O Prefeito do município de Rosário no Maranhão é cassado por acusação de prática de irregularidades na Pandemia da Covid-19

Em Sessão Extraordinária nesta quarta-feira (19), a Câmara Municipal de Vereadores de Rosário cassou o mandato do prefeito Calvet Filho (PSC) e da vice-prefeita, Cláudia Anceles (PT), na mesma sessão, o presidente da Câmara de Vereadores, Carlos do Remédio, foi empossado como prefeito interino do município.

Os vereadores apontaram que o prefeito contratou falsos médicos e também não teria atendido as solicitações da Câmara, que pediu informações sobre despesas e demais procedimentos que justificaram a decretação do estado de emergência no município, em janeiro de 2021.

Chapa de Calvet Filho (PSC) e Cláudia Anceles (PT) foi cassada pela Câmara de Vereadores de Rosário — Foto: Arquivo pessoal
Foto G1 Maranhão
Com 9 votos a favor e 4 votos contra, Calvet foi cassado sobre a justificativa de que teria contratado empresas sem licitação para beneficiar aliados durante a pandemia da Covid-19. Mais de R$ 2 milhões teriam sido movimentados para empresas, sem que houvesse concorrência em licitação.
O prefeito cassado se diz injustiçado e que vai recorrer da decisão da Câmara. Jose Nilton Pinheiro Calvet Filho (PSC), foi eleito no dia 15 de novembro de 2020, para o cargo ao receber 51,86% dos votos válidos, um total de 11.720 votos, no pleito deste domingo (15). Como Rosário tem menos de 200 mil eleitores, a eleição municipal não tem segundo turno não teve 2º turno.
Fonte G1 e Imigrante.

Golpistas causam prejuízos milionários ao Nubank. Mais um criminoso é preso no Maranhão

A Polícia Civil do Maranhão anunciou nesta quarta-feira (19), a prisão de mais um integrante da organização de hackers que causou um prejuízo de quase R$ 13 milhões ao banco virtual Nubank, em várias regiões do Brasil.

Os criminosos mandavam e-mail falso para coletar dados e invadir as contas bancárias. Os crimes eram realizados na cidade de Imperatriz, no sudoeste do estado. De acordo com o delegado Carlos Alessandro, os hackers enviavam e-mail falso para coletar dados das vítimas. Prejuízo ao Nubank chegou a quase R$ 13 milhões. O NUBANK tem a facilidade de resolver tudo pelo aplicativo, e oferecer Cartão de Crédito sem anuidade.

Com o suspeito, foram encontrados notebooks, vários chips e aparelhos celulares.  Considerado foragido da justiça, o preso foi localizado no Bairro Santa Rita, na cidade de Imperatriz, distante a 636 km de São Luís. De acordo com a polícia no momento da prisão, o homem tentou fugir da polícia pulando o muro, mas acabou sendo pego.

Segundo o delegado Ederson Martins, a prisão faz parte do desdobramento da 2ª fase da operação ‘Ostentação’ que foi deflagrada em Imperatriz, em dezembro de 2020, onde os envolvidos desviaram grandes valores da Instituição financeira. Com o suspeito, foram encontrados notebooks, vários chips e aparelhos celulares.
O preso foi encaminhado para uma Unidade Prisional da região tocantina, onde permanece à disposição da Justiça.
Outro suspeito do golpe foi preso em 13 de janeiro deste ano, localizado em um condomínio no bairro do Calhau, em São Luís. Com ele, foram encontrados a quantia de R$ 15 mil, dois notebooks, vários chips, bolsas de grife, celulares, comprovantes de transferências bancárias e uma pequena quantidade de drogas.
Fonte G1 Maranhão

Ferry Boat administrado pela MOB quebra rampa e atrasa viagem em quase 4 horas

A embarcação que deveria ter saído às 3h da manhã da Ponta da Espera, só saiu quase 7h

Mesmo Flávio Dino tomando a administração dos ferry boats dos donos da empresa Servi-Porto, nada melhorou, pelo contrário, ficou ainda pior, já que quem administra as embarcações é Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e nada tem feito para melhorar os serviços presados aos passageiros.

