CRIANÇA DIZ CADA UMA! (… ôndi ais pata tomo?!)

Por José Carlos Gonçalves

Há uma fase da criança, que acho fantástica. Logo que ela começa a falar e começa a entender o que acontece ao seu redor; a se defender de nossas neuroses; a curiar tudo aquilo, que não temos a capacidade de responder.

E, muitas vezes, ficamos “apertados”, como bem diz “o cabôco”. Sem saída, sem respostas, sem ação.
Deixo claro que falo da inocência, da criança, pura e sublime, que, em geral, nos recolhe ao silêncio, sem resposta, e nos deixa abatidos, sem chão e sem norte.

Não considero, aqui, a falta de educação, tão em voga, nestes modernosos tempos, resultante da degeneração da família, que “solta” a sua criança, de forma absurdamente irresponsável, ao léu, a desafiar todos, para sofrer só as amarguras da vida, mais tarde. E, de verdade, tenho observado algumas situações críticas em conversas, em filas de supermercados, em shoppings, em salas de aula, em aniversários, em festinhas escolares … Até cansei! Mas, jamais me canso de me revoltar ante o domínio da criança mal formada, a desafiar pais e mães, ausentes, que, com “uns sorrisinhos amarelos”, se perdem em suas irresponsabilidades.

Bom, não é este o real motivo da crônica. Louca explosão! Descambei na “vibe” do texto! Que o desabafo fique como uma revolta minha, em que tenho certeza de que não estou sozinho!

Voltemos! Voltemos! Falemos de situação, como a que passou um velho companheiro de boêmia, que repreendeu a sua “filhinha” de três anos e uma desconcertante resposta recebeu. Isso, depois da “menininha” o olhar com o cinto na mão e o “medir”, da cabeça aos pés, em seu um metro e oitenta. Agarrou-se-lhe às pernas e mandou direto e certeira. “Paizinho, tu é um gigante; eu, só uma piquinininha!” Besta! Que cacetada! Os seus braços ficaram bambos … e o que dizer do coração! Só sei que os olhos fugiram, e um gole seco lhe veio atravessar a garganta. Estava, definitivamente, vencido.

Essa é a inocência maravilhosa! Espetacular! E vitória da perspicácia infantil! Como a de uma criança, que deixou a mãe “incabulada”,diante de um pedido, incompreendido. É importante deixar claro que a mãe “talhava” uma blusa. “Filhinha, traz a tesoura, para eu cortar um dedinho, aqui”. A pergunta veio fulminante, junto com a tesoura e a mãozinha bem aberta. “Qual deles, mãezinha?!”

Já comigo a situação foi mais “difíci”. A curiosidade dos meus cinco anos me levou à ira da mamãe. Vou contar.

O meu avô Antônio do Rosário me chamou e me mandou, à casa de “seu’ Zé de Cristina, comprar banana maçã, que era a fruta de sua preferência. Quando cheguei lá, Cabo Isidoro “estava passando” e, “brincando”, perguntou a “seu” Zé. “Cumpâdi aquêli rapaiz já apareceo?!” “Seu” Zé lhe “respostou”. “Si êli aparecê, vô mandá é êli tomá ôndi ais pata tomo!”

Nunca, nunca, havia escutado essa expressão. Deixei as bananas e “vazei pra casa”. “Us ôios aceso, tinindo di curioso”. “Como um raio”, entrei na cozinha e, também, mandei direto e certeiro para mamãe. “Mãi, u qui é tomá ôndi ais pata tomo?!” Como um verdadeiro “raio”, as patas não tomaram, mas eu “tomei foi” um cascudo, e “bem criado”, na Baixa do Gedeão, acompanhado de “arguns ilugius”. “Piqueno seim vergonha, ôndi foi qui tu aprendeo isso?! Tu aprêndi só u qui num presta!” E outras coisitas mais.

“Foi uma luta danisca, e inglória pra eo ixpricar”. E, o pior, foi ela querer entender. O certo é que ainda passei bom tempo, “incucado” com isso. Tinha medo e vergonha de perguntar a alguém. “Vai qui ‘tomasse” outro ou outros cascudos, né?! Esses, sim, sabia eu que “tomava!”

