O tronco caído

Rito de passagem dos índios Cherokees:

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.
O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.
Ele não pode gritar por socorro para ninguém.
Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.
Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado.
Ele pode ouvir toda espécie de barulho.
Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.
Talvez alguns humanos possam feri-lo.
Os insetos e cobras podem vir picá-lo.
Ele pode estar com frio, fome e sede.
O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.
Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.
Finalmente…
Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.
Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

O Corona comprovou a minha imbecilidade

Autor João Melo e Sousa Bentivi*
A minha santa mãe, dona Zima, errou feio comigo: desde que me entendi ela dizia que o João era muito sabido. O João era eu e sabido, no interior analfa, era o mesmo que inteligente.

O tempo passa e fui fazendo um monte de presepada, coleção de diplomas e até um doutorado. Agora, com mamãe no céu, tinha a tola ideia de que era um homem das letras e das ciências. Tudo falso e foi necessário um corona, insignificante, produzido na democracia chinesa, para me dar um choque de realidade: sou um beócio.

Tudo se dá em nome da ciência, todos falam em nome da ciência e se alguém falar em contrário, imediatamente será um inimigo da ciência, o problema é que atrás desse nome ciência, tem todo tipo de interesses, alguns meritórios e uma infinidade não tanto, melhor, escabrosos.

O tolinho, aqui, não entende de ciência!
Isolamento vertical ou horizontal? Tem opiniões para os dois lados, mas, de repente, quem defende o vertical virou um fora da lei e defensor da morte. Hidroxicloroquina ou não? Essa droga, após anos curando, principalmente pobres, tornou-se uma droga ideológica, de direita, ao ponto de um médico famoso, tentar escondê-la, mesmo ela tendo lhe salvado a vida. Ingrato, sacana! Ademais é muito barata e os ladrões de plantão não suportam coisa barata.

O tolinho, aqui, não entende nada de terapêutica!
Fique em casa! Tenho já ódio desse bordão e é insuportável as milhares de lives mostrando como os ricos e famosos ficam em casa. Tem apartamento que dá para treinar corrida de 200 metros. Uma verdadeira sacanagem e discriminação para aqueles pobres, em um cubículo de 15 m2, abrigando 20 pessoas, com as tripas roncando, como se dizia em minha Pedreiras. Fome! Graças a Deus que a ajuda federal minimiza o caos.

O burrinho, aqui, também não entende de quarentena, mas sabe muito bem diagnosticar sacanagem e safadeza política.

A maior parte de governos estaduais e municipais nunca deram interesse e seriedade para a saúde pública, aí o corona chegou e a culpa ficou com o corona e como o corona não disputa eleição, escolheram o governo federal como o autor de todas as traquinagens.

Faça uma radiografia para descobrir quantos serviços foram fechados e sucateados nos últimos quatro anos: centenas. Quantos foram abertos? Quase nenhum. O Amazonas é um exemplo. Um estado continental e só tinha UTIs na capital. Quem é o culpado? Governo Federal? Corona? O sacana do prefeito até chorou, mas pela irresponsabilidade deveria chorar na cadeia, apenado por homicídio doloso.

Como disse, no início, o corona fez-me assenhorar de minha burrice e não consigo mais entender nada sobre o corona, mas reconheço facilmente um malandro da política.

E toda vez que vejo aquele time paulista no “corona`s show”, afirmando uma cantilena do tal 70%, número mágico que resolveria a pandemia paulista, pergunto-me, com meus botões: e se fosse 69%? E um dos culpados de não ser os 70% é aquele time de São Paulo, todo dia desobedece a quarentena, o governador é idoso e o esquálido prefeito é, também, do grupo de risco, ou seja, esses dois sujeitos estão diariamente desobedecendo a quarentena, portanto não podem exigir, do homem comum uma obediência em algo, que eles não obedecem.

Dentro da minha imbecilidade, quero propor para às nossas autoridades maranhenses um teste de lockdown, pois quem decreta conhece: três dias de lockdown para as nossas autoridades, mas seguindo algumas condições, aliás, uma inocente ideia:
Os deputados maranhenses se confinariam em uma casa no Barreto, os vereadores, no Coroadinho, o promotor e o magistrado, gênese do lockdown, nas imediações de Pedrinhas e o governador, prefeito e secretários, no Fumacê. Como dinheiro não lhes falta, delivery não seria problema.
Dou um doce se o lockdown demorasse 24 horas.
Tenho dito.

