Alinhamento de Ações entre o Fórum da Baixada e a Superintendência da Agricultura no Maranhão

O Fórum da Baixada continua na sua trajetória de luta para minimizar os efeitos da seca que, historicamente, castiga a microrregião que ostenta um dos maiores índices do pobreza do Brasil, com essa finalidade, reuniu-se no dia 18 de janeiro do ano de 2024, na sede da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária – SFA/MA, com o Superintendente  Wellington Reis Sousa e sua equipe.

Inicialmente, os representantes do Fórum da Baixada relataram os problemas sazonais de seca e alagamento enfrentados pelas comunidades locais e a necessidade de implantação de planos de enfrentamento destes problemas, visando o desenvolvimento econômico e social da região.

Também foi informado sobre projetos de dragagem em igarapés e um estudo realizado em 2018 que identificou 103 pontos favoráveis para barragem da água da chuva. Houve uma apresentação geral sobre as ações da Divisão de Desenvolvimento Rural, acerca dos Planos: ABC+; Amazônia Sustentável; Agro Nordeste e Indicação Geográfica.

Encaminhamentos: 1) Envio de apresentação das atividades desenvolvidas pelo Fórum da Baixada; 2) Incluir o Fórum da Baixada nos programas ABC+ e Amazônia Sustentável e Agendar reunião para apresentação detalhada dos programas desenvolvidos pela Divisão de Desenvolvimento Rural.

Participaram da Reunião: Wellington Reis, Dario Erre Rodrigues, Ana Isabela Lima Ribeiro e Letícia Raquel Silva Sousa, pela SFA/MA; Expedito Nunes Moraes e Antônio Lobato Valente, pelo FDBM.

O FDBM encaminhou Ofício ao Sr. Superintendente, acompanhado do Portifólio das principais ações desenvolvidas pela Instituição, solicitando parceria com a Superintendência. Posteriormente, a SFA/MA marcou nova reunião para o dia 21 de fevereiro do corrente ano, para detalhamento das solicitações.

Ofício ao Ministério da Agricultura                     Portifólio do FDBM

SALVEMOS A NOSSA LÍNGUA!

Por José Carlos Gonçalves

(Qui linguági é éssa, mermão?!)

Desde que a Linguística, uma ciência espetacular, “invadiu” a universidade, o que deveria ser um efetivo instrumento de enriquecimento da nossa Língua, decretou-se o desaparecimento da Gramática. O que é uma lástima! O povo, que não domina a sua Gramática, tende a se enveredar por caminhos tenebrosos. Sem conexão, sem concordância, sem argumentação. E “outras coisitas mais”. E, olha que não sou um pai de santo, muito menos um purista!
 A verdade é que o ato comunicativo empobreceu de tal forma que a Língua vem-se desfigurando em uma assustadora velocidade. E ninguém que venha com o chocho argumento de que o que importa é se comunicar.

A verdade é que o desastre está posto. E pode ser notado em todas as nossas manifestações. Do incentivo às crianças, que se perdem em uma língua pobre, chula, sem consistência, a esdrúxulas e erradas construções dos telejornais, que não prezam mais nem pelos caracteres a esclarecer o telespectador. Dos livros, sem revisão, eivados de erros gramaticais, aos diálogos de todo instante. Das letras das “músicas modernas” a centenas de influencers, que não estão influenciando. Tem-se quase “um novidioma”.

Se se decreta o fim da Gramática, está junto o fim de bons profissionais. Principalmente, redatores e comunicadores. O pior é que isso já se sente fortemente. E posso bem afirmar, afinal, tenho recebido monografias e TCCs, para correção, que beiram à infantilidade. Haja vista se constituírem de pseudo pesquisas, fundamentadas em “copiar e colar”; trazerem paupérrima, ou nenhuma, argumentação e quase nenhuma observância gramatical. Sem surpresa, não há leitura. Só resta, de verdade, um emaranhado de informações desencontradas, que nada diz. O que será de um profissional desse, que não se empenha no último e vital trabalho de sua formação?! Como será o desempenho em uma entrevista ou na execução de um laudo?! Certamente não terá a perspicácia de um aluno, que tive, em uma grande escola da capital. “Enrolado” em uma prova final, criou, e com criativa criatividade, um fenômeno gramatical, gigantesco, ao fazer uma análise morfossintática. Literalmente. “Profe, esta palavra nada mais é do que um tal de ‘substantivo apronominado’, que, também, é o sujeito”. Misericórdia! Atribui uma bela nota ao nascente “geniozinho”. Mereceu!

