Como trabalhar para empresas estrangeiras e ganhar em dólar

Com o dólar em alta, cotado a mais de R$ 5 desde o início da pandemia, a estratégia de trabalhar para empresas internacionais ficou interessante.

Com a pandemia e a popularização do home office pelo mundo, as fronteiras não existem para profissionais, por isso, as tendências para ano de 2021 para o mercado de trabalho chamado anywhere office (trabalhe de qualquer lugar, em tradução livre).

A tendência já tem feito com que brasileiros comessem a trabalhar para empresas internacionais ganhando em dólar e também facilitado a contração de profissionais para empresas brasileiras, que podem buscar profissionais em outros país. Na prática, há uma globalização das profissões.

Com o dólar em alta, cotado a mais de R$ 5 desde o início da pandemia, a estratégia ganha apelo. O salário de um profissional de ensino superior nos Estados Unidos é de 80 mil dólares anual, segundo o Departamento de Estatística do Trabalho.

Por mês, esse valor dá cerca de 6,5 mil dólares. Mesmo sendo contratado ganhando um valor abaixo um pouco abaixo disso, o câmbio para o real permite salários altíssimos para quem começar a trabalhar no modelo.

Para concorrer a esse tipo de vaga, é preciso entender que empresas costumam buscar fora do país profissionais que estão em déficit por lá. Por isso, alguns setores vão ter mais oferta de vagas com a possibilidade de oferecer vagas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, assim como no Brasil, há uma busca por alta por profissionais de tecnologia, mas também da área de marketing e negócios. 

O Dice Q1 Tech Job Report mostra que o número de empregos da área de tecnologia aumentou 28% no primeiro trimestre deste ano comparado ao ano passado. Para quem não deseja tentar imigrar para o país e trabalhar de lá com um Green Card, vale a tentativa no trabalho remoto e continuar morando no Brasil.

primeira dica, então, segundo consultores ouvidos pela EXAME, é focar em áreas com alta empregabilidade.

Em segundo lugar, é importante ter o inglês em um nível avançado/fluente para facilitar a busca, a conversa com possíveis recrutadores e o próprio trabalho em si, já que a comunicação em videochamadas provavelmente será frequente.

Como dica número 3, vale também fazer uma versão em inglês da página do LinkediN, utilizá-lo com frequência e colocar que está disposição de trabalho remoto e internacional.

Em entrevista à EXAME, o profissional de marketing Rodrigo Baili, que começou a trabalhar para uma empresa norte-americana, deu outras duas orientações: a primeira é perder o medo e entrar em contato com os recrutados e a outra é estudar a cultura empresarial da empresa para onde você quer ir.

Segundo o Page Group, consultoria internacional de recrutamento, o número de profissionais brasileiros contratados por empresas estrangeiras no modelo home-office aumentou 20% no último mês de agosto comparado com o mesmo mês do ano passado.

Fonte: Revista Exame.

Como Portugal elevou sua educação às melhores do mundo: Pouco dinheiro, muito empenho

Com a alcunha de “estrela ascendente da educação internacional“, o país investiu nas pessoas que formam a comunidade escolar, especialmente as mães e as crianças de 0 a 6 anos.

Desde 2015, a União Europeia observa a ascensão educacional de um país que, a despeito de ainda sentir os efeitos de uma grave crise econômica e estar entre os mais pobres do bloco, chama atenção por seus resultados no principal teste internacional de educação.

Portugal conseguiu que seus alunos de 15 anos ficassem acima da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, organização também conhecida como “clube dos ricos”) nos domínios avaliados pelo Pisa: ciências, leitura e matemática.

Aliás, desde que o exame começou a ser aplicado pela OCDE nos anos 2000, a cada três anos, Portugal avança um “bocadinho”.

Assim, há pelo menos uma década e meia, o país europeu mantém essa trajetória nos seus resultados e é o único do continente que melhora seu desempenho a cada ano.

Nem mesmo nos períodos mais duros da última grande crise, com a redução de investimentos e o ajuste fiscal imposto pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Banco Central Europeu e pela Comissão Europeia, essa evolução cessou.

