Deputado apresenta projeto para tentar proteger o BNDES do PT

O deputado Paulo Eduardo Martins (PL-PR) apresentou um projeto para tentar impedir que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) volte a financiar ditaduras de esquerda pelo mundo. O PL foi apresentado três dias depois que Lula anunciou o ex-ministro Aloizio Mercadante como presidente do banco.

Proíbe as operações bancárias do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES no exterior, previstas na Lei nº 5.662, de 21 de junho de 1971.

Nas antigas gestões petistas, o BNDES foi um dos braços do PT no Foro de São Paulo, para financiar ditaduras na América Latina. Segundo Martins, é preciso evitar que o PT repita o que fez com o BNDES em sua trágica experiência anterior no poder.

“Faltava tudo no Brasil, mas o BNDES tinha dinheiro para financiar metrô em Caracas, porto em Cuba, hidroelétrica na Nicarágua, enfim, diversas iniciativas que proporcionavam negócios e sustentação de poder aos socialistas parceiros do PT”, disse o deputado à Revista Oeste.

Segundo o deputado, se o Brasil optou por ter um banco de fomento ao desenvolvimento, como o BNDES, que seja para o desenvolvimento do Brasil. “Além de não ser justo que os brasileiros paguem por obras em outros países, não é admissível que financiemos projetos que têm por objetivo a corrupção e a supressão da liberdade”, afirmou.

O PT nunca admitiu os erros do passado, conforme Martins. Portanto, acreditam nessa política. “Lula nem tomou posse, e os socialistas argentinos já anunciaram que terão empréstimo de cerca de US$ 700 milhões do BNDES”, disse. “Honduras também já anunciou que vem buscar do jeito aqui. É a farra dos socialistas do capital alheio.

Depois de protocolar o projeto, o PL do deputado foi apensado em outra proposta, de 2017, que também busca vedar empréstimos do BNDES a órgãos estrangeiros. Até o momento, não existe uma previsão de votação das propostas na Câmara.

“Se houver união da bancada do PL e aliados, é viável a aprovação do projeto”, concluiu Martins. “É preciso trabalhar isso.”

Fonte: Câmara dos Deputados e Revista OESTE.

Como fica a obrigação de banheiros multigêneros em ambientes públicos e privados no Maranhão

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão plenária desta quarta-feira (21), em segundo turno, o Projeto de Lei 558/2021, de autoria da deputada Mical Damasceno (PSD), que visa proibir a instalação de banheiros multigêneros em ambientes públicos e privados no Maranhão. A matéria vai à sanção governamental.

A matéria define, também, que o espaço só será de uso comum dos dois gêneros quando o estabelecimento dispuser de apenas um banheiro.

Fica determinado, ainda, de acordo com o projeto, que em já havendo instalação desse tipo, seja em estabelecimento público ou privado, o mesmo deverá ser readequado com a indicação do gênero que deverá utilizar cada banheiro. A multa é de dez salários mínimos em caso de descumprimento.

A deputada afirmou que mudou a legislação para evitar discriminação. “Nota-se que o discurso de inclusão, dignidade e igualdade de uma minoria, atinge, diretamente, a liberdade, a dignidade e, sobretudo, a segurança das pessoas que passarão a frequentar com receio e insegurança os banheiros multigêneros quando não houver outra opção, sendo reprovável garantir concessões indevidas a uma minoria em detrimento da maioria”, justificou.

Apoio – Na sessão plenária desta quinta-feira (22), Mical Damasceno (PSD) agradeceu aos colegas parlamentares pela parceria durante os quatro anos de mandato. Ela também celebrou a aprovação do projeto de lei 558/2022, de sua autoria, que visa proibir instalação de banheiro multigênero em ambientes públicos e privado.

A parlamentar fez um agradecimento a vários colegas de plenário, mencionando o presidente da Casa, Othelino Neto (PCdoB); Dr. Yglésio (PSB); Neto Evangelista (União Brasil) e Edivaldo Holanda, que, segundo ela, ajudaram para que tivesse 22 projetos aprovados no ano.

