O APLAUSO

Por Tom Sales*

Certa feita fui tocar
Levantei o meu trompete
Assoprei tão delicado
Que nem suponha sonhar

Era num espaço bonito
Ambiente festejado
Entre os acordes tocados
Aos ouvintes escutados
Que por fim paralisados
Sem aplausos a soar

O aplauso não é buscado
Ele é o resultado
Do bem que gestou bem dado
Do fundo do coração
Que leva a comunhão
Entre a mensagem emitida
E ao ouvinte sentida
A transmutação da paixão

E o aplauso vibrante?
Que só pertence a quem dá
Que não enaltece o cantante
Mas tolas as ideias no ar
É o aplauso ideológico
Que destina sempre o óbvio
De seres tão inelógicos
Que nos faz ri e chorar

Tem o aplauso generoso
Por pura educação
Esmaga-se o que se pensa
Na palma de nossa mão
Prá não dizer o indizível
Pra evitar confusão

Mas o idiota aplaudido
Pensa que é para si
Infla o peito orgulhoso
Não ouve o riso maldoso
De quem dá ouro de tolo
Sem cometer nem um dolo
Deixando o bobo andar e tropeçar
Pensando ser venturoso
Não enxerga o quão pomposo
E seu ínfimo, Intalentoso
Que pena, chega a dar.

* Antônio Francisco de Sales Padilha é natural de São Bento/MA, Doutor em Música e Mestre em Direção Musical pela Universidade de Aveiro. Trompetista, Maestro, compositor e arranjador do Grupo Metal & Cia com dois CDs gravados – Interlúdio para uma Garota Bonita e Cidade do Sonhos. Diretor Musical da Orquestra de Sopro de São Luís – OSSL. Diretor e Arranjador da Big Show Band e Professor Associado da UFMA, membro da Academia Sambentuense de Artes e Letras, autor do livro Pietas e Labor.

Salve o Dia da Poesia!

Por Gracilene Pinto

Ao poeta condoreiro no Dia da Poesia

Uma chama fugaz brilhou na terra,
Teve até quem não visse o seu brilhar,
Distraída demais a vista erra
Sem o que vale a pena observar.

Assim passou também o condoreiro
Sem que o mundo notasse o seu valor,
Embora de janeiro a janeiro
Estivesse poetando sobre o amor.

Morreu como vivera, sufocado,
Pelas desilusões que a vida traz,
Possa o poeta ter na morte encontrado
Fartura de deleite, amor e paz.


Salve o Dia da Poesia!

O poeta é um duende que voa
Com a asa da imaginação,
Vê beleza em qualquer coisa atoa
E transforma a beleza em canção.

O poeta é um ente que habita
Em um jardim de enorme esplendor,
Na harmonia de sons e perfumes,
Nos cambiantes de vida e de cor.

Que, exaltado,
Em vã tentativa
Quer em rosa a vida colorir.

Que passeia entre sonhos
E que voa
Na asa multicor de um colibri.

(Gracilene Pinto in NA ASA DE UM COLIBRI – imagem da autora com sua obra na livraria AMEI).

Desembargador maranhense e seu filho são suspeitos de vender sentenças a traficantes

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (14/3) em Brasília, Belo Horizonte e São Luís.

Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (14/3), a Operação Habeas Pater, para combater crimes de corrupção ativa e passiva. A PF faz buscas em um escritório de advocacia na Asa Norte, área nobre de Brasília.

Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar o suposto envolvimento de um desembargador federal e seu filho, advogado, suspeitos de terem ligação com investigados da Operação Flight Level II, também deflagrada nesta terça pela Polícia Federal.

Trata-se do advogado Ravik de Barros Bello Ribeiro, filho do desembargador Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O desembargador Cândido Artur Medeiros Ribeiro Filho é natural de São Luís/MA.

Pai e filho são suspeitos de vender sentenças para traficantes. Caso pai e filho venham a responder pelos crimes, poderão ser condenados a até 12 anos de prisão.

A PF divulgou fotos de cédulas apreendidas, foto em destaque.

Estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Brasília; sete em Belo Horizonte, capital mineira; e um em São Luís, no Maranhão.

Operação Flight Level II

Também nesta terça, a PF deflagrou outra operação que investiga crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As investigações apontaram que os envolvidos na primeira fase da operação seriam uma “célula” de uma organização criminosa maior voltada ao tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e crimes financeiros.

