Prefeitos e prefeitas do Maranhão vão paralisar as atividades por um dia inteiro. A medida é uma retaliação contra a redução do repasse de verbas Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Os prefeitos e prefeitas maranhenses querem causar burburinho no próximo dia 30 (quarta-feira). Em reunião na sede da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) ficou decidido que as prefeituras maranhenses vão aderir ao ato nacional “Sem FPM não dá, as prefeituras vão parar”. Ou seja, haverá paralisação geral dos atividades nos municípios.
A medida é uma retaliação contra a redução do repasse de verbas Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo disse o presidente da FAMEM e prefeito do município de São Mateus, Ivo Rezende, em entrevista coletiva nesta terça-feira (22), a situação tem ficado insustentável em todo o Brasil e se agrava a cada repasse, com perdas cada vez maiores.
Estamos enfrentando um momento crítico, no qual os municípios têm sido prejudicados pela redução dos repasses do FPM. Esses recursos são fundamentais para garantir o funcionamento de áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura. Nossa união nesse movimento é essencial para sensibilizar as autoridades competentes”, disse Ivo Rezende.
Ficou decidido também que os gestores municipais vão marcar uma reunião com a bancada federal maranhense, para encontrar formas de reverter o quadro atual. O apoio da bancada é considerado primordial para as pretensões dos gestores. Esse encontro deve acontecer no dia 1º de setembro, na própria sede da FAMEM.
A reunião desta terça-feira contou com a presença de mais de 200 prefeitos e prefeitas e também com deputados estaduais.
Nesta terça-feira (22), policiais da Polícia Federal e Força Nacional chegaram ao Maranhão para deflagrar uma mega operação na região da baixada e do Gurupi.
A ação visa o combate ao tráfico de drogas e plantação de maconha nas cidades de Santa Helena, Turilândia, Cururupu, Pinheiro e outros municípios, além de Maracaçumé, Godofredo Viana, Governador Nunes Freire, Centro do Guilherme, Turiaçu e outros.
o cerco envolve dezenas de policiais federais, helicóptero com artilharia, tanques, armas pesadas e quase 20 viaturas estão se deslocando para os municípios da Baixada Maranhense e Gurupi.
A Polícia Federal solicitou apoio da prefeitura de Turilândia, que cedeu o campo de futebol da cidade para servir como estacionamento dos veículos.
Edna Jara Abreu Santos promoveu a Convocação para Prestação de Contas de 2022. Em nome da Tesouraria da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense – ALCAP, os membros do Conselho Fiscal e demais acadêmicos foram informados da Assembleia Geral Ordinária que ocorrerá no dia 19 de agosto de 2023 (sábado), às 15 horas, no Centro de Ensino Médio Artur Teixeira de Carvalho (CEMA), para avaliação e prestação de contas do ano 2022.
Edna Jara sempre se destacou pela organização e alto senso de responsabilidade na missão de controlar as contas da agremiação que tem grande responsabilidade na sua área de atuação.
Na oportunidade, a presidente da entidade, Ana Creusa Martins dos Santos, divulgou a pauta dos assuntos a serem discutidos na referida assembleia, conforme abaixo:
Pauta da Reunião ALCAP do dia 19/08 (sábado) às 15 horas no CEMA:
1) Apresentação da prestação de Contas do ano de 2022;
2) Debate sobre erros e acertos do II Prêmio Naisa Amorim e propostas para o III Prêmio;
3) Discussão sobre a implantação da Biblioteca Prof. Taninho: providências já tomadas;
4) Debate sobre o Projeto Plantio Solidário;
5) Debate e aprovação do Regimento Interno e
6) Comemoração dos aniversariantes do período de 01/01 a 19/08.
Ao comemorar os 200 anos de nascimento do poeta Gonçalves Dias, o presidente da Academia Maranhense de Letras, escritor Lourival Serejo dissecou, para O Imparcial, pontos importantes da obra fenomenal de caxiense da Canção do Exílio.
“Estamos mantendo acesa a vela da imortalidade do nosso maior poeta, que merece todas as homenagens do Maranhão e do Brasil”, disse ele.
