AQUELA VOZ NO SILÊNCIO

Por Gusmão Araújo*

Há um sopro de Deus entre a intimidade que me religa pelo umbigo a alguém inesquecível e a saudade que se alimenta do perfume do amor que permanece. Perfume de rosas!

 Na terra onde fui parido e o meu umbigo enterrado, especialmente após as primeiras chuvas do inverno, sinto um cheiro de chão peculiar, incomparável, que remonta à minha infância feliz. A ligação minha e da família com a terra é muito intensa. Cultivar a terra e produzir a própria comida que frutificava do chão fértil era tradição familiar, além das aventuras em pescarias muito prolíficas.

Na pequena comunidade Qindiua (terra abundante de doces) onde nasci, a doçura da vida era viver com simplicidade e obter da natureza os frutos emanados do céu. Quando eu ainda era muito jovem, a família migrou para a sede do município, Bequimão, singela e linda cidadela encostada entre o litoral e os campos da Baixada.

No novo lugar, a família cresceu e alcançou alguns laivos de prosperidade. Casa simples e típica, situada próximo à Igreja Matriz de Santo Antonio e Almas, quintal grande, cheio de árvores frutíferas e pequenas criações, cantoria de pássaros… Parecia um cenário perfeito pra se viver e sonhar.

Há uma marca entre mãe e filho que cicatriza mas não se apaga: o umbigo. Basta tocar no umbigo e o pensamento voa pra ela e uma caixa de boas memórias se abre. Aquela que me gerou e deu a vida pela minha, me alimentou por algum tempo por esse cordão vivo que depois se transformou numa marca indelével, a cicatriz do amor. Com o passar dos anos um outro cordão surgiu, como contas de um rosário – mãos que cuidam, abraços que acolhem, palavras que ensinam, conselhos que educam, sorrisos que encantam, gestos que eternizam o amor.

Na rede atravessada na varanda onde repouso por alguns instantes ao cair da noite, dirijo meus pensamentos para um tempo distante no qual contemplo o barulho matinal das crianças – eu e meus irmãos – e a voz doce daquela mulher simples que me gerou, gerando em mim também uma alegria que não cabe nos sentidos.

O lugar na varanda onde me encontro foi o mesmo espaço onde, no grande quintal, vicejou o jardim da minha mãe e, logo próximo, havia um recanto dedicado às brincadeiras intermináveis das crianças ao final da tarde.

Fecho os olhos e, intencionalmente, conduzo meus sentidos para cenas remotas, ricas em simbolismos e significados…

Enquanto “ela” regava suas plantas e se embriagava com o perfume das rosas – suas prediletas – corria os olhos ágeis em nossa direção. Do seu olhar saia uma voz inaudível e, ao mesmo tempo, perfeitamente compreensível. Parecia dividida entre conversar com as flores do seu jardim e cuidar, com o olhar altaneiro, os rebentos de seu ventre, pululando nos arredores. Em seu semblante havia uma certeza de que os rebentos banhados de terra eram seus verdadeiros tesouros os quais ela iria gastar uma vida para lapidar e fazê-los dignos de um futuro luminoso e da bondade de Deus. E fazer brilhar em cada um a luz de Cristo, conquistada nas águas do batismo.

Sempre que me colocava nessa situação, na rede na varanda, contemplando o infinito, conseguia congelar as imagens e eternizar um tempo que não morreu no passado. No inquietante e reconfortante silêncio do meu ser, com a pureza d’alma de uma criança, conseguia ouvir aquela voz familiar e insubstituível. Nessa condição, entre não estar acordado e não estar sonhando me permitia vivenciar uma realidade paralela que só o amor era capaz de reproduzir e eternizar. Era como se sentar numa confortável poltrona para assistir a um filme ansiosamente aguardado. Há um sopro de Deus entre a intimidade que me religa pelo umbigo a alguém inesquecível e a saudade que se alimenta do perfume do amor que permanece. Perfume de Rosas!