Foram identificadas aquisições de imóveis, veículos de luxo, joias e criptoativos, sem que os rendimentos declarados fossem suficientes para justificar o acréscimo patrimonial no período.

Estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e região metropolitana, e nas cidades de São Paulo e Florianópolis, além de cinco mandados de prisão preventiva; cinco de temporária; 17 mandados de sequestro de veículos e de sete imóveis, bem como o bloqueio de contas bancárias e criptoativos de 34 pessoas físicas e jurídicas.

Participam do cumprimento dos mandados 120 policiais federais e 12 integrantes da Receita Federal. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que, somadas, podem chegar a 38 anos de reclusão.

Fontes: https://www.metropoles.com/; https://www.gov.br/pf/ e https://portal.trf1.jus.br/

Maranhão vai ser destaque no Carnaval do Rio em 2024; Mangueira vai homenagear Alcione

A Mangueira homenageará a Alcione no Carnaval 2024 e o Maranhão vai mais uma vez desfilar na Marquês de Sapucaí. O enredo é um desejo da presidente da escola, Guanayra Firmino, há mais de 10 anos. O convite foi feito nesta segunda-feira, 13 de março, na casa da cantora. Ela aceitou e sua vida será contada pela verde e rosa na Sapucaí.

Alcione demonstrou uma grande alegria com a iniciativa da escola. “Estou muito honrada e emocionada com o convite. Nunca imaginei tamanha homenagem.” O lançamento do enredo e da logo oficial será no dia 28 de abril, aniversário de 95 anos da Estação Primeira de Mangueira.

Alcione e a presidente da Mangueira Guanayra Firmino — Foto: Reprodução/Instagram Mangueira

Alcione está sendo homenageada também por Miguel Fallabella através do musical Marrom que está percorrendo o país e recentemente passou em São Luís.

A cantora Alcione será o enredo da Mangueira para o carnaval de 2024, anunciou a Estação Primeira nesta segunda-feira (13).

Segundo a escola, o convite da presidente Guanayra Firmino foi feito na casa da “Marrom” nesta segunda, que aceitou a homenagem. “Estou muito honrada e emocionada com o convite. Nunca imaginei tamanha homenagem”, disse Alcione.

O lançamento do enredo e logo oficial será no dia 28 de abril, aniversário de 95 anos da Estação Primeira de Mangueira.

Fontes G1 e Diêgo Emir.

“IMODÉSTIA”

Por Zé Carlos Gonçalves

Já, por longo tempo, venho observando e à busca de, um pouquinho que seja, entender “a ‘imodéstia’ e o desrespeito”, que vem dominando o nosso tão corrido cotidiano. O que deveria não acontecer. Afinal, nós estamos “ilhados” por informações. O que deveria, teoricamente, ser um indício bom de que não deveriam existir “tolos”. “Mas, porém, contudo, entretanto, todavia”, a realidade é bem outra. E, aí, né, como já dizia o sábio tio Bobo “queim teim besta num dévi comprá cavalo.” E, aí, entre bestas e cavalos, de um lado ou do outro, a situação está periclitante!

A verdade é que há quem se satisfaz, “goza”, ao diminuir, menosprezar e desmerecer o semelhante. Há até quem se acha intocável e humilha os menos esclarecidos, numa crueldade atroz. Imperdoável isso!

Em minhas peregrinações últimas, por repartições, na saga, e que maçante saga, por alguns documentos, vi e ouvi “absurdos” absurdos. Na minha adolescência, até se diziam “cabeludos”! Da mudez ao chão. Sim, senhor, o chão! Nunca eu entendi por que a maioria dos (des)atendentes procuram “o improcurável”, ao nos dirigirmos a eles. O olhar foge para o chão, como se se transportassem à dimensão “chãozística”. Até inventei um adjetivo. Que pilantra!

Absurdos, a irem da bandida arrogância, ao tratar o irmão funcionário, muitas vezes, do mesmo órgão, às vazias e intermináveis conversações ao celular. Ou “engabelação”, apenas. Até falam a ninguém. E da má vontade, “estampada no rosto”, mal acordado, para não dizer o que pensando estou, ao “mercado negro” de roupas, de “cosmésticos”, de bijus e de uma parafernália infernal. É … não é piada! A “feirinha rola solta”, em frente “ao aviso tão ameaçador”, que ameaça quem desrespeitar, vejam só, “o desrespeitador”. Acho que enrolei tudo. Assim, também, é a intenção de quem não respeita o próximo.

