CORPO SÃO, MENTE, NEM TANTO II

Por Zé Carlos

Após alguns pedidos, volto às crendices!
Certamente, há curiosos querendo saber a finalidade do chá do bico do pica-pau. Por mera curiosidade, ou, então …

Brincadeiras à parte, o tema é sério. Absurdamente fascinante!
E, por isso, se encontra tão “enraizado” em nossas trajetórias, as quais já “testemunharam”, por certo, algumas delas.

Quem “nunca ouviu falar” e/ou apelou ao vento (ventou, ventou, ventou), em uma sinfonia de assobios, como o último recurso, no afã de empinar as rebeldes pipa ou curica ou “arraia” ou papagaio, que teimavam em “subir pra baixo”?! Santa agonia e frustração!

Tal qual a chantagem, “mais sincera da vida”, a São Longuinho, sacramentada em três “pulinhos”, não tão santos, após “ficar no mato sem cachorro”!

Há, no entanto, quem ‘abusa da sorte”, radicaliza! Chega ao surreal! Então, vejamos: um “chá de côco seco”, para neutralizar o veneno de cobra, não é das melhores pedidas; bem como uma porção de “merda de vaca”, ainda verde, ou uma colher de café em pó, ou um chumaço de teias de aranha, visando à rápida cicatrização de “feridas”, idem.

Todavia, amenizemos. Pular as ondinhas, no réveillon, dá-nos a certeza das bênçãos de Iemanjá; assim como “salvar” a donzela aprisionada na “curacanga”, bastando apenas enfiar uma agulha virgem em um buraco feito na parede. Acabou-se o encanto!

Mas a campeã, em solucionar situações embaraçosas, é a cachaça, a pinga, a “marvada”. Uma dose enche-nos de coragem, aquece-nos, clareia-nos a vista, corta o catarro, traz-nos a lua, torna-nos poetas (…). Até o “sortudo” do santo é agraciado (com uma dose), quando há de nos guiar, “os bebuns”, em nossos trajetos, geralmente em linhas não tão certas, assim.

Agora, o que mais me intriga é ter ficado com esta aparência, um tanto quanto estranha, após ter passado boa parte da minha vida, escondido, atrás das portas, “chicleteando”, com avidez persistente, o insosso, porém milagroso, “cabilouro”!

Praia nos campos da Baixada Maranhense, como isso é possível?

Por Ana Creusa

Durante o verão, as brincadeiras das crianças da Baixada Maranhense mudam para um areal que se forma à frente das casas localizadas à beira do Campo. Ali praticam competição de corrida, jogo de bola, queimado e pega-pega.

Quando as crianças caem ao chão, sempre sorrindo pela diversão, percebem que a areia é salgada, como as areias das praias. Como assim, salgada? se o campo é formado por água doce?

José Santos explicava a seus filhos que aquele campo já fora mar no passado e que, depois de muitos anos, pode voltar a ser mar novamente. Mais tarde aprenderam que a Baixada Maranhense localiza-se abaixo do nível do mar e por causa dos tesos e outros elementos geográficos, a água do mar não penetra nos campos, formando uma grande piscina de água doce, constituída pela água da chuva caída no inverno.

Com a degradação ambiental, a água do mar está invadindo os campos e provocando a salinização dos campos, inclusive do lençol freático.

A continuar esse processo, os campos irão misturar-se ao mar e uma nova paisagem se formará, com mudança do ecossistema, a partir de desmatamentos, queimadas, etc.  Estas mudanças têm afetado a duração e o nível das inundações e permanência da água nos campos.

Mas por que os baixadeiros lutam para que o processo de salinização dos campos não ocorra de forma brusca e lutam pela construção dos Diques da Baixada?

A resposta é simples: a necessidade humana é por água doce, como afirma Alexandre Abreu, forense especialista nos Diques da Baixada, que publicou no site do Fórum da Baixada, um artigo intitulado, Diques da Baixada na Ponta da Língua.

O projeto dos Diques da Baixada foi concebido há mais de quarenta ano e até hoje não saiu do papel.

Os baixadeiros pretendem continuar com a praia no verão e não a cada vazante da maré. Não querem que a Baixada vire mar, para serem mais um vivente perdido à beira do mar. Querem, pois, a singularidade da região: no inverno, campo cheio e no verão, torrão e praia. Cada estação diferente e não a previsibilidade do mar, imenso e igual. #Diques da Baixada Já!

