26 DE JULHO – DIA DOS AVÓS, PARA HOMENAGEAR E AGRADECER

O Dia dos Avós é comemorado anualmente em 26 de julho, Dia de São Joaquim e Santa Ana, os avós de Jesus.

No Brasil, a data é popularmente conhecida como Dia da Avó ou Dia da Vovó. Sua origem é portuguesa e tem como objetivo homenagear e agradecer toda a consideração e carinho dos avós com os seus netos.

Em 2021 foi comemorado o 1.º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Essa data foi instituída pelo Papa Francisco e deverá ser comemorada todos os anos próximo do dia 26 de julho. Este ano, a data será comemorada em 23 de julho de 2023 e tem como tema “A sua misericórdia se estende de geração em geração”.

Origem do Dia dos Avós

O Dia Mundial dos Avós é celebrado em 26 de julho, porque esse é o Dia de Santa Ana e de São Joaquim.

São Joaquim e Santa Ana eram os pais da Virgem Maria. Portanto, eles eram os avós de Jesus Cristo, que por esse motivo são considerados pela Igreja Católica os padroeiros de todos os avós.

O dia 26 de julho era uma data dedicada apenas aos santos, sem destacar a homenagem aos avós, até que a data foi instituída pela Assembleia da República Portuguesa em 2003, graças a uma senhora portuguesa.

A senhora era Ana Elisa Couto (1926-2007), conhecida como Dona Aninhas. Ela tinha 6 netos e durante quase 20 anos reivindicou a instituição de uma data comemorativa para os avós.

Ao longo do tempo as relações entre avós e netos têm sido, em simultâneo, alvo de estudo e controvérsia. Qual o papel dos avós na vida dos netos? Podemos encará-los como segundos pais? Amigos? Ou quando sentem ter falhado nos seus relacionamentos com os filhos, uma segunda oportunidade para fazer a diferença?

São Joaquim e Sant'Ana, avós de Jesus


Fonte: https://www.calendarr.com/brasil/dia-dos-avos/

Eleição para reitor e vice-reitor da UFMA vai ocorrer dia 21 de julho de forma remota

Ficou definido que a votação ocorrerá na próxima sexta-feira, 21 de julho. Em reunião realizada nesta segunda-feira, 17, a Comissão Eleitoral da Consulta Pública aos cargos de reitor(a) e vice-reitor(a), em cumprimento de decisão judicial, estabeleceu nova data da votação que definirá a composição da lista tríplice com os nomes indicados pela comunidade acadêmica para ocupar os cargos de Reitor(a) e Vice-Reitor(a) da Universidade.

A Comissão Eleitoral esclarece que a Consulta Pública regida pela Resolução nº 454/2023-CONSUN segue todas as normativas internas da Universidade e permanecerá na modalidade remota, por meio do sistema Helios Voting, visando um processo democrático e eficiente, que garanta a participação de toda a comunidade acadêmica.

Para maiores informações, acesse a retificação do edital:

https://portalpadrao.ufma.br/site/institucional/processo-eleitoral/2023/editais/arquivos/edital_13_-_retificacao_4_do_edital_01-2023_-_assinado.pdf

ABELHAS SÃO CAPAZES DE IMAGINAR, RECONHECER ROSTOS E TER EMOÇÕES, AFIRMA PESQUISADOR

Professor da Universidade Queen Mary de Londres estuda os insetos há mais de 30 anos e defende que eles têm algum nível de consciência.

O pesquisador Lars Chittka, professor de ecologia sensorial e comportamental da Universidade Queen Mary de Londres, acredita que as abelhas são capazes de imaginar, de reconhecer rostos, de ter algum nível de emoção e de aprender conceitos abstratos. Chittka pesquisa os insetos há mais de 30 anos e é autor do livro “The Mind of a Bee” (A mente de uma abelha, em tradução livre), que será lançado amanhã (19) no Reino Unido.

“Temos evidências sugestivas de que há algum nível de consciência nas abelhas – uma sensibilidade, que elas têm estados de emoção. Nosso trabalho e o de outros laboratórios mostraram que as abelhas são indivíduos muito inteligentes. Elas podem contar, reconhecer imagens de rostos humanos e aprender o uso de ferramentas simples e conceitos abstratos”, afirma o cientista em entrevista ao The Guardian.