O pior é que esse mal se enraizou e se fincou em tudo. Nas repartições públicas, nos hospitais, nos consultórios, no comércio, nos escritórios. E, “a mais irônica ironia”, nas conversas. Há verdadeiros monólogos, em que sempre o mais sabido, o manipulador, é, também, o mais tolo.

No entanto o que mais me entristece é saber que nas salas de aula se encontram uns, que se acham “os caras”. Ou “os malas”. Se acham os donos da caneta, do saber e da vida. E, em um massacre inominável, se prestam a um desserviço imperdoável. À educação e à vida.

Graças ao bom Deus, este grupelho é insignificante ante a grandeza da doação, da empatia, do compromisso da esmagadora maioria dos docentes, que não dormem, a formar cidadãos!

Falo apenas dos antipáticos, medíocres, tiranos e imorais, que buscam refúgio em um autoritarismo canhestro e doentio, utilizado como única arma, a camuflar uma gritante insegurança, ou, quem sabe, verdadeiramente, a atestar incompetência.

Esse é o comportamento, que me enerva e me aniquila, principalmente quando vem à memória cena “dantesca”, no sentido literal do adjetivo, que testemunhei. Acreditem. Isso não é ficção. Verdade! Assisti à chegada de uma professora, para assumir uma sala, que já estava há algum tempo sem regente. E, ao se apresentar, mandou direto. “Se vocês não conhecem o diabo, cheguei”. Agora, imaginem a situação dos alunos. Agora, imaginem a matéria. Só … o terror dos terrores!” Matemática. Agora , imaginem que a Matemática, mesmo sem ter como mestre “o catebau”, já “mete medo”; imaginem … Imaginem, ainda por cima, “qui tamo viveno im ‘tempos modernos(os)!”
É … depois que até o demo se imiscuiu na crônica, “vô pará”. Afinal, não quero ficar mais “imodesto” do que já fui até aqui.

Foto da internet (https://sergiomerola85.jusbrasil.com.br/).

BAIXADA MARANHENSE: Projeto divulgará Maranhão como “Floresta de Alimentos” para o mundo

Projeto divulgará Maranhão como “Floresta de Alimentos” para o mundo. Iniciativa está senda devolvida na Baixada maranhense, com fabricação de gêneros alimentícios derivados do coco babaçu.

O diretor de audiovisual e empreendedor Jayme Monjardim reuniu-se, mais uma vez, com o secretário da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos (Sedepe), José Reinaldo Tavares.

Acompanhada dos sócios, a maranhense e idealizadora do Projeto, Cornélia Rodrigues – conhecida como Nelinha -, e Rodrigo Fleury, Monjardim tem avançado com o projeto sustentável de produção de alimentos para todo o mundo, fabricados a partir do babaçu. Ele conta com apoio do Governo do Estado e tem mantido frequentes trocas de informações importantes com o ex-governador Tavares.

O projeto está sendo devolvido na Baixada maranhense, município de Palmeirândia, com fabricação de gêneros alimentícios derivados do coco babaçu, investimentos em créditos de carbono, incentivo ao cooperativismo, que está sendo articulado pela Sedepe, e valorização das comunidades tradicionais.

O Projeto Babaçu, Idealizado pela maranhense de Palmeirândia, Cornélia Rodrigues, a Nelinha, tem recebido atenção de investidores e empresários de fora do Maranhão. A empreendedora que tem sociedade com o diretor de televisão e empresário Jayme Monjardim, que apostou na viabilidade do projeto e tem garantido seu financiamento, também terá apoio do Governo do Maranhão.

O Maranhão é um dos maiores produtores de babaçu do Brasil e chega a reunir a terceira maior força produtiva do estado. Várias matérias-primas são extraídas da palmeira, que contribui para a conservação da vegetação originando o fruto.

A cada ciclo, o babaçu forma de dois a seis cachos, cada qual contendo de 150 a 300 frutos. Ou seja, uma palmeira produz, por ano, cerca de 800 frutos. Cada planta, sem receber nenhum cuidado especial, produz, no mínimo, 2,5 toneladas de frutos por hectare ao ano. Se for tratada, a produção chega a 7,5 toneladas.

