PERI-MIRIM: A ALCAP torna público o resultado parcial da eleição de novos membros

COMUNICADO Nº 01 – ALCAP
A Presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), no uso de suas atribuições estatutárias, torna público o resultado parcial da eleição realizada nos termos do Edital nº 02, destinada à escolha de novos membros.

Na apuração ocorrida até o encerramento da sessão, foram declarados eleitos:

  • Lourivaldo Diniz Ribeiro – Peri Mirim/MA – Cadeira nº 01, Patrona: Naisa Ferreira Amorim;
  • Taliane de Jesus Corrêa Gonçalves – Peri Mirim/MA – Cadeira nº 05, Patrono: Ignácio de Sá Mendes e
  • Márcio Mateus Câmara – Peri-Mirim/MA – Cadeira nº 38, Patrono: Fernando Ribamar Lobato Viana.

O presente resultado tem caráter definitivo, nos termos do Edital nº 02.

VIII AÇÃO DE GRAÇAS NA JUREMA: Cantinho Ecológico

Seguindo a tradição, desde a primeira Ação de Graças na Jurema que o Cantinho Ecológico faz sucesso na distribuição e troca de mudas de árvores e plantas ornamentais. Nesta VIII Ação de Graças ocorrida em 20 de setembro de 2025, além da participação da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), com a quinta edição de trocas, mudas e saberes dentro do Projeto Plantio Solidário, que tem como gestora Ana Cléres Santos Ferreira, este ano, a Ação de Graças lançou o Projeto “Sabedoria Ambiental: quem pensa preserva!

Além da distribuição de brinquedos, kits de higiene bucal, copos para água; a criançada contou com o talento especial de Ana Sheilla Pinheiro Pimentel, estudante da Escola Municipal Carneiro de Freitas, filha de Maria do Carmo Pinheiro, amiga da Academia de Letras Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP). Sheilla e sua mãe e Alice passaram o dia inteiro distribuindo mudas e orientações ecológicas.

Maria do Carmo Pereira Pinheiro

Maria do Carmo Pereira Pinheiro nasceu no povoado Ponta de São João, em Peri-Mirim. Em 1980, mudou-se com seus pais para São Luís, onde morou até 2013, no bairro do Coroadinho. Em 1982, seus pais retornaram para a cidade de Peri-Mirim. Nessa época, Maria do Carmo permaneceu em São Luís, morando no bairro Santo Antônio, na casa de um engenheiro e sua esposa, o que possibilitou a continuidade de seus estudos.

Posteriormente, residiu em diferentes bairros da capital maranhense, como Vera Cruz e Vila Palmeira. Em seguida, morou com Maria Dilma Duarte Nunes, mãe do ex-deputado José Carlos
Nunes, período em que conseguiu avançar ainda mais em sua formação escolar.

Mais tarde, ao lado de sua irmã, arrendou um mercadinho pertencente à senhora Ana Mariêta de Brito Freire e a seu esposo George Humberto Martins Miranda. A partir desse momento, sua vida começou a se estabilizar, possibilitando ajudar seus pais e irmãos. Também foi proprietária de uma lanchonete, conquista que contribuiu para a realização do sonho da casa própria. Com o
avanço da idade de seus pais, retornou à sua cidade natal, onde passou a residir novamente.
Filiação e família
Pais: Benedito dos Santos Pinheiro e Francelisia Pereira Pinheiro
Irmãos: Gracimeire Pereira Pinheiro; Sebastião de Jesus Pereira Pinheiro (in memoriam); José Domingos Pereira Pinheiro; Ijailson Pereira Pinheiro; Maria Domingas Pereira Pinheiro; Neilson
dos Santos Pereira Pinheiro
Filha: Ana Sheilla Pinheiro Pimentel, fruto de seu relacionamento com Marcos Reis Pimentel
Formação acadêmica
Maria do Carmo percorreu diversos colégios durante sua trajetória escolar, em razão das mudanças constantes de bairro:
– 1a série – Escola São José (1981)
– 2a e 3a séries – Instituto Farina (1982-1983)
– 4a série – Unidade Integrada José Assub (1984)
– 5a série – Unidade Integrada Coronel Lara Ribas / SESI (1985)
– 6a e 7a séries – Colégio Luís Viana (1986-1987)
– 8a série – Colégio Arruda Martins (1989)
– Magistério – Colégio Castro Alves (1990-1992)
– Científico – Liceu Maranhense (1998-2000)
Ensino superior e especializações
– Tecnólogo em Gestão Empresarial – Uniceuma (2002-2004)
– Licenciatura em Pedagogia – Faculdade de Teologia Hokemãh (2015)