Ele acredita que as abelhas têm emoções, podem planejar e imaginar coisas e podem se reconhecer como entidades únicas e distintas de outras abelhas. Chittka tira essas conclusões de experimentos em seu laboratório com abelhas operárias. “Sempre que uma abelha acerta em algo, ela recebe uma recompensa de açúcar. É assim que as treinamos, por exemplo, para reconhecer rostos humanos”.

Neste experimento, várias imagens monocromáticas de rostos humanos foram mostradas às abelhas, que descobrem que um deles está associado a uma recompensa de açúcar. “Então, damos a ela uma escolha de rostos diferentes e sem recompensas, e perguntamos: qual você escolhe agora? E, de fato, eles podem encontrar o correto”, explica o cientista.

As abelhas levam cerca de 12 a 24 sessões de treinamento para reconhecerem os rostos.

Em outra linha de pesquisa, Chittka descobriu que as abelhas também são capazes de imaginar como as coisas pareceriam: por exemplo, elas podiam identificar visualmente uma esfera que antes só sentiram no escuro – e vice-versa. E elas podiam entender conceitos abstratos como “igual” ou “diferente”.

Abelhas tem intencionalidade

O pesquisador começou a perceber que algumas abelhas eram mais curiosas e confiantes do que outras. As abelhas, descobriu, aprendem melhor observando outras abelhas completarem uma tarefa com sucesso, então “uma vez que você treina um único indivíduo na colônia, a habilidade se espalha rapidamente para todas as abelhas”.

Mas quando Chittka treinou uma “abelha demonstradora” para realizar uma tarefa de forma não tão excelente, a abelha que observava não imitou o demonstrador e copiou a ação que tinha visto, mas melhorou espontaneamente sua técnica para resolver o problema da tarefa de forma mais eficiente.

Isso revela não apenas que uma abelha tem “intencionalidade” ou uma consciência de qual é o resultado desejável de suas ações, mas que existe “uma forma de pensamento” dentro da cabeça da abelha. “É uma modelagem interna de ‘como vou chegar ao resultado desejado?’, em vez de apenas experimentá-lo”, explica Chittka.

Estados emocionais

Em um experimento, as abelhas sofreram um ataque simulado de aranha-caranguejo quando pousaram em uma flor. Depois, toda a conduta delas mudou. “Elas ficaram, em geral, muito hesitantes em pousar em flores e inspecionaram cada uma extensivamente antes de decidir pousar nelas”, observa Chittka.

As abelhas continuaram a exibir esse comportamento ansioso dias depois de terem sido atacadas, numa espécie de transtorno de estresse pós-traumático. “Elas pareciam mais nervosos e mostraram efeitos psicológicos bizarros de rejeitar flores perfeitamente boas, sem ameaça de predação. Depois de inspecionar as flores, elas voavam para longe. Isso nos indicou um estado emocional negativo”, diz o pesquisador.

Outro pesquisador ouvido pelo The Guardian, Jonathan Birch lidera um projeto sobre senciência animal na London School of Economics, e acredita que o nível de cognição sofisticada que as abelhas exibem indica que é muito improvável que elas não sintam nenhuma emoção.

“A senciência é sobre a capacidade de ter sentimentos”, diz.”E o que estamos vendo agora é alguma evidência de que existem esses estados emocionais nas abelhas”.

abelhas, bee, bees, abelha, insetos, (Foto: Unsplash)


Fonte: https://epocanegocios.globo.com/

“A GENTE TEMOS CADA MANIA!”

Por Zé Carlos Gonçalves

Há uns dias, ao encontrar um velho amigo, velho, ele me disse que se soubesse que a velhice é tão boa, nunca que queria ser jovem. Essa convicção me deixou boquiaberto. Ainda que ele a tenha apresentado com tanta firmeza.

O certo é que considerei essa percepção, que me perseguiu, esdrúxula. Mas, o tempo, curador de tudo, revelou outras nuances. E, aí, comecei a achar que cada um “tem o direito de ter mania”.

