SEXTA AÇÃO DE GRAÇAS NA JUREMA

No dia 14 de outubro de 2023 foi realizada a VI Ação de Graças na Jurema. José dos Santos  idealizou que, uma vez por ano, fosse feita uma reunião na Comunidade de Cametá, na casa que construiu para homenagear a sua mãe, para que todos se reunissem para celebrar a união e gratidão pelas pessoas do lugar.

José faleceu antes que fosse realizada a 1.ª Ação de Graças que idealizou para que fosse realizado todo ano no último sábado do mês de julho. No dia 29 de julho de 2017 foi realizada a 1.ª Ação de Graças na Jurema; a 2.ª Ação de Graças 28 de julho de 2018; a 3.ª em 27 de julho de 2019;  em 2020 não houve devido a Pandemia da Covid-19; a 4.ª em 20 de novembro de 2021; a 5ª em 19 de novembro de 2022 e a 6ª em 14 de outubro de 2023.

José dos Santos era um líder, um educador nato, possuidor de uma inteligência ímpar, um homem digno, que mereceu entrar para a imortalidade ao ser escolhido para ser um dos patronos da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense, para que sua história seja contada às futuras gerações – foi um homem exemplar, motivo de orgulho para toda a sua descendência.

José dos Santos sempre pregou a União, vivia na graça, era um Homem Feliz, faleceu no dia 25 de fevereiro de 2017, aos 95 (noventa e cinco) anos, em São Luís, onde está sepultado juntamente com seu filho mais novo, Carlos Magno.

O CANGACEIRO TITO SILVA

Autor Manoel Braga

Tito Silva era filho de Wenceslau Silva, que por sua vez era filho de João Silva. Todos eles nasceram na localidade Ilha do Veado pertencente ao hoje município de Peri-Mirim. Contam que Wenceslau passou 1 ano dormindo no cemitério do Souza na Malhada dos Pretos após ter cometido um assassinato.

O crime se deu por causa de uma brincadeira muito comum tempos atrás na Baixada. Era chamada de Serra. Consistia em fazer um ritual fúnebre de uma pessoa idosa que por ventura existisse na comunidade. Era um pouco macabro. Era feita a leitura de um suposto testamento do idoso em que suas coisas eram deixadas para os vivos.

Esse ritual era realizado tarde da noite acompanhado de muita zoada. Todo velho morria de medo de ser serrado. Tinha um instrumento confeccionado especialmente para essas ocasiões chamado de corrupião. Constituía-se de um pedaço de madeira onde era enfiado um fio que a pessoa segurava e rolava sobre a cabeça o que causava um barulho ensurdecedor. Muitas pessoas participavam da brincadeira.

Tinha uns que batiam em lata. Outros imitavam animais. Principalmente o acauã (rasga mortalha). Nesse ritual, o bode era muito comum também. Este geralmente se roçava na parede da casa feita de pindoba para criar o clima de despedida do idoso.

Uma determinada noite a “canalha” resolveu que era chegado o dia de rocar seu João Silva que já estava bem velho. Estava no ponto de ser serrado. Era tarde da noite, estava na hora de começar o ritual. Fizeram zoada. Leram o testamento. Distribuíram as coisas de seu João. Teve um que subiu em uma árvore e começou a imitar o rasga mortalha.

Seu Wenceslau, pai de Tito Silva, muito brabo pegou uma espingarda, esperou o rasga mortalha piar e largou chumbo. Foi só um tiro. O cabra caiu durinho. Acabou a brincadeira. A brincadeira acabou mesmo. Não fizeram mais esse ritual. Mandaram prender seu Wenceslau. Ele para não ser encontrado durante o dia se escondia no mato. À noite vinha dormir no cemitério onde sabia que não iam procurar por ele. E assim ele escapou muito tempo da prisão.

O primeiro prefeito de Bequimão, que nesse tempo ainda chamado de Santo Antônio e Almas foi o capitão José Mariano Gomes de Castro. Era um grande proprietário de terras, fazendeiro, comerciante e delegado. Certa ocasião o prefeito que, também, era o delegado mandou prender Tito Silva acusado de roubo de gado.

