Academia Perimiriense debate a obra O Mágico de OZ com Carol Chiovatto

Clube de Leitura “João Garcia Furtado da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) é um sucesso. Ontem (12/09/2020) fizeram uma atividade importante para discutir sobre a obra o Mágico de Oz, com participação da escritora e tradutora de livros da série Mágico de Oz, Carol Chiovatto.

O encontro virtual foi realizado por meio da plataforma Google Meet e foi coordenado pela acadêmica Jessythanya Carvalho Santos que explicou a metodologia do debate, apresentando todos os presentes na sala virtual, bem como fez um breve relato sobre o currículo da escritora, Carol Chiovatto, que é doutoranda (Inglês-USP), escritora, tradutora de obras sobre o Mundo Mágico de OZ.

Após a apresentação da escritora, a coordenadora do debate passou a palavra à professora Lourdes Campos que fez uma rica apresentação sobre vida e obra do autor do Mágico de OZ, Lyman Frank Baum.

Ato contínuo a convidada iniciou o debate, fazendo considerações interessantes sobre a obra. Em seguida, alunos, acadêmicos e professores discorreram sobre as suas impressões sobre a obra e realizaram perguntas à debatedora que dirimiu as dúvidas dos participantes sobre o papel dos personagens da obra, sobre os valores de capacidade de liderança, coragem, humildade, individualidade, respeito, possibilitando reflexão sobre o contexto histórico e atual sobre a obra em análise.

A debatedora presenteou a ALCAP com algumas obras sobre o maravilhoso Mundo de OZ e a Academia a presenteou com a obra Dicionário do Baixadês do acadêmico Flávio Braga.

O debate superou as expetativas, possibilitando um novo olhar sobre a obra analisada. Após o encontro, a escritora postou em seu Twitter, o seguinte: “Acabei de falar sobre Oz com alguns alunos no ensino médio e da academia de letras de Peri Mirim (MA) Nada é mais legal, enquanto pesquisadora, do que poder falar da minha pesquisa com uma turma que leu o livro que o originou e está a fim de conversar”.

O Projeto Clube da Leitura da ALCAP está avançado para se tornar referência no estímulo aos jovens e adolescentes no maravilhoso munda da leitura.

Pátria Amada Brasil

Autora Gracilene Pinto

Desperta, querida
Nação Brasileira,
E a tua bandeira
Intrépida e audaz,
Desfralda nos montes
Com gesto ligeiro
E orgulho altaneiro,
Na guerra ou na paz.
Em defesa do altivo pendão
Te levanta,
Pois teu povo já canta
Um hino de esperança
Que do coração
Vai ecoar nos ares,
Planícies, palmares,
Trazendo bonança
Para a terra amada,
Onde ao Sul estrelas
Fazem cruz e, ao vê-las,
Sentimos que nada pode ser mais forte
Que Deus no comando de um coração valente
A defender contente
A Pátria Mãe gentil,
Esta terra linda, coração do mundo,
Por Deus abençoada
Com a cruz estrelada,
Chamada Brasil!!!
(Imagem Bandeira do Brasil – Consulado dos EEUUA)

Saudades de mim

Sinto saudades de mim. Um profundo vazio, uma ausência, uma eterna saudade. Aonde me perdi? O sonho, o desejo de vitória, a luta, aonde estão? Fui definhando devagar na busca do esvaziamento do meu Ser, agora sinto que a existência é um pesadelo do qual não quero sair.

Não consigo despertar do sono profundo. Encontro uma saída, a única saída, que jamais poderia ser considerada solução é, antes de tudo a negação plena, a insatisfação do meu ser. Fui embora e, longe de mim, é mais fácil lidar comigo, fora do controle vital da minha existência vazia e sem graça!

A reprovação da existência, a derrota em uma luta em vão, o escapismo do vazio daquilo que nunca tive, quem eu sou? Não quero sentir essa dor, mas, combatê-la é inútil. Vou ficar no meio do caminho da existência inútil que nada faz sentido! Fui e não consigo voltar. Ah, quem me dera poder sentir o ar puro e libertador do fim, ah, que alívio …

Vou e não volto mais, quero beber na fonte do defunto que não pode mais sofrer, em que a vida é passado e que nada mais faz sentido, o sofrimento é passado, pois a luta é um devaneio dos vivos e infelizes – sou o passado de uma vida sem sentido, sem lógica, que já era! Quero a fila da indigência para pedir que me deixem morrer em Paz, que não sou nada, nem busco nada! Não quero mais viver e pronto!”

As linhas acima fazem parte do depoimento de alguém à beira do suicídio, que só não se concretizou porque a pessoa encontrou na família o único sentido da sua vida. Cinco anos depois, Maria Antônia é feliz e cheia de planos.

