Academia Joanina, um marco na História do município

Por  Marcondes Serra Ribeiro*

Confesso que me encontro deveras ansioso pela chegada do dia 29, quando será criada nossa Academia Joanina de Letras, Ciências e Saberes Culturais. É um sonho que se vai transformando em realidade, sonhado juntamente com outros sonhadores (desculpem-me a tautologia premente) – aquele desejo que se firmou permanentemente em cada um de nós, vivo e constante. Um sonho coletivo, e por isso mesmo bem mais forte, que nos une e motiva-nos para seguir em frente, otimistas, esperançosamente alegres, carregando uma certeza de que estamos construindo um marco em nossas vidas, na história de São João Batista!

Estamos bem otimistas, tentando disciplinar a empolgação, vislumbrando tudo pelo lado bom, concebendo a academia como um lugar de convivência real, amigável e elegantemente pacífica. Um ambiente ameno, onde nos dedicaremos esforçadamente ao usufruto daquilo que nos beneficiará e engrandecerá nossa alma, em forma de projetos contemplativos do crescimento de nossa terra, nas áreas afinadas com os propósitos institucionais – culturais e artísticos – que sejam dignos construtores, mantenedores, resgatadores da memória joanina. Somos conscientes que nossos propósitos não diferem das outras academias, quanto ao aspecto teórico, mas certamente que nosso ânimo fará a diferença no aspecto atitudinal , pois, graças a Deus, compomos um grupo com grandes expoentes, reunidos provavelmente pela saudade dos tempos de mais dedicação, gentileza e delicado amor ao próximo, apego à nossa eclética cultura, com o especial ufanismo que sempre caracterizou a ligação dos bons joaninos à sua querida terra – um sentimento que se mostra em semblante alegre e sincero, funda-se em argumentos extremamente firmes, expressa-se em termos de claro entendimento, pois provém da decisão vocacional em dar mais significância a nossas vidas, transforma-nos em plantadores das sementes dos sonhos mais prósperas , em solo abençoadamente fértil.

Não nos foge a certeza de que precisaremos ser fortes e corajosos para os embates contra as adversidades. Aqueles que se dedicam às artes, à cultura, tantas vezes são confundidos como articuladores apenas de projeção pessoal, mas isto, para nós, é mera consequência daquilo que é bem feito e torna-se agradavelmente digno de sucesso, por isso é que somos dedicados detalhistas, caprichosos artesãos de cada obra. Sabemos que remaremos contra a maré, enfrentaremos desafios terríveis e de toda ordem, mas bem determinados e decididos, seguiremos em frente, como temos seguido até aqui.

Não apenas homenagearemos, reconheceremos nossos valores, nossos expoentes artísticos, profissionais das mais variadas performances, mas também nos lançaremos às pesquisas que nos possibilitem o resgate de uma legião de esquecidos do passado e também do presente, pois muitos valores joaninos estão por aí, espalhados por esse imenso Brasil, desconhecidos de nossa gente, mas expressivos cidadãos de outras plagas, – personagens encantados pelo fenômeno da alma artística, pela dedicação e responsabilidade profissional concedente de grandes conquistas. Sentimo-nos, portanto, com a distinta obrigação de coloca-los em evidência, trazê-los zelosamente ao conhecimento e reconhecimento e proximidade de nossa gente, laureá-los condignamente!

Não poderia deixar de exaltar o especial apreço pela Língua Portuguesa, uma das inspiradoras razões que principiaram e justificam a existência da academia. Muitos de nós são poetas, escritores que se esmeram no trato com as palavras e deliciam-nos com obras requintadamente maviosas. A última flor do lácio inculta e bela, como referenciou Olavo Bilac, é o universo no qual esses confrades e confreiras movem a inspiração e pela qual se integram à comunidade lusófona, constituída de milhões de pessoas espalhadas pelos diferentes continentes, comunicando-se em português , cada povo a seu modo. Vale-nos lembrar o magistral Fernando Pessoa e seu dito: “a minha pátria é a língua portuguesa” e nós estaremos certamente muito inspirados por ele e assim cultuaremos a literatura e os livros e as produções literárias entre nossos conterrâneos.