E, só para se ter uma ideia de como a “bagunça” é geral, nos últimos dias ganhou repercussão “o ato heroico” de algum técnico do MEC, que “suprimiu” a Língua Portuguesa do tão propalado “Concurso Nacional”. Mas, “de novo”, não há surpresa alguma! Há muito, a Língua já não está nos concursos. O predomínio é de “uma interpretação de texto”, que ninguém desvenda. Acho, até, que nem “os capacitadíssimos elaboradores”. E, interpretar texto, também, passa, e como, por conhecimento gramatical. E, nessa zorra “babélica”, recorrer a quem?! Eita, que já inventei “côsa!” E mais virá. Já irá começar “o festival de preciosidades”. A campanha política.

A verdade é que “tamo no mato, ‘com’ cachorro”. E, dos grandes! Por isso, esta crônica descambou para um desabafo, guardado há muito, ao receber uma mensagem de um leitor, que me pede a volta do Tio Bobo. E, não é brincadeira, não. Foi, simplesmente, telegráfica. Esta última palavra, por pura ironia minha, só a entenderá quem mandou e recebeu telegramas, em longínquas eras. “Zé mermão vc n devi acaba c/ tio bobo e/ é mais manero fdp qui conheço. É do _aralho e mi faiz ri muito. Trás e/ di volta, tá valeno”.

Quase atribuo essa adjetivação a … Mas, “deixa pra lá”. Dos males o menor, pelo “ao” menos, esse leitor tem bom gosto. Gosta do Tio Bobo!
E, “aproveitando essa vibe, parça”, eu, também, faço um pedido. “Salvemos a nossa Língua!”

TJMA abre seletivo para estágio com 532 vagas na capital e interior

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) torna pública a realização de processo seletivo para preenchimento de vagas e formação de cadastro de reserva para o Programa de Estágio Remunerado no Poder Judiciário do Estado do Maranhão. O seletivo objetiva preencher 532 vagas de estágio do ensino médio, graduação e pós-graduação.

As inscrições gratuitas e as provas on-line serão recebidas somente via internet, no período de 27 de fevereiro até às 12 horas (horário de Brasília) do dia 5 de março, incluindo sábados, domingos e feriados. Não serão aceitas outras formas de inscrições.

Edital 72024 foi assinado pelo presidente do TJMA, desembargador Paulo Velten, no dia 1º de fevereiro.

O Processo Seletivo será regido pelo referido edital, anexos, avisos, atos complementares e eventuais retificações, com a execução sob responsabilidade do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), com supervisão da Comissão do Processo Seletivo do TJMA, garantida a reserva de vagas para pessoas com deficiência, pretas ou pardas.

Além de São Luís, os(as) candidatos(as) também poderão concorrer, nos termos do Edital, por vagas disponíveis em cidades do interior como Açailândia, Arame, Bacabal, Balsas, Barreirinhas, Caxias, Chapadinha, Codó, Imperatriz, Itapecuru-Mirim, Lago da Pedra, Paço do Lumiar, Pastos Bons, Pedreiras, Pinheiro, Presidente Dutra, Raposa, Rosário, Santa Inês, São Domingos do Azeitão, São Domingos do Maranhão, São Francisco do Maranhão, São João dos Patos, São José de Ribamar, São Mateus e Timon, para o ensino médio. Para graduação e pós-graduação, também há vagas em cidades de diversas regiões do Maranhão.

VAGAS

A Seleção destina-se ao preenchimento de 298 vagas para estágios extracurriculares de ensino médio e graduação e 234 vagas para estágio extracurricular de Pós-Graduação em Direito (Residentes Jurídicos) e nas áreas de interesse do TJMA, a quem estiver regularmente matriculado nos cursos e semestres ou etapa equivalente, conforme previsto no Anexo I do edital e formação do cadastro de reserva.

O valor da Bolsa-Auxílio corresponderá a 1 salário mínimo vigente por mês para Ensino Superior; 2 salários mínimos por mês para Pós-Graduação; 60% do salário mínimo vigente para o Ensino Médio. O estágio não contempla outros benefícios, tais como auxílio-alimentação, auxílio-saúde e similares, exceto auxílio-transporte, que compreenderá valores pagos vigentes a servidores(as) do TJMA.

