Governador Flávio Dino recebe prefeito Heliezer e anuncia construção de hospital em Peri-Mirim

O governador Flávio Dino recebeu, nesta quarta-feira (26), no Palácio dos Leões, em São Luís, o prefeito de Peri Mirim, Heliezer de Jesus Soares, para tratar de demandas do município. 

Ao lado do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA), deputado Othelino Neto, do secretário de Estado de Articulação Política (Secap), Rubens Pereira Júnior e da secretária-chefe da Assessoria Especial do governador, Joslene Rodrigues, o prefeito Heliezer apresentou ao governador os principais pleitos da população de Peri-Mirim

Durante o encontro, o governador anunciou a construção de um hospital na cidade de Peri Mirim, atendendo a um sonho antigo dos perimirienses. Flávio Dino ressaltou que “esse espírito de entendimento e diálogo” entre a gestão estadual e as cidades maranhenses é primordial para que as políticas públicas cheguem efetivamente para os cidadãos e cidadãs maranhenses. 

A União faz a força. Esse é um mandamento que a sabedoria popular nos ensina e nós praticamos muito fortemente no Maranhão. O nosso compromisso é de que ainda no mês de junho vamos começar as obras de instalação do Hospital Municipal. Nós vamos reconstruir um prédio público municipal para que ele receba um hospital de qualidade”, frisou o governador. 

Dino destacou ainda que vai mobilizar equipes estaduais para a construção de uma praça e para a pavimentação de vias urbanas na cidade de Peri Mirim. O presidente da ALEMA, Othelino Neto, sublinhou a importância desse tipo de parceria para a população do município. 

“É muito importante essa interlocução que nós temos feito trazendo os prefeitos para conversar com o governador e assim estabelecer parcerias. O governador hoje anuncia a construção de um hospital, sonho antigo da população, além de outras obras, como a construção da praça no povoado Três Marias e a pavimentação de ruas. Enfim, uma parceria muito importante para a população de Peri Mirim”, ressaltou Othelino Neto. 

Para o prefeito Heliezer, esse tipo de parceria entre Governo do Estado e as prefeituras é fundamental para garantir o desenvolvimento das cidades maranhenses. 

“Com essa parceria que temos tido com o Governo do Maranhão, que é um governo que tem a preocupação com os munícipes e que tem uma boa relação institucional com todos os municípios, a gente só tem a ganhar. E nós agradecemos profundamente as grandes e importantes obras que o Governo está determinando para a nossa querida Peri-Mirim”, disse o prefeito Heliezer de Jesus Soares.

Fonte: Agência de Notícias/MA.

Sete agrovilas quilombolas do município de Alcântara (MA) são os primeiros Assentamentos Conectados pela ação de ampliação da conectividade rural do Ministério da Agricultura

O líder comunitário da Agrovila Cajueiro Luiz Diniz celebrou a chegada da internet na comunidade. “A comunidade está em festa. Como meio de comunicação, a internet veio ajudar a comunidade, as crianças a poderem assistir aula. É uma parceria do governo federal e da comunidade, buscamos sempre esta parceria”.

Além de gerar maior produtividade e geração de renda, o governo aposta na conectividade em áreas rurais para a difusão do conhecimento a partir da prestação de assistência técnica online. Os pontos de internet banda larga no modelo satélite foram inaugurados na última quarta, 26, pela equipe do Ministério da Agricultura e representantes dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) e Educação (MEC).

A ministra Tereza Cristina participou da cerimônia em link ao vivo e destacou a importância da conectividade aliada à assistência técnica e extensão rural. “Precisamos investir nas pessoas do Maranhão. Em breve estarei aí vendo o nosso trabalho de assistência técnica funcionando, para trazer renda e dignidade para esses produtores rurais”, disse.

