MARIE CURIE FOI A PRIMEIRA PESSOA A RECEBER O PRÊMIO NOBEL DUAS VEZES

Ela descobriu o Polônio e o Rádio, foi a primeira mulher a fazer doutorado na França, ganhou dois prêmios Nobel e virou a cientista mais conhecida da Terra.

“Marie Curie foi uma das mulheres a mudar a história e os rumos do estudo da radioatividade, bem como mostrou ao mundo o valor intelectual e a riquíssima contribuição que as mulheres podem fornecer ao mundo científico, o qual era, outrora, de caráter predominantemente masculino.

A grande pesquisadora que descobriu os elementos químicos Polônio e Rádio. Precisou estudar escondida, já que na época, educar mulheres era conta a lei.

Marie Curie foi a primeira pessoa a receber o prêmio Nobel duas vezes, um em Física, ao demonstrar a existência da radioatividade natural em 1903, e o outro em Química, pela descoberta de dois novos elementos químicos em 1910.

Maria Salomea Skłodowska nasceu em 7 de novembro de 1867 em Varsóvia, na Polônia. Filha de professores, Marie sempre recebeu uma excelente educação, sendo estudante de destaque em sua escola.

Apesar do brilhantismo nos estudos, não pôde frequentar a Universidade de Varsóvia, exclusiva para alunos do sexo masculino. Marie, porém, continuou a estudar em segredo em uma “Universidade Flutuante”, com cursos clandestinos ministrados em porões, escondidos do governo.

O seu sonho e de sua irmã, Bronia, era sair do país e poder cursar uma universidade, mas devido à má condição financeira, não podiam. Por cinco anos, Marie trabalhou como tutora e governanta de uma família, para financiar os estudos de Bronia e economizar para posteriormente permitir os seus. Usava seu tempo livre para estudar matemática e física que achava fascinantes.

Desde a infância, Marie Curie aprendeu a enfrentar e vencer desafios impostos pela sociedade e pelas condições de vida, sendo um grande exemplo como cientista para homens e, principalmente, para as mulheres, pois mostrou que elas são capazes de promover descobertas tão ou mais importantes.”

“Marie Curie nasceu em 7 de novembro de 1867, na cidade de Varsóvia, na Polônia. Seu nome de batismo era Maria Sklodovska, sobrenome herdado de seu pai, professor de Matemática e Física, que se tornou diretor de uma escola anos mais tarde. Sua mãe, também professora, somente teve participação em sua educação até os 11 anos de idade, quando então faleceu, registra o professor Diogo Lopes Dias.

Nascida em um lar em que a ciência era o centro da família, Marie Curie sempre se interessou pelo conhecimento e, com a intenção de produzi-lo, desejava seguir a carreira universitária.

Vivendo em um país dominado pela Rússia czarista, que não permitia de forma alguma o acesso das mulheres à educação formal, Marie Curie, por diversas vezes, montou grupos de estudos clandestinos para poder estudar e promover o conhecimento para outras pessoas.

Em 1891, com a ajuda financeira do pai, Marie Curie conseguiu mudar-se para Paris, onde ingressou no curso de licenciatura em Física da Faculté de Sciences, que concluiu em 1893. Em 1894, ela conclui também o curso de Matemática.

Durante sua busca por um tema e por um orientador para seu doutorado, Marie conheceu o professor de Física Pierre Curie, com quem acabou casando-se em 1895. Marie com o marido e companheiro de pesquisas, Pierre Curie. Os dois tiveram duas filhas, Éve e Irène.

Marie Curie morreu em 1934, vítima de uma leucemia, em decorrência de toda a exposição à radiação a que foi submetida durante sua carreira científica e acadêmica.

Principais contribuições de Marie Curie

Na sua tese de doutorado, Marie Curie escolheu o tema raios urânicos, radiação que havia sido descoberta pelo físico inglês Becquerel. Em seu trabalho, ela conseguiu provar que o óxido de urânio é um mineral capaz de eliminar a radiação armazenada nos átomos.

A partir dessa pesquisa, Marie Curie descobriu a radioatividade, já que Becquerel não prosseguiu com seus estudos com o urânio. Marie e Pierre Curie continuaram a buscar outros minerais na natureza que pudessem também apresentar atividade radioativa. Nessas pesquisas, eles desenvolveram uma técnica laboratorial denominada cristalização fracionada, que consiste em aquecer um material a elevadas temperaturas e resfriar gradativamente.

Sigla do elemento químico rádio
No ano de 1898, Marie e Pierre Curie apresentam ao mundo científico a descoberta de dois novos elementos químicos, o polônio e o rádio. Com essas pesquisas, Pierre, em particular, verificou que a radiação podia matar células de tecido doente, ou seja, iniciou o estudo da radioterapia.

Sigla do elemento químico polônio
Após a morte de Pierre, em 1906, Marie passou a lecionar e também continuou a realizar diversas pesquisas. Uma delas, extremamente importante, foi o desenvolvimento de um radiógrafo, um equipamento para a realização de radiografias que foi utilizado durante a Primeira Guerra Mundial.

Memória

Por sua contribuição científica e persistência, Marie Curie é ainda bastante lembrada e citada em encontros científicos, congressos ou jornadas acadêmicas. Além disso, vários são os hospitais e centros que levam o seu nome, como o Instituto Curie, o qual auxilia na formação de diversos novos cientistas todos os anos. Vale ressaltar que um elemento químico, descoberto em 1944, denominado Cúrio (Cm), de número atômico 96, foi batizado assim em homenagem ao casal Curie, Marie e Pierre.

