O APARELHO

Por Wellington Matos

Segundo relatos e depoimentos das vítimas, em 1977 foi considerado ano das visitas e ataques de “aparelhos” na região da Baixada Maranhense. Os Objetos Voadores Não Identificados (Óvnis), também chamados APARELHOS pelos nativos baixadeiros, causaram medos e dúvidas sobre esses fenômenos desconhecidos, se eram de outros planetas ou tecnologias dos norte-americanos e russos pela corrida espacial.

Agentes de Jornais impressos, rádios e TVs, ufólogos, e oficiais da aeronáutica, estiveram na baixada coletando depoimentos de pessoas vitimadas, sobretudo, daqueles que tiveram contato de 2° e 3° grau, como, por exemplo, nesta parte do depoimento senhor Vicente Chacho, natural do povoado Belas Águas, ao jornal “O Estado do Maranhão” (a cidade, ano V, n° 1316, 16/07/1977):

“Eu viajava montado em um animá pela estrada da beta, na proximidade do lugar Iguarapiranga. Era boca da noite e a tempo de lua nova, quando eu ouvi um barulho seguido de uma luz, a luz clareou o lugar que parecia o dia. Olhei pra riba e me deparei com um aparelho medonho enrriba de mim. Ele me foquiou com uma luz, e eu caí do animá já sem sentido. Quando acordei já era dia, acordei fraco e pálido, como se tivessem chupado uma parte do meu sangue…”

Outro detalhe, nesse caso, a matéria não abordou que o Seu Vicente havia sido socorrido ao amanhecer pelo amigo João de Lídia, que tinha a fama de aumentar os fatos e colocar-se em cena. Disse ele ao amigo:

“Compade Chacho, antes de lhe atacar esse aparelho quase me mata lá na Santa Rosa! Ele botou o facho enrriba de mim, eu ranquei pelo facão e renei em me defender, mas vi que não tinha jeito de brigar com um aparelho, entonssi eu corri para o mato e escapei pra debanda de uma pinduveira. Mas ele ainda ficou me caqueando e depois foi embora”.

O ufólogo norte-americano Bob Pratt, já falecido, esteve em São Bento no mesmo período à procura de depoentes, mas teve que sair às pressas para o município Cajapió para investigar o caso dos pescadores atacados e mortos na Ilha dos Caranguejos. Ele investigou os casos do Maranhão e Pará e no ano seguinte publicou o livro “Perigo Alienígena no Brasil”.

Não esquecendo de frisar, que quando o norte-americano Bob Pratt saiu às pressas de São Bento, esqueceu no hotel da Dona Isaltina uma lista com nomes dos conterrâneos que seriam entrevistados, nomes escritos em inglês, e agora traduzidos pela primeira vez:
Green Cable (Cabo Verde),
Eats People Blessed (Bento Come Gente)
Shit Bone (Caga Osso)
Treads Gold (Pisa Ouro)
Shit in The Can (Caga na Lata)
Brito’s Donkey (Jumento de Brito)
Frog Rump (Garupa de Sapo)
Wash Chicken (Lava Pinto)
Coke Dam (Coça Ova)
Crazy Pig (Porco Doido)
Mutated Shellfish (Cascudo Mutacado)

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