé Carlos

No ápice do silêncio,

                              irrompe

                                        fulô …

                                     

                            tímida                   

                             frágil                   

                         descorada

                     sem identidade

 

  ………………………………………………

 

    outros ocasos

             esplêndidos

                       e

              bonançosos    

 

     outras noites

               mágicas

                     e

               mansas

 

     outros novilúnios

                  delirantes

                          e

               restauradores

 

      outras estrelas

                   zelosas

                         e

                  maternas

 

       outros sonos

                reparadores

                         e

                 quiméricos

       

 ……………………………………………….

 

      outras e novas manhãs

 

      outros orvalhos sagrados

                                     breves

                                         e

                                      vitais

 

       outras réstias de luz serenas

                                                  e

                                            fecundas

 

       outros bentivis canoros

                                         e

                                novidadeiros

                                   

 

       outros beija-flores maviosos

                                                 e

                                       beijoqueiros

 

       outras pétalas multivivas

                                         e

                                 cativantes

                      

  ……………………………………………..

 

      outros dotes

                       e

                encantos

 

      do alto de seu convencimento,

                                      “convencida”.

 

          em sua desafiadora vaidade,

                                      “achando-se”.

 

                       em absurdo “florzear”,

                               gaba-se à amiga,

 

                                                “gabola”,

                                               também,

 

                           da última conquista.

 

  ……………………………………………..

 

    despida da inocência,                               

                          inocente

                                                                                                    

                           alheia

                                e

                        orgulhosa

 

                     senhora de si

                                          

                       … a alvoraçar a praça!