Perde-se o sentido da vida em qualquer etapa da existência. Pode-se ter uma vida de sucesso e depois não encontrar mais o suspiro da vida, ou por um trauma, desemprego ou qualquer outra alteração brusca na vida. É necessário que a família e os amigos próximos estejam atentos para perceber o recolhimento, a tristeza da pessoa vítima de depressão e outros transtornos d´alma para poder ajudar.

A ajuda não pode ser aleatória, deve contar com a assistência de profissional, de preferência Psiquiatra, pois em casos agudos da doença psicossomática, o uso de medicação é imprescindível.

O pedido para que a pessoa reaja, em certos casos, até agrava a situação pois o depressivo sente-se ainda mais incapaz, ao saber que não pode reagir. Ajude-o, leve ao psiquiatra. Evite pedir algo em troca, nesse momento, apenas ajude incondicionalmente. Sente com a pessoa na cama, leve-o ao médico, compre os remédios, acompanhe o uso da medicação e aguarde os resultados. Mais uma vida cheia de sonhos pode ser salva com pequenos gestos.

Baseado em uma história real. Nome fictício para preservar a identidade da pessoa.

O pássaro Grinfo

Autores  irmãos Grimm*

Era uma vez um rei muito poderoso; que reinava parte do mundo e como se chamava, já não sei mais.

Esse rei não tinha filhos homens, só tinha uma filha que vivia doente e médico nenhum conseguia curá-la. Um dia, alguém predisse que a princesa só se curaria se comesse uma maçã. Então o rei fez anunciar por todo o reino que, aquele que trouxesse à princesa a maçã, que a devia curar, casaria com ela e mais tarde seria rei desse país.

A notícia chegou até uma aldeiazinha onde vivia um pobre camponês que tinha três filhos. Chamando o filho mais velho, disse-lhe:
– Pega uma cesta e vai ao pomar colher, na macieira maior, aquelas maçãs vermelhinhas e perfumadas e leva-as ao castelo. Talvez a princesa coma a que lhe deve restituir a saúde e assim casarás com ela.

O rapaz fez o que dizia o pai; em seguida, meteu-se pela estrada a fora rumo à cidade. Tendo andado bom trecho, encontrou um anãozinho que lhe perguntou o que levava no cesto. O rapaz, que se chamava Elias, respondeu:

– Levo patas de rãs.

– Muito bem, – respondeu o anão; – assim é e assim ficará sendo. – E foi-se embora.

Elias continuou o caminho e, por fim, chegou ao castelo, fazendo anunciar que trazia maçãs que curariam a princesa se as comesse. O rei ficou contentíssimo e fez entrar o rapaz. Mas, oh! quando Elias abriu o cesto, ao invés de maçãs só se viu um montão de patas de rãs, que ainda esperneavam.

O rei ficou furioso e mandou que os criados o enxotassem quanto antes do castelo. Chegando em casa, Elias contou ao pai o que se passara. Então o velho disse ao segundo filho, que se chamava Simão:

– Colhe tu um cesto de maçãs e vê se tens mais sorte que teu irmão.
Simão obedeceu, e, quando ia pela estrada, encontrou- se, também, com o anãozinho, que lhe perguntou o que levava no cesto. Em tom de mofa, Simão respondeu:

– Levo cerdas de porco.

O anão disse-lhe:

– Muito bem; assim é e assim ficará sendo.

Quando Simão chegou ao castelo e se apresentou, a sentinela não queria deixá-lo entrar, dizendo que já haviam sido enganados por um outro. Mas Simão insistiu, afirmando que trazia as melhores maçãs, que certamente curariam a princesa. Por fim, levaram-no à presença do rei. Mas, quando abriu o cesto, viu-se dentro dele um punhado de cerdas de porco. O rei enfureceu- se de tal forma que mandou expulsar o rapaz a chicotadas.

Chegando em casa, Simão contou a triste aventura ao pai. Então veio o mais moço dos filhos, que se chamava Joãozinho, e que todos tratavam com pouco caso por o acharem um tanto pateta, e pediu ao pai para levar ao castelo o cesto de maçãs.

– Sim! – disse o pai com certo desprezo; – és realmente muito indicado! Se teus irmãos, que são mais espertos não o conseguiram, como é que um parvo como tu o conseguirá?

Mas Joãozinho não parava de insistir.

– Deixa-me ir, pai. Deixa-me ir!

– Santo Deus, cala-te, pateta! – respondeu o pai amolado; – devias procurar tornar-te um pouco mais esperto! – e com isso deu-lhe as costas.
Joãozinho não se conformava e, puxando-o pelo paletó, tornou a pedir:

– Eu quero ir! Deixa-me ir, pai.

– Pois bem, vai em santa paz; havemos de nos ver à tua volta! – respondeu com impaciência o pai.

O rapaz dava pulos de alegria e não cabia em si de satisfação.

– Bem, não te ponhas doido, agora! Cada dia ficas mais estúpido! – explodiu o pai, muito irritado.