*João Melo e Sousa Bentivi é médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

Oração da Sexta-feita Santa

Recitada por José dos Santos   aos seus filhos e netos.

Sexta santa, sexta santa, três dias antes da Páscoa desceu o Redentor do mundo, por seus discípulos chamava, um a um dois a dois, três a três se juntavam, depois deles todos juntos Jesus Cristo perguntou: quem por Ele morreria? nenhum lhe respondeu. Como só São João Batista que pediu que nas entranhas.

Quando foi amanhecer, Jesus Cristo caminhou com uma grande cruz nas costa de madeira muita pesada, com uma corda na garganta por onde os judeus puxavam, cada puxão que eles davam, Jesus Cristo ajoelhava, posta de sangue deitava.

Vieram três Marias, uma era Madalena outra Marta sua irmã, outra era a Virgem pura que maior paixão levava, uma lhe enxugava os pés, outra lhe enxugava o rosto, outra arrecadava o sangue dentro do cálice sagrado, todo o homem que beber será bem-aventurado, neste mundo será rei no outro rei coroado.

Quem esta oração rezar três vez na Pascoal e três no carnal, as porta do Paraíso achará, no inferno não irá, quem esta oração rezar um ano e um dia a porta do paraíso aberto acharia no inferno não iria; quem ouvir não aprender e quem souber não ensinar, na hora da sua morte achará quem lhe condene.
Amém

Natureza inteligente

Autora: Gracilene Pinto

A jaqueira velha tinha mais de cem anos. Fora plantada pelo meu avô. Como acontece com os idosos, já caducava. Continuava a frutificar, mas seus frutos, de tamanho regular, não tinham mais que quatro ou cinco bagos. Grandes e doces, mas muito poucos, porque o resto todo era de bagos secos.

De passagem por São Vicente, convidei minha tia Morena para um passeio pelo quintal com seu grande pomar em pleno centro da cidade.

Caminhávamos entre árvores antigas e outras mais novas passando por alguns espécimes que quase ninguém planta mais, tais como: carambola, laranja da terra, laranjão, peruana, ginja, etc., quando, para meu espanto e consternação, deparamos com a velha jaqueira, que, carregada de frutos, jazia arriada do chão, com uma parte das raízes expostas, parecendo haver cedido ao cansaço de um século de existência.

Tia Morena explicou-me que a secular e copuda árvore tombara ante a força do último vendaval. Que em São Vicente Férrer, com o calor, de vez em quando o vento se irrita e sai furioso a redemoinhar, maltratando a vegetação e fazendo estragos por onde passa. Dessa vez a jaqueira velha foi a inocente vítima. Acrescentou minha tia, que estava esperando somente a carga de frutos madurar para mandar cortá-la. Tivemos esse diálogo diante mesmo da sua copa arriada no chão e depois seguimos nosso caminho, um pouco mais tristes ante o trágico destino da pobre árvore.

No ano seguinte, ao voltar em São Vicente, ainda encontrei a jaqueira no mesmo lugar e questionei minha tia a fim de saber o que a fizera mudar de ideia quanto a decisão de cortá-la. E tia Morena me contou que nesse ano a safra de jacas surpreendeu a todos. Os frutos não tinham lugar para bagos secos, estavam cheios de amarelos, suculentos e enormes bagos, doces como mel. Quem teria coragem de cortar uma fruteira tão prolífera e dadivosa, mesmo caída no chão?

Será que a jaqueira velha escutou a nossa conversa?

Gato com mão de gente

Autora: Gracilene Pinto

Dona Severina já vivia há muito tempo, como diz o populacho, na “idade do condor”. Com dor aqui, com dor ali, passava seus dias a gemer, coitada.

– Ai, delho! Ai, delho! Mandei chamar Sirvana, Sirvana num veio. Vida de véio é mermo assim, ninguém liga mais da gente. Num se presta pra nada! Ai, delho! Cuma se num bastasse as dor, inda me deixam sem cumê. Ai, delho! Ai, qui fome!