É tamanha a consistência de resultados que Portugal hoje recebe informalmente a alcunha de “estrela ascendente da educação internacional” – e fez isso sem apostar em nenhuma grande estratégia educativa, mas investindo nas pessoas que formam a comunidade escolar, especialmente as mães e as crianças de 0 a 6 anos.

Apesar dos resultados positivos, a interpretação é de que ainda há muito a melhorar. A recomendação do professor António Gomes Ferreira, diretor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, é ter prudência na leitura dos dados.

“O Pisa traduz uma boa evolução, mas não uma boa colocação: Portugal está apenas ligeiramente acima da média da OCDE, ocupando um lugar simplesmente mediano”, afirma.

Entre os 72 participantes no teste, a pontuação de Portugal na última avaliação foi oito pontos superiores à média em ciências, cinco pontos em leitura e dois pontos em matemática – esta última diferença não é considerada estatisticamente significativa.

A colocação final dos alunos portugueses foi 17º lugar em ciências, 18º em leitura e 22º em matemática – o que posiciona o país entre os melhores do mundo, mas distante ainda do desempenho dos sistemas educacionais de referência globais, como Cingapura, Finlândia, Hong Kong, Canadá e Suíça.

“O que o Pisa e outras avaliações nos mostram é que Portugal está num patamar de país desenvolvido, mas ainda longe de acompanhar os que estão no topo”, diz Gomes Ferreira, que coordena o Grupo de Políticas Educativas e Dinâmicas Educacionais do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século 20 (CEIS20). Dados de 2019.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/ e https://renatocasagrande.com/

COISAS E LOAS X: SEM RESPEITO, NÃO HÁ RESPEITO

Por Zé Carlos

“Vive-se” um momento, em que se perderam as boas referências no tocante às pessoas de “estatura”, única. Pessoal, social e moralmente. Referências, que deixaram seus nomes e feitos “tatuados” na memória de nossa gente. E nossa cidade foi pródiga em tantas. Enumerá-las é impossível.

Trago dois nomes, que se destacaram e se confundem com a nossa história, em um tempo não muito distante, em que “valente não se criava”. Duas histórias, de vida, fantásticas, que respeitavam e se faziam respeitar. E como se faziam respeitar!

Reza nos anais pinheirenses que Totó Sá veio estabelecer-se na Princesa da Baixada. Só que antes, em um festejo, ainda em sua residência, em Pericumãzinho de Baixo, povoado de Peri-Mirim, apareceu um “desmancha-prazeres”. Como era costume, na época, ia ser colocado para fora do salão. Essa penalidade era terrível. Ao ‘indivíduo” proibia-se tudo. Dançar, divertir-se. E o pior. Estava-lhe decretada “a lei do bico seco”. Nenhuma alma caridosa podia dar ou vender-lhe bebida alguma. Uma verdadeira lástima. Imagina perder o “festejo” tão esperado por um ano. Era demais. Era o fim do mundo. Diante dessa dura realidade, o “meliante” “deu uma de brabo”, buscando a intimidação do dono da festa. Plano, que não deu certo.

A casa tinha um corredor estreito, e comprido “pra dédeu”. Formou-se uma espécie de fila. Todos queriam assistir ao desfecho do “sururu”. O cabra exaltou-se. Fez-se valente. Embrabou-se. Desacatou. Xingou. Esperneou. Totó Sá perdeu a “pouca” paciência, que lhe restava, aplicando-lhe um “bogue de respeito”. Este lhe saiu com tanta violência e força que se propagou pela pretensa fila. Segundo “as boas línguas”, o seu neto Antônio Sá, nosso conhecido Toureiro, pai de nosso amigo-irmão Inácio Henrique Checheca, conferiu os caídos. 111.111 caídos, sim, senhor. Não sei por que 111, mas foi 111.

Para infelicidade do “brabão”, o último, que caiu, quebrou a perna da mãe de Totó Sá, que se encontrava na porta do quintal, sentada no chão, preparando, num alguidar, o vinhadalho para o leitão, a ser assado. Aí, sim, a sova tornou-se homérica. Haja bogues!

