Praia nos campos da Baixada Maranhense, como isso é possível?

Por Ana Creusa

Durante o verão, as brincadeiras das crianças da Baixada Maranhense mudam para um areal que se forma à frente das casas localizadas à beira do Campo. Ali praticam competição de corrida, jogo de bola, queimado e pega-pega.

Quando as crianças caem ao chão, sempre sorrindo pela diversão, percebem que a areia é salgada, como as areias das praias. Como assim, salgada? se o campo é formado por água doce?

José Santos explicava a seus filhos que aquele campo já fora mar no passado e que, depois de muitos anos, pode voltar a ser mar novamente. Mais tarde aprenderam que a Baixada Maranhense localiza-se abaixo do nível do mar e por causa dos tesos e outros elementos geográficos, a água do mar não penetra nos campos, formando uma grande piscina de água doce, constituída pela água da chuva caída no inverno.

Com a degradação ambiental, a água do mar está invadindo os campos e provocando a salinização dos campos, inclusive do lençol freático.

A continuar esse processo, os campos irão misturar-se ao mar e uma nova paisagem se formará, com mudança do ecossistema, a partir de desmatamentos, queimadas, etc.  Estas mudanças têm afetado a duração e o nível das inundações e permanência da água nos campos.

Mas por que os baixadeiros lutam para que o processo de salinização dos campos não ocorra de forma brusca e lutam pela construção dos Diques da Baixada?

A resposta é simples: a necessidade humana é por água doce, como afirma Alexandre Abreu, forense especialista nos Diques da Baixada, que publicou no site do Fórum da Baixada, um artigo intitulado, Diques da Baixada na Ponta da Língua.

O projeto dos Diques da Baixada foi concebido há mais de quarenta ano e até hoje não saiu do papel.

Os baixadeiros pretendem continuar com a praia no verão e não a cada vazante da maré. Não querem que a Baixada vire mar, para serem mais um vivente perdido à beira do mar. Querem, pois, a singularidade da região: no inverno, campo cheio e no verão, torrão e praia. Cada estação diferente e não a previsibilidade do mar, imenso e igual. #Diques da Baixada Já!

Brincadeira de Queimado, realizada no Povoado Cametá/Peri-Mirim/MA/Brasil, no dia 15 de novembro de 2019.

Confira o inteiro teor do Ofício solicitando a conclusão e recuperação da barragem de Maria Rita

Os prefeitos de Bequimão, Peri-Mirim, Alcântara, São Bento e Bacurituba solicitaram ao Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado de Agricultura Familiar –SAF, Rodrigo Lago, a conclusão da Barragem de Maria Rita, bem como como a recuperação do trecho que já foi construído.

O obra irá beneficiar diretamente os municípios de Bequimão, São Bento, Alcântara, Peri-Mirim e Bacurituba, além de outros municípios da bacia do rio Aurá (Palmeirândia, Cajapió e São Vicente de Ferrer).

A área onde será construída a barragem de Maria Rita, possui aproximadamente 12 km de extensão e interliga os municípios de Bequimão, São Bento, Alcântara, Peri-Mirim e Bacurituba (entre os manguezais na bacia do rio Aurá e os campos inundáveis). A barragem terá finalidade de conter à água doce e combater a salinização dos campos naturais inundáveis com a entrada de água salgada pelos igarapés nas áreas mais baixas da região.

Confira o inteiro teor do OFICIO BARRAGEM DE MARIA RITA

Engenheiros da prefeitura de Bequimão e moradores locais no trabalho de georeferenciamento e levantamento das coordenadas geográficas da barragem de Maria Rita, vejam as fotos:

PERI-MIRIM: Secretaria Municipal de Agricultura reúne produtores rurais para apresentação de novos projetos

O encontro ocorreu no povoado Três Marias, nesta quinta-feira 03 de junho, tendo como pauta apresentação de dois projetos que visam o fortalecimento da agricultura familiar, a fim de fomentar a produção em maior escala, gerando renda para as famílias que praticam atualmente apenas a agricultura de subsistência, por falta de estrutura e apoio suficiente para desenvolverem os trabalhos de forma profissional.

Visando resolver esse problema, o prefeito Heliezer de Jesus Soares e o secretário de Agricultura e Meio Ambiente,  Luís Eduardo França Tupinambá, foram em busca de parceria com o Sebrae para que atue na parte educativa, principalmente de empreendedorismo.

O consultor do Sebrae Adriano destaca como o principal entreve para o desenvolvimento de novas técnicas sustentáveis de agricultura,

A falta de conhecimento e visão empreendedora impedem o crescimento econômico dos produtores rurais.

Um dos projetos apresentados consiste na produção de mandioca de forma coletiva, a ideia é capacitação de mão de obra, para facilitar o processo de plantio, cultivo e comercialização do produto.