Para Lourival Serejo, a Canção do exílio “é uma canção inserida no movimento romântico, mas com as tintas do estilo e das inovações técnicas do gênio do poeta de Caxias”. Acredita que o poeta foi “impulsionado pela saudade da pátria” ao elaborar o poema mais sublime do romantismo brasileiro”. Até o Hino Nacional captou dois versos da Canção0 do Exílio em sua composição.
Goncalves Dias, poeta maranhense nascido em 10 de agosto de 1823
“Afinal, Gonçalves Dias foi também etnógrafo, historiador, jornalista, cronista e dramaturgo. No magistério, destacou-se como professor no Colégio Imperial Pedro II e na intensa pesquisa que fez sobre nosso sistema educacional, conta Lourival, na entrevista abaixo:
O que levou a Academia Maranhense de Letras comemorar o bicentenário de Gonçalves Dias?
Comemorar o bicentenário do Poeta Nacional, o maior poeta do romantismo brasileiro, não é uma efeméride qualquer. Como maranhenses, como acadêmicos responsáveis por manter acesa a vela da imortalidade, é nosso dever festejar essa data, que não se reduz a 10 de agosto, data do seu nascimento, mas ao ano inteiro. Gonçalves Dias merece todas a homenagens do Maranhão e do Brasil.
Qual a importância de Gonçalves Dias para a poesia, a literatura, o magistério e o jornalismo brasileiro em sua época?
Como poeta, Gonçalves Dias é o autor do poema mais conhecido e recitado do Brasil: Canção do Exílio. Foi ele que deu a tonalidade técnica e conduziu a evolução do nosso romantismo ao mais alto patamar, tanto do Brasil como da Europa, então considerada a medida de todas as produções poéticas e literárias. Não só na poesia, revelou-se o gênio de Gonçalves Dias: foi etnógrafo, historiador, jornalista, cronista e dramaturgo. No magistério, destacou-se como professor no Colégio Imperial Pedro II e na intensa pesquisa que fez sobre nosso sistema educacional.
Gonçalves Dias era conhecido também como poeta indigenista, qual o legado que ele deixou para a causa indígena brasileira, um tema tão atual nos tempos presentes?
Valiosa a posição de Gonçalves Dias em defesa da causa indígena. Se Gonçalves Dias ainda estivesse vivo, com certeza estaria ao lado dos indígenas atuais na luta por seus direitos. O legado que ele deixou em favor dos povos originários foi o reconhecimento dos seus valores culturais e sua importância na edificação do país.
Das obras indianistas de Gonçalves Dias destacam-se Canção do Tamoio, Os Timbiras, I-Juca-PIrama, O Canto do Piaga e Leito de Folhas Verdes. Como entender hoje esse enfoque nada lírico abordado com tanta ênfase pelo grande poeta da literatura brasileira?
Esses poemas despertaram a consciência nacional sobre a existência desses heróis anônimos que representavam a identidade nacional. Pode-se perceber que a inspiração gonçalvina pela causa indígena já continha um grito de alerta para a importância pelo reconhecimento das agendas atuais desses povos.
Pela inspiração de Gonçalves Dias ao realçar a palmeira do Babaçu e o canto do Sabiá – estando ele na Europa –, o clássico Canção do Exílio tinha mais a ver com romantismo ou com o meio ambiente, tema na época fora do padrão literário?
A Canção do exílio é uma canção inserida no movimento romântico, mas com as tintas do estilo e das inovações técnicas do gênio do poeta de Caxias. Impulsionado pela saudade da pátria, Gonçalves Dias elaborou o poema mais “sublime” do romantismo brasileiro, tanto que o Hino Nacional captou dois versos dele em sua composição. Como poeta, ele também era profeta. Então, extrai-se desse poema uma mensagem ambientalista de conservação da natureza que teria aplicação mais além do ano em que foi produzida.
Ainda inebriado “pela viagem” em meu “indioma baixadeiro”, não consegui dormir “dereito”. Sempre acompanhado por uma “gastura”, “qui num quê mi largá, meu Deus, neim mi dá sussego”. Até pensei estar perseguido por “um exército de expressões”, querendo se apresentar na crônica anterior.