Ter a mania de querer ser jovem ou ter a mania de querer ser famoso. Ter a mania de querer ser rico ou ter a mania de querer ser “o que a folhinha não marca”. Ter a mania de querer ser “o dono” da limpeza, da arrumação, da geladeira ou ter a mania de querer ser ingênuo, ‘ser engraçado’ ou ser bobo (…).

E o interessante é que, de repente, começaram a vir situações as mais diversas. Mania de juntar moedas; juntar tampinhas de refri; juntar fracassos; juntar revistas, fotografias, pulseiras, colares, botões, folhas secas, carrinhos, selos … namorados.

E, para melhor entender. Vamos, como bem dizia “minha professora dona” Maria Fausta, ao “cúmulo do absurdo”. Encontrei um “chegado”, há um tempo. Ele me apresentou a uma amiga. Dele, claro! Uma fonoaudióloga. Após uns dois minutos de conversa, ela, se referindo a mim, disse. “Tu és professor!” Aí, fiz a pergunta, que não deveria. “Por quê?!” E a resposta não poderia ser pior. “Conheço professor, de longe. O tom. Fala alto, explicando. O diagnóstico é certo. Na verdade, vocês em qualquer lugar ‘têm a mania’ de ser professor!” Éguas! Me achei desnudo e sem graça. Com apenas um “sorrisinho amarelo”, a me acompanhar, quase lhe disse que, também, ela tinha a feia mania de ser fonoaudióloga. Mas não tenho mania de corrigir; e, verdadeiramente, acho isso ridículo. Ali, perdi a mania de retrucar. Só me restou o silêncio. Dei “uma senhora desculpa”, saí e fui tomar um shop, mais à frente. E, aí, um terrível medo de que já estivesse com a mania de fugir de alguém cheio de manias se apossou de mim. Que loucura! Entenderam, né?! Nem, eu!

Só sei que a raiva ficou, “pra sempre, engastalhada na minha guela!”
E, ainda hoje, não sei por que “a gente temos cada mania!”

10 alimentos que melhoram o cérebro e o humor, segundo especialista de Harvard

Todo mundo precisa manter a saúde do corpo e da mente e, muitas vezes, não é necessário um grande malabarismo para isso. Há alimentos, por exemplo, que têm um papel importante para a sua saúde e melhoram o cérebro e o humor.

Além de exercícios físicos, técnicas de relaxamento e uma boa qualidade de sono, a alimentação desempenha um papel fundamental na nossa vida. Saber comer bem é fundamental e determinante.

Uma Naidoo, psiquiatra nutricional e especialista em Harvard, defende essa hipótese. Por isso, ela fez questão de destacar os 10 alimentos que são essenciais para a nossa mente. Dê uma olhada.

Coma melhor

Na pressa do dia a dia é comum ver as pessoas se descuidando e comendo vários alimentos que fazem mal para saúde, como ultraprocessados e doces repletos de açúcares.

Com o tempo, esses alimentos se tornam vilões para a saúde e trazem uma série de consequências, como hipertensão, diabetes, problemas no coração e a obesidade, que é considerada um problema de saúde pública e epidêmico pela OMS.

Segundo Uma, o primeiro passo para viver mais é ter uma dieta com ingredientes integrais, que seja nutritiva e satisfatória para cada um. Dá para comer bem, colocando no prato vários alimentos saborosos.

1 – Baga e feijões

Bagas são frutas com sementes. Mirtilos, framboesas e outras. Essas frutas precisam ser consumidas rapidamente, porque elas não duram muito tempo na geladeira.

Por serem frutas de temporada, você consegue encontrá-las congeladas nos mercados, mas fique atento a quantidade de açúcar, prefira sempre as opções que não tenham o componente.

Já os feijões, legumes e lentilhas são fontes hiper saudáveis e baratas. Rápidos de se prepararem, os feijões têm muitos nutrientes e vitaminas que ajudam no funcionamento do cérebro.

2 – Alimentos coloridos

Variar! Esse é o segredo. Experimente do repolho roxo, aos pimentões verdes e amarelos. Segundo Uma, comprar vegetais coloridos ajudará a expandir o paladar e maximizar a gama de nutrientes ingeridos.

Para a doutora, o mesmo se aplica às frutas. Maçãs, abacaxis, kiwis e frutas cítricas tem muitos nutrientes. Só tome cuidado para não exagerar, ok?