O regime do estágio será de 20 horas semanais para estudantes do Ensino Médio, 25 horas semanais para estudantes do Ensino Superior e 30 horas semanais para estudantes de Pós-graduação, a serem cumpridas em horários e turnos definidos pelo TJMA, considerando-se as necessidades do órgão.

INSCRIÇÃO

As inscrições serão gratuitas e só poderão ser realizadas para os cursos divulgados conforme o Anexo I do edital.

Acesse AQUI o Edital.

Fonte: https://www.tjma.jus.br/midia/tj/noticia/

A IMPORTÂNCIA DA BARRAGEM MARIA RITA

Por Ana Creusa e Francisco Viegas

Ciente da importância da Barragem de Maria Rita, como grande obra estruturante, pois, vai promover o desenvolvimento da atividade econômica nos municípios de toda a região, dentre eles Bequimão, São Bento, Alcântara, Bacurituba, Palmeirândia e Peri-Mirim, a Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) promoveu, na última quinta-feira (25/01/2024), uma Expedição com acadêmicos, professores, alunos e idosos, para visita às obras da Barragem Maria Rita. A expedição saiu às 8 horas da Praça São Sebastião em Peri-Mirim, com destino à sede do município de Bequimão, onde foram acompanhados por uma equipe técnica, conforme determinação do Exmº Sr. Prefeito, João Martins, a pedido da presidente da ALCAP, Ana Creusa Martins dos Santos.

Durante a viagem, a fim de que ficasse clara a natureza educacional da expedição, o confrade Francisco Viegas proferiu uma palestra, ainda no interior do transporte, na qual abordou a história da Barragem, que segue resumida abaixo:

HISTÓRICO DAS BARRAGENS PERI-MIRIM/BEQUIMÃO

A primeira barragem conhecida como Barragem dos Defuntos foi construída no primeiro mandato do prefeito Agripino Álvares Marques, entre 1948 a 1951. (Página 16 do livro Curiosidades Históricas de Peri-Mirim).

A referida barragem foi feita no braço pelos destemidos perimirienses. Pois naquela época o município não dispunha de máquinas para edifica-la. Depois de terminada ela passou por vários problemas de rompimento, provavelmente devido a compactação do barro e a largura insuficiente que suportasse o volume d’água. Por isso quase todos os invernos precisava de reparos. (Tapagem dos furos).

Trinta e dois anos após a sua construção, a barragem estava desgastada e não cumpria mais a função de anteparo das águas: doce de um lado e salgada do outro.

Consciente da importância da barragem, o então prefeito Benedito de Jesus Costa Serrão, construiu, nas proximidades da Flor Amarela e cerca de quinhentos metros distante da Barragem dos Defuntos, a nova barragem, que ficou mais próxima da sede do município perimiriense. Esta barragem teve sua edificação através de maquinários adequados para a obra.

A Barragem da Flor Amarela, ou Benedito de Jesus Serrão (nome aprovado pela Câmara Municipal de Peri-Mirim), media 3.236 metros de extensão e foi concluída no ano de 1983 e, cuja verba de edificação foi da própria Prefeitura.

Atualmente está sendo construída a Barragem Maria Rita, entre Buritirana, em Bequimão e São Bento, que contempla a LUTA do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

A construção está a cargo da Empresa Edecansil Construções e Locações Ltda, com as seguintes especificações: 16 KM de comprimento, mais 10 KM de estrada até a MA 106. Ela tem 15 metros na base e 9 metros no cume, sendo duas pistas de rolamento de 3 metros cada e 1,50 metro de cada lado como fuga. Informação dada pelo Agente Comunitário, Sr. Tonilsom Ferreira.

De onde surgiu o nome Maria Rita?

Havia na localidade Aurá, nas proximidades Tubarão, duas aldeias, que foram perseguidas pelos portugueses e tendo os índios se evadidos para as matas. Na fuga pegaram uma indiazinha a cachorro, mas lhe pouparam a vida. Ela era muito bonitinha e o senhor que a caçou lhe pôs o nome da sua filha, que se chamava Maria Rita. Ela cresceu e ficou uma moça bonita. Ao local da sua prisão, deram-lhe o nome de Maria Rita. Como a Barragem passa por lá, deram-lhe o nome dela. (Página 116 do livro Tapuitininga – Da Colônia à República, do escritor e pesquisador Domingos de Jesus Costa Pereira. “conhecer de perto para contar de certo”. (08:00h do dia 25.01.2024).