  • Conectividade no campo é um insumo fundamental para a inovação

Além de gerar maior produtividade e geração de renda no campo, a conectividade em áreas estritamente rurais permitirá difusão do conhecimento a partir da prestação de assistência técnica e capacitação online. A chamada Ater 5.0 é uma alternativa complementar à assistência técnica e extensão rural convencional, a qual permite que os agricultores recebam orientações técnicas rotineiras e emergenciais de forma online. Essa modalidade educacional registra significativo crescimento no país e caracteriza-se como oportunidade, também, de manter o jovem no campo ao proporcionar ensino de qualidade.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, participou do evento e lembrou a importância da conectividade para a assistência técnica rural. “Essa comunidade precisa se desenvolver com muita tecnologia e informação, e para isso precisamos de internet”, disse, destacando que a comunidade tem uma importante vocação para a agricultura familiar.
  • Internet via satélite

O secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Cléber Soares, explica que a conectividade via satélite é ideal para produtores pouco tecnificados, que não exigem grande quantidade de conexões. A tecnologia satelital permite a comunicação de dados em banda larga a partir de faixa dedicada a essa transmissão com qualidade para locais remotos e de difícil acesso. É o caso da região amazônica, onde cabo de fibra óptica e antenas não chegam ou sua viabilidade é remota.

A iniciativa dos Assentamentos Conectados prevê 156 pontos de conectividade em regiões brasileiras de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) a partir de conectividade via satélite do programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac). Pela iniciativa dos Assentamentos Conectados, já foram instalados 51 pontos nos estados de Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Sergipe.

Fonte Canal Rural.

PESCARIA NA BAIXADA MARANHENSE

PESCA-VIDA

Por Zé Carlos

Em nossa cidade, como em tantas e tantas da nossa imensa Baixada, devemos muito e muito aos conterrâneos, que dedicaram boa parte da vida, se não toda, “à sagrada arte”: a arte do pescar. Verdadeiros heróis a nos saciar com o alimento mais consagrado, principalmente o retirado dos rios, em especial do Pericumã (!!!).

Essa admiração sempre me acompanha: foi, é e sempre será forte!  Dos pescadores, as primeiras lembranças que tenho são, na Ponta da Capoeira, as da minha avó, Dedé, que se “equipava” como uma verdadeira “astronauta” – essa era a impressão que eu tinha na época – a ir à pesca: camisa manga comprida, do meu avô; calça larga, do meu avô; um lenço, que lhe pendia da cabeça, cobrindo-lhe o pescoço; um chapéu de aba terrivelmente larga, para a proteger do sol inclemente; deslizando-flutuando suave e serena, pela enseada, em uma imensa canoa.

Interessante é que a pescaria, da vovó, era antecedida de uns preparativos, os quais eram um verdadeiro ritual: alguém ia verificar os “baixos”, para se certificar “do tempo certo”. Depois, saía com uma enxada ou um “chacho”, às costas, e uma lata. Seguiam-se, então, as enxadadas na terra encharcada, a fim de capturar as melhores minhocas, que virariam apetitosas iscas.

A vovó era mestra em pescar acará. Acará pitanga, para nos oferecer um escabeche, suculento, fornecedor de tanta “sustança”, feito na mais perfeita frigideira de barro, temperado com o mais puro azeite de coco e com o estalar da lenha seca, que me “contava” segredos e segredos do reino do faz de contas.

Também, ainda, alcancei Antônio do Rosário, meu avô, sair para pescar, à noite, a fim de fazer “a ceia de bagre”, madrugada a dentro, ocasião em que eu e as demais crianças dormíamos por não “aguentar” esperar, sendo despertos apenas para desfrutarmos de tão rico e delicioso pasto.

Embora criado nessa atmosfera, que muito me seduzia, nunca fui um pescador – nem para contar histórias – salvo algumas tentativas de capturar piabas “na garrafa”, o que, venhamos, não é glória alguma.

Entretanto a magia da pesca “pescava-me” e se coroava com o espetáculo pujante, durante “as cheias”, quando “os pampinhas e as piabinhas” pululavam na correnteza da primeira boca, enchendo os cofos-pescadores, como esquecidos ali, em uma torrente constante, dando-me a certeza de que jamais acabariam; e, definitivamente, se completava, quando eu saía para comprar “uma pratada de peixe”, “costume” visto, por mim, só em Pinheiro, após esperar tirar “o mato”.

