O Universo sempre empata o jogo

Por Elinajara Pereira

Poucas pessoas eu lembro a data exata em que conheci e o momento em que se iniciou a amizade.
Mas, uma das pessoas que eu lembro é a minha querida amiga Ana Creusa.
No dia 17 de Fevereiro de 2016, em uma sala do TCE-MA, eu apertei a mão dessa grande mulher, porém, não fazia ideia que ali se iniciaria uma amizade gigantesca. Pouco tempo depois, eu estava sendo sua secretária no Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, onde podemos colecionar momentos memoráveis e marcantes e que fortaleceram ainda mais a amizade que estava em plena ascensão. Com Ana aprendi muitas coisas, e a principal dela, vem de uma frase que ela usa sempre: ” o Universo sempre empata o jogo “. É uma frase que me traz calma, paz, leveza e acima de tudo, esperança.
Hoje, mais de 5 anos após aquela reunião, eu agradeço a Deus e ao Universo por aquele dia e sou grata porque posso ver minha amiga celebrar mais uma primavera.
Minha amiguinha Ana, reitero os mais profundos desejos de felicidades, saúde e muitas bênçãos em sua vida. Espero seu dia tenha sido maravilhoso e que em breve eu possa vê-la novamente.
Saudades de sair às 3 da manhã rumo a Baixada com você em nossas expedições.
Feliz aniversário, parabéns Ana Creusa ♥️🎂🥳🎉
Fraternal abraço, Jarinha de Pontal.

ANA DOS PARICÁS

Por Expedito Moraes

Ontem, foi postado por aqui, fotos dos paricás de um bosque que foi idealizado por Ana Creusa. Não sei se Creusa é derivado de crer, se não é deveria ser. Essa Creusa que conhecemos crê, acredita e faz. O paricá é uma árvore altaneira, frondosa, elegante, com bela folhagem verde, sempre de bem com a natureza. E mesmo durante as tormentas e do sol escaldante mantém-se balançando suavemente ao sabor do vento. Debaixo de sua copa abriga a quem precisa de sombra, de descanso e revigor. Tem gente que é assim como um paricá.
Ana tentei falar com você várias vezes, não consegui.
Queria te dizer isto. Você não parece um paricá. O paricá é que parece com você. Parece, não é igual, porque você é 10.
PARABÉNS.

COISAS E LOAS

Em Pinheiro , “tem coisas”, que até Deus duvida. Você duvida?!
“Coisas” sérias; outras nem tanto. “Coisas” que “encheriam”, fácil fácil, muitos e muitos livros. Fiquemos, por enquanto, com a segunda opção. Situações inusitadas, que nos mantêm “intertidos” e nos fazem dar boas, deliciosas gargalhadas. Indubitavelmente, ajudam-nos “a passar o tempo” e manter o “juízo”, em dia. Assim, acho.

Dizem as “boas” línguas … nada posso afirmar com certeza, pois andava longe … que a chegada de um circo, em nossa cidade, foi “cercada” por estupenda curiosidade. O que não é novidade alguma, quando se trata de um circo. A expectativa maior, no entanto, foi gerada pelo “anúncio” de que “uma mulher iria virar peixe”, no decorrer do espetáculo. Tal feito anunciou-se o dia todo, pelos alto-falantes, instalados nos tetos dos carros, que “arrastavam” um “cordão de crianças”, “enceradas”, “a marmanhar” uma cortesia. Do contrário, era tentar um lugar na fila, em um furioso empurra-empurra, fora do circo, para “espiar” pelo buraco da lona.

O picadeiro ganhou vida. O show foi iniciado. No seu apogeu, eis que surgiu … sem nome “para não fazer fuxico” … uma acará na frigideira, jogada para o alto e “aparada” aqui, embaixo. Igual, quando se “vira” beiju. A “artista” conterrânea, realmente, virava o peixe, e com entusiasmo. Pleno malabarismo. Quanta decepção! A acará hirta e sisuda, em sua imponência, não “colheu os louros” do sucesso. A ira dominou a plateia. “Loucura total”. Não deu outra. Fogo no circo, literalmente.

Fato esse que não serve para taxar o nosso povo de violento. O circo queria o quê? “Brincar com nossa cara”? Era “melhor não ter mexido com nós”!
Culpa, exclusiva, de um inocente “ruído semântico “: “a mulher que vira peixe”. Uma sentença claríssima!!! Não é?!

“Sorte” igual teve o cinema, sedento por se livrar de Shaolin e apresentar uma novidade. “Ironia do destino”, a novidade foi o bangue bangue “Vou, mato e volto”. Película, com único tiro, em toda ação. E o “bandido” do personagem ainda o erra. Uma lástima. Nova decepção. Voaram cadeiras para todo lado. “Bem feito”, como dizia minha querida avó.