Peri-Mirim, 25 de janeiro de 2024.

Francisco Viegas Paz.

O Secretário de Infraestrutura, Sr. Tonho Martins e Leônidas Neto nos acompanharam até o Povoado de Buritirana, onde iniciam as obras, fomos recebidos por Tonilson Ferreira líder Comunitário e Agente de Saúde. A partir daí, os expedicionários questionavam sobre as obras e se maravilhavam com ela, com o maquinário, com os trabalhadores e, em especial, com as pessoas do lugar. Conforme relatado acima, Viegas forneceu dados sobre a construtora e quilometragem da barragem.

Um show à parte se deu com a conversa que os expedicionários tiveram com o Sr. Zé, proprietário de um retiro, onde cria porcos, patos e galinhas. A construção é rudimentar, de pau a pique, com dois pavimentos: o de baixo ficam as criações e o de cima serve de moradia, com rede de dormir e outros apetrechos típicos da Baixada Maranhense. Ele disse que não trocaria aquele lar por nenhuma mansão. A proximidade da noite de lua cheia, fez o campesino se inspirar, com gracejos ligados ao amor e à paixão.

A expedição foi bastante proveitosa, na medida em que o desenvolvimento sustentável é uma necessidade, a fim de preservar as potencialidades naturais, sem comprometer a vida da presente e futuras gerações. Todos sabem que a construção da barragem, além da necessidade, para evitar a salinização dos campos e preservação da água doce, é a realização de um sonho.

Entretanto, alguns expedicionários ficaram muito preocupados e com dúvidas relacionadas a alguns aspectos, os quais já foram levados à apreciação do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), solicitando vistoria de especialistas no assunto e que fazem parte da instituição, pois, sabe-se que há vontade política de realizar a obra da melhor forma possível.

Fonte: https://oresgate.net.br/

LUA DE LOUCOS

Por Gracilene Pinto

Rola no céu uma lua clara e bela,
Que amarela e enfeita o meu quintal
Para o baile dos sonhos e quimeras
Da madrugada tranquila e irreal.

Reina em meu peito uma paz
Feita de encantos, sedução e fantasia.
Eu queria que a noite fosse longa
E que os sonhos não fugissem ao vir o dia.

Não sei qual é o mistério da lua cheia,
Que embriaga e seduz
Minh’alma aos poucos.

Talvez por que ela seja mesmo dos poetas,
Dos amados, dos amantes…
Enfim, dos loucos.

(Imagem Luar do Renascença em São Luís do Maranhão )

O Maranhão tem a maior Alíquota de ICMS do Brasil (22%) a partir 19 de fevereiro

A Lei 12.120/2023 aprovada em novembro de 2023, agrega um conjunto de medidas tributárias a entrar em vigorar a partir de 19 de fevereiro de 2024.

Com a aprovação da Lei 12.120/2023, foi alterada para 22% a alíquota média do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em substituição à alíquota de 20%. A partir do dia 19 de fevereiro, os produtos que eram tributados com a alíquota de 20% passam a ser taxados com a alíquota de 22%.

Para a entrada em vigor da alíquota média de 22% do ICMS o Estado do Maranhão observou, tanto princípio da anterioridade, quanto cumpriu o prazo de 90 dias antes da vigência do novo percentual.

Maranhão já havia elevado o imposto de 18% para 20% em abril de 2023, depois da cobrança ser aprovada em 2022. O reajuste, portanto, será de 4 pontos percentuais de 2023 a 2024. O Estado é o que mais elevou o percentual entre todos os 27 entes Federativos, demonstrou o Jornal Poder 360, conforme Tabela abaixo:

Fontes: https://sistemas1.sefaz.ma.gov.br/ e https://www.poder360.com.br/economia/maranhao-eleva-para-22-a-aliquota-do-icms/

PASSEIO PELA BAIXADA MARANHENSE

A Baixada no olhar de João Silveira*

Fui dar um pulo na Baxada,
Começando pur Arari,
Ondi cumi melancia
E travessei o miarim.
Passei drento de Vitória,
Mar num achei nada ali.
Ino in Garapé do Meio
Pro mode cumprá farinha,
Arresorvi i in Monção
Ispiá o que lá tinha,
E travessei pra Cajari,
Cidade piquinininha.
Peguei no rumo de Viana
Pra vê se um peixe eu cumia,
Mar de peixe num achei nada,
Lá só tinha carestia.
Daí rumei pra Penalva,

