Governador Flávio Dino recebe prefeito Heliezer e anuncia construção de hospital em Peri-Mirim

O governador Flávio Dino recebeu, nesta quarta-feira (26), no Palácio dos Leões, em São Luís, o prefeito de Peri Mirim, Heliezer de Jesus Soares, para tratar de demandas do município. 

Ao lado do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA), deputado Othelino Neto, do secretário de Estado de Articulação Política (Secap), Rubens Pereira Júnior e da secretária-chefe da Assessoria Especial do governador, Joslene Rodrigues, o prefeito Heliezer apresentou ao governador os principais pleitos da população de Peri-Mirim

Durante o encontro, o governador anunciou a construção de um hospital na cidade de Peri Mirim, atendendo a um sonho antigo dos perimirienses. Flávio Dino ressaltou que “esse espírito de entendimento e diálogo” entre a gestão estadual e as cidades maranhenses é primordial para que as políticas públicas cheguem efetivamente para os cidadãos e cidadãs maranhenses. 

A União faz a força. Esse é um mandamento que a sabedoria popular nos ensina e nós praticamos muito fortemente no Maranhão. O nosso compromisso é de que ainda no mês de junho vamos começar as obras de instalação do Hospital Municipal. Nós vamos reconstruir um prédio público municipal para que ele receba um hospital de qualidade”, frisou o governador. 

Dino destacou ainda que vai mobilizar equipes estaduais para a construção de uma praça e para a pavimentação de vias urbanas na cidade de Peri Mirim. O presidente da ALEMA, Othelino Neto, sublinhou a importância desse tipo de parceria para a população do município. 

“É muito importante essa interlocução que nós temos feito trazendo os prefeitos para conversar com o governador e assim estabelecer parcerias. O governador hoje anuncia a construção de um hospital, sonho antigo da população, além de outras obras, como a construção da praça no povoado Três Marias e a pavimentação de ruas. Enfim, uma parceria muito importante para a população de Peri Mirim”, ressaltou Othelino Neto. 

Para o prefeito Heliezer, esse tipo de parceria entre Governo do Estado e as prefeituras é fundamental para garantir o desenvolvimento das cidades maranhenses. 

“Com essa parceria que temos tido com o Governo do Maranhão, que é um governo que tem a preocupação com os munícipes e que tem uma boa relação institucional com todos os municípios, a gente só tem a ganhar. E nós agradecemos profundamente as grandes e importantes obras que o Governo está determinando para a nossa querida Peri-Mirim”, disse o prefeito Heliezer de Jesus Soares.

Fonte: Agência de Notícias/MA.

Sete agrovilas quilombolas do município de Alcântara (MA) são os primeiros Assentamentos Conectados pela ação de ampliação da conectividade rural do Ministério da Agricultura

O líder comunitário da Agrovila Cajueiro Luiz Diniz celebrou a chegada da internet na comunidade. “A comunidade está em festa. Como meio de comunicação, a internet veio ajudar a comunidade, as crianças a poderem assistir aula. É uma parceria do governo federal e da comunidade, buscamos sempre esta parceria”.

Além de gerar maior produtividade e geração de renda, o governo aposta na conectividade em áreas rurais para a difusão do conhecimento a partir da prestação de assistência técnica online. Os pontos de internet banda larga no modelo satélite foram inaugurados na última quarta, 26, pela equipe do Ministério da Agricultura e representantes dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) e Educação (MEC).

A ministra Tereza Cristina participou da cerimônia em link ao vivo e destacou a importância da conectividade aliada à assistência técnica e extensão rural. “Precisamos investir nas pessoas do Maranhão. Em breve estarei aí vendo o nosso trabalho de assistência técnica funcionando, para trazer renda e dignidade para esses produtores rurais”, disse.