De outra feita, o meu avô Antônio do Rosário, ao ser convidado, levou a minha avó, ainda no começo do relacionamento dos dois, a uma festa, em um dos nossos povoados. No auge do baile, eis que surgiu “um engraçado”, achando-se o dono do lugar, a se engraçar por minha avó. Que situação mais desagradável! E complicada! Passava e dizia:
– Cabôco da Ponta da Capoeira aqui não cisca terreiro. Cabôco da Ponta da Capoeira aqui não cisca terreiro.

Que ousadia! Que desaforo! A raiva foi crescente. E, com um bem aplicado “pescoção”, Geraldo perdeu-se no ar e perdeu a noção de mundo. O certo é que Geraldo do Cuba foi a nocaute. O meu avô voltou para sua rotina de trabalho e trabalho. Alguns dias depois, chegou à Ponta da Capoeira um “portador”, a lhe dizer que Geraldo do Cuba mandava-lhe um recado, que dizia simplesmente:
– Onde nóis se encontrá, não nasce capim.
O “recadista” recebeu logo o seu “benefício”. Umas boas lapadas de corda de couro. E foi despachado com a resposta certeira:
– Diz pra ele que, quando dei nele, não tava com raiva.
Recado dado, recado recebido. A valentia de Geraldo evaporou-se. Escafedeu-se rumo ao arco-íris. E, quando Geraldo encontrou o meu avô, saiu-se com esta:
– Meu amigo … Ah, como queria ti dá um abraço!
Haja respeito!

EITA, VONTADE!

Por Zé Carlos

A saudade, para não fugir ao costume, toma-me nesta madrugada com uma vontade mansa e deliciosa. Até já sinto as cócegas da rede, insone e cansada de me carregar, a expulsar-me, “para fora”, a fim de buscar a aurora iminente e necessária.
Até já sinto a quietude, da rua e dos quintais, começar a agitar-se, ao testemunhar a escuridão, há muito cansada, precisar fugir para não ser devorada pelo dia inclemente.
Até já sinto o cheiro e a umidade do orvalho, a encharcar o capim de marreca, que veludamente molha-me os pés, ainda “dormintes” e preguiçosos, a se arrastarem no “passarinhar” vacas, rumo à ordenha.
Até já me sinto no curral de Antônio de Eliza, a tirar e sorver o bendito leite mugido, devorado com avidez, numa cuia faminta de mim, a reclamar um punhado de farinha d’água e uma nesga de carne frita.
Até já sinto o olhar compugido do gado, a sair molemente, pedinte e choroso, ao ser batido “pau de porteira”, na certeza certa de um pastar abundante e tranquilo.
Até já sinto a impaciência do “alazão”, “doidinho pra vadiá” e sair campo a fora, a desfilar em tapete mágico e único; sorver a brisa bendita, carregada de tanta vitalidade; e ir “pra outra banda”, do outro lado da Juçareira, brincar com uns bezerros ariscos, lambendo-lhe as costas, a fim de saciar a sua sanha feroz.
Até já sinto a bendita água, do Pericumã, a engolir meu suado e pecante corpo, num mergulho profundo e reparador, que se renova a cada dia, tal um ritual de todo dia.
Até já sinto o gosto da fumaça, a subir rio “arriba”, levando o cheiro saboroso da piaba assada em um braseiro improvisado e prenhe de espetinhos.
Até já sinto vontade de “acordar” e, de olhos fechados, viver “tudinho”, de novo.
Eita, vontade!

Estela Borges Morato, uma vítima do terrorismo

“Estela Borges Morato nasceu na cidade de Campo Limpo, próximo a Jundiaí, Estado de São Paulo, em 22 de janeiro de 1947. Fez o curso primário no Externato Santo Antonio, o ginásio e o curso científico no Colégio Paulistano. Em 1964 tomou parte em um concurso bíblico instituído por uma estação de rádio da Capital Paulista, obtendo o primeiro lugar, recebeu como prêmio mil discos e um aparelho de televisão. Em 18 de dezembro de 1965 casou-se com Marcos Morato, união que se desfez com a sua morte em 1969.