Por curiosidade, tempos depois, aluguei a fita, que, por pouco, não teve o mesmo fim. O pior “western”, a que assisti. Tempo perdido, “que só”!? Santa paciência!
Nesse cenário, as histórias são multiplicadas e replicadas com graça e leveza. Mas, para mim, nada se compara à esperteza e à malandragem do “caboco”. Quase sempre mudo. Longe de seu ambiente familiar, principalmente. Fala mansa. “Olhar perdido no chão”. Aparentemente, distante. Não nos enganemos. Ali “mora” a simplicidade, mas também a sapiência.

Vejamos a perspicácia e o raciocínio rápido de um garoto da roça. Pesquei esta história do repertório de meu irmão Rivelino.
“Manhãzinha”, o pai “abate” um “capadinho de chiqueiro”. Depois, intima o filho a ir à roça, enquanto a sua companheira dá as “providências” necessárias nos afazeres restantes. Dos miúdos do porco ao almoço.

Ao retornarem da roça, famintos, “vêm comendo”, de longe, o cheiro do cozido. Guardam-se os “ferros”. A mãe chama o filho. O diálogo acontece:
– De quem é esse iscardadão miseravão, que minha mãe tá fazeno?!
– Vá banhá, minino. É do teu pai.
– Mais, mãê, eu já banhei.
– Intonce, pega e come esse miseravão, inconto teu pai banha, qui faço otro pr’ele.
– Passa pra cá, iscardadinho!
Nada além de fan-tás-ti-co!!!

TAMBÉM DE FARINHA VIVE O HOMEM

Por Zé Carlos

Quando queremos descobrir a origem de alguém, basta um teste rápido. Só não vale mentir, que é feio. E baixadeiro, “da gema”, não é dessas coisas.
O teste prático e infalível diz-nos muito.
– Cê já comeu uma manga, sem farinha?

Essa resposta é crucial. É decisiva. Em caso positivo, não temos mais nada a nos dizer. Conversa encerrada. Adeus. Tchau.
Quero, afinal, “papear” com quem traz a farinha impregnada em suas “veias”.
Então, voltemos à manga. E, à Farinha. Farinha “viva”, chamativa, “torradinha”, a executar o “troque troque” mais musical “da parada”. Farinha na cuia. A cuia entre as pernas. Nós a enfiarmos a manga na farinha. A manga “alvoraçada”, como um “cabelo que não viu pente há séculos”. “Lambuzados”, ao “roer” o caroço da manga, até ficar “branquinho”. O “caldo” da manga a escorrer pelos “cantos” da boca. Desculpem a narração minuciosa. Sei que maltrata. E foi proposital. Aí, sim, se a boca já está cheia d’água, é baixadeiro, e “ligítimo”.

Pode até “existir” outro “povo” que goste de farinha. Só não há baixadeiro, sem farinha. Que não leve o seu “embrulhinho”, (o “cofinho” saiu de moda), seguro em sua “valise”, que “não sai de perto”. No colo ou no pé. Bagageiro de van, jamais.

Perder carteira, roupas, sapatos, pode. Mas, a farinha, nunca. É depressão, na certa. Afinal, se não houver farinha tudo “perde o gosto”.
Qual a graça em um doce de leite, “nu”, desguarnecido, esquecido em um pires? Frustração total. Ainda mais, quando estamos de visita em “casa alheia”. Eu fico totalmente “sem jeito”. O doce, “pedindo farinha”, a me encarar “desconsolado” e feio. É um grande sacrifício.

No entanto, a falta da farinha não torna um “aleijão” só a manga e o doce. Esse privilégio não é exclusivo dos dois. A juçara sofre do mesmo mal, bem como o murici, o buriti, o café, o chá, o suco, o leite … O que dizer de um “cozidão” ou da carne, do peixe e do ovo fritos?! Ou não poder mais “mufar uma mãozada de farinha”?! Enfim.

O que seria do baixadeiro se não houvesse a farinha para dar colorido e sustança ao ki-suco de morango, fambroesa, abacaxi ou laranja, de nossa bela infância? Bem capaz de ser abandonado na mesa. Assim como a banana, insípida, ficaria às moscas e o queijo caseiro tornar-se-ia absurdamente insosso. E a cabeça de camarão? “Mais boa” que o próprio, estaria perdida, jogada às galinhas. “Credo!”

Haja farinha! Principalmente, em uma xícara de doce de côco ou em uma xícara de mel, de cana. Um sorvedouro faminto, cada vez mais, a “embeber” o nosso rico tesouro.
Certamente, tantas outras “combinações” são possíveis com a farinha. Mandem-me algumas, para eu “expermentar”.

E, para fecharmos, com chave de ouro, encontremos um deputado, tão inoperante em seu ofício, mas que possa trabalhar em prol da Baixada e apresente um projeto de lei, tornando a farinha nosso maior patrimônio! E, material!.
Viva a farinha!

