“HUM, (R)HUM”, NEM TE DIGO NADA!

Por Zé Carlos

Há algum tempo … muito tempo, venho matutando a respeito das peculiaridades linguísticas em nosso estado. Um campo vasto para uma pesquisa significativa. Entretanto, encantei-me pelo “hum, (r)hum”. Onomatopeia, por demais curta, e estupidamente poderosa, que em lugar algum “do mundo” apresenta-se envolta em tanto mistério, graça e vigor como aqui, no Maranhão.

Duvido se há algum maranhense, que nunca entendeu e/ou se fez entender com um “hum, (r)hum”. É-lhe, sem dúvida, um patrimônio sagrado. Um “patrimônio material”, haja vista a sua “onipresença” em cada ladeira, cada esquina, cada beco, cada escadaria (…). Verdadeiramente, a “maranhensidade!”, para “ficar na moda”.

Acontecimento linguístico, único e “multifacetado” (a polissemia é-lhe pouco), traduzido em um impassível olhar, um suspiro, um leve meneio de cabeça, um espichar de beiços, um “sorriso amarelo”, um descontentamento, um palavrão, uma apoplexia (…). Com certeza, tudo se fala, e pode, com o “hum, (r)hum”.

A sua força impõe-se silenciosa e definitiva, a nos encantar com o seu ciciar, ou com os seus sussuros, ou com os seus muxoxos, ou com os seus gritos silenciosos. Também, a nos dominar com a sua simplicidade; e a nos guiar com a sua bonomia; e a nos “enigmar” com as suas reticências.

Enigma que torna o “hum, (r)hum” o mais espetacular e indecifrável possível, ao ser empregado, quando se fala ao telefone. Afinal, a expressão facial é “a alma do negócio”; e quem não vê cara, não poderá ler fielmente os traços do “destino”.

Assim, a imaginação “viaja” – “livre, leve e solta” – sem idear, com precisão, se a certeza vem na mesma medida da dúvida; ou se o suspense não “cora” nem “dá fuga ao sangue”; ou se a preguiça tornou-se menos enfadonha; ou se, até, o “papo” descontraído virou uma contrita conversa com Deus!

Então, é melhor ficar “cada um em seu canto”. “Hum, (r)hum”, “tá reno”, nem te digo nada!

Mais um livramento dos usuários: Ferry boat pega fogo no porto da Ponta da Espera em São Luís

O ferry boatCidade de Pinheiro” pegou fogo na madrugada deste domingo (6) quando ainda estava ancorado no porto da Ponta da Espera. A embarcação é de propriedade da empresa Internacional Marítima Ltda., que tem como principal sócio, o mega empresário Luiz Carlos Cantanhede Fernandes.  O ferry fez sua última viagem às 16h deste sábado (5) e estava ancorado na boia aguardando a próxima viagem. 

A falta de manutenção, embarcações velhas, muitas sem condições de navegação, constitui um conjunto de fatores para uma tragédia anunciada. Segundo registra o G7, ao que parece, o problema somente será resolvido quando ocorrer uma grande tragédia, com vítimas fatais, grandes prejuízos materiais, ou atingir alguma autoridade constituída.

Já foram tentadas licitações internacionais, intervenção do governo estadual, do Ministério Público e nada foi resolvido, ao contrário, piorou.

Segundo informações, a tripulação foi dormir por volta das 21h30 e às 2h da manhã os funcionários acordaram sentido cheiro de fumaça, momento em que a tripulação se retirou às pressas da embarcação. Não houve feridos.

O incêndio foi somente nos salões, com danos materiais. Tudo indicia que pode ter sido uma lâmpada que estourou, alguma falha de ar condicionado, ou outro equipamento elétrico.

Segundo nota publicada pela Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), a embarcação terá prazo de 6 meses para retornar à operação e que a segurança da embarcação é de responsabilidade da Marinha do Brasil. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o incêndio, mas a embarcação ficou totalmente destruída pela chamas, que atingiram quase 100% do ferry. 

Os usuários dos serviços de ferry boat já fizeram protestos, procuraram autoridades, fizeram tudo que estava aos seus alcances e nada foi resolvido e a situação se agrava a cada dia. As tragédias ocorrem todos os dias pelo desrespeito aos passageiros, falta de higiene nas embarcações, atraso nas viagens, etc.