De repente, aquela voz tão conhecida rompe o silêncio e ouço um chamado: “José, tá na hora de parar e se preparar para o banho”; ouvem-se outros chamados à prole: “João, Antônio, Francisco, Bal”…, chamados prontamente atendidos mesmo que não se desejasse que a tarde findasse. Em outro canto do quintal um grupo de quatro meninas também brincava de construir sonhos e, vez ou outra, aumentar o barulho do dia com gritos de alegria. Após os acenos, aquela nobre mulher, com cheiro de rosas, seguia na frente e nós, com cheiro de terra, a seguíamos com a justa obediência daqueles que respeitavam porque amavam.

Por vezes, perdia a noção do mergulho que fazia na nossa história comum e quão tênue era a linha que separa a realidade cotidiana e a alegria genuína esculpida no íntimo do meu coração. Quando parecia que ia acordar, procurava meu umbigo e começava tudo outra vez e aquela voz silenciosa se colocava dessa vez a cantar, fazendo-me adormecer e sonhar, como um menino da pequena Quindíua que não desejava crescer…

Aquela nobre mulher, que conversava com as flores e se encantava com a história de Maria Santíssima e Jesus partiu para o jardim celestial há tempos, por certo auxiliando Nossa Senhora em suas tarefas divinas, mas a sua voz continua ecoando silenciosamente na minha história, aquecendo minha realidade, remexendo meu umbigo e me renovando o encanto pela vida e pelas vidas que também tive a graça de gerar. São flores que também cultivo no jardim do meu coração.

Senhora Antônia, esposa de Antônio…

O seu amor me fez vencer a dor e os desafios E acreditar que o seu olhar

Sua voz

E o seu abraço Me fazem sentir

Que continuas aqui Bem perto de mim Como um anjo

A me proteger Do anoitecer Ao amanhecer

Sempre, Minha Querida Mãe!


 * José Ribamar Gusmão Araújo  é natural de Bequimão/Maranhão. Membro-fundador do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), Gestor do Projeto Bosques na Baixada do FDBM. Engenheiro Agrônomo, formado pela UEMA. Mestre e Doutor em Agronomia/ Horticultura pela UNESP, Campus de Botucatu/SP. Professor Adjunto do Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade (DFF)/CCA/UEMALeciona no Curso de graduação em Agronomia e no Programa de Pós-graduação em Agroecologia.

O Renascimento da agricultura familiar em Anajatuba

Durante mais de 6 anos vimos a inércia total da agricultura familiar em Anajatuba, um misto de incompetência e descaso com os pequenos produtores e agricultores anajatubenses, afundou a produção do município.

Hoje vemos “uma luz no fim do túnel”, os agricultores, apicultores e piscicultores voltando a sorrir, a ter esperança e gratidão. A secretaria de agricultura familiar de Anajatuba disponibilizou aos agricultores tratores com operadores e óleo diesel para preparação de áreas para o cultivo e, em menos de um ano, já soma números espetaculares jamais imaginados pelo mais sonhador dos produtores.

Já foram colhidas e vendidas mais de 25 toneladas de feijão, mais de 40 mil kg de mandioca e a produção de verduras, legumes e frutas são adquiridas pela prefeitura por meio do programa de aquisição de alimentos (PAA).

Já foram distribuídos mais de 8 mil alevinos e 6 toneladas de ração para peixes, o que em breve vai gerar renda aos piscicultores. Acabaram de serem construídos 20 tanques em diversos povoados para aumentar a produção de peixes, estimulando a geração de emprego e renda. Os piscicultores, agricultores e apicultores estão recebendo assistência técnica, e na apicultura serão adquiridos equipamentos para ajudar e apoiar no escoamento de mais de 50 toneladas de mel. Em breve irá começar a construção de um grande viveiro de mudas, o maior programa de produção de mudas já visto no município, capaz de produzir 10 mil mudas por ano.

