Somos de fato almas livres sob as leis de Deus ou escravos abaixo do poder de ditadores?

“Democracia em chamas: a esquerda e sua implacável tirania”
Por Carlos Alberto Chaves Pessoa Junior

“O tema desse filme é se o homem deve ser governado pelas leis divinas ou pelas leis de um ditador como Ramsés. Os homens são propriedades do Estado? Ou almas livres sob as leis de Deus? A mesma batalha existe nos dias de hoje.” É a fala de introdutória do diretor Cecil B. DeMille em seu filme Os Dez Mandamentos.

O grande diretor com um discurso forte e contundente apresentou para gerações de espectadores a superprodução Os Dez Mandamentos e colocou uma questão que ainda ressoa nos dias de hoje: Somos de fato almas livres sob as leis de Deus ou escravos abaixo do poder de ditadores?

Queremos de fato ser livres e senhores de nossas escolhas? Ou diante de tempos difíceis preferimos nos ajoelhar diante da tirania em troca de uma falsa sensação de segurança e bem-estar?

No excelente livro Doze regras para a vida: um antidoto para o caos, o doutor Jordan Peterson escreve: “(…) não significa sofrer silenciosa e voluntariamente quando uma pessoa ou organização nos exige mais, de modo reiterado, do que nos é oferecido em troca. Isso significa que estamos apoiando a tirania e permitindo que sejamos tratados como escravos. Não é virtuoso ser vitimizado por um bully, mesmo que o bully seja você mesmo.”

Não há honra em ser covarde e fraco diante da opressão. O silêncio e a submissão diante de leis injustas, da tirania e da opressão são um ato indesculpável. Ao nos silenciarmos diante do mal nos tornamos cúmplices.  O filosofo Henry David Thoreau em seu livro A Desobediência Civil, escreveu: “Será que o cidadão deve, ainda que por um momento e em grau mínimo, abrir mão de sua consciência em prol do legislador? Nesse caso, por que cada homem dispõe de uma consciência? Penso que devemos ser primeiro homens, e só depois súditos. […] A lei nunca tornou os homens sequer um pouquinho mais justos; e, por força de seu respeito por ela, até mesmo os mais bem-intencionados são convertidos diariamente em agentes da injustiça.”

O que seria então uma lei injusta? Frédéric Bastiat no livro A lei responde: “Vida, faculdades, produção — e, em outros termos, individualidade, liberdade, propriedade — eis o homem. E, apesar da sagacidade dos líderes políticos, estes três dons de Deus precedem toda e qualquer legislação humana, e são superiores a ela. A vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes que os homens foram levados a fazer as leis […] a lei é a organização do direito natural de legítima defesa. É a substituição da força coletiva pelas forças individuais. E esta força coletiva deve somente fazer o que as forças individuais têm o direito natural e legal de fazerem: garantir as pessoas, as liberdades, as propriedades; manter o direito de cada um; e fazer reinar entre todos a justiça.”

Portanto, qualquer lei que surge para oprimir a liberdade é uma lei tirânica, e se submeter à tirania é o pior dos crimes. Não basta ser virtuoso e bom, é necessário ter coragem, força e ousadia para repudiar a injustiça.”

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/democracia-em-chamas-a-esquerda-e-sua-implacavel-tirania/

Banco da Amazônia e Maranhão: Parceria que não pode ser mutilada

Artigo escrito por:
Marcelo Vinicius Lemos – Eng. Agrônomo, Analista de Projetos Agropecuários, concursado do BASA e
José Lemos – Eng. Agrônomo, Professor Titular na Universidade Federal do Ceará

O Banco da Amazônia (BASA), Bancos do Brasil (BB), do Nordeste do Brasil (BNB) e Caixa Econômica Federal (CEF) se constituem nos Agentes financeiros estatais que estão situados nos 217 municípios maranhenses e desempenham papel de relevância para o progresso material e o desenvolvimento das suas populações.

As iniciativas dos empreendedores econômicos têm alguns componentes que são determinantes para que possam ter chances de avançarem. São elas: iniciativa; capacidade de buscar alternativas que sejam viáveis e que possam ser demandadas por futuros consumidores; vocação para tomar algum risco e, evidentemente, disponibilidade de alguma dotação financeira para viabilizar a atividade.

