A jaçanã e a flor de mururu

Por Gracilene Pinto

Do lago manso
O espelho refletia
As nuvens brancas
Naquele céu de abril.
E no remanso,
uma extensão se via
verde esperança
que o mururu
rebordando de lilás e azul anil
floria.
A inquieta jaçanã,
leve e faceira,
pousada, mirava-se nas águas,
ensaiando uma dança
Sem pejo e com alarde,
achando-se do lago
a dona verdadeira.
Lhe contestar, quem há de?!
Pensava, cheia de vaidade.
Se o Criador
lhe dera essa beleza,
Essa leveza e cores
De aquarela,
Que até faziam dela uma ave-flor?
Assim, desfilando sem cuidado,
pisando vai na flor do mururu,
tão delicada,
Que nenhuma outra há
que se compare
e jamais houve outra igual a ela.
Pois, no extenso jardim da natureza
a flor do mururu é entre todas
com sua humildade
a flor mais bela.

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