“A GENTE TEMOS CADA MANIA!”

Por Zé Carlos Gonçalves

Há uns dias, ao encontrar um velho amigo, velho, ele me disse que se soubesse que a velhice é tão boa, nunca que queria ser jovem. Essa convicção me deixou boquiaberto. Ainda que ele a tenha apresentado com tanta firmeza.

O certo é que considerei essa percepção, que me perseguiu, esdrúxula. Mas, o tempo, curador de tudo, revelou outras nuances. E, aí, comecei a achar que cada um “tem o direito de ter mania”.

Ter a mania de querer ser jovem ou ter a mania de querer ser famoso. Ter a mania de querer ser rico ou ter a mania de querer ser “o que a folhinha não marca”. Ter a mania de querer ser “o dono” da limpeza, da arrumação, da geladeira ou ter a mania de querer ser ingênuo, ‘ser engraçado’ ou ser bobo (…).

E o interessante é que, de repente, começaram a vir situações as mais diversas. Mania de juntar moedas; juntar tampinhas de refri; juntar fracassos; juntar revistas, fotografias, pulseiras, colares, botões, folhas secas, carrinhos, selos … namorados.

E, para melhor entender. Vamos, como bem dizia “minha professora dona” Maria Fausta, ao “cúmulo do absurdo”. Encontrei um “chegado”, há um tempo. Ele me apresentou a uma amiga. Dele, claro! Uma fonoaudióloga. Após uns dois minutos de conversa, ela, se referindo a mim, disse. “Tu és professor!” Aí, fiz a pergunta, que não deveria. “Por quê?!” E a resposta não poderia ser pior. “Conheço professor, de longe. O tom. Fala alto, explicando. O diagnóstico é certo. Na verdade, vocês em qualquer lugar ‘têm a mania’ de ser professor!” Éguas! Me achei desnudo e sem graça. Com apenas um “sorrisinho amarelo”, a me acompanhar, quase lhe disse que, também, ela tinha a feia mania de ser fonoaudióloga. Mas não tenho mania de corrigir; e, verdadeiramente, acho isso ridículo. Ali, perdi a mania de retrucar. Só me restou o silêncio. Dei “uma senhora desculpa”, saí e fui tomar um shop, mais à frente. E, aí, um terrível medo de que já estivesse com a mania de fugir de alguém cheio de manias se apossou de mim. Que loucura! Entenderam, né?! Nem, eu!

Só sei que a raiva ficou, “pra sempre, engastalhada na minha guela!”
E, ainda hoje, não sei por que “a gente temos cada mania!”

AMOR ÀS AVESSAS (… Juvita, a ex rebelde)

O amor seguir o seu rito normal parecia não ser “a melhor pedida” de Juvita. Menina buliçosa, a bem da verdade “ispivitada e tisguinha”, mas criada sob a severa vigilância de sua mãe, Amparo. Logo cedo, subverteu toda e qualquer ordem ditada pelos cânones sociais de sua comunidade. Quebrou “o cabresto” e desafiou o mundo por conta própria. Proclamou-se liberta de tudo. Até da liberdade vigiada, que tinha ali.
E, deu-se o auge de sua rebeldia, assim que ela colocou os olhos, “de gato ladrão”, na mais sincera e pudica timidez do vizinho. Sentiu-se dona e senhora, “a pisar o coração” ainda imberbe e despovoado de maldades. As investidas se fizeram constantes, “sem chove-não-molha”, bem às claras. O pobre já não tinha sossego. E se escondia que se escondia. Mas, Juvita estava, ali, à espreita, sempre pronta a perseguir.
E, com tanta insistência, “o papou”, como gostava de dizer. E se lambuzou. E se apaixonou. E se retraiu. E se comportou. E virou gente! Isso em suas próprias palavras.
Mas, como sei que estão curiosos para saber por que trago “o final”, logo no meio da história, não vou desapontá-los.
Juvita revelou-se irônica. E, irônica, apregova “aos quatro cantos”, do mundo, que seu coração era mais pétreo do que a mureta, a circundar a sua casa. E, irônica, apregova as suas máximas, para justificar a conquista difícil de um amor, que se apresentava impossível.
E, assim, continuava a debochar dos silêncios, que se lhe apresentavam desafiadores, e precisava penetrá-los. Para justificar as suas certezas, se fazia “o cão que ladra e morde”. E “se aparecia”, dizendo para todos ouvir. “Quem espera sentado, se cansa”. E as investidas se faziam mais fortes.
Quando questionada de tanta insistência, saía-se com esta. “Antes mal acompanhada do que só. Brinco com fogo e, depois, apago”.
Ledo engano. A vida é cheia de mistérios. Como bem dizia a minha avó, em seu saber nonagenário, “quem desdenha quer comprar”. E, aí, o coração, endurecido, da pseudo rebelde, “se abriu como um paraquedas” … Não foi ‘nem’ preciso “a água mole furar a pedra dura”, afinal, “quem é lembrado um dia foi visto”.
O certo é que Juvita, em sua gana em tê-lo, “atiçou” o gélido moço e começou “foi” a se fazer desejada. Os olhares cruzaram-se. Os suspiros tornaram-se cúmplices. As mãos, tão inquietas, saudavam-se timidamente. A timidez passou à coragem; e a coragem não encontrou refúgio em subterfúgios. Juvita capitulou. E, feio. “Passou de caçadora à vencida”.
O certo é que “semeou a tempestade”; e, na viração dos sentires, “foi colhida como a mais suave brisa!”
Eita vida caprichosa!
Vida longa a Juvita, “a ex rebelde!”