As áreas de carência são assim definidas porque possuem uma série de dificuldades. Uma delas é a de gerar ocupação continuada para parte da sua população, sobretudo aquela que dispõe de qualificação menos elaborada. Nesses casos o fomento de atividades econômicas minimamente viáveis é o caminho. Não há alternativas, tendo em vista que o setor público que, normalmente é guarida para um contingente razoável dessa população nos municípios brasileiros, tem capacidade limitada de alocação. Até porque, como sabemos o setor público não gera riqueza. Usa os impostos diretos e indiretos pagos pelas populações economicamente ativas para financiarem as suas despesas. Assim, para a máquina pública funcionar precisa captar impostos. Para que os impostos sejam coletados há a necessidade de que agentes físicos e/ou jurídicos produzam bens e serviços. Assim funciona uma economia saudável.

Também por isso é requerida a assistência financeira. Os Bancos Estatais tem um comportamento diferenciado dos Privados. A assistência financeira provida por bancos estatais é importante e diferenciada daquelas providas pelo setor privado em decorrência de ao menos quatro aspectos. 1 – atuação por setor da economia assegurando recursos para manter viáveis os segmentos industrial, rural e imobiliário;  2

– fomentando o desenvolvimento regional; 3 – Atuando de forma anticíclica às atividades econômicas mediante a oferta de crédito para os agentes econômicos saírem de dificuldades; 4 – este aspecto talvez seja o de maior relevância em áreas de pobreza: a “bancarização” (inserção no sistema financeiro) de segmentos normalmente excluídos.

Objetivando fomentar o desenvolvimento regional da Amazônia, ancorado nesses preceitos, em 1942 foi criado o Banco de Crédito da Borracha, mais tarde transformado em Banco da Amazônia que, atualmente, possui doze (12) agências em municípios do Maranhão. Mas já foram quatorze (14) as agências do BASA no Estado.

Neste momento, duas dessas agências correm o risco de serem desativadas pela direção geral do Banco que tem sede em Belém do Pará. As agências que correm esse perigo são as de Pinheiro e Santa Inês.

A agência de Pinheiro atende em trinta e oito (38) municípios maranhenses situados nas microrregiões da Baixada e Alto Turi, duas das mais carentes do Estado do Maranhão. O BASA de Santa Inês atende em vinte (20) municípios na microrregião de Pindaré, igualmente carente.

Essas funções vêm sendo cumpridas a contento pelo BASA mediante diferentes linhas de crédito. Uma delas é o PRONAF que atende agricultores familiares que demandam recursos para a manutenção de uma agricultura produtora de segurança alimentar, fomentadora de renda monetária e geradora de ocupação em todo o ano.

As agências do BASA em Pinheiro e Santa Inês também são responsáveis por pagamentos de aposentarias, pensões e outras modalidades de benefícios continuados que são demandados pelas populações mais carentes, sobretudo de idosos. Sem as agências aqueles que recebem pelo BASA terão que se deslocar para outros municípios para receberem os benefícios, com todas as implicações decorrentes.

A interdição dessas duas agências, portanto, significará que em 27% dos municípios maranhenses, que estão situados em duas das regiões mais carentes do Estado, os idosos aposentados, as viúvas pensionistas, os agricultores em geral, sobretudo os familiares de pequeno porte, os empreendedores de negócios de diferentes magnitudes e diversidades, os comerciantes, além de outros agentes, potenciais fomentadores de atividades econômicas, sejam tolhidos de uma da possibilidade do recebimento de benefícios, caso dos idosos e pensionistas, e da captação de recursos para fomentarem os seus negócios, no caso dos empreendedores. Isso terá implicações econômicas, sociais e humanitárias inestimáveis para um contingente populacional de mais de um milhão de brasileiros que vivem nessa parte do Brasil.

Por essas razões o bom senso, e o espírito público, sugerem que a ideia de encerrar as agências do BASA em Pinheiro e Santa Inês seja abortada de uma vez, para que os nossos conterrâneos possam continuar vivendo com um mínimo de dignidade.

