TODO DIA É DIA DA POESIA

Por Zé Carlos Gonçalves

Se eu fosse um poeta …

não haveria hora
nem tempo teria,

rimas perfeitas faria:

luz com guia
José com Maria
vida com alegria
amor com magia
querer com sabedoria
solidariedade com empatia!

aí, o mais belo jardim
se criaria
e
cresceria
e
se fortaleceria

e

linda e bela,
a minha jornada seria:

a fome não doeria
a raiva não vingaria
a dor não maltrataria
o capricho não agiria
o sofrer não acordaria
o estresse não gritaria
a desilusão não viveria
o medo não se firmaria
a inveja não despertaria
o tédio não se insinuaria
a preocupação não falaria
o choro não se derramaria
a angústia não mortificaria
a tristeza não se perpetuaria!

de tão feliz não dormiria!

o amar tornar-se-ia
a absoluta e única mania
e
eu, de todo amor,
me vestiria!

Ah, se eu fosse um poeta,
quão bem a poesia
eu faria:
todo dia …!

Foto: Pôr do Sol na Fazenda Nazaré em Matinha/MA.

CASARÃO DAS FREIRAS

Por Francisco Viegas Paz*

Ao visitar Peri-Mirim, depara-se com uma cena que depõe contra a Administração Municipal. Trata-se da deterioração de um casarão adquirido pelo prefeito João França Pereira, há 43 anos. E até hoje, nenhuma providência, pelos demais prefeitos que o sucederam, foi tomada para sua utilização.

A prefeitura, por desleixo, nunca tratou de recuperar uma obra importantíssima para a cidade, como é o casarão. Ali serviu de residência para as freiras canadenses da Missão de Sherbrooke, que passaram a residir em Peri-Mirim, após a chegada da Missão em 15 de agosto de 1958.

A Academia de Letras, sensível ao visual da cidade e, por desejar recuperar para a própria Academia, emitiu um documento ao prefeito Heliézer, que negou a doação e propôs recuperar o prédio e instalar algumas secretarias nele. Mas até agora não foi feito absolutamente nada e, pelo visto, não o fará. Dessa forma recorre-se ao adágio popular que diz: “Não come, mas estraga”. E o estrago está feio, com o telhado totalmente destruído e as paredes cobertas pelo limo do abandono.

Quem conhece a história do casarão, lamenta tamanho infortúnio de uma obra que serviu de moradia às irmãs canadenses, as quais ajudaram no desenvolvimento educacional e espiritual dos jovens peri-mirienses na década de sessenta e setenta.

Certamente a sua recuperação e uso pela Academia de Letras, traria, novamente, grandes aprendizados aos jovens, escritores, artistas, etc. Além do mais, a sua faixada poderia ser em azulejo, melhorando assim, o visual da sede do município.

*Francisco Viegas Paz é natural de Peri-Mirim/MA, membro fundador da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP), onde ocupa a cadeira nº 07, formado em Química pela Universidade Federal do Maranhão. Autor de vários artigos publicados em jornais; autor dos livros: Seminarista Graças a Deus; Curiosidades Históricas de Peri-Mirim; Peri-Mirim: 100 Anos de Emancipação e coautor de Ecos da Baixada.

EU, BAIXADEIRO DA GEMA!

Por Zé Carlos Gonçalves

Às vezes, vago perdido

                         de mim …

  

 as mais fantásticas belezas

                  não me encantam     

                         não me dizem    

               não me satisfazem!

 

    carrego comigo o verde,

                             terra-mãe,

                   mais e sublime,

                               e

                             o azul,

               mais vivo e alentador,

                  a me enfeitiçarem

                  no calor chamante

                       da curacanga!

 

   devaneio pelas trilhas,

           cheias de mistérios

                           e

                    sabenças,

          dos infindos campos,

             que me forjaram   

              menino e poeta,

             nas horas vagas

             de todos os dias!