Uma disse ainda que a cor mais importante para se ter no prato é o verde.

Peixes, castanhas e pimentões são ricos em ômega-3, gordura saudável que regula o colesterol. Foto: Reprodução/Freepik.

3 – Ricos em antioxidantes

Alimentos ricos em antioxidantes ajudam a diminuir a inflamação do corpo e do cérebro.

O chocolate amargo, por exemplo, é um ingrediente repleto de antioxidantes, mas tem que ser sem açúcar, ok?

4 – Proteínas magras e vegetais

Aves magras, frutos do mar, ovos e carne de boi (alimentados de forma natural), são boas opções para quem quer manter uma vida mais saudável.

Repletos de aminoácidos e com alta quantidade de proteína, esses alimentos são essenciais para o bom funcionamento do cérebro.

Para aqueles que buscam uma opção vegetal, tofu orgânico, feijão e lentilhas.

5 – Sementes e Nozes

Nozes e outras sementes têm gorduras e óleos ômegas saudáveis que ajudam a aguçar o cérebro.

Além de ter vitaminas, as sementes são repletas de minerais, como o selênio.

Uma indica que comer próximo de ¼ de xícara junto ao lanche é o ideal.

6 – Alimentos ricos em fibras e alimentos fermentados

A fibra é muito importante para a saúde intestinal, controle de peso e diminuição de inflamações no corpo.

Quinoa, frutas vermelhas, peras e alcachofra são algumas das opções que podem te ajudar.

Alimentos fermentados também são sempre bem vindos. Kefir, missô e kimchi fazem toda a diferença para o cérebro e para o intestino.

7 – Óleos

Calma que eu te explico. Consumir óleo não é de todo mal, mas tem que saber qual, ok?

Não estamos falando de gorduras saturadas ou óleos não saudáveis, mas sim de produtos benéficos.

Gorduras saudáveis como a do azeite, abacate e peixes fazem muito bem à saúde. Mas fique atento, mesmo que sejam saudáveis não devem ser ingeridas em grande quantidade, certo?

8 – Alimentos ricos em ômega

Alimentos ricos em ômega-3 estimulam o cérebro e são facilmente encontrados em peixes como salmão e atum.

Também é possível encontrar ômega-3 no reino vegetal. Sementes de chia, couve de Bruxelas, nozes e sementes de linhaça cumprem esse papel.

9 – Laticínios

Se você tem laticínios como iogurtes e kefir, está no caminho certo.

Eles possuem culturas probióticas que regulam o intestino e ajudam também no funcionamento do cérebro.

Experimente misturar iogurte com sementes de chia, linhaça e granola, por exemplo.

Se você sente falta do doce, um pouquinho de mel pode tornar tudo melhor!

10 – Especiarias

Especiais são o segredo para tornar sua comida ainda mais deliciosa.

Use e abuse do açafrão, pimentas, ervas secas, alecrim, orégano e muito mais.

Na hora de agregar mais sabor a sua comida, tudo é permitido.

Só não vale abusar do sal, ok? Vamos tomar cuidado com a hipertensão!


Fonte: https://www.sonoticiaboa.com.br

UFMA obtém avaliação positiva de vários cursos, segundo o MEC

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) vem alcançando resultados expressivos que reafirmam o seu compromisso em busca da excelência nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, sendo hoje uma referência na educação superior. Prova disso são os números obtidos na última avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), que conferiu conceito máximo em cinco cursos de graduação ofertados pela instituição.

Foram agraciados com a nota 5 os cursos de Licenciatura em Ciências Humanas Sociologia (LCH) – Centro de Ciências de Imperatriz (CCIm), Licenciatura em Ciências Naturais – Biologia (LCN) – Centro de Ciências de Imperatriz (CCIm), Licenciatura em Ciências Naturais – Biologia (LCN) – Centro de Ciências de Codó (CCCo), Química Industrial  e Rádio e TV – Campus São Luís.

Além desses, diversos outros cursos da Universidade subiram de conceito em relação à última avaliação realizada pelo Inep. Ao todo, 11 cursos da UFMA receberam notas melhores comparadas à última avaliação, o que revela um cenário promissor e de constante melhoria das atividades desenvolvidas.