A pandemia da fome: 12 mil pessoas podem morrer de fome diariamente por causa da Covid-19

Durante a pandemia de Covid-19, mais pessoas podem morrer de fome do que da própria doença, alertou a ONG Oxfam. Até o fim de 2020, o número de mortes relacionadas à fome no mundo chegará a 37 mil por dia. A previsão consta no relatório da Oxfam, divulgado na quarta-feira (8), com base em dados das Nações Unidas (ONU).

Em 2019, as mortes diárias em razão da crise alimentar chegaram a 25 mil, mas os efeitos da pandemia devem ampliar em 12 mil o total diário neste ano, uma alta de 48%.

As Nações Unidas advertiram que a pandemia do novo coronavírus pode provocar fome em países já vulneráveis com a paralisação do comércio e o choque nos mercados financeiros.

Fonte: Gazeta do Povo e Istoé.

ONG distribui lanches para pessoas carentes neste domingo no ...

Odeio a Cloroquina

Autor: João Melo e Sousa Bentivi *

Nunca pensei que iria odiar tanto uma droga, como estou odiando essa tal de cloroquina. Ela caminha para um século ajudando a humanidade e sempre se soube dos seus efeitos colaterais, mas ninguém, nenhum médico, nenhum sociólogo ou ideólogo tinha raiva dela e ela caminhava, como tantas outras, sem problemas, até que um dia, um boca rota, chamado Bolsonaro, lhe fez uma declaração de amor.

Foi o fim. Sem nunca ter militado no centro, na direita ou esquerda, a coitada da cloroquina transformou-se em um direitista, fascista e em pouco tempo será racista e homofóbica. A cloroquina, agora perseguida, caminhou e derrubou dois ministros. Teve um alento, quando o CFM deu uma bordoada em todos os seus algozes, ao dizer que, se o médico prescrever e o paciente aceitar, pode ser ministrado a cloroquina. Tem alguma novidade nisso?

Não se sabe o porquê, em todos os estados que politicamente se proscreveu a cloroquina os óbitos crescem, nos que aceitaram-na, os óbitos descem, mas isso não interessa ser analisado, pois dá argumentação favorável ao Bolsonaro.

Vou falar, agora, para os meus amigos que odeiam a cloroquina e creio que vocês não são cretinos, hipócritas e com comportamento FDP (como um tal UIP). Tenho certeza de que todos os amigos, principalmente os médicos e professores universitários, que tanto detratam a cloroquina, caso se acometam com o tal corona, deverão ter a honestidade ideológica de recusar essa cloroquina.

Vou escrever em maiúscula: QUEM ESCULHAMBA BOLSONARO E A CLOROQUINA, TEM O DEVER MORAL DE RECUSAR A CLOROQUINA!!!
Na minha página do face tenho pegado muita bordoada da esquerda e quero continuar apanhando, mas, nessa matéria, vou fazer um teste com os meus amigos contrários a cloroquina. Imploro que se manifestem nesse questionamento:
CASO VOCÊ ESTEJA CONTAMINADO COM O COVID:
A) NÃO ACEITO A CLOROQUINA EM NENHUMA HIPÓTESE;
B) NEM MESMO SE ESTIVER EM UTI;
C) ACEITO SOMENTE QUANDO EU ESTIVER ENTUBADO NA UTI.

Como tenho lido e ouvido calorosas manifestações contrárias a cloroquina, dos amigos de esquerda e, como oro todo dia para me livrar do corona, caso alguém contrário a cloroquina esteja acometido, me ligue, pois eu e minha equipe estaremos vigilantes, para que nenhum médico direitista, bolsonarista, ou nenhum “ista” prescreva essa droga, a cloroquina, pra você.

Creio que tudo será um sucesso e a cada pessoa que recusar a cloroquina, explicitamente, com clareza, ganhara o meu apoio e de minha equipe para não ser agredido com essa droga, por outro lado, demonstrará duas coisas: a cloroquina não serve e que é uma pessoa honrada, séria, diferente da postura safada, de um tal UIP. Na vida ou na morte, sem a cloroquina.
Tenho dito.

(*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.
(**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer plataforma de comunicação.