Desconfiei até que eram umas almas penadas, que queriam me assombrar. E, aí, capitulei. “Tremi todo. Caguei fino. Arreguei”. Fui vencido. Só me resta dar passagem ao linguajar, que, de repente, me trouxe à memória duas figuras fantásticas. E não sei por quê. Chiquitó e “Me Dá Cem”. Encastelados em suas peculiaridades.
Mas, deixemos “de papo furado”. Matei “foi, um tiquinho, a sordade du meo falá”. Por onde ando, ultimamente, “a moda” é câmbio, deficit, superavit, flutuação, feminicídio. E, por aí vai. “Coisas”, que não escutava “no meu tempo”. Esta expressão, sim, é “porreta!” “No meu tempo!” Será que, hoje, eu ando perdido, “fora de tempo”?! “Sem documento e sem lenço?!” E “outras coisitas” mais?!
O certo é que “não ouvia nada”, há muito, como “tá ti olhano de rabo de olho, ou só anda cum a barriga desarranjada, ou tá cum u bucho afulozado”.
O que posso afirmar é que me empolguei em minhas lembranças e, no maior flagra, me peguei balbuciando “caxa di fôfi e aqui tá vasqueiro”. E, para completar a minha alegria, ataquei de “Oh, nojo!” Só para me vingar de tanto tempo ausente dos meus.
O interessante, nisso tudo, é que um sincero e leve sorriso brotou em mim, ao “me tomar a cabeça” a palavra BISCA. Vejam só! BISCA e sua plurissignificação. Ainda mais, bem acompanhada. “Êssi diabo quê levá ‘o raio’ de umas bisca. Êssis aí tão como ‘um raio’ jogano bisca. Êsse daí é ‘um raio’ de uma bisca”. Acredito até que há um estreito parentesco, desta última, com a expressão “é um biscate!” Que doidiça!
Há muito tempo ausente, e saudoso, da Baixada, começo a ter síndrome de abstinência do baixadês. E só quem é “da gema” sabe o tanto que dói essa falta de contato com o “nosso falá”. E sofre!
Aí, a minha única saída é tatear a memória e buscar “o meu combustível”, que me mantém vivo. E, “nessa louca viági, mi indentifico cum argumas” pérolas. E que maravilhas! Maravilhas, que me fazem respirar, “de novo, outra vez”.
E, aí, me vejo acalentado por expressões, que “me lavam a alma”. E exemplo é o que não falta. Por isso, “Mi encho de corági i seim sabê ôndi mora u perigo”, para afirmar categórico e desafiador, com uma autoridade “qui só”. “Eu sou eu, e boi não lambe”. Ou quase “morrê di raiva”, ao ser associado a “um caniço”, dado a meu aspecto esquelético. Mas, o pior era ser chamado de “tisguinho”; o que acho está associado à terrível palavra “tísico”. Que medo! “Bato inté na madera trêis veiz”.
E, ainda, não “sastifeito”, busco, nas madrugadas infindas. De repente, me sinto no meio dos meus, a ser bombardeado, como se nos comunicássemos em outro “indioma”. Para indicar que havia pouco tempo para terminar um trabalho: “sol virô tá di tárdi”. Falta de espaço, na despensa: “intupetada de bregueço”. A mostrarem que “eu não passo” de um ingênuo e até incapaz “de pensar”: “êssi caiu numa esparrela”.
“Se viravam”, em dois animais, a esperteza e a ignorância: “quer dar uma de urso e é um cavalo batizado”. E o reflexo da gula “vem” em autênticos neologismos: “com bucho ‘afolozado’ e ‘impazinado”.
São tantas expressões baixadeiras, que nos irmanam! E muitas sem “nenhuma” necessidade de explicação. Se bastam e nos fartam. “Irgá um carrapeta; respeito é bom e eu gosto; e é melhor cair na graça do que ser engraçado”.
No entanto, nem só de situações desagradáveis “vêvi o ômi”. Então, trago a palavra mais bonita de minha infância. “Nadica de nada” de reles “chibé e tiquara”. Sim, sinhô! Sem dúvida, a sonoridade, mais sonora, agradável, alegre e convidativa é PANDU! De café, de leite, de água com açúcar, de maracujá, de juçara, de murici … de … de quarqué invençonice! “Dá inté pra lembê us bêçu!”
