O Mercado de Matinha

Autor Aroucha Filho*

Verdadeiramente um mercado moderno, bem construído e funcional, bela fachada. Era, sem dúvidas, o melhor mercado da região, em todos os aspectos.

Na década de 50, na gestão do Prefeito Aniceto Costa, primeiro prefeito eleito de Matinha, portanto no início da emancipação política do município, período das obras estruturantes tão necessárias para a sede do município adquirir a feição de cidade, foi construído o Mercado Municipal de Matinha.

O mercado apresentava-se como uma obra bastante avançada àquela época, tanto pelo aspecto arquitetônico, como pela concepção urbanística. A localização escolhida foi o centro da cidade, buscando equidistância de percurso aos frequentadores daquele importante logradouro público.

O conceito arquitetônico da obra, optou pelo formato geométrico de um quadrilátero, com acesso pelos quatros lados, possibilitado por amplas portas em arcos, no centro de cada lado. Chamava à atenção a sua fachada simétrica, igual em qualquer ângulo de visão frontal. Quatro faces iguais. Destaque ao telhado com quatro águas invertidas, isto é, a queda d’água era para a parte interna do mercado, em um quadrado de piso rebaixado, essa área era descoberta e bem no centro existia um poço, devidamente revestido com tijolos compactos, com poial e tampa de madeira.

O destaque, da bonita fachada do prédio, era o “platibanda”, recurso da arquitetura moderna, que permitia embutir, encobrir a vista do telhado. A primeira obra em Matinha com esse recurso da arquitetura.

O ponto alto dessa simbólica obra foi a funcionalidade projetada, concebida para esse período tão remoto. A começar pela localização na parte central da cidade, edificado quase no centro de um grande espaço vazio, hoje Praça Juarez Silva Costa, antes, Praça Professora Etelvina Gomes Pinheiro. Diz-se que a edificação não ocorreu no centro desse espaço para não sacrificar um frondoso pé de bacaba (Oenocarpus bacaba ), ali existente. Demonstração de avançado sentimento de preservação ambiental.

O prédio era circundado por uma larga calçada, em torno de dois metros de largura. Em razão do desnível do terreno o lado que ficava voltado para a praça, a calçada era alta com degraus. Nos quatros cantos, face externa, tinha espaço reservado para lojas, mercearias ou quitanda como denominávamos esse tipo de estabelecimento comercial. Eram espaços razoáveis, com uma porta de cada lado. Pela parte interna, em cada canto, ficavam os cortes, açougues, destinados à venda de carne verde (bovina e suína) e pescados. Os ambientes eram equipados, com ganchos, mesa, balança com conjunto de pesos e uma tora de madeira onde os açougueiros com a ajuda de machado de cabo curto, cortavam os ossos das rezes em desmonte.

Açougueiros que a memória alcança, trabalharam no mercado, os senhores: Seixas, Maneco Sena, Machado, Domingos Serra, Zé Sena (Zé de Maneco).

* José Ribamar Aroucha Filho (Arouchinha) é natural do município de Matinha-MA, Engenheiro Agrônomo aposentado do INCRA, exerceu os cargos de Executor do Projeto Fundiário do Vale do Pindaré e Executor do Projeto Colonização Barra do Corda. Ex Superintendente do INCRA Maranhão. Foi Superintendente da OCEMA e Chefe de Gabinete da SAGRIMA.

Academia Perimiriense debate a obra “O meu pé de laranja lima”

Clube de Leitura “João Garcia Furtado da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) é um sucesso. No último dia 07/11/2020), mais uma atividade importante para discute sobre a obra O Meu Pé de Laranja Lima, com participação do professor doutor Ozaias Batista.

O encontro virtual foi realizado por meio da plataforma Google Meet e foi coordenado pela acadêmica Ana Creusa que explicou a metodologia do debate, apresentando todos os presentes na sala virtual, bem como fez um breve relato sobre o currículo do professor, Ozaias, com ênfase para seu amplo conhecimento sobre a obra objeto de debate, inclusive sua tese de Doutorado versa sobre o tema, cujo título é: Sonhos entre as páginas do meu pé de laranja lima: imaginação e devaneio poético voltado à infância.

Após a apresentação da escritora, a coordenadora do debate passou a palavra à professora Nasaré Silva que fez uma rica apresentação sobre vida e obra do autor do José Mauro de Vasconcelos que escreveu muitas obras como Arara Vermelha, Rua Descalça, Farinha Órfã, Longe da Terra, O Garanhão das Praias,  Rosinha – Minha canoa, (inclusive, essa obra foi usada num curso de português, na Sorbonne, em Paris. Entre tantas obras escritas e publicadas, nos atentemos mais em:  O Meu Pé de Laranja Lima, obra que se tornou um clássico da literatura brasileira, apresentada pelo Prof. Dr. Ozaias Batista.