As autoridades parecem estar interessadas, não em resolver o problema, mas em homenagear o mega empresário  Luiz Carlos Cantanhede Fernandes que já recebeu o título de cidadão ludovicense  no plenário da Câmara Municipal de São Luís, em 2019. O empresário já teve seu nome envolvido em esquema de Caixa 2 e, recentemente foi envolvido em crime de omissão de socorro.

O incêndio com a embarcação ancorada, para alguns, é considerado mais um livramento dos usuários dos serviços de ferry boat, especialmente das microrregiões da Baixada e Litoral Ocidental Maranhense, pois esse acidente poderia ter ocorrido durante uma viagem e a tragédia seria em proporções apocalípticas. Pois, juntamente com as pessoas, os ferrys boats transportam veículos abastecidos com combustíveis inflamáveis. 

A empresa Internacional Marítima atua hoje nos seguintes estados: Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. Resta saber se, em todos esses estados, a prestação dos serviços se equivalem aos péssimos serviços prestados aos maranhenses?

Fonte: G7, Câmara de Vereadores de São Luís, site Internacional Marítima.

Luiz Carlos recebendo o título de cidadão ludovicence, proposta do Vereador Honorato.
Autuação por omissão de socorro.
Corpo de Bombeiros no local do acidente

DITO POR DITO

Por Zé Carlos

Há algum tempo, por estar distante, venho sendo acometido da “síndrome da Baixada”, se é que tal doença “existe”. Porém, dói, e muito. A “boca seca”, a “vista turva”, o ar “escasseia”, a saudade “aperta”!

Então, só me resta buscar algumas fagulhas, paradoxalmente vorazes e insaciáveis, que me “pescam” o sono, madrugadas inteiras, e me transportam ao vigor do Pericumã, à tranquilidade da Faveira, aos afagos da mais materna relva e ao “calor humano” dos baixadeiros.

Quanta “loucura”! Quantos devaneios! Quanto “sonhar acordado”!
E, sonhando acordado, me pego resgatando alguns e maravilhosos “ditos”, motes, “relaxos”, provérbios, anexins (“que chique”), que me acompanharam a infância/adolescência inteira; e que me levam ao riso, às vezes, em local e situações inapropriados.

Mas, como ficar “sério”, quando “me vem à mente”, tal uma cena, no “Cine Iaci”, de um trabalhador já “liso” e desesperado, ante a insistência de um filho – pidão, choroso, teimoso e “turrão” – por “uns vínti conto” ou por um mero “trocado”. Trocado que “se escafedeu e ganhou o mundo”, antes do fim do mês!!! Muitas explicações. Muitas negativas. Até se ir embora toda a paciência paterna, que se traduz em um aterrador “só se eu tirar do cu com gancho”. Fantástico!

Encerrada a “questão”. Não havia mais o que fazer. “Caminho do feio por onde veio”. Consolo, único e certo, “procurar a rede” e ficar “curtindo” a vontade de “peruar” o “bailho”.
Ou, ainda, me imaginando com a sorte, do outro Zé, de ter nascido com “a bunda virada pra lua”. O que muito “me incuca”: por que logo a bunda?! Não é mais lógico a “cuca”?!
“Cucas”, que “encheram” de “pérolas” a nossa abençoada região, onde é possível se “quebrar ou ‘drobar’ o canto”; ir “apressado” e não se “comer cru”; “passar sabão na cara do cavalo”; e, na volta, escolher entre “ficar com cara de cachorro pidão” ou “de um santo sacana”! “É cada uma que parece duas!”

Alguns “ditados”, no entanto, apresentam-se não recomendados, nem recomendáveis. “Iscritinho” quando “vaca não reconhece mais o bezerro”. Tudo pode “ficar remoso”; e não quero sair apavorado como o cachorro que pensa que “o seu rabo é um relho”. Melhor “deixar de nigrinhagem” e não correr o “risco” de escutar, de novo, “esse minino só se encasqueta com o que não presta!”

Eita, Baixada “danisca”, que me traz e me leva a/em seus mistérios; e bem poderia ser traduzida na mais perfeita “máxima”, do meu primo Antônio Capilobo: “justo e abotoado quem não tem cabelo é careca!”