Ingressou através de concurso no Banco Comércio e Indústria de São Paulo. Fez o curso de Grafodactiloscopia Bancária “Preventivo de Falsificação”, na Academia de Polícia de São Paulo.

Entrou para a carreira de investigador de Polícia, mediante concurso público em 1969. Foi destacada para prestar serviço no Departamento de Ordem Política e Social, onde de acordo com a opinião das autoridades com quem trabalhou foi exemplo de disciplina, abnegação e patriotismo. Em 7 de novembro do mesmo ano, deu com apenas 22 anos, sua vida cheia de crenças, sonhos e esperanças à glória e liberdade da terra que a viu nascer, quando no cumprimento do dever tomou parte com intrepidez o cerco destinado a prisão do perigoso Carlos Maringhela, chefe da subversão do Estado de São Paulo. Estela Borges Morato, foi a primeira mulher brasileira e paulista a ser vítima de uma nobre audácia, no trabalho árduo contra o terrorismo, em defesa da sociedade, em defesa dos postulados cristãos e da Pátria Brasileira.

Crônica de Autoria de Estela Borges Morato, publicada no jornal editado pelo Sindicato dos Bancários em outubro de 1969:

“Que Tipo de Mundo Você Queria?”“Para esta pergunta, a resposta é sempre a descrição de uma utopia. Porém, eu gosto deste século, cheio de vivacidade e colorido, planos e esforços que nos fazem participar de uma experiência excitante e maravilhosa, sendo exatamente isso que dá a vida sua única atração verdadeira. Vida é movimento. Quero este mundo assim como ele é, com sonhos para sonhar, problemas para resolver e lutas para lutar. Vivamos intensamente a vida que Deus nos deu, afinal ela nos oferece mais prazer que dor, mesmo que haja sempre algo para ser resolvido ou remediado. Este mundo merece voto de confiança, porque ele é bom, só é mau para gente dura e de cabeça mole. O homem, enfrentando suas dificuldades, pode mostrar que é homem, aceitando o desafio. As dificuldades serão superadas e a vida valerá a pena ser vivida. Afinal já conquistamos a Lua.”

Estela tinha apenas 22 anos quando foi assassinada. Jovem e bonita, Estela já havia casado quando revolveu mudar de emprego. Saiu de um grande banco e fez concurso para a Polícia Civil de São Paulo. Foi nomeada no cargo de investigadora. Quando ainda era bancária, publicou em um jornal do sindicato dos bancários um texto intitulado “Que tipo de mundo você queria?”. Inicia afirmando que a resposta a esta pergunta será sempre a utopia, e finaliza dizendo que as dificuldades serão superadas e a vida valerá a pena ser vivida.

Estela foi designada para uma operação de captura de um criminoso, assaltante de bancos. O perigoso marginal, juntamente com seus comparsas, resistiu à prisão. Estela foi atingida na cabeça e morreu dias depois.

Estela Borges Morato, a heroína, é quase que totalmente desconhecida dos brasileiros. O marginal, ao contrário, não só é amplamente conhecido como mais um filme foi feito em sua homenagem. Ele se chamava Carlos Marighella.

Assim como um escultor molda a substância bruta transformando-a em uma obra de arte, os responsáveis pelo filme tiveram muito trabalho e esforço para transformar o terrorista que lutava para implantar uma ditadura no nosso país em um mártir. Marighella, ao contrário do que afirmam e reafirmam seus adoradores, não queria o bem de ninguém e muito menos mudar o mundo. Queria o poder, o poder exercido a ferro e fogo pelos ditadores. Não foi ele um pobre trabalhador revoltado com a burguesia. Marighella cursou engenharia e foi deputado. É de sua autoria o minimanual do guerrilheiro urbano, onde ensina aos seus comparsas como matar pessoas, explodir instalações, sequestrar, torturar.