Quanta coragem! Seu Urbano, “Manel” Campeiro, Madeira, Zé Vaqueiro (…); ou vendo Camburão e Carioca ir buscar as mais belas traíras, sem algum apetrecho, em um longo e silencioso mergulho; ou encontrar Cruzeiro, totalmente ébrio e “cinza”, a oferecer sua produção do dia, a fim de poder tomar mais um São João da Barra, vindo da barragem da Justina. Barragem prodigiosa, a qual trazia uma figura, por demais interessante, a vender “o peixe do dia”, dona Leonília, da família Paulo Coró, que era a pescadora preferida da vovó e muito me impressionava pela idade avançada, mas com um vigor absurdo.

Entretanto, o apogeu das pescarias era o espetáculo proporcionado por Fula, com seu búzio, chamando-nos a lhe comprar pescados e entretendo-nos com suas histórias, ditos e relaxos, que marcaram várias e várias gerações, com a certeza de que a “fartura” era certa. Tantas lembranças, que se apresentam deliciosas, fumegantes e apetitosas como “uma pratada de angu, com iscas de jabiraca”!

Delícias, dessa época, que me fizeram herdeiro de hábitos (e bons), que ainda mantenho (até hoje): assar peixe, cheio, na brasa; escabechar traíra e cabeça-gorda, ao leite de côco; fazer um “cozidão”, de bagrinho; e, o mais saboroso de todos, fritar piabas, enfiadas em espetinhos de talos de folhas de coqueiro (!!!)

A Baixada é só uma, e uma só!

Por Elizeu Cardoso

Desde que vi a nova regionalização do Maranhão que fiquei mudo. Perdi a fala, feito criança amuada, e ando meio empacado, não vou mentir, burro brabo que pode é apanhar, mas não arreda o pé.

Estava todo mundo lá na Baixada, povo de riso fácil e histórias de nunca acabar, e alguém teve a descabida ideia. Homens fechados em salas de vidro e ar modificado, com caneta e lápis, notebook, smartphone e gps, decidiram: A Baixada é muito grande, vamos subdividir!

De uma canetada levaram Alcântara, Bequimão, Bacurituba e Cajapió, para um tal “Litoral”, ao lado de Mirinzal, Central do Maranhão, Guimarães, Cururupu, Cedral, Porto Rico, Serrano do Maranhão, Bacuri e Apicum-Açu.

São meio tanso, né? Pensam que só porque uns têm rios e outros têm mar, o sal há de nos separar. Deixem de bobagens, doutores! O que nos une, eu nem queria, mas vou elencar:

– É a curacanga, bola de fogo que anda por tudo quanto é lugar. Nesse pedaço de terra todo mundo já viu, até as crianças que acabam de nascer, é só perguntar.

– É a travessia no ferry-boat. Quando a gente deixa a cidade grande e ri até com o vento, assim que avista o Cujupe, vem tudo no pensamento.

– É o quintal cheio de fruta, o poço e a cerca velha. Na mesa da cozinha duas comidas sagradas: Na hora do almoço e do jantar a farinha de mandioca, e no meio da tarde, todo mundo reunido tomando café preto e um bolo de tapioca.

– É a conversa na boca da noite, a rua é o quintal da gente. Os vizinhos são tudo irmão, os mais velhos tudo tios, e se ficar magro é doença, porque lá ninguém tem fastio. É manga, milho, abacate, araticum, jenipapo, bagre, tapiaca, muçum, caranguejo, camarão, sururu, acará, piaba e traíra.

Deixem como estava, sei dessa ciência um pouquinho. A Geografia é mãe, desde os gregos, que sempre acha um jeitinho. Já ouviram falar da velha que olhou a foto da neta e disse: Benzadeus, retrato é coisa que parece! Do outro que só andava em linha reta na sua bicicleta? Bastava chegar num canto que descia, para arrumar a direção? Do casal que criou um sapo como se fosse um filho? Do pistoleiro que acabou uma festa fazendo o som de tiro com a boca? De Dom Sebastião e seus cachorros andando na noite escura? Do vendedor de ovos que comprava e revendia pelo mesmo valor, apenas porque o trabalho enobrece o homem? Tudo coisas de lá.