“Eu espero que a próxima legislatura, que iniciará em fevereiro, os colegas deputados sejam tão parceiros, tão amigos como os senhores foram na minha vida. Eu passei esses quatro anos aqui e aprendi a conviver com todos vocês e suas diferenças”, disse.

Mical comemorou a aprovação do PLO 558, em segundo turno, e disse que vai aguardar que seja sancionado pelo governador Carlos Brandão (PSB). “Estamos felizes, vencemos mais uma batalha. Agora foi à sanção governamental”, finalizou.

Fonte: Assembleia Legislativa do Maranhão.

758 presos ganham benefício da saída temporária de Natal na Grande São Luís

Nesta segunda-feira (19), a Justiça do Maranhão anunciou que foi autorizada a saída temporária de 758 presos durante o período do Natal.

Os detentos devem sair a partir das 9h desta quinta (22), e devem retornar às penitenciárias até às 18h do próximo dia 28 de dezembro (quarta-feira). Os presos que não comparecerem no prazo determinado, serão considerados foragidos.

A autorização foi dada pelo juiz titular da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca da Ilha de São Luís, José Ribamar D’Oliveira Costa Júnior, e foi enviada à Secretaria Estadual de Administração Penitenciária. Entre as exigências a serem cumpridas pelos beneficiados com a saída temporária estão recolhimento à residência visitada, no período noturno, não frequentar festas, bares e similares, entre outras determinações.

Academia Perimiriense: Reunião sobre a participação cultural no Festejo de São Sebastião

Ontem, 29/10/2022 às 9:15 na resistência de Raimundo Campêlo ocorreu uma reunião entre representantes da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e a coordenadora do Festejo de São Sebastião, senhorita Laeny Oliveira,  para definição de participação cultural da ALCAP nos festejos de São Sebastião 2023.

A presidente da Academia, Ana Creusa, fez a apresentação da equipe da ALCAP presente à reunião. Em seguida Laeny Oliveira explanou o desejo de uma participação da Academia com um projeto de resgate histórico na linha de tempo da história da Paróquia São Sebastião e do Padroeiro da cidade.

Lembrando-se que os festejos religiosos ultrapassam a si mesmos como unidades temporais para religar o visível e o invisível, àquilo que está dentro e fora de um tempo, sempre buscando estabelecer laços comunitários e identidade étnica e tradição dentro das mais variadas relações de poder existentes na comunidade. Servem como um momento de confraternização coletiva entre as famílias e a comunidade trazendo ao grupo unidade e os reunindo em torno de um ritual que reflete o modo como o grupo vê o ambiente no qual está inserido bem como seu modo de organizar e traçar as estratégias de permanência do grupo enquanto comunidade.

A ALCAP comprometeu-se a buscar alternativas para montar um local para exposição dos livros dos autores da terra, bem como levantar informações que contribuam para a montagem da linha do tempo da história da Paróquia. Ficando acertado que a Academia fará suas atividades de demonstração no dia 15 de janeiro de 2023.

Em seguida, foram apresentados um pequeno recorte dos projetos da ALCAP: Prêmio Naisa Amorim, Clube de Leitura João Garcia Furtado e do Projeto Solidário João Deus Martins por seus respectivos gestores: Eni Amorim, Tatá Martins e Ana Cléres.

Ficou definido que haverão outras reuniões para as implementações do proposto pela coordenação do Festejo.

Presentes: Ana Creusa Martins, Ana Cléres Santos, Eni Amorim, Nani Sebastiana, Diego Nunes, Tatá Martins, Raimundo Campêlo, Francisco Viegas, Laeny Oliveira, José Maria Martins (convidado).

Após a reunião, o anfitrião Raimundo Campêlo e seu esposa ofereceram um delicioso lanche aos presentes. Todos saíram animados e certos de que a participação nas atividades do festejo de São Sebastião será uma oportunidade de apresentar um trabalho de resgate dos dados históricos e culturais, do qual tem se ocupado a academia desde a sua fundação em 2018.

PERI-MIRIM: Comunidades se preparam para as festividades da Semana da Consciência Negra

No último domingo, dia 23/10/22, a Coordenação do Território Quilombola Pericumã esteve reunida na comunidade Murutim. Novamente tratamos da organização da Programação da Semana da Consciência Negra.