Ana Cléres do Fórum da Baixada, torrando farinha em Cururupu

Um amor e duas irmãs

Por Ana Creusa

Uma das irmãs estava em uma barraca de vendas de sorvetes da sobrinha, com a bolsa pendurada no encosto da cadeira. Saiu para ajudar levar os apetrechos da barraca para guardar em um shopping próximo. Quando retornou, haviam furtado a sua bolsa. Sem celular e sem dinheiro, aceitou carona de um dos feirantes.

Mal saíram do local, a moça pediu ao motoqueiro que parasse:

–  Se meu namorado souber que eu peguei carona, termina o namoro na hora!

Desceu da motocicleta e foi caminhar pelo shopping, acreditando encontrar alguém conhecido, pois aceitar dinheiro para o transporte, também era impensável.

Parou em um salão de beleza, lá encontrou sua irmã, fazendo depilação. As duas ficaram em mesas próximas, para conversarem em linguagem cifrada que ninguém entendia, nem que estivesse atento.

Logo depois, chegou o namorado de uma delas. Não se sabe como, mas ele entrou na sala de depilação e viu as duas em trajes menores. Falou com ambas, com aquele vozeirão de locutor de rádio: – espero vocês lá fora! As duas retomaram a conversa, mas o assunto era outro, recaía sobre o namorado de uma delas.

Comentavam sobre as características físicas e caráter daquele homem singular. De vez em quando falavam juntas: – que homem! – Não sei como ainda está solteiro? A escolhida do rapaz dizia: – o que ele viu em mim? A outra consolava, e assim terminaram a depilação, saíram e se deparam com aquele homem digno de contos de fadas.

No caminho, reencontraram a sobrinha, depois da guarda dos materiais da barraca. Ela caminhava com dificuldade carregando os seus pertences pessoais e se encaminhava à parada de ônibus. As duas irmãs resolveram ajudá-la, juntamente com o namorado.

Foram encontrando mais pessoas conhecidas, que formavam um aglomerado para acompanhar a menina. Naquele momento, o casal de namorados ia na frente conversando. De repente o rapaz disse: – vou ajudar a menina, e fez caminho de volta. A namorada ficou desajeitada com o abandono, mas seguiu em frente.

Curiosa, olhou para trás e viu que o rapaz conversava alegremente com sua irmã. Achou estranho, mas nada para se preocupar, confiava na irmã.

Caminhando sempre à frente encontrou seus colegas de faculdade, César e Anderson que eram amigos do seu namorado, parou para lhes relatar o ocorrido e eles disseram uníssono: – bem feito, você não ligava para o coronel, ele foi procurar outra. Ela respondeu: – precisava ser minha irmã?

O restante da história todos podem deduzir, só não podem imaginar que houve intriga entre as irmãs, apenas falavam: coisas do amor.

Essa história aconteceu em uma noite de sábado. As duas irmãs agora são avós. Quem teve o sonho se sentiu jovem novamente, só não teve a sorte de ter sido a escolhida do príncipe encantado.

Um dia de mendigo

Por Ana Creusa

Final da década de 1950. Era festejo do glorioso São Sebastião. Igreja lotada. O padre Edmundo de frente para a cruz do altar e de costas para os fiéis, celebrava a Santa Missa em latim.

Terminada a missa. O pároco desceu do altar, reuniu os padrinhos e madrinhas em um círculo, para dar as instruções sobre o concorrido Batizado.

Desde à entrada na igreja, ninguém conseguia tirar os olhos da esposa do famoso advogado Joaquim. Ela estava vestida em um tubinho escarlate que, além de curto, deixava à mostra os fartos seios.

O santo padre não teve como ignorar a situação. Voltou-se ao marido, que estava muito bem trajado, de terno e gravata, então, poderia resolver o problema. Pediu-lhe gentilmente.

– Empreste seu paletó à sua esposa, para que eu possa dar seguimento ao Batizado.

O advogado fez ouvido de mercador. Continuava ereto, na sua pose de sempre.

– Cubra sua esposa com seu paletó, Doutor! Ordenou o padre.

Os presentes imaginaram que o orgulho do advogado seria a causa da recusa de se despir do apetrecho que fazia parte do seu costumeiro traje.

O advogado ainda pensou se aquela seria a melhor saída, ou se simulava alguma desculpa, típica do teatro do Tribunal do Júri.

Sem outra saída possível, o Dr. Joaquim resolveu obedecer ao padre e retirou seu paletó, bem devagarinho, com gestos indecisos.

Sob a admiração de todos, o advogado deixou à mostra uma camisa toda rasgada, que lhe sobravam apenas o colarinho, que segurava uma gravata de seda, e os punhos que ficavam à mostra quando levantava os braços.

A situação era constrangedora! Todos viram os farrapos que estavam sob aquele paletó de linho belga, vestido pelo rico advogado. Na ocasião, suas vestes imitavam ao de um mendigo, sem que tivesse a mesma humildade.