CORPO SÃO, MENTE, NEM TANTO II

Por Zé Carlos

Após alguns pedidos, volto às crendices!
Certamente, há curiosos querendo saber a finalidade do chá do bico do pica-pau. Por mera curiosidade, ou, então …

Brincadeiras à parte, o tema é sério. Absurdamente fascinante!
E, por isso, se encontra tão “enraizado” em nossas trajetórias, as quais já “testemunharam”, por certo, algumas delas.

Quem “nunca ouviu falar” e/ou apelou ao vento (ventou, ventou, ventou), em uma sinfonia de assobios, como o último recurso, no afã de empinar as rebeldes pipa ou curica ou “arraia” ou papagaio, que teimavam em “subir pra baixo”?! Santa agonia e frustração!

Tal qual a chantagem, “mais sincera da vida”, a São Longuinho, sacramentada em três “pulinhos”, não tão santos, após “ficar no mato sem cachorro”!

Há, no entanto, quem ‘abusa da sorte”, radicaliza! Chega ao surreal! Então, vejamos: um “chá de côco seco”, para neutralizar o veneno de cobra, não é das melhores pedidas; bem como uma porção de “merda de vaca”, ainda verde, ou uma colher de café em pó, ou um chumaço de teias de aranha, visando à rápida cicatrização de “feridas”, idem.

Todavia, amenizemos. Pular as ondinhas, no réveillon, dá-nos a certeza das bênçãos de Iemanjá; assim como “salvar” a donzela aprisionada na “curacanga”, bastando apenas enfiar uma agulha virgem em um buraco feito na parede. Acabou-se o encanto!

Mas a campeã, em solucionar situações embaraçosas, é a cachaça, a pinga, a “marvada”. Uma dose enche-nos de coragem, aquece-nos, clareia-nos a vista, corta o catarro, traz-nos a lua, torna-nos poetas (…). Até o “sortudo” do santo é agraciado (com uma dose), quando há de nos guiar, “os bebuns”, em nossos trajetos, geralmente em linhas não tão certas, assim.

Agora, o que mais me intriga é ter ficado com esta aparência, um tanto quanto estranha, após ter passado boa parte da minha vida, escondido, atrás das portas, “chicleteando”, com avidez persistente, o insosso, porém milagroso, “cabilouro”!

Praia nos campos da Baixada Maranhense, como isso é possível?

Por Ana Creusa

Durante o verão, as brincadeiras das crianças da Baixada Maranhense mudam para um areal que se forma à frente das casas localizadas à beira do Campo. Ali praticam competição de corrida, jogo de bola, queimado e pega-pega.

Quando as crianças caem ao chão, sempre sorrindo pela diversão, percebem que a areia é salgada, como as areias das praias. Como assim, salgada? se o campo é formado por água doce?

José Santos explicava a seus filhos que aquele campo já fora mar no passado e que, depois de muitos anos, pode voltar a ser mar novamente. Mais tarde aprenderam que a Baixada Maranhense localiza-se abaixo do nível do mar e por causa dos tesos e outros elementos geográficos, a água do mar não penetra nos campos, formando uma grande piscina de água doce, constituída pela água da chuva caída no inverno.

Com a degradação ambiental, a água do mar está invadindo os campos e provocando a salinização dos campos, inclusive do lençol freático.

A continuar esse processo, os campos irão misturar-se ao mar e uma nova paisagem se formará, com mudança do ecossistema, a partir de desmatamentos, queimadas, etc.  Estas mudanças têm afetado a duração e o nível das inundações e permanência da água nos campos.

Mas por que os baixadeiros lutam para que o processo de salinização dos campos não ocorra de forma brusca e lutam pela construção dos Diques da Baixada?

A resposta é simples: a necessidade humana é por água doce, como afirma Alexandre Abreu, forense especialista nos Diques da Baixada, que publicou no site do Fórum da Baixada, um artigo intitulado, Diques da Baixada na Ponta da Língua.

O projeto dos Diques da Baixada foi concebido há mais de quarenta ano e até hoje não saiu do papel.