Mas Joãozinho não se importou com isso e, também, não perdeu a alegria. Entretanto, como já estivesse anoitecendo, resolveu esperar até à manhã seguinte, pois, de qualquer maneira, não chegaria nesse dia ao castelo, e foi-se deitar.

Mas, na cama, não podia adormecer; virava-se de um lado e de outro. Quando, por fim, conseguiu pegar no sono, sonhou com lindas donzelas, com castelos magníficos, com pilhas de ouro e prata e outras coisas belas.
Logo, ao romper do dia, foi colher as maçãs e pôs-se a caminho. Encontrou-se, também, com o anão velhinho, que lhe perguntou o que levava no cesto. Joãozinho respondeu que levava maçãs para curar a princesa.
– Muito bem, – respondeu o anão; – assim é, e assim ficará sendo.

Ao chegar ao castelo, porém, as sentinelas não queriam de modo algum deixá-lo passar, porque já tinham vindo outros alegando que traziam maçãs, e um trazia patas de rãs, enquanto o outro apresentou cerdas de porco. Mas Joãozinho não se deu por vencido. Jurou, afirmou que não trazia nada dessas coisas e sim lindas maçãs, as mais belas que existiam em todo o reino. Falou com tanto desembaraço e franqueza, que a sentinela se convenceu de que não estava mentindo e o deixou entrar.

E não se arrependeu, pois, quando Joãozinho retirou a tampa do cesto, na presença do rei, viram surgir belíssimas maçãs douradas e que espalhavam perfume delicioso. O rei alegrou-se muito vendo-as e mandou logo levá-las à filha. Depois ficou esperando ansioso pelo efeito produzido. Não demorou muito, chegou a resposta. E sabes quem a trouxe? Foi a própria princesa.

Assim que provara uma dessas maravilhosas maçãs, sentiu-se restabelecer de imediato e, muito contente, saltou da cama, sã e vigorosa. Impossível descrever a felicidade do rei. Agora, porém, que viu a filha curada, não mais queria dá-la ao pobre campônio. Não sabendo como livrar- se dele, disse-lhe que, antes de receber a princesa por esposa, teria de fazer um barco que andasse tão bem por terra como por mar.

O pobre Joãozinho aceitou a condição, com certa tristeza. Voltou para casa e contou ao pai tudo o que se passara. O pai resolveu, então, mandar Elias à floresta para escolher a madeira e fazer o barco. Elias estava lá trabalhando com afinco e assobiando uma canção, quando, ao meio-dia, no momento em que o sol estava a pique, aproximou-se dele o anãozinho e perguntou o que estava fazendo. Elias, mal educado como sempre, respondeu:
– Cavacos.

– Bem, – disse o anão; – assim seja e assim fique sendo.

No fim do dia, certo de haver construído o barco, quis subir nele, então viu com espanto que só tinha cavacos aí. No dia seguinte, Simão foi à floresta com a mesma incumbência, mas aconteceu-lhe tudo exatamente como ao irmão. No terceiro, chegou a vez do Joãozinho. Chegando à floresta, pôs-se a trabalhar com tamanho afinco que as marteladas se ouviam longe; cantando e assobiando alegremente, ia construindo o barco. Ao meio-dia, quando o sol estava bem a prumo no céu, apareceu o anão perguntando o que estava fazendo.

– Tenho de fazer um barco que tanto ande por terra como por mar, – respondeu ele.

– Se o conseguir, eu me casarei com a filha do rei.

– Bem, – disse o anão; – assim é e assim ficará sendo.

No fim do dia, Joãozinho terminara o barco com os pertences correspondentes; meteu-se dentro dele e pôs- se a remar para a cidade. E o barco deslizava tão velozmente como se impelido pelo vento na água. O rei viu-o de longe chegar com o barco, mas continuou a relutar em dar-lhe a filha e, como pretexto, disse-lhe que devia submeter-se a outra prova.
– Deves pastorear durante um dia as cem lebres brancas que ela possui. Se faltar uma só esta noite à chamada, – disse o rei, – perdes o direito à mão de minha filha. E lá se foi o pobre Joãozinho, no dia seguinte, levar as cem lebres ao pasto, vigiando bem para que não lhe escapasse nenh uma. Pouco depois veio uma das cozinheiras do castelo e pediu para levar uma das lebres, pois, tendo recebido visitas, queriam que a preparassem para o jantar. Joãozinho compreendeu muito bem que isso não passava de um ardil e recusou entregar a lebre; o rei podia, se quisesse, oferecer a lebre no dia seguinte às suas visitas. Mas a criada continuava a insistir e, por fim, acabaram brigando; na sua exaltação, Joãozinho disse que só entregaria a lebre se a princesa em pessoa viesse buscá-la. A criada foi e contou à princesa. Nesse interim, apareceu o anão e perguntou a Joãozinho o que estava fazendo aí.

– Ah, – respondeu ele, – tenho de guardar as cem lebres da princesa e não deixar escapar nenhuma; só assim poderei casar com a filha do rei e herdar o trono.

