… VIOLÊNCIA FANDANGA

Por José Carlos Gonçalves

CENAS DO COTIDIANO XLVII (… violência fandanga)

“O papo reto, das CENAS”, nestes últimos dias, é o deboche da Ilha, nesta greve de trabalhadores no transporte público. Com muito humor e ironia, descobri que “o transporte público” é, na verdade, “cativo de um empresariado” ávido por money. Descobri, também, que São Luís não necessita de vereadores. Ainda mais, dos surdos e dos mudos. Nem dos que não enxergam o povo nas paradas, mendigando uma carona ou um carrinho, com preço desleal, tão exorbitante

e, “numa ‘analisinha’ rasa”, descobri que a Ilha “não precisa de ‘ômbis’, pra viver o carná”. Prova incontestável. Os shows na Beira Mar e na Litorânea, nadando em “um marzão de gente”. Agora, outros quinhentos, é ir ao trabalho. Aí, é impossível chegar sem o tão sucateado, fumacento e odiado “bus”. Brincadeirinha …

e, por falar em busão, na matemática política manter “vouchers”, a que quase ninguém tem acesso, não pode ser mais barato que o subsídio ao choroso empresário

e, sem subsídio, infelizmente, a temática da violência se faz presente. E eu não queria, mas não dá para ignorá-la. E violência, mesmo, é a apelação que nos insulta em nossas casas. Um tal de BBB (Big Boba Bobagem), que já não tem razão de existir. E, muito menos, é recomendável às esfaceladas famílias, tão carentes de bons exemplos e boas práticas. Ainda mais, em horário nobre, que só mostra o que não se pode nem deve fazer. Mas, por pura ironia, é a aspiração de quem busca “fama” instantânea

e instantânea, também, pode ser a queda, no julgamento popular, de quem “escorrega na maionese e na falta de noção”, a viver no fio da fama ou do ostracismo ou do ridículo. Aí, se pode escolher qual o maior vexame. Caráter ambíguo, paradoxal, antitético. Ou, simples e sinceramente duvidoso, em busca do endeusamento ou da crucificação. Aí, vem a condenação, o massacre, a guilhotina, a decretar a vergonha nacional

e, sem vergonha, a violência é tanta que só se dá bem aquele que choca, negativamente, e que se deixa levar pelo ridículo. Aí, a quem está de fora, só resta confirmar que “o elemento anda perdido”. E, como bem diz o caboclo, “remediado, remediado tá”. E “não tem jeito, que dê jeito”. Nem “se vortá pra trás!”

e, “sem vorta”, os nossos jovens vão se embrenhando nesses labirintos “do quanto o menos vale mais” e do “quanto pior, melhor”. Ufa! Cansei …

e, como o caos se instalou, louvável só o comportamento do motorista de Guarulhos, a nos dar uma aula de equilíbrio, ante o desequilíbrio de uma desquilibrada, que achou que tudo podia. E, aí, arrisco a afirmar que é a certeza de que a Maria da Penha lhe dá salvo conduto. Eita, país de absurdos

e, absurdamente absurdo, foi o tenente, empurrando goela abaixo, como teacher, a ensinar os meninos como se grafa “descançar”. Foi, no mínimo, terrível! E, de verdade, necessário é tratar, com responsabilidade, a Educação. Vou empregar “caso contrário”, por não saber “se é senão ou se não”. Vamos lá! Caso contrário, ficaremos presos ao atraso, que já nos massacra no cenário mundial

E, como bobagem pouca é bobagem, não vou prestar “continêcia” a ninguém!

Inté maise!

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