Amigos, nossa academia está sendo criada com o orgulhoso referencial “a casa de Fran Figueiredo”. Ele foi escolhido para ser patrono da instituição, mas será também a casa de todos os demais patronos, a casa de todos os acadêmicos, mas, acima de tudo será uma realização que orgulhará nossa terra, firmar-se-á como o ambiente do diálogo entre a tradição e a contemporaneidade que esperançosamente dará bons resultados!

Marcondes Serra Ribeiro é natural de São João Batista, Graduação Superior em Língua Portuguesa e Literaturas na instituição de ensino CESB, Trabalhou como Professor de Língua Portuguesa na empresa Área de educação, Trabalhou como Management na empresa Ministério da Saúde.

Bolsista do CNPq é primeira brasileira a ganhar prêmio ligado à Universidade de Oxford

Ana Maria Moura da Silva pesquisadora do Instituto Butantan e bolsista PQ do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é a primeira pessoa do Brasil e a segunda cientista mulher a ser homenageada com o Venoms and Toxins 2021 Awards.

É o prêmio máximo da conferência sobre o assunto, realizada anualmente pelo grupo Toxinology at Oxford, ligado à Universidade de Oxford, na Inglaterra. O reconhecimento foi entregue na quinta-feira (26), durante o Oitavo Encontro Internacional de Toxinologia de Oxford, pelo conjunto da obra.

Fiquei feliz em ter esse reconhecimento. E muito surpresa. Mas o prêmio não é só meu, é dos colegas que me ajudaram também, comemora a pesquisadora, que atua na área de toxinologia desde 1987. Por conta da pandemia do SARS-CoV-2, a conferência foi realizada virtualmente.

Ana Maria tem uma lista extensa de trabalhos ao longo dos quase 40 anos de carreira. Graduada em farmácia em 1981, com mestrado em imunologia pela Universidade de São Paulo (USP) em 1988 e doutorado em microbiologia e imunologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em 1991, Ana Maria conta que a curiosidade pelo mundo a levou para a ciência. “Brinco que cientista é uma criança que não saiu da idade dos porquês. Sempre fui chata de querer saber, de querer conhecer, sempre fui estudiosa. Não é uma coisa que cai do céu, tem que ir atrás, tem que gostar muito”, explica.

Foi graças a esse mundo científico que a pesquisadora conheceu outras línguas e culturas. Em 1985, participou de um treinamento no Japão por um ano, na Universidade de Osaka, e depois ficou quatro anos em Liverpool, até 1995. Lá, fez pós-doutorado em biologia molecular de toxinas na Universidade de Liverpool. “Uma coisa você aprende nos livros, outra coisa você aprende no mundo”, disse ela.

As serpentes e a Amazônia

Ana Maria dedica toda sua formação pessoal ao conhecimento que teve da realidade de muitos colegas de outros países, alguns emergentes. Mas foi no Brasil que uma grande paixão apareceu: a cientista viu na Amazônia, a maior floresta tropical do mundo e região onde mais ocorre acidente ofídico no país, a chance de se aprofundar ainda mais nos estudos de venenos e toxinas.

“Tem várias vertentes para estudar veneno. Uma é estudar veneno para procurar novas drogas, outra, para entender a ecologia da serpente e outra, com que eu mais me identifiquei, era para ajudar no tratamento dos pacientes que sofrem acidentes ofídicos”, diz ela. A pesquisadora partiu para o norte brasileiro e começou a estudar a Bothrops Atrox, nome científico da jararaca-do-norte, responsável por 90% dos acidentes ofídicos na região.