A planta pode ser usada ainda para fabricar peças de móveis e artesanato, alimentícios, chá medicinal, dentre outros itens.

Durante a reunião, Jayme Monjardim informou que já fechou parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para a fabricação dos sachês que a Organização das Nações Unidas (ONU) distribui para crianças em situação de desnutrição, ação que faz a diferença entre a vida e a morte.

“O mais importante é que já fechamos parceria com a Embrapa para produzir os sachês, Esses sachês são distribuídos hoje pela ONU no mundo inteiro. Já imaginaram, o Maranhão ser provedor de alimentos feitos à base de coco babaçu, exatamente igual como é o da pasta de amendoim? O Maranhão pode inclusive, vender essa imagem da Floresta de Alimentos na COP 2023!”, declarou o investidor.

O secretário José Reinaldo Tavares destacou a importância do projeto para o Estado. “Temos a melhor floresta de alimentos do planeta. O Jayme está fazendo um trabalho fantástico, utilizando as frutas e o coco babaçu para a fabricação dos sachês aqui no nosso Maranhão. Eu sempre digo que a Baixada é o nosso Pantanal, só que mais bonito”, explicou.

Jayme Monjardim resumiu o encontro como proveitoso e a união de forças para o trabalho dar certo. “É isso que estamos fazendo aqui, unindo forças. O Maranhão vende o futuro”.

Nelinha, Paulo Matos, Gracilene Pinto, Lauro Bonjardim e Maninha.

Fontes: https://upaonews.com/; https://sedepe.ma.gov.br/e Jornal Pequeno.

NAS ÁGUAS DE MARÇO, NASCE UMA ESTRELA

NAS ÁGUAS DE MARÇO

Por Gracilene Pinto

Noite escura e tenebrosa
Lá nos campos da Baixada.
A chuva descia em torrentes
Com a força da invernada

Lavando casas e matas,
Daquele ermo sertão,
Com as fortes águas de março
Deste nosso Maranhão.

Como diziam os mais velhos,
Chuva é sinal de fartura.
É bênção de Deus que ameniza
O rigor da vida dura.

É sinal de abundância,
Na terra, na água, no céu:
Peixes, aves, boa safra,
Arroz, farinha, a granel.

Com o barulho das torrentes
Não se ouvia quase nada,
Só a orquestra coaxante
Da imensa saparada.

Mas, alguém de bons ouvidos,
Prestando bem atenção,
Iria ouvir uns gemidos
De dor e muita aflição.

Uma bela moça ruiva,
Gemendo em grande sofrer,
Fazia força ajudando
O seu filhinho a nascer.

Do mesmo modo que um dia
Sofrera a mãe de Jesus,
Ela era também Maria
E tentava ao filho dar a luz.

A mãe, a irmã, as vizinhas,
Rezavam com devoção,
Pai-Nossos, Ave Marias,
O Rosário da Conceição.

A moça sofria tanto!
Tanto gemia, coitada!
E a criança não nascia
Com chá, com reza, com nada!

Foi, então, com grande fé,
Nascida do coração,
Que à Senhora do Rosário
Numa contrita oração

Pediu ajuda e socorro,
A bela Maria das Graças.
Clamando ao auxílio divino,
Suplicava pelas graças:

Que viesse logo o bebê,
Cheio de saúde e beleza.
Corpo de anjinho barroco
E rostinho de princesa.

A prece chegou ao céu
E o milagre aconteceu:
Um olhar da cor do mel
Em São Vicente nasceu.

Pelas dez horas da noite
A neném tão esperada
Deu seu grito de vitória
Chorando desesperada.

Do jeito que a mãe pediu
Veio ao mundo, a pequenina.
E assim todo mundo viu
A grande bênção divina.

Ainda era doze de março,
E a chuva continuava.
Sagrada água de março
Que a menina batizava.

… Enfim, nasci!

PERI-MIRIM: A Secretaria de Educação se prepara para as homenagens dos 104 anos de emancipação do município.

A Secretaria Municipal de Educação de Peri-Mirim (SEMED, nos últimos dias, organizou e promoveu reuniões com supervisores, coordenadores e gestores das escolas, a fim de apresentar a proposta de comemoração dos 104 anos de Peri Mirim, no dia 31 de março.