Durante a prisão, o denunciado foi muito torturado. Para completar, o delegado trouxe a mulher dele e na frente de Tito foi humilhada, teve suas vestes rasgadas e sofreu abuso sexual. Tito ficou injuriado. Prometeu que se vingaria.

Tito foi enviado para cumprir sentença na fazenda do senhor Antonio Sousa que era grande proprietário de terras na Tijuca. Tito ficou por lá um certo tempo, mas sempre esperando uma oportunidade para fugir. Durante esse tempo ele apresentou um bom comportamento. Ficou de confiança do fazendeiro.

Até que um dia o senhor Antonio chegou de viagem, apeou do cavalo e o entregou para Tito lavar e dá de comer. Era tudo que Tito tanto esperava. Tito aproveitou a oportunidade e deu no pé. Foi embora para o sertão.

Depois de um certo tempo ele voltou, já com um bando formado. Chegou à propriedade de seu Antonio num dia em que ele tinha encomendado uma missa. Tito com seu bando acabaram a festa. Fizeram zoada, deu tiro para cima e em todas as direções.

Dizem que o padre ficou tão assustado que se jogou do segundo pavimento da casa, só não morreu porque caiu dentro de um depósito de melaço. A mãe de seu Antonio, uma idosa, quase morre de susto. Contam que uma bala perdida pegou em uma garota que ficou se contorcendo de dor. Tito vendo aquilo pegou o seu punhal e enfiou na criança acabando com a sua agonia.

Depois dessa confusão toda que ele causou na casa do senhor Antonio Sousa, ele rumou para Bequimão para consumar sua vingança. Chegando lá, ele localizou o Coronel José de Castro. Ele o prendeu. Torturou o quanto pode. Furou os olhos e o castrou. Por último cortou as orelhas que levou para mostrar para a mulher como prova da sua vingança.

No final ele perguntou ao Coronel: – sabe o que vim fazer? – Eu vim te matar. O coronel era homem duro disse para Tito: – homem se mata, não se maltrata. Nisso um dos homens de Tito, achando que o vexame do coronel já tinha sido muito deu um tiro e acabou com o sofrimento do velho.

Depois de consumada a vingança, os homens de Tito se dispersaram. Tito acabou sendo preso. Foi enviado para cumprir pena em uma fazenda do governador do estado que na época era Magalhães de Almeida e que tinha como vice Marcelino Machado. Dizem que os dois mantinham uma relação homo afetiva. Tito estava bem por lá. Bom comportamento e tudo.

Um certo dia, para azar de Tito ele viu os dois se amando. Tito se escondeu. Mas eles ficaram com a dúvida se Tito tinha olhado ou não. Eles tinham medo que a relação deles viesse a público acabando com a trajetória política deles.

Um dia, eles chamaram Tito e perguntaram o que ele tinha visto. Ele disse que não tinha visto nada. Mas eles não acreditaram. Eles botaram Tito para cavar um poço. Quando já estava com uma certa fundura eles perguntaram ao Tito: – tu sabe o que tu tá fazendo e ele respondeu: – estou cavando a minha sepultura. Então, deram-lhe um tiro e o enterraram. E assim acabou a trajetória de vida violenta que Tito levou.

Nota do Autor: Parte desta história deve ser tratada como lenda, pois, baseou-se em ditos dos mais antigos. Sabe-se que pessoas como Tito Silva têm em torno de si muitos mistérios.


Sobre a foto destacada:  Na legenda da foto do livro Adagas & Punhais do irmão @antonioguimaraes355 está: “Cartão fotográfico emitido pelo retratista Joaquim Moura Quinou. Foto em gelatina e prata. Retrato do cangaceiro Tito Silva na cadeia pública de São Luís-MA, pouco antes de ser transferido para o Aprendizado Agrícola Christiano Cruz”. Acervo Antonio Guimarães. Querem programa sobre ele? Eu já queria um filme! Sua história é espetacular. Saiam da bolha, o assunto cangaço é muito maior que o ciclo LAMPIÔNICO.