Estado do Maranhão define procedimentos para calcular índices de participação dos municípios na receita do ICMS para 2022

Sefaz define procedimentos para calcular índices de participação dos municípios na receita do ICMS em 2022.

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) publicou o Procedimento Operacional Padrão para o cálculo dos Índices de Participação dos 217 municípios maranhenses na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o ano de 2022, por meio da Portaria 160/2021 do secretário de Estado da Fazenda, Marcellus Ribeiro Alves.

O cálculo do coeficiente de participação dos municípios na receita do ICMS é sempre realizado no ano anterior àquele em que os percentuais vão vigorar.

No ano de 2020, o Estado destinou aproximadamente R$ 2 bilhões aos municípios maranhenses, de acordo com os percentuais apurados em 2019. Em 2021 a perspectiva é que sejam distribuídos R$ 2,2 bilhões, de acordo com os índices elaborados em 2020.    

A Portaria 160/2021 para apuração do índice de participação do ICMS, que vai vigorar em 2022, foi baixada após reunião que contou com técnicos da Sefaz, do Tribunal de Contas de Estado do Maranhão (TCE/MA) e da Federação dos Munícipios do Estado do Maranhão (Famem).

Na reunião foram definidas as regras para o cálculo do valor adicionado de cada município, que é apurado pela Sefaz com acompanhamento pelo TCE/MA e pela Famem, conforme estabelecido na Lei Complementar Federal 63/90 e na Lei Estadual 5.599/92, com base nos valores declarados em 2019 e 2020.

O produto final desse trabalho é um relatório preparado pelo Núcleo do Índice dos Municípios, vinculado à Unidade de Informações Econômico Fiscais (IPM/UNI), da Sefaz, que apura o valor adicionado (VA), o principal critério econômico na determinação dos índices de participação dos municípios no ICMS.

O valor adicionado (VA) apurado em cada município revela as diferenças econômicas das cidades e regiões, apontando os respectivos coeficientes de participação dos municípios maranhenses na receita do ICMS. 

O VA é levantado com base nas informações captadas das Declarações de Informações Econômico-Fiscais (DIEF), apresentadas mensalmente pelas empresas cadastradas como contribuintes do ICMS no território maranhense.

Anualmente, a Sefaz encaminha, para o TCE/MA, o relatório final fixando o Índice definitivo de participação dos municípios maranhenses na receita do ICMS para o exercício subsequente. O TCE/MA é o responsável pela aprovação do relatório e a sua publicação como base legal para distribuição de 25% da receita do ICMS para os municípios.

A importância do trabalho de elaboração do índice de participação dos municípios na receita do ICMS fica patente quando se verifica o valor a ser distribuído às municipalidades, valor este que, em muitos casos, representa a maior receita do município, superando até o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e a receita própria das prefeituras.

Com base neste universo de muitas informações econômico-fiscais, que afetam diretamente a disponibilidade de recursos dos municípios, onde vivem os 7 milhões de maranhenses, o Núcleo do Índice dos Municípios da Sefaz vai preparar o novo relatório que reflete as diferenças econômicas dos municípios e regiões do estado. O documento será elaborado pelos auditores Adalzemir Braga e Ermenegildo Araújo, com o apoio de técnicos da Sefaz e Corpo Técnico de Tecnologia da Informação.

Fonte Sefaz/MA.

PERI-MIRIM: Ivaldo Rodrigues e o Prefeito Heliezer Soares visitam a COAMEL

Na administração de Heliezer Soares, com o apoio de Ivaldo Rodrigues, as esperanças se renovam.

No último domingo, 16 de maio, Ivaldo Rodrigues, Secretário Adjunto da Secretaria de Agricultura Familiar do Governo do Estado e o Prefeito de Peri-Mirim, Heliezer Soares, visitaram as instalações da COAMEL (Cooperativa Agroecológica dos Meliponicultores da Baixada Maranhense), no intuito de dar apoio à conclusão do empreendimento.