Passada a palavra ao Prof. Manoel Barros que é gestor pelo Fórum da Baixada do Projeto Academias na Baixada, do cujo principal objetivo do projeto é fomentar a criação de academias populares no território da Baixada Maranhense, voltadas à cultura e à historiografia dos municípios.

Ato contínuo o convidada iniciou os debates, fazendo considerações interessantes sobre a obra, dando ênfase à imaginação do personagem principal da obra, Zezé, respondendo a vários questionamentos dos presentes.

O Projeto Clube da Leitura da ALCAP está avançado para se tornar referência no estímulo aos jovens e adolescentes no maravilhoso munda da leitura.

Conheça mais sobre o  Clube de Leitura João Garcia Furtado.

Coordenadores do Projeto: Ana Creusa Santos, Eni do Rosario Pereira, Diêgo Nunes Boaes, Jessythannya Carvalho Santos, Maria de Lourdes Campos, Nasaré Silva e o aluno Paulo Silva, que recebem os parabéns e agradecimentos.

Fórum da Baixada e UFMA visitam o Centro Espacial de Alcântara

Integrantes do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) visitaram as instalações do Centro Espacial de Alcântara (CEA). A visita foi precedida de ofício dirigido ao Diretor do CEA, Coronel Aviador Marcelo Corrêa de Souza, no qual o FDBM demonstrou interesse em conhecer o projeto pela sua importância econômica, social e tecnológica para as microrregiões da Baixada e Litoral Ocidental Maranhenses. A solicitação foi aceita e, na manhã do último dia 29 de outubro, os membros da comitiva do FDBM e UFMA (Alberto Muniz, Ana Creusa, Expedito Moraes e Zefinha Bentivi) dirigiram-se à cidade de Alcântara a bordo de uma das lanchas da Força Área Brasileira, acompanhados pelo Coronel Tavares. Na chegada, foram recebidos com um delicioso café da manhã.

Durante a apresentação das instalações da base, parou-se para admirar a construção da sede administrativa, cuja construção possui excelsa beleza, com paredes que captam a ventilação natural do ambiente externo. Em seguida dirigiram-se ao auditório para assistirem à brilhante palestra proferida pelo Vice-diretor do CEA Glauco Candido que falou que o Centro é a segunda base de lançamento da Força Aérea Brasileira, com uma localização equatorial privilegiada, que permite que os lançamentos sejam feitos com mais facilidade. É uma parte importante no caminho do país como protagonista no cenário geopolítico mundial, que já fez 111 operações e o lançamento de 490 foguetes.

Falou, ainda, sobre as ações de assistências às comunidades do entorno do Centro, para quem mantém um mini hospital e uma escola (Caminho das Estrelas) para 130 (cento e trinta) alunos que obtiveram nota 7 (sete) no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), segundo informou Huxley Bruno, Coordenador Regional da Agência Espacial Brasileira (AEA).

O Presidente do FDBM, Expedito Moraes, agradeceu a honra de o CEA receber integrantes do FDBM e UFMA para conhecerem o projeto, bem como se colocou à disposição da instituição para colaborar, no que for possível, uma vez que esse projeto, além do desenvolvimento científico e tecnológico, pode viabilizar o desenvolvimento social e econômico do Estado do Maranhão, bem como das pessoas, direta ou indiretamente envolvidas nesse magnífico projeto.

A Pró-reitora de Extensão e Cultura da UFMA, Josefa Bentivi, discorreu sobre a parceria com o FDBM para construção do Plano de Desenvolvimento da Baixada, iniciando-se com o Termo de Cooperação Técnica e a realização do Fórum do Turismo da Baixada Maranhense que surge da necessidade de se pensar o turismo na região.

Em seguida, partiram em um transporte do CEA para conhecer as demais instalações, acompanhados sempre de fatos históricos e flash fotográfico daquela beleza inusitada para os visitantes. Após o saboroso almoço passaram às homenagens. A biblioteca do CEA foi presenteada com algumas obras sobre a Baixada, entre as quais o livro Ecos da Baixada. Os visitantes receberam dos anfitriões um belo book sobre o CEA: uma janela brasileira para o futuro.