A SECA NA BAIXADA, O DESAFIO ANCESTRAL

Foi amplamente divulgado pela imprensa que, neste ano de 2023, ocorreu a maior seca dos últimos 10 anos na microrregião da baixada maranhense e causou a morte de milhares de peixes. Para os baixadeiros, esse fato é uma tragédia anunciada e provocou debates sobre a necessidade de construção dos Diques da Baixada, que ajudariam combater os efeitos da seca inclemente.

A ideia é compor uma COMISSÃO para elaborar a pauta para um SEMINÁRIO ou coisa parecida onde técnicos, estudiosos da Baixada e outras instituições públicas e privadas, prefeitos, técnicos do Governo, principalmente da área de infraestrutura, meio ambiente, etc. Nesse sentido, o presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), Expedito Morais, compilou as sugestões abaixo:
  1. As ideias e ações discutidas e implementadas até agora no território da Baixada não foram suficientes para evitar tragédias como essas. Até porque, são intervenções (obras) localizadas e normalmente sem uma metodologia construtiva adequada;
  2. Não existe até a presente data consenso entre os baixadeiros, técnicos, estudiosos e poderes públicos  sobre os tipos de ações possíveis de serem  implementadas  e capazes de corrigir estes ciclos de escassez de água ou de excesso;
  3. Os DIQUES DA BAIXADA,   BARRAGENS DE ENSEADAS, AÇUDES, TAPAGENS – como alguns pensam, não serão a solução que a Baixada necessita. São de fundamental importância como parte de um conjunto de intervenção que provavelmente pode e deve acontecer;
  4. Não vamos encontrar a forma de superar este ancestral desafio se não formos capazes de envolver todos os atores numa elevada discussão técnica, científica, para definirmos um Plano de ações concretas, razoáveis e possíveis;
  5. Esta PRESIDÊNCIA está disposta a organizar este debate em ambiente apropriado e presencial. Não é possível tal discussão via WhatsApp;
  6. Vamos formar uma comissão Organizadora e
  7. O GOVERNADOR BRANDÃO quer saber o quê, como e quando podem ser feitas essas obras. Em conversa com EDUARDO e outros, demonstrou sua preocupação. Então, vamos às soluções. Será nossa grande oportunidade.
Expedito Moraes
Presidente do FDBM

Diques da Baixada na ponta da língua

Por Alexandre Abreu

A fim de dirimir eventuais dúvidas acerca da importância do projeto Diques da Baixada Maranhense, Alexandre Abreu, engenheiro civil e membro destacado do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, escreveu este esclarecedor artigo.

O projeto Diques da Baixada prevê a construção de 71 quilômetros de diques, abrangendo os municípios de Viana, Matinha, São João Batista, São Vicente Férrer, Cajapió, São Bento e Bacurituba. A obra consiste em um sistema de diques e vertedouros, em sentido paralelo à margem da baía de São Marcos. Quem conhece bem a realidade social da Baixada sabe do grande alcance social e do impacto positivo desse projeto para a nossa microrregião. Sem exagero, ele representa a redenção dos municípios abrangidos, com melhoria imediata no IDH da população rural beneficiada.

Os objetivos fundamentais do Sistema de Diques da Baixada são: a) proteção das áreas baixas contra a entrada de água salgada pelos igarapés, decorrente das variações da maré, protegendo assim os ecossistemas e os mananciais de água dessa região; b) contenção e armazenamento de água doce nos campos naturais durante a estação chuvosa, retardando assim o escoamento para o mar, sem alterar, no entanto, as cotas máximas naturais de inundação; e c) aumentar a oferta da disponibilidade hídrica em boas condições durante o ano, para usos múltiplos.

O material a ser usado nessa construção é basicamente barro do campo que será retirado ao longo do caminhamento da construção. Serão utilizados também a piçarra para a crista da barragem e o concreto para a construção dos vertedouros.

