Por Gracilene Pinto
Nasci no Dia do Bibliotecário, 12 de março, e desde muito pequena, sou apaixonada pelos livros. Uma leitora voraz. Meu único vício é a leitura, quem me conhece sabe disso. Isso desenvolveu em mim a capacidade de escrever.
Admiradora de Castro Alves, gosto muito de repetir: “Oh, bendito o que semeia livros à mancheia…”
Nisto sou igual a outros famosos personagens da História: entre eles, Napoleão Bonaparte, que lia e escrevia muito e sobre temas diversos, e até escreveu um romance; Monteiro Lobato (que disse que um país se faz com homens e livros.); etc.
O fato é que, desde as inscrições rupestres, deixadas pelos homens das cavernas, à Epopeia de Gilgamesh escrita em argila, e a Bíblia de Gutemberg, até os nossos dias, a comunicação visual evoluiu gradativamente em razão do desenvolvimento tecnológico e do surgimento de novos métodos. Até chegarmos ao I-book, a estrada foi longa.
Algum tempo atrás, uma pessoa ligada ao mundo literário profetizou que, no máximo em 3 anos, deixariam de existir livrarias e livros físicos. Discordei veementemente, embora eu mesma já tenho o livro A SAGA DOS BRAIDE em I-Book à venda na Amazon. Já vendi para os EEUUA, EUROPA e JAPÃO.
O fato é que, mais de 5 anos já se passaram e, felizmente, a profecia dele falhou, porque nada se iguala ao prazer de abrir, folhear, e se deliciar com a leitura de um bom livro.
No entanto, a evolução tecnológica possibilitou o acesso à publicação para todos que se atrevessem a publicar um livro, falo da questão econômica.
No ano 2000, a editoração de um livro custava o dobro, ou até mais, do valor de hoje. Isso possibilitou que muitos quisessem por em prática a máxima de José Marti, que disse: três coisas um homem deve fazer, ter um filho, plantar uma árvore, escrever um livro.
Eu, que acredito não bastar escrever um livro precisa ser O LIVRO, direi o que disse ao meu sobrinho neto de 8 anos, Heitor, quando este me perguntou:
Tia, como se faz pra ser um escritor, como a senhora?
– Leia muito, meu filho, estude. Porque escrever bem é um dom, tanto como falar bem. Mas, você só pode falar ou escrever bem sobre aquilo que conhece bem. Portanto, é sempre bom lembrar a necessidade de estudar a gramática do idioma em que se irá escrever e pesquisar, estudar o assunto sobre o qual se pretende discorrer. Pois, ao escrever um livro você estará imortalizando seu pensamento para as próximas gerações.
FELIZ DIA DO LIVRO!