Entre os 14 cursos avaliados pelo MEC, todos obtiveram conceito 4 ou 5, que são os maiores índices conferidos pelo Inep, o que coloca a instituição em uma posição de destaque.

 

Para o Pró-reitor de ensino da UFMA, professor Romildo Sampaio, observa-se um progresso em todo o ambiente acadêmico da instituição.

Pró-reitor de Ensino, Professor de Química Romildo Martins Sampaio.

“Sem dúvidas, nós temos experimentado um avanço, estamos passando por um momento muito intenso de avaliações. Até agora, dos cursos avaliados, nós recebemos cinco notas com conceito máximo e nove com conceito quatro. 

É o nível máximo de excelência. Todos os catorze cursos com conceitos numa faixa de excelência entre 4 e 5. Não só indica uma melhoria em relação aos conceitos anteriores, como também mostra uma evolução na qualidade da oferta desses cursos da instituição como um todo”, expressa o pró-reitor.

A coordenadora do curso de Licenciatura em Ciências Naturais – Biologia do Centro de Ciências de Codó (CCCo), Camila Campelo de Sousa, expressa a satisfação do corpo acadêmico e técnico-administrativo do curso em ter alcançado a nota máxima na avaliação.

Foto do docente CAMILA CAMPELO DE SOUSA
Camila Campelo de Sousa, expressa a satisfação do corpo acadêmico e técnico administrativo.
“Nosso curso encontra-se com um projeto pedagógico reformulado, o qual está em consonância com as resoluções vigentes e com a curricularização da extensão. 

O corpo docente do curso é formado por doze professores efetivos e um professor substituto, professores esses que atuam, além da docência, coordenando projetos de ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica e que possuem uma boa produtividade acadêmico-científica. Além disso, temos utilizado a estrutura disponível para o desenvolvimento das nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como temos realizado parcerias com outras instituições para o desenvolvimento de algumas de nossas atividades”, ressalta Camila.

O corpo docente do curso é formado por doze professores efetivos e um professor substituto, professores esses que atuam, além da docência, coordenando projetos de ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica e que possuem uma boa produtividade acadêmico-científica. Além disso, temos utilizado a estrutura disponível para o desenvolvimento das nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como temos realizado parcerias com outras instituições para o desenvolvimento de algumas de nossas atividades”, ressalta Camila.

A professora e coordenadora do curso de Ciências Imobiliárias do Campus São Luís, Karla dos Anjos, o avanço da nota simboliza o empenho do corpo acadêmico.

“O processo de avaliação foi muito satisfatório para o curso. Preparamo-nos para a etapa de avaliação com a curricularização da extensão e acredito que foi um dos pontos principais nesse processo todo. A própria comissão elogiou o nosso projeto pedagógico do curso, identificou que estamos cumprindo disciplinas como relações étnico raciais e cultura afro-brasileiras e indígenas, além de disciplinas de libras, educação ambiental e relações humanas. Ainda temos alguns pontos para melhorar, mas estamos buscando alternativas para buscarmos uma nota 5 na próxima avaliação”, pontua.

De acordo com o pró-reitor Romildo Sampaio, as notas alcançadas refletem o trabalho conjunto de todos. “A avaliação exigiu da instituição, de toda a equipe da Proen e da equipe dos cursos que estavam à frente uma grande dedicação. Contamos com o apoio fundamental da gestão superior em seus diferentes níveis, para que pudéssemos montar uma força tarefa e dar conta dessas avaliações. E, para nossa satisfação, as nossas notas estão muito superiores em relação à avaliação passada. Não é surpresa, porque sempre buscamos ter uma instituição de qualidade”, salienta o pró-reitor.

Avaliação do MEC – A avaliação faz parte do processo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e da regulação dos cursos de graduação no país, que visa garantir a qualidade do ensino oferecido pelas instituições de ensino superior; melhorar a qualidade da educação superior e orientar a expansão da oferta, além de promover a responsabilidade social das IES, respeitando a identidade institucional e a autonomia de cada organização.