Temos motivos para sorrir e agradecer a gestão do Prefeito Hélder Aragão, e ao Secretário de Agricultura Familiar, Eduardo Castelo Branco. É Anajatuba vivendo novos tempos e no rumo certo.

Fonte: https://www.facebook.com/anajatubaemfoco

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IV AÇÃO DE GRAÇAS NA JUREMA

Este ano de 2021 acontecerá a IV Ação de Graças na Jurema no dia 20 de novembro. O evento foi idealizada por José dos Santos, quando ele completou 94 anos de idade, no dia 02 de fevereiro de 2016.

A comemoração do seu aniversário foi realizada no dia 13 de fevereiro daquele ano (2016). O aniversariante, vestido de terno “arvo”, recebeu sua comunidade, parentes e amigos, com uma missa em ação de graças, ministrada pelo Padre Márcio. Foram servidas comidas e bebidas, muita fartura como José gostava.

Das tradições da Baixada, o Bumba meu Boi era a sua maior paixão. Na juventude, ele era brincante dessa linda dança. Por isso, os amigos o surpreenderam com a apresentação da “Estrela de Bequimão” de Tonho Martins e com uma linda toada contando a sua história, composta por Gilvan Mocidade.

O Sítio Jurema fica no povoado de Cametá a 5 km da sede do município de Peri-Mirim, porque foi lá que ele nasceu e, como perdeu a mãe muito cedo, sendo o filho varão mais velho (18 anos), teve que ajudar uma irmã, Maria Santos a, como se diz no interior “criar” os seus irmãos.

O sonho de José dos Santos era ser músico do Exército Brasileiro (tocar clarinete), não podendo realizar esse sonho, por ter que assumir o encargo da Educação dos irmãos, foi buscar um deles que “morava nas casas alheias” e os fez engajar no Exército (são eles João Pedro, Alípio e Antônio Santos, na ordem de idade, com exceção de João Pedro, todos já são falecidos), ficaram apenas 02 mais novos (Izidoro e Manoel, ambos falecidos), cuja educação já se misturava como as dos próprios filhos de José.

As irmãs Joelzila e Maria Santos, a primeira já falecida, ambas mais velhas que José. Joelzila por ser “criada” com a madrinha dela com muito amor e carinho, o José não a trouxe para junto dos irmãos. Joelzila casou-se com Seu Luís, que era tão bom para Joellzila que a carregava nos “charcos” e a tratava com tanto carinho que até se encarregava dos afazeres domésticos e, Maria, ah Maria – faleceu este ano de 2019 -, uma alma tão piedosa que sua maior característica é rir e chorar, quase que ao mesmo tempo.

A cor de preferência de José era “arva” e quando se perguntava qualquer coisa que envolvesse números, ele dizia” “otho” uma referência engraçada ao número oito.

Não por acaso, os guerreiros da Jurema são oito: 1) Joelzila Santos Matos – 01/09/1918; 2) Maria Santos Martins – 16/09/1920; 3) José Santos  – 02/02/1922; 4) João Pedro Santos – 19/12/1927; 5) Alípio Santos – 28/03/1929; 6) Izidoro Santos – 02/01/1933; 7) Antônio Santos – 27/04/1934 e 8 – Manoel Santos – 23/09/1942. Vivo resta apenas João Pedro, que receberá homenagem especial na IV Ação de Graças, que será realizada no dia 20/11/2021, que usará a cor de sua preferência, o azul.

Família Martins Santos
Símbolo da I Ação de Graças
II Ação de Graças
III Ação de Graças

MINHA CRIANÇA, “AINDA”, VIVE!

Por Zé Carlos

Ontem, vivi mais um dia, “ainda”. Dia radiante e vivo, assaltado por lembranças, serenas, de tantas correrias. E alegrias.