Os muitos afilhados ficaram órfãos das bênçãos do padrinho, pois o famoso advogado nunca mais pisou no município.

História passada de pai para filhos, por José dos Santos, patrono da Cadeira nº 24 da ALCAP.

Inácia Rosa Pereira Amorim

Nasceu em 31/07/1939, casou-se aos 21 anos com Jair Amorim, um homem do campo, mãos e pés calejados e rústico com o qual teve seis filhos tendo que enfrentar os conflitos inerentes a vida a dois.

Filhos: Eni do rosário Pereira Amorim, Laurijane Pereira Amorim (Nita), Sílvia de Ribamar Pereira Amorim (Cici), Jair Amorim Filho (Jacó, Jacolino, Jacó Bala) Cristina Maria Pereira Amorim (Cris), Evandro dos  Santos Pereira Amorim (Vando). Tem 08 netos e 05 bisnetos

Uma mulher de estatura pequena, personalidade forte; desde muito pequena quando veio ao mundo teve que enfrentar os reveses da vida que marcaram seu destino.

Perdeu a mãe com apenas quarenta dias de vida, tendo sido criada pela sua avó materna, seu pai e suas tias em uma época aonde havia muitas dificuldades naquele dado momento histórico; se compararmos com os dias atuais.

Mas a sua garra e perseverança a impulsionaram a construir sua história.

Estudou até a quarta série que era oferecido na época, aprendeu a ler e a escrever e sabe a tabuada na ponta da língua. Estudou corte e costura em Pinheiro com uma costureira renomada Carmerina Amorim.

Inácia apesar das dificuldades da época e com seis filhos para criar, não se deixava abater, estava sempre se reinventando. Era costureira, artesã (tecia redes de fio têxtil), Foi professora de costura em um dos projetos da LBA (Legião Brasileira de Assistência) um dos projetos conseguidos pela Paróquia São Sebastião com a ajuda de Padre Gérard Gagnon e Ana Lúcia de Almeida; fazia, horta e vendia as hortaliças orgânicas produzidas, fazia pastéis, bolos, cocadas e suquinhos tudo para venda e assim ajudar o papai nas despesas da casa. Quando a escassez de recursos era grande, muitas vezes dormiu com a barriga vazia para alimentar os seus filhos.

Acalentou um sonho no seu coração de que colocaria todos os filhos para estudar porque ela apesar de não ter tido a oportunidade, em sua sabedoria, conseguia definir bem a importância do estudo para iluminar os nossos rumos; e assim, atropelou as dificuldades para que seus filhos conseguissem estudar e trilhar seus caminhos por este mundo às vezes um tanto inóspito.

E todos os dias Mamãe, nós teus filhos, só queremos te agradecer pela tua perseverança, por cada incentivo, por cada oração, pelas torrentes de amor que derramas a cada um de nós mesmo sabendo que algumas vezes ferimos teu coração com a espada da ingratidão.

Obrigada pelas gotas de amor que derramas todos os dias em nossas vidas.

TE AMAMOS! Teus filhos.

(Biografia enviada por Eni do Rosario Pereira Amorim).

O pássaro Grinfo

Autores  irmãos Grimm*

Era uma vez um rei muito poderoso; que reinava parte do mundo e como se chamava, já não sei mais.

Esse rei não tinha filhos homens, só tinha uma filha que vivia doente e médico nenhum conseguia curá-la. Um dia, alguém predisse que a princesa só se curaria se comesse uma maçã. Então o rei fez anunciar por todo o reino que, aquele que trouxesse à princesa a maçã, que a devia curar, casaria com ela e mais tarde seria rei desse país.

A notícia chegou até uma aldeiazinha onde vivia um pobre camponês que tinha três filhos. Chamando o filho mais velho, disse-lhe:
– Pega uma cesta e vai ao pomar colher, na macieira maior, aquelas maçãs vermelhinhas e perfumadas e leva-as ao castelo. Talvez a princesa coma a que lhe deve restituir a saúde e assim casarás com ela.

O rapaz fez o que dizia o pai; em seguida, meteu-se pela estrada a fora rumo à cidade. Tendo andado bom trecho, encontrou um anãozinho que lhe perguntou o que levava no cesto. O rapaz, que se chamava Elias, respondeu:

– Levo patas de rãs.

– Muito bem, – respondeu o anão; – assim é e assim ficará sendo. – E foi-se embora.

Elias continuou o caminho e, por fim, chegou ao castelo, fazendo anunciar que trazia maçãs que curariam a princesa se as comesse. O rei ficou contentíssimo e fez entrar o rapaz. Mas, oh! quando Elias abriu o cesto, ao invés de maçãs só se viu um montão de patas de rãs, que ainda esperneavam.