A comissão do MEC analisa a organização didático-pedagógica, avaliando pontos cruciais para o desenvolvimento do curso. Os tópicos de avaliação envolveram instalações físicas, estrutura curricular, capacitação, titulação e experiência do corpo docente, regime de trabalho, infraestrutura da escola, principalmente laboratórios didáticos, biblioteca, gabinetes da coordenação e dos professores, além de observar o corpo discente e técnico-administrativo.

A avaliação ocorre de forma virtual, desde a pandemia da covid-19, e é realizada por dois avaliadores externos à instituição, designados pelo Inep-MEC.  Ao longo de três dias, os avaliadores entrevistam atores institucionais da gestão, coordenação, docentes e discentes, além disso, analisaram documentos e infraestrutura geral de cada curso. Ao todo, foram designadas 18 comissões de avaliação.

O pró-reitor de ensino, professor Romildo Sampaio, finaliza reconhecendo os esforços de todos em garantir uma Universidade de qualidade. “Para a instituição, é muito importante alcançar essas notas, porque não só ela cumpre com louvor as normativas externas, principalmente as condições que o MEC estabelece para o pleno funcionamento, como também dá um sinal muito claro pra sociedade de que a UFMA não só está aumentando em números, como também está ofertando cursos de qualidade superior” conclui.


Fonte: https://portalpadrao.ufma.br/site/

VIANA

Por Gracilene Pinto

Eu vi Ana!
Eu vi Ana na janela!
Fosse princesa ou cigana,
Eu só sei que era bela.
E, quando ela aparecia
Na janela do castelo,
O dia resplandecia
Tornando o mundo mais belo.
Eu vi Ana, a bela prenda,
Em um castelo em Portugal,
Dizia a antiga lenda
Da minha terra natal.
E assim ficou batizada
A Viana do castelo,
Capital do Minho, amada,
O mais doce dos meus anelos.
Daquele porto eu zarpei
Trazendo muita saudade
De todos os que amei
E da minha rica cidade.
Porém, quis Deus que eu viesse,
Por Divina inspiração,
Fundar uma nova Viana
Nas terras do Maranhão.

AMOR ÀS AVESSAS (… Juvita, a ex rebelde)

O amor seguir o seu rito normal parecia não ser “a melhor pedida” de Juvita. Menina buliçosa, a bem da verdade “ispivitada e tisguinha”, mas criada sob a severa vigilância de sua mãe, Amparo. Logo cedo, subverteu toda e qualquer ordem ditada pelos cânones sociais de sua comunidade. Quebrou “o cabresto” e desafiou o mundo por conta própria. Proclamou-se liberta de tudo. Até da liberdade vigiada, que tinha ali.
E, deu-se o auge de sua rebeldia, assim que ela colocou os olhos, “de gato ladrão”, na mais sincera e pudica timidez do vizinho. Sentiu-se dona e senhora, “a pisar o coração” ainda imberbe e despovoado de maldades. As investidas se fizeram constantes, “sem chove-não-molha”, bem às claras. O pobre já não tinha sossego. E se escondia que se escondia. Mas, Juvita estava, ali, à espreita, sempre pronta a perseguir.
E, com tanta insistência, “o papou”, como gostava de dizer. E se lambuzou. E se apaixonou. E se retraiu. E se comportou. E virou gente! Isso em suas próprias palavras.
Mas, como sei que estão curiosos para saber por que trago “o final”, logo no meio da história, não vou desapontá-los.
Juvita revelou-se irônica. E, irônica, apregova “aos quatro cantos”, do mundo, que seu coração era mais pétreo do que a mureta, a circundar a sua casa. E, irônica, apregova as suas máximas, para justificar a conquista difícil de um amor, que se apresentava impossível.
E, assim, continuava a debochar dos silêncios, que se lhe apresentavam desafiadores, e precisava penetrá-los. Para justificar as suas certezas, se fazia “o cão que ladra e morde”. E “se aparecia”, dizendo para todos ouvir. “Quem espera sentado, se cansa”. E as investidas se faziam mais fortes.
Quando questionada de tanta insistência, saía-se com esta. “Antes mal acompanhada do que só. Brinco com fogo e, depois, apago”.
Ledo engano. A vida é cheia de mistérios. Como bem dizia a minha avó, em seu saber nonagenário, “quem desdenha quer comprar”. E, aí, o coração, endurecido, da pseudo rebelde, “se abriu como um paraquedas” … Não foi ‘nem’ preciso “a água mole furar a pedra dura”, afinal, “quem é lembrado um dia foi visto”.
O certo é que Juvita, em sua gana em tê-lo, “atiçou” o gélido moço e começou “foi” a se fazer desejada. Os olhares cruzaram-se. Os suspiros tornaram-se cúmplices. As mãos, tão inquietas, saudavam-se timidamente. A timidez passou à coragem; e a coragem não encontrou refúgio em subterfúgios. Juvita capitulou. E, feio. “Passou de caçadora à vencida”.
O certo é que “semeou a tempestade”; e, na viração dos sentires, “foi colhida como a mais suave brisa!”
Eita vida caprichosa!
Vida longa a Juvita, “a ex rebelde!”