Estiveram presentes as comunidades de Pericumã, Tijuca, Capoeira Grande, Pedrinhas, Rio da Prata e Murutim. Não compareceram e não justificaram a ausência Itaquipé, Malhada dos Pretos e Santa Cruz.

Tivemos a participação da Secretária de Igualdade Racial Geilsa Ferreira e do Secretária de Ação Social Paulo Sérgio. A programação ficou fechada da seguinte maneira:

Sábado, dia 19/11/22

Manhã teremos palestra sobre a saúde de comunidades negras com acadêmicos de Pinheiro. Vamos tentar oferecer alguns serviços como a aferição de pressão arterial e testes para HIV, Sífilis hepatite B e Hepatite C entre outros.

Tarde teremos o Torneio de Futebol Feminino.

Noite teremos uma celebração religiosa voltada para a temática do povo negro.

Domingo, dia 20/11/22

Manhã uma roda de conversa sobre a história do povo negro no Brasil e de forma especial em nosso Território. Nessa Roda de Conversa teremos a participação da ALCAP ( Academia de Letras, Ciências e Arte Perimiriense); da Secretária de Educação e da Amiga Maria que é filha do Murutim e trabalha na UFMA em Pinheiro.

Tarde teremos a rodada do Campeonato Quilombola.

Noite será a parte Cultural com várias apresentações das nossas diversas manifestações (Bandeira do Divino, Tambor de Criola, Bloco Carnavalesco, etc,). No evento, teremos um espaço especial pra D. Lenir de Pericumã apresentar as suas cantigas. Teremos, ainda, um espaço para o reggae se apresentar. Teremos, também, o desfile da Beleza Negra. O encerramento será com um cantor.

A coordenação pede o empenho de todos para que a nossa programação este ano seja bem melhor do que a do ano passado.

Texto Maninho Braga, Presidente da AMQUIPE (Associação dos Moradores do Quilombo Pericumã).

Não à censura. Não ao ativismo judicial. Sim à democracia. Sim à liberdade.

Por Otavio Torres Calvet

Sou magistrado. Juiz do Trabalho. Vitalício.

Sou professor. Mestre e doutor em Direito. Atuo como jurista.

Fiz um juramento: defender a Constituição e as leis do país.

Preciso acreditar no que vivo, no que pratico.

A Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional) autoriza em seu artigo 36, III a crítica a decisões judiciais através de obras técnicas ou no exercício do magistério.

O presente artigo constitui a expressão do meu entendimento, como jurista, da decisão proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral que a mídia vem enquadrando como censura, principalmente no que diz respeito à proibição da emissora Jovem Pan em expressar determinados conteúdos contrários a um dos candidatos à presidência da República e ao canal Brasil Paralelo de publicar documentário sobre o atentado a Jair Bolsonaro em 2018.

Poderei ser perseguido, lacrado, cancelado ou mesmo exonerado da magistratura? Possível. Já passei por algo semelhante, quando critiquei decisão judicial de uma colega no caso da dispensa em massa feita pela churrascaria Fogo de Chão durante a pandemia.

Na época, respondi a procedimento administrativo instaurado pela Corregedoria e, depois de cinco horas de deliberação pelo Pleno do TRT do Rio de Janeiro, houve o arquivamento por não atingido o quórum necessário para abertura do processo disciplinar contra mim.

Talvez, então, sofra tudo de novo. E obviamente o primeiro ponto é refletir o motivo dessa exposição pública. Simples. Porque eu preciso acreditar no Estado Democrático de Direito. Preciso acreditar que a minha profissão é real, que, como magistrado, confio no Poder Judiciário e, talvez, esta seja a minha melhor contribuição para o jurisdicionado e para o país.

Se eu, magistrado, não acreditar que posso exercitar meus direitos com medo do próprio Poder Judiciário, de fato seria o fim. Firme, então, na lei que rege a minha profissão, na Constituição da República, que garante a liberdade de expressão, e na liberdade de cátedra, vou em frente.