Lembranças, que me remeteram à expectativa por um simples carrinho. De plástico. Que não durava nem um dia, “inteiro”. Que ficava sem graça, logo, logo, despedaçado e trocado por um “possante”, feito de latas de óleo, com rodas de “chinela” e feixe de mola triplo.

Carrinho, que já não encontro mais. Ou uma bola, dente de leite, para substituir, mesmo que rapidamente, a bola de meia ou a bexiga de porco. Bexiga de porco, sim. Só quem jogou ou tomou uma bolada “no bucho” ou ficou com o cheiro impregnado “no couro” sabe a aventura que é jogar com uma bexiga de porco.

Lembranças, que me remeteram à corrida de saco, ao roubar bandeira, à corrida com o ovo na colher, ao pular corda … ou, simplesmente, rolar, rolar, rolar, até me saciar com a areia bendita, a “encharcar” os calções, que eram o terror do “banco de lavar”.

Quão bom foi reviver tudo isso! Quão bons foram os meus dias de criança! De janeiro a dezembro. Sem férias, sem dia santo, sem ponto facultativo. Dias de criança, plenos e verdadeiros.

Em razão disso, não me deixo enfeitiçar por moderníssimos eletrônicos. Uso-os, porém, com certo pudor. Sempre recorro às orientações do meu filho, que parece que veio com os dedos conectados às teclas.

Talvez, por isso, outro dia, vi-me surpreso a observar uma cena, hoje, considerada incomum. Uma mãe comprava um kit completo para a sua filha de aproximadamente 6 anos. Uma vassourinha, uma pazinha de lixo, um aventalzinho, uma bandana, umas colherzinhas de pau (…) Uma cena belíssima. Fiquei a cismar. Aquela mãe é integralmente dona de casa!? Ou será que hibernou por algumas décadas?! Entretanto, muito fiquei preocupado. Cheguei a perscrutar ao redor, à cata de algum fiscal ou alguma “fiscala”, de plantão, a interpelar ou, até, processar a mãe, acusando-a de um ato machista ou de alimentadora do pensamento de submissão.

Verdadeiramente, tremi. E temi. Pela mãe. Sublime, em sua simplicidade e pureza, a comprar um simples presente simples para sua filha. Verdade verdadeira! O “big brother” tornou-se insuportável e irracional.

“Ainda” bem que consigo, “ainda”, seguir por entre muitas dessas novidades e “chaturas”. “Ainda” bem que, “ainda”, trago a minha criança, em mim; o que me garante, “ainda”, estar vivo!

Um olhar da Comunidade de São Raimundo sobre a realização do 2º evento de Resgate de Brincadeiras Culturais

No último domingo, dia 10 de outubro de 2021, a comunidade de São Raimundo realizou o Segundo Evento de Resgate de Brincadeiras Culturais em homenagem ao dia das crianças.

O evento consiste em um projeto concebido pelos idealizadores da Comunidade: Otávio Oliveira Silva, mestrando em Cultura e Sociedade (UFMA) e professor de Filosofia da Escola Carneiro de Freitas e Nilton Silva Azevedo, líder comunitário, em colaboração com Dauriane Silva Azevedo.

O objetivo do projeto, segundo os idealizadores do evento, é preservar a memória das brincadeiras culturais (tacobol, peteca, dama, baralho, passa a pedrinha, ciranda cirandinha, anjo bom, anjo mau, corrida de saco, rouba-bandeira, queimada, etc) e compartilhar os saberes entre as diversas idades em torno das memórias “esquecidas ” sobre as brincadeiras culturais.

Por que esquecidas? Na percepção dos idealizadores do evento, as brincadeiras culturais estão se perdendo no tempo, isto é, entrando em processo de esquecimento, o maior inimigo da memória. Pois, em razão do próprio processo de mudança cultural imposto pelo capitalismo, as pessoas da Comunidade são obrigadas a se dispersarem para outros lugares em busca de trabalho, deixando suas raízes (memórias) perdidas no tempo, de modo que, esse processo impede o compartilhamento de saberes.