– Especialização em Informática na Educação – Instituto Federal do Maranhão (IFMA), campus
São Raimundo das Mangabeiras (2022-2024)
– Pós-graduação em Psicopedagogia Institucional e Clínica – (2021-2022)

Trajetória profissional

Ingressou no serviço público como agente administrativo, após aprovação em concurso. Entretanto, foi na área da educação que encontrou sua verdadeira vocação. Atuou como professora, educadora inclusiva e, atualmente, exerce a função de psicopedagoga, sempre dedicada à formação e ao desenvolvimento de crianças e jovens.

Vida política e social
Participa ativamente de projetos educativos, ornamentais e esportivos, voltados ao desenvolvimento social e cultural de sua cidade.

Vida religiosa
De fé católica, mantém-se aberta à vivência e à espiritualidade em outras igrejas cristãs.
Frase de vida: “Gratidão por cada capítulo da minha história.”

Parceria na Ação de Graças na Jurema

Maria do Carmo e sua filha Sheila estão sempre na dianteira do Cantinho Ecológico da Ação de Graças.

 

 

Homenagem da Mãe de Sarah

Suzane Karine Pinto Moura homenageou a sua filha com um lindo discurso durante a Festa de Debutante de Sarah Emanuelly Moura Martins. O evento foi organizado  pela tia da debutante, Alana Martins Lima Mota, no espaço Rei de França Buffet. A solenidade foi divida em três momentos principais: 1) Recepção: A debutante, ladeada por seus pais, recebeu os convidados com um look cor de rosa, que é sua cor de preferência, ou clássico; 2) Cerimonial: incluiu a entrada triunfal, a valsa (com pai, seu irmão Paulo e seu tio Santos Neto), homenagens e ritos e entrega do bufê e finalmente a 3) Balada: momento especial de descontração com abertura de pista, coreografias ensaiadas por professoras de ballet da debutante, que utilizou uma roupa adequada para esse momento.

Durante a fase do Cerimonial, a mãe da aniversariante, Suzane Karine Pinto Moura prestou a seguinte homenagem à sua filha que estava linda e radiante de alegria:

Minha querida filha,
Hoje, ao olhar para você, meu coração se enche de uma gratidão que as palavras mal conseguem expressar. Ver você completar 15 anos não é apenas celebrar o tempo que passou, mas celebrar a fidelidade de Deus em nossas vidas.
A Bíblia diz em Salmos 139 que Ele te teceu no ventre materno e que todos os teus dias foram escritos antes mesmo de existirem. Hoje, vejo o rascunho de Deus se tornando uma obra de arte linda e cheia de luz.
Fazer 15 anos, para nós, vai muito além de uma festa ou de um vestido bonito. É o momento em que você começa a caminhar com seus próprios pés na direção dos propósitos que o Senhor tem para você. Meu maior pedido a Deus hoje não é que o seu caminho seja livre de desafios, mas que em cada passo, você sinta a presença d’Ele guiando suas decisões.
Que você seja como a árvore plantada junto às águas: que dá fruto no tempo certo e cujas folhas não murcham. Que sua beleza exterior, que é tanta, seja sempre o reflexo da beleza do Espírito Santo que habita em você — uma beleza feita de bondade, integridade e fé.
Nunca se esqueça: o mundo tentará te dizer quem você deve ser, mas a sua verdadeira identidade está Naquele que te criou e te chamou de ‘filha amada’.
Sarah Emanuelly, continue sendo essa menina que nos orgulha, que traz alegria à nossa casa e que busca o caminho do bem. Nós estaremos sempre aqui, na primeira fila da sua vida, aplaudindo cada vitória sua e sendo o seu porto seguro sempre que precisar.
Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que Ele faça resplandecer o rosto d’Ele sobre ti hoje e em todos os dias da sua vida.
Feliz 15 anos, meu amor. Nós te amamos muito!