Lugar de boa cachaça,
Terra de bom pescadô,
Cabôco bom de tarrafa.
Num cheguei in Jacaré,
Pois num dava pra ir de a pé
E carro pra lá num passa.
Desci pa Pedo do Rosário,
Mar de lá tive que vortá
Pra incurtá o caminho
E por Matinha passar,
Pra mode cumê u’as mangas,
Qui é produto do lugar.
Seguindo no rumo da venta,
Em Olinda Nova eu parei,
Mas resorvi i adiante
E em São João armoceí.
Terra de caboco home,
Grandes criador de gado.

Lá tem muita gente grande,
Muito cabra indinherado.
Disimbargador e médico,
Já deu inté deputado.
Mar, dizem que a aligria
É quando o boi tá laçado.
Deichando São João Batista,
Pra São Vicente eu rumei,
Quiria cumê carambola,
Pena que num encontrei.
Num sei se num era tempo,
Ou foi um azar que eu dei.
Sai no rumo do campo,
Pra viage continuar.

Passei pur Bacurituba
Mar lá num quis incostar.
Fui inté Cajapió,
Tinha praga pra daná,
Vortei pur riba do rasto
Pra pernoitar in São Bento,
Cumeno um queijinho bom,
Saboreando um mussum
E arroz cum jaçanã dento…
Mar num achei nada disso
Pur lá in lugar ninhum.
Andei, andei… e só vi mermo
Um pução e muinto anum.
Pensei qui in Parmeirândia
Pudesse me arrumar.
Ou mesmo in Peri Mirim,
Qui diz qui é piquinininha,
Mar, eu acho qui né tanto assim.
Entonce, indo adiante
Fui batê in Bequimão,
Cidade bem cuidadinha.

Pur nosso amigo João.
Diz que tem té ponte nova,
Mar pur lá num passei não.
Dali, vortei pra Pinheiro
A princesa da Baixada,
Que, se num é das mais bela,
Mar é uma cidade arretada.
O seu povo todo é rico
E a cidade abastada.
Não pude dechá de ir
In Prisidente Sarney,
U’a cidade pequena
Que fica naquele mei.
Na sagrada Santa Helena,
Da bera do rio vortei.
Pur curpa da Geografia
Eu num fui ao litoral.
Nim Guimarães, Porto Rico,
Cururupu e Cedral,

Muinto meno in Central,
Qui já num son mar Baixada,
Sigundo os intelectual.
Me discurpe os cumpanhero,
Os verso de pé quebrado
I a viage mal’arrumada.
Tava sem tempo i dinhero,
Mar cum o peito apertado
De sardade da Baixada.

(*João Silveira é piscicultor, natural de Matinha – Maranhão, membro fundador do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM, utilizando o linguajar baixadeiro, presenteia seus conterrâneos com este significativo texto).

Presidente do FDBM, Expedito Moares, convida para reunião de Planejamento

“O desenvolvimento regional compreende um esforço das sociedades locais na formulação de políticas regionais com o intuito de discutir as questões que tornem a região sujeito de seu processo de desenvolvimento”. Rodolfo Alves Pena.

O presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) convoca para reunião de Planejamento que se dará com a assessoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/MA), nos seguintes termos:

Prezados Companheiros Forenses,

  1. REUNIÃO: DIREÇÃO DO FORUM/SEBRAE
  2. OBJETIVO: Traçar as Diretrizes básicas. (Diretrizes: servem para orientar a tomada de decisões e ações em determinada área, processo ou atividade. Elas têm como propósito principal garantir a qualidade, eficiência e segurança nas práticas desenvolvidas, além de promover uma uniformidade e padronização que facilitem a gestão e controle dos processos.), ou seja construir um Plano eficaz e possível;
  3. LOCAL: MULTICENTER SEBRAE ao lado do Centro de Convenções e Assembleia Legislativa;
  4. DIA E HORÁRIO: 12.01.24 (sexta feira), das 16 às 18 HORAS

Os nossos ancestrais, assim como nós, conviveram e convivem com os flagelos das secas e enchentes na nossa região por séculos. É possível solucionar isto? Eu acredito que sim. Como? Essa resposta é que pretendemos ter num ou vários em encontros com técnicos, estudiosos, nativos, gestores municipais, estaduais, federais, universidades, etc. A  ideia é definir um Plano para execução a curto, médio e longo prazo. Esse plano deverá fazer parte do Plano de Estado.