O Prefeito Heliezer demonstrou total interesse pelo assunto, fazendo-se acompanhar de cinco secretários municipais e um adjunto, que são: Giselia Martins, Educação; Lecondes Ferreira, Infraestrutura e Transportes; Eduardo Tupinambá, Agricultura e Meio Ambiente; Paulo Sérgio, Administração; Frank Wdson, Cultura, Esporte e Lazer e do secretário-adjunto da secretaria de Infraestrutura e Transportes, Mateus Gomes.

Segundo informações do Presidente da COAMEL, Venceslau Júnior, já foi autorizada a reforma do prédio, ocasião em que solicitou a construção de um muro de proteção. Também foi informado que, logo após a reforma, será feito o orçamento para compra dos equipamentos. Reforçando o compromisso, o engenheiro da Prefeitura já está providenciando as medições técnicas necessárias.

A criação de abelhas nativas é uma tradição dos habitantes dos municípios da Baixada Maranhense, entretanto, sempre foi conduzida de forma artesanal, por desconhecimento do seu potencial como atividade que atende a todos os critérios de sustentabilidade.

A meliponicultura é uma atividade de utilidade pública, de interesse para o meio ambiente e para a agricultura familiar e empresarial. Dessa forma, o prefeito Heliezer e o Secretário Ivaldo Rodrigues estão na vanguarda do desenvolvimento do município e contarão com a gratidão dos valentes associados da cooperativa que nunca desistiram do sonho de ver a cooperativa funcionando, que levará trabalho e renda para muitas famílias.

Vice-Governador do Estado dá apoio à reconstrução da Barragem de Maria Rita

Sexta-feira, 14 de maio, a comitiva do Governo do Estado, representado pelo Vice-Governador, Carlos Brandão, juntamente com os Secretários de Estado Rodrigo Lago, Ivaldo Rodrigues e Cleiton Noleto, em vistoria a construção da ponte que interliga os Municípios de Bequimão a Central do Maranhão.

Na ocasião, a comitiva do Governo do Estado demonstrou a intenção de realizar o estudo de viabilidade da reconstrução da Barragem de Maria Rita.

A grandiosa obra ajudará a dessalinizará as águas dos campos da região fomentando a atividade econômica pesqueira, beneficiando os Municípios Bequimão, Peri-Mirim, Palmeirândia, São Bento, Bacurituba e São Vicente Ferrer, que servirá como contenção para evitar que água do mar invada os campos alagados da Baixada, evitando grande perda para pescadores e produtores locais.

Em reunião ocorrido no dia 16 de abril,  os prefeitos de Bequimão, João Martins; Peri-Mirim, Heliezer Soares; a prefeita de Bacurituba, Letícia de Sibá; e o vice-prefeito de Alcântara, Nivaldo Araújo, representando o prefeito Padre William reuniram-se para tratar do assunto e  assinaram um documento conjunto endereçado ao Governo do Estado, solicitando a construção dos seis quilômetros restantes da estrutura e a manutenção dos seis quilômetros já construídos.

Fonte: Blog de Joerdson Rodrigues e site do FDBM e Detalhes.

Biden: promessa não cumprida e cerca de 130 brasileiros serão deportados dos Estados Unidos

Os Estados Unidos estão prestes a enviar ao Brasil o primeiro voo fretado de imigrantes brasileiros deportados desde o início do governo de Joe Biden.

O governo Joe Biden decidiu enviar na quinta-feira (20) ao Brasil o primeiro voo de imigrantes brasileiros deportados, ou seja, pessoas que foram detidas na fronteira ao tentarem entrar nos Estados Unidos sem documento.

Segundo diplomatas envolvidos nas negociações, a previsão é que cerca de 130 brasileiros sejam mandados de volta no avião providenciado pelos americanos nesta semana, mas o número exato só deve ser fechado no dia do embarque.