– Pois bem, – disse o anão, – eis aqui um apito; se alguma delas fugir, só tens de apitar e ela voltará imediatamente.

Pouco depois, chegou a princesa e Joãozinho pós-lhe uma lebre no avental de renda. Mas não havia andado cem passos ainda, e Joãozinho tocou o apito e a lebre pulou do avental e, com alguns saltos, foi juntar-se às companheiras. Ao anoitecer, Joãozinho tornou a apitar, reuniu todas elas e conduziu-as ao castelo.

O rei ficou muito admirado ao ver que o rapaz conseguira guardar as cem lebres sem deixar escapar nenhuma; ainda assim, porém, não queria dar-lhe a filha. Então, propôs-lhe como última condição, uma coisa que julgava humanamente impossível de se obter. Queria que lhe trouxesse uma pena do rabo do grinfo.

Joãozinho logo se pôs a caminho, seguindo sempre para a frente com desassombro. Pela tardinha, chegou a um castelo e pediu hospitalidade para aquela noite, pois nesse tempo ainda não existiam hospedarias nem albergues. O proprietário do castelo recebeu-o com muito agrado e perguntou para onde ia.

– Vou em busca do grifo, – respondeu o rapaz.

– Ah, vais procurar o grinfo! Dizem que esse animal sabe tudo quanto se passa no mundo; queres fazer o favor de perguntar-lhe onde se poderá encontrar a única chave que abre a caixa-forte onde guardamos todo o nosso dinheiro? Há tempo que a perdemos!

– Perguntarei com todo o gosto, – disse Joãozinho.

Retomou o caminho logo pela manhã e, ao anoitecer, chegou a outro castelo e aí também pediu hospitalidade. Quando os castelões souberam que ele ia à procura do grinfo, pediram-lhe que perguntasse o que poderia curar-lhes a única filha, que estava doente, e nenhum remédio dava resultado.
João prometeu que o faria de muito boa vontade e de novo se pôs a caminho.

Dentro em pouco, chegou à margem de um rio largo e profundo, sobre o qual não se via ponte alguma. Nisto viu chegar um enorme e musculoso remador com um barco, que tinha o encargo de transportar as pessoas para a outra margem. O homem perguntou-lhe onde ia.

– Vou em busca do Grnifo, – disse Joãozinho.

Então o homem pediu-lhe para perguntar ao grinfo porque era que tinha sempre e sempre de transportar gente de uma a outra margem, sem nunca descansar. Joãozinho prometeu fazê-lo. O homem transportou-o para o outro lado e ele continuou o caminho.

Depois de andar um bom trecho, chegou, finalmente, à casa do Grinfo, que estava ausente no momento, encontrando-se lá apenas sua mulher. Esta perguntou ao rapaz o que desejava. Então Joãozinho contou-lhe tudo; dizendo também que tinha de levar uma pena do rabo do grinfo; em seguida contou-lhe as perguntas que o encarregaram de fazer, isto é: onde estava a chave da caixa-forte do castelo, perdida há muito anos; num outro castelo estava doente a filha dos castelões e queriam saber o que a poderia curar e, finalmente, no rio próximo dali, havia um barqueiro que precisava transportar todas as pessoas sem nunca descansar, e queria saber o que devia fazer para livrar-se daquilo.

A mulher, então, disse-lhe:

-Meu bom amigo, nenhum cristão pode falar com o Grinfo; ele os detesta e devora todos quanto encontra. Como és um bom rapaz, vou ajudar-te.

Mete-te debaixo da cama e à noite, quando o Grinfo estiver dormindo, estica o braço e arranca-lhe uma pena do rabo; quanto às perguntas, eu as farei e tu ouvirás as respostas.

Joãozinho seguiu os conselhos e escondeu-se debaixo da cama. Pela tardinha, ouviu-se um grande ruído e bater de asas; era o Grinfo que voltava e, assim que entrou no quarto, disse:

– Mulher, estou sentindo cheiro de carne humana.

– Tens razão, – disse a mulher, – hoje esteve um rapaz aqui, mas já se foi embora.

O Pássaro Grinfo contentou-se com essa resposta. Mais ou menos à meia-noite, quando ele roncava sonoramente Joãozinho, com muito cuidado, arrancou-lhe uma pena do rabo. O Grinfo deu um pulo na cama e gritou:
– Mulher, continuo sentindo cheiro de carne humana e parece-me que alguém me puxou o rabo.

– Ora, ora, – disse a mulher, – com certeza sonhaste; eu te contei que esteve aqui um rapaz mas que logo se foi. Ele contou-me uma porção de coisas!

Disse-me que, num castelo distante, perderam a chave da caixa- forte e não conseguem mais encontrá-la!

– Que tontos! – resmungou o Grinfo, – A chave está no depósito de lenha, atrás da porta, em baixo de uma pilha.