A proposta é homenagear ex-secretários de educação, que inclui os já falecidos.

Na programão está incluída uma missa na Igreja da Matriz às 07 horas da manhã com autoridades e secretários municipais; em seguida, às 9 horas, haverá o hasteamento das bandeiras.

Para a celebração solene foram convidadas as ex-professoras: Ana Rita (Nicó), viúva e irmã de dois homenageados; Javandira, mãe de Keila, uma das homenageadas e Ana Maria Silva, viúva de José do Carmo, um dos homenageados. Todas participarão do desfile.

Às 16 horas, será realizado o desfile cívico, com homenagem às mulheres que foram secretárias de educação, as professoras: Delza, Maria da Luz, Alda, Giselia e Zaine.

Por conta da logística, foi decidido que no desfile apenas 4 escolas irão realizar as homenagens aos ex-professores e ex-secretários de educação já falecidos, que serão distribuídos da seguinte forma:

1) A Escola Municipal São João Batista, abordará o tema: Literatura e Educação de Peri-Mirim e homenageará o professor João Batista Martins;

2 ) A Escola Municipal Keila Abreu Melo, abordará o tema: Economia Perimiriense e homenageará a professora Keila Abreu Melo Diniz;

3) A Escola Municipal Cecília Botão abordará o tema: Política e Geografia de Peri-Mirim e homenageará o professor Nelsolino Silva e

4) A Escola Carneiro de Freitas abordará o tema: Cultura e fará a homenagem ao professor José do Carmo França (pendente de biografia no site da ALCAP).

Considerando-se que os temas abordados nas homenagens dizem respeito à história cultural, econômica e geográfica do município de Peri-Mirim, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) participará do evento, com os professores e funcionários da SEMED que também são acadêmicos; bem como pelas homenageadas Alda Regina Corrêa e Giselia Martins; Francisco Viegas, Manoel Braga e a presidente da Academia, Ana Creusa Martins, também representarão a ALCAP, que disponibilizou as biografias dos homenageados, as quais podem ser acessadas no site O Resgate.

No desfile cívico, as  escolas apresentarão em quatro pelotões, com suas respectivas balizas e bandeiras. Tudo organizado e estruturado por cada escola.

A proposta é que os alunos desfilem devidamente fardados, pois, dará mais ênfase ao que está sendo proposto.

Espera-se a participação de toda a comunidade escolar, bem como de todos os munícipes, pois, as homenagens aos 104 anos do município de Peri-Mirim foram preparadas com muito carinho.

Texto de Diêgo Nunes, com edição de Ana Creusa.

O poder do sexto sentido – imaginação criadora

Por Ana Creusa

Segundo Napoleon Hill, o sexto sentido é a porção do subconsciente a que nos referimos como imaginação criadora (1). Para ele, a compreensão do sexto sentido só vem com o desenvolvimento mental interno.

No início da nossa vida escolar estudamos que o ser humano possui cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Mais tarde, ouve-se falar que existe um sexto sentido invisível e imperceptível à primeira vista. A pergunta é inevitável: existe, ou não, esse tal sexto sentido?

Segundo Reinado José Lopes, o sexto sentido não só existe como é essencial – e pode levar às melhores decisões da vida (2).

Em seguida, é necessário que se entenda o que é o sexto sentido. Será ele é acessível a todos, ou é privilégio de alguns e qual a sua relação com a intuição?

 Para João Bidu (2), sexto sentido e intuição são a mesma coisa, é como uma voz guiadora que habita dentro de nós e sua essência está interligada com as emoções. Para ele, “estar em sintonia com o sexto sentido, é compreender que a razão não é dominante; há muito mais conhecimento escondido no coração e no espírito, apenas esperando o momento certo para florescer ou ser ouvida”.

Matéria intitulada “O Sexto Sentido: Intuição” veiculada no site britânico O BCcampus Open Education:

Segundo A história mostra que a intuição pode ser um fator muito importante na tomada de decisões. A intuição é a capacidade de saber algo sem qualquer prova. Às vezes é conhecido como “intuição”, “instinto” ou “sexto sentido”.