De posse desse Plano teremos resposta para, entre outras coisas, responder perguntas que há pouco foram feitas pelo nosso Governador aos baixadeiros: “…digam o que eu posso fazer?”. Porém, os nossos representantes, também, não sabem. E nem nós sabemos responder como podem ser feitas obras estruturantes de que necessitamos. Só sabemos que temos que apresentar um Plano, Programa e Projeto, para isso temos que nos dispor a formulá-los, pois:

O PLANO 

É mais abrangente e geral;

Deve contemplar as linhas políticas, estratégias e diretrizes;

Marco de referência para estudos setoriais e/ou regionais para subsidiar a elaboração de programas e projetos específicos;

Deve sistematizar objetivos e metas;

Deve contemplar os tipos e a magnitude dos recursos humanos, físico e instrumentais indispensáveis, acompanhados, sempre que possível, de cronograma;

Deve atribuir responsabilidades de execução, controle e avaliação dos resultados;

Deve especificar as fontes e/ou modalidades de financiamento;

Maior nível de agregação de decisões.

PROGRAMA 

É o desdobramento do plano;

Os objetivos setoriais do plano constituirão os objetivos gerais do programa;

Permite projeções mais detalhadas;

Deve conter a estratégia e a dinâmica de trabalho a serem adotadas para a realização do programa;

Contempla as atividades e os projetos que comporão o programa, bem como os recursos humanos, físicos e materiais a serem mobilizados.

PROJETO 

Sistematiza e estabelece o traçado prévio da operação de um conjunto de ações;

Proposição de produção de algum bem ou serviço, com emprego de técnicas determinadas, com a finalidade de obter resultados definidos em um período temporal específico e conforme limite de recursos;

É a menor unidade do processo de planejamento;

Executa empreendimentos mais específicos;

Deve haver simplicidade e clareza na redação e

Descreve cada operação da ação.

Para tanto, necessitamos de ajuda profissional. Nesse sentindo contamos com a ajuda do SEBRAE, nosso parceiro que nos reuniremos no dia 12/01/2024 (sexta-feira), para início à elaboração dos referidos documentos.

Respeitosamente,

Expedito Moraes

Presidente do FDBM

CRIANÇA DIZ CADA UMA! (… ôndi ais pata tomo?!)

Por José Carlos Gonçalves

Há uma fase da criança, que acho fantástica. Logo que ela começa a falar e começa a entender o que acontece ao seu redor; a se defender de nossas neuroses; a curiar tudo aquilo, que não temos a capacidade de responder.

E, muitas vezes, ficamos “apertados”, como bem diz “o cabôco”. Sem saída, sem respostas, sem ação.
Deixo claro que falo da inocência, da criança, pura e sublime, que, em geral, nos recolhe ao silêncio, sem resposta, e nos deixa abatidos, sem chão e sem norte.

Não considero, aqui, a falta de educação, tão em voga, nestes modernosos tempos, resultante da degeneração da família, que “solta” a sua criança, de forma absurdamente irresponsável, ao léu, a desafiar todos, para sofrer só as amarguras da vida, mais tarde. E, de verdade, tenho observado algumas situações críticas em conversas, em filas de supermercados, em shoppings, em salas de aula, em aniversários, em festinhas escolares … Até cansei! Mas, jamais me canso de me revoltar ante o domínio da criança mal formada, a desafiar pais e mães, ausentes, que, com “uns sorrisinhos amarelos”, se perdem em suas irresponsabilidades.

Bom, não é este o real motivo da crônica. Louca explosão! Descambei na “vibe” do texto! Que o desabafo fique como uma revolta minha, em que tenho certeza de que não estou sozinho!

Voltemos! Voltemos! Falemos de situação, como a que passou um velho companheiro de boêmia, que repreendeu a sua “filhinha” de três anos e uma desconcertante resposta recebeu. Isso, depois da “menininha” o olhar com o cinto na mão e o “medir”, da cabeça aos pés, em seu um metro e oitenta. Agarrou-se-lhe às pernas e mandou direto e certeira. “Paizinho, tu é um gigante; eu, só uma piquinininha!” Besta! Que cacetada! Os seus braços ficaram bambos … e o que dizer do coração! Só sei que os olhos fugiram, e um gole seco lhe veio atravessar a garganta. Estava, definitivamente, vencido.