Além disso, entendem que a tecnologia e redes sociais usadas em excesso estão prejudicando a concentração das crianças, a interação social e, portanto, o compartilhamento de memórias e saberes. Não se trata de ser contra a tecnologia, não é esse o caso, porque ela é uma ferramenta de ajuda criada pelo homem, porém, seu uso em desmedida prejudica nossas relações, na medida em que, em vez de nos aproximar e nos tornar melhores, ela nos afasta.

Por isso, a intenção dos idealizadores, por meio do compartilhamento de memórias e saberes das brincadeiras culturais, é transformar o evento em tradição, possibilitando o reavivamento do Espírito infantil que existe em cada um de nós.

Os idealizadores do evento contaram com o apoio de vários colaboradores, além dos membros da própria comunidade, pessoas de fora, que contribuem para o sucesso do evento, tais como Diego Nunes e Ana Cléres, ambos membros da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e Sargento César, que são os apoiadores chave do evento, a quem os idealizadores agradem a parceria e o apoio, sem o qual não seria possível manter a qualidade do trabalho realizado.

Além destes, a comunidade o evento contou com a ajuda do Vereadores Joubert de Peri-Mirim, os secretários Eduardo Tupinambá da pasta de Agricultura, o secretário Frank da pasta de Cultura, Elitânia, secretária da Assistência Social e o Vereador da cidade de Palmeirândia Brígido Djalma, e a mestranda da Universidade Federal de Goiás em História, Juliana Araújo.

Peri-Mirim: Povoado São Domingos realiza festival de brincadeiras antigas em comemoração ao dia das crianças

Para comemorar o dia das crianças, hoje pela manhã, dia 13/10/2021 (quarta-feira), o Sargento César e a Comunidade do Povoado São Domingos participaram de um festival de brincadeiras.

As brincadeiras foram selecionadas de forma a recordar as brincadeiras antigas praticadas pelos pais e avós das crianças. A animação ficou por conta das brincadeiras de: 1) Bambolê; 2) Corrida de saco; 3) Vôlei; 4) Futebol; 5) Queimado; 6) Rouba bandeira; 7) Peteca; 8) Dominó; 9) Pula Corda; 10) Caça Tesouro; 11) Torta na Cara; 11) Cabo de guerra; 12) Equilíbrio sobre a lata; 13) Pião; 14) Pata cega; 15) Amarelinha e 16) Apoio em frente sobre o solo.

Durante o evento, foi servido um delicioso lanche solidário para a criançada, com bolos, refrigerantes, salgadinhos, bombons e outros. 

O evento foi marcado de significados e emoções, ocasião em que os pais das crianças demonstraram sua gratidão pela oportunidade de relembrar as brincadeiras de suas infâncias e poder ver seus filhos e parentes com a oportunidade de viver essa emoção.

Sargento César, grande entusiasta do evento, justificou sua participação afirmando que “o resgate das brincadeiras de antigamente ajuda as crianças a aprenderem a se expressar, desenvolver a disciplina, o respeito ao próximo, bem como aprendem a respeitar os limites de cada um“. Ele utilizou sua experiência de militar para dirigir a brincadeira de apoio em frente sobre o solo, que fez o maior sucesso na garotada.

A comunidade de São Domingos ficou satisfeita com o resgate das brincadeiras antigas que permite unificar os jovens, adultos e crianças em prol da união, pois desenvolve o espírito colaborativo da comunidade, bem como sugeriu que outras comunidades de Peri-Mirim realizem eventos dessa natureza.

Ao final, todos puderam constatar a importância de resgatar o espírito de comunidade, enfatizando que o resgate de brincadeiras antigas desperta a união, pois cultiva o espírito de solidariedade e Amor ao próximo.