No caminho de volta do futuro para a realidade, houve uma parada no Centro Histórico de Alcântara para apreciar e tirar fotos. A viagem de volta, pontualmente às 16 horas, foi marcada pela saudade, pela certeza que há um Brasil possível com amor e disciplina, marcas daquele espaço de competência. Como disse Zefinha, ali cada indivíduo fazia a diferença pela sua competência, parecia uma orquestra – lindo de assistir.

Bosque das Mangueiras em Matinha

Autor Gusmão Araújo*

Trata-se de um itinerário que não pode parar: sonho coletivo, novas parcerias construídas, pessoas entusiastas e muito trabalho!

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) lançou, em 2018, sob a gestão de Ana Creusa, a proposta de institucionalizar o projeto de “Bosques da Baixada”, sob a coordenação dos professores Gusmão e Jucivam da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), ambos filhos de Bequimão.

A partir da inciativa e trabalho de forenses e sob a inspiração do professor José de Jesus Lemos da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi gestado o projeto “Paricás em Paricatiua: um sonho possível” ou “Bosque dos Paricás”, que culminou com a o plantio das mudas em 26/01/2019. O Bosque dos Paricás foi um sonho acalentado há anos pelo professor Lemos, filho de Paricatiua, Comunidade ribeirinha de Bequimão.

O Bosque dos Paricás foi inspiração e referência para o Fórum decidir-se pela implantação do “Bosque das Mangueiras em Matinha”, considerada capital dessa fruta na Baixada. Tal iniciativa foi concretizada em evento técnico do FDBM realizado em Matinha no dia 26/08/2018, no “Santuário Ecológico de Ponta Grossa”, na propriedade do forense César Brito.

Na ocasião, foi apresentado e discutido primeiramente as ideias do projeto “Diques da Baixada” plataforma socioambiental redentora para a Região, sob a liderança do forense Alexandre Abreu e, em seguida, foi lançada a proposta do Bosque das Mangueiras, então acolhida pelos forenses, pela comunidade matinhense presente ao evento e pela prefeita municipal. A Srª Linielza comprometeu-se comprometeu em apoiar e providenciar a doação de uma área próxima à sede do município.

No referido evento, o Prof. Gusmão, após apresentar o projeto do Bosque dos Paricás, lançou o desafio para Matinha ao parafrasear Geraldo Vandré “pra não dizer que não falei das Mangas” e reforçando que o “itinerário dos Paricás pode ser um bom guia para Matinha e pra toda a Baixada: sonho, parcerias, pessoas e trabalho”!

O projeto avançou, os forenses se mobilizaram, especialmente o entusiasta César Brito localmente e foi cumprida a expectativa de doação da área do novo Bosque. Os líderes comunitários do Povoado Graça fizeram a doção do terreno.  O espaço escolhido reside uma comunidade quilombola que acolheu o projeto, sendo esta visitada e aprovada pelos forenses em 11 de janeiro de 2019. Na verdade, nessa área possui 2 (dois) hectares, com vegetação preservada e nascente de águas, viceja a possibilidade de se ampliar a ideia inicial de “Bosque das Mangueiras” para “Parque Ambiental de Matinha”, no qual será inserida mudas de mangas de variedades representativas das várias comunidades do Município.

Na sequência, no início de 2020, foram semeados os caroços de manga no viveiro da UEMA, com o objetivo de formar os “cavalos” (porta-enxertos) sobre os quais serão enxertadas as variedades de manga de Matinha. O forense César Brito coletou sementes de mangas de Matinha que foram agregadas ao mesmo trabalho.

No momento, vive-se a expectativa da aguardada viagem, no próximo dia 16 de outubro de 2020, com o objetivo de se realizar a coleta dos ramos de mangueiras selecionadas (tradicionais ou históricas) de Matinha e entorno para enxertia. Desse processo resultarão as mudas que serão plantadas entre fevereiro e março de 2021.

* José Ribamar Gusmão Araújo é natural de Bequimão/Maranhão. Membro-fundador do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), Gestor do Projeto Bosques na Baixada do FDBM. Engenheiro Agrônomo, formado pela UEMA. Mestre em Agronomia/ Horticultura pela UNESP, Campus de Botucatu/SP. Doutor em Agronomia/Horticultura pela UNESP, Campus de Botucatu/SP. Leciona no Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade (DFIT) da UEMA.
FDBM em Matinha 2018
Palestra de Alexandre Abreu sobre os Diques da Baixada
Palestra de Gusmão Araújo sobre Paricás em Paricatiua
Palestra de Manoel Barros sobre o Projeto FDBM Academias na Baixada
Visitação ao local do Bosque de Matinha

Ozaias Batista aceitou o convite da Academia Perimiriense para o debate sobre a obra “O Meu Pé de Laranja Lima”

Com participação especial do Prof. Dr. Ozaias Batista, o Clube de Leitura da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) promoverá no próximo dia  31 outubro, às 16 horas um debate virtual, por meio da plataforma digital Google Meet, para análise da obra “O Meu Pé de Laranja Lima”, do autor José Mauro de Vasconcelos.