PERI-MIRIM: Trilhando em Buritirana – uma manhã de alegria e conhecimento

Por Laércio Oliveira*

        Preservação do meio ambiente refere-se ao conjunto de práticas que visam proteger a natureza das ações que provocam danos ao meio ambiente. Devido ao atual modelo econômico, baseado em elevados níveis de consumo, o ser humano tem causado inúmeros prejuízos para a flora e fauna no planeta, ocasionando desequilíbrios ambientais, muitas vezes irreversíveis. Por isso, é fundamental a preservação para manter a saúde do planeta e de todos os seres vivos que  nele habitam.

        Apesar do protagonismo juvenil em questões ambientais ter se fortalecido nos últimos anos no Brasil, é preciso ainda investir em Educação sobre o tema para que essa grande parcela da sociedade possa se apropriar da questão. Isso é o que mostra a pesquisa “Juventudes, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas”, divulgada em 4 de abril de 2023. O levantamento, conhecido pelo acrônimo “JUMA”, ouviu 5.150 pessoas com idades entre 15 e 29 anos, provenientes de todas as classes sociais e níveis de escolaridade nas várias regiões do Brasil, entre julho e novembro de 2022.

         Os resultados, considerados “curiosos e surpreendentes” pelos realizadores da pesquisa, revelam muito do que a juventude brasileira sabe e como ela é afetada pelas mensagens que recebem sobre meio ambiente e mudanças climáticas. Segundo o levantamento, 36% dos jovens respondentes não souberam identificar o bioma em que vivem.

        Nesse sentido, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), em parceria com a escola estadual Centro de Ensino Artur Teixeira de Carvalho (CEMA), instituição que trabalhei durante doze anos, promoveram no dia 30/06/2023, nos turnos matutino e vespertino, uma expedição ao Povoado Buritirana que fica a aproximadamente 9 km do centro de Peri-Mirim.

        A expedição em formato de trilha ecológica contou com a participação de membros da ALCAP, gestor, professores e de aproximadamente 30 alunos do 3º ano do ensino médio. Eu e meu filho Laerth, de 8 anos, participamos como convidados da ALCAP.

        Nossa expedição teve início às 08:00h quando saímos da escola em um ônibus em direção ao povoado Buritirana, percurso que durou trinta minutos. Na localidade funciona uma instituição de ensino que atende diversos alunos da Baixada Maranhense, com os cursos de Pedagogia e Agente Comunitário de Saúde. O local é muito bonito, repleto de árvores e animais situado à beira do campo, que nesta época do  ano  encontra-se  alagado devido ao período chuvoso. Uma paisagem digna de cartão-postal.

        Na chegada, fomos recebidos por dois funcionários da instituição que nos deram algumas orientações de como proceder na trilha. Após algumas recomendações dos instrutores, iniciamos nossa caminhada. A trilha pela mata fechada é muito estreita obrigando a nos manter sempre em fila, com o instrutor à frente. Em alguns pontos da trilha, parávamos para ouvirmos algumas curiosidades sobre a região. Uma delas é que pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) encontraram ali uma espécie de borboleta muito rara que já consideravam extinta. No percurso observamos grandes aranhas, abelhas e porcos do mato. A flora é predominantemente composta de babaçuais e outras palmeiras. Meu filho Laerth, muito curioso, escutava com atenção e questionava o instrutor.  A descontração e o entusiasmo dos alunos eram evidentes, alguns até faziam anotações, pois teriam que entregar um relatório da trilha como forma de avaliação. Após uma hora de trilha chegamos ao nosso ponto de partida onde descansamos e saboreamos um delicioso lanche. Às 11:00h retornamos à escola.