A perplexidade começa com o contraste entre os Princípios de Bangalore, que trazem os valores que informam nossa carreira, e o que hoje está estampado na mídia, sobre a imparcialidade da magistratura.

Como se observa dos comentários publicados pelo Conselho da Justiça Federal“A imparcialidade é essencial para o apropriado cumprimento dos deveres do cargo de juiz. Aplica-se não somente à decisão, mas também ao processo de tomada de decisão”.

Tal qual a célebre frase, “a mulher de Cesar não basta ser honesta, deve parecer honesta”, a magistratura não basta ser imparcial, deve parecer imparcial. E não sou eu quem cria esta máxima. Está, novamente, nos Comentários ao Princípio de Bangalore acima mencionado:

“Percepção de imparcialidade

52. A imparcialidade é a qualidade fundamental requerida de um juiz e o principal atributo do Judiciário. A imparcialidade deve existir tanto como uma questão de fato como uma questão de razoável percepção. Se a parcialidade é razoavelmente percebida, essa percepção provavelmente deixará um senso de pesar e de injustiça realizados destruindo, consequentemente, a confiança no sistema judicial. A percepção de imparcialidade é medida pelos padrões de um observador razoável. A percepção de que o juiz não é imparcial pode surgir de diversos modos, por exemplo, da percepção de um conflito de interesses, do comportamento do juiz na corte, ou das associações e atividades do juiz fora dela.”

O ponto, portanto, não é questionar se os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, ou outros magistrados de todas as instâncias, são parciais, mas se estão gerando na sociedade tal percepção. E basta examinar as redes sociais, as manchetes, as conversas entre conhecidos, os almoços de família, para constatarmos que existe, sim, um mal estar generalizado neste sentido.

Algo não está sendo feito da melhor forma possível. Fruto, talvez, da cultura recente de exposição midiática de decisões judiciais, do fenômeno da judicialização da política, da dificuldade de compreensão do povo quanto às idas e vindas dos entendimentos da magistratura.

Realmente é complicado as pessoas compreenderem, no caso do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, a sua atual situação jurídica quanto às ações criminais que tramitam perante a Justiça Federal. O fato é que houve condenação em primeiro grau, em segundo grau e no Superior Tribunal de Justiça, e, após, decisão do Supremo Tribunal Federal anulando os julgamentos por questão de competência, voltando as ações ao ponto inicial.

No momento, portanto, inexiste condenação pendente, vigorando a presunção de inocência prevista em nossa Constituição. O futuro dirá, após o trâmite das ações, o resultado final acerca da inocência ou não de Lula. Simples assim.

Seria melhor para a preservação da percepção da imparcialidade do Poder Judiciário, creio, deixar os meios de comunicação se expressarem da forma como entendem a questão, cabendo ao cidadão formar seu convencimento após o livre debate de todas as vertentes, buscando os canais que lhe passem credibilidade.

Impedir qualquer veículo de expor fatos, a ponto dos seus comentaristas e apresentadores receberem orientação jurídica para não usarem expressões sobre o candidato Lula, como “ex-presidiário” e “descondenado”, fere o óbvio, o senso comum do cidadão que, há pouco tempo, inclusive, fez romarias para a porta da prisão no movimento “Vigília Lula Livre”.

Ora, se ele não era presidiário, por qual motivo as pessoas se direcionavam à porta da prisão para exigir sua liberdade? Colegas aqui do meu tribunal, inclusive, encamparam tais romarias, chegando a responder a questionamentos das corregedorias em procedimentos que foram, corretamente, arquivados, pois a liberdade de expressão e manifestação do magistrado, que não configure prática de política partidária, são garantidas pela Loman.

O segundo ponto, que há anos debatemos internamente, são os limites da decisão judicial, que traz o problema do ativismo judicial.

Ativismo, aqui, sem nenhuma conotação política, muito menos político partidária, mas no sentido de como deve proceder o magistrado ao interpretar e aplicar a Constituição e as leis do país.