Essas coisas não cabem em mapas, senhores, porque são cartografias das falas, dos risos, das memórias, dos cheiros, das cantorias, dos tambores e das festanças. A Baixada não cabe nem nela mesma, repare bem como a gente a leva para tudo quanto é lugar. Mas se ainda assim tiverem dúvida do que vos alerto e protesto, mandem uma pessoa dessas, de qualquer lugar falar. Bastará abrir a boca que vai sair de uma vez, pois por mais que falemos português, é a alma que determina, o nosso sotaque é baixadês!

PERI-MIRIM: Ivaldo Rodrigues e o Prefeito Heliezer Soares visitam a COAMEL

Na administração de Heliezer Soares, com o apoio de Ivaldo Rodrigues, as esperanças se renovam.

No último domingo, 16 de maio, Ivaldo Rodrigues, Secretário Adjunto da Secretaria de Agricultura Familiar do Governo do Estado e o Prefeito de Peri-Mirim, Heliezer Soares, visitaram as instalações da COAMEL (Cooperativa Agroecológica dos Meliponicultores da Baixada Maranhense), no intuito de dar apoio à conclusão do empreendimento.

O Prefeito Heliezer demonstrou total interesse pelo assunto, fazendo-se acompanhar de cinco secretários municipais e um adjunto, que são: Giselia Martins, Educação; Lecondes Ferreira, Infraestrutura e Transportes; Eduardo Tupinambá, Agricultura e Meio Ambiente; Paulo Sérgio, Administração; Frank Wdson, Cultura, Esporte e Lazer e do secretário-adjunto da secretaria de Infraestrutura e Transportes, Mateus Gomes.

Segundo informações do Presidente da COAMEL, Venceslau Júnior, já foi autorizada a reforma do prédio, ocasião em que solicitou a construção de um muro de proteção. Também foi informado que, logo após a reforma, será feito o orçamento para compra dos equipamentos. Reforçando o compromisso, o engenheiro da Prefeitura já está providenciando as medições técnicas necessárias.

A criação de abelhas nativas é uma tradição dos habitantes dos municípios da Baixada Maranhense, entretanto, sempre foi conduzida de forma artesanal, por desconhecimento do seu potencial como atividade que atende a todos os critérios de sustentabilidade.

A meliponicultura é uma atividade de utilidade pública, de interesse para o meio ambiente e para a agricultura familiar e empresarial. Dessa forma, o prefeito Heliezer e o Secretário Ivaldo Rodrigues estão na vanguarda do desenvolvimento do município e contarão com a gratidão dos valentes associados da cooperativa que nunca desistiram do sonho de ver a cooperativa funcionando, que levará trabalho e renda para muitas famílias.

Vice-Governador do Estado dá apoio à reconstrução da Barragem de Maria Rita

Sexta-feira, 14 de maio, a comitiva do Governo do Estado, representado pelo Vice-Governador, Carlos Brandão, juntamente com os Secretários de Estado Rodrigo Lago, Ivaldo Rodrigues e Cleiton Noleto, em vistoria a construção da ponte que interliga os Municípios de Bequimão a Central do Maranhão.

Na ocasião, a comitiva do Governo do Estado demonstrou a intenção de realizar o estudo de viabilidade da reconstrução da Barragem de Maria Rita.

A grandiosa obra ajudará a dessalinizará as águas dos campos da região fomentando a atividade econômica pesqueira, beneficiando os Municípios Bequimão, Peri-Mirim, Palmeirândia, São Bento, Bacurituba e São Vicente Ferrer, que servirá como contenção para evitar que água do mar invada os campos alagados da Baixada, evitando grande perda para pescadores e produtores locais.