As eleições para prefeito e vereadores ocorrerão no próximo ano – 2024, mas para a política é uma data bem próxima, embora a antecedência seja de 15 meses.
As movimentações na classe política, fase preparatória para esse pleito eleitoral, já iniciaram. Filiações e migrações partidárias ocorrem neste momento. Os presidentes dos partidos começam a selecionar, por meio de reuniões, possíveis candidatos para o cargo de prefeito e vereadores. Nessa etapa preliminar, é bastante comum na região, os pré-candidatos a prefeito coordenarem e/ ou participarem ativamente desse processo. Focam na coesão dos grupos aos quais pertencem e na conquista de novos aliados. É uma atividade que demanda muita conversa e articulações políticas, em busca por mais alianças partidárias. Portanto, é uma atividade ainda no âmbito dos bastidores …
Em tempos recuados, a nossa política não possuía essa dinâmica. Os Grupos, basicamente dois, eram praticamente imutáveis. Dois lados, duas “ bandas” políticas. Assim perdurou por décadas.
Esse início de dinamicidade foi possível com o surgimento de novos atores políticos, todos desta geração que exerce esse papel no palco da nossa política atualmente.
Lembro do processo político das décadas de 50 e 60, que compreende o período entre a emancipação até os anos 1970.
Apesar de não ter sido o primeiro prefeito eleito, pois essa escolha recaiu sobre o Sr. Aniceto Mariano Costa – elegendo-se como único candidato; o grande líder político, o senhor João Amaral da Silva, conhecido como Juca Amaral, era um expoente político que reunia muitas virtudes. Tinha a humildade como um dos seus maiores valores. Não obstante, fosse o homem mais rico do município, a ostentação e arrogância era abominada por ele. Na condição de liderança, foi o protagonista da emancipação política de Matinha. Nessa luta, contou com a parceria dos deputados Afonso Matos, federal e Santos Neto, estadual.
Matinha foi emancipada através da Lei Estadual n° 267 de 31 de dezembro de 1948. Vale sublinhar que o senhor Manoel Antônio da Silva, foi o prefeito nomeado para implantar o município e organizar a primeira eleição para escolha do prefeito por meio do voto popular.
Juca, foi o segundo prefeito eleito de Matinha. Disputou e venceu essa eleição com Dr. Francisco das Chagas Araújo, que se tornara o grande líder da oposição.
Dr. Araújo, na eleição seguinte, concorreu com o Sr. Benedito da Silva Gomes, perdeu a eleição e Bibi Gomes tornou-se o terceiro prefeito de Matinha.
A quarta eleição foi disputada entre Juarez Silva Costa, filho de Aniceto e sobrinho de Juca Amaral, contra Dr. Araújo. Nessa contenda eleitoral, Dr. Araújo sagrou-se vencedor, vindo a ser o quarto prefeito eleito. Na sucessão de Dr. Araújo a disputa foi entre Raimundo Silva Costa (Pixuta), irmão de Juarez e José Conceição Amaral. Pixuta elegeu-se para o seu primeiro mandato de prefeito.
Após esses comentários introdutórios, passaremos a declinar a pretensão principal do texto, o qual elencará os Grandes Líderes Políticos do nosso território, denominado “Centro”.
Os líderes da região dos Campos será objeto de outro capítulo.
A nominata desses líderes terá como critério a minha percepção da atuação deles na política, considerando suas ações de liderança no âmbito das comunidades onde residiam e aquelas sob suas influências.
Nesses tempos pretéritos, a prática política era de uma pureza singular, as ações e atitudes eram direcionadas para o bem comum, o coletivo social. Os líderes eram altruístas e buscavam amparar as comunidades. Não havia pecúnia na atividade política. As reinvidicações prioritárias sempre eram focadas no setor da educação. Conseguir a contratação de uma professora era uma conquista festejada. Vejam, nessa época, as aulas eram ministradas na casa das professoras leigas, não havia unidades escolares construídas. A construção da primeira escola, de alvenaria e telha, fora na sede do município, só veio a ocorrer na administração do Prefeito Dr. Araújo, 1966/1969. Aliás, a educação foi prioridade no governo de Dr. Araújo. Nesse governo foi criado o Ginásio Bandeirantes em nossa cidade, um grande passo para a formação educacional dos jovens matinhenses.