As palavras da amorosa mãe emocionaram os presente, pois a idade de quinze anos marca a transição da infância para a juventude. A emoção também tomou conta da debutante, especialmente porque sua mãe lhe fez uma mensagem personalizada, lembrando os momentos vividos.

Homenagem da avó Maria Raimunda Pinto

No último dia 20 de dezembro de 2025 foi realizada a Festa de Debutante de Sarah Emanuelly Moura Martins. O evento foi organizado pela tia da debutante, Alana Martins Lima Mota, no espaço Rei de França Buffet. A solenidade foi divida em três momentos principais: 1) Recepção: A debutante, ladeada por seus pais, recebeu os convidados com um look cor de rosa, que é sua cor de preferência, ou clássico; 2) Cerimonial: incluiu a entrada triunfal, a valsa (com pai, seu irmão Paulo e seu tio Santos Neto), homenagens e ritos e entrega do bufê e finalmente a 3) Balada: momento especial de descontração com abertura de pista, coreografias ensaiadas por professoras de ballet da debutante, que utilizou uma roupa adequada para esse momento.

Durante a fase do Cerimonial, a avó materna da debutante, Maria Raimunda Pinto prestou a seguinte homenagem à sua neta:

Minha querida neta Sarah Emanuelly, ver você aqui, linda e radiante, completando seus 15 anos, me enche de alegria que as palavras mal conseguem expressar. Lembro me quando você era tão pequenina, e hoje, uma mulher está se revelando, um verdadeiro presente de Deus.

Dizem que ser avó é amar duas vezes. E é verdade. Quando você nasceu meu coração ganhou uma nova batida. Acompanhar o seu crescimento está sendo um dos maiores presentes que a vida me deu. Vi você dar os primeiros passos, ouvi suas primeiras palavras e hoje, tenho o privilégio de ver você começar a trilhar seu próprio caminho com tanta graça. Quinze anos é uma idade mágica. É o despertar de novas escolhas, o florescer da sua personalidade.

O meu desejo para você hoje, e para todos os dias que virão, é que você nunca perca a doçura que te torna única, mas que também cultive a força necessária para enfrentar desafios. Honre suas raízes, mas não tenha medo de voar para longe se for lá que o seu coração estiver. Lembre-se sempre: não importa o quão longe você vá ou quão adulta se tornará para mim, você terá sempre aquele cantinho especial no meu abraço e um lugar reservado na minha mesa para um café e uma boa conversa.

Nunca irei esquecer de cada pedido para eu ficar mais uns dias com você, e de cada desenho e cartinha desejando me boa viagem irei guardá-las para sempre no meu coração. Que sua jornada seja tão linda quanto o teu sorriso☺. Eu te amo além das palavras, hoje e para sempre. Deus derrame muitas bênçãos sobre tua vida. Parabéns 🎊 🎂🎁pelos teus 15 anos.

Foi um momento especial, Sarah amou a homenagem e ficou muito emocionada, expressando a emoção com lágrimas de felicidade.

A Academia Perimiriense participou da IV edição do Soletrando da Escola Municipal “São João Batista”

Por Edna Jara Abreu Santos

No dia 27 de novembro do ano em curso, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) recebeu com grande satisfação o convite para compor a mesa dos Jurados da IV edição do Soletrando da Escola Municipal “São João Batista” em Peri-Mirim. Na ocasião, a ALCAP foi representada pela confreira Elinalva de Jesus Campos (Cadeira 27).