13 de outubro: O Milagre do Sol, “para que todos acreditem”

No dia 13 de outubro de 1917, “o sol dançou”, o “Milagre do Sol” – como ficou conhecido o evento sobrenatural que se deu na Cova da Iria, em Fátima, Portugal.

Após 104 anos, o sol dançava na Cova da Iria. O significado e o alcance daquele acontecimento são, obviamente, muito maiores do que a própria mensagem de Fátima: a salvação das almas que Cristo comprou com o seu sangue na Cruz.

“Em outubro farei o milagre, para que todos acreditem“, disse Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima, em 13 de setembro. O “Milagre do Sol” – como ficou conhecido o evento sobrenatural que se deu na Cova da Iria, um mês depois – transformou o que era uma mera “revelação privada” em um autêntico apelo de Cristo à Sua Igreja. Não só o conteúdo da mensagem de Fátima dizia respeito à Igreja do mundo inteiro (afinal, quem está dispensado de rezar o Rosário ou fazer penitência pela conversão dos pecadores?), como a sua própria comprovação se deu publicamente, de maneira extraordinária: no dia 13 de outubro de 1917, “o sol dançou” diante de mais de 70 mil pessoas, homens e mulheres, pobres e abastados, sábios e ignorantes, crentes e descrentes.

No dizer de um eminente professor de ciências de Coimbra, o que aconteceu naquele dia foi que o sol “girou sobre si mesmo num rodopio louco”. “Houve também mudanças de cor na atmosfera” e, por fim, “o sol, girando loucamente, parecia de repente soltar-se do firmamento e, vermelho como o sangue, avançar ameaçadamente sobre a terra como se fosse para nos esmagar com o seu peso enorme e abrasador”. O parecer do Dr. José Maria de Almeida Garrett se conclui com uma perplexidade: “Tenho que declarar que nunca, antes ou depois de 13 de Outubro, observei semelhante fenómeno solar ou atmosférico“.

Para o povo mais simples, o milagre se resume em bem menos palavras. Simplesmente, “o sol dançou”. Mais do que descrever fisicamente o fenômeno, o que interessava à maioria das pessoas era o que não se podia ver, mas que ficara patente por aquela portentosa obra que eles tinham diante dos olhos: Nossa Senhora verdadeiramente apareceu a três humildes pastorinhos em Fátima.

A Lúcia, Jacinta e Francisco, de fato, mais do que ver o físico e pressentir o espiritual, foi dada uma visão bem mais abrangente da realidade: a Virgem,

“Abrindo as mãos, fê-las reflectir no sol. E enquanto que se elevava, continuava o reflexo da Sua própria luz a projectar-se no sol. (…) Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul”.

Na última aparição da Virgem de Fátima, portanto, brilha aos videntes a imagem da Sagrada Família de Nazaré. Esse fato pode indicar – juntamente com uma recém-revelada carta da Irmã Lúcia ao Cardeal Carlo Caffarra [4] – que, realmente, “o confronto final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio”. Quando o caminho ordinário de santificação da humanidade, que é o casamento, se encontra obstruído pela produção desenfreada da pornografia e pela popularização dos “pecados da carne” – os quais constituem, segundo resposta da Virgem à pequena Jacinta, a classe de pecados que mais ofende a Deus [5] –, o resultado só pode ser uma perda incalculável de almas (realidade a que a Mãe de Deus já tinha aludido, quando deu às mesmas crianças a visão do inferno).

Tal cenário desolador já tinha começado a delinear-se em Portugal, com a aprovação da lei do divórcio, em 1910, e a separação entre Estado e Igreja, em 1911. Compreensível, pois, que, soado o alarme, Nossa Senhora descesse do Céu para renovar à humanidade o apelo divino à conversão e à penitência.

Naquele 13 de outubro, em particular, a Virgem Santíssima tinha um pedido em especial, que ficaria gravado no coração dos pastorinhos. “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido” [6], ela dizia. Antes da agitação que se seguiria ao Milagre do Sol, é esta a mensagem que porta aos homens a toda santa Mãe de Deus: que os homens parem de pecar e ofender a Deus.