 

   ouço,

      em todos os instantes,

        os “ecos da Baixada”

          a me confessarem

           a sagrada origem

                         e

          a me sussurrarem

           o amor materno,

               que me vela

                         e

                me conduz!

 

   atendo ao chamado

             do tambor grande

   queimo palhinhas,

           para alegrar os Reis

   tiro jóia para o divino    

                 Espírito Santo

   faço falar a matraca,

             a acordar São João

   passo fogueira,

          a reafirmar a amizade

   revivo presépios,

        a celebrar o Nascimento

   jogo pião, no terreiro santo

            da Floriano Peixoto

   sento na porta,

    a fortificar os meus laços

   sou o filhote,

         a não se desgarrar

               da ninhada!

 

   assim, sigo convicto

                  do que sou:

 

      baixadeiro da gema,

 

        comedor de beiju

                        de chibé

                       de murici

                      de juçara

                     de sarapó

                    de jaçanã                  

                   de bacaba                                 

                  de tapiaca

                 de marreca

                de surubim

               de mussum

              de baguinho

             de piaba frita

            de tarira seca

           de leite de bufa 

          de farinha dágua

         de angu com isca

        de bucho de sarro   

       de bolo de tapioca

      de café com farinha de galinha ao molho pardo                    

 de mandi no leite de coco

                       e             

           bebedor do Turi

                        do Mearim

                       do Pindaré

                      do Pericumã!

SAUDADES

Por Zé Carlos Gonçalves

Não me perco
dos meus.

Trago-os nas saudades,
que me assaltam
nas minhas orações
nos meus devaneios
no domingo, à tarde
na segunda-feira
no decorrer da tarde
no silêncio da noite!

saudades não tiram férias
nem
respeitam convenções!

saudade berram

no mais profundo silêncio
e no inconfundível cheiro
do perfume preferido
e na foto desbotada,
incorporada à parede
e na velha melodia,
cantarolada num
sussurro simples
e no sorriso livre,
liberto da maldade
e no dizer calado,
do fim da tarde
e na escápula muda,
do quarto vazio,
e na mesa posta,
com um prato
a menos
e no solitário aceno
sem resposta
e nas lágrimas amargas
do choro manso!

saudades
açoitam o corpo,
transido de tristeza,
para virem doer
no fundo d’alma;

e

acalentar
nas horas tristes!

saudades, também, abraçam
e
confortam
e
revivem lembranças!

AFINAL, QUEM É A PROFESSORA DE MATEMÁTICA?

Por Zé Carlos Gonçalves

CENAS DO COTIDIANO X (… tristes 20 anos!)
“Eita que a coisa tá pegano fogo!” Como bem canta “o Bicho” em nossos carnavais, “o carderão tá freveno!”

O “leões” inova e estabelece o inimaginável. O “sal” dos contratados passou a ser a arma mais eficaz para “um vil cisma”. Sem comentários!

Estou tão assustado com “a curiosidade humana!” Bem explicado. “Humana”. E não é que venho recebendo um número absurdo e insistente de pedidos, para eu declinar o nome da mestra, que se acha “o catebau”, da Matemática?! “Chega até a língua coçou de vontade”. Mas, Deus me livre “em fazer a fila andar”, e ela me mandar mais cedo para “os quartos, os quintos ou os sextos …!” Cruz credo! “Mim ajudeim, aí! Mim dexo nu meo cantinho, queto! Num sô boca môli!”