Em reunião ocorrido no dia 16 de abril,  os prefeitos de Bequimão, João Martins; Peri-Mirim, Heliezer Soares; a prefeita de Bacurituba, Letícia de Sibá; e o vice-prefeito de Alcântara, Nivaldo Araújo, representando o prefeito Padre William reuniram-se para tratar do assunto e  assinaram um documento conjunto endereçado ao Governo do Estado, solicitando a construção dos seis quilômetros restantes da estrutura e a manutenção dos seis quilômetros já construídos.

Fonte: Blog de Joerdson Rodrigues e site do FDBM e Detalhes.

PERI-MIRIM

Peri-Mirim é um município brasileiro, situado na microrregião da Baixada Maranhense, área de 397,994 km², com população estimada em 2020 pelo IBGE de 14.345 habitantes. Possui PIB de R$ 77.182.175,00 e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,599, segundo a última medição do IBGE, que é de 2010. O IDH vai de 0 a 1 – quanto maior, mais desenvolvida a cidade – e tem como base indicadores de saúde, educação e renda. A média no Brasil é de 0,765, segundo dados de 2019 divulgados em 15 de dezembro de 2020 pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD).

Gentílico perimiriense

Prefeito: Heliezer de Jesus Soares, do PC do B

Vice-Prefeito: Vilasio França Pereira, do PDT

Os vereadores eleitos em 2020 são:

Telma Penha, do PSL

Otoniel Coqueiro, do PDT

Joubert Acs, do PDT

Iury Serrão, do PDT (presidente da Câmara de Vereadores)

Pablo Gomes, do PDT
Chico Grande, do PC do B

Cleomar Pereira, do PC do B

Marcos Bordalo, do MDB

Dr Charles, do MDB.

Fonte IBGE e TSE.

Conhecendo a Baixada Maranhense

Autor George Raposo

A região é uma das mais ricas do Maranhão em diversidade de vegetação e fauna, mas sofre com os problemas de desenvolvimento.

Para os maranhenses, o termo Baixada é bastante conhecido e muito utilizado principalmente pelas pessoas provenientes desta região e espalhadas pelo restante do estado. Mas o que é realmente a Baixada Maranhense e o que ela representa para o Maranhão? A Baixada Maranhense localiza-se no extremo norte do estado do Maranhão, abrange 21 municípios e tem 1.775.035,6 hectares de extensão. Pinheiro, com uma população de 78 mil pessoas, é considerado o município mais populoso entre os que integram esta região.

É composta por 21 municípios – Anajatuba, Arari, Bela Vista do Maranhão, Cajari, Conceição do La- go-Açu, Igarapé do Meio, Matinha, Monção, Olinda Nova do Maranhão, Palmeirândia, Pedro do Rosário, Penalva, Peri-Mirim, Pinheiro, Presidente Sarney, Santa Helena, São Bento, São João Batista, São Vicente Férrer, Viana e Vitória do Mearim.

A Baixada Maranhense possui uma população predominantemente rural, com exceção de Arari, Pinheiro, Santa Helena, São Bento e Viana, que apresentam a população urbana como mais expressiva, segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Características

A área é reconhecida principalmente por conta de seus imensos campos, que podem ser divididos em inundáveis e tesos. Na época das chuvas, de dezembro a julho, os campos baixos ficam alagados, restando ilhas de terras firmes e áreas de campos em terreno um pouco elevado, chamadas regionalmente de “teso”.

Durante as cheias, ocorre o transbordamento dos rios, formando-se numerosos lagos. Os rios da Baixada Maranhense são típicos de planícies, caracterizados por baixo declive nos trechos médio e baixo. A região é drenada pelos rios Mearim, Pindaré, Grajaú, Pericumã e afluentes. Além dos campos, há quatro vegetações importantes para a caracterização da Baixada: manguezais, babaçuais, matas de galeria e Floresta Amazônica.

Nos estuários, os manguezais ocorrem penetrando os igarapés, por entre os campos, até onde existe influência das marés. Os babaçuais ou cocais são um tipo de ecossistema característico da área. O solo é argiloso, pouco consolidado, com grande retenção de água.