A observadores mundanos, tal recado – combinado com a ameaça de um severo castigo – poderia parecer “arcaico” ou mesmo “irrealista” para o homem moderno. – Um “espírito” que vem dos céus para falar de “pecado”? Em que século a autora dessas aparições acha que estamos? – Pois bem, é justamente no século XX que Nossa Senhora aparece, e é a mesma mensagem de dois mil anos atrás que ela carrega consigo: “Fazei tudo o que Ele vos disser” ( Jo 2, 5).

Se, por um lado, os tempos mudaram, o ser humano continua o mesmo e os perigos que rondavam a humanidade na época de Cristo não mudaram. Para ser católico e seguir Jesus, nada tão básico quanto o apelo de Fátima: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor”. Ali, o Milagre do Sol não existia apenas para confirmar a aparição de Maria, mas para realizar um outro milagre, muito maior e mais extraordinário que qualquer outro prodígio [7]: a justificação das almas, a conversão dos pecadores. “Para que todos acreditem” em Jesus e, acreditando, tenham a vida eterna. Para que, de inimigos de Deus e habitantes do inferno, os homens se transformem em amigos de Deus e herdeiros do Céu. Para que se diga, enfim, desta civilização pagã e ateia, o que foi dito dos primeiros convertidos à fé: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20).

Fonte: https://padrepauloricardo.org/

Peri-Mirim: Povoado São Raimundo realiza festival de brincadeiras

Para homenagear o dia das crianças, no último dia 10/10/2021 (domingo), os amigos Sargento César, Ana Cléres e Diêgo Nunes participaram do Resgate de Brincadeiras Antigas na comunidade do São Raimundo.

As brincadeiras selecionadas foram: 1) Bambolê; 2) Corrida de saco; 3) Vôlei; 4) Futebol; 5) Queimado; 6) Rouba bandeira; 7) Peteca; 8) Dominó; 9) Pula Corda; 10) Caça Tesouro; 11) Torta na Cara; 11) Cabo de guerra; 12) Torta na Cara; 13) Elástico; 14) Equilíbrio sobre a lata; 15) Pião; 16) Pata cega; 17) Amarelinha e 18) Apoio em frente sobre o solo.

Durante o intervalo foi servido, com muita animação, um delicioso lanche solidário para a criançada, com bolos, refrigerantes, salgadinhos, bombons e outros. 

O evento foi marcado de significados e emoções, ocasião em que os pais das crianças demonstraram sua gratidão pela oportunidade de relembrar as brincadeiras de suas infâncias e poder ver seus filhos e parentes com a oportunidade de viver essa emoção.

Sargento César, grande entusiasta do evento, justificou sua participação afirmando que “o resgate das brincadeiras de antigamente ajuda as crianças a aprenderem a se expressar, desenvolver a disciplina, o respeito ao próximo, bem como aprendem a respeitar os limites de cada um e dos seus colegas”. Ele utilizou sua experiência de militar para dirigir a brincadeira de apoio em frente sobre o solo, que fez o maior sucesso na garotada.

Diêgo Nunes, com seu espírito juvenil, participou de todas as brincadeiras com as crianças. Destacou que: “devemos estimular nas crianças e jovens o espírito de cooperação, e que as brincadeiras são uma oportunidade de entender o passado de forma lúdica e prazerosa”.

Ana Cléres, que deu toda assistência ao evento, juntamente com a comunidade, afirmou que “o resgate das brincadeiras antigas permite unificar os jovens, adultos e crianças em prol da união, pois desenvolve o espírito colaborativo da comunidade de São Raimundo”, bem como sugeriu que outras comunidades de Peri-Mirim realizem eventos dessa natureza.

Ao final, todos puderam constatar a importância de resgatar o espírito de comunidade, enfatizando que o resgate de brincadeiras antigas desperta a união, pois cultiva o espírito de solidariedade e Amor ao próximo.