O tronco caído

Rito de passagem dos índios Cherokees:

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.
O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.
Ele não pode gritar por socorro para ninguém.
Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.
Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado.
Ele pode ouvir toda espécie de barulho.
Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.
Talvez alguns humanos possam feri-lo.
Os insetos e cobras podem vir picá-lo.
Ele pode estar com frio, fome e sede.
O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.
Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.
Finalmente…
Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.
Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

O Corona comprovou a minha imbecilidade

Autor João Melo e Sousa Bentivi*
A minha santa mãe, dona Zima, errou feio comigo: desde que me entendi ela dizia que o João era muito sabido. O João era eu e sabido, no interior analfa, era o mesmo que inteligente.

O tempo passa e fui fazendo um monte de presepada, coleção de diplomas e até um doutorado. Agora, com mamãe no céu, tinha a tola ideia de que era um homem das letras e das ciências. Tudo falso e foi necessário um corona, insignificante, produzido na democracia chinesa, para me dar um choque de realidade: sou um beócio.

Tudo se dá em nome da ciência, todos falam em nome da ciência e se alguém falar em contrário, imediatamente será um inimigo da ciência, o problema é que atrás desse nome ciência, tem todo tipo de interesses, alguns meritórios e uma infinidade não tanto, melhor, escabrosos.

O tolinho, aqui, não entende de ciência!
Isolamento vertical ou horizontal? Tem opiniões para os dois lados, mas, de repente, quem defende o vertical virou um fora da lei e defensor da morte. Hidroxicloroquina ou não? Essa droga, após anos curando, principalmente pobres, tornou-se uma droga ideológica, de direita, ao ponto de um médico famoso, tentar escondê-la, mesmo ela tendo lhe salvado a vida. Ingrato, sacana! Ademais é muito barata e os ladrões de plantão não suportam coisa barata.

O tolinho, aqui, não entende nada de terapêutica!
Fique em casa! Tenho já ódio desse bordão e é insuportável as milhares de lives mostrando como os ricos e famosos ficam em casa. Tem apartamento que dá para treinar corrida de 200 metros. Uma verdadeira sacanagem e discriminação para aqueles pobres, em um cubículo de 15 m2, abrigando 20 pessoas, com as tripas roncando, como se dizia em minha Pedreiras. Fome! Graças a Deus que a ajuda federal minimiza o caos.

O burrinho, aqui, também não entende de quarentena, mas sabe muito bem diagnosticar sacanagem e safadeza política.

A maior parte de governos estaduais e municipais nunca deram interesse e seriedade para a saúde pública, aí o corona chegou e a culpa ficou com o corona e como o corona não disputa eleição, escolheram o governo federal como o autor de todas as traquinagens.

Faça uma radiografia para descobrir quantos serviços foram fechados e sucateados nos últimos quatro anos: centenas. Quantos foram abertos? Quase nenhum. O Amazonas é um exemplo. Um estado continental e só tinha UTIs na capital. Quem é o culpado? Governo Federal? Corona? O sacana do prefeito até chorou, mas pela irresponsabilidade deveria chorar na cadeia, apenado por homicídio doloso.

Como disse, no início, o corona fez-me assenhorar de minha burrice e não consigo mais entender nada sobre o corona, mas reconheço facilmente um malandro da política.

E toda vez que vejo aquele time paulista no “corona`s show”, afirmando uma cantilena do tal 70%, número mágico que resolveria a pandemia paulista, pergunto-me, com meus botões: e se fosse 69%? E um dos culpados de não ser os 70% é aquele time de São Paulo, todo dia desobedece a quarentena, o governador é idoso e o esquálido prefeito é, também, do grupo de risco, ou seja, esses dois sujeitos estão diariamente desobedecendo a quarentena, portanto não podem exigir, do homem comum uma obediência em algo, que eles não obedecem.

Dentro da minha imbecilidade, quero propor para às nossas autoridades maranhenses um teste de lockdown, pois quem decreta conhece: três dias de lockdown para as nossas autoridades, mas seguindo algumas condições, aliás, uma inocente ideia:
Os deputados maranhenses se confinariam em uma casa no Barreto, os vereadores, no Coroadinho, o promotor e o magistrado, gênese do lockdown, nas imediações de Pedrinhas e o governador, prefeito e secretários, no Fumacê. Como dinheiro não lhes falta, delivery não seria problema.
Dou um doce se o lockdown demorasse 24 horas.
Tenho dito.

*João Melo e Sousa Bentivi é médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.

Oração da Sexta-feita Santa

Recitada por José dos Santos   aos seus filhos e netos.