Serão construídos 23 vertedouros que permitirão o controle da lamina d´água, bem como a velocidade do escoamento das águas do campo. Com a retirada do material ao longo da construção para a execução dos diques, será criado um canal de aproximadamente 1,5m de profundidade e largura variando de 30 a 40m, que acompanhará toda a extensão da construção, permitindo o tráfego de pequenas embarcações (canoas etc) além de servir como reservatório de água doce, propiciando a pesca de peixes nativos durante todo o ano.

Os campos da Baixada não ficarão permanentemente cheios. O ciclo existente hoje será preservado, os campos continuarão possuindo a época da cheia e a época de seca, apenas o ciclo de cheia se prolongará por mais tempo beneficiando toda a região.

Com a construção dos diques, o SEBRAE pretende desenvolver arranjos produtivos para favorecer a agricultura familiar, pecuária, piscicultura, pequenas criações, além de inúmeras outras oportunidades para melhorar a vida dos moradores que serão diretamente beneficiados.

Veja maiores informações sobre o Projeto Diques da Baixada.

“TESOS E ENSEDAS” E OS DESAFIOS DA BAIXADA

Por Expedito Moraes

A Baixada Maranhense corresponde à região do entorno do Golfão, caracterizada por relevo plano a suavemente ondulado contendo extensas áreas rebaixadas que são alagadas durante o período chuvoso, dando origem a extensos lagos interligados por um sistema de drenagem com canais divagantes, associados aos baixos cursos dos rios Mearim, Pindaré e Pericumã.

Constitui um ambiente rebaixado, de formação sedimentar recente, ponteado de relevos residuais, formando outeiros e superfícies tabulares cujas bordas decaem em colinas de declividades variadas. Os lagos transbordam durante o período chuvoso e servem como vias de comunicação entre as cidades e os povoados, substituindo parcialmente as estradas. Durante o período seco, o cenário hídrico transforma-se em grandes extensões de campos ressequidos. O desafio é encontrar uma situação de equilíbrio nesta região que poderá ser muito rica. Uma delas seria a ligação entre os “TESOS” atravessando as imensas “ENSEADAS”.

Postado em 2013. Fonte: https://fdbm.org.br/tesos-e-ensedas-e-os-desafios-da-baixada/

José vivia na graça

Por Ana Creusa

O apoio das leis da natureza é o estado de graça. (Deepak Chopra).

Banho tomado. Barba feita. Perfume exalando. Lá estava ele, pronto para mais um baile, em que fora formalmente convidado[1]  pelo dono da casa.

Sentindo um leve remorso, por deixar seu irmão João Pedro em casa e, por cima, ainda ardendo em febre, apesar dos chás que lhe preparava a irmã Maria Santos.

Papai falava com tio João Pedro:

– Acho que não devo ir, e se você não melhorar?

– Já estou melhor, Zé, repetia o irmão enfermo.

Papai percebia que aquelas palavras eram apenas para que ele pudesse ir ao baile em paz.

Papai colocava a mão no pescoço do irmão e nada de a febre aliviar, estava igual brasa. Parecia até que a temperatura havia aumentado.

Mas afinal, o que ele poderia fazer? Maria estava cuidando do irmão. Poderia sim, ir ao baile tranquilamente.

Era inverno. Acondicionou sua roupa bem passada em uma caiambuca[2] e saiu, sempre conversando com o irmão que repetia:

– Vai, Zé, eu já estou melhor.

Na saída da casa na Jurema[3] existia um palmeiral[4] que se movia com a ação do vento, fazendo um barulho assustador.

Papai saiu em meio àquelas palmeiras. Logo percebeu que um temporal se avizinhava. Tinha a sensação de que as árvores cairiam naquela hora.

Voltou para casa correndo para que aquela situação melhorasse.

Conversou com o irmão enfermo que estava sentado na rede de dormir. Não chegou a chover. Era apenas uma ventania.

Na terceira vez que saiu de casa para ir à festa, novamente a tempestade se formou e José voltou para casa. No caminho de volta decidiu que não iria mais àquela festa, que não deveria mais insistir. Quem sabe o seu irmão pudesse piorar.

