Mais um livramento dos usuários: Ferry boat pega fogo no porto da Ponta da Espera em São Luís

O ferry boatCidade de Pinheiro” pegou fogo na madrugada deste domingo (6) quando ainda estava ancorado no porto da Ponta da Espera. A embarcação é de propriedade da empresa Internacional Marítima Ltda., que tem como principal sócio, o mega empresário Luiz Carlos Cantanhede Fernandes.  O ferry fez sua última viagem às 16h deste sábado (5) e estava ancorado na boia aguardando a próxima viagem. 

A falta de manutenção, embarcações velhas, muitas sem condições de navegação, constitui um conjunto de fatores para uma tragédia anunciada. Segundo registra o G7, ao que parece, o problema somente será resolvido quando ocorrer uma grande tragédia, com vítimas fatais, grandes prejuízos materiais, ou atingir alguma autoridade constituída.

Já foram tentadas licitações internacionais, intervenção do governo estadual, do Ministério Público e nada foi resolvido, ao contrário, piorou.

Segundo informações, a tripulação foi dormir por volta das 21h30 e às 2h da manhã os funcionários acordaram sentido cheiro de fumaça, momento em que a tripulação se retirou às pressas da embarcação. Não houve feridos.

O incêndio foi somente nos salões, com danos materiais. Tudo indicia que pode ter sido uma lâmpada que estourou, alguma falha de ar condicionado, ou outro equipamento elétrico.

Segundo nota publicada pela Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), a embarcação terá prazo de 6 meses para retornar à operação e que a segurança da embarcação é de responsabilidade da Marinha do Brasil. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o incêndio, mas a embarcação ficou totalmente destruída pela chamas, que atingiram quase 100% do ferry. 

Os usuários dos serviços de ferry boat já fizeram protestos, procuraram autoridades, fizeram tudo que estava aos seus alcances e nada foi resolvido e a situação se agrava a cada dia. As tragédias ocorrem todos os dias pelo desrespeito aos passageiros, falta de higiene nas embarcações, atraso nas viagens, etc.

As autoridades parecem estar interessadas, não em resolver o problema, mas em homenagear o mega empresário  Luiz Carlos Cantanhede Fernandes que já recebeu o título de cidadão ludovicense  no plenário da Câmara Municipal de São Luís, em 2019. O empresário já teve seu nome envolvido em esquema de Caixa 2 e, recentemente foi envolvido em crime de omissão de socorro.

O incêndio com a embarcação ancorada, para alguns, é considerado mais um livramento dos usuários dos serviços de ferry boat, especialmente das microrregiões da Baixada e Litoral Ocidental Maranhense, pois esse acidente poderia ter ocorrido durante uma viagem e a tragédia seria em proporções apocalípticas. Pois, juntamente com as pessoas, os ferrys boats transportam veículos abastecidos com combustíveis inflamáveis. 

A empresa Internacional Marítima atua hoje nos seguintes estados: Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. Resta saber se, em todos esses estados, a prestação dos serviços se equivalem aos péssimos serviços prestados aos maranhenses?

Fonte: G7, Câmara de Vereadores de São Luís, site Internacional Marítima.

Luiz Carlos recebendo o título de cidadão ludovicence, proposta do Vereador Honorato.
Autuação por omissão de socorro.
Corpo de Bombeiros no local do acidente

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