Sexta santa, sexta santa, três dias antes da Páscoa desceu o Redentor do mundo, por seus discípulos chamava, um a um dois a dois, três a três se juntavam, depois deles todos juntos Jesus Cristo perguntou: quem por Ele morreria? nenhum lhe respondeu. Como só São João Batista que pediu que nas entranhas.

Quando foi amanhecer, Jesus Cristo caminhou com uma grande cruz nas costa de madeira muita pesada, com uma corda na garganta por onde os judeus puxavam, cada puxão que eles davam, Jesus Cristo ajoelhava, posta de sangue deitava.

Vieram três Marias, uma era Madalena outra Marta sua irmã, outra era a Virgem pura que maior paixão levava, uma lhe enxugava os pés, outra lhe enxugava o rosto, outra arrecadava o sangue dentro do cálice sagrado, todo o homem que beber será bem-aventurado, neste mundo será rei no outro rei coroado.

Quem esta oração rezar três vez na Pascoal e três no carnal, as porta do Paraíso achará, no inferno não irá, quem esta oração rezar um ano e um dia a porta do paraíso aberto acharia no inferno não iria; quem ouvir não aprender e quem souber não ensinar, na hora da sua morte achará quem lhe condene.
Amém

Natureza inteligente

Autora: Gracilene Pinto

A jaqueira velha tinha mais de cem anos. Fora plantada pelo meu avô. Como acontece com os idosos, já caducava. Continuava a frutificar, mas seus frutos, de tamanho regular, não tinham mais que quatro ou cinco bagos. Grandes e doces, mas muito poucos, porque o resto todo era de bagos secos.

De passagem por São Vicente, convidei minha tia Morena para um passeio pelo quintal com seu grande pomar em pleno centro da cidade.

Caminhávamos entre árvores antigas e outras mais novas passando por alguns espécimes que quase ninguém planta mais, tais como: carambola, laranja da terra, laranjão, peruana, ginja, etc., quando, para meu espanto e consternação, deparamos com a velha jaqueira, que, carregada de frutos, jazia arriada do chão, com uma parte das raízes expostas, parecendo haver cedido ao cansaço de um século de existência.

Tia Morena explicou-me que a secular e copuda árvore tombara ante a força do último vendaval. Que em São Vicente Férrer, com o calor, de vez em quando o vento se irrita e sai furioso a redemoinhar, maltratando a vegetação e fazendo estragos por onde passa. Dessa vez a jaqueira velha foi a inocente vítima. Acrescentou minha tia, que estava esperando somente a carga de frutos madurar para mandar cortá-la. Tivemos esse diálogo diante mesmo da sua copa arriada no chão e depois seguimos nosso caminho, um pouco mais tristes ante o trágico destino da pobre árvore.

No ano seguinte, ao voltar em São Vicente, ainda encontrei a jaqueira no mesmo lugar e questionei minha tia a fim de saber o que a fizera mudar de ideia quanto a decisão de cortá-la. E tia Morena me contou que nesse ano a safra de jacas surpreendeu a todos. Os frutos não tinham lugar para bagos secos, estavam cheios de amarelos, suculentos e enormes bagos, doces como mel. Quem teria coragem de cortar uma fruteira tão prolífera e dadivosa, mesmo caída no chão?

Será que a jaqueira velha escutou a nossa conversa?

Gato com mão de gente

Autora: Gracilene Pinto

Dona Severina já vivia há muito tempo, como diz o populacho, na “idade do condor”. Com dor aqui, com dor ali, passava seus dias a gemer, coitada.

– Ai, delho! Ai, delho! Mandei chamar Sirvana, Sirvana num veio. Vida de véio é mermo assim, ninguém liga mais da gente. Num se presta pra nada! Ai, delho! Cuma se num bastasse as dor, inda me deixam sem cumê. Ai, delho! Ai, qui fome!

– Mãe Velha, dizia a neta Das Dores, a sinhóra é capaz de falar mal de Deus. Terminô de almuçá agorinha. E se mamãe ainda não veio é porque deve tá ainda trabalhando na farinhada.

– Quem?! Eeeeuu qui cumi? Tu tá é mentindo! Tu come a cumida toda e adispois me dexa cum fome, pequena mintirosa. Ai, delho!