PERI-MIRIM: Trilhando em Buritirana – uma manhã de alegria e conhecimento

Por Laércio Oliveira*

        Preservação do meio ambiente refere-se ao conjunto de práticas que visam proteger a natureza das ações que provocam danos ao meio ambiente. Devido ao atual modelo econômico, baseado em elevados níveis de consumo, o ser humano tem causado inúmeros prejuízos para a flora e fauna no planeta, ocasionando desequilíbrios ambientais, muitas vezes irreversíveis. Por isso, é fundamental a preservação para manter a saúde do planeta e de todos os seres vivos que  nele habitam.

        Apesar do protagonismo juvenil em questões ambientais ter se fortalecido nos últimos anos no Brasil, é preciso ainda investir em Educação sobre o tema para que essa grande parcela da sociedade possa se apropriar da questão. Isso é o que mostra a pesquisa “Juventudes, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas”, divulgada em 4 de abril de 2023. O levantamento, conhecido pelo acrônimo “JUMA”, ouviu 5.150 pessoas com idades entre 15 e 29 anos, provenientes de todas as classes sociais e níveis de escolaridade nas várias regiões do Brasil, entre julho e novembro de 2022.

         Os resultados, considerados “curiosos e surpreendentes” pelos realizadores da pesquisa, revelam muito do que a juventude brasileira sabe e como ela é afetada pelas mensagens que recebem sobre meio ambiente e mudanças climáticas. Segundo o levantamento, 36% dos jovens respondentes não souberam identificar o bioma em que vivem.

        Nesse sentido, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), em parceria com a escola estadual Centro de Ensino Artur Teixeira de Carvalho (CEMA), instituição que trabalhei durante doze anos, promoveram no dia 30/06/2023, nos turnos matutino e vespertino, uma expedição ao Povoado Buritirana que fica a aproximadamente 9 km do centro de Peri-Mirim.

        A expedição em formato de trilha ecológica contou com a participação de membros da ALCAP, gestor, professores e de aproximadamente 30 alunos do 3º ano do ensino médio. Eu e meu filho Laerth, de 8 anos, participamos como convidados da ALCAP.

        Nossa expedição teve início às 08:00h quando saímos da escola em um ônibus em direção ao povoado Buritirana, percurso que durou trinta minutos. Na localidade funciona uma instituição de ensino que atende diversos alunos da Baixada Maranhense, com os cursos de Pedagogia e Agente Comunitário de Saúde. O local é muito bonito, repleto de árvores e animais situado à beira do campo, que nesta época do  ano  encontra-se  alagado devido ao período chuvoso. Uma paisagem digna de cartão-postal.