– Depois contou-me que noutro castelo há uma moça muito doente e ninguém conhece algum remédio capaz de curá-la.

– Que tolos! – respondeu ele. – Debaixo da escada que vai à adega, há um rato que fez o ninho com os cabelos dela; se conseguir reaver os cabelos, ela ficará curada.

– E, sabes, disse-me ainda que aqui por perto há um rio no qual se encontra um barqueiro que transporta a gente para a outra margem; ele gostaria de saber o que deve fazer para se livrar desse trabalho.

– Que estúpido! – disse o Grifo; – basta que passe o remo para outra pessoa alguém, nunca mais teria de transportar ninguém.

Pela manhã, o Grinfo levantou-se e saiu para os seus afazeres. Então Joãozinho deixou o esconderijo, segurando a pena arrancada do Grinfo; além disso ouvira e guardara na memória o diálogo havido entre a mulher e o Grinfo; esta repetiu-lhe tudo outra vez para que ele não se esquecesse e, depois de agradecer e se despedir gentilmente da mulher, Joãozinho seguiu de volta para o reino.

Tendo chegado à margem do rio, fez-se transportar para o outro lado; depois disse ao homem que, quando viesse alguém, entregasse o remo para ele, assim nunca mais teria de transportar ninguém. O homem agradeceu- lhe muito e perguntou-lhe se queria ser transportado ainda uma vez de um lado para outro, mas Joãozinho não aceitou, dizendo que preferia poupar-lhe aquele trabalho, depois seguiu para diante.

Ao chegar ao castelo onde estava a jovem doente, carregou-a às costas, porque ela não podia andar, e levou-a à adega; descobriu o ninho do rato debaixo da escada e entregou-lhe. Pegando os cabelos, ela ficou imediatamente curada e saiu correndo na frente dele pela escada acima, alegre e feliz como nunca. Os pais, radiantes de felicidade, presentearam Joãozinho com uma grande quantidade de ouro, prata e pedras preciosas, dizendo que levasse tudo quanto quisesse.

Ao chegar no castelo seguinte, o rapaz foi diretamente ao depósito de lenha e, atrás da porta, sob uma grande pilha de lenha, encontrou a chave da caixa-forte, que entregou ao dono. Este se alegrou imensamente e deu-lhe tanto ouro quanto lhe era possível carregar, além de muitas outras coisas: vacas, ovelhas, cabras, enfim, tudo o que ele quis.

Assim, quando Joãozinho chegou ao castelo do rei, pai de sua noiva, com toda aquela riqueza e ainda por cima com a pena do Grinfo, o rei perguntou-lhe onde tinha conseguido tudo aquilo.

Joãozinho disse-lhe que o Grinfo dava tudo o que se queria. Então o rei pensou que seria muito bom possuir tanta coisa e resolveu ir ter com o Grinfo.

Pôs-se logo a caminho e, quando chegou ao rio, aconteceu que era justamente a primeira pessoa que aparecia depois de Joãozinho; o barqueiro lhe entregou o remo, assim que chegaram do outro lado do rio, o rei pegou o remo e barqueiro foi embora, deixando que o rei continuasse a navegar para sempre. Alguns dias depois, Joãozinho casou-se com a princesa e tornou-se o rei muito estimado daquele país.

* Jacob e Wilhelm Grimm viveram nesta casa em Steinau, atual Alemanha, de 1791 até 1796 e Jacob Ludwig Carl Grimm, nascido em 4 de janeiro de 1785, era 13 meses mais velho que seu irmão Wilhelm Carl Grimm, que nasceu em 24 de fevereiro de 1786.

A Eleição das Árvores

Uma parábola muito apropriada ao nosso atual momento eleitoral está no Livro dos Juízes, Velho Testamento, capítulo 9, versículos 7 a 21.

Foi contada por Jotão, no alto de um morro como era costume naquele tempo, aos concidadãos de Siquém, cidade que ficava próxima a Jerusalém, no caminho para Nazaré.

Narra que, certa vez, as árvores decidiram eleger um rei e a escolha inicial recaiu sobre a Oliveira. Mas esta logo tratou de se omitir, sob a desculpa de que não poderia deixar a sua função de proporcionar aos homens e aos deuses o seu azeite precioso.

Resolveram, então, indicar a Figueira para sua governante. E novamente obtiveram uma negativa, pois a Figueira teria que renunciar sua missão de oferecer a todos a doçura de seu fruto que tanto ameniza as amarguras da vida.

Nova tentativa foi feita, desta vez com a Videira, que também não aceitou o honroso convite. Preferia continuar sua tarefa de proporcionar o bom vinho, que estimula o congraçamento e faz bem a saúde, contanto que haja moderação.

Já desesperançadas e com receio de uma nova recusa, as árvores recorreram ao Espinheiro. Este foi logo aceitando ser Rei com uma única condição: de que as árvores se abrigassem sob sua sombra, caso contrário dele sairia enorme fogo que as consumiria.