Agora, e, agora?! O absurdo da semana. A universidade se “desdemocratizou!” Quanta desfaçatez! “Jovializou-se” pela boçalidade juvenil! Agora 40 anos é o limite, para que se procure conhecimento. E 20 é “a idade da ignorância?!” Tal pensar é algo imperdoável “nestes tempos”. “Imaginem” que loucura! Eu gosto dessa palavra. “Imaginem”. Então, imaginem qual será a postura profissional de tais jovens, que não entraram “no bonde” da História. É como bem me diz o tio Bobo, “só muita fuça de concreto”. Eita! Essa tirada, acho-a fantástica! Mas, volto às três. Quero acreditar que é mera ingenuidade. “Pra num dizê tudo qui tô pensano”. Idade limite para a entrada na universidade?! Que coisa, né?! Imaginem se elas adentram a área de humanas. Os de 40, silenciados para sempre. Se na área de exatas, os de 40 serão apenas uma tênue linha no gráfico dos inúteis. Se na área de saúde, “tudo acabado” em cruéis vereditos! “Êsti inda veve; êsti já párti”. Coitados! E, coitadas delas. Merecem nem “ser canceladas”. Basta apenas um “leve castigo”. “Ad eternum”, com os seus 20 anos. Porém, com o mesmo, pobre e triste pensamento. E daqui a 20 anos, tão invejosas das de 40!

Eita, internet porreta!

AMAR

Por Zé Carlos Gonçalves

AMAR

Não é tão fácil …

na ciranda do amar,
são trucidados os cultores

da soberba
do egoísmo
do machismo
da infantilidade
da depravação
das neuroses
do silêncio
do ódio

em suas sutilezas
implacáveis!

inexistem fórmulas
prontas
milagrosas
e
detalhadas

para

os árduos caminhos
as horas preguiçosas
os momentos decisivos
as decisões amarguradas
os segredos invioláveis
a ansiedade sufocante
a vigília solitária!

amar não é vaticinado
numa roleta
nem
na dubiedade de palavras
jogadas à sorte
das
cartas e runas

também

não se arquiteta
em invencionices!

amar é para os fortes

de

espírito
vontade
humildade
bondade
respeito!

amar é enxergar o próximo
em suas diversas nuances:
da fortaleza às dúvidas
do medo à certeza
da alegria aos sonhos
do cansaço ao riso
da bonança à tristeza
das lágrimas à compreensão!

amar é

acolhida
tolerância
companhia
cumplicidade
serenidade
respeito
partilha
querer
seriedade
passo a passo
mão com mão
arrelias e risadas!

“IMODÉSTIA”

Por Zé Carlos Gonçalves

Já, por longo tempo, venho observando e à busca de, um pouquinho que seja, entender “a ‘imodéstia’ e o desrespeito”, que vem dominando o nosso tão corrido cotidiano. O que deveria não acontecer. Afinal, nós estamos “ilhados” por informações. O que deveria, teoricamente, ser um indício bom de que não deveriam existir “tolos”. “Mas, porém, contudo, entretanto, todavia”, a realidade é bem outra. E, aí, né, como já dizia o sábio tio Bobo “queim teim besta num dévi comprá cavalo.” E, aí, entre bestas e cavalos, de um lado ou do outro, a situação está periclitante!

A verdade é que há quem se satisfaz, “goza”, ao diminuir, menosprezar e desmerecer o semelhante. Há até quem se acha intocável e humilha os menos esclarecidos, numa crueldade atroz. Imperdoável isso!

Em minhas peregrinações últimas, por repartições, na saga, e que maçante saga, por alguns documentos, vi e ouvi “absurdos” absurdos. Na minha adolescência, até se diziam “cabeludos”! Da mudez ao chão. Sim, senhor, o chão! Nunca eu entendi por que a maioria dos (des)atendentes procuram “o improcurável”, ao nos dirigirmos a eles. O olhar foge para o chão, como se se transportassem à dimensão “chãozística”. Até inventei um adjetivo. Que pilantra!

Absurdos, a irem da bandida arrogância, ao tratar o irmão funcionário, muitas vezes, do mesmo órgão, às vazias e intermináveis conversações ao celular. Ou “engabelação”, apenas. Até falam a ninguém. E da má vontade, “estampada no rosto”, mal acordado, para não dizer o que pensando estou, ao “mercado negro” de roupas, de “cosmésticos”, de bijus e de uma parafernália infernal. É … não é piada! A “feirinha rola solta”, em frente “ao aviso tão ameaçador”, que ameaça quem desrespeitar, vejam só, “o desrespeitador”. Acho que enrolei tudo. Assim, também, é a intenção de quem não respeita o próximo.