A história contada em fragmentos, pintados e adequados de acordo com interesses, não é história, é farsa, é manipulação. A verdade, aos poucos, foi sendo apagada. Desde aquele 7 de novembro de 1969 pouco se escreveu sobre Estela. Filmes, cinco até agora, livros e músicas fazem homenagem ao terrorista. O governo do senhor Fernando Henrique reconheceu a responsabilidade do estado na morte do marginal que almejava o poder absoluto, concedendo à viúva de Marighella uma indenização. Na Alameda Casa Branca, local onde o marginal enfrentou a polícia e atingiu Estela na cabeça, há uma placa em sua homenagem.

Estela Borges Morato é hoje apenas o nome de uma escola estadual. Lá, os professores talvez ensinem que Carlos Marighella é um herói.

O Jornal do Brasil, Rio de Janeiro — Quinta-feira, 6 de novembro de 1969, trás a notícia da morte de Estela como “O PREÇO DA DEDICAÇÃO“. O Jornal, Ano LXXIX, nº 182 noticia abaixo transcrita:
“Morte de Marighela inicia desarticulação terrorista As autoridades dos órgãos de segurança estão convictas de que a morte de Carlos Marighela representa o início real do processo de desarticulação dos grupos terroristas que agem no país. Depois da limpeza que a Operação-Bandeirantes vem realizando em São Paulo, os extremistas estão sob cerrada vigilância e começam a se desarticular, sem tempo e condições para rever seus planos e modificar o esquema de distribuição dos aparelhos. Policiais do DOPS, no entanto, afirmam que o terrorismo não chegou ao fim com a morte de Marighela, pois o ex-Deputado Joaquim Câmara Ferreira assume o comando de seu grupo e há também a atuação do ex-capitão Carlos Lamarca, embora em linha diferente. Desde a morte de Marighela a polícia paulista iniciou uma série de prisões. A investigadora Esteia Borges Morato, dada como morta ontem, continua viva mas em estado desesperador. Levou um tiro na cabeça, com perda de massa encefálica, e os médicos não têm quase esperanças. O corpo de Marighela continua no necrotério, esperando autópsia. Os meios religiosos já se movimentam para examinar a situação dos freis Ivo e Fernando, que possibilitaram a diligência policial contra Carlos Marighela. O secretário-geral da CNBB encontra-se em São Paulo.”. http://memoria.bn.br/pdf/030015/per030015_1969_00182.pdf).”.

Fontes:https://extra.globo.com/casos-de-policia/comissario-de-policia/lembrando-de-estela-23459564.html e https://heroisbrasil.fandom.com/pt-br/wiki/Investigadora_Estela_Borges_Morato.

Pesquisa realizada e reproduzida diretamente das fontes por  Ana Creusa

Governo realiza sessão pública para licitação do serviço de ferry-boat no Maranhão

Duas empresas com seus devidos representantes foram credenciadas: a Internacional Marítima e a Celte Navegação.

O Governo do Maranhão, por meio da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), realizou a sessão pública para Concessão do Serviço Público Aquaviário de Passageiros, Cargas e Veículos entre o Terminal da Ponta da Espera e o Terminal do Cujupe referente ao Processo Administrativo nº 85.837/2021 – MOB.

O credenciamento de propostas aconteceu durante a sessão realizada na manhã desta quinta-feira (26), no auditório da MOB, onde se reuniram a Comissão Setorial de Licitação e representantes para receber as propostas. O procedimento tem como finalidade selecionar a melhor proposta para a prestação do serviço.

Na ocasião, a Comissão Setorial de Licitação abriu a sessão pública e solicitou aos interessados que apresentassem suas credenciais à equipe de apoio. Após a análise desses documentos, observando os critérios estabelecidos no edital, duas empresas com seus devidos representantes foram credenciadas: a Internacional Marítima e a Celte Navegação.

Foram recebidos pela Comissão Setorial de Licitação os envelopes nº 01 e nº 02. O primeiro é referente aos lotes 01 e 02 e contém a proposta técnica e valor da outorga enquanto o segundo possui a documentação de habilitação.