Os baixadeiros pretendem continuar com a praia no verão e não a cada vazante da maré. Não querem que a Baixada vire mar, para serem mais um vivente perdido à beira do mar. Querem, pois, a singularidade da região: no inverno, campo cheio e no verão, torrão e praia. Cada estação diferente e não a previsibilidade do mar, imenso e igual. #Diques da Baixada Já!

Brincadeira de Queimado, realizada no Povoado Cametá/Peri-Mirim/MA/Brasil, no dia 15 de novembro de 2019.

Confira o inteiro teor do Ofício solicitando a conclusão e recuperação da barragem de Maria Rita

Os prefeitos de Bequimão, Peri-Mirim, Alcântara, São Bento e Bacurituba solicitaram ao Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado de Agricultura Familiar –SAF, Rodrigo Lago, a conclusão da Barragem de Maria Rita, bem como como a recuperação do trecho que já foi construído.

O obra irá beneficiar diretamente os municípios de Bequimão, São Bento, Alcântara, Peri-Mirim e Bacurituba, além de outros municípios da bacia do rio Aurá (Palmeirândia, Cajapió e São Vicente de Ferrer).

A área onde será construída a barragem de Maria Rita, possui aproximadamente 12 km de extensão e interliga os municípios de Bequimão, São Bento, Alcântara, Peri-Mirim e Bacurituba (entre os manguezais na bacia do rio Aurá e os campos inundáveis). A barragem terá finalidade de conter à água doce e combater a salinização dos campos naturais inundáveis com a entrada de água salgada pelos igarapés nas áreas mais baixas da região.

Confira o inteiro teor do OFICIO BARRAGEM DE MARIA RITA

Engenheiros da prefeitura de Bequimão e moradores locais no trabalho de georeferenciamento e levantamento das coordenadas geográficas da barragem de Maria Rita, vejam as fotos:

PERI-MIRIM: Secretaria Municipal de Agricultura reúne produtores rurais para apresentação de novos projetos

O encontro ocorreu no povoado Três Marias, nesta quinta-feira 03 de junho, tendo como pauta apresentação de dois projetos que visam o fortalecimento da agricultura familiar, a fim de fomentar a produção em maior escala, gerando renda para as famílias que praticam atualmente apenas a agricultura de subsistência, por falta de estrutura e apoio suficiente para desenvolverem os trabalhos de forma profissional.

Visando resolver esse problema, o prefeito Heliezer de Jesus Soares e o secretário de Agricultura e Meio Ambiente,  Luís Eduardo França Tupinambá, foram em busca de parceria com o Sebrae para que atue na parte educativa, principalmente de empreendedorismo.

O consultor do Sebrae Adriano destaca como o principal entreve para o desenvolvimento de novas técnicas sustentáveis de agricultura,

A falta de conhecimento e visão empreendedora impedem o crescimento econômico dos produtores rurais.

Um dos projetos apresentados consiste na produção de mandioca de forma coletiva, a ideia é capacitação de mão de obra, para facilitar o processo de plantio, cultivo e comercialização do produto.

O segundo projeto tem como foco as famílias em situação de vulnerabilidade social, que vivem em situação de extrema pobreza. No tocante a este projeto, o secretário Eduardo destacou que:

A prefeitura vai ofertar condições para construção de um (Sisteminha), modelo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com tanque suspenso para criação de peixe, criação de galinha e horta.

Os dois projetos são altamente viáveis, pois já foram amplamente testados pelos órgãos envolvidos.

O cultivo da mandioca já é tradicional no município, mas praticada de forma artesanal, que agrava a degradação ambiental, pois a cada ano, há necessidade de desmatar outras áreas, remanescendo no local as famosas “capoeiras” que levam muitos anos para recompor a floresta. A ideia neste caso, é mecanizar pequenas áreas que serão utilizadas de forma sustentável.

Por sua vez, o Projeto do Sisteminha é novidade para os perimirienses, mas é de fácil assimilação. O secretário acredita que após o treinamento, muitas famílias irão se beneficiar.

Fonte: https://saobentonews e informações de participantes da reunião.

DOEGNES SOARES, como não sentir saudades?

Por Ana Creusa

Vem, Doegnes, cante pra gente“, assim foi a recepção dos anjos celestiais a um dos maiores ícones da cultura popular maranhense, Doegnes Soares, faleceu na manhã desta segunda-feira, 31 de maio, vítima da Covid-19.