O pior é que esse mal se enraizou e se fincou em tudo. Nas repartições públicas, nos hospitais, nos consultórios, no comércio, nos escritórios. E, “a mais irônica ironia”, nas conversas. Há verdadeiros monólogos, em que sempre o mais sabido, o manipulador, é, também, o mais tolo.

No entanto o que mais me entristece é saber que nas salas de aula se encontram uns, que se acham “os caras”. Ou “os malas”. Se acham os donos da caneta, do saber e da vida. E, em um massacre inominável, se prestam a um desserviço imperdoável. À educação e à vida.

Graças ao bom Deus, este grupelho é insignificante ante a grandeza da doação, da empatia, do compromisso da esmagadora maioria dos docentes, que não dormem, a formar cidadãos!

Falo apenas dos antipáticos, medíocres, tiranos e imorais, que buscam refúgio em um autoritarismo canhestro e doentio, utilizado como única arma, a camuflar uma gritante insegurança, ou, quem sabe, verdadeiramente, a atestar incompetência.

Esse é o comportamento, que me enerva e me aniquila, principalmente quando vem à memória cena “dantesca”, no sentido literal do adjetivo, que testemunhei. Acreditem. Isso não é ficção. Verdade! Assisti à chegada de uma professora, para assumir uma sala, que já estava há algum tempo sem regente. E, ao se apresentar, mandou direto. “Se vocês não conhecem o diabo, cheguei”. Agora, imaginem a situação dos alunos. Agora, imaginem a matéria. Só … o terror dos terrores!” Matemática. Agora , imaginem que a Matemática, mesmo sem ter como mestre “o catebau”, já “mete medo”; imaginem … Imaginem, ainda por cima, “qui tamo viveno im ‘tempos modernos(os)!”
É … depois que até o demo se imiscuiu na crônica, “vô pará”. Afinal, não quero ficar mais “imodesto” do que já fui até aqui.

Foto da internet (https://sergiomerola85.jusbrasil.com.br/).

BAIXADA MARANHENSE: Projeto divulgará Maranhão como “Floresta de Alimentos” para o mundo

Projeto divulgará Maranhão como “Floresta de Alimentos” para o mundo. Iniciativa está senda devolvida na Baixada maranhense, com fabricação de gêneros alimentícios derivados do coco babaçu.

O diretor de audiovisual e empreendedor Jayme Monjardim reuniu-se, mais uma vez, com o secretário da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos (Sedepe), José Reinaldo Tavares.

Acompanhada dos sócios, a maranhense e idealizadora do Projeto, Cornélia Rodrigues – conhecida como Nelinha -, e Rodrigo Fleury, Monjardim tem avançado com o projeto sustentável de produção de alimentos para todo o mundo, fabricados a partir do babaçu. Ele conta com apoio do Governo do Estado e tem mantido frequentes trocas de informações importantes com o ex-governador Tavares.

O projeto está sendo devolvido na Baixada maranhense, município de Palmeirândia, com fabricação de gêneros alimentícios derivados do coco babaçu, investimentos em créditos de carbono, incentivo ao cooperativismo, que está sendo articulado pela Sedepe, e valorização das comunidades tradicionais.

O Projeto Babaçu, Idealizado pela maranhense de Palmeirândia, Cornélia Rodrigues, a Nelinha, tem recebido atenção de investidores e empresários de fora do Maranhão. A empreendedora que tem sociedade com o diretor de televisão e empresário Jayme Monjardim, que apostou na viabilidade do projeto e tem garantido seu financiamento, também terá apoio do Governo do Maranhão.

O Maranhão é um dos maiores produtores de babaçu do Brasil e chega a reunir a terceira maior força produtiva do estado. Várias matérias-primas são extraídas da palmeira, que contribui para a conservação da vegetação originando o fruto.