Ozaias Antonio Batista é professor de Sociologia na Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Piauí (UFPI/CPCE). Doutor em Ciências Sociais (UFRN). Mestre e Licenciado em Ciências Sociais (UFRN). Pesquisador do Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Educação, Ciência Descolonial, Epistemologia e Sociedade (NEPEECDES) (UFPI). membro e pesquisador do grupo de pesquisa Mythos-logos: ciência, religião e imaginário da UFRN.

O convidado possui experiência como professor no ensino médio, superior e educação à distância nas disciplinas de Sociologia, Ciências Sociais e Educação. Tem amplo conhecimento sobre a obra objeto de debate, inclusive sua tese de Doutorado versa sobre o tema, cujo título é: Sonhos entre as páginas do meu pé de laranja lima: imaginação e devaneio poético voltado à infância.

A escolha do livro O Meu Pé de Laranja Lima foi objeto de votação aberta à comunidade, sendo a 3ª obra a ser lida dentro do projeto do Clube de Leitura “João Garcia Furtado” promovido pela ALCAP. Além da convidada especial, haverá sorteio de livros.  Inscreva-se no Clube de Leitura e participe da reunião, pelo link para o grupo de WhatsApp:  https://bit.ly/2EmmhWF

Após a leitura da obra, os participantes poderão escrever uma breve dissertação, sem delimitação de conteúdo e forma, apenas como incentivo à leitura de interpretação de texto. Os textos serão dirigidos à Comissão, para análise.

A acadêmica e professora Nasaré Silva será a responsável pela apresentação sobre a vida e obra do autor da obra, José Mauro de Vasconcelos e Ana Creusa Martins dos Santos será a mediadora do debate.

Conheça mais sobre o  Clube de Leitura João Garcia Furtado.

Coordenadores do Projeto: Ana Creusa Santos, Eni do Rosario Pereira, Diêgo Nunes Boaes, Jessythannya Carvalho Santos, Maria de Lourdes Campos, Nasaré Silva e o aluno Paulo Silva.

Academia Perimiriense debate a obra O Mágico de OZ com Carol Chiovatto

Clube de Leitura “João Garcia Furtado da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) é um sucesso. Ontem (12/09/2020) fizeram uma atividade importante para discutir sobre a obra o Mágico de Oz, com participação da escritora e tradutora de livros da série Mágico de Oz, Carol Chiovatto.

O encontro virtual foi realizado por meio da plataforma Google Meet e foi coordenado pela acadêmica Jessythanya Carvalho Santos que explicou a metodologia do debate, apresentando todos os presentes na sala virtual, bem como fez um breve relato sobre o currículo da escritora, Carol Chiovatto, que é doutoranda (Inglês-USP), escritora, tradutora de obras sobre o Mundo Mágico de OZ.

Após a apresentação da escritora, a coordenadora do debate passou a palavra à professora Lourdes Campos que fez uma rica apresentação sobre vida e obra do autor do Mágico de OZ, Lyman Frank Baum.

Ato contínuo a convidada iniciou o debate, fazendo considerações interessantes sobre a obra. Em seguida, alunos, acadêmicos e professores discorreram sobre as suas impressões sobre a obra e realizaram perguntas à debatedora que dirimiu as dúvidas dos participantes sobre o papel dos personagens da obra, sobre os valores de capacidade de liderança, coragem, humildade, individualidade, respeito, possibilitando reflexão sobre o contexto histórico e atual sobre a obra em análise.

A debatedora presenteou a ALCAP com algumas obras sobre o maravilhoso Mundo de OZ e a Academia a presenteou com a obra Dicionário do Baixadês do acadêmico Flávio Braga.

O debate superou as expetativas, possibilitando um novo olhar sobre a obra analisada. Após o encontro, a escritora postou em seu Twitter, o seguinte: “Acabei de falar sobre Oz com alguns alunos no ensino médio e da academia de letras de Peri Mirim (MA) Nada é mais legal, enquanto pesquisadora, do que poder falar da minha pesquisa com uma turma que leu o livro que o originou e está a fim de conversar”.