Essa licitação é um marco histórico para o Governo do Maranhão que luta há anos para melhorar o serviço público do ferryboat para a população maranhense. E estamos felizes por termos concluído esse primeiro momento. Essa é a primeira parte da licitação e agora nossa equipe irá analisar e, assim, dará prosseguimento a licitação, ponderou Cícero Eugênio, presidente da Comissão de Licitação da MOB.

Após as análises, o resultado do julgamento da Proposta Técnica e do Valor de Outorga será divulgado em meio oficial e será aberto prazo para recurso. Toda a sessão pública foi transmitida ao vivo pelo Instagram da MOB.

Mais informações

Serão licitados dois lotes com direito de concessão de, no mínimo, 20 anos, prorrogável por igual período, no tipo concorrência de melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de proposta técnica. Todos os requisitos legais atinentes foram contemplados, assim como as expectativas sociais, realizados por meio de Audiência Pública no dia 18 de março de 2021, às 14h, por videoconferência em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Melhorias

O edital de licitação foi elaborado pelos setores técnicos da MOB a partir da contribuição da sociedade, através de audiência pública, dos apontamentos e notificações da Capitania dos Portos, Ministério Público, Vigilância Sanitária e Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon/MA) a fim de melhorar a qualidade do serviço.

Fonte: https://www.ma.gov.br

ACADEMIA PERIMIRIENSE, UMA HISTÓRIA DE SUCESSO

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) “Casa de Naisa Amorim” é uma instituição sem fins lucrativos, idealizada pelo Projeto Academias na Baixada do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), arquitetada durante a gestão de Ana Creusa Martins dos Santos, tendo como principal finalidade, criar Academias Populares no território da Baixada Maranhense, voltadas à cultura e a historiografias dos municípios. A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense, Casa de Naisa Amorim, foi criada no dia 20 de maio de 2018, após serem realizadas três reuniões mensais. A homenageada como patrona da ALCAP foi a professora Naisa Amorim por seus relevantes trabalhos prestados a nossa comunidade perimiriense em vários seguimentos, inclusive na área educacional, na qual sempre se empenhou com força e determinação apesar dos inúmeros desafios daquela época de muita pobreza.

A ALCAP possui atualmente 28 membros, é composta por escritores, profissionais atuantes e aposentados da educação, ex-políticos, compositores de toadas de bumba-meu-boi, cantores, acadêmicos formados em várias áreas do nível superior e amantes da cultura, preocupados com o futuro da querida Peri-Mirim, se juntaram em prol da cidade.

  • 1ª DIRETORIA (2018-2020), VOTADA O DIA DA FUNDAÇÃO DA ALCAP É COMPOSTA POR:
  • Presidente: Eni do Rosário Pereira Amorim
  • Vice-presidente: Jessythannya Carvalho Santos
  • Primeiro-secretário: Diêgo Nunes Boaes
  • Segundo-secretário: Ana Creusa Martins dos Santos
  • Primeiro-tesoureiro: Edna Jara Abreu Santos
  • Segundo-tesoureiro: Elinalva de Jesus Campos

Membros do Conselho Fiscal

  • 1º- Ataniêta Márcia Nunes Martins
  • 2º- Francisco Viegas Paz
  • 3º- José Ribamar Martins Bordalo

Barroso ficou de fora, Bolsonaro protocola pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes do STF

O documento foi protocolado por um auxiliar do Presidente no final da tarde do dia 20 de agosto. O chefe do Executivo está em São Paulo, em visita a familiares. Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, viajou para Minas Gerais, sua terra natal para passar o final de semana.

O presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (20/08) o pedido de impeachment ao Senado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O documento foi protocolado por um auxiliar do mandatário no final da tarde. O chefe do Executivo está em São Paulo, em visita a familiares. Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, viajou para Minas Gerais, sua terra natal para passar o final de semana.

Alguns aliados do presidente estão presos ou sendo vítimas de buscas e apreensões.

Na publicação, Bolsonaro falou que “Todos sabem das consequências, internas e externas, de uma ruptura institucional, a qual não provocamos ou desejamos”, escreveu. “De há muito, os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, extrapolam com atos os limites constitucionais”.