O segundo projeto tem como foco as famílias em situação de vulnerabilidade social, que vivem em situação de extrema pobreza. No tocante a este projeto, o secretário Eduardo destacou que:

A prefeitura vai ofertar condições para construção de um (Sisteminha), modelo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com tanque suspenso para criação de peixe, criação de galinha e horta.

Os dois projetos são altamente viáveis, pois já foram amplamente testados pelos órgãos envolvidos.

O cultivo da mandioca já é tradicional no município, mas praticada de forma artesanal, que agrava a degradação ambiental, pois a cada ano, há necessidade de desmatar outras áreas, remanescendo no local as famosas “capoeiras” que levam muitos anos para recompor a floresta. A ideia neste caso, é mecanizar pequenas áreas que serão utilizadas de forma sustentável.

Por sua vez, o Projeto do Sisteminha é novidade para os perimirienses, mas é de fácil assimilação. O secretário acredita que após o treinamento, muitas famílias irão se beneficiar.

Fonte: https://saobentonews e informações de participantes da reunião.

Embraer anuncia pedido de 200 ‘carros voadores’

Devido ao anúncio, as ações da empresa subiram 6%.

A Embraer anunciou ontem, terça-feira, 1º de junho, que recebeu encomenda para entregar 200 unidades do veículo elétrico de pouso e decolagem vertical — o “carro voador”, como é chamado no mercado aéreo. Devido ao anúncio, as ações da empresa subiram 6%.

O pedido, cujas entregas devem começar em 2026, faz parte de uma parceria da Embraer com a Halo, empresa que fornece serviços de helicópteros e mobilidade aérea urbana privada nos Estados Unidos e no Reino Unido.

O projeto faz parte da Eve Urban Air Mobility Solutions, dedicada a desenvolver o ecossistema de mobilidade aérea urbana. Do lado da Embraer, o negócio foi fechado pela Eve, braço da companhia brasileira criado para desenvolver o “carro voador”.

Fonte: Revista Oeste e Agência Brasil.

Morre o ex-deputado estadual Luiz Pedro

Morreu, às 4 horas da madrugada desta quarta-feira (02), na UTI do Hospital  UDI, o jornalista e ex-deputado estadual Luiz Pedro. Ele foi internado na tarde do último domingo, após sofrer um infarto em sua residência e entrou em coma.

Luiz Pedro de Oliveira e Silva é natural de Juazeiro do Norte (CE), nasceu em 26 de fevereiro de 1953. Jornalista. Foi deputado estadual por duas legislaturas. Foi chefe de gabinete do governador Jackson Lago.

Luiz Pedro se definia como baixadeiro por adoção, amor e convicção. É Coator do livro Ecos da Baixada, com a publicação da crônica Memórias Radiofônica.

Chegou ao Maranhão em meados da década de 1970. Foi eleito deputado estadual  e exerceu o primeiro mandato de 1° de fevereiro de 1983 até 1° de fevereiro de 1987. O 2º mandato foi de 1° de fevereiro de 2003 até 1° de janeiro de 2007.

Dentre os cargos públicos exercidos, foi secretário municipal de Comunicação de São Luís, na segunda administração de Jackson Lago e secretário-chefe do gabinete no governo Jackson Lago (2007–2009). Também esteve como servidor da Assembleia Legislativa do Maranhão e, ultimamente, era um dos apresentadores do programa “Os Analistas”, na TV Guará.

Enem Digital vai ofertar mais de 100 mil vagas

Modalidade digital contará com atendimentos especializados.

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou, nesta terça-feira (1º), à Agência Brasil, que a versão digital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano ofertará 101.100 vagas e terá novos recursos disponíveis como prova ampliada, prova superampliada, prova com contraste e locais de prova com acessibilidade para pessoas com deficiência.

Ontem (31) o Inep anunciou a realização das provas do Enem 2021 para os dias 21 e 28 de novembro. Segundo o instituto, os editais das duas versões do exame – impressa e digital – estão prontos e serão publicados nesta semana. O período de inscrições para o Enem 2021 será de 30 de junho a 14 de julho.

De acordo com a instituição, nesta edição, as provas da modalidade impressa e digital serão aplicadas no mesmo dia. Ainda de acordo com o Inep, a participação dos “treineiros” na versão impressa está garantida.

Pandemia
Tanto o Inep quanto o consórcio aplicador das provas estão monitorando os locais de realização do exame a fim de garantir o cumprimento das medidas sanitárias de prevenção contra a covid-19, como o distanciamento social. Os aplicadores estudam o aumento do número de municípios onde o exame é realizado.

Fonte: Agência Brasil.