Por anos, Ana Maria estudou os venenos das jararacas de diferentes cidades para avaliar se o soro do Butantan era eficiente. Nessa jornada, passou por municípios como Manaus (AM), Santarém (PA) e Cruzeiro do Sul (AC). “Tem veneno que mata e tem veneno que aleija, depende da quantidade de veneno que a serpente injeta, do local onde ela pica, do tempo que a pessoa demora para chegar ao hospital. O município de Santarém, por exemplo, é gigante e tem soro em apenas dois lugares. Se uma pessoa da comunidade ribeirinha em Tapajós é picada, ela tem que pegar o barco, subir o rio. Em até três horas é possível cuidar da pessoa. Passando disso, começa a complicar a situação”, explica.

Em 2020, a pesquisadora se tornou professora visitante da Universidade Estadual do Amazonas, Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT) e passou a colaborar com grupos internacionais e da Amazônia para abordar aspectos ecológicos e evolutivos das serpentes, eficácia da soroterapia e tratamentos alternativos. “São estudos de evolução da serpente, de como o veneno dela evolui, o que diferencia uma venenosa de uma não venenosa, qual a vantagem de ter adquirido o veneno, as vantagens da mutação. Estudo do veneno é realmente fascinante.” Ana Maria fez uma parceria com hospitais de Manaus para trabalhar com ensaios clínicos, mas com a pandemia os projetos desaceleraram. Ana segue esperançosa de, em breve, retornar ao trabalho de campo.

Ciência para ser compartilhada

A ex-aluna e também pesquisadora do Butantan Maisa Splendore Della Casa elogia a antiga mestra e relembra algumas histórias. “Ela sempre incentivou os alunos que quiseram sair do Brasil. Sempre lutou e proporcionou que isso fosse possível. Eles foram para os Estados Unidos, Austrália, Inglaterra. Ana cria para o mundo, ela dá asas aos alunos.”

Para a pesquisadora, a ciência não tem fronteira, nem muro. “E nesses projetos da Amazônia, tenho como premissa que os alunos sejam de lá. É uma forma de eu devolver o conhecimento”. E o intercâmbio cultural não parou por aí: a professora trouxe muitos alunos do Pará para se formarem em São Paulo.

Ana Maria está no Butantan desde 1981 e foi duas vezes diretora da divisão científica. Com mais de 100 trabalhos publicados e mais de três mil citações em pesquisa, o que realmente deixa a pesquisadora orgulhosa é a formação de pessoas. “Tudo o que fiz foi ótimo, mas formar alunos para continuar fazendo este trabalho é muito mais importante. É o legado que a gente deixa. Aí dá para aposentar com tranquilidade”, brinca.

Amante da natureza desde jovem, Ana Maria já até decidiu o que vai fazer quando chegar a hora desta aposentadoria. “Estou me preparando para fazer fotografia. Ir para o mato sem preocupação de encontrar veneno e sim preocupada com o cenário. Gosto tanto que se alguém me oferecer uma viagem, sem custo, para qualquer lugar do mundo, eu não escolheria Paris. Escolheria a Chapada dos Veadeiros.”

Fonte: https://www.gov.br/cnpq/

OS PESSOA (O “FIO” MUSICAL)

Por Zé Carlos

Atendendo a uma sugestão especialíssima, volto a saga da música pinheirense, temática já abordada em ROSÁRIO & PESSOA: a harmonia perfeita.

Tarefa extremamente agradável, que me levou, um “pouquinho” mais, às minhas RAÍZES, onde pude reafirmar a importância dos PESSOA, para a vida musical de nossa Princesa da Baixada.

Nesse cenário, vamos encontrar, do segundo para o terceiro quartel do século XX, Filipinho Pessoa, que comandou algumas formações musicais, a animar os galantes bailes e a invadir a noite com suas famosas e sensacionais serenatas. Então, o que dizer dos carnavais! Carnavais homéricos, a “endoidecer” a cidade. Lembranças carnavalesca, que despertaram em um saudosista ferrenho, o meu pai Zé Carrinho Pessoa, até o ensaio de uma das músicas da época. “Seu Mané Garrincha, como é que se faz gol / Seu Mané Garrincha, como é que se faz gol / Seu Mané Garrincha, pega a bola e dribla um, dois, três, quatro, cinco, seis / E depois dá de bandeja, pra marcar / Quem faz o gol? É o Pelé”. Eita, lembranças!