Alinhamento de Ações entre o Fórum da Baixada e a Superintendência da Agricultura no Maranhão

O Fórum da Baixada continua na sua trajetória de luta para minimizar os efeitos da seca que, historicamente, castiga a microrregião que ostenta um dos maiores índices do pobreza do Brasil, com essa finalidade, reuniu-se no dia 18 de janeiro do ano de 2024, na sede da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária – SFA/MA, com o Superintendente  Wellington Reis Sousa e sua equipe.

Inicialmente, os representantes do Fórum da Baixada relataram os problemas sazonais de seca e alagamento enfrentados pelas comunidades locais e a necessidade de implantação de planos de enfrentamento destes problemas, visando o desenvolvimento econômico e social da região.

Também foi informado sobre projetos de dragagem em igarapés e um estudo realizado em 2018 que identificou 103 pontos favoráveis para barragem da água da chuva. Houve uma apresentação geral sobre as ações da Divisão de Desenvolvimento Rural, acerca dos Planos: ABC+; Amazônia Sustentável; Agro Nordeste e Indicação Geográfica.

Encaminhamentos: 1) Envio de apresentação das atividades desenvolvidas pelo Fórum da Baixada; 2) Incluir o Fórum da Baixada nos programas ABC+ e Amazônia Sustentável e Agendar reunião para apresentação detalhada dos programas desenvolvidos pela Divisão de Desenvolvimento Rural.

Participaram da Reunião: Wellington Reis, Dario Erre Rodrigues, Ana Isabela Lima Ribeiro e Letícia Raquel Silva Sousa, pela SFA/MA; Expedito Nunes Moraes e Antônio Lobato Valente, pelo FDBM.

O FDBM encaminhou Ofício ao Sr. Superintendente, acompanhado do Portifólio das principais ações desenvolvidas pela Instituição, solicitando parceria com a Superintendência. Posteriormente, a SFA/MA marcou nova reunião para o dia 21 de fevereiro do corrente ano, para detalhamento das solicitações.

Ofício ao Ministério da Agricultura                     Portifólio do FDBM

SALVEMOS A NOSSA LÍNGUA!

Por José Carlos Gonçalves

(Qui linguági é éssa, mermão?!)

Desde que a Linguística, uma ciência espetacular, “invadiu” a universidade, o que deveria ser um efetivo instrumento de enriquecimento da nossa Língua, decretou-se o desaparecimento da Gramática. O que é uma lástima! O povo, que não domina a sua Gramática, tende a se enveredar por caminhos tenebrosos. Sem conexão, sem concordância, sem argumentação. E “outras coisitas mais”. E, olha que não sou um pai de santo, muito menos um purista!
 A verdade é que o ato comunicativo empobreceu de tal forma que a Língua vem-se desfigurando em uma assustadora velocidade. E ninguém que venha com o chocho argumento de que o que importa é se comunicar.

A verdade é que o desastre está posto. E pode ser notado em todas as nossas manifestações. Do incentivo às crianças, que se perdem em uma língua pobre, chula, sem consistência, a esdrúxulas e erradas construções dos telejornais, que não prezam mais nem pelos caracteres a esclarecer o telespectador. Dos livros, sem revisão, eivados de erros gramaticais, aos diálogos de todo instante. Das letras das “músicas modernas” a centenas de influencers, que não estão influenciando. Tem-se quase “um novidioma”.

Se se decreta o fim da Gramática, está junto o fim de bons profissionais. Principalmente, redatores e comunicadores. O pior é que isso já se sente fortemente. E posso bem afirmar, afinal, tenho recebido monografias e TCCs, para correção, que beiram à infantilidade. Haja vista se constituírem de pseudo pesquisas, fundamentadas em “copiar e colar”; trazerem paupérrima, ou nenhuma, argumentação e quase nenhuma observância gramatical. Sem surpresa, não há leitura. Só resta, de verdade, um emaranhado de informações desencontradas, que nada diz. O que será de um profissional desse, que não se empenha no último e vital trabalho de sua formação?! Como será o desempenho em uma entrevista ou na execução de um laudo?! Certamente não terá a perspicácia de um aluno, que tive, em uma grande escola da capital. “Enrolado” em uma prova final, criou, e com criativa criatividade, um fenômeno gramatical, gigantesco, ao fazer uma análise morfossintática. Literalmente. “Profe, esta palavra nada mais é do que um tal de ‘substantivo apronominado’, que, também, é o sujeito”. Misericórdia! Atribui uma bela nota ao nascente “geniozinho”. Mereceu!