Por centenas de anos, a intuição teve uma má reputação entre os cientistas. Muitas vezes tem sido visto como inferior à razão . Mas hoje em dia, muitos pesquisadores veem a intuição como uma maneira de nosso cérebro pegar um atalho com base em nossas memórias e conhecimento. Assim como nossa capacidade de raciocinar, às vezes nossa intuição é precisa e às vezes não.

A verdade é que todos nós já tivemos momentos em que um “pressentimento” – seja bom ou ruim – que afeta nosso julgamento acerca dos fatos. E, embora muitas vezes descartado como besteira, esse “sexto sentido” pode ser provado cientificamente, segundo Amanda Hooton (4) e caracteriza-se por ser como uma voz guiadora que habita dentro de nós e sua essência está interligada com as emoções. São lampejos que passam pela mente, são os pressentimentos ou inspirações.

Quando ela é exteriorizada, o corpo sente uma sensação diferente, que pode causar desconforto ou euforia dependendo da situação.

Todos nós temos os tradicionais cinco sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato), a intuição ou sexto sentido seria uma sexta forma de “sentir” alguma coisa. Este é a integração dos cinco, os estados internos do organismo e da mente racional, todos voltados para nos dar informações valiosas. E assim, crucial para a intuição ser uma característica feminina ainda tem um nome e apelido: corpo caloso.

A intuição é, portanto, uma capacidade do cérebro de cruzar as informações dos dois hemisférios: o esquerdo, que é racional, e o direito, emocional.

A intuição não só existe como é essencial – e pode levar às melhores decisões da sua vida. A intuição também tem um poder de decodificar o que o outro está sentindo mais rapidamente que um piscar de olhos.

O Sexto sentido pode ser considerado como imaginação criadora. Uma forma singela de explicar o sexto sentido é que ele é a capacidade que o cérebro tem de realizar o cruzamento de informações dos dois hemisférios – o esquerdo, que é racional, e o direito, emocional. É corrente o entendimento que pessoas mais sentimentais podem desenvolver melhor o dom da intuição.

Segundo matéria divulgada pela Revista Super Interessante publicada em 30 de maio 2016, o sexto sentido “Não é esoterismo, é um fato científico: o sexto sentido existe e pode nos ajudar a tomar decisões melhores. Só que você tem de saber usar”. 

A intuição também tem um poder de decodificar o que o outro está sentindo mais rapidamente que um piscar de olhos. Ela é capaz de traduzir em segundos expressões faciais sutis, como uma sobrancelha ar…

Lucas Miranda (5) no artigo “As bruxas do passado e do presente” registra que:

O estudioso de mitologia e religião norte-americano Joseph Campbell (1904-1987) explica que, desde as épocas mais remotas da história, a mulher é vista como força mágica e misteriosa da natureza, e esse poder feminino acabou despertando uma das maiores preocupações do ser masculino: como quebrá-lo, controlá-lo e usá-lo para seus próprios fins.

Conhecimento que empodera e incomoda

Durante dez séculos de hegemonia do Cristianismo no Ocidente, a Igreja tolerou práticas consideradas ‘pagãs’ em toda a Europa, de modo que as crenças tradicionais de diversos povos permaneceram vivas e, em muitos casos, sincretizadas ao Catolicismo. Porém, no final do século 14 e meados do século 15, houve severa investida contra tudo que contrariasse os dogmas cristãos – e as mulheres sábias se tornaram um alvo preferencial da ira dos então chamados inquisidores.

As tensões já existentes entre masculino e feminino desaguaram em uma das mais terríveis turbulências sociais na Europa medieval. A caça às bruxas, como ficou conhecida, foi amparada por uma série de justificativas teóricas inventadas por padres em toda a Europa. O mais famoso guia para esse intento foi O martelo das feiticeiras (Malleus Maleficarum), primeiro manual inquisitorial endossado pelo papa, publicado em 1486. Nele, as ‘mulheres sábias’ deixavam de ser membros fundamentais da sociedade para serem entendidas como agentes de Satã na Terra. O livro defendia que a feitiçaria era resultado direto de um pacto com o demônio, era típica da mulher, de qualquer idade, pois ela seria ‘sexualmente insaciável’ e, por isso, mais frágil diante do diabo. Portanto, sua prática era maléfica por natureza.