Há quatro anos, a escola vem implementando com sucesso o Projeto de Soletração no PPP Escolar (Projeto Político-Pedagógico), e isso tem trazido pontos positivos no estímulo da aprendizagem de forma lúdica e envolvente para o desenvolvimento da leitura, da escrita, da ortografia e da ampliação do vocabulário, fortalecendo as habilidades cognitivas e a compreensão da norma culta da língua portuguesa.

Voltado aos alunos do 1º ao 5º ano, o projeto foi organizado em quatro etapas eliminatórias, com palavras de diferentes níveis de dificuldade, previamente trabalhadas em sala de aula pelos professores.

A dinâmica consistiu no acerto das palavras sorteadas, específicas para cada turma, resultando na classificação de quatro alunos por classe para a semifinal, da qual saiu um vencedor para disputar a grande final.

Na oportunidade, com efeito de imensa gratidão pelo convite, a ALCAP doou uma cesta de kit escolar para um dos vencedores. Depois de passarem por rodadas disputadíssimas, chegou-se aos resultados:

1° LUGAR: Antônio Neto de Sousa Alves (3° ano)
Premiação: bicicleta
Professora da turma: Teresa de Jesus Araújo Castro e Ana Maria Corrêa.

2° LUGAR: Estter Safyra Silva Pereira (1° ano)
Premiação uma TV
Professora da turma: Josiléia França

3° LUGAR: Phâmella Luisa Pereira Soares (5° ano)
Premiação: Tablet
Professora da turma: Elitania e Dalcione

4° LUGAR: João Víctor Pereira Rodrigues (4ª ano)
Premiação : kit o Boticário
Professora da turma: Eliane Cardoso

5° LUGAR: Agatha Lyara França Amorim (2° Ano)
Premiação: Kit de material escolar
Professora da turma: Silvana Lima Martins

A ALCAP acredita em projetos dessa natureza, capazes de renovar a Educação e transformar realidades, reforçando que o ensino é fundamental para o futuro e deixa contribuições duradouras na trajetória dos estudantes perimirienses. Diante disso, a Academia parabeniza a Escola São João Batista pela valorização da leitura e da escrita e agradece o convite, já se colocando à disposição para novas parcerias.

SANTANA DOS NUNES

Por Francisco Viegas Paz*

Viajei a Peri-Mirim no dia 07 do corrente mês utilizando o ferry boat e depois a MA 106. Quando passei da torre de telecomunicações avistei o ramal do Mojó que, para a minha surpresa, está asfaltado. Uma reivindicação antiga, mas que o prefeito de Bequimão tomou a decisão de asfaltá-lo. Agora posso visitar os meus parentes aproveitando a lisura da estrada.

Comentei que, somente o ramal de Santana dos Nunes em Peri-Mirim, não tem a mesma sorte, pois nunca, em tempo algum, um prefeito do referido município teve a coragem, ou o compromisso de asfaltá-lo. Conversei na antepenúltima festa de Nossa Senhora de Sant´Ana, com o prefeito Heliéser, sobre esse assunto e ele me disse que um quilômetro de asfalto é muito caro. Lembrei-me da resposta de Brizola para Fernando Henrique sobre a educação, que dizia: “caro mesmo é a ignorância”. Mas aqui cabe dizer que: caro mesmo é o descaso com os eleitores de lá. Um dos povoados mais prósperos e antigos de Peri-Mirim.

Os habitantes de Santana passam por essa estrada diariamente e são submetidos ao sufoco da poeira no verão e a lama no inverno. Espero que o governador Brandão veja tal descontentamento e se apiede do descaso para com os nossos conterrâneos do povoado que faz a melhor farinha d’água da Baixada Maranhense.


* Natural de Peri-Mirim, escritor e compositor.

VIII AÇÃO DE GRAÇAS NA JUREMA

Foi realizada a VIII Ação de Graças na Jurema no dia 20 de setembro de 2025José dos Santos  idealizou o evento, prevendo que, uma vez por ano, fosse realizada uma reunião na Comunidade do Cametá, no mesmo local em que foi criado, denominado Sítio Jurema.