Há alguns dias, brasileiros detidos na fronteira entre EUA e México começaram a relatar a autoridades consulares terem ouvido informações sobre o voo, pedindo mais detalhes, mas ainda não havia comprovação oficial.

Durante a campanha, Biden prometeu um tratamento mais humanitário para os imigrantes que tentam entrar nos EUA sem documento, mas a imigração acabou se tornando a maior crise que o democrata enfrenta até agora.

Justamente por causa da sensação de portas abertas – que o governo americano insiste em dizer que é ilusória – o fluxo de pessoas que tentam entrar nos EUA sem documentos tem aumentado vertiginosamente, e já é o maior em 20 anos.

O total de brasileiros que chegaram aos EUA ilegalmente começou a crescer a partir de 2015, mas ainda se mantinha em patamares baixos. O grande pico nas apreensões feitas pela Patrulha de Fronteira norte-americana havia sido em 2019, quando chegou a 18 mil casos.

Fonte: Gazeta do Povo

PERI-MIRIM

Peri-Mirim é um município brasileiro, situado na microrregião da Baixada Maranhense, área de 397,994 km², com população estimada em 2020 pelo IBGE de 14.345 habitantes. Possui PIB de R$ 77.182.175,00 e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,599, segundo a última medição do IBGE, que é de 2010. O IDH vai de 0 a 1 – quanto maior, mais desenvolvida a cidade – e tem como base indicadores de saúde, educação e renda. A média no Brasil é de 0,765, segundo dados de 2019 divulgados em 15 de dezembro de 2020 pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD).

Gentílico perimiriense

Prefeito: Heliezer de Jesus Soares, do PC do B

Vice-Prefeito: Vilasio França Pereira, do PDT

Os vereadores eleitos em 2020 são:

Telma Penha, do PSL

Otoniel Coqueiro, do PDT

Joubert Acs, do PDT

Iury Serrão, do PDT (presidente da Câmara de Vereadores)

Pablo Gomes, do PDT
Chico Grande, do PC do B

Cleomar Pereira, do PC do B

Marcos Bordalo, do MDB

Dr Charles, do MDB.

Fonte IBGE e TSE.

Empresa norte-americana Virgin Orbit vai utilizar o Centro Espacial de Alcântara

A previsão é que o primeiro voo orbital seja lançado em território brasileiro no primeiro semestre de 2022.

 

A empresa norte-americana Virgin Orbit está entre as selecionadas para realizar lançamento de veículos espaciais a partir de Alcântara, no Maranhão. O projeto faz parte da iniciativa do Governo Federal em viabilizar economicamente a instalação ligada a Agência Espacial Brasileira (AEB).

A Virgin Orbit poderá assim realizar o lançamento de veículos espaciais não governamentais do tipo orbital e suborbital no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a principal instalação brasileira destinada a missões espaciais.

Curiosamente, a Virgin Orbit utiliza um Boeing 747-400 modificado, empregando o sistema LauncherOne, que serve como um avião de lançamento. O objetivo principal é a redução de custos no lançamento espacial, já que exige menor volume de combustível no foguete que é lançado em grandes altitudes e com maior velocidade.

O lançamento ocorre através de um suporte instalado no ponto de ancoragem do quinto motor do 747, originalmente projetado para transporte de motor sobressalente, que faz o lançamento similar ao empregado em mísseis.

Além disso, o uso de aeronave como principal plataforma de lançamento oferece a possibilidade do sobrevoo em uma infinidade de pontos do planeta, buscando a melhor posição geográfica para atender as necessidades da missão.

Não há lugar melhor no planeta do que Alcântara para um local de lançamento equatorial. E com centenas de quilômetros de alcance cruzado em nossa plataforma de lançamento voadora, o potencial é ilimitado. Estamos ansiosos para trabalhar com nossos colegas da AEB e da FAB para trazer essa nova capacidade vital para Alcântara”, disse Dan Hart, CEO da Virgin Orbit.