Na verdade, era uma escolha fadada ao insucesso, pois sendo o Espinheiro uma árvore rasteira, não proporcionaria nenhuma sombra. Além disso, durante o mandato do espinheiro, as árvores sofreriam suas espetadas por todos os lados. E o pior, quando seco, o espinheiro torna-se fácil combustível para os incêndios que devoram as florestas.

A história ainda continua com a chacina dos setenta irmãos de Jotão e várias outras situações bíblicas. Mas a principal lição é que as más escolhas sempre redundam em desastres.

E se o mundo não está melhor, não é só devido aos maus, mas também por causa dos bons, do seu comodismo, da sua omissão, pois não basta não fazer o mal, é imprescindível fazer o bem.

Assim, se para você, tanto faz como tanto fez quem seja eleito, então nunca teremos o Brasil que almejamos. Pense nisso.

Oremos. E que, em uníssono, possamos fazer realmente a melhor escolha nestas eleições.

Alexandre Campos

Nasceu no dia 06/05/1917. Filho de Agda Pereira Campos e Domingos Gusmão Campos, natural de São Bento/MA. Morou desde sua mocidade até adolescência no povoado Ponta do Lago no município de Peri-Mirim/MA, próximo ao centro da cidade, onde construiu família.

Alexandre nunca esquece de suas viagens para São Bento, todas elas eram a canoa, quem sempre forquilhava era seu pai, Domingos, e amigos da família como: Vicente e Mariano. Em São Bento eles compravam o que necessitavam em sua casa e/ou de vizinhos e familiares.

Não aprendeu a ler e escrever. Sempre trabalhou na lavoura. Casou-se primeiro com Isabel Lima Campos, da união nasceu Jaime Lima Campos. Sua primeira esposa nasceu no Bairro do Portinho, irmã do senhor João Lima. Com o falecimento da esposa, Alexandre casou-se pela segunda vez no dia 23/05/1923 com a senhora Jovanita Silva Pereira, e tiveram 04 filhos.

Moraram por muitos anos no bairro da Liberdade em São Luís, capital do Estado do Maranhão. Quando ficou viúvo pela segunda vez, voltou a morar novamente no povoado Ponta do Lago com dona Raimunda Marcela Silva, natural de São Bento, passaram-se alguns anos, quando ele resolve morar com seu filho mais velho, Jaime Lima, no bairro do Portinho.

Alexandre perdeu seu filho recentemente. Reside ainda na casa de Jaime Lima com sua nora Assunção de Maria Martins Lima, para quem tem um grande afeto e respeito.

Perguntado sobre a origem do bairro do Portinho, Sr. Alexandre contou algo inusitado, diz ele: O bairro do Portinho surgiu por meio do Porto de Pedro de Cota (na rua do senhor René Barros e da Rádio Perimiriense) na qual vinham pessoas de várias localidades vindo de viagem, inclusive de São Bento: desembarcar, embarcar, comprar e vender seus produtos, e também do centro da cidade de Macapá, a barragem que liga o bairro do Portinho ao Centro da cidade não existia naquela época, no inverno era uma grande barreiro. E o pessoal saía e chegava pelo Porto de Pedro de Cota, o portinho. O porto de Zé Queiroz era maior, aí para se procurar as coisas se identificava no portinho – que era o porto pequeno. Portinho existe há muito tempo.

Alexandre sempre se emociona quando se recorda de algumas coisas, no início ficou muito tímido em falar, e disse que não ia dizer nada, mas com o decorrer da conversa, o senhor de 102 anos se expressou muito.

Entrevista realizada por Diêgo Nunes Boaes em março de 2020 e envaida à redação de O Resgate.

O retorno às aulas: pergunte ao editor geral da República

A Ciência não disse, então, qualquer um pode dizê-lo, sem medo de errar. Mas será criticado, com certeza.

Quem se aventurar a dizer a data que considera adequada para o retorno às aulas, será contraditado pelo interlocutor que o acusará de não ser especialista no assunto.

Afinal, quem vai dizer quando voltar às aulas? Serão os secretários de Educação, os reitores, os pais ou os alunos? Qualquer um desses, menos os professores que já foram silenciados: fala-se em aula dia sim, dia não, mas não se fala em dobrar o número de professores.

Seja pai, aluno ou professor, não poderá opinar. Tem que deixar esse assunto com a Ciência. Mas a Ciência foi silenciada pelo medo. Como o medo é inimigo do conhecimento, o retorno às aulas pode ser qualquer dia.

A Ciência que deveria opinar, tirou férias forçadas pelo sistema de inquisição de ideias.

Há uma saída: perguntar ao Supremo Tribunal Federal (STF), o onipresente, onisciente e onipotente, para que ele edite a norma dos governadores e prefeitos e determine a data correta para a volta às aulas.