Brincadeira de Queimado, realizada no Povoado Cametá/Peri-Mirim/MA/Brasil, no dia 15 de novembro de 2019.

Confira o inteiro teor do Ofício solicitando a conclusão e recuperação da barragem de Maria Rita

Os prefeitos de Bequimão, Peri-Mirim, Alcântara, São Bento e Bacurituba solicitaram ao Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado de Agricultura Familiar –SAF, Rodrigo Lago, a conclusão da Barragem de Maria Rita, bem como como a recuperação do trecho que já foi construído.

O obra irá beneficiar diretamente os municípios de Bequimão, São Bento, Alcântara, Peri-Mirim e Bacurituba, além de outros municípios da bacia do rio Aurá (Palmeirândia, Cajapió e São Vicente de Ferrer).

A área onde será construída a barragem de Maria Rita, possui aproximadamente 12 km de extensão e interliga os municípios de Bequimão, São Bento, Alcântara, Peri-Mirim e Bacurituba (entre os manguezais na bacia do rio Aurá e os campos inundáveis). A barragem terá finalidade de conter à água doce e combater a salinização dos campos naturais inundáveis com a entrada de água salgada pelos igarapés nas áreas mais baixas da região.

Confira o inteiro teor do OFICIO BARRAGEM DE MARIA RITA

Engenheiros da prefeitura de Bequimão e moradores locais no trabalho de georeferenciamento e levantamento das coordenadas geográficas da barragem de Maria Rita, vejam as fotos:

PERI-MIRIM: Secretaria Municipal de Agricultura reúne produtores rurais para apresentação de novos projetos

O encontro ocorreu no povoado Três Marias, nesta quinta-feira 03 de junho, tendo como pauta apresentação de dois projetos que visam o fortalecimento da agricultura familiar, a fim de fomentar a produção em maior escala, gerando renda para as famílias que praticam atualmente apenas a agricultura de subsistência, por falta de estrutura e apoio suficiente para desenvolverem os trabalhos de forma profissional.

Visando resolver esse problema, o prefeito Heliezer de Jesus Soares e o secretário de Agricultura e Meio Ambiente,  Luís Eduardo França Tupinambá, foram em busca de parceria com o Sebrae para que atue na parte educativa, principalmente de empreendedorismo.

O consultor do Sebrae Adriano destaca como o principal entreve para o desenvolvimento de novas técnicas sustentáveis de agricultura,

A falta de conhecimento e visão empreendedora impedem o crescimento econômico dos produtores rurais.

Um dos projetos apresentados consiste na produção de mandioca de forma coletiva, a ideia é capacitação de mão de obra, para facilitar o processo de plantio, cultivo e comercialização do produto.

O segundo projeto tem como foco as famílias em situação de vulnerabilidade social, que vivem em situação de extrema pobreza. No tocante a este projeto, o secretário Eduardo destacou que:

A prefeitura vai ofertar condições para construção de um (Sisteminha), modelo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com tanque suspenso para criação de peixe, criação de galinha e horta.

Os dois projetos são altamente viáveis, pois já foram amplamente testados pelos órgãos envolvidos.

O cultivo da mandioca já é tradicional no município, mas praticada de forma artesanal, que agrava a degradação ambiental, pois a cada ano, há necessidade de desmatar outras áreas, remanescendo no local as famosas “capoeiras” que levam muitos anos para recompor a floresta. A ideia neste caso, é mecanizar pequenas áreas que serão utilizadas de forma sustentável.

Por sua vez, o Projeto do Sisteminha é novidade para os perimirienses, mas é de fácil assimilação. O secretário acredita que após o treinamento, muitas famílias irão se beneficiar.

Fonte: https://saobentonews e informações de participantes da reunião.

DOEGNES SOARES, como não sentir saudades?

Por Ana Creusa

Vem, Doegnes, cante pra gente“, assim foi a recepção dos anjos celestiais a um dos maiores ícones da cultura popular maranhense, Doegnes Soares, faleceu na manhã desta segunda-feira, 31 de maio, vítima da Covid-19.

A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace. Victor Hugo

O artista pinheirense foi internado na última semana tendo seu caso agravado. Ele foi entubado na UTI do Hospital Macrorregional da Baixada, onde veio a óbito.