  • Conectividade no campo é um insumo fundamental para a inovação

Além de gerar maior produtividade e geração de renda no campo, a conectividade em áreas estritamente rurais permitirá difusão do conhecimento a partir da prestação de assistência técnica e capacitação online. A chamada Ater 5.0 é uma alternativa complementar à assistência técnica e extensão rural convencional, a qual permite que os agricultores recebam orientações técnicas rotineiras e emergenciais de forma online. Essa modalidade educacional registra significativo crescimento no país e caracteriza-se como oportunidade, também, de manter o jovem no campo ao proporcionar ensino de qualidade.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, participou do evento e lembrou a importância da conectividade para a assistência técnica rural. “Essa comunidade precisa se desenvolver com muita tecnologia e informação, e para isso precisamos de internet”, disse, destacando que a comunidade tem uma importante vocação para a agricultura familiar.
  • Internet via satélite

O secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Cléber Soares, explica que a conectividade via satélite é ideal para produtores pouco tecnificados, que não exigem grande quantidade de conexões. A tecnologia satelital permite a comunicação de dados em banda larga a partir de faixa dedicada a essa transmissão com qualidade para locais remotos e de difícil acesso. É o caso da região amazônica, onde cabo de fibra óptica e antenas não chegam ou sua viabilidade é remota.

A iniciativa dos Assentamentos Conectados prevê 156 pontos de conectividade em regiões brasileiras de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) a partir de conectividade via satélite do programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac). Pela iniciativa dos Assentamentos Conectados, já foram instalados 51 pontos nos estados de Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Sergipe.

Fonte Canal Rural.

PESCARIA NA BAIXADA MARANHENSE

PESCA-VIDA

Por Zé Carlos

Em nossa cidade, como em tantas e tantas da nossa imensa Baixada, devemos muito e muito aos conterrâneos, que dedicaram boa parte da vida, se não toda, “à sagrada arte”: a arte do pescar. Verdadeiros heróis a nos saciar com o alimento mais consagrado, principalmente o retirado dos rios, em especial do Pericumã (!!!).

Essa admiração sempre me acompanha: foi, é e sempre será forte!  Dos pescadores, as primeiras lembranças que tenho são, na Ponta da Capoeira, as da minha avó, Dedé, que se “equipava” como uma verdadeira “astronauta” – essa era a impressão que eu tinha na época – a ir à pesca: camisa manga comprida, do meu avô; calça larga, do meu avô; um lenço, que lhe pendia da cabeça, cobrindo-lhe o pescoço; um chapéu de aba terrivelmente larga, para a proteger do sol inclemente; deslizando-flutuando suave e serena, pela enseada, em uma imensa canoa.

Interessante é que a pescaria, da vovó, era antecedida de uns preparativos, os quais eram um verdadeiro ritual: alguém ia verificar os “baixos”, para se certificar “do tempo certo”. Depois, saía com uma enxada ou um “chacho”, às costas, e uma lata. Seguiam-se, então, as enxadadas na terra encharcada, a fim de capturar as melhores minhocas, que virariam apetitosas iscas.

A vovó era mestra em pescar acará. Acará pitanga, para nos oferecer um escabeche, suculento, fornecedor de tanta “sustança”, feito na mais perfeita frigideira de barro, temperado com o mais puro azeite de coco e com o estalar da lenha seca, que me “contava” segredos e segredos do reino do faz de contas.

Também, ainda, alcancei Antônio do Rosário, meu avô, sair para pescar, à noite, a fim de fazer “a ceia de bagre”, madrugada a dentro, ocasião em que eu e as demais crianças dormíamos por não “aguentar” esperar, sendo despertos apenas para desfrutarmos de tão rico e delicioso pasto.

Embora criado nessa atmosfera, que muito me seduzia, nunca fui um pescador – nem para contar histórias – salvo algumas tentativas de capturar piabas “na garrafa”, o que, venhamos, não é glória alguma.

Entretanto a magia da pesca “pescava-me” e se coroava com o espetáculo pujante, durante “as cheias”, quando “os pampinhas e as piabinhas” pululavam na correnteza da primeira boca, enchendo os cofos-pescadores, como esquecidos ali, em uma torrente constante, dando-me a certeza de que jamais acabariam; e, definitivamente, se completava, quando eu saía para comprar “uma pratada de peixe”, “costume” visto, por mim, só em Pinheiro, após esperar tirar “o mato”.

Quanta coragem! Seu Urbano, “Manel” Campeiro, Madeira, Zé Vaqueiro (…); ou vendo Camburão e Carioca ir buscar as mais belas traíras, sem algum apetrecho, em um longo e silencioso mergulho; ou encontrar Cruzeiro, totalmente ébrio e “cinza”, a oferecer sua produção do dia, a fim de poder tomar mais um São João da Barra, vindo da barragem da Justina. Barragem prodigiosa, a qual trazia uma figura, por demais interessante, a vender “o peixe do dia”, dona Leonília, da família Paulo Coró, que era a pescadora preferida da vovó e muito me impressionava pela idade avançada, mas com um vigor absurdo.