– Mãe Velha, dizia a neta Das Dores, a sinhóra é capaz de falar mal de Deus. Terminô de almuçá agorinha. E se mamãe ainda não veio é porque deve tá ainda trabalhando na farinhada.

– Quem?! Eeeeuu qui cumi? Tu tá é mentindo! Tu come a cumida toda e adispois me dexa cum fome, pequena mintirosa. Ai, delho!

Com seus oitenta e tantos anos, entre todos os males que lhe atormentavam a vida, como o reumatismo que já quase não a deixava caminhar, dona Sivica, como era chamada na comunidade, também havia o tal do alemão, o Alzeimer. Por conta disso esquecia das coisas, tinha acessos de fúria e momentos de grande saudosismo.

Morava com a anciã sua neta Das Dores, mulata de alma quente e corpo bem modelado, que há muito tempo já dera com os burros n´água, quando sucumbira às cantadas de um primo e deixara a virgindade atrás da moita no caminho do poço. Desde então, não enjeitava parada, só tinha cuidado para que a avó não soubesse das suas aventuras. Porém, confiante na demência de Dona Sivica, muitas vezes, às tantas da noite a moça levava os namorados para a redinha de fio armada no canto da camarinha da pequena casa de barro e palha.

Ocorre que, dona Sivica dormia na sala, sua rede estrategicamente armada no canto, bem na direção da porta que dava para a camarinha, permitindo-lhe, até certo ponto, vigiar Das Dores, para evitar que a neta caísse na sem-vergonhice.

E assim, já que as dores no joelho e no corpo todo não deixavam dona Sivica dormir, a anciã passava as noites entre uma baforada e outra do cachimbo de barro a gemer, a reclamar da vida ou a lembrar dos bons tempos da mocidade.

Nessa noite Das Dores já estava deitada, mas combinara previamente com o namorado que deixaria a porta de meançaba apenas encostada. Assim que a avó adormecesse, a moça faria um sinal para que o rapaz entrasse discretamente a fim de deitar-se com ela. O sinal seria um miado de gato.

Dona Sivica demorou um tempão falando, falando. Então, quando Das Dores ouviu o ressonado da avó imediatamente imitou o gato e o rapaz entrou, tentando ser o mais silencioso possível. No entanto, para chegar ao paraíso, que era a rede de Silvana, o homem precisava vencer sérios desafios. O primeiro e maior deles, seria passar por debaixo da rede de dona Sivica, tendo em vista que sono de velho quase sempre é muito leve. Depois, como localizar o penico naquela escuridão para não enfiar os pés ou as mãos no mijo? Mas, como paixão não mede distância nem dificuldades, corajosamente o moço agachou-se e começou a arrastar-se por debaixo da rede. Porém, terminou roçando na rede que estava muito baixa. Com muito jeito tentou levantar a rede devagarinho segurando pelos punhos, e só se ouviu a voz esganiçada da velha reboando no casebre:

– Quem tá aí?!!

– Quem havéra de tá, Mãe Véia? Só pode sê gato. – respondeu Das Dores do quarto.

– Gato num tem mão de guente! Gato num tem mão de guente! – declarou a anciã em um momento de rara lucidez.

Solidariedade: o confinamento em casa não é desculpa

A pergunta é: em que eu posso ajudar? Milhares de pessoas pelo mundo não têm, nem mesmo, as armas básicas para combater o vírus: água e sabão. O Brasil está em risco, principalmente pela desigualdade social. É hora de união, solidariedade e amor ao próximo.

As precauções são difíceis de aplicar principalmente em locais vulneráveis, como nas imensas periferias brasileiras, moradores de rua, nos hospitais ou nas prisões superlotadas em todo o Brasil.

Vários países optaram por fechar suas fronteiras para tentar se isolar da pandemia. Aqui no Brasil, os políticos e os demais cidadãos ainda não conseguiram lidar com a crise da pandemia, sem esquecer as desavenças ideológicas ou partidárias, só atrapalham. Precisamos, justamente, do contrário: de união, foco e espírito público.

Entretanto, o que fazem os políticos: campanha eleitoral: o governo federal, governadores e prefeitos estão em franca competição, em campanha eleitoral que, além de antecipada, é inadequada!