O rei ficou furioso e mandou que os criados o enxotassem quanto antes do castelo. Chegando em casa, Elias contou ao pai o que se passara. Então o velho disse ao segundo filho, que se chamava Simão:

– Colhe tu um cesto de maçãs e vê se tens mais sorte que teu irmão.
Simão obedeceu, e, quando ia pela estrada, encontrou- se, também, com o anãozinho, que lhe perguntou o que levava no cesto. Em tom de mofa, Simão respondeu:

– Levo cerdas de porco.

O anão disse-lhe:

– Muito bem; assim é e assim ficará sendo.

Quando Simão chegou ao castelo e se apresentou, a sentinela não queria deixá-lo entrar, dizendo que já haviam sido enganados por um outro. Mas Simão insistiu, afirmando que trazia as melhores maçãs, que certamente curariam a princesa. Por fim, levaram-no à presença do rei. Mas, quando abriu o cesto, viu-se dentro dele um punhado de cerdas de porco. O rei enfureceu- se de tal forma que mandou expulsar o rapaz a chicotadas.

Chegando em casa, Simão contou a triste aventura ao pai. Então veio o mais moço dos filhos, que se chamava Joãozinho, e que todos tratavam com pouco caso por o acharem um tanto pateta, e pediu ao pai para levar ao castelo o cesto de maçãs.

– Sim! – disse o pai com certo desprezo; – és realmente muito indicado! Se teus irmãos, que são mais espertos não o conseguiram, como é que um parvo como tu o conseguirá?

Mas Joãozinho não parava de insistir.

– Deixa-me ir, pai. Deixa-me ir!

– Santo Deus, cala-te, pateta! – respondeu o pai amolado; – devias procurar tornar-te um pouco mais esperto! – e com isso deu-lhe as costas.
Joãozinho não se conformava e, puxando-o pelo paletó, tornou a pedir:

– Eu quero ir! Deixa-me ir, pai.

– Pois bem, vai em santa paz; havemos de nos ver à tua volta! – respondeu com impaciência o pai.

O rapaz dava pulos de alegria e não cabia em si de satisfação.

– Bem, não te ponhas doido, agora! Cada dia ficas mais estúpido! – explodiu o pai, muito irritado.

Mas Joãozinho não se importou com isso e, também, não perdeu a alegria. Entretanto, como já estivesse anoitecendo, resolveu esperar até à manhã seguinte, pois, de qualquer maneira, não chegaria nesse dia ao castelo, e foi-se deitar.

Mas, na cama, não podia adormecer; virava-se de um lado e de outro. Quando, por fim, conseguiu pegar no sono, sonhou com lindas donzelas, com castelos magníficos, com pilhas de ouro e prata e outras coisas belas.
Logo, ao romper do dia, foi colher as maçãs e pôs-se a caminho. Encontrou-se, também, com o anão velhinho, que lhe perguntou o que levava no cesto. Joãozinho respondeu que levava maçãs para curar a princesa.
– Muito bem, – respondeu o anão; – assim é, e assim ficará sendo.

Ao chegar ao castelo, porém, as sentinelas não queriam de modo algum deixá-lo passar, porque já tinham vindo outros alegando que traziam maçãs, e um trazia patas de rãs, enquanto o outro apresentou cerdas de porco. Mas Joãozinho não se deu por vencido. Jurou, afirmou que não trazia nada dessas coisas e sim lindas maçãs, as mais belas que existiam em todo o reino. Falou com tanto desembaraço e franqueza, que a sentinela se convenceu de que não estava mentindo e o deixou entrar.

E não se arrependeu, pois, quando Joãozinho retirou a tampa do cesto, na presença do rei, viram surgir belíssimas maçãs douradas e que espalhavam perfume delicioso. O rei alegrou-se muito vendo-as e mandou logo levá-las à filha. Depois ficou esperando ansioso pelo efeito produzido. Não demorou muito, chegou a resposta. E sabes quem a trouxe? Foi a própria princesa.

Assim que provara uma dessas maravilhosas maçãs, sentiu-se restabelecer de imediato e, muito contente, saltou da cama, sã e vigorosa. Impossível descrever a felicidade do rei. Agora, porém, que viu a filha curada, não mais queria dá-la ao pobre campônio. Não sabendo como livrar- se dele, disse-lhe que, antes de receber a princesa por esposa, teria de fazer um barco que andasse tão bem por terra como por mar.

O pobre Joãozinho aceitou a condição, com certa tristeza. Voltou para casa e contou ao pai tudo o que se passara. O pai resolveu, então, mandar Elias à floresta para escolher a madeira e fazer o barco. Elias estava lá trabalhando com afinco e assobiando uma canção, quando, ao meio-dia, no momento em que o sol estava a pique, aproximou-se dele o anãozinho e perguntou o que estava fazendo. Elias, mal educado como sempre, respondeu:
– Cavacos.

– Bem, – disse o anão; – assim seja e assim fique sendo.