A cada ciclo, o babaçu forma de dois a seis cachos, cada qual contendo de 150 a 300 frutos. Ou seja, uma palmeira produz, por ano, cerca de 800 frutos. Cada planta, sem receber nenhum cuidado especial, produz, no mínimo, 2,5 toneladas de frutos por hectare ao ano. Se for tratada, a produção chega a 7,5 toneladas.

A planta pode ser usada ainda para fabricar peças de móveis e artesanato, alimentícios, chá medicinal, dentre outros itens.

Durante a reunião, Jayme Monjardim informou que já fechou parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para a fabricação dos sachês que a Organização das Nações Unidas (ONU) distribui para crianças em situação de desnutrição, ação que faz a diferença entre a vida e a morte.

“O mais importante é que já fechamos parceria com a Embrapa para produzir os sachês, Esses sachês são distribuídos hoje pela ONU no mundo inteiro. Já imaginaram, o Maranhão ser provedor de alimentos feitos à base de coco babaçu, exatamente igual como é o da pasta de amendoim? O Maranhão pode inclusive, vender essa imagem da Floresta de Alimentos na COP 2023!”, declarou o investidor.

O secretário José Reinaldo Tavares destacou a importância do projeto para o Estado. “Temos a melhor floresta de alimentos do planeta. O Jayme está fazendo um trabalho fantástico, utilizando as frutas e o coco babaçu para a fabricação dos sachês aqui no nosso Maranhão. Eu sempre digo que a Baixada é o nosso Pantanal, só que mais bonito”, explicou.

Jayme Monjardim resumiu o encontro como proveitoso e a união de forças para o trabalho dar certo. “É isso que estamos fazendo aqui, unindo forças. O Maranhão vende o futuro”.

Nelinha, Paulo Matos, Gracilene Pinto, Lauro Bonjardim e Maninha.

Fontes: https://upaonews.com/; https://sedepe.ma.gov.br/e Jornal Pequeno.

PERI-MIRIM: A Secretaria de Educação se prepara para as homenagens dos 104 anos de emancipação do município.

A Secretaria Municipal de Educação de Peri-Mirim (SEMED, nos últimos dias, organizou e promoveu reuniões com supervisores, coordenadores e gestores das escolas, a fim de apresentar a proposta de comemoração dos 104 anos de Peri Mirim, no dia 31 de março.

A proposta é homenagear ex-secretários de educação, que inclui os já falecidos.

Na programão está incluída uma missa na Igreja da Matriz às 07 horas da manhã com autoridades e secretários municipais; em seguida, às 9 horas, haverá o hasteamento das bandeiras.

Para a celebração solene foram convidadas as ex-professoras: Ana Rita (Nicó), viúva e irmã de dois homenageados; Javandira, mãe de Keila, uma das homenageadas e Ana Maria Silva, viúva de José do Carmo, um dos homenageados. Todas participarão do desfile.

Às 16 horas, será realizado o desfile cívico, com homenagem às mulheres que foram secretárias de educação, as professoras: Delza, Maria da Luz, Alda, Giselia e Zaine.

Por conta da logística, foi decidido que no desfile apenas 4 escolas irão realizar as homenagens aos ex-professores e ex-secretários de educação já falecidos, que serão distribuídos da seguinte forma:

1) A Escola Municipal São João Batista, abordará o tema: Literatura e Educação de Peri-Mirim e homenageará o professor João Batista Martins;

2 ) A Escola Municipal Keila Abreu Melo, abordará o tema: Economia Perimiriense e homenageará a professora Keila Abreu Melo Diniz;

3) A Escola Municipal Cecília Botão abordará o tema: Política e Geografia de Peri-Mirim e homenageará o professor Nelsolino Silva e

4) A Escola Carneiro de Freitas abordará o tema: Cultura e fará a homenagem ao professor José do Carmo França (pendente de biografia no site da ALCAP).