E, só para se ter uma ideia de como a “bagunça” é geral, nos últimos dias ganhou repercussão “o ato heroico” de algum técnico do MEC, que “suprimiu” a Língua Portuguesa do tão propalado “Concurso Nacional”. Mas, “de novo”, não há surpresa alguma! Há muito, a Língua já não está nos concursos. O predomínio é de “uma interpretação de texto”, que ninguém desvenda. Acho, até, que nem “os capacitadíssimos elaboradores”. E, interpretar texto, também, passa, e como, por conhecimento gramatical. E, nessa zorra “babélica”, recorrer a quem?! Eita, que já inventei “côsa!” E mais virá. Já irá começar “o festival de preciosidades”. A campanha política.

A verdade é que “tamo no mato, ‘com’ cachorro”. E, dos grandes! Por isso, esta crônica descambou para um desabafo, guardado há muito, ao receber uma mensagem de um leitor, que me pede a volta do Tio Bobo. E, não é brincadeira, não. Foi, simplesmente, telegráfica. Esta última palavra, por pura ironia minha, só a entenderá quem mandou e recebeu telegramas, em longínquas eras. “Zé mermão vc n devi acaba c/ tio bobo e/ é mais manero fdp qui conheço. É do _aralho e mi faiz ri muito. Trás e/ di volta, tá valeno”.

Quase atribuo essa adjetivação a … Mas, “deixa pra lá”. Dos males o menor, pelo “ao” menos, esse leitor tem bom gosto. Gosta do Tio Bobo!
E, “aproveitando essa vibe, parça”, eu, também, faço um pedido. “Salvemos a nossa Língua!”

TJMA abre seletivo para estágio com 532 vagas na capital e interior

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) torna pública a realização de processo seletivo para preenchimento de vagas e formação de cadastro de reserva para o Programa de Estágio Remunerado no Poder Judiciário do Estado do Maranhão. O seletivo objetiva preencher 532 vagas de estágio do ensino médio, graduação e pós-graduação.

As inscrições gratuitas e as provas on-line serão recebidas somente via internet, no período de 27 de fevereiro até às 12 horas (horário de Brasília) do dia 5 de março, incluindo sábados, domingos e feriados. Não serão aceitas outras formas de inscrições.

Edital 72024 foi assinado pelo presidente do TJMA, desembargador Paulo Velten, no dia 1º de fevereiro.

O Processo Seletivo será regido pelo referido edital, anexos, avisos, atos complementares e eventuais retificações, com a execução sob responsabilidade do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), com supervisão da Comissão do Processo Seletivo do TJMA, garantida a reserva de vagas para pessoas com deficiência, pretas ou pardas.

Além de São Luís, os(as) candidatos(as) também poderão concorrer, nos termos do Edital, por vagas disponíveis em cidades do interior como Açailândia, Arame, Bacabal, Balsas, Barreirinhas, Caxias, Chapadinha, Codó, Imperatriz, Itapecuru-Mirim, Lago da Pedra, Paço do Lumiar, Pastos Bons, Pedreiras, Pinheiro, Presidente Dutra, Raposa, Rosário, Santa Inês, São Domingos do Azeitão, São Domingos do Maranhão, São Francisco do Maranhão, São João dos Patos, São José de Ribamar, São Mateus e Timon, para o ensino médio. Para graduação e pós-graduação, também há vagas em cidades de diversas regiões do Maranhão.