Como ninguém deve se atrever em criticar as decisões das vossas excelências, é seguro que a data determinada pelo Supremo, é a única que pode ser praticada sem críticas. Com a palavra, o STF, o silenciador geral da República.

Texto de Ana Creusa Martins dos Santos, Advogada. Foto de destaque For Educator.

Censura nas redes sociais equivale a pena de morte civil praticada na Antiguidade

Uma das vítimas do bloqueio de contas em redes sociais foi o Presidente do PTB, Roberto Jefferson, que fez duras críticas à decisão do Ministro Alexandre de Moraes, a qual compara à pena de morte civil. Diz o presidente do partido que: “Impedir a expressão pública equivale a restauração da antiga pena de morte civil, que constitui a perda da personalidade em vida, e visa destituir certos indivíduos dos direitos inerentes a pessoa humana, como o direito de falar e se manifestar em público. É o fim da cidadania“.

Relembrando que o indivíduo apenado com a morte civil perdia todos os direitos civis e políticos, sendo considerado civilmente morto. Autores que ainda existem resquícios dessa pena na legislação brasileira e, principalmente, no grande número de excluídos que grassam pelas ruas do país – os invisíveis.

Na última sexta-feira (24 de julho de 2020), o Twitter atendeu à ordem do Ministro do STF e retirou do ar, 16 contas de perfis, por supostas críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

A decisão proferida está em desacordo com a manifestação encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, no dia 23 de junho, sobre um habeas corpus impetrado pelo empresário Otávio Fakhoury, em que o Procurador Geral da República,  Augusto Aras, disse que a determinação de Moraes de suspender contas em redes sociais é desproporcional e contrária ao princípio da liberdade de expressão.

A determinação de bloqueio foi feita em razão de críticas dirigidas aos membros do STF. A decisão de bloqueio foi fundamentada no artigo 21 do Regimento Interno do STF, em que o Ministro determinou “…2) O bloqueio de contas em redes sociais, tais como Facebook, Twitter e Instagram, dos investigados apontados …”.

Antes de executar as penas seria interessante que os membros do STF tentassem responder as seguintes questões: – Por que muitos brasileiros fazem críticas às suas decisões? Será porque deixam muitos processos acumulados até prescreverem as penas, ou porque impossibilitaram a prisão após segunda instância, ou porque proibiram operações policiais durante a pandemia? Será que as críticas são “pura maldade”, e seus os críticos merecem pena de morte civil?

Houve muitas reações no meio político e social, contra e a favor, estes devido à grande polarização que existe no país, ainda há quem defenda da censura, desde que recaia sobre o adversário. Para o jornalista Luis Lacombe: “Não há como aceitar a censura. Não há como aceitar que aplaudam a censura. Liberdade de expressão a todos, aqueles que pensam como eu e os que pensam de forma diferente“.

O Presidente da República, por meio da Advogacia Geral da União, protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADin), que para alguns já é considerada a “Ação do Ano”, exatamente por colocar em xeque várias decisões do STF que defendem a liberdade de expressão.

A referida ADIn questiona que no ordenamento jurídico brasileiro, não respaldo legislativo específico que preconize a possibilidade de bloqueio ou suspensão de funcionamento, por ordem judicial, de plataformas virtuais de comunicação – as conhecidas redes sociais.

Portanto, “Diferenciar entre opiniões valiosas ou sem valor é uma contradição num Estado baseado na concepção de uma democracia livre e pluralista’”. Paulo Gustavo Gonet Branco.

“Eu desaprovo o que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo” (Evelyn Beatrice Hall). Esta frase não é de Voltaire, e sim de Evelyn Beatrice Hall, que a escreveu para ilustrar as crenças de Voltaire, na sua biografia sobre o autor “Amigos de Voltaire”. Não à censura!

Reforma Tributária: CBS substituirá o PIS/Pasep e a Cofins

A proposta cria a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em substituição ao Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e ao Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Leia a íntegra da Proposta de Reforma Tributária CBS.

A proposta do governo é que a CBS seja um imposto não-cumulativo, ao contrário do PIS/Pasep e da Cofins. Atualmente, esses tributos, que incidem sobre receitas e faturamentos de empresas, são, na maioria dos casos, cumulativos, o que significa que eles incidem sobre o valor total em todas as etapas da cadeia de produção ou de comercialização, inclusive sobre o próprio pagamento do tributo na etapa anterior.

Os princípios da reforma tributária proposta pelo governo são simplificação, redução de custos, mais transparência, segurança jurídica, combate à evasão e à sonegação, e criação de mais empregos e investimentos.

A proposta, que deverá ser analisada pelo Congresso Nacional, estabelece regras de transição entre os atuais tributos e a CBS e prevê o prazo de seis meses, a partir da publicação da lei, para que o novo tributo entre em vigor.