O BAOBÁ DO MARANHÃO

Por Gracilene Pinto

Baobá, que veio de longe
E o oceano atravessou,
Tua história se confunde
Com a de um povo sofredor.
Um sacerdote africano
Em sua terra comprado
Trouxe na tanga uma fava
Como único legado,
E ao chegar em São Vicente,
Nas terras do Maranhão,
Já foi plantando a semente
Que brotou no fértil chão.
Ouvira ele que sua alma
Não iria sossegar
Se o seu corpo não tivesse
Por túmulo um baobá.
Já que fora escravizado,
Por sua infelicidade,
No baobá enterrado
Garantiria a eternidade.
Isto aprendera com os seus,
Ainda na terra natal,
Que o baobá era a árvore que vida
Garantia na eternidade, afinal!
E ele, que fora importante,
Já não tinha nem um lar,
Sua árvore da vida eterna
Aqui iria plantar.
E em paga do cativeiro
Como herança de antropocoria
Plantou no meio do terreiro
A semente que trazia.
E logo em frente à senzala,
Lembrança do antigo lar,
No chão vicentino se espalha
O africano baobá.

Baobá de São Vicente Férrer, Maranhão/Brasil.

Fiocruz deve assinar nesta terça contrato para produzir IFA da vacina de Oxford

A Fiocruz assinará nesta terça-feira (1º), o contrato de transferência tecnológica para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina da AstraZeneca no Brasil. Este passo é essencial para a autonomia do País na fabricação de vacinas contra a covid-19.

Atualmente, o IFA necessário à produção do imunizante é importado da China, o que tem causado atrasos na produção. A assinatura do acordo com a AstraZeneca estava prevista originalmente para acontecer no ano passado, mas sofreu sucessivos atrasos.

A última previsão, feita pelo diretor de Biomanguinhos, Maurício Zuma, em março, estimava que a assinatura ocorreria até o fim de abril. O cronograma original previa a produção de 110 milhões de doses já com IFA nacional até o fim de 2021. A adaptação de uma planta em Biomanguinhos especialmente para a produção do IFA já tinha sido concluída, independentemente da assinatura do contrato.

Fonte: GazetadoPovo, Estadão, Terra.

O NOSSO PRETO DOEGNES!

Por Elizeu Cardoso*

Para quem não o conheceu.

A primeira vez em que vi Doegnes, foi ali num palco do Fesmap, cantando “Mamãe eu tô com uma vontade louca de ver o dia sair pela boca”, clássico de César Teixeira, no disco Bandeira de Aço. A minha irmã Ducarmo Cardoso me arrastava sempre para esses eventos culturais, onde fui conhecendo os artistas da minha cidade. Fiquei paralisado ao vê-lo soltar a aquela voz tão bonita e rara, que todo pinheirense reconhece como a alma da nossa cidade. Uma África tão nossa, amalgamada nos tambores, carnavais e bumba-meu-boi do Maranhão. Depois o reconheci frequentando a nossa casa, só então descobri que ele e Ducarmo eram parceiros na música desde a escola Anchieta.

Um dia aconteceu algo inexplicável, um milagre diante de mim, ainda com olhos e ouvidos de menino. Ele chegou numa bicicleta em nossa casa e entregou uma letra que Gico havia compilado do livro As Veias Abertas da América Latina, do intelectual uruguaio Eduardo Galeano. Ducarmo, compositora que é, foi olhando e compondo ali mesmo, sem instrumento algum. Logo, estavam ensaiando, os dois decidindo partes e vozes, numa das músicas mais bonitas que já ouvi. Parceiros perfeitos!

Quando cresci me tornei compositor e a nossa relação se estreitou. Bastava pisar em Pinheiro, e lá estávamos reunidos em cantorias e boemias, lá por casa, bares e na beira do rio Pericumã. Num desses encontros, Tontom que era anfitrião e cinegrafista, achou de gravar no seu quintal um momento em que Doegnes se mostra em plenitude. Com um balde na mão entoa a toada Batalhão do Amor, do meu irmão Abraão Cardoso. Um canto que emociona todo mundo que assiste, e ao fim se derrama em seus bordões e brincadeiras, como era de sua alma, música e alegria como uma coisa só. “Urubu levou a chave”! E explodimos em gargalhadas.

Estávamos preparando uma gravação para o dia 13 de maio deste ano, em homenagem ao Festival Ginga Zé Macaco, quando a sua família realiza o maior festival de tambor-de-crioula do Maranhão, mas a pandemia adiou este encontro. Há poucos anos, aproveitando que todos estávamos nessa data por lá, o seu irmão Gilmar, idealizou o Tributo à Doegnes, sempre no dia anterior, 12 de maio. Na última edição, já com o dia clareando na praça do Centenário, sem ninguém querer dormir, ele sorrindo me disse: Meu preto, nós vamos ter que mudar essa data, que assim não tem quem aguente. Todo ano a gente amanhece, e hoje ainda tem o festival!