VAGAS

A Seleção destina-se ao preenchimento de 298 vagas para estágios extracurriculares de ensino médio e graduação e 234 vagas para estágio extracurricular de Pós-Graduação em Direito (Residentes Jurídicos) e nas áreas de interesse do TJMA, a quem estiver regularmente matriculado nos cursos e semestres ou etapa equivalente, conforme previsto no Anexo I do edital e formação do cadastro de reserva.

O valor da Bolsa-Auxílio corresponderá a 1 salário mínimo vigente por mês para Ensino Superior; 2 salários mínimos por mês para Pós-Graduação; 60% do salário mínimo vigente para o Ensino Médio. O estágio não contempla outros benefícios, tais como auxílio-alimentação, auxílio-saúde e similares, exceto auxílio-transporte, que compreenderá valores pagos vigentes a servidores(as) do TJMA.

O regime do estágio será de 20 horas semanais para estudantes do Ensino Médio, 25 horas semanais para estudantes do Ensino Superior e 30 horas semanais para estudantes de Pós-graduação, a serem cumpridas em horários e turnos definidos pelo TJMA, considerando-se as necessidades do órgão.

INSCRIÇÃO

As inscrições serão gratuitas e só poderão ser realizadas para os cursos divulgados conforme o Anexo I do edital.

Acesse AQUI o Edital.

Fonte: https://www.tjma.jus.br/midia/tj/noticia/

A IMPORTÂNCIA DA BARRAGEM MARIA RITA

Ciente da importância da Barragem de Maria Rita, como grande obra estruturante, pois, vai promover o desenvolvimento da atividade econômica nos municípios de toda a região, dentre eles Bequimão, São Bento, Alcântara, Bacurituba, Palmeirândia e Peri-Mirim, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) promoveu, na última quinta-feira (25/01/2024), uma Expedição com acadêmicos, professores, alunos e idosos, para visita às obras da Barragem Maria Rita. A expedição saiu às 8 horas da Praça São Sebastião em Peri-Mirim, com destino à sede do município de Bequimão, onde foram acompanhados por uma equipe técnica, conforme determinação do Exmº Sr. Prefeito, João Martins, a pedido da presidente da ALCAP, Ana Creusa Martins dos Santos.

Durante a viagem, a fim de que ficasse clara a natureza educacional da expedição, o confrade Francisco Viegas proferiu uma palestra, ainda no interior do transporte, na qual abordou a história da Barragem, que segue resumida abaixo:

HISTÓRICO DAS BARRAGENS PERI-MIRIM/BEQUIMÃO

A primeira barragem conhecida como Barragem dos Defuntos foi construída no primeiro mandato do prefeito Agripino Álvares Marques, entre 1948 a 1951. (Página 16 do livro Curiosidades Históricas de Peri-Mirim).

A referida barragem foi feita no braço pelos destemidos perimirienses. Pois naquela época o município não dispunha de máquinas para edifica-la. Depois de terminada ela passou por vários problemas de rompimento, provavelmente devido a compactação do barro e a largura insuficiente que suportasse o volume d’água. Por isso quase todos os invernos precisava de reparos. (Tapagem dos furos).

Trinta e dois anos após a sua construção, a barragem estava desgastada e não cumpria mais a função de anteparo das águas: doce de um lado e salgada do outro.

Consciente da importância da barragem, o então prefeito Benedito de Jesus Costa Serrão, construiu, nas proximidades da Flor Amarela e cerca de quinhentos metros distante da Barragem dos Defuntos, a nova barragem, que ficou mais próxima da sede do município perimiriense. Esta barragem teve sua edificação através de maquinários adequados para a obra.

A Barragem da Flor Amarela, ou Benedito de Jesus Serrão (nome aprovado pela Câmara Municipal de Peri-Mirim), media 3.236 metros de extensão e foi concluída no ano de 1983 e, cuja verba de edificação foi da própria Prefeitura.