Voltemos a Filipinho Pessoa. Um músico pleno, que lia e escrevia partituras, para todos os instrumentos. Verdadeiramente, um mestre, que teve a felicidade de ver-lhe os filhos “trilhando a sua mesma trilha”. Músicos. E que músicos! Fernando, Zé, Raimundo, Inácio, João, Heiter, Isabel (tia Bela, arrasando no violão). A exceção masculina fica por conta de tio Antônio Pessoa, que tocava nenhum instrumento.

Nesse “mergulho” musical, encontrei, como primeira referência, uma “orquestra”, liderada por ele (Filipinho Pessoa), no trombone, junto com Luís de Iria e irmãos. Luís de Iria, no violino; um irmão, que infelizmente não consigo nomear, na bateria; e o outro irmão, , no piston.

Há de se ressalvar que provavelmente houve outras incursões nessa seara. Não consegui outras informações. Assim como aproveitar para já me desculpar se, por ventura, esqueci alguém. Espero que venham contribuições, que possam completar minhas informações e / ou elucidar algumas lacunas apresentadas aqui. A curiosidade, pois, que me consome agora, é saber quem o levou à tamanha maestria.

O certo é que desfeita a formação citada, vovô Filipinho, ainda no trombone, partiu para nova empreitada. Criou a banda Jazz Pinheirense, referência musical a toda a Baixada e influência às gerações seguintes. “Bandaço“, em que contava com a companhia de Bigodinho, no pandeiro; Fernando Pessoa, no banjo; Guadêncio Peocapá, no violino; Heiter Pessoa, na bateria; e José Tomé, no piston. Haja talentos!

Filipinho Pessoa tinha apenas um irmão, Mundico Pessoa. Este não tocava, mas a genética musical fez-se presente em seus descendentes: Geovane Pessoa, no sax, e Álvaro, o genial Caeira, “mestríssimo”, no pandeiro.

Para não ser injusto, necessário se faz ressaltar que nossa querida cidade “acalentou” outros monstros sagrados e respeitados, com quem meu avô conviveu, ora trocando conhecimentos, ora dividindo o palco, como o senhor Hernane Leite, professor de música; a família Soares, composta pelos irmãos Parmenas (saxofone), Arlindo (piston), e Lourenço (não consegui saber o instrumento); mestre Valeriano (violino); Zé Derinho (bateria); Belírio (bateria); Zé de Cristina (cabaça e pandeiro); os meus tios Hamilton, morador da Enseada (banjo) e Benedito do Rosário (saxofone); Zé Chagas (saxofone); Chiquinho Oliveira (saxofone); e os irmãos de Queimadas, liderados por Mundoca, com o seu piston, a assombrar e embalar os pés-de-valsa em nossas festas.

Diante dessa plêiade, pode-se entender o caminho musical, que Pinheiro trilhou. Pena que se perdeu “o fio da meada”. O “fio” musical!

Nota: O Fernando Pessoa da foto é bisneto de Filipinho Pessoa.

Dia Internacional da Não-Violência

O Dia Internacional da Não-Violência foi instituído pela ONU em resolução de 15 de junho de 2007, para marcar a data do nascimento do líder pacifista hindu Mahatma Gandhi.

Para o secretário da ONU, Gandhi mostrou o poder da oposição pacífica à violência e ao ódio. Ele “mostrou como a cooperação pode prevalecer sobre a injustiça e demonstrou o grande valor do Estado de Direito na quebra de ciclos viciosos de vingança”. António Guterres

A violência institucionalizada em nossa sociedade anuncia sua própria continuidade de modo impassível e implacável. Seja no interior dos lares, na convivência escolar, nas ruas e ambientes de convivência múltipla, no relacionamento entre pares, amantes ou familiares de todos os graus, em pleno 2021 ainda lemos, ouvimos, vemos e vivemos situações extremamente violentas.