Outra demanda requerida por esses líderes, consistiam nos “roços” e “cavação” das estradas, as quais não passavam de caminhos enlarquecidos.
Essas provincianas lideranças eram imbuídas do mais nobre princípio da política, o bem comum coletivo. Não exerciam a política com interesse patrimonialista, todos, sem exceção, durante suas atividades políticas, não tiveram acréscimo em seu patrimônio econômico financeiro. Sou testemunha desse fato.
Os mais destacados líderes desse período, anos 50/60, na zona rural, no alcance da minha memória, foram:
• Com base política no povoado Nova Olinda – assim era chamado o povoado pertencente a Matinha antes da emancipação do município de Olinda Nova do Maranhão -, o mais destacado líder político foi o Senhor OSÉAS DA MOTA COTRIM – grafia do seu assentamento civil. Uma liderança absoluta e incontestável. Sempre lutou pelos interesses de Nova Olinda, tudo o que foi levado de benefícios para esse povoado, foi conduzido pelos esforços dessa forte liderança. O senhor OSÉAS nunca perdeu uma eleição em Nova Olinda. Elegeu-se vereador por vários mandatos. Dele descende a maior expressão política do município de Matinha, retratada em seus filhos e netos.
Cito-a: Raimundo Freire Cutrim – prefeito de Matinha, 1989/1992. Prefeito de Olinda Nova do Maranhão, 1997/2000 e 2005/2008. Edmar Serra Cutrim – deputado estadual com três mandatos – 1991/2000. Glalbert Cutrim – deputado estadual no terceiro mandato, início do primeiro mandato/2015. Gil Cutrim – prefeito de São José de Ribamar, 2010/2016 Presidente da Federação dos Municípios do Maranhão -FAMEM, 2013/2016. Deputado Federal, 2019/2022.
• No Povoado Cutias II e povoados adjacentes o senhor MARCELINO PAIVA CANTANHEDE foi a grande liderança política. MARCELINO era um idealista, usava a sua influência política para carrear benefícios à região em que atuava como líder. Mesmo com grandes condições de eleger-se vereador, nunca se candidatou. MARCELINO era um entusiasta da educação,embora semi- analfabeto. Era muito amigo de Juarez Silva Costa e por extensão, a amizade dos irmãos Justino Cantanhede e Pixuta foi também muito sólida. Em sua homenagem o prefeito Pixuta eternizou o nome MARCELINO PAIVA CANTANHEDE numa escola no povoado Cutias III.
• Preguiça Nova e Preguiça Velha a liderança foi exercida pelos Irmãos Martins, principalmente o senhor JOÃO MARTINS. Era uma referência nas duas Preguiças e povoados circunvizinhos. JOÃO MARTINS ocupou cadeira na câmara de vereadores.
• ANANIAS ANTÔNIO MENDES se consolidou como grande liderança de São Felipe e redondezas. Com simplicidade, elegância e paciência conseguiu exercer com altivez o papel de grande líder. A exemplo das demais lideranças citadas, a sua luta direcionava-se na defesa dos interesses dos seus liderados. Nada em causa própria.
Seu ANANIAS foi vereador por dois mandatos – 1966/1970.
• No Piraí, o destaque vai para EDNA SILVA que exerceu essa liderança dentro das adversidades impostas pela época, uma vez que a questão de gênero tolhia a ascensão das mulheres no protagonismo político.
Ainda assim, EDNA foi eleita e exerceu o mandato de vereadora.
Finalizando o elenco das grandes lideranças do “Centro”, lado esquerdo da MA – 014, listo uma exponencial liderança desse período político de Matinha.
• JUSTINO CIPRIANO CUTRIM, com base política no povoado Tanque de Valença, consolidou-se em expressiva liderança, mesmo sem ter exercido mandato eletivo. Candidatou-se a vereador, porém não foi eleito, mesmo atingindo mais de 90% dos votos da seção eleitoral do Tanque. Em 1965 formou chapa com Juarez Silva Costa, como candidato a vice prefeito.
JUSTINO fazia política por gostar de fazer a boa política, tinha alegria em praticá-la. Era vibrante e atuante! Mantinha uma liderança paternal. No povoado Tanque, a maioria era seus parentes, seus descendentes ainda vivem lá.