Existe um pedido substancial que tramita no Senado que, de acordo com Girão, o motivo principal do pedido foi a instauração, por Moraes, do inquérito que investiga a disseminação de fake news contra o Supremo. Ainda segundo o senador, um abaixo-assinado organizado pelo advogado e comentarista de TV Caio Coppolla a favor do impeachment de Moraes obteve o apoio de quase 3 milhões de pessoas.

Fonte: Agência Senado e Correio Brasiliense.

Lembranças

Por Marcone

Ontem à noite, esticando até às primeiras horas da madrugada de hoje, fiz um passeio interessante dentre as lembranças. Vi-me em um lugar delicioso, que me marcou profundamente e nunca será esquecido, em seus mínimos detalhes. As pessoas fervilhavam e eu sentado, atento a tudo que me circundava e envolvia, muito observador e analista reafirmava a ideia sobre quanto o ser humano romântico, sentimental, sensível a qualquer forma de beleza, nunca está totalmente imune ou protegido em uma redoma, que lhe anule as chances de encontrar alguém capaz de sensibilizar seu coração, tocar-lhe ternamente a alma. Hoje, essa lembrança reafirma-me essa óbvia conclusão.
Conheço muitas histórias passionais, Em cada uma delas, os sentimentos que fluem são reativos. Algumas se asseguram na constante disposição do espírito ao exercício do bem e desprovimento do mal, exatamente o quê nós chamamos VIRTUDE. Mas nem sempre é assim e, às vezes, as pessoas tornam-se impulsivas, cedem ao ciúme, incitam-se à maldade, à vingança, quando se deixam levar pelo inconformismo de uma dor, atropelam-se com as palavras, constroem e vivem as mais diversas tramas, mescladas de amor, ódio, desejo, traição, revanches oportunistas, hipocrisia, falsidades, e interesses pessoais em detrimento do intento alheio e tantas vezes de seu próprio interesse. Agindo por fora e comumente com direta incidência sobre a manutenção ou destruição do relacionamento, ainda há a força negativa da inveja – sentimento mesquinho, sórdido, capaz das maiores atrocidades e perversões por parte daqueles que se sentem inferiores e descriminam-se, atestam-se incapazes, no entanto, altamente competentes para arquitetarem armadilhas e puxarem o tapete do SER oponente.
Conheço histórias de grandes relacionamentos que começaram em cabarés, casas de prazeres, prostíbulos, abafadas pela maioria de seus protagonistas, escondidas, ignoradas, transfiguradas ao perfil de lendas, por livres, fantasiosos e inibidores pensares, porém que, admiravelmente se equilibraram e subsistem na compreensão, na confiança e no respeito, independentemente de suas ascendências – lições, referências para evidenciarmos e compararmos pelo resto da vida, tanto de mulheres quanto de homens.
Lembro que nessa noite eu conheci mais uma história com essas particularidades tão comuns aos aventureiros do amor, dublês dos tentadores prazeres de alcova.
Enquanto me concentro para digitar, ao longe toca, e toca-me, uma música que gosto muito de cantar e já cantei para ouvidos atentos, receptivos, que me privilegiaram, cuja letra muito afina com essa questão aventureira, essa busca de suprimento das carências, uma bela página musical que tem tudo a ver, como se diz popularmente, que reforça minha reflexão sobre relacionamentos: “Garoto de aluguel”, de Zé Ramalho – a obra encaixa-se direitinho em nossa realidade de fugas, sonhos e prazeres alugados no burburinho dos sons de mil palavras simultâneas e música para embalar, ou nos sussurros da calada noite preta!

O máximo do Direito, o máximo da injustiça

Por Augusto Aras*

A intensidade dos últimos anos legou um ambiente institucional tensionado, onde os limites vêm sendo testados continuamente e parte da sociedade tem demandado ações enérgicas, muitas vezes desconhecendo os limites e raios de ação de cada um dos atores.