        Na chegada, fomos recebidos por dois funcionários da instituição que nos deram algumas orientações de como proceder na trilha. Após algumas recomendações dos instrutores, iniciamos nossa caminhada. A trilha pela mata fechada é muito estreita obrigando a nos manter sempre em fila, com o instrutor à frente. Em alguns pontos da trilha, parávamos para ouvirmos algumas curiosidades sobre a região. Uma delas é que pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) encontraram ali uma espécie de borboleta muito rara que já consideravam extinta. No percurso observamos grandes aranhas, abelhas e porcos do mato. A flora é predominantemente composta de babaçuais e outras palmeiras. Meu filho Laerth, muito curioso, escutava com atenção e questionava o instrutor.  A descontração e o entusiasmo dos alunos eram evidentes, alguns até faziam anotações, pois teriam que entregar um relatório da trilha como forma de avaliação. Após uma hora de trilha chegamos ao nosso ponto de partida onde descansamos e saboreamos um delicioso lanche. Às 11:00h retornamos à escola.

        De acordo com Sato (2004), “o aprendizado ambiental é um componente vital, pois oferece motivos que levam os alunos a se reconhecerem como parte integrante do meio em que vivem e faz pensar nas alternativas para soluções dos problemas ambientais e ajudar a manter os recursos para as futuras gerações”.

          Eu e meu filho Laerth agradecemos a amiga Ana Creusa, Presidente da ALCAP e Vice-Presidente do Fórum em Defesa  da Baixada Maranhense (FDBM), pelo convite.

          Agradecemos aos que participaram da expedição: Acadêmicos Ana Cléres, Diego e Ataniêta (Tata). Aos professores Fabio (gestor), André, Alex e Paula. Aos alunos do 3º ano do ensino médio e ao guia e instrutor Wanderson.


*Laércio Lúcio Oliveira é perimiriense, possui graduação em Matemática pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA (1997). Especialista em Docência do Ensino Superior-IESF (2008). Mestre em Ensino de Ciências e Matemática – UNICSUL(2012). Professor efetivo de Matemática (ensino médio) da rede estadual há vinte anos .Foi professor contratado da Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, Programa Darcy Ribeiro de 2009 a 2012. Foi professor substituto da Universidade Federal do Maranhão-UFMA(2013 a 2015) Atualmente, Professor da Faculdade do Maranhão – FACAM nos cursos de Engenharia Civil , Engenharia de Produção e Análise e Desenvolvimento de Sistemas – ADS. Ministra aulas nas seguintes disciplinas : Cálculo Básico, Calculo I e II, Estatististica e Probablidade, Álgebra Linear e Geometria Analítica, Matemática Financeira. 

CANTO DA ORIGEM DE MAURO RÊGO

Por Mauro Rêgo*

Eu venho de muitas datas
Nasci dos canaviais
Do ouro dos cafezais
Tirei o meu refrigério
Tenho o perfume do campo
Onde há beleza e mistério
Nasci em noite estrelada
Tive a fronte ornamentada
Pela coroa do Império.

Minhas águas são moradas
De entes da natureza
Dos campos eu sou princesa.
Sou um recanto de fadas
Foi delas meu nascimento
um berço de mururu
Pois nasci do encantamento
Das águas do Sipau.

Minhas flores são do campo
Minha luz é o pirilampo
O meu fruto é o anajá
Guardo todas as riquezas
Nas correntes indefesas
Das águas do Troitá.

Tenho ilhas isoladas
Onde ninguém mora lá
Pois elas guardam as estradas
De Rita do Paricá*.
Tenho recônditos santos
Frutos raros, e são tantos,
Como a guapéua e o ameju
Pois eu nasci dos encantos
Das águas do Sipau

Pelos campos, isolados,
Tenho morros encantados
– Pacoval e Graxixá –
Velando os sagrados entes
Que moram sob as correntes

Das águas do Troitá
E o meu solo sacrossanto
Retirado de um recanto
Da Vila do Mearim,
Também de Itapecuru
E de Rosário por fim,
Viu meu povo se formando
E nos campos navegando
Nas águas do Sipaú.
Sou de mito e de magia!
Que meu canto centenário.
Honre a Virgem do Rosário
E aos céus numa prece suba!
Encha o mundo de alegria,
Pois nasci Santa Maria
Dos campos de Anajatuba.

* Mauro Bastos Pereira Rêgo nasceu em  Anajatuba (MA),   no dia 15 de fevereiro de 1937.  Filho de Anastácio Pereira Rêgo e Maria Bastos Rego. Seus primeiros estudos foram em Anajatuba, depois ingressou no curso de  Técnico em Edificações, concluído em 1957, na Escola Técnica Federal do Maranhão. Mauro Rego é Licenciado em Pedagogia pela Universidade Federal do Maranhão, com habilitação em Magistério Normal e Supervisão Escolar e também é  Licenciado em Letras pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e pós-graduado como Especialista em Língua Portuguesa pela Universidade Salgado de Oliveira.