Considerando-se que os temas abordados nas homenagens dizem respeito à história cultural, econômica e geográfica do município de Peri-Mirim, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) participará do evento, com os professores e funcionários da SEMED que também são acadêmicos; bem como pelas homenageadas Alda Regina Corrêa e Giselia Martins; Francisco Viegas, Manoel Braga e a presidente da Academia, Ana Creusa Martins, também representarão a ALCAP, que disponibilizou as biografias dos homenageados, as quais podem ser acessadas no site O Resgate.

No desfile cívico, as  escolas apresentarão em quatro pelotões, com suas respectivas balizas e bandeiras. Tudo organizado e estruturado por cada escola.

A proposta é que os alunos desfilem devidamente fardados, pois, dará mais ênfase ao que está sendo proposto.

Espera-se a participação de toda a comunidade escolar, bem como de todos os munícipes, pois, as homenagens aos 104 anos do município de Peri-Mirim foram preparadas com muito carinho.

Texto de Diêgo Nunes, com edição de Ana Creusa.

UM CASALZINHO NO MAIOR GRUDE, SÓ QUE NÃO!!

Por Zé Carlos Gonçalves

COISAS E LOAS
(… olho no olho)

Um dia desses, ao esperar o meu filho na porta da escola, vi uma cena, que me chamou atenção. Ali se achava “um casalzinho, no maior grude”. Mas o grude não os grudava. “Que crazy!” Estavam juntos, e tão distantes. Cada qual em seu mundinho, aprisionados às telas mágicas, que os hipnotizavam.

O grude era, na verdade, com os sacripantas dos celulares. A garota estava mais contida, “soltando uns sorrisinhos disfarçados”. Já o garoto se retorcia todo, fazia caretas e caretas; e, o mais incrível, mastigava a língua numa insistência desmedida. Até lembrei da brincadeira de “cabo de guerra”. Quem não tinha como sustentar a força braçal, ia transferindo-a para a língua. E haja mascar a língua, como “uma brejeira”.
Mas, voltemos “ao namoro”. Será que estavam “namorano atravéise di mensági. Cad’um ligando pr’ôto. Só pôdi!”

Bom mesmo foi não termos vivido plugados e alheios. Os eletrônicos “ero a nossa praia, não, tio”. O olhar, geralmente, discreto. O interesse nascia. A coragem nem sempre se apresentava; mas, quando vinha, o valente e enamorado “indivíduo” se manifestava. “E, com força!” Se manifestava de todos os modos, mas com modo. Um psiu, abafado; uma tímida piscadela; um aperto discreto das mãos bobas; um bilhetinho, que era traficado pelos melhores amigos; uma dança nervosa; cabia até uma abordagem direta.

E, como tudo isso é verdade, a cena referida no início desta crônica me remeteu ao meu estimado e “danado” parente, Batista Pessoa, que sempre se refere ao início do namoro, “daqueles menos corajosos”, inclusive ele, que se muniam de infalíveis armas: pedrinhas milagrosas, “avoadoras” e tão certeiras, a serem verdadeiros cupidos, com o único intento de conquistar a cara paixão. O início era difícil, trabalhoso e trabalhado. Hoje é ausente. Não há início … Não há … Não há …

E veio a me remeter, também, ao apogeu de “uma conquista bendita”. O nervosismo, cruel e pilantra, dum indivíduo, que, “seim papu, au su vê nu mato seim cachorro”, e sem gato, se “chegou à pretendida” e direto, sem preâmbulo, “se saiu com esta”. “Sou fã teu!” E, para sua sorte, a “piquena, insensívi li disculhambô, num li deu bola e ind’o chamô di dismiolado”. Digo, sim, sorte. Sorte … pois se fosse “ôji” … ! “Arre égua!”‘ e outras zebras … Com toda certeza!
E, com toda certa certeza, havia mais olho no olho!