Marie Curie foi laureada duas vezes com o Nobel: uma vez em Física e outra vez em Química.

Curiosidades

Muito se sabe sobre Marie Curie, cientista responsável por descrever os elementos químicos Polônio e o Rádio e primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel — Física (1903) e Química (1911). Mas para celebrar a vida dessa mulher incrível, três fatos sobre ela são dignos de registro.

1. Ela foi educada em segredo
Curie nasceu e cresceu em Varsóvia, na Polônia, que na época era controlada pelo Império Russo. Ela obteve sua educação universitária na Flying University, uma instituição polonesa secreta que educava mulheres em locais que migravam de acordo com a necessidade. Isso ocorreu porque na época os russos consideravam educar mulheres uma atividade ilegal.

2. Mulheres fizeram uma vaquinha para ajudá-la a continuar suas pesquisas sobre o Rádio — elemento que ela mesma descobriu
Quando visitou os Estados Unidos em 1921 Marie Curie ganhou um grama de Rádio para continuar suas pesquisas, graças a uma arrecadação feita por mulheres norte-americanas — naquele período, esse material era extremamente caro. O presidente dos EUA durante aquele período, Warren G. Harding, e sua esposa, Florence Harding, apoiaram o esforço de angariação de fundos.

“Ela, que descobriu o Rádio, que compartilhou livremente todas as informações sobre seu processo de extração, e que havia dado o Rádio para que os pacientes com câncer pudessem ser tratados, encontrou-se sem os meios financeiros para adquirir a substância cara”, relata Ann Lewicki no periódico Radiology. Em 1921 um grama de rádio custava US$ 100 mil, o que hoje equivale a aproximadamente US$ 1,3 milhão.

3. Os cadernos dela (ainda) são super radioativos
“As décadas de exposição de Marie Curie [à radiação] a deixaram cronicamente doente e quase cega de catarata e, finalmente, causaram a morte aos 67 anos, em 1934, de anemia grave ou leucemia”, escreve Denis Grady para The New York Times. “Mas ela nunca soube plenamente que seu trabalho havia arruinado sua saúde”.

O efeito da radioatividade é tão grande que hoje, mais de 100 anos após suas descobertas, os cadernos que a cientista utilizava ainda estão contaminados pelas substâncias. Hoje, seus arquivos são guardados em caixas de chumbo: para acessá-los, é preciso assinar um termo de responsabilidade.

“E não são apenas os manuscritos de Curie que são perigosos de tocar. Se você visita a coleção de Pierre e Marie Curie na Biblioteca Nacional, na França, muitas de suas posses pessoais — de móveis a livros de receitas — requerem roupas protetoras para serem manipuladas com segurança”, afirma Adam Clark Estes

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/; https://revistagalileu.globo.com/e https://www.cristofoli.com/ e https://super.abril.com.br/

GEORGETTE DESROCHERS

Por Gracilene Pinto

Georgette Desrochers é uma missionária religiosa procedente de rica família de Québec, no Canadá, que foi Madre Superiora da nossa escola durante brevíssimo tempo, suficiente, no entanto, para me marcar para o resto da vida.

De sua boca ouvi que, por seus pais lhe fora determinado, praticamente desde o nascimento, o casamento com um homem de uma família amiga.  Porém, Georgette não sentia pelo prometido o afeto necessário para dedicar-lhe toda sua vida. Também, não lhe agradava passar toda a existência entre chás com as amigas; festas de caridade e desfiles de moda, vida que geralmente levavam a maioria das senhoras ricas da sociedade. Por isso, pediu algum tempo para estudar, assumindo o compromisso de que, depois de formada trataria do casamento.

Porém, uma vez formada, Georgette postergou o casamento para o final da segunda graduação. E depois, da terceira. E, quando cobrada pela procrastinação para com o compromisso, finalmente, deixou claro para a família e para o noivo que não queria casar-se, pois não iria desperdiçar todo conhecimento adquirido em uma vida de frivolidades.

Decidira ingressar em uma ordem religiosa e servir a Deus e aos semelhantes como missionária. E assim o fez.

Deste modo foi que, em sua peregrinação pela África, Brasil, etc., Georgette veio parar em um dos bairros mais pobres da Capital do Maranhão, o São Francisco, separado do centro da cidade pelo Rio Anil, cujo acesso era feito em pequenas lanchas e canoas de zinga.

O subúrbio era paupérrimo. Uma invasão, onde proliferavam, em sua maioria, pequenos casebres de barro e palha, e onde a pobreza imperava absoluta, pois havia carência até de água. Mas, foi para aí que Georgette foi enviada por Deus. Exatamente, onde mais precisavam dela.

Juntamente com outras irmãs de caridade, a maioria brasileiras, Georgette viera coordenar os trabalhos de construção de uma escola, o Grupo Escolar Desembargador Sarney. Porém, não obstante ter seu tempo bastante ocupado por suas obrigações para com a escola e com o convento improvisado, ainda tirava tempo para visitar os carentes e os enfermos, sempre levando alimentos e medicamentos na sacola, e muito amor e carinho no coração, carinho que demonstrava, não com palavras, mas com atitudes, quando dava banho em um doente acometido pela catapora, quando enxugava o nariz de uma criança gripada; ou mesmo, quando orientava uma criança de condição humilde, mostrando-lhe caminhos que lhe possibilitassem mudar seu futuro, independentemente de como se apresentassem as circunstâncias momentâneas.