A além da Virgin Orbit, outras empresas como a canadense C6 Launch e as norte-americanas Hyperion e Orion AST também irão atuar em Alcântara, e seguem para a fase de negociação contratual junto à Aeronáutica.

A plataforma de lançamento de Alcântara também servirá para a realização de missões com a finalidade de coleta de lixo espacial operados pelas empresas C6 Lauch e a Orion AST. Um dos maiores desafios das empresas que atuam no segmento espacial é o acumulo cada vez maior de lixo orbitando o Planeta. O projeto de recolhimento de detritos, que variam de poucos centímetros até satélites completos, poderá abrir um novo mercado para diversos operadores e para o Brasil.

Saiba mais – Localizado a cerca de 100 quilômetros de São Luís, no município de Alcântara, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) foi inaugurado em 1º de março de 1983 com a finalidade da criação de um apoio logístico e de infraestrutura local como alternativa ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado no Rio Grande do Norte, em decorrência do avanço urbano em suas proximidades, o que limitava a realização dos trabalhos e ampliações da base.

Considerada umas das melhores localizações do mundo por conta da sua posição 2° abaixo da linha do equador, o Centro de Lançamento de Alcântara favorece o menor consumo de combustível para o lançamento de satélites, que pode chegar em até 30% se comparado com bases de lançamentos em localizações com latitudes maiores.

Outra característica é que sua disposição favorece lançamentos em todos os tipos de órbita, desde equatoriais até polares. Além disso, o clima estável, com médias aceitáveis na velocidade de ventos, permite lançamentos em praticamente todos os dias do ano.

Apesar de tantos pontos favoráveis, em 22 de agosto de 2003, o Centro de Lançamento de Alcântara protagonizou o capítulo mais triste de sua história com a explosão do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1 V03) por volta das 13h30, três dias antes do seu lançamento, matando 21 técnicos. Após um ano de investigações, foi constatado um acionamento prematuro como a principal causa.

Desde então o Brasil retirou grande parte dos seus investimentos no programa espacial, ainda que tenha tentado alguns acordos internacionais, todos sem sucesso e de elevado custo.

Fonte: MaranhãoHoje

Conhecendo a Baixada Maranhense

Autor George Raposo

A região é uma das mais ricas do Maranhão em diversidade de vegetação e fauna, mas sofre com os problemas de desenvolvimento.

Para os maranhenses, o termo Baixada é bastante conhecido e muito utilizado principalmente pelas pessoas provenientes desta região e espalhadas pelo restante do estado. Mas o que é realmente a Baixada Maranhense e o que ela representa para o Maranhão? A Baixada Maranhense localiza-se no extremo norte do estado do Maranhão, abrange 21 municípios e tem 1.775.035,6 hectares de extensão. Pinheiro, com uma população de 78 mil pessoas, é considerado o município mais populoso entre os que integram esta região.

É composta por 21 municípios – Anajatuba, Arari, Bela Vista do Maranhão, Cajari, Conceição do La- go-Açu, Igarapé do Meio, Matinha, Monção, Olinda Nova do Maranhão, Palmeirândia, Pedro do Rosário, Penalva, Peri-Mirim, Pinheiro, Presidente Sarney, Santa Helena, São Bento, São João Batista, São Vicente Férrer, Viana e Vitória do Mearim.

A Baixada Maranhense possui uma população predominantemente rural, com exceção de Arari, Pinheiro, Santa Helena, São Bento e Viana, que apresentam a população urbana como mais expressiva, segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Características

A área é reconhecida principalmente por conta de seus imensos campos, que podem ser divididos em inundáveis e tesos. Na época das chuvas, de dezembro a julho, os campos baixos ficam alagados, restando ilhas de terras firmes e áreas de campos em terreno um pouco elevado, chamadas regionalmente de “teso”.