Naquela festa no Povoado de Poções o seu grande amigo Raimundo de Genoveva que atendia pela algunha de Raimundo Lagarto[5] foi duramente espancado, sofreu açoites de cassete e facão. Ficou muito doente e, dias depois, veio a óbito.

A conversa no dia seguinte era que os inimigos de Raimundo Lagarto iriam primeiro matar José Santos, para que o caminho ficasse livre para eles poderem matar seu amigo.

José Santos sabendo dessa história, não teve dúvidas: todos aqueles eventos, doença do irmão e tempestade, o livraram da morte naquele dia.

Sempre pensava como teriam ficado seus irmãos se ele fosse assassinado? Com essa experiência, ele jamais insistia. Seguia sua intuição, que ele tinha certeza de que vinha de Deus.

Papai tinha o hábito de não insistir, não teimar, não “forçar a barra”, viva na Graça. Cultivava a sua intuição.

Não raro, formávamos uma viagem, arrumávamos tudo e quase na saída, ele dizia:

– Eu não vou mais.

– Como assim? Já estamos prontos, já compramos a passagem!

Ele repetia:

– Eu não vou mais.

Os habituados àquela situação nem mais instigavam. Alguns queriam explicação:

– Por que o senhor não vai mais?

Ele não explicava, apenas desistia e procurava concentrar-se em outra coisa. Viagem desfeita. Negócio inconcluso.

Assim vivia meu pai: na Graça. Surfava na onda. Deixa a vida o levar. Sem pressa. Obedecia aos comandos da sua intuição e ponto final.

Ele contava a origem desse comportamento que ele definia como obediência a Deus. Foi exatamente no dia da festa em que seu irmão João Pedro estava doente e seu amigo foi morto que, após vários sinais, ele resolveu entender que não era para ele comparecer àquela festa em que estava preparado o seu assassinato.


Para mais detalhes sobre o personagem principal desta história, leia a Biografia de José dos Santos.

[1] O convite para os bailes era requisito essencial.

[2] Era costume à época acondicionar roupas em caiambuca para proteger da chuva.

[3] Refere-se ao Sítio Jurema no Povoado Cametá (ou Cametal) onde residia José Santos e seus irmãos.

[4] Área que possuía muitas palmeiras de babaçu antigas, por isso, eram bem altas.

[5] Eu havia esquecido o nome do amigo de papai, tio João Pedro confirmou o nome Raimundo de Genoveva era irmão de Dionísio.

João Pedro dos Santos

Nasceu em Peri-Mirim/MA, em 19 de dezembro de 1927. Filho de Antônio Almeida e de Ricardina Santos.  É o único dos guerreiros da Jurema que ainda está entre nós. Seus irmãos são Maria; Zoelzila; José; Alípio; Antônio; Izidório e Manoel.

João Pedro tem o nome do pai do seu avô materno. Após a morte de sua mãe, ele era o homem de confiança de José dos Santos, com quem dividia o trabalho que possibilitava a subsistência da família. Ele também era exímio lutador, sempre sob a supervisão do irmão.

Estudou no Feijoal, com a professora Nasaré Serra.

Aos 22 anos partiu para São Luís, capital do Estado, em busca de uma vida melhor, trabalhou no Café Paulista, que ficava na esquina da Rua de Santana. Ele se encarregava de levar café torrado para a Rede Ferroviária Federal que ficava na Praia Grande. Morava em quartos alugados. Depois trabalhou na fábrica do Sabão Martins e depois no escritório da Petrobrás.

Retornou para Peri-Mirim, mas não demorou. Voltou a São Luís e de lá para Coelho Neto, a convite do amigo Raimundo Baleia. A viagem era longa e cansativa, por via férrea até Caxias.

Em Coelho Neto, casou-se em 18/08/1959 com a bela jovem Liseneide, com quem teve dezesseis filhos, dos quais treze estão vivos.