A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace. Victor Hugo

O artista pinheirense foi internado na última semana tendo seu caso agravado. Ele foi entubado na UTI do Hospital Macrorregional da Baixada, onde veio a óbito.

Doegnes cantou e encantou a Baixada Maranhense. Dono de uma voz inconfundível. Era carinhoso e amigo. Sempre vestido em cores vibrantes, que resplandeciam a beleza de seu coração puro. O seu público sempre o recebia com o tradicional: “Vem, Doegnes, cante pra gente”.

https://youtu.be/E-PCHkiJeCI

Doegnes Soares era filho de José Martins Soares, que atendia pela alcunha de Zé Macaco, e Dona Catarina Amorim. Filho de uma família de 7 irmãos. Sua esposa é conhecida carinhosamente como Dona Bebel. Deixa 3 filhos: Guiguito, Júnior e Diná.

Desde garoto percebeu que nascera com um dom raro. Segundo a sua mãe, Doegnes  iniciou a vida artística tocando tambor, com o pai, que era motivo de grande alegria ao pai.

Certa noite, depois de uma de apresentação, o pai de Doegnes disse à sua esposa, se referindo ao filho:

Ah, minha mulher, agora eu posso me despreocupar porque eu já tenho quem fique no meu lugar, porque meu filho tocou 3 marchas de tambor que eu chorei demais, foi a coisa mais linda que eu já vi na minha vida.

Seus cantos não demoraram invadir os carnavais e diversos festivais. Integrou a Super Banda Miragem. Participou de bandas e grupos musicais de Pinheiro e de toda a região. Recebeu propostas de outros estados, mas preferiu não deixar sua família, seus amigos, seu torrão. o artista sempre se orgulhou da arte da qual fez sua profissão, e repetia com orgulho:

Eu nasci com um dom do canto. E que, modéstia à parte, também faz parte da História de Pinheiro e que se adaptou à evolução da cidade.

Doegnes passou a ser presença marcante e indispensável nas apresentações na Baixada Maranhense, para a qual dedicou a sua vida e arte. Deixa saudades. O consolo é que a sua obra está imortalizada  nos corações e mentes da Nação Baixadeira.

Algumas informações desta matéria podem estar desatualizadas, pois grande parte delas, foram coletadas em documentários de 2017 e 2018, publicados no youtube.

Núcleo tecnológico da base de Alcântara terá gestão da UFMA

O prédio da Base de Alcâtara servirá como ponto de apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas no município pelo NICTA e por vários outros projetos da UFMA.

Com a presença do reitor Natalino Salgado; do ministro de Ciência, Inovação e Tecnologia (MCTIC), Marcos Pontes; do ministro da Educação (MEC), Milton Ribeiro; do prefeito de Alcântara, padre William Guimarães; e do deputado federal Aluísio Mendes, foi inaugurada, na manhã de quarta-feira, 26, a Base Institucional de Alcântara, sede do Núcleo Interdisciplinar Científico e Tecnológico de Alcântara (NICTA) da Universidade Federal do Maranhão, também fundado no mesmo dia, que reúne diversos grupos e laboratório de pesquisa para desenvolver soluções tecnológicas, sociais, econômicas e ambientais voltadas a segmentos estratégicos da cidade de Alcântara e do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

O prédio da Base servirá como ponto de apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas no município pelo NICTA e por vários outros projetos da UFMA, e conta com uma sala de aula com 20 lugares, ambiente para ensino a distância com cinco computadores, copa, dois dormitórios, banheiro com acessibilidade e duas salas que servirão futuramente como oficinas para produção de produtos naturais e para capacitações.

O NICTA tem coordenação da professora de Engenharia de Aeroespacial Mikele Cândida Sousa de Sant’Anna, que reforçou que

o Núcleo, além de seu viés voltado para a ciência e tecnologia, tem, em sua concepção, fortalecer vínculo com as comunidades de Alcântara e seus saberes tradicionais.