No fim do dia, certo de haver construído o barco, quis subir nele, então viu com espanto que só tinha cavacos aí. No dia seguinte, Simão foi à floresta com a mesma incumbência, mas aconteceu-lhe tudo exatamente como ao irmão. No terceiro, chegou a vez do Joãozinho. Chegando à floresta, pôs-se a trabalhar com tamanho afinco que as marteladas se ouviam longe; cantando e assobiando alegremente, ia construindo o barco. Ao meio-dia, quando o sol estava bem a prumo no céu, apareceu o anão perguntando o que estava fazendo.

– Tenho de fazer um barco que tanto ande por terra como por mar, – respondeu ele.

– Se o conseguir, eu me casarei com a filha do rei.

– Bem, – disse o anão; – assim é e assim ficará sendo.

No fim do dia, Joãozinho terminara o barco com os pertences correspondentes; meteu-se dentro dele e pôs- se a remar para a cidade. E o barco deslizava tão velozmente como se impelido pelo vento na água. O rei viu-o de longe chegar com o barco, mas continuou a relutar em dar-lhe a filha e, como pretexto, disse-lhe que devia submeter-se a outra prova.
– Deves pastorear durante um dia as cem lebres brancas que ela possui. Se faltar uma só esta noite à chamada, – disse o rei, – perdes o direito à mão de minha filha. E lá se foi o pobre Joãozinho, no dia seguinte, levar as cem lebres ao pasto, vigiando bem para que não lhe escapasse nenh uma. Pouco depois veio uma das cozinheiras do castelo e pediu para levar uma das lebres, pois, tendo recebido visitas, queriam que a preparassem para o jantar. Joãozinho compreendeu muito bem que isso não passava de um ardil e recusou entregar a lebre; o rei podia, se quisesse, oferecer a lebre no dia seguinte às suas visitas. Mas a criada continuava a insistir e, por fim, acabaram brigando; na sua exaltação, Joãozinho disse que só entregaria a lebre se a princesa em pessoa viesse buscá-la. A criada foi e contou à princesa. Nesse interim, apareceu o anão e perguntou a Joãozinho o que estava fazendo aí.

– Ah, – respondeu ele, – tenho de guardar as cem lebres da princesa e não deixar escapar nenhuma; só assim poderei casar com a filha do rei e herdar o trono.

– Pois bem, – disse o anão, – eis aqui um apito; se alguma delas fugir, só tens de apitar e ela voltará imediatamente.

Pouco depois, chegou a princesa e Joãozinho pós-lhe uma lebre no avental de renda. Mas não havia andado cem passos ainda, e Joãozinho tocou o apito e a lebre pulou do avental e, com alguns saltos, foi juntar-se às companheiras. Ao anoitecer, Joãozinho tornou a apitar, reuniu todas elas e conduziu-as ao castelo.

O rei ficou muito admirado ao ver que o rapaz conseguira guardar as cem lebres sem deixar escapar nenhuma; ainda assim, porém, não queria dar-lhe a filha. Então, propôs-lhe como última condição, uma coisa que julgava humanamente impossível de se obter. Queria que lhe trouxesse uma pena do rabo do grinfo.

Joãozinho logo se pôs a caminho, seguindo sempre para a frente com desassombro. Pela tardinha, chegou a um castelo e pediu hospitalidade para aquela noite, pois nesse tempo ainda não existiam hospedarias nem albergues. O proprietário do castelo recebeu-o com muito agrado e perguntou para onde ia.

– Vou em busca do grifo, – respondeu o rapaz.

– Ah, vais procurar o grinfo! Dizem que esse animal sabe tudo quanto se passa no mundo; queres fazer o favor de perguntar-lhe onde se poderá encontrar a única chave que abre a caixa-forte onde guardamos todo o nosso dinheiro? Há tempo que a perdemos!

– Perguntarei com todo o gosto, – disse Joãozinho.

Retomou o caminho logo pela manhã e, ao anoitecer, chegou a outro castelo e aí também pediu hospitalidade. Quando os castelões souberam que ele ia à procura do grinfo, pediram-lhe que perguntasse o que poderia curar-lhes a única filha, que estava doente, e nenhum remédio dava resultado.
João prometeu que o faria de muito boa vontade e de novo se pôs a caminho.

Dentro em pouco, chegou à margem de um rio largo e profundo, sobre o qual não se via ponte alguma. Nisto viu chegar um enorme e musculoso remador com um barco, que tinha o encargo de transportar as pessoas para a outra margem. O homem perguntou-lhe onde ia.

– Vou em busca do Grnifo, – disse Joãozinho.

Então o homem pediu-lhe para perguntar ao grinfo porque era que tinha sempre e sempre de transportar gente de uma a outra margem, sem nunca descansar. Joãozinho prometeu fazê-lo. O homem transportou-o para o outro lado e ele continuou o caminho.