Com esse movimento, a imagem das feiticeiras de autonomia e poder para influir na vida coletiva se transformou. O nascimento da Inquisição e o início da caça às bruxas, no século 14, impulsionaram uma nova narrativa sobre essas mulheres, muito diferente daquela que a comunidade havia estabelecido. A partir de então, a figura da ‘mulher sábia’ passou a ser substituída pela de uma agente das forças das profundezas que se reúne com suas semelhantes para praticar magia negra e adorar o diabo

“Acredito em intuições e inspirações. Às vezes, sinto que estou certo. Eu não sei se estou”, disse Albert Einstein à revista norte-americana Saturday Evening Post em 1929. Ele afirmou que era muito mais fácil confiar nessas intuições e verificá-las mais tarde do que descartá-las logo de saída. Essa, talvez seja a forma mais eficaz de observação do fenômeno do chamado sexto sentido.

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Referências

(1) HILL, Napoleon. Quem pensa enriquece. Ed. Fundamento. pág. 115.
(2) Reinado José Lopes é jornalista especializado em biologia e arqueologia, autor de vários livros, entre os quais “1499: O Brasil Antes de Cabral”.
(3) João Bidu é nome artístico de João Carlos de Almeida, é um astrólogo brasileiro. Bidu é considerado o principal nome da Astrologia no país.
(4) Amanda Hooton é uma jornalista e colunista australiana e escritora sênior do Good Weekend.
(5) Lucas Miranda é formado em Física e Ciências Exatas pela UFJF. Mestre em Divulgação Científica pela Unicamp. É colunista na revista Ciência Hoje

UM CASALZINHO NO MAIOR GRUDE, SÓ QUE NÃO!!

Por Zé Carlos Gonçalves

COISAS E LOAS
(… olho no olho)

Um dia desses, ao esperar o meu filho na porta da escola, vi uma cena, que me chamou atenção. Ali se achava “um casalzinho, no maior grude”. Mas o grude não os grudava. “Que crazy!” Estavam juntos, e tão distantes. Cada qual em seu mundinho, aprisionados às telas mágicas, que os hipnotizavam.

O grude era, na verdade, com os sacripantas dos celulares. A garota estava mais contida, “soltando uns sorrisinhos disfarçados”. Já o garoto se retorcia todo, fazia caretas e caretas; e, o mais incrível, mastigava a língua numa insistência desmedida. Até lembrei da brincadeira de “cabo de guerra”. Quem não tinha como sustentar a força braçal, ia transferindo-a para a língua. E haja mascar a língua, como “uma brejeira”.
Mas, voltemos “ao namoro”. Será que estavam “namorano atravéise di mensági. Cad’um ligando pr’ôto. Só pôdi!”

Bom mesmo foi não termos vivido plugados e alheios. Os eletrônicos “ero a nossa praia, não, tio”. O olhar, geralmente, discreto. O interesse nascia. A coragem nem sempre se apresentava; mas, quando vinha, o valente e enamorado “indivíduo” se manifestava. “E, com força!” Se manifestava de todos os modos, mas com modo. Um psiu, abafado; uma tímida piscadela; um aperto discreto das mãos bobas; um bilhetinho, que era traficado pelos melhores amigos; uma dança nervosa; cabia até uma abordagem direta.

E, como tudo isso é verdade, a cena referida no início desta crônica me remeteu ao meu estimado e “danado” parente, Batista Pessoa, que sempre se refere ao início do namoro, “daqueles menos corajosos”, inclusive ele, que se muniam de infalíveis armas: pedrinhas milagrosas, “avoadoras” e tão certeiras, a serem verdadeiros cupidos, com o único intento de conquistar a cara paixão. O início era difícil, trabalhoso e trabalhado. Hoje é ausente. Não há início … Não há … Não há …

E veio a me remeter, também, ao apogeu de “uma conquista bendita”. O nervosismo, cruel e pilantra, dum indivíduo, que, “seim papu, au su vê nu mato seim cachorro”, e sem gato, se “chegou à pretendida” e direto, sem preâmbulo, “se saiu com esta”. “Sou fã teu!” E, para sua sorte, a “piquena, insensívi li disculhambô, num li deu bola e ind’o chamô di dismiolado”. Digo, sim, sorte. Sorte … pois se fosse “ôji” … ! “Arre égua!”‘ e outras zebras … Com toda certeza!
E, com toda certa certeza, havia mais olho no olho!