A MINHA LAMPARINA (… e minhas pegadas)

Por Zé Carlos Gonçalves

Ontem, ao passar lá, pelo Mercado Central, vi, numa lojinha de quinquilharias, uma imponente lamparina dependurada. Que beleza de imagem!

Imagem, que me trouxe, concretamente, lampejos vivos. Arremeti-me a uma época, em que importante peça alumiava a melhor parte de minha vida. E, o melhor, denotativa e conotativamente.
Verdade verdadeira!

Hoje, a velha e milagrosa Lamparina perdeu-se. E se tornou desconhecida para uma boa parte de nossos irmãos maranhenses. Mas a verdade, também, é que espantou a vil e tenebrosa escuridão, nos apontou os caminhos, nos clareou as ideias. E, com isso, pode se apresentar como o elo, metafórico, entre o foi e o é. Digo, até, romantizado!

Afinal, havia “uma magia” a rondá-la, que se fazia, do seu abastecimento “ao seu acendimento”, em um ritual pleno.

Ritual, a encantar olhos acesos e curiosos. Olhos sonolentos e cansados. Olhos puros e, até, os não tão santos, assim. Olhos, a verem e a admirarem o murrão, mergulhado no “criosene”, a se comportar imprevisivelmente. Ora guloso, a devorar-se em suas entranhas, com a certeza do seu iminente e inevitável fim. Ora muito e muito “enfastiado”, a ir se arrastando na lerdeza do tempo, que lhe sorvia a alma, repousante no mais absoluto silêncio.

Ritual, a ditar a fome do murrão, que se alimentava da chama gulosa, de luz. Que, implacável, tragava a inocente mariposa, numa dança errônea e suicida, a se consumir na ardente fome do fio.
Ritual, a tisnar a parede, faminta e tão necessitada de respirar a fuligem, que se impunha e lhe dava alma renovada.

Ritual, a sacramentar a fumaça, a enfumaçar os olhares, tolhidos, de mui outros olhares.
Ritual, a ditar o rito da caminhada, tão árdua e tão rica e tão imprevisível e tão voraz; a me devolver à minha lamparina, que, de tão teimosa, teima em se apagar, com a mais serena serenidade de minhas pegadas.

ACADEMIA PERIMIRIENSE INOVA EM EXPEDIÇÃO QUE PROMOVE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Por meio do Projeto ALCAP Itinerante, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), em parceria com a escola estadual Centro de Ensino Artur Teixeira de Carvalho (CEMA), realizarão no próximo dia 30/06/2023 uma expedição ao Povoado Buritirana que fica a aproximadamente 9 km do centro de Peri-Mirim.

A expedição será em formato de trilha ecológica e atenderá a aproximadamente 160 alunos do 3º ano dos turnos matutino e vespertino da referida escola.


O espaço agroecológico Buritirana fica no povoado Buritirana, pertencente ao município de Peri-Mirim. Na localidade funciona uma instituição de ensino que atende diversos alunos da Baixada Maranhense, com os cursos de Pedagogia e Agente Comunitário de Saúde.

– A expedição ao povoado Buritirana ocorrerá em dois grupos: 1º (alunos do matutino) saída da escola às 07:30h e retorno às 10:30h;  2º (alunos do vespertino) saída da escola às 13:30h e retorno às 16:30h;
– A gestão da escola ficou responsável em repassar aos alunos e professores informações sobre a expedição, conseguir o transporte para locomoção, a autorização dos pais ou responsáveis dos alunos e o lanche para os alunos;
– Os alunos farão um relatório da trilha para entregar à escola como quesito de avaliação.

Logo, o percurso nas trilhas ecológicas, além da oportunidade de apreciar as belezas da fauna e flora do local, é uma estratégia de aprendizagem, que vem ao encontro às atuais necessidades educativas para construção de mudança de pensamento e de atitude, a partir dos preceitos propostos na Educação Ambiental, visando o desenvolvimento sustentável.

Dessa forma, o projeto ALCAP ITINERANTE visa contribuir com o ensino almejado em que se pretende, não só repassar informações dos acontecimentos que ocorrem no cotidiano e no mundo, mas, também, formar o participante, levando-o à prática do descobrir, refletir e discutir as ações e pensamentos resultantes da interação do homem com a natureza.