Petrobrás investirá em Barreirinhas em busca de petróleo

A Petrobras planeja investir cerca de R$ 8 bilhões na perfuração de poços na margem equatorial do Brasil, nos próximos cinco anos, e as bacias Pará-Maranhão e de Barreirinhas estão entre as prioridades da empresa.

O anúncio do investimento foi feito pela Petrobras no evento “Petrobras: Margem Equatorial Brasileira”, realizado em Brasília (DF) na última quarta-feira (dia 6). A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) foi uma das entidades convidadas; e também indicou a Agência Espacial Brasileira, que foi representada pelo seu presidente Carlos Moura.

“A Margem Equatorial brasileira é um dos maiores investimentos para a indústria do petróleo no planeta. A Petrobras mostrou nessa reunião, que essa bacia é prioridade”, afirmou o professor Alan Kardec Barros, consultor da FIEMA e ex-Diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que representou a FIEMA no encontro.

Segundo estudos realizados pela Petrobras as bacias sedimentares da margem equatorial brasileira, que engloba as bacias – da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão/Barreirinhas e Potiguar – mostram semelhanças com descobertas feitas no Golfo da Guiné, na África, e na Guiana/Suriname, o que sugere grande potencial exploratório de produção.

“Os poços da Guiana e Suriname, mais essas descobertas na África que estão dando muito, despertou o interesse da Petrobras na região da Margem Equatorial. E a empresa anunciou que irá perfurar poços na Bacia de Barreirinhas”, explicou Alan Kardec.

A petrolífera brasileira anunciou que perfurará oito poços no período de 2022 a 2025, dos quais seis poços serão na linha divisória com a Guiana Francesa. Dois desses poços serão perfurados já no ano que vem, na Foz do Amazonas, próximo a Guiana.

Segundo a empresa, o Ibama deve liberar a autorização para que ela perfure no local em breve. “Hoje, a bola está com a gente, não está com o Ibama, que já apreciou parte dos estudos apresentados. Precisamos desenvolver o simulado que demonstra que estamos com todos os recursos necessários para obter licença de perfuração naquela área”, afirmou o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Fernando Borges, durante o evento.

Fonte: https://fiema.org.br/

Lei do Governo Digital passa a valer para municípios de todo o país

É mais eficiência e modernização na prestação digital de serviços à população.

O Governo Federal informa que a Lei do Governo Digital agora passa a valer também para os municípios de todo o país. Publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 30 de março de 2021, a Lei nº 14.129 estabelece regras e instrumentos para a prestação digital de serviços públicos, que deverão estar acessíveis também em aplicativos para celular.

As novas regras já valem para os entes federados que adotem atos normativos próprios sobre o tema.

“É um avanço, porque expande as diretrizes de transformação digital que já vêm sendo adotadas no governo federal a estados e municípios e a outros poderes. É muito relevante para a pessoa ter uma visão de um governo único para um cidadão que também é visto como único nesse ambiente digital”, ressalta o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Mario Paes de Andrade.

Com a medida, o governo busca reforçar a transparência e a abertura de dados públicos, além de ampliar o uso das assinaturas eletrônicas nas interações e comunicações – tanto entre órgãos públicos entre si quanto entre órgãos públicos com os cidadãos. O texto fortalece a transparência ao estabelecer que os dados custodiados pelo governo são de livre utilização, de forma que seja dada total publicidade das bases de dados em formato aberto, com atenção à preservação da privacidade dos dados pessoais nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Também fica prevista a ‘interoperabilidade’, obtenção automática de dados fornecidos pelo cidadão ao Governo Federal, entre os órgãos públicos. O objetivo é que políticas públicas possam ser aplicadas de forma ágil, evitando a repetição desnecessária de pedidos de documentos e informações ao próprio cidadão.

Fonte: https://www.gov.br/pt-br/noticias/