Entretanto, o apogeu das pescarias era o espetáculo proporcionado por Fula, com seu búzio, chamando-nos a lhe comprar pescados e entretendo-nos com suas histórias, ditos e relaxos, que marcaram várias e várias gerações, com a certeza de que a “fartura” era certa. Tantas lembranças, que se apresentam deliciosas, fumegantes e apetitosas como “uma pratada de angu, com iscas de jabiraca”!

Delícias, dessa época, que me fizeram herdeiro de hábitos (e bons), que ainda mantenho (até hoje): assar peixe, cheio, na brasa; escabechar traíra e cabeça-gorda, ao leite de côco; fazer um “cozidão”, de bagrinho; e, o mais saboroso de todos, fritar piabas, enfiadas em espetinhos de talos de folhas de coqueiro (!!!)

Os diabos-da-tasmânia estão de volta

Muitas pessoas têm apreço pelos brinquedos que reproduzem a imagem dos diabos da tasmânia em pelúcia e julgavam que a espécie estava totalmente exista. Porém, nesta terça-feira, 25 de maio, ambientalistas anunciaram que sete diabos da Tasmânia nasceram na Austrália, depois de cerca de 3 mil anos extintos por matilhas de cães selvagens. 

Estes nascimentos trazem a esperança de que o esforço para sua preservação seja bem-sucedido.

O bichinho é conhecido por seu comportamento arisco e agressivo em alguns momentos, há que diga que os grunhidos que ele emite lembram um diabo gritando, é daí que veio o nome.

A equipe de conservacionistas pretende soltar mais diabos-da-tasmânia na reserva, nos próximos anos, junto com outras espécies. O objetivo é introduzi-los, posteriormente, em áreas sem cercas, onde enfrentarão um maior número de ameaças e perigos. Os guardas florestais examinaram as bolsas (ou marsúpios) das fêmeas e encontraram os filhotes em “perfeito estado de saúde”.

Base de Alcântara é o maior projeto Industrial do Maranhão

O IMPARCIAL: Hoje, Dia Nacional da Indústria, os empresários apontam como os maiores desafios neste ano de crise pandêmica, a elevada taxa de câmbio, a falta ou alto custo da matéria-prima, dificuldade de capital de giro, alto custo da energia, a elevada carga tributária e dificuldades na logística de transportes.

  • “Tudo seria pior não fosse o pagamento, pelo governo federal, do auxílio-emergência que manteve os consumidores comprando, o que induziu as empresas a produzir, mesmo que contraindo dívidas, mas tendo a preocupação de não deixar crescer a capacidade operacional ociosa, explicou o líder do setor Edilson Baldez.

Para Baldez, o grande projeto do momento tem foco no Centro Espacial de Alcântara que, finalmente, foi destravado e hoje já conta com quatro grandes empresas selecionadas para operarem no CEA.

Em entrevista exclusiva a O Imparcial, o presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez, fala em muito sacrifício para manter o mínimo possível em operação, adotando mecanismos alternativos de gestão de pessoal, antecipando férias, reduzindo jornada de trabalho ou colocando pessoas do grupo de risco em home office, requalificando trabalhadores e, principalmente, negociando condições de pagamento com fornecedores, bem como das obrigações tributárias.

O Imparcial – Qual o principal entrave da indústria maranhense hoje?

EDILSON BALDEZ – Empresários apontam como os principais problemas enfrentados pela indústria são a elevada taxa de câmbio, a falta ou alto custo da matéria-prima, dificuldade de capital de giro, alto custo da energia, a elevada carga tributária e dificuldades na logística de transportes. Estes fatores, apurados na publicação Sondagem Industrial, do último trimestre de 2020, contribuem fortemente para um baixo poder de competitividade do setor, restringindo seu mercado.

Como as indústrias na sua maioria pequenas e médias estão sobrevivendo com a pandemia?