Doegnes cantou e encantou a Baixada Maranhense. Dono de uma voz inconfundível. Era carinhoso e amigo. Sempre vestido em cores vibrantes, que resplandeciam a beleza de seu coração puro. O seu público sempre o recebia com o tradicional: “Vem, Doegnes, cante pra gente”.

https://youtu.be/E-PCHkiJeCI

Doegnes Soares era filho de José Martins Soares, que atendia pela alcunha de Zé Macaco, e Dona Catarina Amorim. Filho de uma família de 7 irmãos. Sua esposa é conhecida carinhosamente como Dona Bebel. Deixa 3 filhos: Guiguito, Júnior e Diná.

Desde garoto percebeu que nascera com um dom raro. Segundo a sua mãe, Doegnes  iniciou a vida artística tocando tambor, com o pai, que era motivo de grande alegria ao pai.

Certa noite, depois de uma de apresentação, o pai de Doegnes disse à sua esposa, se referindo ao filho:

Ah, minha mulher, agora eu posso me despreocupar porque eu já tenho quem fique no meu lugar, porque meu filho tocou 3 marchas de tambor que eu chorei demais, foi a coisa mais linda que eu já vi na minha vida.

Seus cantos não demoraram invadir os carnavais e diversos festivais. Integrou a Super Banda Miragem. Participou de bandas e grupos musicais de Pinheiro e de toda a região. Recebeu propostas de outros estados, mas preferiu não deixar sua família, seus amigos, seu torrão. o artista sempre se orgulhou da arte da qual fez sua profissão, e repetia com orgulho:

Eu nasci com um dom do canto. E que, modéstia à parte, também faz parte da História de Pinheiro e que se adaptou à evolução da cidade.

Doegnes passou a ser presença marcante e indispensável nas apresentações na Baixada Maranhense, para a qual dedicou a sua vida e arte. Deixa saudades. O consolo é que a sua obra está imortalizada  nos corações e mentes da Nação Baixadeira.

Algumas informações desta matéria podem estar desatualizadas, pois grande parte delas, foram coletadas em documentários de 2017 e 2018, publicados no youtube.

Núcleo tecnológico da base de Alcântara terá gestão da UFMA

O prédio da Base de Alcâtara servirá como ponto de apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas no município pelo NICTA e por vários outros projetos da UFMA.

Com a presença do reitor Natalino Salgado; do ministro de Ciência, Inovação e Tecnologia (MCTIC), Marcos Pontes; do ministro da Educação (MEC), Milton Ribeiro; do prefeito de Alcântara, padre William Guimarães; e do deputado federal Aluísio Mendes, foi inaugurada, na manhã de quarta-feira, 26, a Base Institucional de Alcântara, sede do Núcleo Interdisciplinar Científico e Tecnológico de Alcântara (NICTA) da Universidade Federal do Maranhão, também fundado no mesmo dia, que reúne diversos grupos e laboratório de pesquisa para desenvolver soluções tecnológicas, sociais, econômicas e ambientais voltadas a segmentos estratégicos da cidade de Alcântara e do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

O prédio da Base servirá como ponto de apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas no município pelo NICTA e por vários outros projetos da UFMA, e conta com uma sala de aula com 20 lugares, ambiente para ensino a distância com cinco computadores, copa, dois dormitórios, banheiro com acessibilidade e duas salas que servirão futuramente como oficinas para produção de produtos naturais e para capacitações.

O NICTA tem coordenação da professora de Engenharia de Aeroespacial Mikele Cândida Sousa de Sant’Anna, que reforçou que

o Núcleo, além de seu viés voltado para a ciência e tecnologia, tem, em sua concepção, fortalecer vínculo com as comunidades de Alcântara e seus saberes tradicionais.

O Núcleo Interdisciplinar Científico e Tecnológico de Alcântara, no eixo do ensino, pretende consolidar ainda mais o curso de Bacharelado em Engenharia Aeroespacial — com vias também de auxiliar o fortalecimento do respectivo programa de pós-graduação da área na UFMA — e solicitar a criação do polo local da Universidade Aberta do Brasil. Em pesquisa, o NICTA tenciona atender a áreas estratégicas, como sistemas espaciais, robótica, internet das coisas, inteligência artificial, turismo, entre outros campos do saber, além de auxiliar nas demandas do Programa de Desenvolvimento Integrado do Centro de Lançamento de Alcântara. Em extensão, o destaque fica para o atendimento com ações voltadas para comunidades tradicionais negras remanescentes de quilombos, com criação de oportunidades de geração de emprego e renda.