Doegnes é um ícone para o Maranhão, na dimensão de mestre da cultura popular, que se sentia à vontade numa festança de tambor-de-crioula, num bumba-meu-boi, numa roda de samba, ou num palco diante de uma multidão no carnaval. É daqueles artistas em qualquer lugar em que estivesse, emocionava. Com a corda na cintura, esmurrando um tambor grande, e soltando a voz, a gente compreendia mais facilmente como a arte é necessária aos homens. De onde vinha aquela voz? A transcendência do canto e das mãos? A ginga de tantas ancestralidades, numa cantorias de muitos povos que para cá vieram, nos ensinamentos do pai Zé Macaco e tantos outros.

Em qualquer lugar do mundo, um pinheirense hoje guardará a tua presença, pois não será fácil a tua despedida tão inesperada e breve. A cidade chora, o Pericumã desce mais lento, os campos perdem um pouco do verde, e o azul do céu fica mais pálido. Mas sabemos que vai para um lugar melhor, e a vida que escreveu diante de tanta gente, só nos tornou melhores e mais alegres. A grandeza de alguém está em como chega às outras pessoas, e tu tão bem sabia chegar para nunca mais partir.

Imagino meu preto, tu chegando no céu. São Benedito de braços abertos, numa roda de tambor, com teu o pai Zé Macaco, Dona Catarina, Venâncio, Coisinha, e tantos mestres da cultura te recebendo, e tu pronunciando alegre aquele teu Oiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Que beleeeezaaaa! Depois, já com a corda na cintura e sentado no tambor grande, dá aquela gargalhada que Deus te emprestou e que agora recebe.

Vá em paz, meu preto, mas tu continua na gente para sempre porque a tua música e a tua simplicidade, te fazem uma luz na eternidade!!!

Elizeu Cardoso, professor, músico, compositor, poeta e escritor.

DOEGNES SOARES, como não sentir saudades?

Por Ana Creusa

Vem, Doegnes, cante pra gente“, assim foi a recepção dos anjos celestiais a um dos maiores ícones da cultura popular maranhense, Doegnes Soares, faleceu na manhã desta segunda-feira, 31 de maio, vítima da Covid-19.

A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace. Victor Hugo

O artista pinheirense foi internado na última semana tendo seu caso agravado. Ele foi entubado na UTI do Hospital Macrorregional da Baixada, onde veio a óbito.

Doegnes cantou e encantou a Baixada Maranhense. Dono de uma voz inconfundível. Era carinhoso e amigo. Sempre vestido em cores vibrantes, que resplandeciam a beleza de seu coração puro. O seu público sempre o recebia com o tradicional: “Vem, Doegnes, cante pra gente”.

https://youtu.be/E-PCHkiJeCI

Doegnes Soares era filho de José Martins Soares, que atendia pela alcunha de Zé Macaco, e Dona Catarina Amorim. Filho de uma família de 7 irmãos. Sua esposa é conhecida carinhosamente como Dona Bebel. Deixa 3 filhos: Guiguito, Júnior e Diná.

Desde garoto percebeu que nascera com um dom raro. Segundo a sua mãe, Doegnes  iniciou a vida artística tocando tambor, com o pai, que era motivo de grande alegria ao pai.

Certa noite, depois de uma de apresentação, o pai de Doegnes disse à sua esposa, se referindo ao filho:

Ah, minha mulher, agora eu posso me despreocupar porque eu já tenho quem fique no meu lugar, porque meu filho tocou 3 marchas de tambor que eu chorei demais, foi a coisa mais linda que eu já vi na minha vida.

Seus cantos não demoraram invadir os carnavais e diversos festivais. Integrou a Super Banda Miragem. Participou de bandas e grupos musicais de Pinheiro e de toda a região. Recebeu propostas de outros estados, mas preferiu não deixar sua família, seus amigos, seu torrão. o artista sempre se orgulhou da arte da qual fez sua profissão, e repetia com orgulho:

Eu nasci com um dom do canto. E que, modéstia à parte, também faz parte da História de Pinheiro e que se adaptou à evolução da cidade.

Doegnes passou a ser presença marcante e indispensável nas apresentações na Baixada Maranhense, para a qual dedicou a sua vida e arte. Deixa saudades. O consolo é que a sua obra está imortalizada  nos corações e mentes da Nação Baixadeira.

Algumas informações desta matéria podem estar desatualizadas, pois grande parte delas, foram coletadas em documentários de 2017 e 2018, publicados no youtube.