Como já defendi algumas vezes, e não estou sozinho neste debate, o Poder Judiciário, que não detém de legitimidade pelo voto, precisa se justificar pelo fundamento de suas decisões, exercendo sempre a autocontenção, atuando como o fiel da balança dos demais Poderes da República, sempre forte na defesa da Constituição. Saber os limites e gerar essa confiança para a sociedade. Daí a enorme crítica que o voto da ministra Carmem Lúcia está recebendo, com todas as vênias, quando justificou uma espécie de suspensão de valores consagrados na Carta Magna até o segundo turno das eleições, nos seguintes termos como publicado no jornal O Globo:

“— Não se pode permitir a volta de censura sobre qualquer argumento no Brasil. Este é um caso específico e que estamos na eminência de ter o segundo turno das eleições — ressaltou.

A ministra ainda destacou que, caso a decisão indique algum ‘cerceamento à liberdade de expressão’, a decisão deve ser revista.

— (…) Mas com esse cuidado de se imaginar que, o relator principalmente, que é quem dirige o processo, tiver qualquer tipo de informação do sentido de que isto desborda ou configura algum tipo de cerceamento à liberdade de expressão precisa de ser reformado, inclusive a liminar — pontuou.”

A percepção da sociedade, como é notório, findou por gerar a sensação de retorno da nefasta prática da censura, há anos erradicada de nosso país, gerando medo na expressão do que se pensa, dificultando o trabalho de jornalistas e, portanto, afetando a própria democracia.

Não podemos perder a confiança no Poder Judiciário, nem querer, após as eleições, iniciar uma espécie de revanchismo quanto à magistratura, muito menos calar ou exonerar seus integrantes.

Precisamos aprender com tudo que está acontecendo. Como o ministro Luis Roberto Barroso nos ensina, em brilhante artigo“o ativismo judicial, até aqui, tem sido parte da solução, e não do problema. Mas ele é um antibiótico poderoso, cujo uso deve ser eventual e controlado. Em dose excessiva, há risco de se morrer da cura. A expansão do Judiciário não deve desviar a atenção da real disfunção que aflige a democracia brasileira: a crise de representatividade, legitimidade e funcionalidade do Poder Legislativo. Precisamos de reforma política. E essa não pode ser feita por juízes”.

Da minha parte, não tenho dúvidas, já chegamos na “dose” máxima do ativismo. Está na hora de recalcularmos a rota para, jamais, voltarmos a ter censura, temor ou qualquer tipo de perseguição ideológica em nosso país.

Quanto a mim, seja o que Deus quiser.

Fonte: https://www.conjur.com.br/2022-out-25/trabalho-contemporaneo-nao-censura-nao-ativismo-judicial-sim-democracia (os negritos não constam no original).

QUINTA AÇÃO DE GRAÇAS NA JUREMA: Feira de Troca de Mudas, Sementes e Saberes Ecológicos

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense  (ALCAP) promoverá a segunda Edição da Feira de Troca de Mudas, Sementes e Saberes, durante a V Ação de Graças na Jurema, que será realizada no dia 19 de novembro de 2022, no Sítio Jurema no Povoado do Cametá, município de Peri-Mirim-MA.

A referida feira será realizada por meio do Projeto Plantio Solidário, que tem como gestora, Ana Cléres Santos Ferreira, com a colaboração de Ducarmo, as quais estão preparando um ambiente aprazível para receber a comunidade, que o idealizador da Ação de Graças José dos Santos, dispensou amor e devoção.

O objetivo da feira é ajudar a preservar a biodiversidade, promover a educação ambiental e estimular a alimentação saudável e orgânica. A feira foi idealizada por Jessythannya Santos.

As mudas foram fornecidas pelo Jardim Botânico da Vale S.A, UEMA, por meio do Prof. Dr. Gusmão Araújo e pela comunidade interessada na troca das mudas.

Além de mudas de hortaliças, legumes e vegetais, serão trocadas plantas ornamentais, como por exemplo, flores e cactos, bem como frutíferas e não frutíferas, plantas medicinais, sementes e muito conhecimento. Esperamos contar com a participação de engenheiro agrônomo ou outro especialista, para orientar as pessoas.

A 1ª edição da feira, conforme relatou a coordenação, foi muito bem aceita pela comunidade, pois agregou conhecimentos sobre cultivo e ecologia, os quais foram compartilhados pelos participantes.