Mas o que mais assusta neste cenário devastador?

  • As estatísticas mensuradas pelas instituições e organizações de segurança e justiça?
  • Os prontuários que resultam em laudos que comprovam o exercício de violências brutais?
  • A existência de instituições que só operam pela própria violência?
  • As guerras militares, civis, religiosas… ora tão distantes, ora no interior da cidade que vivemos?

São muitas perguntas que surgem diante da primeira, mas todas associam-se ao avanço de uma sociedade que busca responder todos os níveis de violência com mais violência. Por meio desta racionalidade, podemos enxergar com clareza o que precisamos enfrentar pela frente. Embora o mundo finalmente esteja se transformando muito, a violência não vai acabar amanhã… E, pelo andar da carruagem, talvez ao contrário.

Justamente por isso o Dia Internacional da Não Violência deve ser lembrado e discutido, mas de modo algum celebrado – tendo em vista a própria necessidade de existência de uma data como esta. Não haverá o dia em que este tema não precisará ser lembrado, mas é possível sim nos transformar e transformar nossas realidades para que a violência institucionalizada não seja algo tão banal.

Essa data, 02 de outubro, foi escolhida pela ONU por ser o nascimento de um dos maiores porta-vozes da causa, Mahatma Gandhi (1989-1948). Para as Nações Unidas, o exercício da não violência é uma tarefa coletiva, jamais exclusiva aos governos e organizações internacionais:

“A paz pode ser alcançada numa mesa de negociações, mas são as comunidades que a consolidam. A paz começa no coração das pessoas que estão empenhadas em alcançá-la. Cada comunidade, família e pessoa têm um papel determinante a desempenhar na eliminação da violência e para a criação de uma cultura de paz”.

Mas o que a Aventura de Construir tem a ver com este tema? O ponto chave é: nossa missão de desenvolvimento territorial inclusivo envolve uma série de benefícios através do fortalecimento da própria comunidade: melhora na qualidade de vida e saúde familiar, estabilidade escolar dos filhos, desenvolvimento de uma economia circular e de novos negócios, respeito às diversidades, redução das violências e muitos outros aspectos.

Dentre esses elementos supracitados, a questão da redução da violência é um pilar extremamente relevante. Em relação às áreas da periferia da Zona Oeste que atendemos, nota-se que elas não estão entre os bairros mais violentos de acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo. Por mais complicada que seja essa mensuração, a qual pode ser analisada aqui, entendemos que nosso trabalho realizado nos últimos anos, junto com a presença de outras instituições como a ATST e Educar para a Vida, tem efeito positivo sobre as pessoas que vivem nestes territórios.

A Aventura de Construir não é responsável diretamente por este quadro, mas com certeza o é indiretamente, a partir do nosso esforço em formar protagonistas que multipliquem seus aprendizados no interior de suas comunidades e relacionamentos. Hoje, nós ainda não podemos celebrar o Dia Internacional da Não Violência, mas podemos afirmar que colaboramos para que este tema seja discutido e refletido em todos os níveis de nossa sociedade em transformação, em especial com as populações mais vulneráveis. Assim, esperamos contribuir para que a vida das pessoas de baixa renda, as quais são atravessadas por diferentes tipos e graus de violência cotidianamente, possa melhorar e ser fortalecida a partir do protagonismo.

Nós esperamos que esse Dia Internacional da Não Violência, e a vida de Mahatma Gandhi, nos inspire hoje e sempre a colocar em prática uma comunicação não violenta em todos os níveis e aspectos da vida!