Depois de andar um bom trecho, chegou, finalmente, à casa do Grinfo, que estava ausente no momento, encontrando-se lá apenas sua mulher. Esta perguntou ao rapaz o que desejava. Então Joãozinho contou-lhe tudo; dizendo também que tinha de levar uma pena do rabo do grinfo; em seguida contou-lhe as perguntas que o encarregaram de fazer, isto é: onde estava a chave da caixa-forte do castelo, perdida há muito anos; num outro castelo estava doente a filha dos castelões e queriam saber o que a poderia curar e, finalmente, no rio próximo dali, havia um barqueiro que precisava transportar todas as pessoas sem nunca descansar, e queria saber o que devia fazer para livrar-se daquilo.

A mulher, então, disse-lhe:

-Meu bom amigo, nenhum cristão pode falar com o Grinfo; ele os detesta e devora todos quanto encontra. Como és um bom rapaz, vou ajudar-te.

Mete-te debaixo da cama e à noite, quando o Grinfo estiver dormindo, estica o braço e arranca-lhe uma pena do rabo; quanto às perguntas, eu as farei e tu ouvirás as respostas.

Joãozinho seguiu os conselhos e escondeu-se debaixo da cama. Pela tardinha, ouviu-se um grande ruído e bater de asas; era o Grinfo que voltava e, assim que entrou no quarto, disse:

– Mulher, estou sentindo cheiro de carne humana.

– Tens razão, – disse a mulher, – hoje esteve um rapaz aqui, mas já se foi embora.

O Pássaro Grinfo contentou-se com essa resposta. Mais ou menos à meia-noite, quando ele roncava sonoramente Joãozinho, com muito cuidado, arrancou-lhe uma pena do rabo. O Grinfo deu um pulo na cama e gritou:
– Mulher, continuo sentindo cheiro de carne humana e parece-me que alguém me puxou o rabo.

– Ora, ora, – disse a mulher, – com certeza sonhaste; eu te contei que esteve aqui um rapaz mas que logo se foi. Ele contou-me uma porção de coisas!

Disse-me que, num castelo distante, perderam a chave da caixa- forte e não conseguem mais encontrá-la!

– Que tontos! – resmungou o Grinfo, – A chave está no depósito de lenha, atrás da porta, em baixo de uma pilha.

– Depois contou-me que noutro castelo há uma moça muito doente e ninguém conhece algum remédio capaz de curá-la.

– Que tolos! – respondeu ele. – Debaixo da escada que vai à adega, há um rato que fez o ninho com os cabelos dela; se conseguir reaver os cabelos, ela ficará curada.

– E, sabes, disse-me ainda que aqui por perto há um rio no qual se encontra um barqueiro que transporta a gente para a outra margem; ele gostaria de saber o que deve fazer para se livrar desse trabalho.

– Que estúpido! – disse o Grifo; – basta que passe o remo para outra pessoa alguém, nunca mais teria de transportar ninguém.

Pela manhã, o Grinfo levantou-se e saiu para os seus afazeres. Então Joãozinho deixou o esconderijo, segurando a pena arrancada do Grinfo; além disso ouvira e guardara na memória o diálogo havido entre a mulher e o Grinfo; esta repetiu-lhe tudo outra vez para que ele não se esquecesse e, depois de agradecer e se despedir gentilmente da mulher, Joãozinho seguiu de volta para o reino.

Tendo chegado à margem do rio, fez-se transportar para o outro lado; depois disse ao homem que, quando viesse alguém, entregasse o remo para ele, assim nunca mais teria de transportar ninguém. O homem agradeceu- lhe muito e perguntou-lhe se queria ser transportado ainda uma vez de um lado para outro, mas Joãozinho não aceitou, dizendo que preferia poupar-lhe aquele trabalho, depois seguiu para diante.

Ao chegar ao castelo onde estava a jovem doente, carregou-a às costas, porque ela não podia andar, e levou-a à adega; descobriu o ninho do rato debaixo da escada e entregou-lho. Pegando os cabelos, ela ficou imediatamente curada e saiu correndo na frente dele pela escada acima, alegre e feliz como nunca. Os pais, radiantes de felicidade, presentearam Joãozinho com uma grande quantidade de ouro, prata e pedras preciosas, dizendo que levasse tudo quanto quisesse.

Ao chegar no castelo seguinte, o rapaz foi diretamente ao depósito de lenha e, atrás da porta, sob uma grande pilha de lenha, encontrou a chave da caixa-forte, que entregou ao dono. Este se alegrou imensamente e deu-lhe tanto ouro quanto lhe era possível carregar, além de muitas outras coisas: vacas, ovelhas, cabras, enfim, tudo o que ele quis.

Assim, quando Joãozinho chegou ao castelo do rei, pai de sua noiva, com toda aquela riqueza e ainda por cima com a pena do Grinfo, o rei perguntou-lhe onde tinha conseguido tudo aquilo.

Joãozinho disse-lhe que o Grinfo dava tudo o que se queria. Então o rei pensou que seria muito bom possuir tanta coisa e resolveu ir ter com o Grinfo.