Essa é a inocência maravilhosa! Espetacular! E vitória da perspicácia infantil! Como a de uma criança, que deixou a mãe “incabulada”,diante de um pedido, incompreendido. É importante deixar claro que a mãe “talhava” uma blusa. “Filhinha, traz a tesoura, para eu cortar um dedinho, aqui”. A pergunta veio fulminante, junto com a tesoura e a mãozinha bem aberta. “Qual deles, mãezinha?!”

Já comigo a situação foi mais “difíci”. A curiosidade dos meus cinco anos me levou à ira da mamãe. Vou contar.

O meu avô Antônio do Rosário me chamou e me mandou, à casa de “seu’ Zé de Cristina, comprar banana maçã, que era a fruta de sua preferência. Quando cheguei lá, Cabo Isidoro “estava passando” e, “brincando”, perguntou a “seu” Zé. “Cumpâdi aquêli rapaiz já apareceo?!” “Seu” Zé lhe “respostou”. “Si êli aparecê, vô mandá é êli tomá ôndi ais pata tomo!”

Nunca, nunca, havia escutado essa expressão. Deixei as bananas e “vazei pra casa”. “Us ôios aceso, tinindo di curioso”. “Como um raio”, entrei na cozinha e, também, mandei direto e certeiro para mamãe. “Mãi, u qui é tomá ôndi ais pata tomo?!” Como um verdadeiro “raio”, as patas não tomaram, mas eu “tomei foi” um cascudo, e “bem criado”, na Baixa do Gedeão, acompanhado de “arguns ilugius”. “Piqueno seim vergonha, ôndi foi qui tu aprendeo isso?! Tu aprêndi só u qui num presta!” E outras coisitas mais.

“Foi uma luta danisca, e inglória pra eo ixpricar”. E, o pior, foi ela querer entender. O certo é que ainda passei bom tempo, “incucado” com isso. Tinha medo e vergonha de perguntar a alguém. “Vai qui ‘tomasse” outro ou outros cascudos, né?! Esses, sim, sabia eu que “tomava!”

A SECA NA BAIXADA, O DESAFIO ANCESTRAL

Foi amplamente divulgado pela imprensa que, neste ano de 2023, ocorreu a maior seca dos últimos 10 anos na microrregião da baixada maranhense e causou a morte de milhares de peixes. Para os baixadeiros, esse fato é uma tragédia anunciada e provocou debates sobre a necessidade de construção dos Diques da Baixada, que ajudariam combater os efeitos da seca inclemente.

A ideia é compor uma COMISSÃO para elaborar a pauta para um SEMINÁRIO ou coisa parecida onde técnicos, estudiosos da Baixada e outras instituições públicas e privadas, prefeitos, técnicos do Governo, principalmente da área de infraestrutura, meio ambiente, etc. Nesse sentido, o presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), Expedito Morais, compilou as sugestões abaixo:
  1. As ideias e ações discutidas e implementadas até agora no território da Baixada não foram suficientes para evitar tragédias como essas. Até porque, são intervenções (obras) localizadas e normalmente sem uma metodologia construtiva adequada;
  2. Não existe até a presente data consenso entre os baixadeiros, técnicos, estudiosos e poderes públicos  sobre os tipos de ações possíveis de serem  implementadas  e capazes de corrigir estes ciclos de escassez de água ou de excesso;
  3. Os DIQUES DA BAIXADA,   BARRAGENS DE ENSEADAS, AÇUDES, TAPAGENS – como alguns pensam, não serão a solução que a Baixada necessita. São de fundamental importância como parte de um conjunto de intervenção que provavelmente pode e deve acontecer;
  4. Não vamos encontrar a forma de superar este ancestral desafio se não formos capazes de envolver todos os atores numa elevada discussão técnica, científica, para definirmos um Plano de ações concretas, razoáveis e possíveis;
  5. Esta PRESIDÊNCIA está disposta a organizar este debate em ambiente apropriado e presencial. Não é possível tal discussão via WhatsApp;
  6. Vamos formar uma comissão Organizadora e
  7. O GOVERNADOR BRANDÃO quer saber o quê, como e quando podem ser feitas essas obras. Em conversa com EDUARDO e outros, demonstrou sua preocupação. Então, vamos às soluções. Será nossa grande oportunidade.
Expedito Moraes
Presidente do FDBM