        De acordo com Sato (2004), “o aprendizado ambiental é um componente vital, pois oferece motivos que levam os alunos a se reconhecerem como parte integrante do meio em que vivem e faz pensar nas alternativas para soluções dos problemas ambientais e ajudar a manter os recursos para as futuras gerações”.

          Eu e meu filho Laerth agradecemos a amiga Ana Creusa, Presidente da ALCAP e Vice-Presidente do Fórum em Defesa  da Baixada Maranhense (FDBM), pelo convite.

          Agradecemos aos que participaram da expedição: Acadêmicos Ana Cléres, Diego e Ataniêta (Tata). Aos professores Fabio (gestor), André, Alex e Paula. Aos alunos do 3º ano do ensino médio e ao guia e instrutor Wanderson.


*Laércio Lúcio Oliveira é perimiriense, possui graduação em Matemática pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA (1997). Especialista em Docência do Ensino Superior-IESF (2008). Mestre em Ensino de Ciências e Matemática – UNICSUL(2012). Professor efetivo de Matemática (ensino médio) da rede estadual há vinte anos .Foi professor contratado da Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, Programa Darcy Ribeiro de 2009 a 2012. Foi professor substituto da Universidade Federal do Maranhão-UFMA(2013 a 2015) Atualmente, Professor da Faculdade do Maranhão – FACAM nos cursos de Engenharia Civil , Engenharia de Produção e Análise e Desenvolvimento de Sistemas – ADS. Ministra aulas nas seguintes disciplinas : Cálculo Básico, Calculo I e II, Estatististica e Probablidade, Álgebra Linear e Geometria Analítica, Matemática Financeira. 

CANTO DA ORIGEM DE MAURO RÊGO

Por Mauro Rêgo*

Eu venho de muitas datas
Nasci dos canaviais
Do ouro dos cafezais
Tirei o meu refrigério
Tenho o perfume do campo
Onde há beleza e mistério
Nasci em noite estrelada
Tive a fronte ornamentada
Pela coroa do Império.

Minhas águas são moradas
De entes da natureza
Dos campos eu sou princesa.
Sou um recanto de fadas
Foi delas meu nascimento
um berço de mururu
Pois nasci do encantamento
Das águas do Sipau.

Minhas flores são do campo
Minha luz é o pirilampo
O meu fruto é o anajá
Guardo todas as riquezas
Nas correntes indefesas
Das águas do Troitá.

Tenho ilhas isoladas
Onde ninguém mora lá
Pois elas guardam as estradas
De Rita do Paricá*.
Tenho recônditos santos
Frutos raros, e são tantos,
Como a guapéua e o ameju
Pois eu nasci dos encantos
Das águas do Sipau

Pelos campos, isolados,
Tenho morros encantados
– Pacoval e Graxixá –
Velando os sagrados entes
Que moram sob as correntes

Das águas do Troitá
E o meu solo sacrossanto
Retirado de um recanto
Da Vila do Mearim,
Também de Itapecuru
E de Rosário por fim,
Viu meu povo se formando
E nos campos navegando
Nas águas do Sipaú.
Sou de mito e de magia!
Que meu canto centenário.
Honre a Virgem do Rosário
E aos céus numa prece suba!
Encha o mundo de alegria,
Pois nasci Santa Maria
Dos campos de Anajatuba.

* Mauro Bastos Pereira Rêgo nasceu em  Anajatuba (MA),   no dia 15 de fevereiro de 1937.  Filho de Anastácio Pereira Rêgo e Maria Bastos Rego. Seus primeiros estudos foram em Anajatuba, depois ingressou no curso de  Técnico em Edificações, concluído em 1957, na Escola Técnica Federal do Maranhão. Mauro Rego é Licenciado em Pedagogia pela Universidade Federal do Maranhão, com habilitação em Magistério Normal e Supervisão Escolar e também é  Licenciado em Letras pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e pós-graduado como Especialista em Língua Portuguesa pela Universidade Salgado de Oliveira.