PINHEIRO: TUDO COMO DANTES, NO QUARTEL EM ABRANTES!

Por Zé Carlos Gonçalves

CENAS DO COTIDIANO XIV

… as notícias, que chegam da minha PRINCESA, são nada alentadoras. “Tudo como dantes, no quartel em Abrantes!” Até mudo o dito, para melhor dizer o que digo. Mesmo assim, ficou péssimo! Quem não entendeu “nadica”, não se desespere; eu, também, não!? O certo é que minha cidade, “teimosa, que só”, pena, sem norte. E a velha PRAÇA, que muito nos viu, nos ouviu e nos acalentou, “jaz, agoniada”. E nem o São João é capaz de salvá-la. “É milagro pra mas di métu!”

… e, falando em São João, preciso lhe fazer outros fuxicos. “A minha línga tá coçano!”

… A ILHA “freve no rítimo do Sãojoãonejo”. O que é uma lástima! Fakearam o São João. Mais uma vez, de novo, como bem dizia um amigo de infância, em sua pura sabedoria. E, não podia ser diferente. Afinal, em seu pleno festejo, São Pedro é que patrocina o feriado. É muita “doidiça”!Desprestigiaram o santo boiadeiro!

… agora “a porca truceu a rabiola”. Não vai ter mais graça campanha política. Xingar políticos será crime hediondo. “Quero vê cumo vai sê us debate”. Rum, rum! “Um olhano pra cara duoutô. Seim dizê, siqué, uma palavra”. E, como diz meu amigo Pato, “urubu levou a chave”. Aí, não há mais meme, nem piada, nem lavada de alma! Que chato, né!?

… e, “num é qui” as CPIs, cada vez mais, estão se enrolando. Dão volta, dão volta … e se voltam para o flash. Ponto único e único. E só!

… e “o babado da hora” é que o “Lua” vem papar “o nosso pobre milhãozinho”; e os nossos artistas “não têim neum ais rapa du tacho”. Mas, o pior são as vulneráveis crianças, que, literalmente, estão sem “papa”. É muita falta …! Tenho até VERGONHA de completar! E será que as autoridades fiscalizadoras dos recursos públicos não ouviram falar?! Só a ralé sabe disso?!

… e a ILHA e a PRINCESA continuam com seus mistérios. Haja cabeças de boi enterradas. Lá, as curacangas não param de trabalhar. Enterraram meia dúzia na Melancieira, meia dúzia na Vitória, meia dúzia no Carro Quebrado e meia dúzia na Enseada. Nem P_ l _ _o dá jeito! Já aqui, as cabeças foram “enfincadas” nos quatro cantos. “Aí, só chamano Donana pra botá órdi na zorra!”

… e, enquanto a lei não entra em vigor, ainda posso perguntar. A ILHA e a PRINCESA já têm _ _ _
f e i t o?!

ROSA DOÇURA (…a filha da Chapada)

Por Zé Carlos Gonçalves

No seio da mãe Chapada, viveu “a mulher coragem”, a desafiar os horrores da penúria.

A madrugada se tornava o alerta de que a vida se mostrava feroz. Ia à busca de água no poço de pedra, que se instalou no baixão da enseada de Zequinha Roxo. Logo ali. Duas horas e meia de caminhada. Ida e volta. A lata na cabeça, entronada numa rodilha, e um balde na mão. O filho mais novo, escanchado na cintura, buscava, na fome desesperada, o peito seco e murcho, que nada mais lhe dava.

Enchido o surrado pote, que dormia na sonolenta estaca, muito pouco, para os afazeres domésticos e para o asseio “da renca de filhos”, restava. Mas, com esse pouco, “ia se virar” por todo o dia.

Os pequenos acordavam, só quando “o sol, vivinho da silva”, ia invadindo as frestas entre as poucas e esfarrapadas palhas, em feixes de luz finíssimos, a “alumiar” a lida da “mulher fortaleza”.

“Arguns piqueno caío im un berrero terríve”. Tão impacientes ficavam com a demora do bendito angu de farinha. Só água e sal. Os maiorzinhos socorriam os menorzinhos, que se mantinham mudos, a fitar o nada, e nenhuma reação esboçavam. Depois, ao ir ao chão, eram esquecidos por um bom tempo.