30 de janeiro. Dia da Não-Violência | Instituto Bancobrás

Grupo Violes: Dia da Não Violência: 'Um mundo mais sustentável será um mundo mais seguro', afirma chefe da ONU

Fonte: https://aventuradeconstruir.org.br/; https://agenciabrasil.ebc.com.br/; https://brasilescola.uol.com.br/

Por que Outubro Rosa?

Movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, o Outubro Rosa foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade. O INCA — que participa do movimento desde 2010 — promove eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, assim como produz materiais e outros recursos educativos para disseminar informações sobre fatores protetores e detecção precoce do câncer de mama.

Conhecido como o mês da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, o Outubro Rosa é celebrado desde os anos 90. O objetivo da campanha é fornecer informações sobre a doença, promovendo maior acesso aos serviços de diagnóstico.

Todo ano, monumentos são iluminados nos mais diversos tons de rosa com a intenção de expor ao mundo a importância da luta contra o câncer de mama. Isso porque essa doença é considerada uma das responsáveis pelo maior número de mortes de mulheres em todo o mundo.

Sobre o câncer de mama no Maranhão

Segundo a Fundação Antonio Dino, mantenedora do Hospital do Câncer Aldenora Bello, o câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais comum no mundo e o frequente entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), foram estimados mais de 62.280 novos casos de câncer de mama no ano de 2020, no Brasil.

A incidência do câncer de mama tem subido progressivamente nos últimos anos, e já se tornou um importante problema de saúde pública. A taxa de sobrevida em 5 anos após o câncer de mama pode chegar a 89% em países desenvolvidos. Entretanto, essa realidade é bem diferente em países menos desenvolvidos, como o Brasil, reduzindo a sobrevida em 5 anos da população mundial a 61%, devido a dificuldades para o diagnóstico precoce e tratamento adequados. 

Adquira a sua camiseta para a Campanha 2021 do Hospital Aldenora Bello.

Para ajudar a entender mais sobre essa campanha os institutos do câncer de todos o Brasil mantêm campanhas de conscientização! Veja mais sobre o assunto em Instituto Biossance e Instituto Nacional do Câncer.

https://www.inca.gov.br/assuntos/outubro-rosa e https://biossance.com.br/blogs/

Polícia Federal deflagra operação em Imperatriz e mais duas cidades por conta de desvios de recursos da covid-19

A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União, deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 30/09/2021, nas cidades de SANTA LUZIA/MA, BERNARDO DO MEARIM/MA IMPERATRIZ/MA, a Operação VESALIUS, com a finalidade de desarticular grupo criminoso estruturado para promover fraudes licitatórias e irregularidades contratuais no âmbito dos Municípios de Santa Luzia e Bernardo do Mearim, dentre outros, envolvendo recursos públicos federais que seriam utilizados no combate à pandemia da COVID-19.

A investigação teve origem a partir do Relatório sobre os Indícios de Irregularidades nas COMPRAS PÚBLICAS de Insumos e Bens para o combate à Pandemia provocada pela COVID19, no período de 01 de março a 31 de maio de 2020, elaborado pela Central de Operações Estaduais da Secretária da Fazenda do Maranhão (COE/SEFAZ/MA).

Ao todo 28 (vinte e oito) policiais federais e 5 (cinco) servidores da CGU cumpriram as determinações judiciais expedidas pela 2ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Maranhão, que decorreram de representação elaborada pela Polícia Federal.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por dispensa de licitação fora das hipóteses legais (Art. 89, da Lei 8.666/93), peculato (Art. 312, Código Penal) e associação criminosa (Art. 288, Código Penal), com penas que, somadas, podem chegar a 20 anos de prisão.

A denominação “VESALIUS” faz referência ao médico belga Andreas Vesalius, considerado o pai da anatomia moderna que escreveu a primeira referência sobre ventilação mecânica como conhecemos hoje. A simulação de compra investigada teve como objeto o fornecimento de respiradores para atendimento às demandas emergenciais geradas pela Pandemia COVID19.