Pôs-se logo a caminho e, quando chegou ao rio, aconteceu que era justamente a primeira pessoa que aparecia depois de Joãozinho; o barqueiro lhe entregou o remo, assim que chegaram do outro lado do rio, o rei pegou o remo e barqueiro foi embora, deixando que o rei continuasse a navegar para sempre. Alguns dias depois, Joãozinho casou-se com a princesa e tornou-se o rei muito estimado daquele país.

* Jacob e Wilhelm Grimm viveram nesta casa em Steinau, atual Alemanha, de 1791 até 1796 e Jacob Ludwig Carl Grimm, nascido em 4 de janeiro de 1785, era 13 meses mais velho que seu irmão Wilhelm Carl Grimm, que nasceu em 24 de fevereiro de 1786.

Alexandre Campos

Nasceu no dia 06/05/1917. Filho de Agda Pereira Campos e Domingos Gusmão Campos, natural de São Bento/MA. Morou desde sua mocidade até adolescência no povoado Ponta do Lago no município de Peri-Mirim/MA, próximo ao centro da cidade, onde construiu família.

Alexandre nunca esquece de suas viagens para São Bento, todas elas eram a canoa, quem sempre forquilhava era seu pai, Domingos, e amigos da família como: Vicente e Mariano. Em São Bento eles compravam o que necessitavam em sua casa e/ou de vizinhos e familiares.

Não aprendeu a ler e escrever. Sempre trabalhou na lavoura. Casou-se primeiro com Isabel Lima Campos, da união nasceu Jaime Lima Campos. Sua primeira esposa nasceu no Bairro do Portinho, irmã do senhor João Lima. Com o falecimento da esposa, Alexandre casou-se pela segunda vez no dia 23/05/1923 com a senhora Jovanita Silva Pereira, e tiveram 04 filhos.

Moraram por muitos anos no bairro da Liberdade em São Luís, capital do Estado do Maranhão. Quando ficou viúvo pela segunda vez, voltou a morar novamente no povoado Ponta do Lago com dona Raimunda Marcela Silva, natural de São Bento, passaram-se alguns anos, quando ele resolve morar com seu filho mais velho, Jaime Lima, no bairro do Portinho.

Alexandre perdeu seu filho recentemente. Reside ainda na casa de Jaime Lima com sua nora Assunção de Maria Martins Lima, para quem tem um grande afeto e respeito.

Perguntado sobre a origem do bairro do Portinho, Sr. Alexandre contou algo inusitado, diz ele: O bairro do Portinho surgiu por meio do Porto de Pedro de Cota (na rua do senhor René Barros e da Rádio Perimiriense) na qual vinham pessoas de várias localidades vindo de viagem, inclusive de São Bento: desembarcar, embarcar, comprar e vender seus produtos, e também do centro da cidade de Macapá, a barragem que liga o bairro do Portinho ao Centro da cidade não existia naquela época, no inverno era uma grande barreiro. E o pessoal saía e chegava pelo Porto de Pedro de Cota, o portinho. O porto de Zé Queiroz era maior, aí para se procurar as coisas se identificava no portinho – que era o porto pequeno. Portinho existe há muito tempo.

Alexandre sempre se emociona quando se recorda de algumas coisas, no início ficou muito tímido em falar, e disse que não ia dizer nada, mas com o decorrer da conversa, o senhor de 102 anos se expressou muito.

Entrevista realizada por Diêgo Nunes Boaes em março de 2020 e envaida à redação de O Resgate.

Oração da Sexta-feita Santa

Recitada por José dos Santos   aos seus filhos e netos.

Sexta santa, sexta santa, três dias antes da Páscoa desceu o Redentor do mundo, por seus discípulos chamava, um a um dois a dois, três a três se juntavam, depois deles todos juntos Jesus Cristo perguntou: quem por Ele morreria? nenhum lhe respondeu. Como só São João Batista que pediu que nas entranhas.

Quando foi amanhecer, Jesus Cristo caminhou com uma grande cruz nas costa de madeira muita pesada, com uma corda na garganta por onde os judeus puxavam, cada puxão que eles davam, Jesus Cristo ajoelhava, posta de sangue deitava.

Vieram três Marias, uma era Madalena outra Marta sua irmã, outra era a Virgem pura que maior paixão levava, uma lhe enxugava os pés, outra lhe enxugava o rosto, outra arrecadava o sangue dentro do cálice sagrado, todo o homem que beber será bem-aventurado, neste mundo será rei no outro rei coroado.

Quem esta oração rezar três vez na Pascoal e três no carnal, as porta do Paraíso achará, no inferno não irá, quem esta oração rezar um ano e um dia a porta do paraíso aberto acharia no inferno não iria; quem ouvir não aprender e quem souber não ensinar, na hora da sua morte achará quem lhe condene.
Amém