Enquanto Podemos Falar

Roberto Motta

Quem vive uma vida normal, anda pelas ruas e fala com as pessoas sabe que o presidente Bolsonaro deu voz a uma enorme parcela da população que nunca se sentiu representada.

A política brasileira sempre foi dominada por caciques de uma elite urbana rica e “progressista” – progressista entre aspas, porque eles querem progresso para eles e pobreza e censura para os outros.

Essa elite sempre quis impor seus valores à maioria da população. O melhor exemplo disso é a pauta de liberação das drogas.

A esmagadora maioria dos pais e mães do Brasil, principalmente os mais pobres, é contra a liberação das drogas. Mas, para os caciques políticos e a mídia o que importa é a opinião de meia dúzia de intelectuais, ativistas e “influenciadores”.

Quando o presidente Bolsonaro fala contra as drogas, ele fala pela maioria da população.

Quando o presidente Bolsonaro diz que, antes de se preocupar com criminosos presos, ele precisa se preocupar com as vítimas, ele fala pela maioria da população.

Quando o presidente Bolsonaro diz que o direito à legítima defesa é um direito sagrado, ele fala pela maioria da população.

O presidente Bolsonaro deu voz a muita gente que nunca se sentiu representada. São milhões de pessoas que, pela primeira vez, encontraram um político – um presidente – que diz o que elas pensam e defende aquilo que elas consideram importante.

E isso, para a elite – a elite urbana, rica e “descolada” que sempre mandou no Brasil – é insuportável.

Maranhão: o vexame nacional

A Unidade da Federação com menor taxa de pobreza em 2021 foi Santa Catarina (10,16%). No extremo oposto está o Maranhão, com a maior proporção de pobres (57,90%). Na análise do FGV Social, o Brasil foi dividido em 146 estratos espaciais: aquele com maior pobreza em 2021 é o Litoral e Baixada Maranhense, com 72,59% de habitantes nesta situação. Já Florianópolis concentra a menor população pobre do país, com 5,7%. Trata-se de uma relação de 12,7 para um, refletindo a conhecida desigualdade geográfica brasileira.

2012 – 66,84%

2013 – 67,15%

2014 -65,02%

2015 – 67,43%

2016 – 67,02%

2017 – 68,02%

2018 – 66,66%

2019 – 68,29%

2020 – 60,72%

2021 – 72,59%.

 

A Unidade da Federação com menor taxa de pobreza em 2021 foi Santa Catarina (10,16%). No extremo oposto está o Maranhão, com a maior proporção de pobres (57,90%). Na análise do FGV Social, o Brasil foi div

Judiciário do Maranhão é destaque em Congresso Nacional de Registro Civil

Presidente da Arpen-Brasil elogiou atuação do TJMA, em unidades interligadas, o que fez o Estado sair das últimas posições para a segunda colocação no Brasil, atrás apenas de São Paulo.

A atuação do Poder Judiciário do Maranhão no combate ao sub-registro de nascimento, por meio da utilização de unidades interligadas, ganhou destaque no XXVIII Congresso Nacional de Registro Civil (Conarci – 2022), realizado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), em São Paulo, com participação do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Paulo Velten.

A unidade interligada consiste em uma estrutura física, instalada dentro dos hospitais que realizam partos, dotada de estrutura para emissão da Certidão de Nascimento para as crianças, antes da alta hospitalar

Na abertura do evento, nessa quinta-feira (13), o presidente da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) e da Arpen/SP, Gustavo Fiscarelli, elogiou as ações do Judiciário maranhense, e citou, nominalmente, o atual presidente do TJMA, relembrando seu trabalho à frente da Corregedoria Geral da Justiça, quando o Maranhão elevou de seis para 101 o número de unidades interligadas

“De forma exemplar, num estado muito, mas muito carente, tem a sobriedade de defender, não só uma renda mínima ao registrador civil, mas também o combate profícuo ao sub-registro de nascimento. E sai das últimas posições, em termos de unidade interligada, para a segunda, só perdendo para São Paulo. Então, a gente é muito grato àqueles que nos estendem a mão. A gente nunca esquece. E cada um traz o seu exemplo. Cada um traz a sua contribuição”, elogiou Gustavo Fiscarelli, saudado com aplausos dos cerca de 500 participantes do evento.