Área de proteção

A região foi transformada em Área de Proteção por meio de um decreto estadual em 1991. Em 2000, a Área de Proteção da Baixada Maranhense ganhou a classificação de Sítio Ramsar. O governo federal inclui nesta lista as áreas úmidas do Brasil que precisam ser protegidas. Além da Baixada, o Maranhão tem outros dois locais deste tipo: Parque Estadual Marinho do Parcel de Manoel Luiz (2000) e Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (1997).

O Ramsar foi criado em uma convenção mundial realizada no Irã em 1971. Em 2011, a Convenção das Zonas Úmidas (Ramsar) descreveu a importância da conservação da Baixada Maranhense.

“A APA da Baixada Maranhense é uma área de rica biodiversidade, pois incorpora uma complexa interface de ecossistemas, incluindo manguezais, babaçuais, campos abertos e inundáveis, estuários, lagunas e matas ciliares. Esse mosaico de fisionomias e sua extensão na paisagem torna a APA uma unidade de conservação de extrema importância, pois permite a ocorrência de processos ecológicos de grande escala, além de que a área de manguezal funciona como regulador local dos estoques pesqueiros”, descreve o documento.

Ecossistemas localizados na zona de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, com influência dos ambientes costeiros e marinhos, destacando-se as zonas úmidas que proporcionam habitat para diversas espécies aquáticas, incluindo aves, em abundância, além de espécies vegetais (castanheira, gameleira, embaúba, cedro e babaçu) que são importantes para a economia das populações locais.

Campos inundáveis

São o sistema ecológico mais representativo na região, dominado por herbáceas (gramíneas e ciperáceas) e sofre inundação sazonalmente. Predomina a água doce, mas há incursões de água salobra nas partes mais próximas à costa. A salinidade também varia sazonalmente, sendo, mesmo nessas áreas, 100% doce na época chuvosa e salobra, na seca.

Rios e igarapés

São um conjunto bastante complexo, variando desde nascentes em bacias locais até rios de grande porte, de bacias bastante extensas. Inclui alguns igarapés que secam por inteiro na época seca.

Tesos

São ilhas de terra firme (campos herbáceos) inseridas no meio de uma matriz formada por campos inundáveis e estuário. A altura chega a um máximo 10m, com média de 5m. A vegetação inclui palmeiras, floresta pré-amazônica e arbustos. Em algumas áreas há presença de cactáceas consorciadas com mata amazônica. É o lugar preferido para ocupação humana e pecuária bovina ou para criação de outros animais domésticos.

Complexo de lagos

Domina a parte mais meridional do Sítio Ramsar, com a exploração mais intensa de recursos pesqueiros. Apresenta bastante sazonalidade, com conectividade entre os lagos no auge da época chuvosa, que é interrompida quando o nível da água baixa com a seca. A água é 100% doce, normalmente, mas alguns lagos (por ex., o lago Viana) excepcionalmente sofrem incursão de água salgada durante intensas secas. Há presença de macrófitas aquáticas e igapós.

Manguezais e estuários

São vegetações dominadas por Avicennia, Rhizophora, Laguncularia. Há grande diversidade fisionômica, com vegetação que varia de pequeno a grande porte, com árvores de até 30m. Os manguezais ocorrem desde o início da influência da maré, na foz dos rios Pindaré, Mearim, Turiaçu e Pericumã e se estendem ao longo da baía de São Marcos, inclusive ocupando a grande maioria da Ilha do Caranguejo. O estuário inclui extensas áreas de apicuns (clareiras com areia e lama nos manguezais – áreas mais procuradas para criação de camarão em cativeiro). O estuário é muito importante para a vida aquática, incluindo peixes-boi, botos e várias espécies de peixes que utilizam a área em suas rotas migratórias, etc. O mangue abriga o caranguejo, de altíssima importância econômica local.