Com seus oitenta e tantos anos, entre todos os males que lhe atormentavam a vida, como o reumatismo que já quase não a deixava caminhar, dona Sivica, como era chamada na comunidade, também havia o tal do alemão, o Alzeimer. Por conta disso esquecia das coisas, tinha acessos de fúria e momentos de grande saudosismo.

Morava com a anciã sua neta Das Dores, mulata de alma quente e corpo bem modelado, que há muito tempo já dera com os burros n´água, quando sucumbira às cantadas de um primo e deixara a virgindade atrás da moita no caminho do poço. Desde então, não enjeitava parada, só tinha cuidado para que a avó não soubesse das suas aventuras. Porém, confiante na demência de Dona Sivica, muitas vezes, às tantas da noite a moça levava os namorados para a redinha de fio armada no canto da camarinha da pequena casa de barro e palha.

Ocorre que, dona Sivica dormia na sala, sua rede estrategicamente armada no canto, bem na direção da porta que dava para a camarinha, permitindo-lhe, até certo ponto, vigiar Das Dores, para evitar que a neta caísse na sem-vergonhice.

E assim, já que as dores no joelho e no corpo todo não deixavam dona Sivica dormir, a anciã passava as noites entre uma baforada e outra do cachimbo de barro a gemer, a reclamar da vida ou a lembrar dos bons tempos da mocidade.

Nessa noite Das Dores já estava deitada, mas combinara previamente com o namorado que deixaria a porta de meançaba apenas encostada. Assim que a avó adormecesse, a moça faria um sinal para que o rapaz entrasse discretamente a fim de deitar-se com ela. O sinal seria um miado de gato.

Dona Sivica demorou um tempão falando, falando. Então, quando Das Dores ouviu o ressonado da avó imediatamente imitou o gato e o rapaz entrou, tentando ser o mais silencioso possível. No entanto, para chegar ao paraíso, que era a rede de Silvana, o homem precisava vencer sérios desafios. O primeiro e maior deles, seria passar por debaixo da rede de dona Sivica, tendo em vista que sono de velho quase sempre é muito leve. Depois, como localizar o penico naquela escuridão para não enfiar os pés ou as mãos no mijo? Mas, como paixão não mede distância nem dificuldades, corajosamente o moço agachou-se e começou a arrastar-se por debaixo da rede. Porém, terminou roçando na rede que estava muito baixa. Com muito jeito tentou levantar a rede devagarinho segurando pelos punhos, e só se ouviu a voz esganiçada da velha reboando no casebre:

– Quem tá aí?!!

– Quem havéra de tá, Mãe Véia? Só pode sê gato. – respondeu Das Dores do quarto.

– Gato num tem mão de guente! Gato num tem mão de guente! – declarou a anciã em um momento de rara lucidez.

Solidariedade: o confinamento em casa não é desculpa

A pergunta é: em que eu posso ajudar? Milhares de pessoas pelo mundo não têm, nem mesmo, as armas básicas para combater o vírus: água e sabão. O Brasil está em risco, principalmente pela desigualdade social. É hora de união, solidariedade e amor ao próximo.

As precauções são difíceis de aplicar principalmente em locais vulneráveis, como nas imensas periferias brasileiras, moradores de rua, nos hospitais ou nas prisões superlotadas em todo o Brasil.

Vários países optaram por fechar suas fronteiras para tentar se isolar da pandemia. Aqui no Brasil, os políticos e os demais cidadãos ainda não conseguiram lidar com a crise da pandemia, sem esquecer as desavenças ideológicas ou partidárias, só atrapalham. Precisamos, justamente, do contrário: de união, foco e espírito público.

Entretanto, o que fazem os políticos: campanha eleitoral: o governo federal, governadores e prefeitos estão em franca competição, em campanha eleitoral que, além de antecipada, é inadequada!

A Itália, país mais afetado da Europa, já registrou mais de 4.000 mortes, foi o primeiro que ordenou o confinamento da população e se prepara para reforçar suas medidas diante da catástrofe sanitária. Aqui no Brasil, o ministro da Saúde já anunciou que haverá um colapso no sistema de saúde a partir do final do mês de abril. Como vamos lidar com isso? com egoísmo é que não é …