Com muito sacrifício, para manter o mínimo possível em operação, adotando mecanismos alternativos de gestão de pessoal, antecipando férias, reduzindo jornada de trabalho ou colocando pessoas do grupo de risco em home office, requalificando alguns trabalhadores e, principalmente, negociando condições de pagamento com fornecedores de insumos e matérias-primas, bem como das obrigações tributárias. Tudo seria pior, não fosse o pagamento, pelo governo federal, do auxílio-emergência que manteve os consumidores comprando e isto induzia as empresas a produzir, mesmo que contraindo dívidas, mas tendo a preocupação de não deixar crescer a capacidade operacional ociosa.

Existe um paradigma muito grande que o Maranhão não tem indústria. Que indústria o Maranhão de fato possui? Em quais cidades e quais setores elas atual? E qual o destino desses produtos?

Esse é um modelo que precisa ser quebrado. O Maranhão tem, sim, indústrias e elas são muito importantes para o estado, tanto em geração de valor agregado, quanto de geração de emprego e renda e de impostos para o governo. De acordo com dados do IBGE, o Maranhão conta com 4.097 indústrias, o que equivale a 6% das indústrias do Nordeste, e elas respondem por 18,5% do Produto Interno Bruto estadual, participação que é muito próxima da região Nordeste (18,9%) e do Brasil (21,8%). Números bastante significativos. São Luís, Imperatriz, Açailândia, São José de Ribamar, Caxias, Timon são municípios que se destacam em termos industriais.
Construção, Serviços Industriais de Utilidade Pública, Metalurgia, Celulose e papel, Alimentos, Bebidas e Minerais não-metálicos são os setores que sobressaem. Além, é importante destacar que, em 2020, a exportação de produtos industrializados, pelo Maranhão, alcançou a US$ 1,9 bilhão (FOB), o que corresponde a 56,5% o valor de todas as exportações do estado e a 18,4% do que foi exportado pelo Nordeste. É oportuno lembrar que as indústrias do Maranhão geram emprego para mais de 74 mil pessoas, 65% das quais possuem, pelo menos, o ensino médio. E mais: em 2019, o governo estadual arrecadou R$ 1,2 bilhão de ICMS junto à nossa indústria.

Quais os grandes projetos industriais que o Maranhão aguarda para ser de fato a bola da vez?

O grande projeto do momento tem foco no Centro Espacial de Alcântara que, finalmente, foi destravado e hoje já conta com quatro grandes empresas selecionadas para operarem no CEA, abrindo espaço para outras indústrias de elevada tecnologia e serviços de alta especialização, sem esquecer a formação de importante polo turístico na cidade e a região de entorno. Uma janela aberta para a ampliação da indústria aeroespacial brasileira. O Maranhão tem que aproveitar essa oportunidade e a Fiema é um importante protagonista desse momento histórico.

O que a FIEMA tem feito para amenizar esse cenário por qual passa o setor industrial?

O Sistema Fiema, por meio do SESI, do SENAI, do IEL e da própria Federação, em parceria com outras entidades empresariais, implantou o Projeto Avança Maranhão, buscando amenizar os problemas provocados pela crise sanitária do coronavírus. São ações de capacitação, de difusão de processo tecnológicos e inovação, campanhas de vacinação para manter ativos e produtivos os trabalhadores da indústria, melhorando sua qualidade de vida, além de viabilizar o acesso das empresas ao sistema de crédito. Ao mesmo tempo, tem intermediado junto às autoridades governamentais no sentido de conseguir negociar facilidades operacionais que permitam, principalmente, às micro e pequenas empresas, condições para cumprimento de suas obrigações financeiras. Estamos desenvolvendo todos os esforços no sentido da preservação do emprego e dos salários, buscando, sempre que possível, evitar o fechamento de nossas empresas.

Fonte: http://raimundoborges.com.br

O maior lote de restituição da história será pago em 31 de maio, confira os detalhes

A partir das 10h de hoje (24), o contribuinte que entregou a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física no início do prazo saberá se vai receber dinheiro do Fisco ainda este mês. Nesse horário, a Receita Federal libera a consulta ao primeiro dos cinco lotes de restituição de 2021.

Será o maior lote de restituição da história, tanto em valor desembolsado quanto em número de contribuintes. Ao todo, 3.446.038 contribuintes receberão R$ 6 bilhões.  Desse total, R$ 5.548.337.897,41 serão pagos aos contribuintes com prioridade legal, sendo 96.686 idosos acima de 80 anos, 1.966.234 entre 60 e 79 anos, 127.783 contribuintes com alguma deficiência física, mental ou doença e 891.421 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

O dinheiro será pago em 31 de maio. A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar no campo “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, “Consultar Restituição”. A consulta também pode ser feita no aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para os smartphones dos sistemas Android e iOS.