Atualmente está sendo construída a Barragem Maria Rita, entre Buritirana, em Bequimão e São Bento, que contempla a LUTA do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

A construção está a cargo da Empresa Edecansil Construções e Locações Ltda, com as seguintes especificações: 16 KM de comprimento, mais 10 KM de estrada até a MA 106. Ela tem 15 metros na base e 9 metros no cume, sendo duas pistas de rolamento de 3 metros cada e 1,50 metro de cada lado como fuga. Informação dada pelo Agente Comunitário, Sr. Tonilsom Ferreira.

De onde surgiu o nome Maria Rita?

Havia na localidade Aurá, nas proximidades Tubarão, duas aldeias, que foram perseguidas pelos portugueses e tendo os índios se evadidos para as matas. Na fuga pegaram uma indiazinha a cachorro, mas lhe pouparam a vida. Ela era muito bonitinha e o senhor que a caçou lhe pôs o nome da sua filha, que se chamava Maria Rita. Ela cresceu e ficou uma moça bonita. Ao local da sua prisão, deram-lhe o nome de Maria Rita. Como a Barragem passa por lá, deram-lhe o nome dela. (Página 116 do livro Tapuitininga – Da Colônia à República, do escritor e pesquisador Domingos de Jesus Costa Pereira. “conhecer de perto para contar de certo”. (08:00h do dia 25.01.2024).

Peri-Mirim, 25 de janeiro de 2024.

Francisco Viegas Paz.

O Secretário de Infraestrutura, Sr. Tonho Martins e Leônidas Neto nos acompanharam até o Povoado de Buritirana, onde iniciam as obras, fomos recebidos por Tonilson Ferreira líder Comunitário e Agente de Saúde. A partir daí, os expedicionários questionavam sobre as obras e se maravilhavam com ela, com o maquinário, com os trabalhadores e, em especial, com as pessoas do lugar. Conforme relatado acima, Viegas forneceu dados sobre a construtora e quilometragem da barragem.

Um show à parte se deu com a conversa que os expedicionários tiveram com o Sr. Zé, proprietário de um retiro, onde cria porcos, patos e galinhas. A construção é rudimentar, de pau a pique, com dois pavimentos: o de baixo ficam as criações e o de cima serve de moradia, com rede de dormir e outros apetrechos típicos da Baixada Maranhense. Ele disse que não trocaria aquele lar por nenhuma mansão. A proximidade da noite de lua cheia, fez o campesino se inspirar, com gracejos ligados ao amor e à paixão.

A expedição foi bastante proveitosa, na medida em que o desenvolvimento sustentável é uma necessidade, a fim de preservar as potencialidades naturais, sem comprometer a vida da presente e futuras gerações. Todos sabem que a construção da barragem, além da necessidade, para evitar a salinização dos campos e preservação da água doce, é a realização de um sonho.

Entretanto, alguns expedicionários ficaram muito preocupados e com dúvidas relacionadas a alguns aspectos, os quais já foram levados à apreciação do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), solicitando vistoria de especialistas no assunto e que fazem parte da instituição, pois, sabe-se que há vontade política de realizar a obra da melhor forma possível.

Fonte: https://oresgate.net.br/

LUA DE LOUCOS

Por Gracilene Pinto

Rola no céu uma lua clara e bela,
Que amarela e enfeita o meu quintal
Para o baile dos sonhos e quimeras
Da madrugada tranquila e irreal.

Reina em meu peito uma paz
Feita de encantos, sedução e fantasia.
Eu queria que a noite fosse longa
E que os sonhos não fugissem ao vir o dia.

Não sei qual é o mistério da lua cheia,
Que embriaga e seduz
Minh’alma aos poucos.

Talvez por que ela seja mesmo dos poetas,
Dos amados, dos amantes…
Enfim, dos loucos.

(Imagem Luar do Renascença em São Luís do Maranhão )

O Maranhão tem a maior Alíquota de ICMS do Brasil (22%) a partir 19 de fevereiro

A Lei 12.120/2023 aprovada em novembro de 2023, agrega um conjunto de medidas tributárias a entrar em vigorar a partir de 19 de fevereiro de 2024.

Com a aprovação da Lei 12.120/2023, foi alterada para 22% a alíquota média do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em substituição à alíquota de 20%. A partir do dia 19 de fevereiro, os produtos que eram tributados com a alíquota de 20% passam a ser taxados com a alíquota de 22%.