O presidente do TJMA sentiu-se agradecido pelo reconhecimento. “É muito gratificante ver nosso trabalho reconhecido publicamente num evento desse porte. Um trabalho de equipe, que envolveu um grande esforço dos nossos juízes, servidores, parceiros do Executivo, membros do Núcleo de Registro Civil e delegatários do Registro Civil de Pessoas Naturais. Destaco, especialmente, os trabalhos da juíza Jaqueline Caracas, dos juízes auxiliares Sara Gama e Anderson Sobral, do registrador Devanir Garcia, dos servidores da CGJ-MA à época, Lêda Alice, Carlos Anderson, Jaciara Rodrigues, Eliana Monteiro e Fernando Souza; da equipe da Sedihpop, secretário Francisco Gonçalves, Lissandra Leite e Graça Moreira, entre tantos outros colaboradores, que de um modo ou de outro ajudaram no desenvolvimento desse importante projeto”, enalteceu Paulo Velten.

O lançamento da Central de Informações do Registro Civil 2.0 e do Banco RC Digital são algumas das novidades do XXVIII Conarci, que se encerrou neste sábado (15). O evento contou, em sua mesa de abertura, com autoridades do registro civil e dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo. 

O congresso reúne registradores civis de pessoas naturais e colaboradores de todos os cartórios do país, com o objetivo de debater temas atuais e relevantes para o Registro Civil nacional, tendo como tema central “Do nascimento ao renascimento. O Registro Civil como instrumento de inclusão e diversidade”.

O presidente da Arpen-Brasil e da Arpen/SP também destacou a parceria entre os oficiais de registro civil para alcançar mudanças relevantes para a classe, num trabalho de união que faz o registro civil caminhar.

“O registrador civil sempre foi muito subjugado como uma classe ou segmento de segunda classe, como aquele que escolhia os cartórios com menor rentabilidade. Mas isso nunca foi um impeditivo para o registro evoluir. Pelo contrário, isso nos dá força, isso nos une. O que aqueles conseguem fazer sozinhos, nós fazemos unidos. O registro civil é único, o registro não se divide”, enfatizou Gustavo Fiscarelli.

101 UNIDADES

Em abril de 2022, o Judiciário maranhense atingiu a marca de 101 unidades interligadas de registro civil de nascimento em funcionamento, com a instalação simultânea de mais dez unidades no Maranhão, consolidando-se na segunda colocação no país na oferta do serviço para a população, resultado do intenso trabalho da Corregedoria Geral da Justiça na mobilização da política de combate ao sub-registro no Estado.

Apenas nessa fase de instalação, foram contempladas as famílias dos municípios de Araioses, São João dos Patos, São Bernardo, Parnarama, Vitorino Freire, São Benedito do Rio Preto, Santa Inês, Maracaçumé, Santo Amaro e Clínica São Marcos (São Luís).

Na ocasião, o então corregedor-geral da Justiça, Paulo Velten, falou dos desafios quando reativou o Núcleo de Registro Civil e lembrou que, em 2020, eram apenas 6 unidades interligadas no Estado. O desembargador elogiou o trabalho realizado por juízes, juízas e todos os registradores e registradoras de pessoas naturais do Estado, além de suas respectivas equipes de atuação.

TRABALHO CONTÍNUO

Na atual gestão da Corregedoria Geral da Justiça, que tem como corregedor-geral da Justiça o desembargador Froz Sobrinho, também presente no evento, o trabalho de instalação de novas unidades interligadas de registro civil tem sido contínuo. Os municípios de Porto Franco e Belágua foram contemplados com postos avançados de atendimento que fornecem a certidão de nascimento aos recém-nascidos, gratuitamente, logo após o parto e antes da alta médica.

As unidades são instaladas em parceria com os municípios e cartórios extrajudiciais de localidades próximas.

Agência TJMA de Notícias
asscom@tjma.jus.br
(98)3198-4370
Com informações da CGJ/MA e Arpen/Brasil

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