Nas suas vindas para a sede, foi nosso hóspede várias vezes. Raimundo Viana, seu neto, morou conosco.
As idas de seu JUSTINO à sede do município, em quase todas as ocasiões, eram movidas na busca de benefícios para seu povoado. Assim, na administração do Prefeito Juca Amaral, conseguiu implantar a primeira escola pública no povoado Tanque. Uma pequena escola, construída com taipa e coberta de palha. As crianças assistiam às aulas sentadas em comprimidos bancos de madeira, sem o apoio das costas.
A professora nomeada para ensinar as crianças do Povoado Tanque foi a professora Lili Pinto, procedente do povoado Aquiri.
A grande amizade do senhor JUSTINO com meu pai, oportunizou a minha aproximação com esse ícone da política matinhense, o admirava, gostava de conversar com ele.
Apesar de ser mais próximo do senhor JUSTINO, conheci os aqui citados como grandes líderes da nossa política.
Texto em construção, aberto a correções e acréscimos.
Texto escrito em 01/08/2023.
* José Ribamar Aroucha Filho (Arouchinha) é natural do município de Matinha-MA, Engenheiro Agrônomo aposentado do INCRA, exerceu os cargos de Executor do Projeto Fundiário do Vale do Pindaré e Executor do Projeto Colonização Barra do Corda. Ex Superintendente do INCRA Maranhão. Foi Superintendente da OCEMA e Chefe de Gabinete da SAGRIMA.
O Dia dos Avós é comemorado anualmente em 26 de julho, Dia de São Joaquim e Santa Ana, os avós de Jesus.
No Brasil, a data é popularmente conhecida como Dia da Avó ou Dia da Vovó. Sua origem é portuguesa e tem como objetivo homenagear e agradecer toda a consideração e carinho dos avós com os seus netos.
Em 2021 foi comemorado o 1.º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Essa data foi instituída pelo Papa Francisco e deverá ser comemorada todos os anos próximo do dia 26 de julho. Este ano, a data será comemorada em 23 de julho de 2023 e tem como tema “A sua misericórdia se estende de geração em geração”.
Origem do Dia dos Avós
O Dia Mundial dos Avós é celebrado em 26 de julho, porque esse é o Dia de Santa Ana e de São Joaquim.
São Joaquim e Santa Ana eram os pais da Virgem Maria. Portanto, eles eram os avós de Jesus Cristo, que por esse motivo são considerados pela Igreja Católica os padroeiros de todos os avós.
O dia 26 de julho era uma data dedicada apenas aos santos, sem destacar a homenagem aos avós, até que a data foi instituída pela Assembleia da República Portuguesa em 2003, graças a uma senhora portuguesa.
A senhora era Ana Elisa Couto (1926-2007), conhecida como Dona Aninhas. Ela tinha 6 netos e durante quase 20 anos reivindicou a instituição de uma data comemorativa para os avós.
Ao longo do tempo as relações entre avós e netos têm sido, em simultâneo, alvo de estudo e controvérsia. Qual o papel dos avós na vida dos netos? Podemos encará-los como segundos pais? Amigos? Ou quando sentem ter falhado nos seus relacionamentos com os filhos, uma segunda oportunidade para fazer a diferença?
Ficou definido que a votação ocorrerá na próxima sexta-feira, 21 de julho. Em reunião realizada nesta segunda-feira, 17, a Comissão Eleitoral da Consulta Pública aos cargos de reitor(a) e vice-reitor(a), em cumprimento de decisão judicial, estabeleceu nova data da votação que definirá a composição da lista tríplice com os nomes indicados pela comunidade acadêmica para ocupar os cargos de Reitor(a) e Vice-Reitor(a) da Universidade.
A Comissão Eleitoral esclarece que a Consulta Pública regida pela Resolução nº 454/2023-CONSUN segue todas as normativas internas da Universidade e permanecerá na modalidade remota, por meio do sistema Helios Voting, visando um processo democrático e eficiente, que garanta a participação de toda a comunidade acadêmica.
Para maiores informações, acesse a retificação do edital:
Professor da Universidade Queen Mary de Londres estuda os insetos há mais de 30 anos e defende que eles têm algum nível de consciência.