A Itália, país mais afetado da Europa, já registrou mais de 4.000 mortes, foi o primeiro que ordenou o confinamento da população e se prepara para reforçar suas medidas diante da catástrofe sanitária. Aqui no Brasil, o ministro da Saúde já anunciou que haverá um colapso no sistema de saúde a partir do final do mês de abril. Como vamos lidar com isso? com egoísmo é que não é …

“Aplaudaço”: cidadãos prestam homenagem a profissionais de saúde

Em meio à pandemia do novo coronavírus, cidades se mobilizaram na internet para homenagear os profissionais da saúde com um “aplaudaço”.

Nas redes sociais, circulam registros de várias regiões de São Paulo, do Rio de Janeiro e de outras capitais, inclusive São Luís. “Enquanto estamos protegidos em casa, os profissionais da saúde estão enfrentando essa crise. Vamos mostrar nossa gratidão a todas essas pessoas com uma salva de palmas das nossas janelas no dia 20”, diz um convite que circulou nas redes sociais.

Governo declara estado de transmissão comunitária do coronavírus

O Ministério da Saúde declarou estado de transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o Brasil. A ação tem a intenção de unificar ações em todos os Estados e tornar mais restritivas as medidas de contenção da covid-19, como a limitação da circulação de pessoas acima de 60 anos.

A Portaria, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, também garante a possibilidade de atestado médico para a família de pessoas com sintomas de gripe, independente da idade.

Segundo o decreto, a medida foi tomada pela “necessidade premente de envidar todos os esforços em reduzir a transmissibilidade e oportunizar manejo adequado dos casos leves na rede de atenção primária à saúde e dos casos graves na rede de urgência/emergência e hospitalar”.

Nesta tarde, a pasta atualizou que o país está com 904 infectados pela Covid-19. O número de mortes subiu de sete para 11.

Os Estados que já registraram a transmissão comunitária, também conhecida como sustentada, são Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo. Este tipo de propagação é caracterizado no momento em que não é mais possível identificar a origem da contaminação de uma pessoa naquela cidade. Ainda assim, o governo decidiu ampliar a medida para todos os entes da federação.

Fonte: Agência Brasil e Correio Brasiliense.

Os idosos e a pandemia

Autor: João Paulo Nogueira Ribeiro*

As medidas preventivas para diminuir a transmissão do coronavírus certamente teriam engajamento muito maior da sociedade se a Covid-19 fosse mais letal em crianças e adultos jovens. Acontece que a nova doença provoca morte e sequelas graves sim, principalmente em idosos, pacientes crônicos e pessoas com imunidade comprometida de forma geral. A marginalização desses grupos e o cruel preconceito de que as pessoas mais velhas são reais e podem enviesar as atitudes ou omissões individuais.

É fundamental exercitarmos, neste momento de crise, a consciência do outro. Em cenário de tanta polarização e extremismo, a pandemia nos desafia a pensar e agir de forma coletiva, ainda que afastados fisicamente. Os estudos publicados em revistas científicas a partir dos casos da China e da Europa mostram que a mortalidade da Covid-19 é muito maior nos pacientes idosos, em torno de 14%. Por si só, o idoso tem diminuição de reserva funcional e consequente queda da imunidade, que é essencial para combater esse e todos os outros vírus. Soma-se a isso o fato de que, pelo desgaste dos longos anos de vida, o idoso é o paciente que mais sofre de doenças crônicas.