Para a entrada em vigor da alíquota média de 22% do ICMS o Estado do Maranhão observou, tanto princípio da anterioridade, quanto cumpriu o prazo de 90 dias antes da vigência do novo percentual.

Maranhão já havia elevado o imposto de 18% para 20% em abril de 2023, depois da cobrança ser aprovada em 2022. O reajuste, portanto, será de 4 pontos percentuais de 2023 a 2024. O Estado é o que mais elevou o percentual entre todos os 27 entes Federativos, demonstrou o Jornal Poder 360, conforme Tabela abaixo:

Fontes: https://sistemas1.sefaz.ma.gov.br/ e https://www.poder360.com.br/economia/maranhao-eleva-para-22-a-aliquota-do-icms/

PASSEIO PELA BAIXADA MARANHENSE

A Baixada no olhar de João Silveira*

Fui dar um pulo na Baxada,
Começando pur Arari,
Ondi cumi melancia
E travessei o miarim.
Passei drento de Vitória,
Mar num achei nada ali.
Ino in Garapé do Meio
Pro mode cumprá farinha,
Arresorvi i in Monção
Ispiá o que lá tinha,
E travessei pra Cajari,
Cidade piquinininha.
Peguei no rumo de Viana
Pra vê se um peixe eu cumia,
Mar de peixe num achei nada,
Lá só tinha carestia.
Daí rumei pra Penalva,

Lugar de boa cachaça,
Terra de bom pescadô,
Cabôco bom de tarrafa.
Num cheguei in Jacaré,
Pois num dava pra ir de a pé
E carro pra lá num passa.
Desci pa Pedo do Rosário,
Mar de lá tive que vortá
Pra incurtá o caminho
E por Matinha passar,
Pra mode cumê u’as mangas,
Qui é produto do lugar.
Seguindo no rumo da venta,
Em Olinda Nova eu parei,
Mas resorvi i adiante
E em São João armoceí.
Terra de caboco home,
Grandes criador de gado.

Lá tem muita gente grande,
Muito cabra indinherado.
Disimbargador e médico,
Já deu inté deputado.
Mar, dizem que a aligria
É quando o boi tá laçado.
Deichando São João Batista,
Pra São Vicente eu rumei,
Quiria cumê carambola,
Pena que num encontrei.
Num sei se num era tempo,
Ou foi um azar que eu dei.
Sai no rumo do campo,
Pra viage continuar.

Passei pur Bacurituba
Mar lá num quis incostar.
Fui inté Cajapió,
Tinha praga pra daná,
Vortei pur riba do rasto
Pra pernoitar in São Bento,
Cumeno um queijinho bom,
Saboreando um mussum
E arroz cum jaçanã dento…
Mar num achei nada disso
Pur lá in lugar ninhum.
Andei, andei… e só vi mermo
Um pução e muinto anum.
Pensei qui in Parmeirândia
Pudesse me arrumar.
Ou mesmo in Peri Mirim,
Qui diz qui é piquinininha,
Mar, eu acho qui né tanto assim.
Entonce, indo adiante
Fui batê in Bequimão,
Cidade bem cuidadinha.

Pur nosso amigo João.
Diz que tem té ponte nova,
Mar pur lá num passei não.
Dali, vortei pra Pinheiro
A princesa da Baixada,
Que, se num é das mais bela,
Mar é uma cidade arretada.
O seu povo todo é rico
E a cidade abastada.
Não pude dechá de ir
In Prisidente Sarney,
U’a cidade pequena
Que fica naquele mei.
Na sagrada Santa Helena,
Da bera do rio vortei.
Pur curpa da Geografia
Eu num fui ao litoral.
Nim Guimarães, Porto Rico,
Cururupu e Cedral,

Muinto meno in Central,
Qui já num son mar Baixada,
Sigundo os intelectual.
Me discurpe os cumpanhero,
Os verso de pé quebrado
I a viage mal’arrumada.
Tava sem tempo i dinhero,
Mar cum o peito apertado
De sardade da Baixada.