Fonte Agência Brasil.

A Baixada é só uma, e uma só!

Por Elizeu Cardoso

Desde que vi a nova regionalização do Maranhão que fiquei mudo. Perdi a fala, feito criança amuada, e ando meio empacado, não vou mentir, burro brabo que pode é apanhar, mas não arreda o pé.

Estava todo mundo lá na Baixada, povo de riso fácil e histórias de nunca acabar, e alguém teve a descabida ideia. Homens fechados em salas de vidro e ar modificado, com caneta e lápis, notebook, smartphone e gps, decidiram: A Baixada é muito grande, vamos subdividir!

De uma canetada levaram Alcântara, Bequimão, Bacurituba e Cajapió, para um tal “Litoral”, ao lado de Mirinzal, Central do Maranhão, Guimarães, Cururupu, Cedral, Porto Rico, Serrano do Maranhão, Bacuri e Apicum-Açu.

São meio tanso, né? Pensam que só porque uns têm rios e outros têm mar, o sal há de nos separar. Deixem de bobagens, doutores! O que nos une, eu nem queria, mas vou elencar:

– É a curacanga, bola de fogo que anda por tudo quanto é lugar. Nesse pedaço de terra todo mundo já viu, até as crianças que acabam de nascer, é só perguntar.

– É a travessia no ferry-boat. Quando a gente deixa a cidade grande e ri até com o vento, assim que avista o Cujupe, vem tudo no pensamento.

– É o quintal cheio de fruta, o poço e a cerca velha. Na mesa da cozinha duas comidas sagradas: Na hora do almoço e do jantar a farinha de mandioca, e no meio da tarde, todo mundo reunido tomando café preto e um bolo de tapioca.

– É a conversa na boca da noite, a rua é o quintal da gente. Os vizinhos são tudo irmão, os mais velhos tudo tios, e se ficar magro é doença, porque lá ninguém tem fastio. É manga, milho, abacate, araticum, jenipapo, bagre, tapiaca, muçum, caranguejo, camarão, sururu, acará, piaba e traíra.

Deixem como estava, sei dessa ciência um pouquinho. A Geografia é mãe, desde os gregos, que sempre acha um jeitinho. Já ouviram falar da velha que olhou a foto da neta e disse: Benzadeus, retrato é coisa que parece! Do outro que só andava em linha reta na sua bicicleta? Bastava chegar num canto que descia, para arrumar a direção? Do casal que criou um sapo como se fosse um filho? Do pistoleiro que acabou uma festa fazendo o som de tiro com a boca? De Dom Sebastião e seus cachorros andando na noite escura? Do vendedor de ovos que comprava e revendia pelo mesmo valor, apenas porque o trabalho enobrece o homem? Tudo coisas de lá.

Essas coisas não cabem em mapas, senhores, porque são cartografias das falas, dos risos, das memórias, dos cheiros, das cantorias, dos tambores e das festanças. A Baixada não cabe nem nela mesma, repare bem como a gente a leva para tudo quanto é lugar. Mas se ainda assim tiverem dúvida do que vos alerto e protesto, mandem uma pessoa dessas, de qualquer lugar falar. Bastará abrir a boca que vai sair de uma vez, pois por mais que falemos português, é a alma que determina, o nosso sotaque é baixadês!

O Ministro da Saúde veio ao Maranhão para tentar conter a cepa indiana da Covid-19 e entrega 600 mil testes rápidos

Marcelo Queiroga foi recepcionado pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), e pelos secretários de Saúde de São Luís Joel Júnior (PMN) e do Maranhão, Carlos Lula (PCdoB).

A capital do Maranhão, São Luís, e as cidades vizinhas receberão cerca de 300 mil doses a mais de vacinas contra o novo coronavírus (covid-19). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao desembarcar em São Luís, na tarde deste domingo (23).

O ministro veio à capital maranhense para acompanhar a entrega de 600 mil de testes rápidos para identificar possíveis casos da variante indiana de covid-19 na cidade de São Luís.

Ontem eu conversei com o prefeito Eduardo e ele fez um pleito muito justo que era ampliar a cobertura de vacinas na capital e cidades da ilha e isso foi acatado pelo Programa Nacional de Imunização (PNI)”, disse Queiroga. 