É o caso do procurador-geral da República (PGR), que, mesmo acumulando competências e responsabilidades, não pode tudo. A linha divisória é claramente delimitada pela Constituição e leis. Cinge-se, especialmente, como titular da ação penal pública, nos crimes comuns, contra autoridades com prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal, como o presidente da República, senadores e deputados federais.

Não tem atribuição, de ofício, para processar quem ofende a honra de terceiros, salvo se a vítima for chefe de Poder (antiga Lei de Segurança Nacional). Se não for, dependerá de representação do ofendido. Também não pode processar aquelas autoridades por crimes de responsabilidade porque é da competência do Congresso Nacional. De regra, não é dado ao PGR compartilhar da retórica política (ainda que a crítica seja ácida) consistente no diálogo, em busca de consenso social, típica dos Poderes Legislativo e Executivo.

Cabe ao PGR ficar adstrito ao discurso jurídico inerente ao sistema de Justiça que submete, repita-se, submete as duas magistraturas ao império da lei, à norma, ao Estado de Direito (de segurança jurídica, de verdade e de memória).

Quando o PGR sai do discurso jurídico e passa à retórica política, igualando-se aos representantes eleitos, criminaliza-se a política. Usando a norma para submeter contrários, cassando mandatários, obstando o desenvolvimento sustentável, econômico, ambiental e social, inclusive com a paralisação de obras.

Podendo até embaraçar o enfrentamento da pandemia com discussões marcadas pelas incertezas empíricas alheias às relações jurídicas, em tese, para cumprir as sagradas funções que lhe foram confiadas pela Carta Magna.

Quando a atuação jurídica se imiscui com o dia a dia da retórica política, é possível invocar a Constituição para defender absurdos. Foi nela que o vice-presidente e senador norte-americano John Caldwell Calhoun (1782-1850) se baseou para sustentar sua posição antiabolicionista em sua época. Foi assim que constatamos, em 34 anos de carreira pública, que certos excessos e violações à Constituição Federal e à lei orgânica que estrutura e organiza o Ministério Público resultaram em graves lesões aos princípios constitucionais, mormente republicano e da administração pública, com reflexos nocivos nos direitos e garantias fundamentais, levando ao questionamento da amplitude da instituição.

Na gestão atual, buscamos o aprimoramento institucional, propiciando a todos os membros e servidores iguais oportunidades, sem odiosas preferências e facciosismos; aos cidadãos, inclusive às minorias, o respeito aos seus direitos e garantias, ao devido processo legal; às empresas, a liberdade de iniciativa e de concorrência; aos trabalhadores, a sua proteção com a geração de empregos; a todos, a liberdade de expressão.

Fortalecemos os órgãos internos de combate à corrupção, instalando os Gaecos federais (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), investigamos e processamos centenas de pessoas com prerrogativa de foro nos tribunais superiores, recuperando ativos bilionários.

Em 22 meses promovemos as campanhas “Respeito” e “Diversidade” em busca da pacificação social, renovamos os quadros e o programa da Escola Superior, com a adoção da deontologia do MP, e antes mesmo do reconhecimento da pandemia, constituímos o Giac (Gabinete Integrado de Acompanhamento) e centralizamos as demandas buscando otimizar o seu atendimento.

Superamos, quantitativa e qualitativamente, todas as expectativas, graças aos colegas de todos os ramos do MP brasileiro, sem exibicionismos, pois nosso dever é promover Justiça com independência funcional e impessoalidade.

É preciso sobriedade e sabedoria para retomarmos, superando o luto vivido por milhões de famílias e o drama do desemprego sem abrir mão da democracia, que foi por décadas ansiada e buscada. Temos de nos apegar ao combate de problemas reais e ao cuidado para não apagar fogo com gasolina. O Brasil vive um momento onde todas as cordas estão esticadas. E cabe a nós, do Ministério Público, guiar-nos sempre contra o excesso de ativismo para evitar injustiças irreversíveis.

*Antônio Augusto Brandão de Aras é um jurista brasileiro, atual procurador-geral da República e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília.

Fonte: https://www.conjur.com.br.