(*João Silveira é piscicultor, natural de Matinha – Maranhão, membro fundador do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM, utilizando o linguajar baixadeiro, presenteia seus conterrâneos com este significativo texto).

Presidente do FDBM, Expedito Moares, convida para reunião de Planejamento

“O desenvolvimento regional compreende um esforço das sociedades locais na formulação de políticas regionais com o intuito de discutir as questões que tornem a região sujeito de seu processo de desenvolvimento”. Rodolfo Alves Pena.

O presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) convoca para reunião de Planejamento que se dará com a assessoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/MA), nos seguintes termos:

Prezados Companheiros Forenses,

  1. REUNIÃO: DIREÇÃO DO FORUM/SEBRAE
  2. OBJETIVO: Traçar as Diretrizes básicas. (Diretrizes: servem para orientar a tomada de decisões e ações em determinada área, processo ou atividade. Elas têm como propósito principal garantir a qualidade, eficiência e segurança nas práticas desenvolvidas, além de promover uma uniformidade e padronização que facilitem a gestão e controle dos processos.), ou seja construir um Plano eficaz e possível;
  3. LOCAL: MULTICENTER SEBRAE ao lado do Centro de Convenções e Assembleia Legislativa;
  4. DIA E HORÁRIO: 12.01.24 (sexta feira), das 16 às 18 HORAS

Os nossos ancestrais, assim como nós, conviveram e convivem com os flagelos das secas e enchentes na nossa região por séculos. É possível solucionar isto? Eu acredito que sim. Como? Essa resposta é que pretendemos ter num ou vários em encontros com técnicos, estudiosos, nativos, gestores municipais, estaduais, federais, universidades, etc. A  ideia é definir um Plano para execução a curto, médio e longo prazo. Esse plano deverá fazer parte do Plano de Estado.

De posse desse Plano teremos resposta para, entre outras coisas, responder perguntas que há pouco foram feitas pelo nosso Governador aos baixadeiros: “…digam o que eu posso fazer?”. Porém, os nossos representantes, também, não sabem. E nem nós sabemos responder como podem ser feitas obras estruturantes de que necessitamos. Só sabemos que temos que apresentar um Plano, Programa e Projeto, para isso temos que nos dispor a formulá-los, pois:

O PLANO 

É mais abrangente e geral;

Deve contemplar as linhas políticas, estratégias e diretrizes;

Marco de referência para estudos setoriais e/ou regionais para subsidiar a elaboração de programas e projetos específicos;

Deve sistematizar objetivos e metas;

Deve contemplar os tipos e a magnitude dos recursos humanos, físico e instrumentais indispensáveis, acompanhados, sempre que possível, de cronograma;

Deve atribuir responsabilidades de execução, controle e avaliação dos resultados;

Deve especificar as fontes e/ou modalidades de financiamento;

Maior nível de agregação de decisões.

PROGRAMA 

É o desdobramento do plano;

Os objetivos setoriais do plano constituirão os objetivos gerais do programa;

Permite projeções mais detalhadas;

Deve conter a estratégia e a dinâmica de trabalho a serem adotadas para a realização do programa;

Contempla as atividades e os projetos que comporão o programa, bem como os recursos humanos, físicos e materiais a serem mobilizados.

PROJETO 

Sistematiza e estabelece o traçado prévio da operação de um conjunto de ações;

Proposição de produção de algum bem ou serviço, com emprego de técnicas determinadas, com a finalidade de obter resultados definidos em um período temporal específico e conforme limite de recursos;

É a menor unidade do processo de planejamento;

Executa empreendimentos mais específicos;

Deve haver simplicidade e clareza na redação e

Descreve cada operação da ação.

Para tanto, necessitamos de ajuda profissional. Nesse sentindo contamos com a ajuda do SEBRAE, nosso parceiro que nos reuniremos no dia 12/01/2024 (sexta-feira), para início à elaboração dos referidos documentos.

Respeitosamente,

Expedito Moraes

Presidente do FDBM