Durante as cheias, ocorre o transbordamento dos rios, formando-se numerosos lagos. Os rios da Baixada Maranhense são típicos de planícies, caracterizados por baixo declive nos trechos médio e baixo. A região é drenada pelos rios Mearim, Pindaré, Grajaú, Pericumã e afluentes. Além dos campos, há quatro vegetações importantes para a caracterização da Baixada: manguezais, babaçuais, matas de galeria e Floresta Amazônica.

Nos estuários, os manguezais ocorrem penetrando os igarapés, por entre os campos, até onde existe influência das marés. Os babaçuais ou cocais são um tipo de ecossistema característico da área. O solo é argiloso, pouco consolidado, com grande retenção de água.

Área de proteção

A região foi transformada em Área de Proteção por meio de um decreto estadual em 1991. Em 2000, a Área de Proteção da Baixada Maranhense ganhou a classificação de Sítio Ramsar. O governo federal inclui nesta lista as áreas úmidas do Brasil que precisam ser protegidas. Além da Baixada, o Maranhão tem outros dois locais deste tipo: Parque Estadual Marinho do Parcel de Manoel Luiz (2000) e Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses (1997).

O Ramsar foi criado em uma convenção mundial realizada no Irã em 1971. Em 2011, a Convenção das Zonas Úmidas (Ramsar) descreveu a importância da conservação da Baixada Maranhense.

“A APA da Baixada Maranhense é uma área de rica biodiversidade, pois incorpora uma complexa interface de ecossistemas, incluindo manguezais, babaçuais, campos abertos e inundáveis, estuários, lagunas e matas ciliares. Esse mosaico de fisionomias e sua extensão na paisagem torna a APA uma unidade de conservação de extrema importância, pois permite a ocorrência de processos ecológicos de grande escala, além de que a área de manguezal funciona como regulador local dos estoques pesqueiros”, descreve o documento.

Ecossistemas localizados na zona de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, com influência dos ambientes costeiros e marinhos, destacando-se as zonas úmidas que proporcionam habitat para diversas espécies aquáticas, incluindo aves, em abundância, além de espécies vegetais (castanheira, gameleira, embaúba, cedro e babaçu) que são importantes para a economia das populações locais.

Campos inundáveis

São o sistema ecológico mais representativo na região, dominado por herbáceas (gramíneas e ciperáceas) e sofre inundação sazonalmente. Predomina a água doce, mas há incursões de água salobra nas partes mais próximas à costa. A salinidade também varia sazonalmente, sendo, mesmo nessas áreas, 100% doce na época chuvosa e salobra, na seca.

Rios e igarapés

São um conjunto bastante complexo, variando desde nascentes em bacias locais até rios de grande porte, de bacias bastante extensas. Inclui alguns igarapés que secam por inteiro na época seca.

Tesos

São ilhas de terra firme (campos herbáceos) inseridas no meio de uma matriz formada por campos inundáveis e estuário. A altura chega a um máximo 10m, com média de 5m. A vegetação inclui palmeiras, floresta pré-amazônica e arbustos. Em algumas áreas há presença de cactáceas consorciadas com mata amazônica. É o lugar preferido para ocupação humana e pecuária bovina ou para criação de outros animais domésticos.

Complexo de lagos

Domina a parte mais meridional do Sítio Ramsar, com a exploração mais intensa de recursos pesqueiros. Apresenta bastante sazonalidade, com conectividade entre os lagos no auge da época chuvosa, que é interrompida quando o nível da água baixa com a seca. A água é 100% doce, normalmente, mas alguns lagos (por ex., o lago Viana) excepcionalmente sofrem incursão de água salgada durante intensas secas. Há presença de macrófitas aquáticas e igapós.