Fonte: Agência Brasil

SÃO LUÍS: Ministro da Saúde anuncia mais 300 mil vacinas contra COVID-19

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, desembarcou neste domingo (23), em São Luís e anunciou mais de 300 mil doses de vacinas contra COVID-19 com intuito de evitar o avanço da doença na capital maranhense.

Marcelo Queiroga veio ao Maranhão, após o anúncio de confirmação da nova cepa indiana na capital maranhense.

Além das vacinas, o ministro entregou neste domingo, 600 mil testes rápidos para tentar conter a transmissão comunitária da cepa indiana.

Marcelo Queiroga foi recepcionado pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), e pelos secretários de Saúde de São Luís Joel Júnior (PMN) e do Maranhão, Carlos Lula (PCdoB).

A capital do Maranhão, São Luís, e as cidades vizinhas receberão cerca de 300 mil doses a mais de vacinas contra o novo coronavírus (covid-19). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao desembarcar em São Luís, na tarde deste domingo (23). O ministro embarcou para a cidade para acompanhar o envio 600 mil de testes rápidos para identificar possíveis casos da variante indiana de covid-19 na cidade de São Luís.

Ontem eu conversei com o prefeito Eduardo e ele fez um pleito muito justo que era ampliar a cobertura de vacinas na capital e cidades da ilha e isso foi acatado pelo Programa Nacional de Imunização (PNI)”, disse Queiroga. 

Fonte: Agência Brasil.

Efeitos da linguagem neutra

Por Ana Creusa

“A degeneração de um povo, de uma nação ou raça, começa pelo desvirtuamento da própria língua”. Ruy Barbosa

Os sexos masculino e feminino serão “perseguides” e depois “abolides”.

Sim, a questão de identidade de gênero invadiu a Língua Portuguesa. Para não dizer, que é coisa tupiniquim, o fenômeno espalhou-se pelo mundo.

A adaptação à linguagem neutra será fácil para os que já utilizam o “todos e todas” em sua comunicação, basta dizer “todes”. Entretanto, quem ainda não se acostumou a essa modernidade, precisará de maior esforço. Fique tranquilo, não é difícil: basta substituir as palavras terminadas nas vogais “O” e “A” pela vogal “E”, que é considerada neutra.

Também não precisa preocupar-se, pois os corretores de texto serão adaptados. E caso você não siga a sugestão e insistir em chamar menino de menino e menina de menina, sofrerá uma advertência das suas redes sociais e, se persistir no erro, será bloqueado e, se reincidir, cancelado.

As vovós do Zap podem, na dúvida, substituir o “O” ou “A” pelo “X”, sem risco de punição, ou podem recorrer à linguagem do personagem Mussum dos Trapalhões, que já estava atualizado na linguagem da substituição. Quem não lembra do famoso “tudes”? À época era engraçado. Agora, não ouse brincar com isso. Não é nada engraçado, é sério!

Você que ainda não se atualizou com a últimas reformas ortográficas, pode continuar usando o trema sem punição. O risco é usar “o” ou “a” no final dos vocábulos, pois pode sofrer bloqueio e até cancelamento nas suas redes sociais, o que seria equivale à pena de morte na atualidade. Imagine se a comunicação progressista iria admitir preconceitos e ignorar a identidade de gêneros?

Para aqueles que dizem: “quando isso ocorrer, já gostaria de ter feito minha passagem”, cabe a advertência:

– Não diga isso, pois, São Pedro já está atualizado e vai lhe perguntar:

– “Filhe, como você se comportou na terre?”. Se você responder “fui bem comportado”, o Santo o mandará direto para o Inferno, porque preconceito é pecado. Somente os que responderem “fui bem comportade” ficarão no Céu.

Vale lembrar que a Língua Portuguesa sofrerá muitas adaptações para a linguagem neutra. Começando pela nomenclatura das classes gramaticais. A sugestão é ir logo treinando: substantivo será “substantive”; verbo, “verbe”; artigo, “artigue” e assim por diante.

Fique atento, ou melhor, “atente”, só não pode questionar. É assim, e pronto! Não gostou, talvez, quando você morrer, pelas suas boas ações; mereça o purgatório, para expiar a sua culpa por “preconceite”. É isso “mesme”!