Da união nasceram: Manoel Bastos dos Santos (in memoriam); Francisco das Chagas Bastos dos Santos; Íris Ricardina dos Santos Lima; Sueli Bastos dos Santos (in memoriam); João Bastos dos Santos; Maria do Socorro Bastos dos Santos; Iranilda Bastos de Paula; Renato Bastos dos Santos; Reginaldo Bastos dos Santos; Marisa Bastos dos Santos Magalhães; Maria José Bastos dos Santos; Raimunda Bastos dos Santos; José Mário Bastos dos Santos; João Paulo Bastos dos Santos (in memoriam); Raquel Bastos dos Santos e Ivanice Bastos dos Santos.

A força de João Pedro está na limpidez do seu caráter; na originalidade de sua alma; na personalidade dividida entre o bom humor e a inteligência ímpares.

Vejam os alunos da Baixada que foram premiados no Concurso Literário de Crônicas promovido pelo TCE

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) e o Instituto de Educação do Maranhão (IEMA) realizaram nesta quinta-feira (14), na sede do IEMA, a premiação dos vencedores do Concurso Literário de Crônicas, que em sua primeira edição teve como tema “Corrupção: ação do presente que reflete no futuro”. Apoiado pela Rede de Controle da Gestão Pública no Maranhão, a iniciativa é alusiva ao Dia Internacional Contra a Corrupção, celebrado no dia 9 de dezembro.

Foram premiados, em ordem de classificação, os alunos Ana Caroline Almeida Lopes (Centro/São Luís); Lavínia Silva Marques (Tutóia); Ana Paula Ferreira Saraiva (São Vicente de Ferrer); Millena Cristina De Oliveira Leonardo (Tutoia); Ellen Caroline Pereira Nunes (Viana); Deiwison Hick Morais Serra (Viana); Alícia Ester Bezerra Ferreira (Centro/São Luís); Arthur Serejo Araujo (Bacelar Portela); Emelly Sayury dos Santos Mendonça (Bacelar Portela) e Rogério Araújo da Conceição (Vargem Grande).

O certame foi promovido com o objetivo de promover o pleno exercício da cidadania, por meio do convite aos alunos dos 34 IEMAs Plenos, que foram estimulados a redigir crônicas com foco na conscientização sobre a corrupção, dentro de um processo de formação de cidadãos informados, éticos e engajados, com a capacidade de refletir sobre questões sociais complexas e promover mudanças positivas em suas comunidades.

Os organizadores do concurso destacam ainda a intenção de promover o pleno exercício da cidadania, compreendendo o equilíbrio entre direitos e deveres em uma comunidade socio e politicamente articulada, além de fortalecer relações humanas pautadas nas garantias constitucionais, incluindo a compreensão do papel da Administração Pública no preparo do indivíduo para o exercício de suas funções sociais.

Prestigiado por dezenas de estudantes do Instituto, o evento contou com a participação, do secretário de Fiscalização do TCE, Fábio Alex de Melo; do superintende da CGU-MA, José Antônio de Carvalho Freitas; do diretor-geral do Tribunal de Justiça (TJMA), Carlos Anderson dos Santos Ferreira; do secretário do Tribunal de Contas da União (do TCU) no Maranhão, Leandro Alberto Brito de Fonseca; e do conselheiro do TCE, Washington de Oliveira, além da diretora-geral do IEMA, Cricielle Muniz e da diretora pedagógica do Instituto.

Depois das falas dos representantes de cada órgão presente, que procuraram dar uma visão básica do papel de suas instituições no combate e prevenção da corrupção, e da função da Educação não somente na formação técnica, mas na consolidação de uma cultura anticorrupção, o grande momento: a entrega dos certificados aos vencedores do concurso. Os três primeiros colocados, além dos certificados, receberam, respectivamente, um tablet de última geração, um Iphone e um smarthphone.

Para a diretora-geral do IEMA, Cricielle Muniz, a festa de premiação é o coroamento de uma inciativa voltada para ao fortalecimento da consciência política e cidadã de estudantes de todo o estado. “Foram 240 textos de estudantes de todas as unidades do IEMA nesse processo de mobilização contra a corrupção, de uma grande tomada da consciência que extrapola as fronteiras da escola para a sociedade”, avalia.