O reitor Natalino Salgado destacou a relevância do Núcleo para apoiar os estudos do curso de Engenharia Aeroespacial e de diversas áreas de graduação da UFMA que já têm implantado ou pretendem implantar projetos no território alcantarense. “Eu prenuncio que este esforço coletivo, capitaneado pelo NICTA, que agrega o Ministério da Educação e outros ministérios, vai nos permitir, com o conhecimento e com os projetos, melhorar as condições na área de turismo, da cultura, resgatar a história de Alcântara, ao mesmo tempo com uma cadeia produtiva de conhecimento para gerar riqueza à população.

Esta é a lição da Universidade: tem seus cientistas, mas é uma das mais antenadas e que tem uma boa forma de lidar com a sociedade e saber suas demandas”, proferiu.

O ministro da Educação expressou a expectativa do NICTA e seus projetos para o desenvolvimento do ensino científico tecnológico para o Maranhão e para o Brasil, agradecendo o apoio do reitor Natalino e dos docentes envolvidos e declarando esperar ver a educação na melhoria da sociedade alcantarense. O Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) enfatizou a participação da ciência e da educação para a melhoria da região. “Trabalho com ciência com tecnologia, em transformar ideias em novos produtos, inovações, novos serviços, e isso só pode ser feito com um caminho, que é o da educação.

Eu vejo essa união em torno da educação, tenho certeza que aqui se realizarão sonhos de muitos jovens, que estarão desenvolvendo projetos, serão novos cientistas, novos empresários para trabalhar pelo progresso desta cidade e do Brasil como um todo”, pontuou Marcos Pontes.

O prefeito de Alcântara reverenciou a inauguração do NICTA e os projetos que beneficiarão a população alcantarense por meio das ações de ensino, pesquisa e extensão. O deputado Aluísio Mendes congratulou o esforço dos envolvidos na implantação do Núcleo e na difusão e expansão da educação na região de Alcântara. Ele declarou ter certeza de que o município, em breve, será um exemplo para o Brasil e para o mundo por meio das ações voltadas para a ciência, tecnologia e educação.

https://centraldenoticias.radio.br

Últimos dias para inscrições em Projeto Cultural para a Baixada Maranhense

O Instituto Comunitário Baixada Maranhense (ICBM), por meio do projeto CIP Baixada Maranhense lançou o Edital 002/2021, voltado para o setor cultural, com temática definida via Audiência Pública, realizada em julho de 2020.

Os projetos deverão se inscrever no período de 28 de maio de 2021 a 08 de junho de 2021, por meio de formulário online ao final desta matéria.

O Edital 002/2021 – Cofo Cultural Baixada Maranhense, tem por finalidade fortalecer e dar continuidade a produção artística e cultural dos 16 Municípios envolvidos no Projeto CIP Baixada Maranhense (Arari, Vitória do Mearim, Cajari, Viana, Penalva, Matinha, Olinda Nova do Maranhão, São João Batista, São Vicente Ferrer, São Bento, Palmeirândia, Peri-Mirim, Pinheiro, Presidente Sarney, Pedro do Rosário e Alcântara), por meio de financiamento de projetos culturais. Serão contemplados os projetos que consigam ao máximo minimizar os impactos causados pela crise sanitária (Covid-19), por meio através da arte e da cultura.

Veja Edital: As inscrições poderão ser feitas até as 23h59 do dia 08 de junho de 2021.

Formulário de inscrição para pessoa física:

Faça sua inscrição aqui

Formulário de inscrição para pessoa jurídica:

Faça sua inscrição aqui

Fonte: Instituto Baixada.

Governador Flávio Dino recebe prefeito Heliezer e anuncia construção de hospital em Peri-Mirim

O governador Flávio Dino recebeu, nesta quarta-feira (26), no Palácio dos Leões, em São Luís, o prefeito de Peri Mirim, Heliezer de Jesus Soares, para tratar de demandas do município. 

Ao lado do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA), deputado Othelino Neto, do secretário de Estado de Articulação Política (Secap), Rubens Pereira Júnior e da secretária-chefe da Assessoria Especial do governador, Joslene Rodrigues, o prefeito Heliezer apresentou ao governador os principais pleitos da população de Peri-Mirim

Durante o encontro, o governador anunciou a construção de um hospital na cidade de Peri Mirim, atendendo a um sonho antigo dos perimirienses. Flávio Dino ressaltou que “esse espírito de entendimento e diálogo” entre a gestão estadual e as cidades maranhenses é primordial para que as políticas públicas cheguem efetivamente para os cidadãos e cidadãs maranhenses. 