O certo é que Rosa não se permitia descansar. E, logo, saía para brigar com o mato, em que iria ser a pequena roça. Sem ajuda, não lhe era permitido um espaço maior. A lenha era recolhida e carreada para uma cobertura já comida pelo tempo. Alguns dias depois, fazia a queima, à espera do tempo certo, para fazer o plantio, que ia garantir o sustento, ainda que parco, do casebrinho entulhado de bocas.

Apegava-se à esperança de boa safra, mas sempre desconfiada da bondade dos santos. Da chuva e da fartura.

Essa era a lida de Rosa Doçura. O nome mais apropriado para a morena guerreira, que enfeitava as belezas da Chapada. ROSA. A atrair “zangõeis, qui, au prová ela, améim! S’incantavo, pra sempre”. Alguns ficavam com a cabeça virada. Outros morriam e matavam por ciúmes. E muitos outros morriam de verdade! Era a DOÇURA, a espalhar “as suas doçuras”. No gestos e nas gargalhadas, que ecoavam pelas campinas e pelas capoeiras. E na barriga, “d’onde ia brotano mínino, cum’a froresta a s’ispalhar pur u imundo terrero”. Que “docinhos” de todas as cores e feições! Era já “uma escadinha”, quase sem fim. Galego, mulato, azeitão, moreno, preto, enchambuado, gazo (…)

Ali, a miscigenação se fazia de fato e de direito, na vida da autêntica e doce “filha da Chapada”.

JUCA MARTINS, UM LÍDER INESQUECÍVEL

Por João Martins*

Dia 11 de junho será, para sempre, o dia de Juca Martins, um nome que está marcado na história de Bequimão. Ele foi um verdadeiro expoente da política local, responsável por inúmeras obras e benfeitorias que contribuíram para o desenvolvimento do município.

Juca Martins se destacou por suas realizações e também por sua proximidade com as pessoas. Sua casa sempre estava de portas abertas para receber o povo, que encontrava nele um líder e um amigo. Ele ouvia as necessidades da comunidade e estava sempre disposto a ajudar.

Seus ensinamentos deixaram marcas profundas nos corações daqueles que o conheceram. Nos momentos em que preciso de orientação, chego a sonhar com ele, pois suas palavras e exemplo continuam vivos em minha memória. A emoção ainda toma conta de mim quando recordo tudo o que ele representa para mim e para a vida de muita gente de Bequimão.

A trajetória de Juca Martins se entrelaça com a história do município, ao longo do último século. Seu nome está intimamente ligado às conquistas e transformações, para melhor, do nosso povo.

Hoje é um dia de saudade, mas também uma oportunidade de honrar seu nome e seu legado. Que possamos manter viva a memória desse grande líder. Que Juca Martins seja sempre lembrado como um exemplo de dedicação, compromisso e amor.


* João Batista Martins é prefeito de Bequimão, formado em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual  do Maranhão, foi Superintendente da Codevasf e do Sebrae, Presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense no biênio  2019/2021.

PERI-MIRIM: Escola faz exposição de fotografia no Dia do Meio Ambiente

No dia de hoje, 05 de junho, em comemoração ao dia do Meio Ambiente, a Escola São João Batista, localizada no Bairro Portinho em Peri-Mirim, realizou o concurso fotográfico “O Meio Ambiente Através das Lentes”, com os alunos do 5° ano.

O professor Eloilson Amorim, idealizador do projeto de ciências O Meio Somos Nós, recebeu 16 fotografias de paisagens naturais do nosso município. Todas as fotos foram expostas na Escola para visitação dos estudantes, onde os mesmos votaram com o selo de visitação na fotografia que mais lhe chamou atenção.

Ao final da exposição os alunos concorrentes do concurso visitaram a galeria de fotos e descobriram a quantidade de selos que suas fotografias receberam.
Tivemos 3 alunos premiados com as imagens abaixo:

Terceiro lugar : Victor Leonardo Barros Pereira. Tema: Campos Naturais.
Segundo lugar : Rafaela dos Santos Melo . Tema: O capinzal do meu avô.
Segundo lugar : Rafaela dos Santos Melo . Tema: O capinzal do meu avô.
Primeiro lugar : Narielly Caxias França. Tema: Pôr do sol.