O Dia Internacional contra a Corrupção é uma referência à assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, ocorrida na cidade mexicana de Mérida. A proposta de criação do Dia Internacional contra a Corrupção foi apresentada pela delegação brasileira à época da votação da Convenção. Foi nesse dia, no ano de 2003, que mais de 110 países assinaram a Convenção, entre eles o Brasil.

TCE/MA poderá ter pela primeira vez uma mulher na sua composição; Brandão indicou Flávia Gonzalez

Após quase 80 anos de história, o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão terá sua primeira mulher na composição do pleno. O governador do Maranhão, Carlos Brandão, do PSB, indicou, através de ofício enviado à Assembleia Legislativa, a procuradora de contas Flávia Gonzalez Leite para ocupar a vaga de conselheira no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).

O anúncio foi feito pela presidente da Casa, Iracema Vale, durante sessão plenária realizada na manhã desta quinta-feira, 14.

Após a leitura da indicação do governador, Iracema Vale editou a Resolução Administrativa nº 1271 de 2023, onde determina a publicação do ofício no Diário Oficial da Casa, formalizando a indicação da procuradora Flávia Gonzalez Leite. Além disso, foi constituída uma comissão especial composta pelos deputados Roberto Costa, Rafael, David Brandão, Ricardo Rios e Erick Costa. Essa comissão terá a responsabilidade de analisar e emitir parecer sobre o nome indicado pelo governador.

Para realizar a avaliação da indicação do governador, será realizada uma sessão extraordinária na próxima terça-feira, dia 19 de dezembro, após a sessão ordinária.

Flávia Gonzalez poderá exercer a função até 2055, permanecendo por 32 anos.

Perfil da Procuradora Flávia Gonzalez Leite:

Procuradora de Contas junto ao TCE-MA;
Graduada pela Universidade Federal do Maranhão;
Pós-graduada em Direito Processual Civil e Direito Constitucional pela Faculdade Cândido Mendes;
Professora Convidada da Escola Superior de Controle Externo do Maranhão;
Ex-Diretora Adjunta da Associação Nacional do Ministério Público de Contas – AMPCON;
Ex-Advogada da União e Procuradora do Estado do Maranhão;
Aprovada nos concursos da Defensoria Pública do Estado do MA (2003) e da AGU – Procurador da Fazenda Nacional (2004).

A indicação de Flávia Gonzalez Leite para o cargo de conselheira no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão representa um passo significativo no cenário do controle externo, levando em consideração sua experiência e qualificações. A comissão especial terá a responsabilidade de avaliar detalhadamente o perfil e as contribuições que a procuradora poderá oferecer ao TCE-MA.

*Com informações da Folha do Maranhão.

Criança de apenas 7 anos dá palestra em curso de universidade federal

Citando Darcy Ribeiro, a criança afirma que: “a crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto”.

Com uma mente que vai muito além da idade, Álvaro Siqueira de Melo é um craque no mundo virtual, e já criou até um jogo, em que ele é o protagonista.

Um menino, de apenas sete anos de idade, deu uma palestra, nesta sexta-feira (8), no curso de pedagogia da Universidade Federal Fluminense (UFF). Nascido na comunidade do Complexo da Maré, ele é considerado por especialistas bem acima da média. A criança já tem até certificado de uma das instituições de ensino mais importantes do mundo.

Com uma mente que vai muito além da idade, Álvaro Siqueira de Melo é um craque no mundo virtual, e já criou até um jogo, em que ele é o protagonista. Para vencer, o jogador precisa evitar os tiros perto de uma escola – um problema recorrente na rotina do menino.

“Ganhar o jogo é só clicar nas balinhas de tiro, não precisa nem clicar, só passar o mouse em cima e também nos brinquedos e fazer o Super Alvinho andar”, conta o garoto.

Álvaro mora no complexo de favelas da Maré, no zona norte do Rio, dominada por milicianos e traficantes, a região é uma das mais violentas da cidade. Apesar das dificuldades, Álvaro foi avaliado como uma criança com inteligência acima do normal. Ele mostra com orgulho o diploma do curso on-line, em inglês, que fez na universidade norte-americana de Harvard, uma das mais renomadas do mundo. 