Avalie o processo eleitoral de 2022:

Pesquisa de Opinião – Brasil 2021 (atlasintel.org)

Fonte: Diego Emir

Justiça suspende exigência do passaporte da vacina na cidade do Rio

Na decisão, o desembargador Paulo Rangel afirma que o passaporte é uma “ditadura sanitária”, faz analogia à escravidão e cita Hitler.

O Tribunal de Justiça do Rio suspendeu a exigência do passaporte da vacina na cidade do Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (29). A decisão do desembargador Paulo Rangel é em caráter liminar.

A suspensão foi solicitada por uma cidadã em um habeas corpus, e o desembargador estendeu para todos os que circulam na cidade do Rio.

Na decisão, Rangel afirmou que o passaporte é uma “ditadura sanitária” e fez analogia à escravidão.

“Se no passado existiu a marcação a ferro e fogo dos escravos e gados através do ferrete ou ferro em brasas hoje é a carteira da vacinação que separa a sociedade. O tempo passa, mas as práticas abusivas, ilegais e retrógradas são as mesmas. O que muda são os personagens e o tempo”

Paulo Rangel, desembargador

COISAS E LOAS XIV – ESPLÊNDIDO REMÉDIO

Por Zé Carlos

Fico imaginando como se comportaria uma criança, da cidade, se voltasse no tempo, para o período de nossa infância. Certamente, tomaria um choque tamanho que, no mínimo, “entraria em parafuso”. Ficaria sem chão. Ou, no baixadês, “estaria sem eira nem beira”.

Acredite. O desespero seria estupidamente grande. Sem Miojo, sem Nutella, sem “iorgute”, sem sorvete, sem chocolate, sem cachorro-quente, sem hambúrguer, sem batata frita, sem Sucrilhos, sem e sem “besteiras”.

Imagino a cara de incredulidade ao se deparar com um “chibé”, também conhecido, Baixada adentro, como carneira, jacuba, pandu ou tiquara. Eita, lembrança! Ainda tenho um cheiro verde na geladeira. Estou mal intencionado.

Mas, voltando ao nosso papo, tal criança inexoravelmente estaria condenada ao jejum. Ou vocês acreditam que partiria para um prato de angu com isca; ou para uma jabiraca esturricada, buscando eliminar as espinhas; ou um café com farinha, “em riba” das três horas da tarde, quando o sol escaldante põe-nos à prova, para confirmar, ou não, a nossa “baixadeirice”; ou para um beiju, no formato de um abano, recheado com amêndoas de côco babaçu?! Ah, beiju! Bendita casa de forno!

As respostas ficarão a critério de cada um, que teve o privilégio de se lambuzar com mangas, bananas, araticuns, tuturubás, mamãos, “camapus”, marias pretinhas, ingás, quiriris, atas, bacuris, laranjas, muricis, anajás, melancias, ananás, cauaçus, jacas, goiabas, tucuns, abricós, sapotis … Frutas. Frutas de verdade. Frutas, que trazemos impregnadas em “nossos sabores e aromas”.

Como poderia ser normal e agradável, chamar o Zé para um LUNCH?! Que bicho seria esse? Em grego ou etrusco?! Nada feito. Agora, que sonoridade perfeita: “MEE-REEN-DAA!” Aí, sim, é o bicho. Até o bicho da goiaba “entrava”. Certamente, por isso, até hoje olho atravessado para um tal de kiwi.

E, nessa perspectiva, a verdadeira comida também seria rejeitada. Peixe, boi, carneiro, bode, pato. Sem falar nas arapucas, o que “não está politicamente correto”; embora “o politicamente incorreto” esteja a se entranhar em todas as esferas sociais. Arrop! Acrescentemos galinha e frango. Galinha e franco, sim. Já vi criança, que na tentativa de ser convencida a comer, sair-se com esta. Não gosto de galinha. Quero é frango. Se for dito que é frango, diz que gosta é de galinha. Haja perspicácia! Haja paciência, de quem cuida!