Manguezais e estuários

São vegetações dominadas por Avicennia, Rhizophora, Laguncularia. Há grande diversidade fisionômica, com vegetação que varia de pequeno a grande porte, com árvores de até 30m. Os manguezais ocorrem desde o início da influência da maré, na foz dos rios Pindaré, Mearim, Turiaçu e Pericumã e se estendem ao longo da baía de São Marcos, inclusive ocupando a grande maioria da Ilha do Caranguejo. O estuário inclui extensas áreas de apicuns (clareiras com areia e lama nos manguezais – áreas mais procuradas para criação de camarão em cativeiro). O estuário é muito importante para a vida aquática, incluindo peixes-boi, botos e várias espécies de peixes que utilizam a área em suas rotas migratórias, etc. O mangue abriga o caranguejo, de altíssima importância econômica local.

Matas de terra firme

Este alvo abriga tanto manchas de mata de terra firme pré-amazônica, como os babaçuais, capoeira e matas ciliares. A maior parte da população humana está nessas áreas, onde, inclusive, se localizam as sedes da maioria dos municípios. São ricas em palmeiras de importância econômica. Esta é a zona de uso mais intensivo na APA

Ictiofauna

A ictiofauna inclui espécies endêmicas da bacia amazônica e espécies estuarinas. As espécies de maior importância econômica incluem, no estuário: camurim, sardinha e bagre de água salobra, e, nos lagos e rios de água doce: surubim, curimatã, pescada, piaba, traíra, jeju, piranha, mandi, cascudo etc. Há tanto camarões de água salgada/salobra como espécies de água doce.

Espécies caçadas

Inclui as seguintes espécies de aves: jaçanã (Jacana jacana), o piaçoca (Prophyru- la martinica), inhambus, patos e outras aves caçadas para o comércio, como curió e demais Sporophilas, além de algumas espécies de psitacídeos. Entre os mamíferos: tatus, tamanduás, capivaras, primatas, veados, cutias e pacas. Entre os répteis: quelônios dos mais diversos e o jacaré (Caiman crocodilus).

Desenvolvimento

Em 2016, pesquisadores do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepa) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) destacaram a importância do uso de indicadores sociais como base para as atividades de planejamento e formulação de políticas públicas nas diferentes esferas do governo.

Os estudiosos realizaram uma pesquisa no intuito de conhecer a realidade socioambiental dos municípios da Baixada Maranhense, para que as políticas públicas sejam elaboradas conforme a situação de cada um, no que se refere ao desenvolvimento. O grupo busca elaborar um sistema de indicadores para avaliar a qualidade urbana dos municípios  que compõem a região. Segundo a coordenadora da pesquisa, Zulimar Márita Ribeiro Rodrigues, doutora em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo(USP), no Maranhão, as cidades crescem sem planejamento prévio, ocasionando a acentuação dos aspectos negativos como ausência de saneamento básico, baixos indicadores sociais, violência urbana, dentre outros.

“Tomando com base este índice, para diagnosticar a qualidade dos municípios da Baixada Maranhense, percebe-se que todas as cidades são classificadas como ‘Desenvolvimento Médio’ dentro do limite mínimo para estar neste intervalo. Ou seja, a média dos municípios da referida região é de 0,584”, afirma Márita.

Os intervalos considerados pelo Pnud, para classificar o IDHM, são de: baixo (menor que 0,500), médio (0,500 a 0,800) e alto (superior a 0,800). Esses índices e indicadores como instrumentos para medir e informar sobre as cidades podem ser classificados em duas formas: indicadores intermunicipais e intramunicipais.

O Maranhão é o segundo estado do país com menor IDH. Diante desta realidade, o governo do estado implementou o Plano de Ação “Mais IDH” com a intenção de promover a superação da extrema pobreza e das desigualdades sociais no meio urbano e rural, por meio de estratégia de desenvolvimento territorial sustentável, com políticas públicas que valorizem a diversidade social, cultural, econômica, política, institucional e ambiental das regiões do estado.

O programa definiu como prioridade os 30 municípios do estado com menor desempenho no Índice de Desenvolvimento Humano. Entre eles três municípios da Baixada Maranhense: Cajari, Conceição do Lago-Açú e Pedro do Rosário.

Artigo publicado no Jornal O Imparcial de 24 de outubro de 2017. Autor George Raposo. E-mail: gdinamite@gmail.com