O pesquisador Lars Chittka, professor de ecologia sensorial e comportamental da Universidade Queen Mary de Londres, acredita que as abelhas são capazes de imaginar, de reconhecer rostos, de ter algum nível de emoção e de aprender conceitos abstratos. Chittka pesquisa os insetos há mais de 30 anos e é autor do livro “The Mind of a Bee” (A mente de uma abelha, em tradução livre), que será lançado amanhã (19) no Reino Unido.
“Temos evidências sugestivas de que há algum nível de consciência nas abelhas – uma sensibilidade, que elas têm estados de emoção. Nosso trabalho e o de outros laboratórios mostraram que as abelhas são indivíduos muito inteligentes. Elas podem contar, reconhecer imagens de rostos humanos e aprender o uso de ferramentas simples e conceitos abstratos”, afirma o cientista em entrevista ao The Guardian.
Ele acredita que as abelhas têm emoções, podem planejar e imaginar coisas e podem se reconhecer como entidades únicas e distintas de outras abelhas. Chittka tira essas conclusões de experimentos em seu laboratório com abelhas operárias. “Sempre que uma abelha acerta em algo, ela recebe uma recompensa de açúcar. É assim que as treinamos, por exemplo, para reconhecer rostos humanos”.
Neste experimento, várias imagens monocromáticas de rostos humanos foram mostradas às abelhas, que descobrem que um deles está associado a uma recompensa de açúcar. “Então, damos a ela uma escolha de rostos diferentes e sem recompensas, e perguntamos: qual você escolhe agora? E, de fato, eles podem encontrar o correto”, explica o cientista.
As abelhas levam cerca de 12 a 24 sessões de treinamento para reconhecerem os rostos.
Em outra linha de pesquisa, Chittka descobriu que as abelhas também são capazes de imaginar como as coisas pareceriam: por exemplo, elas podiam identificar visualmente uma esfera que antes só sentiram no escuro – e vice-versa. E elas podiam entender conceitos abstratos como “igual” ou “diferente”.
Abelhas tem intencionalidade
O pesquisador começou a perceber que algumas abelhas eram mais curiosas e confiantes do que outras. As abelhas, descobriu, aprendem melhor observando outras abelhas completarem uma tarefa com sucesso, então “uma vez que você treina um único indivíduo na colônia, a habilidade se espalha rapidamente para todas as abelhas”.
Mas quando Chittka treinou uma “abelha demonstradora” para realizar uma tarefa de forma não tão excelente, a abelha que observava não imitou o demonstrador e copiou a ação que tinha visto, mas melhorou espontaneamente sua técnica para resolver o problema da tarefa de forma mais eficiente.
Isso revela não apenas que uma abelha tem “intencionalidade” ou uma consciência de qual é o resultado desejável de suas ações, mas que existe “uma forma de pensamento” dentro da cabeça da abelha. “É uma modelagem interna de ‘como vou chegar ao resultado desejado?’, em vez de apenas experimentá-lo”, explica Chittka.
Estados emocionais
Em um experimento, as abelhas sofreram um ataque simulado de aranha-caranguejo quando pousaram em uma flor. Depois, toda a conduta delas mudou. “Elas ficaram, em geral, muito hesitantes em pousar em flores e inspecionaram cada uma extensivamente antes de decidir pousar nelas”, observa Chittka.
As abelhas continuaram a exibir esse comportamento ansioso dias depois de terem sido atacadas, numa espécie de transtorno de estresse pós-traumático. “Elas pareciam mais nervosos e mostraram efeitos psicológicos bizarros de rejeitar flores perfeitamente boas, sem ameaça de predação. Depois de inspecionar as flores, elas voavam para longe. Isso nos indicou um estado emocional negativo”, diz o pesquisador.
Outro pesquisador ouvido pelo The Guardian, Jonathan Birch lidera um projeto sobre senciência animal na London School of Economics, e acredita que o nível de cognição sofisticada que as abelhas exibem indica que é muito improvável que elas não sintam nenhuma emoção.
“A senciência é sobre a capacidade de ter sentimentos”, diz.”E o que estamos vendo agora é alguma evidência de que existem esses estados emocionais nas abelhas”.