O Núcleo Interdisciplinar Científico e Tecnológico de Alcântara, no eixo do ensino, pretende consolidar ainda mais o curso de Bacharelado em Engenharia Aeroespacial — com vias também de auxiliar o fortalecimento do respectivo programa de pós-graduação da área na UFMA — e solicitar a criação do polo local da Universidade Aberta do Brasil. Em pesquisa, o NICTA tenciona atender a áreas estratégicas, como sistemas espaciais, robótica, internet das coisas, inteligência artificial, turismo, entre outros campos do saber, além de auxiliar nas demandas do Programa de Desenvolvimento Integrado do Centro de Lançamento de Alcântara. Em extensão, o destaque fica para o atendimento com ações voltadas para comunidades tradicionais negras remanescentes de quilombos, com criação de oportunidades de geração de emprego e renda.

O reitor Natalino Salgado destacou a relevância do Núcleo para apoiar os estudos do curso de Engenharia Aeroespacial e de diversas áreas de graduação da UFMA que já têm implantado ou pretendem implantar projetos no território alcantarense. “Eu prenuncio que este esforço coletivo, capitaneado pelo NICTA, que agrega o Ministério da Educação e outros ministérios, vai nos permitir, com o conhecimento e com os projetos, melhorar as condições na área de turismo, da cultura, resgatar a história de Alcântara, ao mesmo tempo com uma cadeia produtiva de conhecimento para gerar riqueza à população.

Esta é a lição da Universidade: tem seus cientistas, mas é uma das mais antenadas e que tem uma boa forma de lidar com a sociedade e saber suas demandas”, proferiu.

O ministro da Educação expressou a expectativa do NICTA e seus projetos para o desenvolvimento do ensino científico tecnológico para o Maranhão e para o Brasil, agradecendo o apoio do reitor Natalino e dos docentes envolvidos e declarando esperar ver a educação na melhoria da sociedade alcantarense. O Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) enfatizou a participação da ciência e da educação para a melhoria da região. “Trabalho com ciência com tecnologia, em transformar ideias em novos produtos, inovações, novos serviços, e isso só pode ser feito com um caminho, que é o da educação.

Eu vejo essa união em torno da educação, tenho certeza que aqui se realizarão sonhos de muitos jovens, que estarão desenvolvendo projetos, serão novos cientistas, novos empresários para trabalhar pelo progresso desta cidade e do Brasil como um todo”, pontuou Marcos Pontes.

O prefeito de Alcântara reverenciou a inauguração do NICTA e os projetos que beneficiarão a população alcantarense por meio das ações de ensino, pesquisa e extensão. O deputado Aluísio Mendes congratulou o esforço dos envolvidos na implantação do Núcleo e na difusão e expansão da educação na região de Alcântara. Ele declarou ter certeza de que o município, em breve, será um exemplo para o Brasil e para o mundo por meio das ações voltadas para a ciência, tecnologia e educação.

https://centraldenoticias.radio.br

Últimos dias para inscrições em Projeto Cultural para a Baixada Maranhense

O Instituto Comunitário Baixada Maranhense (ICBM), por meio do projeto CIP Baixada Maranhense lançou o Edital 002/2021, voltado para o setor cultural, com temática definida via Audiência Pública, realizada em julho de 2020.

Os projetos deverão se inscrever no período de 28 de maio de 2021 a 08 de junho de 2021, por meio de formulário online ao final desta matéria.

O Edital 002/2021 – Cofo Cultural Baixada Maranhense, tem por finalidade fortalecer e dar continuidade a produção artística e cultural dos 16 Municípios envolvidos no Projeto CIP Baixada Maranhense (Arari, Vitória do Mearim, Cajari, Viana, Penalva, Matinha, Olinda Nova do Maranhão, São João Batista, São Vicente Ferrer, São Bento, Palmeirândia, Peri-Mirim, Pinheiro, Presidente Sarney, Pedro do Rosário e Alcântara), por meio de financiamento de projetos culturais. Serão contemplados os projetos que consigam ao máximo minimizar os impactos causados pela crise sanitária (Covid-19), por meio através da arte e da cultura.

Veja Edital: As inscrições poderão ser feitas até as 23h59 do dia 08 de junho de 2021.

Formulário de inscrição para pessoa física:

Faça sua inscrição aqui

Formulário de inscrição para pessoa jurídica:

Faça sua inscrição aqui

Fonte: Instituto Baixada.