Apesar de ainda ser muito jovem, Álvaro já tem planos ousados para o futuro. Ele pretende continuar estudando e projetar robôs para serem usados nas lavouras brasileiras.

“Eu falei desde pequeno que queria construir um robô e ainda não desisti. Tipo, eles trabalharem para regar as flores, também as árvores de frutos”, conta.

A mãe conta que o menino demonstrou muito cedo o interesse em se desenvolver, e o maior desafio é encontrar escolas preparadas para receber alunos como ele.

“Ele se apaixonou pela vida no campo quando fomos visitar a minha família em Minas, se encantou pela vida no campo e quer unir a paixão que ele tem pelos robôs, pela programação, com o agro”, diz a mãe, Priscila de Melo.

Na palestra o garoto recebeu os aplausos dos adultos, que já reconhecem um futuro de sucesso para o Super Alvinho. 

“E para encerrar, eu vou dizer a fala do Darcy Ribeiro: a crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto”, afirmou o garoto de sete anos.

Fonte: https://www.google.com/ e SBT.

DIQUES E BARRAGENS NA BAIXADA MARANHENSE

Por Expedito Moraes

Primeiro capitulo

Ontem (08/12/2023), o Jornal Nacional divulgou uma matéria que enfatizava as mazelas provocadas pela seca nos campos da Baixada. Na matéria aparece, em destaque, os campos “esturricados”, principalmente, do município de Bacurituba.

Por volta de 2013 a 2015 tive o oportunidade de conhecer melhor as questões mais emblemáticas da região da Baixada e Litoral Ocidental. Nesse período, como Secretário Adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo do Estado (Sedes), coordenei uma equipe que acreditava que as Barragens de Enseadas eram capazes de minimizar muito a calamidade causada pela seca.

Os campos que hoje estão esturricados, há seis meses estavam alagados ou submersos. Precisamos entender a diferença entre os Diques da Baixada e as Barragens de Enseadas e outros tipos de acumuladores de água.

Os DIQUES da BAIXADA, têm como principal função evitar o avanço de água salgada nos campos que margeiam a Baía de São Marcos ou que adentram pelos igarapés, principalmente no verão nas fases de lua cheia e nova.

A permanência de água doce, proveniente do período chuvoso, entre os aterros do dique e o campo não permanece o verão todo; em condições normais de médio inverno e média seca, nos meses de agosto para a frente já terá sofrido um abaixamento grande causado pela evaporação e percolação do solo. Poucos lugares ficarão com água acumulada até o inverno seguinte.

Porém, já existem inúmeras barragens de enseadas, açudes, diques de produção (réplica das valas de 12X200 metros que deu certo em ANAJATUBA), e outros tipos de acumuladores de água artificiais e lagoas naturais que minimizaram, ao longo desses anos, um pouco a extrema carência de água e pescado.

Como vimos, ontem na matéria jornalística, em Bacurituba, mesmo no meio dos torrões e capim seco, ainda, permanecia água e lama em alguns açudes, onde o gado mata a sede, mas morre atolado.

Conheci muito bem esse lugar, caminhando a pé na companhia do saudoso Xisto, então, prefeito do Município. Era um entusiasta deste tipo de prevenção.

Definimos uns cinco locais que o Estado do Maranhão, com recurso do BNDES deveria intervir, para construir 3 barragens de um teso a outro e duas seriam restauração e adequação.

Durante, aqueles 2 anos, fizemos levantamento de aproximadamente 100 locais possíveis deste tipo de intervenção. No final do Governo de Arnaldo Melo, os técnicos terceirizados do BNDES, engenheiros e assistentes sociais da Sedes deixaram aprovados recursos suficientes para construir mais de 50 barragens, inclusive Maria Rita. Ocorre, que no governo seguinte tinha gente que não via esse tipo de empreendimento capaz de trazer os benefícios esperados.

 

 

 

 

Fotos G1 e Jornal O Imparcial.