Matas de terra firme

Este alvo abriga tanto manchas de mata de terra firme pré-amazônica, como os babaçuais, capoeira e matas ciliares. A maior parte da população humana está nessas áreas, onde, inclusive, se localizam as sedes da maioria dos municípios. São ricas em palmeiras de importância econômica. Esta é a zona de uso mais intensivo na APA

Ictiofauna

A ictiofauna inclui espécies endêmicas da bacia amazônica e espécies estuarinas. As espécies de maior importância econômica incluem, no estuário: camurim, sardinha e bagre de água salobra, e, nos lagos e rios de água doce: surubim, curimatã, pescada, piaba, traíra, jeju, piranha, mandi, cascudo etc. Há tanto camarões de água salgada/salobra como espécies de água doce.

Espécies caçadas

Inclui as seguintes espécies de aves: jaçanã (Jacana jacana), o piaçoca (Prophyru- la martinica), inhambus, patos e outras aves caçadas para o comércio, como curió e demais Sporophilas, além de algumas espécies de psitacídeos. Entre os mamíferos: tatus, tamanduás, capivaras, primatas, veados, cutias e pacas. Entre os répteis: quelônios dos mais diversos e o jacaré (Caiman crocodilus).

Desenvolvimento

Em 2016, pesquisadores do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepa) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) destacaram a importância do uso de indicadores sociais como base para as atividades de planejamento e formulação de políticas públicas nas diferentes esferas do governo.

Os estudiosos realizaram uma pesquisa no intuito de conhecer a realidade socioambiental dos municípios da Baixada Maranhense, para que as políticas públicas sejam elaboradas conforme a situação de cada um, no que se refere ao desenvolvimento. O grupo busca elaborar um sistema de indicadores para avaliar a qualidade urbana dos municípios  que compõem a região. Segundo a coordenadora da pesquisa, Zulimar Márita Ribeiro Rodrigues, doutora em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo(USP), no Maranhão, as cidades crescem sem planejamento prévio, ocasionando a acentuação dos aspectos negativos como ausência de saneamento básico, baixos indicadores sociais, violência urbana, dentre outros.

“Tomando com base este índice, para diagnosticar a qualidade dos municípios da Baixada Maranhense, percebe-se que todas as cidades são classificadas como ‘Desenvolvimento Médio’ dentro do limite mínimo para estar neste intervalo. Ou seja, a média dos municípios da referida região é de 0,584”, afirma Márita.

Os intervalos considerados pelo Pnud, para classificar o IDHM, são de: baixo (menor que 0,500), médio (0,500 a 0,800) e alto (superior a 0,800). Esses índices e indicadores como instrumentos para medir e informar sobre as cidades podem ser classificados em duas formas: indicadores intermunicipais e intramunicipais.

O Maranhão é o segundo estado do país com menor IDH. Diante desta realidade, o governo do estado implementou o Plano de Ação “Mais IDH” com a intenção de promover a superação da extrema pobreza e das desigualdades sociais no meio urbano e rural, por meio de estratégia de desenvolvimento territorial sustentável, com políticas públicas que valorizem a diversidade social, cultural, econômica, política, institucional e ambiental das regiões do estado.

O programa definiu como prioridade os 30 municípios do estado com menor desempenho no Índice de Desenvolvimento Humano. Entre eles três municípios da Baixada Maranhense: Cajari, Conceição do Lago-Açú e Pedro do Rosário.

Artigo publicado no Jornal O Imparcial de 24 de outubro de 2017. Autor George Raposo. E-mail: gdinamite@gmail.com

Poema para a Baixada Maranhense

Autor Hilton Mendonça*

Deslumbra-se a Baixada maranhense

Em vasta paisagem de sol e de chuva

E nela escreve a sua singular epopeia.

 

Sob um dezembro ofegante

Ou debaixo de um abril lacrimoso,

A Região ecológica enamora golfo,

Serpenteia lagos,

Abraça rios,

Revigora campos

E luta pela vida.

 

Útero de tanta gente

– geradora de santos e santa –

A Baixada é mãe de Helena,

De Bento.

De João Batista

E de Vicente Ferrer.

 

Como todas as mães seculares,

Perfilhou gentes até o corpo fatigar,

E dezenas de filhos

Ainda lhe escaparam do ventre:

Nasceram as belas Viana, Vitória, Olinda e Palmeirândia,

Que se irmanaram às formosas Conceição,

Anajatuba, Matinha e Penalva,

Todas de excelsa Bela Vista.