Já foram realizadas oito ações de graças, nas seguintes datas:

I – 29 de julho de 2017 (utilizada a mesma camisa da missa de mês da morte de José Santos, na cor branca);

II – 28 de julho de 2018 (camisa de cor branca, com logomarca provisória);

III – 27 de julho de 2019 (camisa na cor amarela com logomarca definitiva);  em 2020 não houve o evento devido a Pandemia da Covid-19;

IV – 20 de novembro de 2021 (Camisa cor Azul);

V – 19 de novembro de 2022 (Camisa cor Verde);

VI – 14 de outubro de 2023 (Camisa cor Abóbora);

VII – 16 de novembro de 2024 (Camisa Rosa Pink) e

VIII – 20 de setembro de 2025 (Camisa cor Verde Limão).

A última Ação de Graças teve várias atrações, conforme fotos abaixo:

PERI-MIRIM: Benedito de Jesus Costa Serrão

Por Cintia Cristina Martins Serrão

Benedito de Jesus Costa Serrão nasceu no povoado Centro dos Coelhos, município de Palmeirândia, no dia 20 de dezembro de 1933. Filho de Frederico Alves Serrão e Celestina Costa, teve três irmãos: José Beijamim, Maria José e Onélio Costa.

Em 1965, Benedito de Jesus, conhecido como De Jesus Serrão, mudou-se para o povoado Três Marias para trabalhar como benfeitor do senhor Jaime Martins Corrêa (conhecido como Jair), um importante produtor de cana-de-açúcar da região, que possuía alambiques, engenho e fabricava cachaça e mel de cana.

Foi nesse período que De Jesus conheceu a senhora Carmem Martins, no povoado Tijuca. Juntos, decidiram viver em união e constituíram família, tendo três filhos: Cíntia, Benedito Filho e Weliton. Ele já tinha outros filhos de relacionamentos anteriores: Celico, Nazaré, Ana Lucia, Marileia, Laudilene Josely, Fideles, Suely, Helio, Heliezer, Ivanilde, Elisabethe e Francisco.

Após se estabelecer em Três Marias, De Jesus propôs a compra de um pedaço de terra ao senhor Durans, que aceitou a negociação. No terreno adquirido, localizado à direita da propriedade, construiu sua casa e fixou residência definitiva.

Em 1970, iniciou seus próprios negócios, abrindo um comércio de compra e venda de arroz e babaçu, contando com o apoio da esposa Carmem e do sócio Cosme Duarte, apesar de continuar colaborando com o senhor Jair. Sua postura prestativa e a disposição em ajudar a comunidade fizeram com que De Jesus se tornasse conhecido em diversos povoados vizinhos.

Por morar próximo à estrada que ligava vários municípios, De Jesus conheceu Geraldino e Isaac Dias, importante político da cidade de São Bento. A amizade com Isaac cresceu a ponto de ele se tornar padrinho de um de seus filhos. Reconhecendo seu potencial, Isaac incentivou De Jesus a ingressar na política, convidando-o a filiar-se a um partido no município de Peri-Mirim.

Dessa forma, começou sua trajetória política. Em 1972, candidatou-se pela primeira vez ao cargo de vereador, ficando na suplência. A partir dessa data continuou persistente, não desistiu. A convite do prefeito João Pereira foi trabalhar na prefeitura de Peri-Mirim no ano de 1978, lá conheceu a Eloisa que é a sua atual companheira com quem teve dois filhos Salma e Yuri. e, em 1982, foi eleito prefeito de Peri-Mirim, exercendo um mandato de seis anos. Em 1988, a sua sucessora foi a senhora Carmem Martins, e em 1996, retornou ao cargo de prefeito, conquistando novamente a confiança da população.

Durante seus mandatos, realizou obras de grande impacto para o município, como a construção de postos de saúde, escolas, prefeitura, câmara municipal, mercado municipal e jardins de infância, além de trazer diversos outros benefícios para a população.