A União faz a força. Esse é um mandamento que a sabedoria popular nos ensina e nós praticamos muito fortemente no Maranhão. O nosso compromisso é de que ainda no mês de junho vamos começar as obras de instalação do Hospital Municipal. Nós vamos reconstruir um prédio público municipal para que ele receba um hospital de qualidade”, frisou o governador. 

Dino destacou ainda que vai mobilizar equipes estaduais para a construção de uma praça e para a pavimentação de vias urbanas na cidade de Peri Mirim. O presidente da ALEMA, Othelino Neto, sublinhou a importância desse tipo de parceria para a população do município. 

“É muito importante essa interlocução que nós temos feito trazendo os prefeitos para conversar com o governador e assim estabelecer parcerias. O governador hoje anuncia a construção de um hospital, sonho antigo da população, além de outras obras, como a construção da praça no povoado Três Marias e a pavimentação de ruas. Enfim, uma parceria muito importante para a população de Peri Mirim”, ressaltou Othelino Neto. 

Para o prefeito Heliezer, esse tipo de parceria entre Governo do Estado e as prefeituras é fundamental para garantir o desenvolvimento das cidades maranhenses. 

“Com essa parceria que temos tido com o Governo do Maranhão, que é um governo que tem a preocupação com os munícipes e que tem uma boa relação institucional com todos os municípios, a gente só tem a ganhar. E nós agradecemos profundamente as grandes e importantes obras que o Governo está determinando para a nossa querida Peri-Mirim”, disse o prefeito Heliezer de Jesus Soares.

Fonte: Agência de Notícias/MA.

Sete agrovilas quilombolas do município de Alcântara (MA) são os primeiros Assentamentos Conectados pela ação de ampliação da conectividade rural do Ministério da Agricultura

O líder comunitário da Agrovila Cajueiro Luiz Diniz celebrou a chegada da internet na comunidade. “A comunidade está em festa. Como meio de comunicação, a internet veio ajudar a comunidade, as crianças a poderem assistir aula. É uma parceria do governo federal e da comunidade, buscamos sempre esta parceria”.

Além de gerar maior produtividade e geração de renda, o governo aposta na conectividade em áreas rurais para a difusão do conhecimento a partir da prestação de assistência técnica online. Os pontos de internet banda larga no modelo satélite foram inaugurados na última quarta, 26, pela equipe do Ministério da Agricultura e representantes dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) e Educação (MEC).

A ministra Tereza Cristina participou da cerimônia em link ao vivo e destacou a importância da conectividade aliada à assistência técnica e extensão rural. “Precisamos investir nas pessoas do Maranhão. Em breve estarei aí vendo o nosso trabalho de assistência técnica funcionando, para trazer renda e dignidade para esses produtores rurais”, disse.

  • Conectividade no campo é um insumo fundamental para a inovação

Além de gerar maior produtividade e geração de renda no campo, a conectividade em áreas estritamente rurais permitirá difusão do conhecimento a partir da prestação de assistência técnica e capacitação online. A chamada Ater 5.0 é uma alternativa complementar à assistência técnica e extensão rural convencional, a qual permite que os agricultores recebam orientações técnicas rotineiras e emergenciais de forma online. Essa modalidade educacional registra significativo crescimento no país e caracteriza-se como oportunidade, também, de manter o jovem no campo ao proporcionar ensino de qualidade.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, participou do evento e lembrou a importância da conectividade para a assistência técnica rural. “Essa comunidade precisa se desenvolver com muita tecnologia e informação, e para isso precisamos de internet”, disse, destacando que a comunidade tem uma importante vocação para a agricultura familiar.
  • Internet via satélite

O secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Cléber Soares, explica que a conectividade via satélite é ideal para produtores pouco tecnificados, que não exigem grande quantidade de conexões. A tecnologia satelital permite a comunicação de dados em banda larga a partir de faixa dedicada a essa transmissão com qualidade para locais remotos e de difícil acesso. É o caso da região amazônica, onde cabo de fibra óptica e antenas não chegam ou sua viabilidade é remota.

A iniciativa dos Assentamentos Conectados prevê 156 pontos de conectividade em regiões brasileiras de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) a partir de conectividade via satélite do programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac). Pela iniciativa dos Assentamentos Conectados, já foram instalados 51 pontos nos estados de Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Sergipe.