Diabetes, disfunção renal, doenças pulmonares e cardiopatias estão entre as mais perigosas para o desenvolvimento de casos graves de Covid-19. Todas as fragilidades, porém, merecem a atenção adequada e o quadro de cada um deve ser considerado, sempre, em sua integralidade.
Idosos não devem ir a prontos-socorros a menos que estejam realmente em situação de emergência. A zona cinzenta sobre a regulamentação da telemedicina em nosso país precisa ser rompida para que instituições privadas e públicas consigam fazer a triagem a distância e orientar as famílias dos grupos de risco caso a caso. Evitar deslocamentos desnecessários ao comércio e a atividades sociais é medida para ontem, assim como o contato com qualquer pessoa que não more na mesma casa.
As crianças são vetores de alto potencial para a transmissão do vírus, pois não têm a maturidade suficiente para reforçar os hábitos de higiene e estão muito habituadas a dinâmicas naturais para elas de compartilhar objetos e alimentos. Com o fechamento das escolas, os responsáveis não podem negligenciar essa realidade e deixá-las sob os cuidados de idosos ou em contato frequente com eles.
Os avós desempenham papel fundamental na rede de apoio a quem tem filhos pequenos, mas, neste momento, os idosos é que precisam da ajuda de todos para não serem expostos a uma doença que pode ser letal. A sociedade precisa compreender isso e cada um de nós, em suas esferas de relações profissionais e pessoais, deve se atentar para os desdobramentos que permeiam uma situação tão inusitada quanto dramática. Vamos reprogramar nossas rotinas e cada decisão do nosso dia a dia para nova configuração adequada a quem depende do nosso olhar neste momento.
Em cada lar onde há alguém do grupo de risco, a higiene e a restrição de contatos com pessoas que usam transporte público ou atuam em ambientes hospitalares, além das crianças, precisarão ser rigorosas. Isso vale para as instituições de longa permanência de idosos, que são mais de 1,5 mil somente em São Paulo e muitas das quais contam com pouca estrutura e nem sequer têm acompanhamento médico diário. Os órgãos de saúde responsáveis precisam, de forma muito ágil, orientá-las e regulamentar medidas preventivas emergenciais. A demora que se vê é mais um indício de marginalização das pessoas que vivem ali.
As orientações podem mudar em tempo real. Estar atento a elas, fugindo das crenças fáceis e das fake news, é outra medida preventiva a adotar. Não se acomode esperando que alguém faça algo ou que as próprias pessoas dos grupos de risco, ainda que sejam ativas, possam lidar com tudo isso sozinhas. Quem está lendo este texto agora certamente recebeu o cuidado e o zelo para chegar até aqui. Precisamos retribuir a atenção e carinho aos nossos pais e avós. Legados se constroem com exemplos bons e consistentes. Já pensou quem poderia cuidar de nós se o amanhã fosse hoje?
* DrJoão Paulo Nogueira Ribeiro, Médico Geriatra, fundador do Instituto Horas da Vida.
Fonte: Correio Brasiliense

Carlos Madeira, juiz federal aposentado, defende suspensão das eleições municipais de 2020 e utilização do fundo partidário para o combate ao coronavírus

José Carlos Madeira defende a suspensão das eleições municipais e a relocação dos recursos do fundo partidário para os órgãos de saúde do País.

O juiz federal aposentado, José Carlos do Vale Madeira, é pré-candidato a prefeito de São Luís pelo partido Solidariedade. Nesta quarta-feira, 18, em suas redes sociais, o pré-candidato defendeu a suspensão das eleições municipais deste ano.

Segundo Carlos Madeira, diante da pandemia do coronavírus é prudente a completa reformulação do calendário eleitoral. “Esse assunto somente poderá ser tratado por norma constitucional, mas uma Emenda à Constituição pode ser encaminha ao Congresso para modificar a Constituição Federal e prorrogar os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores por seis meses, ficando designadas novas eleições para o primeiro semestre de 2021”. Acrescentou Madeira.

Em sua postagem, o juiz aposentado Carlos Madeira, também disse ser favorável a realocação dos recursos do fundo partidário para os órgãos de saúde do País. “Nesse momento dramático vivido pelo País, todos os esforços e recursos financeiros devem ser voltados para proteger a saúde das pessoas, sobretudo dos mais pobres” ponderou.

Carlos Madeira finalizou sua postagem dizendo que devemos todos nos unir, superando convicções políticas e ideológicas e que a união pela saúde e pela paz será decisiva para enfrentar esse momento terrível da história da nossa história.

As eleições gerais deveriam ocorrer somente em 2022. Pelo visto, não há clima para realização das eleições neste ano. Considerando que a proposta de declaração de calamidade pública, votada ontem (18) pela Câmara de Deputados prevê que o estado de calamidade deve durar até 31 de dezembro. Como as eleições ainda são presenciais, ao que tudo indica, não há condições de realização do sufrágio neste ano de 2020.

Fonte: Central de Notícias