De jesus tem um grande legado na politica do município de Peri-Mirim, com pessoas da sua família à frente de algumas gestões, a sua ex companheira Carmem Martins, o seu filho Yury e o atual prefeito Heliezer.

De Jesus, como é carinhosamente conhecido, continua entre nós e é reconhecido como um dos grandes políticos que marcaram a história do município, deixando um legado de trabalho e dedicação ao povo de Peri-Mirim.

A FORÇA DO “TÁ”!

Lendo um texto de um amigo querido, ao ser provocado, para tecer uma crítica à sua nova obra, deparei-me com a familiar forma “TÁ”, persistente e tão sorridente, a me chamar às origens. E, aí, encontrei a deixa, a me fazer ir em busca de maravilhosas estruturas, que me marcaram a infância / adolescência na Baixada maranhense. Estruturas, que, para os autênticos baixadeiros, tão distantes e saudosistas, muitas vezes, ainda “escapolem” e vão se fazendo presentes. Não surpreendem nem se tornam estranhas. Pelo contrário, satisfazem “o pensar alto”, de quem se permitia “se achar, ser o que a folhinha não marcava, ser o lindão, ser a última bolacha do pacote” e que, para isso, empregava “Tá se achano, tá nos pano, tá na crista da onda”. E, se fosse um pouquinho mais ousado, apelava a “tá facinho, tá só safadeza, tá no viço, tá na vala, tá na vida”. E, se se fechasse em copas, a dureza e a insensibilidade do sentir vinham. “Tá cum um coração de pedra, tá um coração de gelo, tá na rua da amargura”.

E, nessa perspectiva, íamos colecionando “TÁS”. Assim, o encontrar um amigo magro se traduzia em “tá só urelha, tá só couro e osso, tá só o curéu, tá só o talo, tá só a titela, tá só o cambito, tá cumeno vento, tá passano fome, tá sumino”. E, na inversão do peso, choviam elogios. “Tá bunito, tá sadio, tá passano beim, tá de bucho cheio, tá rico”. Era como se “a miséria e a fartura” fossem se concretizando com a mesma gana. Esta, com euforia; aquela, com comiseração.

E o desfile continuava a se fazer. A ira e a danação se enfeixavam em uma aliança perfeita. “Tá cum sangue no ôlho, tá impussívi, tá de ovo virado, tá pintano o sete, tá com o dhiabo no côro, tá ispritado, tá indemonhado, tá virado no cão”.

O ingênuo e o descompensado se identificavam, no mesmo compasso. “Tá com cara de nhô zé, tá de ovo virado, tá de miolo mole, tá chiladinho, tá zorongo, tá muchinho da silva, tá tanso, tá no mundo da lua, tá biruta, tá lelé da cuca”.

“A belezura”, também, não se fazia de rogada e se insinuava em cândidas sentenças. “Tá na flor da idade, tá um pedaço de mau caminho, tá chêrano a leite”. Mas, de verdade, o menosprezo vinha forte. “Tá cum o rei na barriga, tá mais liso que peixe de água doce, tá mintino de cara limpa, tá faltando com a verdade, tá sortano cachorro cum linguiça, tá contano lorota”.

Já “a desboniteza” se fazia cruel, a se utilizar de uma máxima assustadora e açoitante. “Tá o cão chupano manga”. E a ambiguidade dançava entre o reprovável e o aceitável. Ficava ao gosto do freguês. “Tá a cara dum e fucinho dôto ou tá cuspido e iscarrado o tio”. Torcíamos para “a simpatia” do tio. Misericórdia!

Para não esquecer, uma sentença, tão significativa e espetacular, se traduzia no desprezo, no tanto fazia, no não ligava, no cúmulo da indiferença. “Tá cagano e andano pra tu!”

E, nessa sequência de TÁS, a gradação se tornava vibrante, a narrar o infortúnio e a graça eterna de um indivíduo. “Tá no istaleiro, tá disinganado, tá só esperano a hora, tá na hora da morte, tá incumendado, tá na pedra, tá morto e interrado, tá morando com Deus!” Cruzincredo! “Tá repreendido!”