Fonte Canal Rural.

PESCARIA NA BAIXADA MARANHENSE

PESCA-VIDA

Por Zé Carlos

Em nossa cidade, como em tantas e tantas da nossa imensa Baixada, devemos muito e muito aos conterrâneos, que dedicaram boa parte da vida, se não toda, “à sagrada arte”: a arte do pescar. Verdadeiros heróis a nos saciar com o alimento mais consagrado, principalmente o retirado dos rios, em especial do Pericumã (!!!).

Essa admiração sempre me acompanha: foi, é e sempre será forte!  Dos pescadores, as primeiras lembranças que tenho são, na Ponta da Capoeira, as da minha avó, Dedé, que se “equipava” como uma verdadeira “astronauta” – essa era a impressão que eu tinha na época – a ir à pesca: camisa manga comprida, do meu avô; calça larga, do meu avô; um lenço, que lhe pendia da cabeça, cobrindo-lhe o pescoço; um chapéu de aba terrivelmente larga, para a proteger do sol inclemente; deslizando-flutuando suave e serena, pela enseada, em uma imensa canoa.

Interessante é que a pescaria, da vovó, era antecedida de uns preparativos, os quais eram um verdadeiro ritual: alguém ia verificar os “baixos”, para se certificar “do tempo certo”. Depois, saía com uma enxada ou um “chacho”, às costas, e uma lata. Seguiam-se, então, as enxadadas na terra encharcada, a fim de capturar as melhores minhocas, que virariam apetitosas iscas.

A vovó era mestra em pescar acará. Acará pitanga, para nos oferecer um escabeche, suculento, fornecedor de tanta “sustança”, feito na mais perfeita frigideira de barro, temperado com o mais puro azeite de coco e com o estalar da lenha seca, que me “contava” segredos e segredos do reino do faz de contas.

Também, ainda, alcancei Antônio do Rosário, meu avô, sair para pescar, à noite, a fim de fazer “a ceia de bagre”, madrugada a dentro, ocasião em que eu e as demais crianças dormíamos por não “aguentar” esperar, sendo despertos apenas para desfrutarmos de tão rico e delicioso pasto.

Embora criado nessa atmosfera, que muito me seduzia, nunca fui um pescador – nem para contar histórias – salvo algumas tentativas de capturar piabas “na garrafa”, o que, venhamos, não é glória alguma.

Entretanto a magia da pesca “pescava-me” e se coroava com o espetáculo pujante, durante “as cheias”, quando “os pampinhas e as piabinhas” pululavam na correnteza da primeira boca, enchendo os cofos-pescadores, como esquecidos ali, em uma torrente constante, dando-me a certeza de que jamais acabariam; e, definitivamente, se completava, quando eu saía para comprar “uma pratada de peixe”, “costume” visto, por mim, só em Pinheiro, após esperar tirar “o mato”.

Quanta coragem! Seu Urbano, “Manel” Campeiro, Madeira, Zé Vaqueiro (…); ou vendo Camburão e Carioca ir buscar as mais belas traíras, sem algum apetrecho, em um longo e silencioso mergulho; ou encontrar Cruzeiro, totalmente ébrio e “cinza”, a oferecer sua produção do dia, a fim de poder tomar mais um São João da Barra, vindo da barragem da Justina. Barragem prodigiosa, a qual trazia uma figura, por demais interessante, a vender “o peixe do dia”, dona Leonília, da família Paulo Coró, que era a pescadora preferida da vovó e muito me impressionava pela idade avançada, mas com um vigor absurdo.

Entretanto, o apogeu das pescarias era o espetáculo proporcionado por Fula, com seu búzio, chamando-nos a lhe comprar pescados e entretendo-nos com suas histórias, ditos e relaxos, que marcaram várias e várias gerações, com a certeza de que a “fartura” era certa. Tantas lembranças, que se apresentam deliciosas, fumegantes e apetitosas como “uma pratada de angu, com iscas de jabiraca”!

Delícias, dessa época, que me fizeram herdeiro de hábitos (e bons), que ainda mantenho (até hoje): assar peixe, cheio, na brasa; escabechar traíra e cabeça-gorda, ao leite de côco; fazer um “cozidão”, de bagrinho; e, o mais saboroso de todos, fritar piabas, enfiadas em espetinhos de talos de folhas de coqueiro (!!!)