Agora, o que aconteceria se a criança, da cidade, geralmente frágil, fosse submetida a um tratamento inventado por um amigo de meu pai (do bairro “da Matriz”), ao descobrir que estava hipertenso e acometido de uma sudorese absurda?! Com certeza, “iria à cova”.

Ele, após ser questionado “como estava”, afirmou que já se encontrava melhor, desde que encontrou o meio para acabar com sua doença. Literalmente, palavras dele. “Resolvi armoçá, tod’dia, um cuzidão de carne de bufa, da maçã do peito, e jantá doi’tutano, batido com farinh’seca. Sant’remédio! Já tô ôto. Mi sintino curado”.

Eita, remédio esplêndido! Estou pensando seriamente em me auto medicar!

29/9 – Dia Mundial do Coração

Em 2.019, a Federação Mundial do Coração quer chamar a atenção para a necessidade de conscientizar e incentivar indivíduos, famílias, comunidades e governos para criar uma comunidade global de heróis do coração – pessoas que prometem agir agora para viver mais e melhor no futuro, comprometendo-se a consumir alimentos saudáveis; fazer exercícios físicos; não fumar; controlar os níveis de colesterol.

As doenças cardiovasculares podem afetar o coração e os vasos sanguíneos, destacando-se a doença arterial coronariana, que envolve dor no peito e infarto agudo do miocárdio, sendo esta a maior causa de morbimortalidade no mundo. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil indivíduos por ano sofrem Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), ocorrendo óbito em 30% desses casos.

Os principais fatores de risco para eventos cardiovasculares são: hipertensão, diabetes, dislipidemia (níveis elevados de gordura no sangue), histórico familiar, estresse, tabagismo, obesidade, sedentarismo e doenças da tireoide. O uso de drogas ilícitas, como a cocaína, também pode levar ao infarto agudo do miocárdio. Os jovens devem procurar o cardiologista mais precocemente, objetivando a identificação de qualquer sinal de alerta, enfatizando que o tabagismo pode desenvolver doença coronariana, independente dos demais fatores de risco envolvidos.

Prevenção:

A melhor prevenção é ir ao cardiologista e seguir suas orientações:

– abandonar o sedentarismo, o tabagismo e praticar atividade física, conforme orientação médica;
– fazer trinta minutos de caminhada, pelo menos três vezes por semana, já é benéfico ao coração;
– manter uma alimentação saudável, sem gorduras ou frituras, dando preferência às carnes brancas;
– inserir vegetais, folhas e legumes nas refeições;
– trocar a sobremesa calórica por uma fruta;
– evitar o consumo excessivo de açúcar, massas, pães e alimentos industrializados;
– restringir a ingestão de bebidas alcoólicas.

Fontes: https://bvsms.saude.gov.br/; Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Cardiologia; World Heart Federation

Hoje é o Dia Nacional da Liberdade de Expressão. É proibido proibir!

28 de Setembro – Dia da Liberdade de Expressão!

liberdade de expressão é um direito fundamental consagrado na Constituição Federal de 1988, no capítulo que trata dos Direitos e Garantias fundamentais e funciona como um verdadeiro termômetro no Estado Democrático.

Direito à liberdade de expressão significa a garantia de qualquer indivíduo poder se manifestar, buscar e receber ideias e informações de todos os tipos, com ou sem a intervenção de terceiros. Isto pode acontecer pelas linguagens oral, escrita, artística ou qualquer outro meio de comunicação.

A liberdade de expressão não é um direito absoluto, mas quando houver restrição, ela deve ser baseada em parâmetros claros, estritos e dentro de uma conjuntura definida. A restrição legítima é bem diferente de abuso de poder e ilegalidade.

liberdade de expressão está ligada ao direito de manifestação do pensamento, possibilidade do indivíduo emitir suas opiniões e ideias ou expressar atividades intelectuais, artísticas, científicas e de comunicação, sem interferência ou eventual retaliação do governo.

Fonte: Câmara Federal.