O Projeto Clube da Leitura da ALCAP está avançado para se tornar referência no estímulo aos jovens e adolescentes no maravilhoso munda da leitura.

FPM: O 1.º decênio de março de 2020 já foi creditado. Confira os valores a receber pelos municípios da Baixada Maranhense

Foi creditado na última terça-feira, 10 de março, nas contas das prefeituras brasileiras, o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao 1.º decêndio do mês.

Não obstante o aumento de aproximadamente 25% em relação ao decênio anterior (3.º decênio de fev/2020), de acordo com os dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o 1.º decêndio de março de 2020, comparado com mesmo decêndio do ano anterior, apresentou uma queda de 13,91%, levando-se em conta a inflação do período, comparado ao mesmo período do ano anterior, a queda é de 16,39%.

Confira os valores creditados para os municípios da Baixada Maranhense (1º Decênio de março/2020).

Tabela ACMS: FPM 1º Dec. 03/2020

Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional e CNM.

FPM: O mês de fevereiro fecha com crescimento real de 15,44%. Confira os valores a receber pelos municípios da Baixada Maranhense

Será creditado nesta  sexta-feira, 28 de fevereiro, nas contas das prefeituras brasileiras, o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao 3º decêndio do mês, no valor total de R$ 2.292.435.812,73, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, incluindo o Fundeb, o montante é de R$ 2.865.544.765,91. O Maranhão fará jus a R$ 120.361.861,23 em valores brutos.

De acordo com os dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o 3º decêndio de fevereiro de 2020, descontada inflação do período, comparado ao mesmo período do ano anterior, o crescimento é de 7,21%. O mês de fevereiro fechou em crescimento real de 15,44%, comparado ao mesmo período de 2019, ou seja, corrigido pela inflação do período.

Confira o FPM dos municípios da Baixada Maranhense

Tabela (ACMS). FPM 3ª Dec. 02.2020. COF.FPM: http://painel.siganet.net.br/

Fonte Confederação Nacional dos Municípios

Vida na roça no interior do Maranhão

Crônica de Diêgo Nunes Boaes

Em meus tempos de criança, meu avô me acordava às 5h da manhã, antes de o galo do terreiro cantar, pegava sua foice e íamos a pé pelo campo, sentido povoado Canaranas em Peri-Mirim, era o mês de novembro, tempo de fazer roçado, íamos andando nos torrões que o tempo tinha marcado pela seca. Eu carregava uma garrafa térmica com bastante água e gelo para que até meio-dia tivéssemos o que beber. Minha avó preparava farofa de ovo para levarmos como merenda, às vezes colocava uma carninha seca frita, quando tinha, mas a farinha d´água não podia faltar. Ao chegar na casa da minha bisavó, recebíamos a benção dela e partimos para o roçado do meu avô, Domingos, vulgo Duro.

Entrávamos mato a dentro, ele cortava todos os matos e eu os puxava e os arrumava, deixamos que o tempo tomasse conta e todos secassem. Podíamos ouvir longe, aqueles toques nas madeiras. Após três dias de sol intenso, voltávamos para o roçado e tocávamos fogo em todas as plantas derribadas e já totalmente secas. O fogo se cabia de torrar tudo.  Os talos meu avô fazia questão de pegar todos eles, pois iriam servir para o cercado da roça. Eu os arrumava, os matos que não queimavam, fazíamos as rumas, chamadas de coivara para que queimassem também. O suor escorria aos nossos rostos, e a cor da tisna do carvão, criado a partir da queima, transcendência nosso corpo, os ombros avermelhados e feridos ficavam.

Depois que estava completamente limpo todo o roçado, iniciávamos a cercar, meu avô tirava os morões e os cipós, ele sempre tirava e eu era responsável em carregar as coisas necessárias para dentro da futura roça, levava nos ombros, mas quando não dava conta, arrastava-os.  Ele fazia os buracos, colocávamos os morões, socávamos com um pedaço de pau um pouco fino, para que o morão ficasse bem firme. Metíamos os talos secos, entremeávamos um com outros entrelaçados ficavam bem firmes, os cipós serviam para amarrar as pontas dos talos entre um e outro e ainda para segurar junto dos morões. Após tudo isso, limpávamos todo o roçado e aguardávamos o início das chuvas. Minha bisavó Tonha e minha tia bisavó Lica chegavam de surpresa para pegar a madeira que havia queimado para servir de lenha em suas cozinhas.