Era assim, Georgette Desrochers, uma vida onde servir era seu maior objetivo. Provavelmente, por isso era uma pessoa alegre, sonhadora e empreendedora.

Se com minha mãe aprendi a sonhar e a querer mais da vida, Georgette mostrou-me caminhos que me auxiliariam a alcançar o sonho.

Mas, foi comigo mesma, em uma ocasião em que participei de um projeto para nós idealizado por ela, que eu aprendi que, antes de tudo, é preciso acreditar em nós mesmos. Acreditar em nosso potencial. Acreditar que somos capacitados para a vitória, independente das circunstâncias. E esta lição me veio de forma inusitada.

Ocorreu que a nossa escola, recém construída em um dos subúrbios mais pobres da Capital, iria participar de importante certame, um Festival de Coros, onde concorreria com coralistas das instituições mais ricas e tradicionais da cidade.

Dado a importância do concurso e o nível dos concorrentes, logo me pus a sonhar com um terceiro lugar. Isto, já me faria muito feliz, pois falar do primeiro lugar entre coralistas tão mais experientes e com condições materiais que jamais poderiam igualar-se às nossas, parecia um sonho tão impossível como alcançar a lua.

Mal sabia eu, então, que Deus não escolhe capacitados, mas capacita os escolhidos. Porém, a Irmã Georgette já sabia disso.

Ela sabia que Deus é poder e que todas as suas criaturas nascem capacitadas para a vitória, desde que lhes sejam oferecidas as condições necessárias para atingir o pódio.

Por isso, juntamente com a nossa regente, a Irmã Elcita, passou a nos exercitar vocalmente com ensaios diários. Ela tinha bom ouvido e era exigente, pois sabia que somente com muito esforço conseguiríamos igualar-nos ao nível dos nossos adversários.

Impossível deixar de mencionar as dificuldades enfrentadas durante o período dos ensaios, entre as quais podemos registrar, a falta de dinheiro dos nossos pais para a compra das pelerines (capas compridas sem mangas que se põe sobre os ombros) brancas de cambraia; e também fardas, sapatos e meias novos, porque os nossos, geralmente, se achavam por demais surrados; sem falar nas horas exaustivas de treinos, muitas vezes mal alimentados. Porém, animados pelo sonho sequer lembrávamos da fome, a não ser quando o estômago, escandaloso, resolvia roncar.

Vencida essa primeira etapa de dias e dias de exercícios vocálicos e treinos; de preocupação das nossas mães por nos vestir de modo apresentável, a fim de não passarmos vergonha diante dos mais abastados moradores do centro da cidade; de tomada de providências por parte das religiosas da irmandade São José, no sentido de conseguir transporte que nos levasse até o local do evento, e chegou, enfim, o momento do tira-teima.

No dia marcado para a primeira eliminatória, atravessamos o Rio Anil em uma canoa movida à zinga pelo canoeiro. O embarque carecia de muito cuidado para não sujar nossas fardas limpinhas e bem passadas a ferro, pois a maré estava seca e a canoa aportou em um local lamacento. O desembarque não foi diferente, pois não poderíamos permitir que as águas que açoitavam o Cais da Sagração molhassem nossas fardas novas.

Na Praia Grande, já uma Kombi da Irmandade São José aguardava para nos levar até o Colégio Santa Teresa, onde aconteceria o evento. Fariam duas viagens para levar todo mundo, pois o grupo era grande. Porém, logo na subida da Rampa do Palácio a Kombi, muito velha, resolveu quebrar. O que logo foi resolvido pela nossa Georgette que, sem titubear, meteu a mão na massa e consertou o veículo.

No Colégio Santa Teresa, após as apresentações, ficamos aguardando a comissão julgadora divulgar os resultados. Eu, sempre na torcida para que conseguíssemos o terceiro lugar.

O apresentador começou, como de praxe, pelo décimo lugar. A estudantada em pé, aplaudindo a cada resultado. Eu, também de pé e muito nervosa, aguardava com ansiedade o anúncio do nosso almejado terceiro lugar que, para minha decepção, não veio. O terceiro lugar foi para outra escola, que não lembro mais. Então, sentei-me antecipadamente vencida.  O anúncio do segundo lugar, que também não fomos nós, já não me causou nenhum espanto, tão mergulhada estava em minha tristeza. Mas, foi então, que o mestre de cerimônia anunciou alto e em bom som: PRIMEIRO LUGAR, GRUPO ESCOLAR DESEMBARGADOR SARNEY!

Esse momento foi decisivo em minha vida, pois ali aprendi que posso ser tudo que eu sonhar, tudo que eu quiser e que Deus permitir, porque o céu é o limite para quem sonha com aquilo que é justo e bom, e que jamais devo aceitar limitações aos meus sonhos.

Muitos anos depois ouvi do Professor Doutor José Maria Cabral Marques, que nem sabia que eu havia cantado no coral do Grupo Escolar Desembargador Sarney, um depoimento que me levou às lágrimas. Durante uma aula no curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão, falando sobre suas experiências como educador e Secretário de Educação do Estado do Maranhão, Cabral Marques referiu-se ao nosso grupo coral como verdadeiro coro de anjos, completando que, ele, que em suas viagens pelo mundo a performance dos melhores corais de Viena, na Áustria, pudera ver que as crianças do São Francisco nada deviam aos melhores coralistas de Viena. Só precisavam, tal como aquelas, ser lapidadas.

Mas, se a Irmã Georgetti Desrochers não tivesse acreditado em nosso potencial e ela e a Irmã Alzerina não nos houvessem lapidado tão bem, jamais teríamos conseguido esse primeiro lugar.

Dia Internacional das Mulheres e das Meninas na Ciência, o que comemorar?

A contribuição feminina para a ciência começa muito antes de existir o Dia da Mulher e dos movimentos de revolução feminista. Listamos aqui mulheres que deixaram sua marca na evolução da sociedade:

O Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado em 11 de fevereiro, foi instituído em 2015 pela Assembleia das Nações Unidas e passou a integrar o calendário de eventos da Fundação em 2019. Sob a liderança da Unesco e da ONU Mulheres, o evento acontece em diversos países, com atividades que visam dar visibilidade ao papel e às contribuições fundamentais das mulheres nas áreas de pesquisa científica e tecnológica.

A UNESCO, na publicação “Decifrar o código: educação de meninas e mulheres em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM)”, aborda as possíveis barreiras para a baixa representatividade das mulheres nas áreas STEM e em maneiras, a partir de exemplos ao redor do mundo reconhecidos atualmente, de alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento econômico das meninas e mulheres por meio da educação.

O Setor de Educação da UNESCOA educação é a mais alta prioridade da UNESCO porque é um direito humano básico e também o fundamento sobre o qual deve ser construída a praxe impulsionado o desenvolvimento sustentável. A UNESCO é a agência das Nações Unidas especializada em educação, e seu Setor de Educação fornece liderança mundial e regional na área, fortalecendo os sistemas educacionais nacionais e respondendo aos desafios mundiais contemporâneos por meio da educação, com um foco especial na igualdade de gênero e na África.

Quando você pensa na palavra “cientista” a primeira coisa que vem à mente é a imagem de um homem em um laboratório? É comum que venham alguns nomes como Albert Einstein, Charles Darwin, Isaac Newton ou Stephen Hawking. Pode não ser óbvio para alguns, mas todas as imagens relacionados à ciência presentes no cotidiano são predominantemente masculinas. No entanto, a descoberta do DNA, dos cromossomos Y e X e do vírus HIV, por exemplo, foram conquistas femininas. Mesmo que muitos ainda desconheçam, a lista de mulheres que conseguiram driblar o machismo e gerar grandes contribuições para o desenvolvimento das ciências é grande. Conforme dados do Senado Federal:

Segundo um levantamento da Unesco, apenas 30% dos cientistas no mundo são mulheres. No Brasil, a proporção é ainda menor: as mulheres ocupam apenas 14% das posições na Academia Brasileira de Ciências. Desde que o Nobel foi criado, em 1901, o prêmio foi concedido a mais de 622 pessoas nas áreas de ciências, mas apenas 22 dos vencedores foram mulheres. A fim de chamar a atenção para essa desigualdade, a ONU propôs a criação do Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência. Juliana, junto com Mel Bonfim, é autora do livro “Histórias para inspirar futuras cientistas”, uma publicação da Fiocruz, dedicada às crianças e adolescentes.

De acordo com dados divulgados no último relatório da Unesco, agência da Organização das Nações Unidas (ONU), as mulheres representam apenas 28% dos pesquisadores no mundo e a diferença aumenta ainda mais em funções de gestão. Segundo a agência, essa porcentagem é justificada por diversos fatores, como o difícil acesso a investimentos e redes de estudo. Para as Nações Unidas, ciência e igualdade de gêneros são vitais para alcançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Foi pensando nisso, que em 2016, a ONU criou o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Comemorado no dia 11 de Fevereiro, a data tem o objetivo de honrar nomes como Marie Curie, Rosalind Franklin e Nettie Stevens, e inspirar e engajar outras meninas a seguirem na área.

Representatividade importa

Foi pensando na falta de incentivo para as garotas entrarem no mundo da ciência que a historiadora e mestre em Educação, Gabriella da Silva Mendes, criou o projeto Meninas na Ciência, página de divulgação científica voltada para mulheres. A iniciativa surgiu em 2018, com o objetivo de incentivar a inserção de meninas na carreira acadêmica, principalmente nas áreas voltadas às ciências e engenharias, onde historicamente a presença masculina é predominante.

Para Gabriella, a falta de visibilidade e participação das mulheres na área se dá pelo apagamento delas ao longo da história. Para mudar esse cenário, é preciso haver incentivo desde a infância, na educação básica e, principalmente, na família. “Na maioria das vezes as meninas são estimuladas a brincar de casinha, beleza ou cozinha, e os meninos, raciocínio lógico ou estratégia”, explica.

Além de fazer a divulgação de informações sobre conquistas, descobertas e invenções de mulheres, a equipe da página Meninas na Ciência também promove ações em escolas públicas, como oficinas a respeito do papel da mulher ao longo da história científica e um jogo de memória sobre mulheres cientistas.

MARIE CURIE, mãe da Física Moderna
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Fonte: https://institutolegado.org/; https://portal.fiocruz.br/ e https://unesdoc.unesco.org/; https://revistagalileu.globo.com/; e https://www12.senado.leg.br/.

ELÍSIA COQUEIRO DA SILVA

Por Alda Ribeiro Corrêa

A gratidão é uma das virtudes mais nobres do ser humano.

Quem ama a Deus precisa ser grato e agradecer constantemente, porque nós recebemos muito mais do que merecíamos. Somos livres e salvos graças a Jesus Cristo, e isso é um presente maravilhoso de Deus!

Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus.
1 Tessalonicenses 5:18

ELÍSIA COQUEIRO DA SILVA nasceu no município de Santa Inês, no dia 12 de agosto de 1941, filha de: Divina Coqueiro e do senhor Aldenor Aranha, dos quatro irmãos (maternos) ela era a quarta, ou seja, a caçula. Por parte de pai teve outros irmãos, e um dos irmãos muito querido por ela é o senhor Aldenor Monte Palma Aranha.

Muito jovem, foi morar com seu pai e sua madrasta, em busca de melhores oportunidades de estudo. Mesmo com pouca idade, já tinha as devidas responsabilidades com os afazeres domésticos, sua marca registrada, trabalhar e trabalhar. Casou-se aos 25 anos com o senhor Dionísio e dessa união nasceu um filho por nome de José Coqueiro. Ficou viúva muito nova, por dois anos.

No ano de 1966, deu um passo muito importante em sua vida, que foi aceitar Jesus como salvador e Senhor da sua vida. Casou-se com o senhor Claudionor Gomes da Silva, em julho de 1966 e passou a residir no povoado Morros em Santa Inês.  Dessa união, nasceram 8 filhos: Israel, Claudionor Filho, Ismael, Samuel, Isabel Cristina, Ivelta, Otoniel e Elisete. Mudou-se para Peri-Mirim, em abril de 1976, assumindo, juntamente com seu marido, o campo missionário da Igreja Assembleia de Deus em Peri-Mirim.

Já morando em Peri-Mirim, enfrentou tempos difíceis, mas como sempre teve disposição para o trabalho, passou a fazer bolos, pastéis, cocadas… Para vender. Sempre foi incansável em seu trabalho missionário, e por essa razão tem vários filhos na Fé. Não mede esforços para contribuir com grande disposição. É dirigente do Círculo de Oração, é atuante na evangelização, fazendo o ide do senhor, é coordenadora dos congressos das mulheres (CONFADEP) e participante ativa dos congressos das mulheres de Deus no Maranhão (CEADEMA) que acontecem em outros municípios.

Passou a ser funcionária pública municipal no governo do então prefeito, João França Pereira, trabalhou no depósito de alimentação escolar e na primeira gestão de Geraldo Amorim, aposentou-se por tempo de serviço. Dos casamentos dos filhos tem genro e noras:  irmão Rildo, Doriley, Claudileia, Hildenê, Eliane.

Um acontecimento de grande tristeza, no dia 17 de dezembro de 2020, foi o falecimento do seu filho Israel Coqueiro da Silva aos 53 anos, deixando uma saudade imensa aos familiares, irmãos e amigos. Atualmente irmã Elísia e o pastor Claudionor têm 12 netos: Ingrindy, Andrea, Jesúa, Claudionor Neto, Lícia, Sara Sofia, Mateus, Júlia, Aghata, Igor, Joquebede, Ainoã.

Recentemente, a irmã Elísia enfrentou outra batalha, (19/12/2021), que foi se submeter a uma cirurgia de implante de prótese da valva aórtica, no estado de São Paulo. Para a honra e glória do Senhor Jesus, teve mais essa vitória dada por Deus, fazendo jus a sua imensa fé no criador.

Irmã Elísia:

O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz. (Números 6:24-26)

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. (Romanos 8:28).

A roça e suas histórias …

Por Eni Amorim

Tomar banho de rio nos dias quentes;
Tomar banho de chuva na época das chuvas;
Fazer guerra de lama;
Descer a ladeira deslizando na caçapa de anajá;
Tirar tucum do tucunzeiro, quebrar e se deliciar com o coquinho;
Brincar de balanço;
Enterrar-se na areia e ficar só com a cabeça de fora;
Brincar de burra (geringonça feita de caule de juçareira que girava no sentido horário) até sair tonto, cambaleando;
Brincar de cavalo-cego (foto)
Ter fazendas cheias de boizinhos montados com manguinhas ou carambolas;
Comer farofa de bicho de coco babaçu;
Prender a cabra do vizinho para tirar leite (escondido dos pais);
Subir nas fruteiras para comer frutas lá em cima;
Fazer espiga de milho de bonecas (meninas);
Guardar comida para brincar de comidinha;
Colocar comida para as formigas só para vê-las levar para o Formigueiro;
Prender o besouro na flor de salsa para ouvi-lo enfurecido tentando fugir;
Conversar com as joaninhas;
Correr atrás dos Vagalumes para capturá-los;
Colocar o besouro dentro da caixa de fósforo para fazer um radinho;
Jogar sal nos sapos para vê-los sair pulando;
Virar carambella (ponta à cabeça) no Areal;
Fazer batalha com carrapatos (Mamonas);

Mas, os tempos evoluíram, e até as crianças do campo já brincam com os brinquedos industrializados.
Já não se ouve suas risadas,
Suas correrias de um lado para outro…
Agora as crianças do campo,
Já brincam como as crianças da Cidade,
Ao som eletrônico dos bips video games, jogos de computador, tablets e smartphones;
Mas da janela do seu quarto,
Ainda se pode ouvir um pássaro cantar na rua…

– Positivo para Carcinoma. Carcinoma é câncer!

Por Ana Creusa

Estava indisposta, a única coisa que eu conseguia fazer era assistir à televisão, liguei na série Casa de Papel, mas a “preguiça” não passava. Permaneci deitada com pensamentos confusos, não conseguia me concentrar!

Virava na cama, não conseguia uma posição confortável, deitei de barriga para baixo, com um travesseiro para apoiar o busto, aquela posição esbarrou no seio, uma dor fina e profunda me acometeu, senti gosto de sangue na boa e sensação de desmaio. Pensei imediatamente: é câncer, uma doença, antes inimaginável para mim.

Marquei consulta com a ginecologista, Drª Marina, e relatei o fato, ela me indicou um mastologista e este marcou um exame de mamografia. Perguntei ao radiologista:

– Qual seria a probabilidade de ser câncer?

Ele falou:

– A probabilidade é 50%.

Eu disse:

Esse percentual não quer dizer nada! Pode ser ou não ser na mesma proporção.

O médico me tratou muito bem, além do normal, pois que eu já tinha feito outros exames de mamografia com ele, isso me dava a certeza que o médico desconfiava, ou sabia que era câncer, só não queria dizer.

E eu insistia:

– Qual a probabilidade de ser câncer, Doutor, ele disse:

– 70% (setenta por cento)!

Foi o suficiente para eu ter certeza que era câncer.

Saiu o resultado, levei ao mastologista, ele me encaminhou para fazer a biópsia. Também me tratou bem demais! Perguntei o percentual de chance. Ele pediu que eu esperasse o resultado da biopsia.

A biopsia foi feita. Durante o procedimento, novamente aquele tratamento vip me foi dispensado, aquele que se dirige aos coitados!

Durante o exame perguntei:

– Qual a probabilidade de ser câncer?

A médica disse logo:

– Setenta por cento!

O resultado sairia daí uma semana.

Reuni minhas quatro irmãs e relatei os fatos. Houve choro e declarações de Fé de que não era câncer e se fosse, o tratamento iria me deixar curada.

Passado o tempo, o resultado veio. Não abri o envelope. Reuni minhas irmãs novamente para poder abrir o envelope do Laboratório Cedro. Eu tinha certeza que era câncer e já planejava o tratamento e pensei: inaugurei mais um evento na Família!

Alguém abriu o envelope: a leitura foi feita por minha irmã da área da saúde. Inicialmente confundimos e pensamos que o resultado seria negativo. Eu não conseguia acreditar nesse resultado negativo. Cleonice leu os exames e disse:

– É positivo para Carcinoma! Carcinoma é câncer!

Nos abraçamos e prometemos que o tratamento seria feito! Eu decidi que contaria sobre a doença a todos que eu tivesse relacionamento, pois, não queria carregar esse estresse. Lembrei do meu tempo de asma, que tinha que omitir a enfermidade para não sofrer preconceito.

Voltei ao mastologista, ele marcou a cirurgia. Foi feito o procedimento, com exame de linfoma, provando que não havia metátese!

Fiz o tratamento, com Plano de Saúde: a cirurgia e quimioterapia e, no Aldenora Belo, a Radioterapia.

Como sequela desenvolvi problema de tireoide e diabetes.

Não conto os detalhes sobre o tratamento, os efeitos da quimioterapia e outros desafios, porque nesse período eu estava praticando a Lei Universal do Distanciamento, que equivale à Parábola das Pegadas na Areia. Durante o tratamento, estive nos braços de Jesus.

Minha Gratidão aos Anjos que me acompanharam nessa jornada.

 

Escrito em 04 de fevereiro, Dia Mundial de Combate ao Câncer

IRACEMA VALE ACUMULA MAIS UM PIONEIRISMO NO MARANHÃO

IRACEMA CRISTINA VALE LIMA é a Deputada Estadual mais votada da história do Maranhão e agora acumula mais um pioneirismo, e agora é primeira mulher eleita como presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão.
A deputada estadual Iracema Vale (PSB) foi eleita, por aclamação, nesta quarta-feira (1º), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão. Ao assumir a função, a parlamentar se torna a primeira mulher a comandar o Legislativo maranhense, em quase duzentos anos de fundação da Casa. Além disso, a condução de Iracema ao mais alto cargo da Mesa Diretora quebra outro paradigma no estado ao torná-la, também, a primeira parlamentar de primeiro mandato a presidir o Parlamento Estadual.
A eleição para a Mesa Diretora da Alema aconteceu logo após a cerimônia de posse dos deputados estaduais eleitos e reeleitos no pleito de outubro. O ineditismo dos atos representa um marco histórico para a Assembleia Legislativa do Maranhão, o que foi amplamente exaltado pelos parlamentares presentes.

“Após quase dois séculos de existência da Casa do Povo, será a primeira vez que estaremos sendo protagonistas dessa história. É muito importante saber ousar e enfrentaremos todos os desafios com coragem e determinação”, disse Iracema Vale.

A nova presidente liderou a chapa “União pelo Maranhão”, composta ainda por Rodrigo Lago (1° Vice-Presidente), Arnaldo Melo (2° Vice-Presidente), Fabiana Vilar (3º Vice-Presidente), Andreia Martins (4° Vice-Presidente), Antônio Pereira (1° Secretário), Roberto Costa (2° Secretário, Osmar Filho (3° Secretário) e Guilherme Paz (4° Secretário).

A primeira sessão preparatória foi conduzida pelo deputado Arnaldo Melo (PP), decano da Assembleia, auxiliado pelos deputados Andreia Resende (PL) e Ricardo Arruda (Republicanos). A solenidade seguiu o rito tradicional, com a execução do hino do Maranhão, leitura do termo de compromisso e juramento dos empossados.

Ao término, o deputado Arnaldo Melo destacou a importância do ato. “O Poder Legislativo é importante e soberano, pois é quem elabora e reforma as leis que regem a vida da sociedade”.

Iracema Vale durante a solenidade de posse, realizada no Plenário Nagib Haickel, na manhã desta quarta-feira

Iracema Vale durante a solenidade de posse, realizada no Plenário Nagib Haickel, na manhã desta quarta-feira

Eleição

A sessão para eleição da Mesa Diretora foi conduzida pelo deputado Neto Evangelista (União Brasil), auxiliado pelas deputadas Dra. Viviane (PDT), Ana do Gás (PCdoB) e Mical Damasceno (PSD).

O deputado Dr. Yglésio (PSB), que havia registrado seu nome de forma isolada para concorrer ao cargo de 1° Vice-Presidente, encaminhou ofício à Mesa dos trabalhos anunciando desistência.

Neto Evangelista foi quem anunciou o resultado da eleição unânime da chapa encabeçada por Iracema Vale. A presidente eleita foi empossada e deu sequência aos trabalhos, auxiliada pelos 1° e 2° Secretários, Antônio Pereira e Roberto Costa, respectivamente.

A nova presidente fez seu discurso de agradecimento e prosseguiu anunciando a reeleição, também por aclamação, da deputada Daniella (PSB) para a Procuradora da Mulher.

Lembrando que em resultado extraordinário na eleição de 2022, ela conquistou sua vitória com a maior votação para deputada estadual já vista no Maranhão e os números são impressionantes: mais de 104 mil votos.

Fonte: https://www.al.ma.leg.br/

Celina Guimarães Vianna, primeira mulher a votar no Brasil

Celina Guimarães Vianna foi a primeira eleitora do Brasil, alistando-se aos 29 anos de idade. Com advento da Lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, o Rio Grande do Norte foi o primeiro estado que estabeleceu que não haveria distinção de sexo para o exercício do sufrágio. Assim, em 25 de novembro de 1927, na cidade de Mossoró, foi incluído o nome de Celina Guimarães Vianna na lista dos eleitores do Rio Grande do Norte. O fato repercutiu mundialmente, por se tratar não somente da primeira eleitora do Brasil, como da América Latina.

Tendo a requerente satisfeito as exigências da lei para ser eleitora, mando que inclua-se nas listas de eleitores. Mossoró, 25 de novembro de 1927. Israel Ferreira Nunes, Juiz de Direito.

Celina Guimarães Vianna foi uma professora brasileira e é considerada a primeira eleitora no Brasil. Nascida dia 15 de novembro de 1890, na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, a menina era filha de José Eustáquio de Amorim Guimarães e Eliza de Amorim Guimarães. Ela começou os estudos na Escola Normal de Natal, lugar onde concluiu o curso de formação de professores.

Nessa escola que Celina conheceu seu companheiro para vida toda, Elyseu de Oliveira Viana, um jovem estudante vindo de Pirpirituba/PB, com quem se casou em dezembro de 1911. No ano seguinte do casamento, eles foram para Acari/RN e, dois anos depois para Mossoró, onde Celina aceitou o convite do diretor de Instrução Pública do Estado para assumir a cadeira infantil do Grupo Escolar 30 de Setembro.

Com o advento da Lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, o Rio Grande do Norte foi o primeiro Estado que, ao regular o “Serviço Eleitoral no Estado”, estabeleceu que todos os cidadãos que reunissem as condições exigidas pela lei poderiam “votar e serem votados, sem distinção de sexos”. Dessa forma, Celina Guimarães, nascida no estado do Rio Grande do Norte, requereu a inclusão no rol de eleitores do município de Mossoró, em novembro do mesmo ano, e após a aprovação tornou-se a primeira mulher na América do Sul a conquistar o direito de votar.

Em abril de 1928, quatro anos antes do código eleitoral, Celina votou pela primeira vez junto com outras 14 mulheres potiguares, que já estavam alistadas. Na mesma ocasião, o estado também registrou a eleição da primeira prefeita do país: Alzira Soriano, eleita para comandar a cidade de Lajes (RN) com 60% dos votos. Ela tomou posse no cargo em 1º de janeiro de 1929.

A luta da educadora de 29 anos inspirou outras mulheres a exigir o direito de votar, isso levou mais 19 mulheres a conseguirem a permissão para participar da eleição de 5 de abril de 1928. A conquista total do voto feminino no Brasil aconteceu apenas em 1932, com o decreto do então presidente Getúlio Vargas. Celina de uma forma simples deu início a uma luta pelos direitos feminino. 

Sabe-se bem que as mulheres dependiam da autorização do marido para os atos da vida civil, chamada outorga uxória, com Celina não foi diferente, conforme ela mesma declara:

Eu não fiz nada! Tudo foi obra de meu marido, que empolgou-se na campanha de participação da mulher na política brasileira e, para ser coerente, começou com a dele, levando meu nome de roldão. Jamais pude pensar que, assinando aquela inscrição eleitoral, o meu nome entraria para a história. E aí estão os livros e os jornais exaltando a minha atitude. O livro de João Batista Cascudo Rodrigues – A Mulher Brasileira – Direitos Políticos e Civis – colocou-me nas alturas. Até o cartório de Mossoró, onde me alistei, botou uma placa rememorando o acontecimento. Sou grata a tudo isso que devo exclusivamente ao meu saudoso marido.

Pesquisa Ana Creusa.

Fontes: https://www.tse.jus.br/; https://www.camara.leg.br/; https://www.bbc.com/;  https://silveiradias.adv.br/.

Laélia Alcântara, a primeira senadora negra

A baiana Laélia Contreiras Agra de Alcântara, nascida em Salvador em 7 de julho de 1923 é a primeira mulher negra a exercer o mandato de Senadora Federal, eleita pelo Acre, na época, território federal.

Filha de Júlio e Beatriz Contreiras Agra, formou-se médica em 1949, pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Da academia, transferiu-se para o Acre, que tinha apenas seis médicos! Lá, ela especializou-se em atendimentos nas áreas de obstetrícia e pediatria e deu aula de puericultura na Escola Normal de Rio de Branco.

Sua carreira política começa em 1962, quando é eleita suplente de deputado federal em 1962, pelo PTB,  migrou para o antigo MDB, após o bipartidarismo decretado pelos militares em 1965.

Em 1974, em nova eleição, conquista outra suplência. Desta vez do senador Adalberto Sena.

Com a volta do pluripartidarismo em 1980, acompanha o partido na mudança da sigla. E é como peemedebista que ela se torna a primeira mulher senadora da República, num mandato de cinco meses, de abril a agosto de 1981, devido o afastamento o titular, por questões de saúde.

Adalberto Sena retoma seu mandato, mas em janeiro de 1982 vem a falecer, confirmando seu pioneirismo na câmara alta do Congresso Nacional.

Ao ser efetivada, Laélia de Alcântara torna-se, também, a terceira senadora de nossa história.

Como curiosidade, vale saber, que a Princesa Isabel foi a primeira mulher senadora do Brasil, por direito dinástico, durante o Império. A segunda foi Eunice Michiles, do PDS do Amazonas.

Isabel, em sua passagem pelo Congresso Nacional, posicionou-se contra o aborto, contra o racismo e apresentou emendas permitindo o ingresso de mulheres na Força Aérea Brasileira.

Presidente do Conselho Regional de Medicina do Acre, Laélia também atuou como secretária de Saúde entre maio e setembro de 1987, ocasião em que encerrou sua carreira política.

Laélia morreu em 30 de agosto de 2005 no Rio de Janeiro.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/La%C3%A9lia_de_Alc%C3%A2ntara

http://www.fgv.br/cpdoc/

Laélia Alcântara, a primeira senadora negra

Mulheres devem aumentar a participação na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa do Maranhão

A eleição de 2022 deve garantir um aumento da presença das mulheres na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa do Maranhão. Atualmente, o Estado possui apenas uma representante no Congresso Nacional, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) e dez deputadas no parlamento estadual.

Entre os 18 federais, a expectativa é que representantes do sexo feminino sejam pelo menos 2 ou 3, já no Palácio Manuel Beckman, esse número deve atingir 1/3 da composição.

Amanda Gentil e Daniela Tema buscam as vagas na Câmara Federal e Assembleia Legislativa

Na Câmara Federal, Roseana Sarney (MDB) e Detinha (PL), são super favoritas em seus partidos, mas essa lista pode ficar ainda maior, caso Amanda Gentil (PP), consiga superar André Fufuca (PP), ou os Progressistas, garantam as duas vagas.

Com Roseana e Detinha na disputa, Maranhão pode voltar a eleger mulheres para Câmara após oito anos

Outros nomes na briga pela vaga de deputada federal possuem destaque como Flávia Alves (PCdoB), que concorre na Federação, Rosana da Saúde (Republicanos) e Lucyana Genésio (PDT).

Rosana da Saúde | Republicanos10
Rosana da Saúde (Republicanos)
Flávia Alves (PC do B)
Flávia Alves (PC do B)

Álvaro Pires alavancará campanhas de Lucyana Genésio e Thaiza Hortegal - Gilberto Léda

Na Assembleia Legislativa, Cleide Coutinho não concorrerá a reeleição e Detinha vai disputar o cargo de deputada federal. Mas as demais, todas tem boas chances de reeleição, a exceção fica por conta de Betel Gomes (MDB) que encara um cenário adverso.

Andreia Rezende é cotada como favorita no PSB; Ana do Gás tem boas chances na Federação PT, PCdoB e PV; Dra Helena Duailibe está entre as favoritas no PP; Mical é considerada puxadora de votos no PSD. As demais Daniella (PSB), Socorro Waquim (PP) e Dra Thaiza Hortegal (PDT), também estão na briga pelas vagas.

Lei de Mical Damasceno torna igrejas e templos atividade essencial
Mical Damasceno

Porém além das atuais parlamentares vem um time de mulheres fortes na briga. Iracema Vale (PSB), é apontada como uma das favoritas para alcançar a maior votação em seu partido. Assim como Abigail Cunha e Fabiana Vilar no PL. No PDT, a primeira-dama de Balsas, Dra Viviane possui chances reais de vitória. De Imperatriz, também vem a primeira-dama Janaína Ramos (Republicanos), que é cotada como favorita no partido.

Janaína Ramos troca MDB por Republicanos para disputar ...

Outros nomes também podem garantir a vaga como a ex-prefeita de Vila Nova dos Martírios, Karla Batista (Republicanos); a ex-deputada estadual, Valéria Macedo (Podemos) e a primeira-dama de Igarapé do Meio, Solange Almeida (PL).

Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão - Valéria Macedo repercute aprovação de PL que define piso salarial dos profissionais de Enfermagem
Valéria Macedo (Podemos).

Fontes: TRE/MA e blog Diêgo Emir, imagens da internet.