 

E como a descendência baixadeira

Não se podia compor só de princesas,

Eis que das suas entranhas regionais

Irromperam rebentos varonis,

Crismados de Pinheiro, Peri-Mirim, Monção e Cajari,

Este último de perfeita rima com o ribeirinho Arari.

 

E para não rimar com mais irmãos

E serem a singularidade do todo,

Vieram Igarapé do Meio e Pedro do Rosário,

Para, à mesa, sentarem-se com Presidente Sarney

Uma bacia hidrográfica.

-farta de Mearim, Pindaré, Turiaçu e Pericumã – Plantada

bem no seio dessa Planície olímpica,

Faz a vida seguir bagrinhos, mandis e jacanãs.

Siamesa, outra bacia, lacustre,

-servida de Itans, Formoso, Viana e Aquiri –,

lacrimeja curimatás, jandiás e socós,

Além de japeçocas, surubins e acaris.

 

E para pescar esse peixe abundante,

Há o choque, o caniço e o landruá,

A se juntarem à tarrafa, ao espinhel e ao puçá.

 

No quintal baixadeiro,

Um cardápio de galinhas e patos avizinha-se

De suínos, bovinos e caprinos,

Espalhados pelos vastos campos,

Dos litigiosos búfalos africanos.

 

Na bela Planície inundada,

Sobre aguapés, juncos, mururus e gameleiras

Inda paira a memória da luz azul da curacanga,

Que assusta até o boi marrequeiro…

 

Se o verão é o pote de barro

-que se esvazia e se racha –,

O inverno é o copo cheio,

Derramado nesse Jardim flutuante,

Que seca e que enche e que pulsa

Na mente e no corpo da gente…

E viva a Baixada!

*Hilton Mendonça é natural de Arari (MA). Graduado em Direito pela UFMA. Advogado, poeta e escritor. É autor das seguintes obras: “Julgados do Tribunal Trabalhista do Maranhão”, “Julgados das Turmas Recursais do Maranhão”, “Justiça Gratuita”, “Uma Ação Rescisória de Matar: TJ e STJ” e coator do livro Ecos da Baixada.

 

Programa Maranhão Verde chegou neste ano de 2021 à Baixada Maranhense

Criado para incentivar projetos de conservação e recuperação ambiental, o Programa Maranhão Verde chegou neste ano de 2021 à Baixada Maranhense. São mais 400 famílias atendidas.

O programa dá bolsas financeiras para pessoas que ajudem a preservar o meio ambiente. Os participantes recebem capacitação ambiental, social, educacional, técnica e profissional.

Ao todo, mais de 60 mil mudas serão plantadas na Baixada. Cada uma das 400 famílias vai receber a Bolsa Maranhão Verde de R$ 300 bimestrais.

Lançado em 2017, o programa já beneficiou mais de 452 famílias. Agora, chega a quatro municípios da Baixada Maranhense (Pinheiro, Penalva, Palmeirândia e Santa Helena).

“A efetivação das políticas públicas ambientais perpassa pela produção e plantio de mudas objetivando a recuperação de áreas degradas, pelo enfrentamento das queimadas por meio da brigada contra o incêndio e pela preservação da flora e corpos hídricos por meio da conscientização e educação ambiental de modo amplo”, disse o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Diego Rolim.

Mais sobre o Programa

O primeiro projeto do Maranhão Verde foi executado no Parque Estadual do Mirador, por meio do Projeto Berço do Rio Itapecuru, com a participação de 189 famílias do parque. Atualmente, o programa é realizado no Parque Estadual do Bacanga, com o projeto Florestas Protetoras de Mananciais, destinado à conservação e recuperação das matas ciliares e áreas de recarga do parque, com foco nas regiões do reservatório do Batatã e do Rio Prata.

Matéria publicada em 06/02/2021

Preservação ambiental é o foco do projeto (Foto: Handson Chagas)