Ao início das chuvas, geralmente nos meses de janeiro para fevereiro, começávamos a nos preparar para as plantações, levávamos milho, feijão, maxixe, maniva e arroz para o plantio. O arroz era plantado nas áreas mais baixas, devido ao escoramento d´água e o alagamento. Geralmente ia conosco, meus tios, primos e avós. A família toda ocupava o roçado, para passar o dia todo. Era feito até uma pequena cabana improvisada. Minha avó levava o nosso almoço para a roça, e várias mangas doadas pela bisa Tonha, juntamente com um punhado de farinha. Uma manga para cada um e farinha para saboreamos com a manga era distribuído para todos, até no almoço a farinha não podia faltar, pois como bom baixadeiro, comer sem a preciosa farinha d´água parece que o comer não desce.

Eu plantava junto com meu avó e meus primos os caroços de milho e ajudamos os tios no plantio da maniva, minha avó e minha bisa plantavam o feijão e o arroz, meus tios plantavam maniva e maxixe. Deles o que mais demorava era a maniva, ao chegarmos, meu avó e meus tios pegavam os troncos das manivas secas e decotavam, ou seja, cortava todos em tamanhos pequenos e iguais, com auxilio do facão ou patacho e um tronco de árvore que era colocado transversalmente apoiado em uma pendoveira. Juntávamos os pedaços de maniva com tamanho de um palmo e colocávamos nos cofos, os destinados a plantá-las amarravam o cofo nas cinturas.

Os milhos, e as demais sementes eram despejadas nas cuias que serviam de suporte para colocar nas covas abertas pelas enxadas. As manivas eram colocadas de duas em duas, as cabeças dos pedaços de maniva ficavam juntas, para que ao crescer acompanhassem só um ritmo. O milho era colocado 2 ou 3 sementes em cada cova, quando o milho era bonito e de belas espigas colocávamos 2 caroços, mas quando eram espigas pequenas colocávamos 3 caroços, as covas eram feitas em sentido dobrado, duas covas juntas, pois se morresse o milho plantado em uma, a outra ficaria para suprir aquele vago. O arroz era plantado com auxílio de uma máquina, 5 em 5 caroços para cada cova e eram bem próximas as covas uma das outras. O feijão era semeado também na baixa e colocado 3 ou 4 sementes nas covas, as folhas do arroz cobriam as covas abafando e servindo de estrume para as covas de feijão para que crescessem mais rápido e dessem bons e belos pés de feijão. Os pedaços secos de maxixe eram atirados junto das covas de maniva.

Em meio a muita chuva, as plantações cresciam, junto dela vários matos também, meu avô e eu íamos para a roça, para capinar com o auxílio de um patacho e ver se não tinha furos feitos por porcos nas cercas do roçado. O que me faz às vezes rir é que meu primo mais velho, quando meu avô dizia: – vamos plantar rápido para ir cedo pra casa. Ele enchia de 8, 9 e até 10 caroços as covas de milho. Só descobríamos quando chegávamos para capinar.

No mês de abril íamos colher as espigas de milho, era a parte que mais gostava, pois pensava logo em comê-las assadas, cozidas, feitas pamonhas e canjicas. Minha avó separava as espigas moles serviam para comer cozida, um pouco mais dura, assávamos ou eram raladas para fazer canjica ou pamonha, as muito duras eram utilizadas para alimentar as criações de galinha, pato e porco.

Naquela vida de roça, lembro-me dos pés de frutinha do mato, maracujazinho, murta, ingá e veludo eram as frutas que mais apreciava. Lembro-me também do cansaço, mas da única maneira que tínhamos de ajudar no sustento de casa, de como meu avô havia criado seus 6 filhos, na luta e no batalho, nos cabos da enxada e da foice, às vezes reclamava de acordar cedo, mas muito aprendi com meu avô, dos valores que ele me ensinou levo para a vida toda.

Academia de Peri-Mirim promove concurso literário

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Peri-Mirim (SEMED) promoverá o 2.º Concurso Artístico e Literário “Prêmio ALCAP Naisa Amorim.  As inscrições podem ser feitas no período de 08/06/2020 a 11/06/2020.

Confira o Edital no linkEdital 01.2020 – II Concurso Naisa Amorim

O tema proposto para o concurso “Os valores essenciais para a construção de um mundo melhor” traz como texto-base a obra do escritor Francês Antoine de Saint-Exupéry “O Pequeno Príncipe”.

Leia o livro acessando o link abaixo 

O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry