HEROÍNAS ANÔNIMAS

Por Gracilene Pinto

Maria estava tendo um parto difícil. Embora não fosse parturiente de primeira viagem, que esse já seria seu terceiro filho, e a mulher estivesse fazendo toda força para ajudar, a criança não saía nem com reza mansa nem com reza braba. Parecia que todas as orações e súplicas à Nossa Senhora do Bom Parto e a São Raimundo Nonato, para que tivesse uma boa hora, não surtiam efeito. E a moça fazia força se contorcendo e gemendo, enquanto tentava manter a esperança de sobreviver ao parto. Ela e o filho. Mas, a verdade é que a confiança estava se esvaindo aos poucos.

Para piorar tudo, Maria já se encontrava em um estado perigoso de estresse, pois a parteira Salu, mulher experiente, pois que estava no ofício há muitos anos, ao invés de tranquilizá-la e orientá-la, ralhava o tempo todo com a pobre moça, chamando-a de fraca e “isgaenta”, e dizia ao nervoso Biné que Maria não estava ajudando e que acabaria matando a criança com seus “isgaio”.

Auxiliando no parto estava uma sobrinha de Biné chamada Ana. Uma adolescente de dezesseis anos recém-chegada da Capital onde fora fazer um curso de Auxiliar de Enfermagem-Parteira, curso este patrocinado pela Prefeitura local.

Ana tentava ajudar, porém, a parteira a empurrava e dizia que não precisava da ajuda de nenhuma pirralha recém-saída dos cueiros para fazer um parto, depois de trazer ao mundo uma centena de bebês.

Biné, por sua vez, apoiava Salu, e dizia para Ana ficar quieta e deixar quem já tinha experiência agir, pois a parteira sabia o que estava fazendo.

E Salu continuava em seu mal humor a resmungar contra Maria e a enfiar suas mãos, de unhas enormes e sujas, sabe-se lá com quantos milhares de bactérias, nas partes íntimas da parturiente.

O comportamento da parteira chegava às raias do absurdo. E Ana, que tinha aprendido sobre as infecções que poderiam advir da falta de assepsia e o modo de tratar com os pacientes, estava estarrecida. No entanto, não se sentia com forças para tomar uma atitude em virtude, não só da sua juventude como também da falta de apoio do tio, que ainda não tinha nenhuma confiança na sobrinha.

Além disso, naqueles lugares longínquos, onde não havia médicos e muito menos hospitais, as parteiras antigas eram consideradas autoridades da área médica. E, verdade seja dita, que a maioria delas foram verdadeiras heroínas e salvaram muitas vidas em um tempo em que era bem comum as mulheres não resistirem ao parto e chegarem ao óbito.

Porém, quando a esperança de um feliz desfecho já se desvanecia e alguns começavam a dar o caso como perdido, pois Maria já agonizava e Salu tentava puxar o nascituro pelo queixo com suas mãos nodosas, em vias mesmo de arrancar um pedaço do bebê, Ana lembrou-se que a parteira era muito amiga da primeira companheira de Biné. A ex-companheira detestava Maria, embora já estivesse separada de Biné há muitos anos. Mas, talvez ainda alimentasse alguma paixão recolhida pelo ex. Vai saber! Cabeça dos outros é universo onde ninguém passeia. Mas, o fato é que essa lembrança trouxe consigo a suspeita de que, talvez, ao invés de ajudar a parturiente, a intenção de Salu fosse deixar Biné livre para a amiga. Quem sabe Salu não desejasse a morte de Maria por solidariedade com a amiga, já que não conseguia esconder a antipatia?

Foi então, que Ana esqueceu o respeito à hierarquia da parteira velha, a autoridade do tio, e, esquecendo sua condição de adolescente recém-formada, assumiu uma autoridade e uma autoconfiança que nem ela mesma sabia ter, até então. E assim, empurrando Salu de forma enérgica, e até rude, assumiu o posto decidida a salvar a vida de Maria.

Fechando os olhos, como quem pede inspiração a Deus, Ana apalpou a barriga de Maria, já quase desmaiada, localizou o bumbum do bebê, e, sentou o joelho no vazio logo após, empurrando com força, o que fez com que a criança espirrasse para fora em um jato.

A pele do recém-nascido já estava arroxeando-se pela falta de oxigenação. Mas, nada que um tapinha no bumbum não pudesse resolver. Sobreviveram mãe e filho, para felicidade da família.

E foi desta forma que Ana, quase uma menina, mostrou-se uma verdadeira heroína e salvou a vida da primeira de muitas Marias que sobreviveram ao parto em suas mãos na Baixada do Maranhão.

O DIA DO ESPORTISTA É COMEMORADO EM 19 DE FEVEREIRO

O exercício físico atrelado com uma dieta saudável é recomendado por todos os especialistas em saúde para manter uma boa qualidade de vida.

A data tem o objetivo de incentivar, conscientizar e homenagear a prática do esporte, como meio para o desenvolvimento de uma vida muito mais saudável.

Aprender a trabalhar em equipe, concentração, paciência, cooperativismo e fortalecimento muscular são algumas das várias vantagens que a prática do esporte garante para o ser humano, seja fisicamente ou mentalmente.

Origem do Dia do Esportista

O Dia do Esportista, originalmente, foi criado a partir da Lei nº 8.672, de 6 de Julho de 1993, conhecida como “Lei Zico”. No artigo 54 constava que o dia 19 de fevereiro seria destinado como Dia do Esportista.

Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998, conhecida popularmente por “Lei Pelé” ou “Lei do passe livre”, revogou a Lei Zico, estabelecendo o dia 23 de junho como o Dia do Desporto, mesma data do Dia Mundial do Desporto Olímpico. No entanto, a população mantém a antiga data ainda hoje como o dia para comemorar a prática do esportismo no Brasil.

Aprender a trabalhar em equipe, concentração, paciência, cooperativismo e fortalecimento muscular são algumas das várias vantagens que a pratica do esporte garante para o ser humano, seja fisicamente ou mentalmente.

Fontes: https://notisul.com.br/ e https://www.calendarr.com/

13 de fevereiro: Dia Mundial do Rádio

Dia Mundial do Rádio, 13 de fevereiro, data que marca o aniversário da primeira transmissão da Rádio das Nações Unidas (United Nations Radio), programa que foi transmitido para seis países no ano de 1946.

Unesco escolhe a paz como tema do Dia Mundial do Rádio deste ano de 2023. Viva o Dia Mundial do Rádio, que é comemorado nesta segunda-feira (13)! 

 Adauto Soares, coordenador do Setor de Comunicação e Informação da Unesco Brasil, fala sobre  das razões que motivaram a escolha da paz como tema para as comemorações da data em 2023!

A história do rádio no Brasil: conheça um pouco mais sobre essa trajetória

O rádio é um dos veículos de comunicação mais importantes em atividade no Brasil, reconhecido pela sua forte abrangência e seu papel, por vezes, histórico na trajetória do país. Vamos conhecer um pouco da história desse veículo.

O início

Oficialmente, a primeira transmissão por ondas de rádio no Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1922, nas comemorações do centenário da Independência. O conteúdo? A fala do presidente Epitácio Pessoa e a ópera O Guarani, de Carlos Gomes.

A primeira emissora, no entanto, começou a operar apenas em 1923, sob o entusiasta Roquette Pinto, um médico que pesquisava a radioeletricidade para fins fisiológicos, mas que decidiu investir no rádio. Era a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a PRA-2.

Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada em 1923 – Foto: site Instituto Roquette Pinto

A emissora carioca transmitia óperas, poesias e informações sobre o circuito cultural da cidade. Até o ano seguinte, mais emissoras entraram no ar em Pernambuco, São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná.

Nesse início, as emissoras eram clubes ou sociedades de amigos, que financiavam a instalação e a operação. Os receptores, conhecidos como galenas, eram artesanais, feitos de sulfeto de chumbo com antena de arame fino.

A chamada Era de Ouro

Com a consolidação como negócio, o rádio entrou em uma fase conhecida até hoje como Era de Ouro. Isso se deu a partir da década de 1930, quando ele se popularizou, tornou-se meio para informação e entretenimento e passou a veicular publicidades, o que permitiu novas fontes de receita.

As emissoras desse período foram responsáveis por lançar grandes nomes da música brasileira, como Ary Barroso, Dalva de Oliveira e Orlando Silva. Essa era se estendeu pela década de 1940, até a chegada da televisão em 1950, que passou a dividir com o rádio as atenções da audiência.

Compositor, músico e radialista Ary Barroso – Foto: site Instituto Moreira Salles

Todas essas emissoras funcionavam em Amplitude Modulada (AM), uma forma de modulação de áudio em que a amplitude da onda varia de acordo com o sinal modulador. Mas já na década de 1930 começava a surgir outra tecnologia muito importante, a Frequência Modulada (FM).

O surgimento das rádios FM

Outro marco histórico na trajetória da radiodifusão foi a chegada das emissoras em Frequência Modulada (FM), que permitiu um elevado ganho na qualidade sonora das transmissões. Embora a tecnologia existisse há décadas, apenas em 1970 entrou no ar a primeira emissora FM no Brasil, a Difusora, em São Paulo.

Foi o FM o responsável pela oxigenação das emissoras de rádio, com crescente números de receptores. Em cinco anos, a quantidade de aparelhos saltou de 3 para 34 milhões, consolidando os dois formatos de rádio, AM e FM.

Década de 1980 e os novos rumos

A partir dos anos 1980, o rádio no Brasil passa por modificações novamente. É nesse período que se molda o tão famoso formato da dualidade, ou seja, rádio AM com foco em jornalismo e rádios FM em música e entretenimento.

Foi nessa década que surgiram também as primeiras redes de rádio via satélite, que fizeram e ainda fazem amplo sucesso. Em 1982, a Bandeirantes, de São Paulo, passou a gerar o programa Primeira Hora para suas afiliadas por meio de transmissão via satélite.

Esse modelo permitiu a criação de redes amplamente conhecidas no território nacional como Transamérica, Jovem Pan, Bandeirantes, Gaúcha, entre outras.

Rádio e a era internet

Com a popularização da internet, principalmente a partir do final dos anos 1990 e início dos anos 2000, o rádio teve que se modificar novamente. Além de transmitir em FM e AM, este último formato cada vez menos difundido em virtude da sua restrição tecnológica, as emissoras passaram a se tornar produtoras de conteúdo para canais digitais.

Inicialmente, as rádios jornalísticas começaram a compartilhar suas notícias nos portais e as emissoras musicais a utilizar sites como canais de interatividade. Isso foi crescendo e, com a profusão das redes sociais, o rádio mudou mais um pouquinho, tomando a frente na geração de transmissões ao vivo, as famosas lives, e na produção de conteúdo informativo.

Ainda, as emissoras assumiram, nos últimos tempos, grande papel de credibilidade na checagem de informações e notícias. Ou seja, se transformaram em fortes veículos de combate a notícias falsas.

E o futuro do rádio, como será? No que você aposta?

https://radios.ebc.com.br/ e https://www.exxasul.com.br/

12 de fevereiro: Dia Internacional de Charles Darwin

A razão da celebração do Dia Internacional de Charles Darwin é simples: foi 12 de fevereiro de 1809 que nasceu Charles Darwin. O objetivo da celebração é inspirar as pessoas a refletir cientificamente, com curiosidade, como fez Darwin.

Darwin foi o primeiro cientista a explicar com rigor a evolução biológica, por intermédio da seleção natural, na sua obra magnífica, “A Origem das Espécies“, que se tornou uma das obras mais relevantes de todos os tempos.

Neste dia realizam-se várias iniciativas pelo mundo tendo em vista a promoção da ciência em geral e o tributo ao grande naturalista britânico em particular. Desta forma, neste dia têm lugar exposições, palestras, workshops, peças de teatro, entre outros.

Durante a viagem de quase cinco anos que fez ao redor do mundo entre 1831 e 1836, Darwin esteve no Brasil, a bordo do navio Beagle, passou por Fernando de Noronha, Salvador, Abrolhos e Rio de Janeiro, que se deu em 1832.

As anotações do naturalista sobre a viagem ao Brasil — onde ficou por quatro meses durante seu périplo de cinco anos à bordo do navio Beagle — estão recheadas de descrições horrorizadas sobre a escravidão, mas não chegou a fazer nenhum estudo profundo sobre a escravidão brasileira.

Charles Robert Darwin nasceu em Shrewsbury, Reino Unido. Desde moço, interessou-se pelas ciências naturais. Após a expedição realizada a bordo do HMS Beagle, o naturalista realizou várias observações importantes e que foram essenciais para o desenvolvimento da sua obra, publicada em 1859.

Era filho de um médico muito conhecido chamado Robert Waring Darwin (1766-1848) e de Susannah Wedgwood (1765-1817), filha de um rico homem da indústria de cerâmica. Sua mãe faleceu quando ele tinha apenas oito anos.

Vida de Charles Darwin

Desde jovem, Darwin era apaixonado por colecionar rochas, animais e plantas. Além disso, adorava realizar atividades laboratoriais com seu irmão, Erasmus, em um laboratório de química montado pelos dois.

Aos 16 anos, seu pai retirou-o da escola e passou a levá-lo para seu consultório, para que ele anotasse todos os sintomas dos pacientes. Logo depois, Darwin começou a estudar medicina na Universidade de Edimburgo, seguindo os passos de sua família.

Darwin não se identificou com o curso, sendo um dos pontos mais traumáticos a falta de anestesia nas disciplinas que envolviam cirurgias. Entretanto, a Universidade de Edimburgo foi importante para ele, pois lá aprendeu sobre taxidermia e teve acesso a importantes obras, como o livro Zoonomia, obra de seu avôem que se trata de ideias básicas sobre a evolução.

Entretanto, apesar do aprendizado, em 1827, Darwin desiste do curso de medicina. Isso fez com que seu pai aconselhasse-o a dedicar-se à Igreja anglicana, enviando-o para o Christ’s College, em Cambridge. Assim ele encontrou o local ideal para estudar história natural, iniciando uma famosa coleção de besouros.

Foi em Cambridge que ele conheceu John Stevens Henslow, um naturalista dedicado à botânica. Henslow aconselhou-o a conhecer as florestas tropicais e indicou-o para viajar a bordo do navio HMS (Her Majesty Ship) Beagle.

O navio partiu em 27 de dezembro de 1831, e Darwin viajou por cinco anos, coletando uma grande quantidade de material. Material esse que rendeu vários trabalhos sobre fauna e flora dos locais visitados, além de contribuições sobre a geologia de algumas áreas. As ideias sobre evolução, no entanto, não foram rapidamente publicadas.

Darwin casou-se com sua prima Emma Wedgwood, em janeiro de 1839, e teve com ela 10 filhos. Uma de suas filhas, Annie, a mais velha, morreu precocemente, com apenas 10 anos, e isso abalou as ideias dele em relação a Deus.

Emma Darwin era uma mulher inglesa, prima em primeiro grau de Charles Darwin. Eles se casaram em 29 de janeiro de 1839 e foram pais de dez filhos, sete dos quais sobreviveram até a idade adulta.

O famoso pesquisador morreu no dia 19 de abril de 1882, na Inglaterra, e foi enterrado na Abadia de Westminster, em Londres. A causa de sua morte foi, ao que tudo indica, um ataque cardíaco.

Darwin e a seleção natural

A seleção natural é o mecanismo, proposto por Darwin, responsável pela evolução. De acordo com o pesquisador, as espécies vivem uma luta constante pela sobrevivência, e é nesse contexto que a seleção natural atua.

De acordo com tal teoria, o meio seleciona o organismo mais apto a sobreviver em determinado ambiente. Esse organismo reproduz-se e passa suas características aos seus descendentes. Desse modo, as variações que permitem a sobrevivência permanecem ao longo das gerações.

Imagine, por exemplo, que existam insetos verdes e marrons que servem de alimento para um tipo de pássaro. Esses insetos vivem em troncos de árvores, desse modo, os marrons ficam mais camuflados que os verdes. O pássaro, para alimentar-se, recorre, na maioria das vezes, aos verdes, pois esses são avistados com mais facilidade.

Desse modo, os indivíduos marrons apresentam uma vantagem em relação aos verdes, que morrem cedo, muitas vezes, antes de atingirem a idade reprodutiva. Os insetos marrons, nesse caso, reproduzem-se mais e passam essas características aos seus descendentes, aumentando o número desses organismos “mais aptos” ao ambiente.

Um problema nessa ideia está no fato de que Darwin não foi capaz de explicar como as características eram transmitidas de um indivíduo para outro. Essa explicação só foi possível posteriormente, graças ao desenvolvimento da genética.

Pesquisa, adaptação e correção realizada por Ana Creusa.

Fontes: https://g1.globo.com/; https://aventurasnahistoria.uol.com.br/; https://mundoeducacao.uol.com.br/ e https://www.bbc.com/

… E SE FOI A PRIMAVERA!

Por Zé Carlos Gonçalves

… os ventos são outros,
a fecundarem dias,
que se arrastam
na confusão da vida

e

numa fúria cruel,
fazem-se as revoltas
que
revoltam as forças
da natureza!

………………………………………..

Looonnnggge,

acendem-se os relâmpagos,

a me enganarem
as certezas
e
garantirem
os meus medos!

corro,
a cobrir o meu espelho,
que já não sorri
nem
me envaidece
em minhas vaidades;

reflete,

apenas,

o espectro do que fui!

………………………………………..

só resta,

agora,

a mansidão
e
o equilíbrio
em minha vagareza!

…………………………………………

looonnnggge,

o trovejar reclama

da pequeneza humana!

O Significado da Lua Cheia em Leão (05.02.2023)

A Lua Cheia em Leão mostra-nos nossos plenos potenciais criativos e de comandar nossa vida conforme nosso próprio ritmo. Estaremos muito mais audaciosos, com senso de liderança e confiante nas nossas emoções. Nosso trabalho e comprometimento com as questões coletivas podem nos trazer maior destaque ou papel central.

A Lua ingressa em sua fase Cheia no 16°41’do signo de Leão no dia 05/02/2023, às 15h29, em desarmonia com o Sol em Aquário e Urano e em Touro, deixando evidente o resultado dos projetos semeados no início da lunação aquariana.

Lua Cheia em Leão faz nosso íntimo irradiar alegria e generosidade, iluminando o ambiente a que pertencemos e fortalecendo nossas raízes, os laços familiares e tantos outros que cultivamos ao longo da vida. Por isso, invista tempo em atividades de lazer com as pessoas que ama.

A energia do momento nos torna extrovertidos e autoconfiantes, deixando-nos especialmente exuberantes e magnéticos, o que favorece encontros casuais. Investir na aparência pode ser uma boa estratégia para se conquistar uma nova paixão. Mas cuidado com o excesso de drama!

Aprenda o significado da Lua posicionada em Leão.

Além disso, ela nos enche de coragem, confiança e determinação para nos gratificarmos por meio das realizações pessoais, motivando-nos a deixar a marca de nossa originalidade em tudo onde colocamos as mãos, sendo um excelente momento para divulgação de projetos e participação em eventos que nos deixam em foco.

Mas é preciso entender que, quando as coisas não saem conforme o planejado, não é razão para nos sentirmos vitimizados ou fracassados. Como eternos aprendizes, as frustrações funcionam como oportunidade de aprimoramento e conscientização sobre hábitos que inviabilizam o desenvolvimento pessoal.

Lua Cheia

A desarmonia ao Sol em Aquário mostra que a saída para tal desafio é aprender a lidar com situações inesperadas com criatividade, rompendo padrões e o senso comum.

Veja o Calendário Lunar completo de 2023

Outro ponto é o de estarmos atentos ao atendimento das necessidades coletivas e das pessoas que nos são queridas, sem perder o senso de identidade. Estamos preparados?

Em conjunto, devemos avaliar a nós mesmos e a situação como um todo – o micro e o macrocosmo –, já que a presença de Urano em Touro no ciclo indica que vivemos tempos de mudanças e inquietações que alteram nossas certezas, o conceito de estabilidade material e a forma de produção de recursos financeiros, causando-nos surpresas desagradáveis.

Estejamos atento às novas possibilidades, agindo com confiança e alegria de viver, a fim de colher bons resultados na Lua Cheia leonina.

Quer saber como o nativo de cada signo se sentirá afetado pela Lunação da semana?

Áries – o clima do dia te deixa confiante para colocar seus planos em ação. Foque o que deve ser feito e aja de maneira assertiva, a fim de resolver problemas complexos para obter o que deseja.

Touro – o clima do dia está agitado, exigindo de você decisões rápidas e muita disposição para participar de eventos sociais. Mas, no fundo, tudo que você quer é um pouco de tranquilidade para refletir com calma. Tenha ânimo e aproveite as oportunidades para vivenciar experiências ao lado de amigos.

Gêmeos – o clima do dia traz introspecção e pouca disposição para estar entre amigos. Organize seus sentimentos sob o ponto de vista da razão para fazer fluir o ritmo da vida.

Câncer – você sempre se preocupa em promover bem-estar a terceiros, mas hoje o dia é todinho seu! Não se sinta culpado! Dedique-se aos seus interesses pessoais, dando atenção à sua aparência e saúde física.

Leão – o clima do dia te deixa em destaque. Você será o centro das atenções pela sua autenticidade e brilho pessoal, favorecendo a divulgação de seus empreendimentos profissionais. Cuidado para não demonstrar arrogância!

Virgem – o dia te inspira confiança e segurança, te motivando a divulgar seus planos entre os parentes e pessoas de seu convívio diário. Aproveite essa onda e não se apegue aos detalhes, achando que nada está bom o suficiente.

Confira o horóscopo anual de todos os signos em 2023

Libra – clima favorável para o fortalecimento dos vínculos afetivos, solucionando os desentendimentos e abalos emocionais com equilíbrio e muito amor no coração. Abra espaço na sua rotina para terem mais momentos de lazer juntos.

Escorpião – aproveite o dia com mais leveza e diversão, dando uma folga à seriedade. Curta os encontros casuais e jogos de sedução, sem exigir comprometimento.

Sagitário – hoje é dia para você agir com confiança e otimismo e quebrar a rotina para conquistar suas metas. Promova eventos para divulgar seu trabalho e expandir seu público.

Capricórnio – o dia amplia sua autoconfiança e determinação para conquista de metas, favorecendo a formação de parcerias. Mas é preciso que aprenda a se relacionar com os outros com afetividade e carisma.

Aquário – aproveite o dia para romper padrões, promovendo novos conceitos que favoreçam a coletividade. Invista também no autoconhecimento, dando atenção à espiritualidade.

Peixes – o dia te inspira a ampliar sua percepção de mundo e a entender melhor sua fé, sem perder a noção dos conceitos e dogmas que realmente fazem sentido para você.

Fonte: https://www.horoscopovirtual.com.br/

PINICÃO: Um adeus ou um até logo?!

Por Zé Carlos Gonçalves

Recebo a notícia de que nosso carnaval ficará órfão do Pinicão. Uma tragédia! Tragédia, porque os pinheirenses, há algum tempo, estamos sempre perdendo.

Qual pinheirense que retorna à terrinha, única e amada, que não se dilacera com tanto descaso. O pior é que começa logo na entrada. Continua nas artérias. Em todas as artérias. E vai reafirmar-se nos seus limites. Não sei qual o pior. A saída para Pacas ou a saída para Santa Helena.

Perdendo a nossa certeza de que temos o torrão natal, que possa nos abraçar, tão carentes o buscamos. Perdendo a noção de nossas lembranças, que se apresentam tão desbotadas, quando nos deparamos com a carcaça maltrapilha de nossa Princesa-mãe, que parece afogar-se na angústia de cada filho seu.

Perdendo os nossos entes, os nossos bens culturais, a nossa identidade. Ou não?!
Perdendo o melhor do carnaval, que perde e se perde nas ondas gigantes de tanta mediocridade musical.

Perdendo o último reduto de resistência carnavalesca, que engole esse mar de incompetência. Tanto lúdica quanto administrativa.
Uma pena!
Que não seja um adeus. Apenas um breve até logo!

O TIO BOBO: O DADOR DE CONSELHOS

Ontem, estive muito saudoso do amado tio Bobo que “inté” me peguei conversando com ele, durante um “trespasso”, pós o almoço. Penso até que minha casa me achou “vário”, no mínimo. “Falano só”. Uma prática, sadia e comum, de todo bom baixadeiro. Não é mesmo?!

Mas, o que interessa é que lembrei um encontro, em que o tio Bobo se apresentou tal um conselheiro amoroso. E, “porreta”. Disse-me que, em vários casos, atuou como um sério confidente. Confidente, sim, “dos cumpadinhos e, até, das cumadinhas”. “Coisas de arrupiá os cabelo”, e “outras coisinhas mais”.

Aí, fiquei curioso. Mas, como ele era um homem honrado e um ferrenho guardador de segredos, “nadica de nada lhe escapou”. Fez-se um sisudo túmulo.”Um boca dura”, como dizia minha mãe. De verdade, não “soltou a língua, de jeito nenhum”. “Me deixô, sim, foi chupano os dedo”, ou melhor, sem unhas. Roí todas. E, nada soube das “cumade”. “Neim us limpo, neim us pôdi”.

Abriu uma exceção, porém. Falou do vizinho, porque era nosso parceiro no dominó. E, em tom de confidência, disse que “o dito cujo” vivia era, ali, “aperriano a pacença aleia”. “Quexoso, qui só, da fulga da muié dêli cu’u padero”. “Er’um churume só. Si cunsumino irgá bezerro dismamado”.

O certo é que o tio Bobo se mostrou um autêntico “dador de conselhos”. Acreditem só. Pediu ao “infiliz” que fosse, e logo, procurar um amor novo, e verdadeiro. Disse mais. As pessoas, que sumiam, “davo um alívio”, uma melhor vida, ao abandonado. E, assim, “ia seguino com o seu rosário de recomendações”, ou, como ele mesmo dizia, com ” o seu rosário de bondades”.

“Como o diabo é moleque”, não me contive. “Dei uma de de doido e caí na asneira” de lhe tecer alguns elogios. E “foi a gota d’água, para ele perder a paciência”

Dirigiu-se a mim com firmeza e “soltou a ladainha”:
– Tu quê sê ingeno. Veim, aí, sêmpri cum tuas tolice. Não vê, meu fio, qui êssi coitado dêvi dexá di sê besta e largá di saí contano coisa pra tôdu mundo. É só pra nóis que si dêvi derramá nossas lágrima. Argumas pessoa num merece neim dêvi di vê nosso sofrê. Ais nossas coisa importante dêvi sê só nossa. Filho d’égua argum dêvi sabê. Tom’um conselho. Si tu quê guardá u segredo teu, não pensa neim alto qui tua boca pôdi ti traí. Tendeu?! E vamo bebê, né, qui queim gosta de lero, lero é Valero! I vê si aprêndi i vai criá juízo!
Que cara “mofético”, é esse tio Bobo!

É TEMPO DE CARNAVAL (ME DÁ UM DINHEIRO, AÍ!)

Por Zé Carlos Gonçalves

Peguei-me lembrando das marchinhas dos carnavais, que muito embalaram minhas memoráveis vesperais.

Que gritante diferença das baboseiras de hoje, perdidas num barulho infernal. Uma gritaria desenfreada, que diz nada, a se perder nos apelos dos “rebolations” e das “tão desrespeitadas bundas”, a despencarem até o chão.

Tenho a impressão de que, talvez, fosse inocente. Mas, era, certamente, em minha maior parte, emoção. Afinal, só muita emoção, para me enebriar com simplicidade, tanta, “ao ‘marmanhar’ a uma mãe uma mamada, ou apenas uma chupeta, pra não chorar”, e, ainda, pular “bêbedo de alegria”.

Ou delirar “na sacra vibe” de um chop, estupidamente gelado, com a mais inocente das ironia, a pretender “raspar as boas e pensantes cabeças femininas”, que “paparam tão feroz e assustadora ‘fera’, o vestibular”. Vestibular, que, hoje, “não dá mais samba”.

Ou me anestesiar com uma faísca, ou com um leite de onça, ou com um Caldezano, ou com um quebra-queixo, a fim de me tornar “a mais viva personagem” dos flashes da realidade reinante, em que não era crime, muito menos cancelamento, “ser o tenente interventor da extraterrestre mulata, a fazer inveja à lua”, que também vinha me espiar, para me livrar da cruel dúvida entre “o voraz alambique, que vertia cachaça; e o manso ribeirão, que produzia água!”.

Quem sabe ser, até mesmo, um fantasmagórico folião, preso à ingenuidade de poder admirar “a boniteza do meu verdadeiro amor, a simples Jardineira”, depois que “dois suspiros ceifaram a vida da Camélia, que, por vil ironia, não sabia ‘trepar’ … no galho, ‘ora sô”! Ou um louco varrido, na mais tênue lucidez, para, “no cúmulo da ingenuidade”, fazer “chantagem barata” por “um dinheiro, aí”, que me pudesse manter sóbrio e não me levasse a “cair … na farra”, outra vez !
Eita, delírios de saudades dos meus carnavais!

O DIA DO AZAR: Perdido no mato sem cachorro!

O dia mais aziago do ano é 24 de agosto, dia de São Bartolomeu, quando o diabo se solta do inferno.

Dia 24 de agosto de 1572, dia de São Bartolomeu, foi considerado pelos povos da Europa, como o dia do demo. Mas, a tradição de dias azarentos existe desde os romanos, que tinham uma tabela de sacrifícios para as horas más, criando também, as “horas abertas”, no Brasil e em Portugal.

Agosto é um mês marcado por fatos trágicos de relevância para a História. Em 1572, na noite de 23 para 24, teve início em Paris, por ordem da rainha Catarina de Médici, o massacre dos protestantes, fato que perdurou até outubro.

O episódio entrou para a História como “A Noite de São Bartolomeu”. Foi um verdadeiro banho de sangue que impregnou na mente dos não católicos da Europa a convicção de que o Catolicismo era uma religião sanguinária e traiçoeira. Para comemorar o feito o Papa Gregório XIII, entre outras homenagens, enviou ao rei da França a condecoração da Rosa de Ouro.

Séculos depois, os dois maiores conflitos da humanidade tiveram início nesse fatídico mês: a Primeira Guerra em 1914, no dia 1º, e a Segunda em meados desse mês com o deslocamento das tropas alemãs para a fronteira com a Polônia. Segundo Leonardo Mota:

 Agosto é o mês desmancha-prazeres da humanidade.

O mês de Agosto também é marcado por acontecimentos tristes na memória do povo  brasileiro, especialmente no campo político. Foi em agosto de 1976 que o ex-presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira morreu em um trágico acidente na via Dutra. Também em agosto, em 1961, o presidente Jânio Quadros renunciou à presidência da República mergulhando o país numa das mais graves crises institucionais de sua história.

No campo artístico, nunca é demais lembrar a morte súbita da intérprete brasileira mais conhecida no exterior, Carmen Miranda, ocorrida em agosto de 1955. Porém, o fato mais chocante ocorreu no dia 24 de agosto de 1954. Naquela data o presidente Getúlio Dorneles Vargas emocionou o país ao praticar o suicídio em pleno exercício do cargo.

Expressões para o dia aziago: A coisa está feia; Atolado até o pescoço; Má sorte; Comer o pão que o diabo amassou; Descer ao fundo do poço; A vaca foi pro brejo; Dar com os burros n´água; Mensageiro do apocalipse; A bruxa está solta; Maré de azar; Na lama; Na pior; Maré de azar; Desceu a ladeira; Mau pedaço; Na pior; Estar lascado; De mal a pior; Dar sopa para o azar; Cair do cavalo; Em maus lençóis; Maré não está para peixe; Estar numa fria; Entrar pelo cano; Quando a porca torce o rabo; Na merda; Entrar pelo cano; Perdido no mato sem cachorro; Beco sem saída; Sem luz no fim do túnel; Vida de cão; Azar no jogo; Era tão azarado que, se quisesse achar uma agulha no palheiro, era só sentar-se nele; Se bater na madeira afasta o azar então tó precisando desmatar a Amazônia na base da porrada; A diferença entre uma pessoa de sorte e uma azarada é simples: a de sorte joga na Mega-Sena e ganha o prêmio entre milhões de jogadores; a azarada descobre que tem uma doença rara que atinge uma a cada 10 milhões de pessoas; Eu só posso ter picado salsicha na tábua dos 10 mandamentos pra sofrer assim…; Sou tão azarada que se inventassem uma pílula da imortalidade, eu morreria engasgada com ela; Tenho tanto azar que pra acertar os 6 números na megasena é fácil, só preciso marcar os números e guardar sem jogar; Mudar de fila faz com que imediatamente a fila de onde você saiu comece a andar mais depressa do que a sua; Se você chega cedo, o espetáculo será cancelado. Se você se mata para chegar na hora, terá que esperar. Se você chega atrasado, começou na horas; Sempre que aponto algum favorito, ele dança antes da hora; O pão do pobre quando cai no chão é sempre do lado da manteiga; Se tenho algo confidencial, esqueço na máquina de xerox; Lei da experiência: não vai funcionar; A adversidade é nossa mãe, a prosperidade é apenas uma madrasta; “A vida é um jogo de azar, e as probabilidades de ganhar são impossíveis”. No caminho, um táxi passou a toda velocidade, determinado, numa poça d’água e encharcou seu terno; Sempre recolho moedas do chão. Deixei cair moedas da minha carteira e as chutei; É tudo muito simples, uma situação que pode ser resumida em duas palavras: A-ZAR; Se o caso é ganhar ou perder, você perde; Você erra, todos julgam. Você acerta, ninguém vê; Tenho azar no amor e sorte no azar; Talvez tenha azar no amor, mas sempre tive sorte na descoberta de desamores complicados!.

Neste dia (24 de agosto), festejamos a santidade de vida de São Bartolomeu, apóstolo de Jesus Cristo, que na Bíblia é citado com o nome de Natanael (que significa dom de Deus), a liturgia sobre o Santo nos convida a escapar das superstições com a seguinte lição: “Livrem-se destes fardos inúteis, subamos com pressurosa esperança a escada de Jacó: o Filho do Homem, que associa a família humana à divina família do Pai”.

Fontes: https://www.pensador.com/; https://www.hnt.com.br/; https://miltonparron.band.uol.com.br/; https://www.recantodasletras.com.br/; https://padrepauloricardo.org/; https://conventodapenha.org.br/ e https://moraisvinna.blogspot.com/. Imagens da Internet. Pesquisa realizada por Ana Creusa