As outras mudanças a serem propostas pelo Executivo serão incluídas na segunda parte da reforma tributária. “Para dar a ênfase na nossa confiança no Congresso, ao invés de mandar uma PEC [Proposta de Emenda à Constituição], mandamos propostas que podem então ser trabalhadas e acopladas. Mas mandaremos todas, Imposto de Renda, dividendos, os impostos indiretos, IPIs, todos os impostos serão abordados”, detalhou Paulo Guedes.

A unificação do PIS e Cofins, proposta pelo governo, não requer mudanças na Constituição Federal. Isso porque o novo imposto proposto fica restrito à arrecadação federal, sem mexer no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, e no Imposto sobre Serviços (ISS), que é municipal.

A alíquota da CBS federal será de 12% para empresas em geral e de 5,9% para entidades financeiras como bancos, planos de saúde e seguradoras. De acordo com a proposta encaminhada, a CBS incidirá apenas sobre a receita decorrente do faturamento empresarial, ou seja, sobre as operações realizadas com a comercialização de bens e serviços, e será devido apenas pelas pessoas jurídicas de médio e grande porte.

A CBS não incide em pequenas empresas e cesta básica e não haverá mudanças em relação às micro e pequenas empresas que fazem parte do Simples. Elas continuam sujeitas às regras atuais.

O texto prevê ainda que a contribuição não incidirá sobre os produtos da cesta básica. Entidades beneficentes, templos de qualquer culto, cooperativas e condomínios estão entre as organizações que não pagarão o CBS.

Guedes disse que é a favor da inclusão de ICMS (estadual) e ISS (municipal) na reforma, mas isso não foi feito na proposta do governo. “Eu não posso invadir o território dos prefeitos, o ISS, ou o dos Estados, o ICMS”, declarou.

O Senador Roberto Rocha (PSDB-MA) é o relator da reforma tributária na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Foto: Pedro França/Agência Senado. Fonte: https://www.gov.br

Vacina de Oxford é segura contra a Covid-19 e poderá ficar pronta em setembro

O Brasil receberá a transferência da tecnologia mais promissora contra a doença no mundo. Quando demonstrada a segurança, serão disponibilizadas 100 milhões de doses. Testada no Brasil, a vacina de Oxford poderá ficar pronta em setembro. Para a OMS, a vacina britânica é a opção mais avançada no mundo em termos de testagem.

A Vacina de Oxford é segura e gerou resposta imune contra covid-19. Resultados preliminares foram divulgados na revista científica The Lancet na manhã desta segunda-feira.

Segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (20) na revista científica The Lancet. A vacina da Universidade de Oxford em parceria com a biofarmacêutica anglo-sueca AstraZeneca teve bons resultados contra o novo coronavírus,  O estudo foi do tipo randômico, com grupo de controle (que recebeu uma vacina de meningite) e cego (no qual os voluntários não sabem qual medicamento foi administrado), e realizado com cerca de 1.077 pessoas saudáveis. Os resultados são das fases 1 e 2 da vacina.

A vacina desenvolvida pela universidade britânica, uma das três opções que estão na versão da fase 3 de testes segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com o estudo, pode ser ainda mais efetiva quando uma segunda dose é administrada. Os efeitos colaterais, de acordo com a divulgação, foram pequenos e puderam ser reduzidos quando os pacientes usaram paracetamol.

Outros estudos ainda devem ser feito, inclusive em idosos, para garantir a segurança da vacina. Apesar de conseguir criar uma resposta imune ao vírus, ainda é preciso descobrir se a vacina pode proteger efetivamente as pessoas de uma infecção.

A divulgação dos dados acontece após a AstraZeneca ser fortemente pressionada por seus investidores a mostrar resultados positivos. Na quarta passada, quando a empresa anunciou que teria um estudo publicado nesta segunda e a mídia britânica afirmou que a vacina teria obtido sucesso, as ações subiram em 5,2%, o que adicionou cerca de 7,4 bilhões de dólares no valor de mercado da biofarmacêutica. As ações, no entanto, caíram 0,7% em Londres já na quinta-feira.

Para uma vacina ou medicação ser aprovada e distribuída, ela precisa passar por três fases de testes. A fase 1 é a inicial, quando as empresas tentam comprovar a segurança de seus medicamentos em seres humanos; a segunda é a fase que tenta estabelecer que a vacina ou o remédio produz, sim, imunidade contra um vírus, já a fase 3 é a última fase do estudo e tenta demonstrar a eficácia da droga. Uma vacina é finalmente disponibilizada para a população quando essa fase é finalizada e a proteção recebe um registro sanitário. Por fim, na fase 4, a vacina ou o remédio é disponibilizado para a população.

A AstraZeneca e Oxford testarão sua vacina em mais de 50.000 pessoas no mundo todo. No Brasil, serão 5.000 voluntários testados em São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro.

Em junho, o governo brasileiro anunciou uma parceria com Oxford para a produção de 100 milhões de doses quando a aprovação completa acontecer.

Antes a previsão da empresa anglo-sueca era que a vacina ficaria pronta já neste ano.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.